Brasil

Venda de veículos aumenta 21,6% em outubro, diz Anfavea

A venda de veículos aumentou 21,6% em outubro deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2023. No mês passado, foram licenciadas no país 264,9 mil unidades, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (6) pela Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

No acumulado do ano – de janeiro a outubro –, as vendas cresceram 15% em relação ao mesmo período de 2023, com um total de 2,124 milhões de unidades.A exportação de veículos também aumentou no mês passado. A alta foi de 39,2% ante outubro de 2023, chegando a 43,5 mil unidades exportadas.

No acumulado do ano deste ano, a exportação somou R$ 327,8 mil, o que representa queda de 7,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. (Agência Brasil)

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Derpois de 7 anos, o Brasil volta a ter um piloto na Fórmula 1

Sete anos após a aposentadoria de Felipe Massa, o Brasil volta em 2025 a ter um piloto no grid da maior categoria da Fórmula 1. Gabriel Bortoleto foi confirmado na Sauber Motorsport AG para 2025 ao lado de Nico Hülkenberg.

O piloto paulista iniciou sua carreira nas pistas aos seis anos no kart e, aos doze, mudou-se para a Europa para seguir o sonho de chegar à Fórmula 1. Ele se destacou ao estrear na Fórmula 3 em 2023, dominando sua temporada de estreia e vencendo o campeonato, antes de subir para o Mundial de F-2, onde lidera a classificação com apenas duas rodadas para o encerramento.

Gernot Döllner, da Sauber Motorsport AG afirmou que “ao contratar Gabriel Bortoleto, garantimos um desses grandes talentos. Sua contratação reforça a estratégia de longo prazo”.


Já Mattia Binotto, ex-dirigente da Ferrari e atual comandante da Sauber Motorsport AG, elogiou o piloto. “Gabriel já demonstrou nas categorias de base que tem o que é preciso para ser um piloto vencedor. Estamos muito satisfeitos que ele se tornará um membro da equipe Sauber. Junto com Gabriel, estamos em uma jornada rumo ao sucesso e evoluiremos como uma força unificada para moldar uma nova era para a Audi no automobilismo. Nico e Gabriel representam a combinação ideal de experiência e juventude, nos posicionando fortemente para o futuro”.

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Segredo revelado: como é o treinamento para ser um ‘Outbacker’

Uma das características mais marcantes do Outback Steakhouse é o atendimento intimista oferecido aos clientes, tornando a ida aos restaurantes uma experiência que vai além da refeição. A marca revela seu segredo para manter o padrão de excelência nas 174 unidades distribuídas em 77 cidades do Brasil: treinamento e desenvolvimento constante de mais de 12 mil colaboradores. O Outback trabalha com o modelo de sociedade, ao invés de franquias. Com um plano de carreira bem estruturado, a empresa se orgulha em dizer que 84% dos sócios proprietários iniciaram a carreira como recepcionistas, atendentes de restaurante ou bar e auxiliares de cozinha e limpeza.

Tendo seus nomes estampados na porta dos restaurantes, os sócios das unidades inauguradas recentemente em Sorocaba, São Carlos e Itu iniciaram a carreira na operação. Resultado de muito esforço e excelente desempenho, os três foram crescendo e galgando cargos em restaurantes da marca até serem convidados a terem um “Outback para chamar de seu”. E estão muito felizes com a conquista.

Peter Rogério Mendes, à frente do Outback Pátio Cianê Shopping, segunda unidade sorocabana da rede inaugurada em julho, começou como atendente de restaurante. “Minha história no Outback começou em 2010, no restaurante do Parque Dom Pedro, em Campinas, onde fui contratado como atendente. De lá para cá, passei para outras funções, como treinador, assistente de gerente e gerente, tendo atuado também na unidade do Iguatemi Campinas. Com meu esforço e a vontade de crescer, acabei sendo escolhido como sócio proprietário do restaurante do Pátio Cianê. Estou muito realizado e esperançoso com esse desafio. Só posso dizer que é a realização de um sonho”, relembra Peter.

