Motor

Nova picape da Renault, a Niagara, chega ao mercado em novembro

A Renault apresentou hoje na França a nova picape pequena Niagara. O modelo será fabricado na Argentina e atender, inicialmente, a América Latina. Segundo a marca, a nova picape combina o conforto e a tecnologia de um SUV com as qualidades funcionais de uma picape. Ela é parte da ambição da marca para lançar 14 novos modelos em mercados fora da Europa até 2030 e também é o primeiro veículo na ofensiva de produção do plano futuREady fora da Europa.

Renovação

Junto com os modelos Kardian e Boreal, a Niagara faz parte da renovação da gama de produtos da Renault fora da Europa, principalmente na América Latina. Esta estratégia é baseada no desenvolvimento de veículos que incorporam as tecnologias e o novo DNA da marca. Baseada na plataforma RGMP picapes, ela foi criada especialmente para satisfazer as necessidades dos clientes na América Latina.

Inteiramente projetada e fabricada na América Latina, a Niagara une o design de um SUV com a praticidade de um veículo criado para uma ampla gama de usos. Sua forte personalidade é expressa em seu design contemporâneo, robusto e tecnológico.

Com 4,94m de comprimento (4,91m de comprimento na versão 4×2) e 1,72m de altura, a Niagara tem linhas de cintura pronunciadas, as caixas de rodas robustas, as linhas esticadas e as rodas de 17 ou 18 polegadas – dependendo da versão.

Interior

A Niagara promete satisfazer as expectativas dos clientes deste segmento. Organizado em torno do motorista, o cockpit reúne os principais controles e informações na linha de visão do motorista.

Já o cluster de instrumentos horizontal destaca a largura da cabine e contribui para a sensação de espaço, integrando de forma harmoniosa o sistema multimídia, com a tela de 10,1 polegadas que permite fácil acesso às funções embarcadas, bem como o painel de instrumentos digital com tela de 10,2 polegadas.
O câmbio eletrônico e-shifter faz parte deste novo layout.

Motorização

A Niagara conta com um motor 1,3 litro, turbo, com injeção direta (GDi), compatível com gasolina e flex. O motor entrega 156 cavalos na versão a gasolina e 160 cavalos na versão flex entregando um torque máximo de 270 Nm.

Esta motorização é associada a um câmbio manual de seis velocidades ou um câmbio automático de seis velocidades com dupla embreagem úmida.
A caçamba da Niagara tem capacidade para 938 litros e carga máxima de 654 kg. Item exclusivo em sua categoria, a capa retrátil protege a carga da chuva e poeira, permitindo fácil acesso à área de carga.

Todo terreno

A Niagara também ganha versatilidade com seu sistema de tração integral, desenvolvido para as inúmeras superfícies de rodagem encontradas na América Latina. Disponível em algumas versões, este sistema melhora a tração quando as condições de rodagem se tornam mais desafiadoras.

Por meio de um botão giratório localizado na base do console central, é possível selecionar os diferentes modos de condução: Eco, Conforto, Esportivo, Inteligente, Lama-Areia e Off-Road.

 

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Após visitar 94 países, moto resgatada do fundo do mar vai voltar às estradas

Histórias de viajantes em motocicletas é comum. Mas a história do espanhol Toni Moles Salvador, de 30 anos, e de sua “Débora”, nome dado á sua Kawasaki Ninja ZX-6R 636, ano 2004, é diferenciada.

Não pelos 94 países por onde passou, mas porque tudo poderia ter acabado quando, numa travessia marítima entre a Colômbia e o Panamá, o barco afundou e a motocicleta ficou dois dias no fundo do Mar do Caribe, a cerca de 36 metros de profundidade. Uma complexa operação de resgate retirou a motocicleta do fundo e a recuperação para continuar a aventura.

Nascido em Benicarló, na Espanha, Toni começou a se interessar por motocicletas ainda durante a infância. Sempre que encontrava uma moto, parava para observar. Também frequentava os eventos relacionados ao motociclismo que estavam ao seu alcance e sonhava com o dia em que teria a própria motocicleta.

