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Carde celebra os 100 anos do nascimento do engenheiro Gurgel

O mês de março marca o centenário do nascimento de um dos grandes visionários nacionais, que tirou do papel e transformou em realidade seus pensamentos voltados à mobilidade. O engenheiro e empresário João do Amaral Gurgel, criador da marca Gurgel, colocou em prática seu sonho de produzir veículos genuinamente brasileiros e deixou seu legado, a partir de uma trajetória extraordinária.

Essa história será contada com total riqueza de detalhes na mostra Gurgel Amaral – 100 anos de legado, organizada pelo Carde Museu, em Campos do Jordão (SP), que acontecerá 30 de março. A experiência começará na sala Visionários, a qual conta com dois modelos Gurgel: X-12 e o Itaipú E-400, e muitos objetos pessoais e projetos de época. Nessa sala, o monitor abordará quem foi João Gurgel, sua importância para a engenharia brasileira, o caráter visionário de seus projetos, o centenário como marco histórico e a preservação do acervo pela Fundação Lia Maria Aguiar (FLMA) por meio do Carde.

“A presidente da FLMA, a D. Lia, tinha uma forte relação de amizade com Gurgel e sua família. Por esse motivo, nos foi confiado objetos pessoais, projetos inéditos e modelos exclusivos, que contam a história com riqueza de detalhes desse engenheiro que, sem dúvida, deixou seu legado no Brasil no tocante à inovação e na defesa da criação de uma empresa automotiva genuinamente nacional”, explica Luiz Goshima, diretor do Carde Museu.

Serão formados grupos de 5 a 8 pessoas para uma visita guiada ao Centro de Referência do museu, espaço que será aberto aos visitantes pela primeira vez. Na biblioteca serão apresentados os projetos técnicos de veículos, os esboços e desenhos originais, os documentos institucionais, os registros de patentes, os estudos sobre carros elétricos, as curiosas anotações de engenharia.

O monitor explicará aos visitantes como funcionava o processo criativo de Gurgel, a inovação tecnológica para a época, o pensamento sustentável e nacionalista, e as soluções de engenharia aplicadas pelo engenheiro e empresário.

Há ainda a possibilidade de conhecer o Centro de Catalogação, com explicações detalhadas sobre os processos de restauração, as técnicas de conservação, o armazenamento de documentos históricos, com controle de umidade e temperatura, e o arquivamento técnico.

Ao final, o visitante recebe um postal sobre o centenário do nascimento de Gurgel. Todo o roteiro terá uma duração aproximada de uma hora e meia, e está incluso no valor da entrada da bilheteria. Com a mostra, o CARDE reforça seu compromisso com a educação, além de valorizar a história brasileira, estimular a educação tecnológica, promover a memória industrial, inspirar inovação, conectar passado, presente e futuro e reforçar o papel do museu como centro de conhecimento.

Carros expostos

Gurgel Ipanema

Lançado em 1969, o Gurgel Ipanema foi o primeiro modelo produzido pela fabricante brasileira idealizada por João Augusto Conrado do Amaral Gurgel. Desenvolvido com proposta utilitária e recreativa, o modelo combinava robustez mecânica com carroceria leve em fibra de vidro reforçada, característica que se tornaria marca registrada da empresa.

Construído sobre base mecânica Volkswagen, o Ipanema utilizava o consagrado motor boxer refrigerado a ar, garantindo confiabilidade e facilidade de manutenção. De linhas simples e funcionais, foi concebido para uso misto, atendendo tanto ao lazer quanto às atividades em áreas rurais e litorâneas. Produzido em pequena escala, tornou-se um dos modelos pioneiros da indústria automotiva independente brasileira. O Ipanema tem um motor de quatro cilindros boxer, refrigerado a ar, com 1.500 cm³
de cilindrada, câmbio manual de quatro marchas e tração traseira.

Gurgel X-12

Veículo de grande sucesso comercial da Gurgel, o X-12 foi produzido entre 1975 e 1988, consolidando-se como o modelo mais emblemático da Gurgel. Forte, econômico e incorrosível, atributos garantidos pela própria fábrica, o modelo combinava aptidão fora de estrada com a praticidade de uso urbano.

