Mais de 120 carros clássicos, mobiliário de artistas renomados e mais de uma centena de obras de arte, entre quadros, esculturas, joias e peças históricas. O Carde, em Campos do Jordão, há 170 quilômetros de São Paulo, acaba de ultrapassar uma marca importante em seu recente tempo de vida. Próximo de completar dois anos desde sua inauguração, em novembro de 2024, o museu – projeto da Fundação Lia Maria Aguiar (FLMA) que conta a história do Brasil e do mundo, tendo os automóveis como fio condutor – registra a visita de mais de 200 mil visitantes.

“Nossa meta é de transmitir conhecimento e cultura, seja pelas obras de arte ou até mesmo por meio de automóveis que marcaram a infância, trazem lembranças de viagens de família ou que representaram momentos importantes de diversas épocas. Eles são responsáveis pela ligação que transforma o Carde em uma experiência única”, afirma Luiz Goshima, diretor do Carde e membro honorário da Fundação Lia Maria Aguiar.
Para celebrar essa marca, o Carde acaba de iniciar uma exposição temporária em homenagem aos 70 anos do início de produção da Romi-Isetta, um dos carros mais icônicos já produzidos no Brasil. A exposição, que acontece até 12 de outubro, apresenta ao público não apenas um automóvel que marcou a história da indústria brasileira, mas também todo o contexto histórico, tecnológico e social que envolveu sua chegada ao País. A mostra pretende mostrar como a Romi-Isetta se tornou um símbolo da industrialização e da capacidade de inovação nacional, contribuindo para a preservação dessa memória para as futuras gerações.
Além dos modelos expostos, o visitante poderá conhecer o Centro de Referência e Pesquisa do museu, espaço onde a história ganha forma por meio dos documentos preservados pela Fundação Romi. Nesse ambiente, os visitantes têm contato com projetos técnicos, desenhos, registros históricos, fotografias e documentos originais que ajudam a compreender os bastidores da produção da Romi-Isetta e os desafios enfrentados pela indústria nacional durante sua consolidação.
Entre os modelos expostos está a 1959 Romi-Isetta 300 de Luxe. Detentor do título de primeiro automóvel de passeio fabricado em série no Brasil, o carismático Romi-Isetta teve sua produção iniciada em junho de 1956. O projeto do pequeno veículo utilizava como base o conceito e o grupo mecânico do microcarro italiano Iso Isetta, revelado três anos antes no Salão de Turim. Construído, sob licença, pelas Indústrias Romi S.A., em Santa Bárbara d’Oeste, interior de São Paulo, apresentava soluções originais até então nunca vistas pelo público brasileiro.

O Romi-Isetta tinha apenas uma porta, localizada na parte frontal da carroceria, com volante e painel de instrumentos integrados e de movimentação conjunta, facilitando o acesso dos ocupantes. Econômico, oferecia autonomia de 25 quilômetros por litro de gasolina e alcançava a velocidade máxima de 85 quilômetros por hora. Em 1959, após o término do contrato com a Iso, chega ao mercado a versão 300 de Luxe. Equipada com nova motorização, fornecida pela BMW, mantinha o rendimento da versão anterior, porém, diferenciava-se pelo maior torque, potência e conforto. Em comparação com a geração precedente, distinguia-se também por pontuais detalhes estéticos externos.
Estima-se que entre 1956 e 1961, último ano de produção, pouco mais de 3 mil unidades teriam sido fabricadas, sendo altamente colecionáveis os exemplares sobreviventes.
Serviço
Exposição Romi-Isetta 70 anos
Data: até 12 de outubro
Abertura ao público: 28/11/2024
Horário de funcionamento: das 10h às 18h, com entrada permitida até 16h30
Fechado: terças e quartas-feiras
Ingressos: R$ 160,00 (entrada inteira) e R$ 80,00 (meia entrada)
Endereço: Rua Benedito Olímpio Miranda, 280, Alto da Boa Vista,
Campos do Jordão – SP, CEP: 12.472-610
Site: www.carde.org
E-mail: contato@carde.org
Instagram: @carde.museu
Telefone: (12) 3512-3547