Atual sócio proprietário do Outback Iguatemi São Carlos, também aberto ao público em julho, Marcos Vinícius Pessoa iniciou sua trajetória como auxiliar de limpeza. “Entrei no Outback em 2002, na unidade Anália Franco, em São Paulo. Me destaquei como auxiliar de limpeza e rapidamente fui promovido a atendente de bar. Pouco tempo depois, surgiu a oportunidade de seguir plano de carreira na cozinha, onde passei por todas as funções e comecei a atuar como treinador. Em 2012, fui para o restaurante que estava sendo inaugurado em Guarulhos e mais uma vez fui ganhando novas promoções, até que recebi o convite para comandar a casa de São Carlos. É uma grande alegria e realização por tudo o que conquistei na empresa”, conta Marcos.

No comando da casa do Plaza Shopping Itu, inaugurada em agosto, Eduardo Grecchi foi contratado para o atendimento às mesas. “Em 2013, eu havia acabado de retornar ao Brasil após morar nove anos na Inglaterra e vi uma reportagem sobre o processo seletivo para formação da equipe do Outback que seria inaugurado no Iguatemi Esplanada, em Sorocaba. Eu ainda não conhecia o Outback, mas já tinha alguma experiência na área. Me candidatei e fui contratado como atendente. Apenas cinco meses depois já tive a minha primeira promoção, até chegar a gerente da unidade, cargo no qual estava quando fui convidado a comandar o restaurante que seria inaugurado em Itu. Tenho muito orgulho da minha trajetória e quero traduzir todo o meu agradecimento em excelentes resultados para o mais novo Outback do interior paulista”, afirma Eduardo Grecchi.

O caminho para o crescimento

Com um perfil diverso e inclusivo, a Bloomin’ Brands — holding que reúne as marcas Outback, Abbraccio e Aussie no Brasil — se destaca por seu compromisso com o desenvolvimento contínuo de seus colaboradores. A empresa oferece oportunidades para pessoas com mais de 18 anos, que tenham concluído o ensino médio ou técnico, mas, acima de tudo, valoriza características como dedicação, dinamismo e o desejo de crescer.

Para sustentar esse crescimento, a companhia desenvolveu um robusto sistema de treinamento através da Bloomin’ Academy, sua universidade corporativa, que capacita os profissionais desde o primeiro dia de atuação. “Nosso foco não está na formação prévia ou experiência anterior. O que realmente valorizamos é o perfil hospitaleiro, que é cultivado e fortalecido desde o início da jornada do colaborador conosco”, afirma Melissa Casagrande, diretora de Excelência Operacional da Bloomin’ Brands.

A estratégia de formação é essencial para manter os padrões operacionais em todo o país, além de sustentar o crescimento consistente do negócio ano após ano. O treinamento é híbrido e adaptado a cada função, oferecendo trilhas de aprendizagem personalizadas para cada etapa da carreira. “Desde a entrada, o colaborador tem acesso a uma jornada de crescimento contínuo, que pode levá-lo até a posição de sócio proprietário. Esse incentivo faz parte da nossa cultura, e temos uma alta porcentagem de sócios que começaram na operação”, complementa Melissa.

O processo de desenvolvimento conta também com o programa BTrainer, que forma líderes e garante a manutenção dos padrões em todas as unidades. Os treinadores são responsáveis por aplicar essa cultura em suas equipes locais e, muitas vezes, participam da abertura de novos restaurantes pelo Brasil. A cada nova posição assumida, o colaborador recebe um novo pacote de conteúdos e competências, reforçando sua qualificação para funções de liderança. Esse ciclo de desenvolvimento pode durar de oito meses a um ano, preparando profissionais para assumirem posições de liderança e até mesmo a sociedade no negócio.

“Nossa metodologia acompanha o movimento atual, utilizando mídias digitais e práticas de gamificação para engajar e desenvolver nossos talentos. Assim, oferecemos todas as condições para que nossos colaboradores alcancem o crescimento profissional que desejam, criando uma conexão sólida entre a formação e o sucesso do negócio”, finaliza a executiva.

