Saúde e Bem-Estar

Anvisa interrompe fabricação de produtos de limpeza da Unilever

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu, nesta quarta-feira (2), a fabricação de produtos de limpeza na unidade da empresa Unilever, em Vinhedo, São Paulo. 

De acordo com a agência reguladora, o objetivo é assegurar que futuros lotes dos produtos da empresa disponibilizados à população não ofereçam risco à saúde pública. Na unidade são produzidos sabão líquido para lavar roupas e amaciante líquido para roupas, entre outros. A determinação está na Resolução 3.443/2026 publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira.

A ação é preventiva e foi adotada após inspeção na fábrica de saneantes entre os dias 24 e 28 de agosto em conjunto com o Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e a Vigilância Sanitária do Município de Vinhedo.

Foram identificadas falhas nas Boas Práticas de Fabricação (BPF), que são requisitos que as empresas devem cumprir para assegurar que a produção conte com sistemas de controle de qualidade adequados.

Entre os problemas percebidos na unidade da multinacional, estão falhas nos controles realizados durante a fabricação e antes da liberação dos produtos e deficiências no monitoramento da água usada na produção. Também foram apontadas fragilidades na investigação e correção de problemas identificados pela própria empresa.

Produtos

A Anvisa esclarece que até o momento não há indicação de contaminação microbiológica ou outros problemas sobre os lotes produzidos na fábrica, e por esse motivo não determinou a suspensão da comercialização, da distribuição ou do uso dos produtos já fabricados e disponíveis no mercado, nem seu recolhimento.

Fabricante

Em comunicado à população, a Unilever Brasil esclarece que a inspeção resultou “em oportunidades de melhorias em processos de documentação e controle relacionadas às linhas de sabão líquido para lavar roupas e amaciante líquido para roupas”.

A empresa informa que todas as ações determinadas pela Anvisa foram prontamente iniciadas, com a suspensão temporária da produção desses itens, que já estão sendo implementadas as correções e que as demais linhas de produção da unidade seguem operando normalmente dos produtos de cuidados com a casa.

A indústria disse que continua atuando em colaboração com a Anvisa. “[A Unilever] considera os apontamentos parte importante para a evolução contínua de seus processos produtivos e de todo o setor”, conclui a nota institucional.

Fiscalização

A agência reguladora esclarece que essa vistoria faz parte de outras ações integradas de fiscalização sanitária de empresas fabricantes de saneantes, categoria que inclui produtos destinados à limpeza, desinfecção e conservação de ambientes.

Este ano, já foram realizadas sete inspeções em fabricantes, incluindo quatro dos maiores fabricantes do Brasil, conforme contabilizou a Anvisa.

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IA e relações humanas entram em debate no Café Filosófico CPFL

Em um mundo cada vez mais mediado por algoritmos e plataformas digitais, a inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta tecnológica para se tornar parte ativa da rotina e dos relacionamentos. Entender como essa nova realidade impacta os vínculos, a intimidade e a própria vivência da sexualidade tornou-se uma reflexão urgente para a sociedade contemporânea.

É a partir dessa provocação que o Café Filosófico CPFL recebe, na próxima quinta-feira, dia 20 de agosto, às 19h, no Instituto CPFL, em Campinas, o médico urologista Sidney Glina para a palestra “Sexualidades no tempo da IA”. O encontro tem entrada gratuita.

Reconhecido como uma das maiores referências do país em saúde sexual e reprodutiva, Sidney Glina propõe uma análise sobre oportunidades, dilemas éticos e as novas formas de conexão humana diante do avanço tecnológico.

A palestra integra o módulo “Ressignificando sexo e relacionamento”, que reúne especialistas para discutir as transformações contemporâneas nas relações humanas, na afetividade e na sexualidade.

As gravações do Café Filosófico CPFL acontecem sempre às quintas-feiras, às 19h, no Instituto CPFL, em Campinas. Além da participação presencial, os encontros são transmitidos ao vivo pelo YouTube e, posteriormente, exibidos pela TV Cultura.