Sua primeira moto foi uma Yamaha YZF-R125, que ele ainda conserva e com a qual percorreu mais de 15 países europeus. Aos 19 anos, depois de conquistar a habilitação necessária para pilotar motocicletas de maior cilindrada, o aventureiro realizou outro sonho de infância: comprou uma Kawasaki Ninja ZX-6R 636.

“Era a moto de que eu gostava desde pequeno. Sempre me atraíram as motocicletas de estrada e, visualmente, a Ninja 636 me parecia preciosa. Quando tive a possibilidade de comprá-la, não pensei muito. Fui buscá-la”, relembra.

Na época, a escolha foi motivada pela paixão pelo modelo. Toni ainda não imaginava que aquela Kawasaki se transformaria em sua companheira de vida e seria levada a desertos, salares, parques nacionais, estradas africanas e regiões remotas de diferentes continentes.

A “Débora”

O nome “Débora” surgiu de “DeboraKilómetros”, identidade utilizada por Toni para compartilhar suas viagens e aventuras. Como todas as suas motocicletas receberam nomes, a Ninja 636 também ganhou uma identidade própria.
Depois de mais de 200 mil quilômetros, a “Débora” deixou de ser apenas uma motocicleta.

“Com o passar dos anos, deixou de ser simplesmente uma Kawasaki Ninja 636. Tornou-se minha companheira de viagem. Hoje, é impossível separar a história de Débora da minha”, afirma Toni.

O projeto de percorrer o mundo também não nasceu de um planejamento fechado. Em cada viagem, Toni queria chegar um pouco mais longe, atravessar outra fronteira e conhecer um novo país. Aos poucos, percebeu que viajar de motocicleta havia se transformado em sua maneira de viver.

“Quanto mais viajava, mais queria conhecer e mais longe queria chegar. Assim, quase sem perceber, nasceu o projeto de percorrer o mundo com a “Débora””.

Embora uma motocicleta esportiva não seja a escolha mais convencional para enfrentar longas expedições e diferentes tipos de terreno, Toni acredita que cada pessoa deve viajar com a moto que deseja ou com aquela que tem disponível.

“Não é obrigatório viajar com uma trail simplesmente porque é o que todo mundo faz. Eu viajo com uma moto pela qual sou apaixonado. Mesmo quando o caminho é difícil, desço, olho para trás e continuo encantado por ela”, explica.

Para ele, essa escolha também tornou os registros da jornada ainda mais especiais ao reunir duas grandes paixões: sua Kawasaki e as paisagens do mundo.

O naufrágio

O maior desafio vivido pelo Toni a sua “Débora” aconteceu em 15 de janeiro de 2025, durante uma travessia da Colômbia em direção ao Panamá.
O espanhol decidiu não transportar a motocicleta por avião e preferiu usar uma embarcação que fazia o trajeto pelas ilhas do Darién e do Caribe.

O mar estava agitado e, segundo o viajante, as condições do barco também não eram as melhores. Fortes ondas atingiram a embarcação, que acabou naufragando no Tapón del Darién, uma das regiões mais remotas e desafiadoras do mundo. “Débora” ficou dois dias solitária no fundo do mar.

“Foi um momento muito duro. Senti muita culpa. Pensar que, depois de tantos milhares de quilômetros e tantas aventuras, eu poderia perdê-la no fundo do mar era como perder algo muito mais valioso do que uma moto. Não iria embora da Colômbia sem ela”, relata o motociclista.

De volta á Espanha, Kawasaki passa por uma reforma para o mês que vem voltar ás estradas. Toni pretende retornar à África e percorrer os países localizados ao longo da costa atlântica do continente.

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Quase no final da carreira, VW Saveiro bate recorde de vendas

Prestes a ser substituída depois de 44 anos, a Volkswagen Saveiro registrou em agosto deste ano, a liderança de vendas nas picapes pequenas de entrada, destinadas praticamente para frotistas. A Saveiro vai ser substituída em breve pela nova Tukan.