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Estado de SP concentra 55% das startups de base científica e tecnológica

O Brasil possui hoje aproximadamente 900 deep techs, como são chamadas as startups voltadas a criar tecnologias baseadas em avanços científicos que possuem ou superaram riscos de desenvolvimento e têm grande potencial de impulsionar mudanças, estabelecer novas indústrias e reinventar as atuais.

Quase 70% dessas deep techs estão situadas na região Sudeste, sendo 55% em São Paulo, entre outras razões, pela disponibilidade de recursos voltados ao fomento de startups, especialmente oriundos do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da Fapesp.

As constatações são do Relatório Deep Techs Brasil 2024, elaborado pela consultoria Emerge em parceria com o Cubo Itaú e a CAS. O relatório destaca que as deep techs vêm ganhando destaque nos cenários de investimento, industrial, governamental e acadêmico por contribuírem para solucionar grandes desafios globais, assim como proporcionar desenvolvimento socioeconômico.

Por meio de consultas à base de fomento e apoio a startups com esse perfil, fontes abertas de dados de startups e um mapeamento próprio, a Emerge identificou 875 deep techs no Brasil, atuantes em diversos setores, das quais 55,2% estão localizadas no estado de São Paulo e 28% já receberam recursos do PIPE-Fapesp.

“Esse contexto reflete o forte estímulo e apoio ao desenvolvimento de startups, sendo o estado de São Paulo um pioneiro e sede dos principais ecossistemas de inovação no Brasil. Além disso, abriga algumas das mais renomadas universidades e centros de pesquisa do país, como as universidades de São Paulo (USP), Estadual de Campinas (Unicamp) e Estadual Paulista (Unesp), além do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM)”, apontaram os autores do documento.

“Iniciativas de fomento à inovação de base científica, como editais de Fundações de Amparo estaduais e programas regionais, como o Inova Amazônia, vêm contribuindo para o crescimento de ecossistemas em outras unidades federativas brasileiras”, avaliaram.

Desafio de financiamento

Ao contrário de ecossistemas de inovação mais maduros, as deep techs brasileiras demoram mais de cinco anos para iniciar o crescimento. Há organizações que estão no mercado há mais de uma década e ainda não conseguiram avançar no escalonamento de suas tecnologias, constataram os autores.

“O desafio de obter financiamento para o desenvolvimento de tecnologias no Brasil é grande e muitas startups acabam dependentes de editais de fomento ou de subvenção econômica, apresentando um ritmo extremamente lento de crescimento”, apuraram.

A maioria das deep techs brasileiras mapeadas ainda está focada no desenvolvimento de suas tecnologias, com apenas 30% das organizações avançando para as fases de escalonamento, comercialização e expansão. Essas startups enfrentam um desafio significativo entre o desenvolvimento inicial e final de suas soluções, que passa pela comprovação da viabilidade e aplicabilidade de suas tecnologias para atender a uma demanda de mercado.

“Durante essa transição, enfrentam um obstáculo crítico relacionado ao capital, pois as fontes de fomento público geralmente não se aplicam a esse estágio de maturidade e os investimentos privados são escassos, devido ao risco associado à baixa maturidade tecnológica”, afirmaram.

Programas de subvenção, fomento público e investidores-anjo representam 70% dos investimentos em deep techs brasileiras. No caso das que receberam mais de R$ 5 milhões de investimento, 70% utilizaram recursos públicos, constataram os autores.

“Dado o risco associado ao desenvolvimento tecnológico das deep techs, a combinação com investimento público não reembolsável é uma estratégia necessária para grande parte das startups. A Fapesp, a Finep, o Sebrae e a Embrapii têm desempenhado um papel muito relevante nesse ecossistema brasileiro. Da mesma forma, a cadeia de investimento privado é complexa e demanda vários tipos de investidores em cada etapa do desenvolvimento da tecnologia e do amadurecimento do negócio”, compararam.

O modelo de negócio das deep techs brasileiras está concentrado no desenvolvimento de novas tecnologias para venda direta ou licenciamento para grandes indústrias e os principais segmentos de mercado delas são os de saúde e agronegócio.