Desenvolvido a partir de uma encomenda das Forças Armadas do Brasil, o X-12 foi oferecido em diferentes configurações, incluindo versões com capota de lona, teto rígido, aplicação militar e os utilitários destinados a serviços de manutenção. O exemplar exposto no CARDE, de 1981, pertence à terceira geração do modelo, fase de maior maturidade técnica e comercial.

Exportado para países das Américas, Europa, África e Oriente Médio, o Gurgel X-12 tornou-se símbolo da capacidade da indústria automotiva brasileira independente. O X-12 tem motor Volkswagen 4 cilindros boxer, refrigerado a ar, de 1.600 cm³ de cilindrada, com potência de 60 cv, câmbio manual de 4 marchas e velocidade máxima de 110 km/h.

Gurgel Itaipu E-400

Apresentado em 1981, o Gurgel Itaipu E-400 foi o primeiro automóvel elétrico produzido em série no Brasil, reafirmando o espírito pioneiro da fabricante idealizada por João Augusto Conrado do Amaral Gurgel. Desenvolvido com foco em uso urbano e corporativo, o modelo foi concebido para serviços de manutenção e transporte de cargas leves.

Disponível nas versões furgão e picape, com cabine simples ou dupla, o Itaipu E-400 utilizava estrutura e diversos componentes mecânicos Volkswagen, diferenciando-se pelo conjunto motriz elétrico. Seu motor Villares de 10 kW era alimentado por oito baterias de 12 volts, solução que proporcionava autonomia entre 80 e 100 quilômetros, e velocidade máxima de 70 km/h.

Produzido em série limitada, apenas 88 unidades, o Itaipu E-400 tornou-se um dos projetos mais visionários da indústria automotiva nacional, antecipando em mais de quatro décadas o debate sobre mobilidade elétrica e sustentabilidade.

Gurgel XEF

Lançado em 1983, o Gurgel XEF foi um automóvel urbano compacto que representou a proposta da marca de oferecer mobilidade racional, econômica e adaptada à realidade brasileira: um verdadeiro microcarro urbano. Desenvolvido por João Augusto Conrado do Amaral Gurgel, o modelo combinava dimensões reduzidas com soluções construtivas próprias, mantendo a identidade técnica da fabricante.

Com carroceria em fibra de vidro reforçada e estrutura do tipo “plasteel” (aço tubular revestido por compósito), o XEF priorizava leveza, resistência e durabilidade. Utilizava conjunto mecânico Volkswagen, com motor 1.6 boxer de quatro cilindros refrigerado a ar, instalado na traseira, garantindo simplicidade de manutenção e ampla disponibilidade de peças no mercado nacional.

Produzido em pequena escala, o XEF tornou-se um dos modelos mais raros da Gurgel. Símbolo da busca por um automóvel urbano nacional, antecipa conceitos de racionalização de espaço e eficiência que se tornariam tendência nas décadas seguintes. Foram cerca de 145 unidades produzidas.

Gurgel Motomachine

Apresentado em 1991, o Gurgel Motomachine foi um projeto experimental da Gurgel. Compacto, leve e de proposta essencialmente urbana, o modelo representava a busca da marca por soluções simples, econômicas e adaptadas à realidade brasileira da época.

Com carroceria em fibra de vidro reforçada, o Motomachine priorizava resistência estrutural e baixo peso (650 kg). Seu conjunto mecânico utilizava motor Enertron 0.8 litro, de dois cilindros, arrefecido a água, que gerava 34cv, alcançando uam velocidade máxima de 115 km/h. Produzido em pequena escala, tornou-se um dos modelos mais raros e curiosos da história da Gurgel. O modelo teve uma produção aproximada de 177 unidades.

 

Motofour

Você já imaginou um veículo que ficasse entre uma motocicleta e um automóvel? Essa foi a proposta ousada do Motofour, um protótipo desenvolvido em 1996 pela Gurgel. A ideia era criar um meio de transporte leve, versátil e econômico, capaz de circular tanto em áreas urbanas quanto em terrenos mais desafiadores, como praias e estradas de terra.

O Motofour apresentava soluções bastante incomuns. Seu formato lembrava um pequeno carro aberto, sem portas, laterais ou capota, e com proteção mínima ao condutor. A posição de dirigir também chamava atenção: o motorista ficava no centro do veículo, sentado como em uma motocicleta, mas com volante e pedais de automóvel. O câmbio, adaptado, ficava próximo ao painel, em frente ao condutor, e não na lateral, entre os bancos como nos carros convencionais.