Com 4.183 unidades emplacadas em agosto, a versão Robust liderou as vendas das picapes pequenas de entrada, vendendo mais que a líder Fiat Strada, que emplacou 3.983 unidades. Segundo especialistas, o fato se deve porque os consumidores fieis da marca querem garantir aquisição de um veículo que sempre transmitiu, ao longo destes anos, confiança e durabilidade.

Derivada do Gol, a Saveiro foi lançada em 1982 e logo se transformou numa picape de sucesso. Nascida com o fraco motor 1,6 litro a ar, que equipava o Gol e a Brasília, em 1986 ganhou um motor muito melhor, o 1,6 refrigerado a água, melhorando muito o desempenho, conforto e eficiência. A linha conta com as versões como Robust, Trendline e Extreme, equipadas com motor 1.6 flex e câmbio manual de cinco marchas.

 

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Jeep Renegade com motor elétrico ganha em economia e aceleração

Se você conheceu o Jeep Renegade antes das alterações feitas pela marca norte-americana no ano passado, vai se surpreender muito positivamente. O modelo teve um salto de qualidade nas suspensões, que estão mais macias e eficientes, no acabamento e na tecnologia a bordo.

As medidas continuam as mesmas: 4,27 metros de comprimento, 1,80 m de largura e 2,57 m de distância entre os eixos. A altura livre do solo é de 208 mm, o que ajuda muito no uso off-road ou ao transpor obstáculos. Com a nova motorização híbrida leve de 48V, o SUV também ficou mais econômico na cidade.

Híbrido

O Renegade é equipado com um motor flex de 1,3 litro, turbo, que entrega 176 cavalos e 270 Nm de torque. Associado à motorização à combustão, há um gerador elétrico de 11,4 kW e até 65 Nm.

A economia vem desse auxílio elétrico, que recupera energia durante desacelerações e frenagens e a utiliza para “facilitar” o motor à combustão, para tirar o SUV da imobilidade e em algumas situações no trânsito urbano. Em nenhuma hipótese o veículo será movimentado somente com a energia elétrica.

A bateria não pode ser recarregada externamente. No caso do modelo avaliado, Sahara MHEV, a transmissão é automática de seis marchas, que desempenha um papel muito eficiente em conjunto com a motorização.

Por conta do sistema híbrido, o consumo urbano é ligeiramente melhor que o rodoviário, dado incomum entre carros movidos à combustão.

Na avaliação, o Renegade Sahara MHEV fez 12,0 km/l na cidade e 11,8 km/l na estrada com gasolina. Com etanol, o consumo foi de 8,5 km/l na cidade e 8,6 km/l na estrada. O tanque tem capacidade para 55 litros.

O motor híbrido também colaborou com a melhor aceleração: de 0 a 100 km/h em 8,9 segundos, uma melhora de um segundo. Já nas retomadas não houve melhora, pois nessa situação o motor elétrico não faz diferença. A velocidade máxima é de 206 quilômetros por hora.

O Renegade, que não é mais o modelo de entrada da marca após o lançamento do Avenger, ganhou novo interior, mais sofisticado e com layout mais elegante. Outra alteração foi a central multimídia de 10,1 polegadas.

O SUV conta ainda com painel de instrumentos digital, carregador de celular sem fio e saídas de ar para quem viaja no banco traseiro. Na versão avaliada, a lista inclui banco do motorista com regulagem elétrica e teto solar panorâmico, além de sistemas eletrônicos de assistência à condução.

O porta-malas comporta 385 litros e pode chegar a 1.448 litros com o banco traseiro rebatido.

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Mais esportivo do que nunca, Honda Prelude retorna ao Brasil

Vendido no Brasil entre 1992 e 1995, o esportivo da Honda, o Prelude, já está à venda no mercado nacional. O Prelude é o primeiro modelo a combinar o premiado conjunto motriz híbrido elétrico Honda com a arquitetura de chassi de alto desempenho do icônico Civic Type R.

Assim como no Civic, Prelude combina dois motores elétricos com um motor de dois litros a gasolina. A soma do três motores geram 203 cavalos de potência e 32,1 kgfm de torque. O design é aerodinâmico e sofisticado.