Ao comparar a taxa de crescimento médio dos setores de saúde (19,8%) e agro (20,8%) entre 2015 e 2024, os autores observaram que ela está próxima da média dos demais setores (18,8%).

“Esse dado reforça que, apesar do evidente potencial nos dois setores, há um aumento de startups deep techs sendo fundadas para os demais setores e, consequentemente, uma ampliação de suas oportunidades”, estimaram. (Agência SP)

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Fiat confirma a chegada do Pulse e Fastback híbridos flex para novembro

Os primeiros modelos híbridos da Fiat no mercado brasileiro foram confirmados hoje pela marca italiana. Como já havíamos antecipado aqui no Campinas de Fato, em novembro chegam o Fastback e o Pulse com motorização hibrida e flex (etanol/gasolina). Até hoje, somente a Toyota com o Corolla e o Corolla Cross dispunham no mercado nacional dessa possibilidade de motorização. A Fiat foi responsável por lançar no Brasil o primeiro veículo a etanol, com o 147 (1978), e a primeira apresentar a tecnologia flexível com o Uno (2005).

“A Fiat é a marca reconhecida por revolucionar e democratizar tecnologias acessíveis no Brasil. O SUVs, Pulse e o Fastback serão responsáveis por impulsionar essa revolução”, afirmou Alexandre Aquino, vice-presidente da marca Fiat para a América do Sul.

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Despreparo e falta de infraestrutura dificultam atendimento contra a obesidade

O atendimento a pacientes obesos em emergências de todo o país requer adaptações urgentes, incluindo adequações na estrutura hospitalar, como o uso de macas reforçadas, até a capacitação de equipes para procedimentos como intubação e obtenção de acesso venoso. O alerta é da Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

“O aumento da obesidade na população brasileira trouxe à tona importantes desafios para os profissionais de saúde, especialmente nos departamentos de emergência”, avaliam as entidades em nota conjunta. “A falta de preparação adequada em muitas unidades pode resultar em atrasos críticos ao tratamento, agravando condições que exigem intervenção rápida”, completa o documento.

Dados do Ministério da Saúde indicam que 61,4% da população nas capitais brasileiras apresenta sobrepeso, enquanto 24,3% vivem com obesidade. Em todo o planeta, a Federação Mundial de Obesidade estima que o número de adultos com sobrepeso ou obesidade chegará a 3,3 bilhões em 2035. Nesse contexto, as entidades avaliam que não se pode assistir à crescente demanda sem se preocupar com a qualidade da assistência prestada aos pacientes.

A nota conjunta destaca que, nos departamentos de emergência, a realização de exames físicos figura como um dos maiores desafios – o excesso de tecido adiposo dificulta exames clínicos essenciais, como palpação e ausculta, e compromete a identificação rápida de sinais clínicos críticos, como a pulsação em pacientes inconscientes. Tudo isso pode atrasar procedimentos que exigem resposta imediata, como a ressuscitação cardiopulmonar.

“Além disso, procedimentos rotineiros, como a obtenção de acesso venoso, tornam-se mais complicados e exigem maior número de tentativas, o que aumenta o risco de infecções e tromboses. Outro ponto crítico é a intubação em pacientes com obesidade, que demanda técnicas especializadas, como a ‘posição rampada’, que facilita a visualização das vias aéreas e melhora a ventilação.”

Exames de imagem, segundo as entidades, também enfrentam limitações entre pacientes com obesidade ou sobrepeso. Ultrassonografias e radiografias são prejudicadas pela presença de tecido adiposo, enquanto tomografias e ressonâncias, muitas vezes, requerem múltiplas varreduras, prolongando o tempo de exame e aumentando a exposição à radiação.

Recomendações

Em meio ao cenário, a Abramede e a Abeso recomendam:

– adaptar a infraestrutura dos departamentos de emergência para acomodar o peso e as dimensões de pacientes com obesidade, incluindo a disponibilização de macas reforçadas, cadeiras de rodas maiores e balanças de alta capacidade;

– capacitar equipes médicas, sobretudo para que os profissionais possam realizar exames físicos adaptados à obesidade e manusear corretamente equipamentos necessários para o atendimento desses pacientes;

– combater o estigma associado à obesidade por meio do incentivo para que profissionais da saúde utilizem linguagem empática e adequada, evitando atitudes preconceituosas que possam impactar negativamente o atendimento.