Edição especial 

A programação do mês conta ainda com uma edição especial em parceria com a Editora Papirus. No dia 25 de agosto, terça-feira, o médico Daniel Becker, um dos principais nomes da pediatria integral no Brasil, e o escritor premiado de literatura infantil e doutor em educação Ilan Brenman apresentam a palestra “A infância sequestrada pelas telas: o desafio de educar na era digital”. O encontro abordará os impactos do uso excessivo de dispositivos eletrônicos no desenvolvimento infantil e os caminhos para famílias e educadores construírem uma relação mais equilibrada com a tecnologia.

A palestra também será gratuita, às 19h, no Instituto CPFL, em Campinas. A entrada é por ordem de chegada, a partir das 18h.

Café Filosófico

Mais do que assistir a uma palestra, o público é convidado a vivenciar uma experiência de encontro, diálogo e troca de ideias. O Café Filosófico CPFL conta com nova identidade visual, cenário renovado e a condução da atriz Tainá Müller, que participa das conversas ao lado dos convidados e da plateia.

O espaço, no Instituto CPFL, oferece ambiente acessível, climatizado, intérpretes de Libras e serviço de alimentação. O novo cenário também foi pensado para estimular a interação e proporcionar uma experiência ainda mais próxima entre convidados e público.

Após a transmissão ao vivo pelo YouTube, os encontros são exibidos pela TV Cultura aos domingos, às 20h, com reprise às quartas-feiras, à 1h, permanecendo também disponíveis no canal oficial do programa.

Serviço
Café Filosófico CPFL – Módulo “Ressignificando sexo e relacionamento”
Data: 20 de agosto
Tema: Sexualidades no tempo da IA
Com: Sidney Glina
Café Filosófico CPFL – Edição Especial
Data: 25 de agosto (excepcionalmente terça-feira)
Tema: A infância sequestrada pelas telas – o desafio de educar na era digital
Com: Daniel Becker e Ilan Brenman
Horário: 19h
Local: Instituto CPFL Campinas
Entrada: Gratuita, por ordem de chegada, a partir das 18h
Transmissão ao vivo: YouTube Café Filosófico CPFL
Informações: institutocpfl.org.br

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Adesão ao implante anticoncepcional cresce 553% em Campinas

O número de aplicações de implante anticoncepcional na rede pública de Campinas aumentou 553,1% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 2.423 implantes aplicados entre janeiro e junho deste ano, 6,5 vezes o volume registrado no mesmo período de 2025, quando foram realizados 371 procedimentos.

O implante é um método contraceptivo de longa duração, colocado sob a pele do braço, que libera hormônio aos poucos e evita a gravidez por até três anos. Em Campinas, começou a ser oferecido em 2021 para grupos específicos, como adolescentes e mulheres com contraindicação ao uso de estrogênio. No fim de 2025, passou a ser oferecido a todas as mulheres em idade fértil.

“O implante é seguro, eficaz e reversível. Ao ampliar o acesso, a rede permite que cada mulher escolha, com orientação, o método que melhor combina com a sua vida”, afirma a coordenadora da área da Saúde da Mulher de Campinas, Miriam Nobrega.

Aumento nas aplicações

O crescimento no número de aplicações acompanha a ampliação do acesso ao método e o fortalecimento das ações de planejamento reprodutivo na rede municipal. Em 2026, o número de procedimentos aumentou mês a mês, passando de 197 aplicações em janeiro para 603 em junho.

Como ter acesso

Para conhecer os métodos e receber orientação, a população deve procurar o centro de saúde mais próximo. Endereços e horários de funcionamento estão no site da Secretaria de Saúde: campinas.sp.gov.br/secretaria/saude/pagina/centros-de-saude

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Hospital da Mulher promove manhã de cuidado à gestação e ao pós-parto neste sábado

O Centro de Referência de Assistência Integral à Mulher (Craim), o Hospital da Mulher de Campinas, realiza a primeira edição do “Passos para uma Nova Vida”, uma manhã dedicada ao acolhimento, à informação e ao cuidado durante a gravidez e o período pós-parto neste sábado, 15 de agosto, das 9h às 12h.