Preço – Honda Prelude – R$380.000,00

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Mais uma vez, VW lança um modelo para marcar o Rock in Rio

Mais uma vez a Volkswagen do Brasil lança um dos seus modelos para marcar a sua participação no Rock In Rio. O modelo escolhido é o T-Cross. O modelo é o SUV mais vendido do mercado nacional nos últimos 4 anos.

A marca também criou uma campanha publicitária com o conceito “Sucesso em qualquer pista”. A campanha 360º conta com um filme que aposta no lúdico, onde o T-Cross Rock in Rio “passeia” por diversos instrumentos musicais, unindo visualmente a engenharia automotiva à paixão pela música.

Vídeo – https://www.youtube.com/watch?v=o2oA5pevCPs

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Ônibus Irizar i6 fica mais moderno, tecnológico e seguro

O ônibus Irizar i6, modelo mais tradicional da marca e á venda em vários países da América Latina e na Europa, modernizou o coletivo, deixando mais próximo do modelo Efficient, lançado em 2024. Um dos destaques é a otimização da estrutura: assim como ocorreu no Efficient, o veículo ficou significativamente mais leve, sem abrir mão da robustez.

Foram utilizados aços de alta resistência para reduzir o peso do veículo, e recebeu uma renovação na dianteira e a traseira do modelo, introduzindo os novos faróis Full LED e novas poltronas. Os produtos da Irizar já equipa há alguns anos cintos de segurança de três pontos.

O Irizar i6 conta ainda com câmeras 360°, que permite visão panorâmica, climatização inteligente com IA (Signum Hispacold), purificador e desinfetante de ar (Eco3 Hispacold), sistema de supressão de incêndio no motor, alerta de cinto afivelado com monitor de presença, monitores touch de entretenimento (nova linha), Wi-Fi a bordo e preparação para internet via satélite, além de USB individual.

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De uma vez só, Ford lança novas versões do Mustang e da F-150

A Ford brasileira apresentou de uma só vez dois super veículos inéditos: a F-150 Raptor e o Mustang GT Performance 2026.

Outra novidade é o Mustang Dark Horse SC. Revelado pela Ford Racing no começo do ano em Detroit, a versão especial do esportivo tem motor V8 Supercharged de 795 cavalos e várias tecnologias compartilhadas com o Mustang GT3 e o Mustang GTD, como freios Brembo de carbono-cerâmica e rodas de fibra de carbono, que o aproximam ainda mais de um carro de pista sem perder a homologação para as ruas.

Mustang

O Mustang GT Performance 2026 chega ao mercado ainda este ano, como nova opção do esportivo ao lado do Dark Horse. Equipado com motor V8 5.0 Coyote de 492 cv, transmissão automática de 10 marchas e freios Brembo de alta performance na dianteira e na traseira, ele se diferencia no visual pelos elementos escurecidos na carroceria – incluindo rodas, emblemas, teto, retrovisores e aerofólio –, além da nova opção de cor cinza Avalanche.

F-150 Raptor

A F-150 Raptor chega ao Brasil no começo de 2027, dando continuidade à trajetória de sucesso da picape esportiva com recursos inéditos off-road que revolucionou o segmento em todo o mundo. Equipada com motor V6 3.5 EcoBoost Biturbo e suspensão com amortecedores FOX Racing, ela amplia ainda mais o legado de história e paixão das picapes Série F.

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Volvo EC40 Black Edition é potente e tem acabamento refinado

Com um visual escurecido muito bonito e agressivo, o Volvo EC40 Black Edition se destaca no segmento pelo desempenho esportivo e acabamento esmerado. A versão especial do crossover elétrico aposta na pintura Onyx Black e em uma série de elementos em preto brilhante, mas é sob a carroceria que estão alguns de seus números mais expressivos: são 442 cv de potência, 670 Nm de torque e aceleração de 0 a 100 km/h em 4,6 segundos.