No âmbito de políticas públicas, o documento propõe medidas como a incorporação de treinamento sobre obesidade e suas comorbidades nos currículos de programas de residência em medicina de emergência, além da inclusão do peso do paciente nas informações de referenciamento, para que indivíduos com mais de 150 quilos sejam encaminhados a serviços devidamente capacitados e estruturados para seu atendimento.

As entidades defendem ainda a criação, em caráter de urgência, de protocolos clínicos padronizados para o cuidado de pacientes com obesidade grave em emergências, incluindo adaptações físicas e suporte psicológico necessário. “O combate à gordofobia deve ser promovido por meio de campanhas institucionais de conscientização e educação, a fim de reduzir o preconceito e garantir um atendimento humanizado e adequado”. (Agência Brasil)

 

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Morre Peter Rodenbeck, empresário responsável por trazer as marcas McDonald’s, Outback e Starbucks ao Brasil

Faleceu na tarde desta sexta-feira, 18 de outubro, em decorrência de um câncer, Peter Rodenbeck, um dos maiores empresários do setor de alimentação no mundo, responsável por trazer ao Brasil marcas icônicas como McDonald’s, Outback Steakhouse e Starbucks.

Rodenbeck deixa um legado de inovação e empreendedorismo que transformou o mercado de restaurantes e alimentação fora do lar em território brasileiro. A informação sobre o falecimento foi passada pelo grupo Bloomin’ Brands, que lamentou profundamente a perda.

Nascido na cidade de Mount Pleasant, no estado de Michigan,Estados Unidos, e naturalizado brasileiro, o empresário formou-se pela Stern School, New York University em administração bancária, finanças e contabilidade e pela Harvard Extension School, em administração de saúde e tecnologia de informações. Peter Rodenbeck iniciou sua trajetória no Brasil em 1979, quando trouxe o McDonald’s para o país e onde atuou por quase 20 anos.

Em 1996, se uniu a Salim Maroun e Giancarlo Zanolini para trazer o Outback Steakhouse para o Brasil. Nos últimos 27 anos, a rede de restaurantes de temática australiana se expandiu pelo país e hoje conta com 173 unidades, sempre com um olhar visionário e comprometido com a qualidade e a inovação. Peter também atuava como conselheiro da Bloomin’ Brands no Brasil, grupo detentor das marcas Outback Steakhouse, Abbraccio e Aussie no país, onde influenciou o setor com sua experiência estratégica.

Peter liderou e inspirou uma legião de empreendedores em todo Brasil, além dos sócios e colaboradores de todos os restaurantes das marcas por onde passou, como exemplo de determinação, honestidade e generosidade. Foi responsável por disseminar os Princípios & Crenças do Outback Steakhouse durante anos e acompanhou as operações bem de perto. Atualmente, a rede possui 12 mil colaboradores.

Seu trabalho revolucionou o setor, estabelecendo novos padrões de excelência em menu, gestão e atendimento. Rodenbeck não foi apenas um empreendedor de sucesso, mas também uma figura admirada pela integridade e pela paixão que colocava em cada projeto.

A Bloomin’ Brands informou que compartilha com seus sócios, colaboradores e comunidade brasileira a certeza de que o legado de Peter Rodenbeck viverá em cada uma das marcas que ajudou a implantar e no impacto que causou no setor de alimentação no Brasil. A companhia está neste momento solidária e prestando todo o suporte à família Rodenbeck.

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Primeiro Fiat híbrido flex do mundo chega em novembro ao mercado nacional

A Stellantis, grupo de detém a marca Fiat, anunciou a chegada do primeiro veículo híbrido-flex da marca no Brasil. Os modelos Fastback e Pulse equipados com a tecnologia Bio-Hybrid, já estão sendo produzido no Polo Automotivo de Betim e serão lançados no próximo mês no mercado brasileiro.