A participação é gratuita e não exige inscrição nem agendamento. O evento é aberto a todas as gestantes e suas famílias, com um espaço de recreação para as crianças.

O evento acontece no Dia da Gestante e mês do Agosto Dourado, campanha nacional de incentivo ao aleitamento materno. A programação reserva espaço especial para orientações sobre amamentação e os primeiros cuidados com o bebê.

Confira algumas das atividades:

– Vacinação das gestantes, com os imunizantes indicados para o período, como os contra gripe (influenza), covid-19, dTpa (tríplice bacteriana), hepatite B e vírus sincicial respiratório (VSR);
– Oferta de ultrassonografia fetal a 20 gestantes, previamente agendados;
– Orientações sobre amamentação e os primeiros cuidados com o bebê;
– Orientações sobre os direitos da criança e ações do poder público e sociedade civil pela proteção à infância, e a entrega de um álbum do bebê que fortalece os vínculos familiares, com o Programa Primeira Infância Campinas (PIC);
– Orientação nutricional e degustação de lanche saudável, em parceria com a Ceasa;
– Atividade física e fisioterapia voltada às gestantes;
– Roda de conversa sobre saúde mental e atenção à depressão na gestação e no pós-parto;
– Orientações sobre os direitos das gestantes, com apoio da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social;
– Ações de enfrentamento à violência contra a mulher, em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres.

As atividades serão conduzidas por uma equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, nutricionista, assistente social, psicólogo e fisioterapeuta, também com a participação de estudantes das ligas acadêmicas da Faculdade São Leopoldo Mandic.

“Queremos acolher a gestante e a família em um só lugar, reunindo informação, orientação e cuidado. Cada mulher precisa se sentir segura e amparada em uma fase tão importante da vida”, afirma a coordenadora da Área de Saúde da Mulher de Campinas, Miriam Nobrega.

Serviço
Evento “Passos para uma Nova Vida”
Data: sábado, dia 15 de agosto
Horário: das 9h às 12h
Local: Craim – Hospital da Mulher de Campinas
Endereço: avenida das Amoreiras, 500 – Parque Itália

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A diferença para os cães de assistência e como o treinamento funciona

Especialista com 37 anos de profissão e mais de 1.800 animais treinados explica como cães preparados para detectar crises de diabetes, epilepsia e outras condições se diferenciam dos cães-guia e ganham espaço em diferentes tratamentos

Quando o assunto é cão de assistência, a primeira imagem que vem à cabeça costuma ser a de um animal guiando uma pessoa com deficiência visual pelas ruas. Essa associação, porém, deixa de fora uma categoria que cresce a cada dia dentro da medicina: a dos cães de alerta médico, treinados para identificar sinais do corpo humano antes que uma crise de saúde se manifeste.

O adestrador Glauco Lima, referência nacional no adestramento e especialista em cães de assistência médica e alerta médico, atua há 37 anos na área e já treinou cerca de 1.800 animais. Para ele, o cão deixou de ser apenas companhia para se tornar uma ferramenta real de prevenção e cuidado com a saúde humana. “Não falo de intuição nem de sensibilidade abstrata. Falo de protocolos, de repetição, de amostras e de resultados que já aparecem em publicações científicas sérias”, afirma.

Alerta médico 

A confusão entre as categorias é comum, segundo Glauco. Cães de assistência à mobilidade abrem portas, acendem luzes e ajudam em deslocamentos de pessoas com limitações físicas, entre elas os cães-guia para pessoas com deficiência visual. Já os cães de alerta médico cumprem outra função: identificam alterações químicas e comportamentais que antecedem uma crise. “O cão pode detectar alterações químicas no odor corporal, como o cheiro frutado que indica hipoglicemia”, explica o adestrador, ao descrever o funcionamento desse tipo de treinamento em pacientes com diabetes.

Essa atuação se estende a outras condições. Segundo Glauco, cães de alerta médico já são treinados para sinalizar crises de epilepsia antes que elas ocorram, auxiliar na regulação emocional de crianças no espectro do autismo e contribuir com o manejo de transtorno de estresse pós-traumático e depressão. “Isso é independência funcional”, pondera o adestrador, ao comentar sobre o impacto desses animais na rotina dos pacientes.