O conjunto utiliza dois motores elétricos, um em cada eixo, o que garante tração integral. A velocidade máxima é limitada eletronicamente a 180 km/h, seguindo a política adotada pela Volvo em seus automóveis.
A energia vem de uma bateria de 82 kWh, que proporciona autonomia de até 404 quilômetros pelo padrão do Inmetro. Em uma estação rápida de corrente contínua de 175 kW, a carga pode passar de 10% a 80% em aproximadamente 28 minutos.

Apesar do desempenho, o EC40 mantém dimensões de um crossover compacto. São 4,44 metros de comprimento, 1,87 m de largura, 1,59 m de altura e 2,70 m de distância entre os eixos. O porta-malas oferece 404 litros, aos quais se soma um compartimento dianteiro de 31 litros, possível graças à ausência do motor a combustão.

Sofisticação

Na Black Edition, a diferenciação é principalmente visual. Além da carroceria Onyx Black, grade, logotipos e outros detalhes externos recebem acabamento escurecido. As rodas de 20 polegadas também são pintadas em preto brilhante, reforçando a proposta monocromática da versão.

Por dentro, o EC40 mantém a arquitetura conhecida do modelo, com painel digital de 12,3 polegadas e uma central multimídia vertical de 9 polegadas. O sistema traz serviços do Google integrados, entre eles Maps, Assistant e Play, dispensando o uso do celular para algumas das principais funções de conectividade e navegação.

A lista de recursos inclui ainda teto panorâmico fixo, sistema de som Harman Kardon, câmera com visão 360 graus e Pilot Assist, que reúne tecnologias de auxílio à condução.
Com a Black Edition, a Volvo não muda a essência do EC40, mas acrescenta uma sofisticação visual  e se destaca no segmento.

Preço
Volvo EC40 Black Edition – R$ 410.950,00

(Fotos cedidas por Gerson Borini)

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Romi-Isetta completa 70 anos e ganha exposição em Santa Bárbara d’Oeste

O primeiro carro produzido no Brasil, o Romi-Isetta, está comemorando 70 anos. E para marcar a data, uma exposição da história do modelo pode ser conferida no Tivoli Shopping, em Santa Bárbara d’Oeste-SP, com documentos de época, desenhos técnicos, fotos históricas e um exemplar do veículo fabricado em 1958. O evento vai até o dia 30 de agosto.

Começo

A produção do primeiro carro nacional foi iniciativa da Romi, fabricante de tornos e implementos agrícolas de Santa Bárbara d’Oeste-SP, fundada em 1930.
No início de 1955, Américo Emílio Romi e seu enteado, Carlos Chiti, se interessaram por um revolucionário veículo urbano chamado Iso Isetta, fabricado na Itália.

Importaram duas unidades para estudar sua produção local e, depois de testes e avaliações indicarem sua viabilidade, partiram para uma reunião na sede da empresa na Europa.

A ideia era produzir o veículo no Brasil em parceria, mas a Isetta não tinha recursos, dado o cenário da Itália pós-Segunda Guerra Mundial. Destemida, a Romi decidiu bancar a empreitada sozinha, obtendo a licença de fabricação e pagando 3% de royalties sobre cada unidade vendida.

A Romi, com muita determinação, conseguiu contratar diversos fornecedores nacionais e com isso, já em junho de 1956, a primeira unidade da Romi-Isetta deixava a linha de montagem de Santa Barbará d’Oeste, em um novo galpão erguido na Romi especialmente para esse fim.

Fim da produção

A primeira Romi-Isetta usava motor Iso dois tempos de 236 cm3 e 9,5 hp, com bloco e cabeçote em alumínio em posição central. A velocidade máxima era de 85 km/h e, graças ao seu baixo peso, de apenas 350 quilos, o consumo chegava a impressionantes 25 km/l.

Depois de algumas evoluções estéticas até 1958, em 1959 veio a maior mudança: foi lançada a Romi-Isetta 300 de Luxe, com motor BMW quatro tempos de 298 cm3 e 13 hp, que aumentou o desempenho sem sacrificar o consumo.

Essa versão também recebeu diversas melhorias técnicas e estéticas, tanto no interior quanto no exterior. Em 13 de abril de 1961 seria produzidas as últimas unidades.

 

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