Também já iniciou a produção dos motores flex híbridos. Ampliada recentemente, a planta agora possui capacidade de produção de 1,1 milhão de motores por ano no Polo Automotivo de Betim, consolidando o Brasil como hub de referência global no desenvolvimento de powertrains e da tecnologia Bio-Hybrid.

“O lançamento do primeiro veículo híbrido-flex concebido e produzido no país representa mais um marco para a engenharia da Stellantis na América do Sul. Nosso time se dedicou ao máximo para lançar essa nova tecnologia, desenvolvida para o mercado brasileiro, bem como para outras regiões do mundo que tenham acesso aos biocombustíveis, como o etanol”, afirma Emanuele Cappellano, Presidente da Stellantis para América do Sul.

Com os investimentos de R$ 32 bilhões na América do Sul, serão lançados mais de 40 produtos e 8 powertrains ao longo dos próximos anos. A produção dos primeiros veículos equipados com a tecnologia Bio-Hybrid é flexível e pode ser integrada a diversos modelos fabricados pela Stellantis, sendo compatível com todas as linhas de produção da empresa na região.

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Maior superlua do ano pode ser vista nesta quinta-feira

Hoje (17) é dia de observar o fenômeno da superlua. O astro parecerá maior e mais brilhante, pois estará no perigeu, o ponto mais próximo da Terra em sua órbita. O momento exato da lua cheia vai variar conforme o fuso horário. Nesses dias de céu claro, já é possível verificar o astro parecendo bem maior, chamando a atenção de todos que o observam.

O satélite estará a cerca de 357.364 quilômetros da Terra. Em média, a Lua se encontra a aproximadamente 384.400 quilômetros de distância do planeta

A Lua Cheia ocorre quando o Sol e a Lua estão alinhados em lados opostos da Terra, iluminando 100% da face visível da Lua.

Superlua

De acordo com a astrônoma do Observatório Nacional Josina Nascimento, o termo “superlua” não tem uma base científica. Ele foi criado pelo astrólogo Richard Nolle, em 1979, na revista Dell Horoscope, que já não existe mais. Nolle determinou que o termo “super” se aplicaria a uma lua cheia que ocorresse quando a Lua estivesse no perigeu ou até 90% próxima dele, embora o motivo para escolha não seja claro.

Por ser um termo não científico, há divergências entre as instituições astronômicas quanto à distância da Lua em relação à Terra que define uma superlua.

Josina Nascimento explicou que a superlua pode ocorrer durante a fase cheia ou nova e aparece de uma a seis vezes por ano. No entanto, a distância entre a Terra e a Lua pode variar, já que a órbita lunar é elíptica e não circular.

Ao longo de sua órbita, a Lua ora se aproxima, ora se afasta da Terra. Quando está no ponto mais próximo da Terra, é chamado de perigeu; já no ponto mais distante, de apogeu. “Os observadores poderão notar uma lua mais brilhante que o normal. O fenômeno será visível em todas as regiões do mundo, desde que o tempo esteja favorável”, acrescentou a astrônoma.

Ela explicou que todas as luas cheias surgem no horizonte (a leste) quando o Sol se põe (a oeste) e desaparecem no oeste quando o Sol nasce, permitindo que a Lua seja visível durante toda a noite.

Histórico

A primeira superlua de 2024 ocorreu em 19 de agosto, quando estava a aproximadamente 361.900 quilômetros da Terra. A última superlua de 2024 será no dia 15 de novembro, quando ficará a 361.867 quilômetros da Terra.

A superlua desta quinta-feira será a mais próxima da Terra neste ano. O tamanho da Lua é sempre o mesmo, não há aumento do corpo celeste na superlua. O fenômeno é atribuído à diferença de ângulo em que é observado.