Cão percebe 

O olfato é a principal ferramenta desses animais. De acordo com Glauco, cães têm capacidade olfativa muito superior à do ser humano de perceber odores, o que permite identificar compostos liberados pelo organismo em situações de crise. Além do faro, os cães também são treinados para observar mudanças sutis na postura, na respiração e na frequência cardíaca do responsável pelo animal.

O adestrador relata o caso de uma responsável por um animal com diabetes tipo 1: “a cadela dela avisa com uma patada no joelho quando o quadro é de hipoglicemia, e no pé quando é de hiperglicemia, um sinal que se torna ainda mais importante durante a noite, enquanto ela dorme”, diz Glauco.

Trabalho pronto

O treinamento de um cão de alerta médico é um processo longo, que pode levar de 18 meses a dois anos. Segundo Glauco, tudo começa pela exposição do animal a amostras de suor ou saliva do responsável coletadas durante episódios de crise. Essas amostras são associadas a recompensas, até que o cão aprenda a sinalizar a detecção do odor com um comportamento específico, como tocar o responsável com a pata, cutucar com o focinho ou buscar um objeto, como um kit de emergência.

“Uma vez munidos dessas amostras, ensinamos o cão pareando o odor com recompensas. A seguir, ensinamos o cão a indicar a amostra correta, apresentando um comportamento de indicação específico”, orienta o adestrador, que também destaca a diferença entre as categorias de trabalho: “existe uma diferença entre cães de alerta médico, que avisam a pessoa sobre uma alteração química que pode gerar uma reação indesejada com antecedência, e o cão que é treinado para reagir de maneira específica para ajudar a pessoa uma vez que a reação acontece”, complementa.


Australian Cobberdog, Golden Retriever, Labrador e Standard Poodle estão entre as raças mais utilizadas, por características de equilíbrio emocional e capacidade de aprendizado, mas cães sem raça definida também podem atuar na função, desde que atendam aos critérios comportamentais necessários. Depois da fase olfativa, os animais ainda passam por socialização e aprendizado de comandos básicos, etapas que garantem seu desempenho em ambientes públicos.

Um cuidado que cresce a cada dia

Para Glauco, o horizonte para os próximos anos é o de cães trabalhando lado a lado com equipes multidisciplinares de saúde, não como substitutos de exames e acompanhamento médico, mas como uma camada adicional de prevenção e cuidado. “Chamo esses animais de guarda-costas da saúde humana, porque eles detectam crises, acalmam, previnem recaídas e resgatam o afeto”, afirma.

O adestrador reforça, no entanto, que o trabalho não dispensa acompanhamento profissional: cada caso deve ser avaliado individualmente por uma equipe de saúde antes da entrada de um cão de alerta médico na rotina de tratamento. Ainda assim, para ele, a relação entre humanos e cães já ocupa um espaço consolidado dentro da medicina contemporânea, com tendência de ganhar ainda mais força no Brasil e no mundo.

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Mulheres sob proteção receberão aviso quando agressor se aproximar

Programa Alerta Mulher Segura vai monitorar eletronicamente agressores como medida protetiva de urgência em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. A iniciativa regulamenta dispositivo da Lei Maria da Penha que autoriza o monitoramento eletrônico de autores de violência.

O programa, publicado no Diário Oficial da União dessa quinta-feira, prevê duas frentes principais de proteção: o monitoramento eletrônico do agressor e a disponibilização de unidade portátil de rastreamento para a vítima.

O equipamento permitirá que a mulher receba alertas automáticos quando houver descumprimento da distância mínima determinada pela Justiça e possibilitará o acionamento imediato das forças de segurança em situações de risco.

De acordo com o decreto, a implementação ocorrerá de forma articulada entre os órgãos responsáveis pela monitoração eletrônica, as forças de segurança pública, o sistema de justiça e as redes de enfrentamento à violência contra a mulher. A execução caberá aos estados e ao Distrito Federal.

Estrutura de monitoramento

O modelo de referência do programa será composto por Centrais de Monitoração Eletrônica, Núcleos Regionais de Monitoração Eletrônica e Polos de Monitoração Eletrônica.

As centrais ficarão responsáveis pela coordenação técnica, acompanhamento das pessoas monitoradas e monitoramento geoespacial das medidas protetivas. Os núcleos regionais atuarão de forma descentralizada nas microrregiões, enquanto os polos serão destinados à instalação, manutenção e retirada dos equipamentos, podendo funcionar em delegacias ou em outras unidades definidas pelos governos estaduais.

Embora estabeleça parâmetros nacionais, o decreto permite que estados e o Distrito Federal adotem modelos próprios de organização, desde que garantam a proteção das vítimas e o acompanhamento adequado dos agressores monitorados.

A adesão ao dispositivo de rastreamento pela vítima será voluntária e dependerá de consentimento expresso e informado. O equipamento deverá ser entregue de forma imediata, sempre que possível já no primeiro contato com a autoridade responsável pelo atendimento.

Integração de dados 

O monitoramento ocorrerá por programa informatizado capaz de registrar, processar e consolidar informações sobre as medidas protetivas.

O sistema também deverá permitir a produção de estatísticas desagregadas por raça, etnia, deficiência e outras situações de vulnerabilidade, com o objetivo de subsidiar o aperfeiçoamento das políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica.

O decreto estabelece ainda que eventuais alertas emitidos pelo sistema não serão considerados automaticamente como descumprimento da medida protetiva. Cada ocorrência deverá passar por análise técnica e contextualizada pelas equipes responsáveis.

Financiamento

As ações serão financiadas com recursos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, incluindo verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional, além de recursos próprios dos estados e do Distrito Federal.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública poderá editar normas complementares para a execução da iniciativa. (Agência Brasil)

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Comitê pode reduzir custos de medicamentos

O Ministério da Saúde (MS) institui, nesta quinta-feira (23), um comitê de negociação de preços para compra de medicamentos a serem incorporados no Sistema Único de Saúde (SUS). 

A ideia é conseguir adquirir remédios em grande volume por um preço menor, e aproveitar o espaço no orçamento para incorporar novos medicamentos no rol do SUS.

O objetivo do ministério com a medida é aumentar as chances de incorporar ao SUS novos medicamentos de alto custo para tratar câncer ou doenças autoimunes, por exemplo.

“Estamos modernizando a forma com a qual o Ministério da Saúde faz a negociação de preços, dando regras mais claras e garantias para o ministério obter um preço melhor e mais justo, para sobrar orçamento para outros investimentos, investimentos em outras tecnologias”, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri.

O comitê de negociação de preços deverá ser acionado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

A Conitec é o órgão responsável por recomendar e dar a palavra final sobre a incorporação de novos medicamentos na rede pública.

Remédios únicos

Caso um medicamento seja único no mercado, ou seja, produzido por apenas um laboratório e, por isso, não seja possível compra por licitação, o comitê poderá atuar negociando valores mais baixos. Como o SUS é um grande comprador, adquirindo R$ 31,3 bilhões por ano em vacinas, medicamentos e insumos, existe margem para negociação de preços.

O comitê também poderá atuar nos casos de um medicamento já incorporado, mas que apresentou um aumento expressivo de preço. Nesse caso, a Secretaria responsável por essa demanda no ministério é quem aciona o comitê.

Esse modelo já existe em mais de 40 países. Canadá, Inglaterra, Austrália e França, por exemplo, já fazem esse tipo de negociação. A ideia já circula há bastante tempo no Ministério da Saúde, mas só hoje recentemente se tornou uma política da pasta.

O comitê é permanente, tem caráter técnico e a expectativa do ministério é conseguir um desconto superior a 50% a partir dessa negociação por medicamentos novos ou recém-incorporados ao SUS.(Agência Brasil)

 

 

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Ingestão de água é importante no inverno para evitar doença dos rins

A queda da temperatura no inverno pode trazer consequências sérias para a saúde dos rins, devido a uma mudança de comportamento nessa estação do ano.