Para quem pretende admirar o satélite natural da Terra, é recomendável ficar em pontos afastados dos centros urbanos, onde a visualização é mais surpreendente. (Agência Brasil)

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Multivacinação não oferece risco e aumenta imunidade coletiva

As campanhas de multivacinação, que funcionam como mutirão de aplicação de imunizantes para atualização da caderneta de vacinação, não oferecem risco à população e são, efetivamente, uma forma de aumentar a cobertura vacinal no país e fortalecer a imunidade coletiva, evitando o risco de surtos de doenças que podem levar à morte e a sequelas graves.

Mas, em um cenário de proliferação de fake news e desinformação, algumas pessoas demonstram receio em relação à aplicação de mais de um imunizante no mesmo dia.

Neste Dia Nacional da Vacinação, celebrado em 17 de outubro, especialistas reforçam a importância da estratégia adotada pelo Ministério da Saúde e ajudam a descartar mitos e receios que envolvem a multivacinação, direcionada principalmente às crianças e adolescentes menores de 15 anos.

Em campanhas recentes, o ministério disponibilizou 17 vacinas que protegem contra doenças como poliomielite, sarampo, rubéola e caxumba, entre outras.

Sem riscos

A pesquisadora Patricia Boccolini, coordenadora do Observatório de Saúde na Infância (Observa Infância), instituição ligada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), explica que não há limite para a quantidade de vacinas que uma criança pode receber no mesmo dia. Ela defende que “é importante não desperdiçar aquela oportunidade de deixar as vacinas daquela criança em dia”.

“Segundo o Ministério da Saúde, em princípio, todas as vacinas de rotina da criança podem ser aplicadas no mesmo dia”, afirma.

Boccolini acrescenta que sempre há um profissional da saúde no local do mutirão para avaliar quais vacinas são necessárias e administrar as doses.

O Observa Infância é uma iniciativa de divulgação científica para levar ao conhecimento da sociedade dados e informações sobre a saúde de crianças.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai, conta que algumas vacinas precisam respeitar um intervalo de aplicação. “Intervalo mínimo entre duas doses da mesma vacina e o intervalo mínimo entre uma vacina e outra, e isso vai variar de acordo com o imunizante”.

“O profissional da saúde, quando avaliar essas vacinas atrasadas, vai buscar aproveitar melhor aquela visita”.

A diretora da Sbim derruba o mito de que a multivacinação sobrecarrega o sistema imunológico de crianças e adolescentes.

“A gente se expõe a vírus, bactérias e fungos 24 horas por dia, e isso não sobrecarrega. Não vai ser a quantidade mínima de antígenos que tem nas vacinas que vai sobrecarregar o sistema imunológico. Ao contrário, as vacinas ajudam o sistema imunológico, apresentando esses antígenos das doenças consideradas mais graves, de forma que ele possa criar esses anticorpos sem adoecer”, detalha.

Boccolini completa: “O que pode acontecer são reações leves, como febre, dor no lugar da aplicação, algumas reações pequenas”.

“A gente tem que pensar que os benefícios da vacinação em proteger contra doenças graves que podem levar à morte das crianças superam esses pequenos desconfortos temporários que possam surgir”, acrescenta a pesquisadora.

Vacinas específicas

A coordenadora do Observa Infância faz o adendo de que os profissionais de saúde que acompanham a vacinação orientam sobre casos específicos de vacinas que não devem ser tomadas no mesmo dia.

“A gente tem algumas exceções, por exemplo, a vacina da tríplice viral – que protege contra sarampo, caxumba e rubéola – ou a tetra viral – que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e também varicela [popularmente conhecida como catapora] – em crianças menores de 2 anos não devem ser aplicadas com outras vacinas, como a de febre amarela”, alerta.

“A vacina da febre amarela pode ter alguma interferência na resposta imunológica quando combinada com componente, por exemplo, da caxumba e da rubéola presentes na tríplice viral”.

Para esses casos, é preciso um intervalo de 30 dias entre as vacinas, explica. Já para maiores de 2 anos, as vacinas podem ser aplicadas simultaneamente, de acordo com Boccolini.

Ela cita também a Qdenga, vacina contra a dengue produzida pelo laboratório japonês Takeda. Por enquanto o Sistema Único de Saúde (SUS) só a disponibiliza para adolescentes. Mas, tecnicamente, pode ser aplicada em crianças menores.