Com menor sensação de sede, as pessoas, principalmente idosas, acabam reduzindo a ingestão de água durante o inverno, o que favorece a ocorrência doenças como cistites e até a formação de cálculos renais.

Sintomas

As pessoas ao perceberem dor intensa na região lombar, dificuldade para urinar, sangue na urina, infecções urinárias recorrentes, perda involuntária de urina ou alterações no fluxo urinário, devem procurar atendimento na unidade básica de saúde.

De acordo com a orientação da secretaria, “a avaliação médica é fundamental para identificar a causa do problema e definir a necessidade de exames especializados”. (Agência Brasil)

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Lei federal torna crime exercício ilegal da medicina veterinária

Código Penal Brasileiro passa a incluir nesta segunda-feira (8) o exercício ilegal da medicina veterinária como crime. 

Pela legislação, aquele que exercer a profissão de médico veterinário sem autorização legal, ainda que de forma gratuita, está sujeito à pena de detenção de seis meses a dois anos.

A norma modifica o Artigo 282 do Código Penal, que já trata do exercício irregular de profissões da área da saúde, como medicina, odontologia e farmácia. Com a mudança, passa a incluir de forma expressa a medicina veterinária.

Pena e agravantes

O texto também estabelece agravantes para situações em que a conduta resulte em consequências mais graves:

  • Em caso de lesão corporal grave ou gravíssima em pessoa, o autor responderá também pelos crimes correspondentes previstos no Código Penal;
  • Se houver morte, a responsabilização inclui o crime de homicídio;
  • Quando a prática causar lesão ou morte de animal, o infrator também responderá por crime ambiental, conforme a Lei de Crimes Ambientais.

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Anvisa anuncia recolhimento voluntário de lote da água Crystal

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quarta-feira (3) a Resolução 2.247/2026, na qual comunica o recolhimento voluntário do lote LZ1 VAL200127 3 P 200126 da Água Mineral Natural sem Gás da marca Crystal. 

O produto é fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda (CNPJ: 07.245.544/0001-62), localizada em Luziânia, em Goiás. A própria empresa determinou o recolhimento após laudo laboratorial constatar contaminação pela bactéria Pseudomonas.

O lote é composto por 374,4 mil garrafas de 500 ml e foi distribuído no Distrito Federal (230.443), em cidades vizinhas de Goiás (66.768), em Tocantins (1.439) e no interior de São Paulo (75.750). Ainda segundo a Mineração Bom Jesus, até o momento não há registro de reclamações de consumidores relacionadas a esse lote nos canais oficiais de atendimento.

Nota

A Mineração Bom Jesus  informa, por meio de nota à imprensa, que o lote, envasado em janeiro, tem “distribuição restrita e foi comercializado apenas no Distrito Federal, em municípios específicos do Tocantins (Arraias, Combinado e Novo Alegre), de Goiás (Águas Lindas de Goiás, Luziânia, Novo Gama, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental, Santo Antônio do Descoberto, Planaltina de Goiás e Cristalina, Formosa, Campos Belos, Alexânia, Abadiânia e Catalão) e nas cidades de Sorocaba, Itapetininga, Itu, São Roque e Tatuí (SP)”.

Diz ainda que, desde a notificação da contaminação, foram feitas análises em mais de 300 amostras no processo e nos produtos, todas negativas para quaisquer microrganismos indicadores de contaminação.

A empresa reforça o “compromisso permanente com elevados padrões de qualidade e segurança, reconhecidos internacionalmente, e seguimos cooperando de forma técnica, responsável e transparente com as autoridades competentes”.

Ressalta que a comunicação se “refere exclusivamente ao lote mencionado, envasado pela Mineração Bom Jesus (MBJ), não havendo qualquer relação com outros lotes ou produtos da marca Crystal”.

A fabricante orienta consumidores que eventualmente tenham unidades do lote P 200126 (leia-se na embalagem LZ1 VAL 200127 3 P 200126) a contactarem o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para orientações sobre substituição ou reembolso. O contato pode ser feito pelo telefone: 0800 061 5000 ou pelo e-mail contato@brasal.com.br. (Agência Brasil)

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