“É uma vacina de vírus atenuado, ela também segue esse mesmo esquema de ser tomada sozinha e não junto com outras vacinas”.

A pesquisadora enfatiza que qualquer tipo de questionamento, inclusive sobre vacinas que gestantes podem tomar, é elucidado por profissionais de saúde presentes nos mutirões. “Todas essas dúvidas vão ser tiradas lá, no momento da vacinação”.

Cobertura vacinal

Além de serem benéficas para a criança e o adolescente que se protege de doenças evitáveis, as campanhas de multivacinação são importantes para o país, pois são uma forma de ampliar a cobertura vacinal.

“Todo esse esforço conjunto facilita o acesso a vacinas”, avalia Boccolini. “Quando se atualiza a caderneta, você faz com que as doses atrasadas sejam aplicadas em um único momento”.

A consequência, completa, é que o país “se protege contra surtos, fortalecendo a imunidade coletiva”.

Por isso, há o interesse de a cobertura vacinal se manter sempre elevada. A coordenadora cita o exemplo do sarampo. “Uma doença que a gente conseguiu controlar, mas, vira e mexe, ela volta porque não foi erradicada no mundo”.

Outro caso é a poliomielite, que pode causar paralisia infantil. O Brasil erradicou a doença, que ainda é endêmica em muitos lugares do mundo, ou seja, está presente com recorrência em determinada região, mas sem um aumento significativo no número de casos.

“A gente precisa ter uma cobertura vacinal alta, imunidade coletiva, para que, caso tenhamos alguma pessoa vinda de fora com a doença, estejamos preparados para que não tenha uma questão aqui no território nacional”, explica a especialista, que aponta a necessidade de a nossa cobertura vacinal atingir em torno de 90% a 95% do público-alvo.

De acordo com o Ministério da Saúde, a cobertura vacinal em 2024 é de cerca de 85%. O país não registra casos de poliomielite desde 1989 e, cinco anos depois, em 1994, recebeu a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem.

No entanto, em 2023, o país foi classificado como de alto risco para a reintrodução do poliovírus pela Comissão Regional para a Certificação da Erradicação da Poliomielite na Região das Américas (RCC), ligada à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), escritório da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas.

Em junho de 2024, o Ministério da Saúde lançou a campanha de vacinação contra a poliomielite, com o objetivo de imunizar 95% do público-alvo de 13 milhões de crianças menores de 5 anos.

Percepção de doenças

A pediatra Isabella Ballalai, da Sbim, destaca que, ao longo da história, campanhas de multivacinação foram muito importantes para a eliminação de doenças evitáveis, como sarampo, poliomielite e varíola. “Foi a forma de a gente conseguir vacinar quase a totalidade da população-alvo”.

Ela lembra que antes da erradicação, a vacinação tinha grande apelo entre a população, pois as pessoas vivenciavam exemplos de efeitos causados pelas doenças.

“Naquela época, as campanhas eram atrativas para a população que conhecia as doenças, que via a criança morrendo, via criança com sequela. Essas doenças eram as maiores causas de mortalidade infantil”.

Ela explica que a vacinação é uma questão comportamental. “Quando a pessoa se vê naquele risco, ela procura a vacina”.

Isabella aponta, no entanto, que com menor percepção de risco causada pela eliminação de doenças, o interesse por vacinação fica mais baixo, ainda mais se conjugado com obstáculos como rotina atribulada, que atrapalhe a levar ao posto de vacinação, e dúvidas causadas por desinformação.

“Este momento que a gente vive mais intensamente agora e depois da covid-19 por conta, inclusive, de muita desinformação, deixa a população em dúvida e uma população que não está vendo risco nenhum de pegar pólio, sarampo, mesmo a gente dizendo que [a doença] vai voltar”.

A médica insiste que a multivacinação é um caminho para garantir a melhor cobertura vacinal no país. “Serve para chamar a população e tentar aumentar a cobertura vacinal para aqueles que, porventura, não foram na rotina”. (Agência Brasil)

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