Outro detalhe curioso era o banco, conhecido por ser bastante rígido. Ainda assim, o veículo se destacava pelo bom desempenho, favorecido pelo peso reduzido, além de respostas rápidas na direção e aceleração.

Apesar de seu caráter inovador e da simplicidade mecânica, que prometia baixo custo de produção, o Motofour não chegou a ser produzido em série. Permanecendo como protótipo, ele se tornou uma peça rara e simbólica da criatividade da indústria automotiva brasileira.

O Motofour tinha motor de dois 2 cilindros contrapostos (boxer), de 792 cm³ de cilindrada, 4 tempos, arrefecido a água. A potência era de 36 cv a 5.500 rpm. A velocidade máxima era de 112 km/h e a aceleração de 0 a 100 km/h sedava em 34 segundos.

Serviço
Mostra Amaral Gurgel – 100 anos de legado
Data: de 7 a 30 de março
Ingressos: R$ 160,00 (inteira) e R$ 80,00 (meia-entrada)
Endereço: Rua Benedito Olímpio Miranda, 280, Alto da Boa Vista,
Campos do Jordão – SP, CEP: 12.472-610
Site: www.carde.org
E-mail: contato@carde.org
Instagram: @carde.museu
Telefone: (12) 3512-3547
Fechado: terças e quartas-feiras

Vídeo da mostra Amaral Gurgel – 100 anos de legado: https://drive.google.com/file/d/1v9PUqRXNE5L1QWZpTpmgd3oKYMaYpHl0/view?usp=drive_link

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Depois de muitos anos, Salão do Automóvel retorna ao Anhembi

A 31ª edição do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo estará de volta Amhembi de 22 a 30 de novembro. A mostra promete reacender a paixão dos brasileiros pelo universo automotivo, reunindo em um só lugar os principais lançamentos das grandes montadoras, experiências imersivas, carros clássicos, supermáquinas e muito conteúdo dedicado ao setor.

Com uma programação que une inovação, entretenimento e história, o Salão do Automóvel reafirma seu papel como palco das grandes tendências e do futuro da mobilidade — um encontro que promete inspirar e emocionar públicos de todas as idades. Os ingressos seguem à venda exclusivamente no site oficial www.salaodoautomovel.com.br.

Entre as marcas confirmadas estão BYD, Caoa, Caoa Chery, Citroën, Denza, Fiat, GAC, Geely, GWM, Honda, Hyundai, Jeep, Kia, Leapmotor, Lecar, MG Motors, Mitsubishi, Omoda & Jaecoo, Peugeot, RAM, Renault, Suzuki Motos, Toyota e Vespa.

“Esta edição simboliza o reencontro do público com o Salão do Automóvel, evento que sempre representou a paixão dos brasileiros por carros, tecnologia e inovação. Mais de 300 veículos estarão em exposição, em uma programação repleta de experiências imersivas e interativas que prometem surpreender, emocionar e reconectar o público com o universo automotivo”, afirma Thiago Braga Ferreira, gerente executivo do Salão do Automóvel.

Clássicos e simuladores

Verdadeiras lendas sobre rodas vão brilhar no Distrito Anhembi. Os fãs de carros clássicos terão dois espaços dedicados para conferir modelos exclusivos e raros. O Memória sobre Rodas, com curadoria do Dream Car Museum, exibirá o único Bugatti EB110 GT existente no Brasil, de 1994, além de outros modelos míticos tais como Lamborghini Miura P400 S 1969, o esportivo nacional Hofstetter Turbo 1986, Lamborghini Diablo 1991 e Plymouth Superbird 1970.

Já o CARDE Arte Design Museu trará linha do tempo interativa com carros que marcaram época em outras edições do Salão do Automóvel, como VW Kombi 1960, Ferrari F40, Uirapuru, Dodge Charger R/T, VW SP2 e VW Gol GTI na sua inconfundível cor Azul Mônaco.

O universo dos games e dos simuladores de corrida também estará presente na edição 2025.  Na Racing Game Zone by João Barion os visitantes poderão vivenciar toda emoção do drift em um simulador de última geração. Além disso, o mais recente carro do piloto, o Corvette C7 Z06, estará em exposição.

Os fãs de corridas também poderão conferir o espaço dedicado ao FIA WEC – Rolex 6 Horas de São Paulo e à NASCAR, que trará exposição de carros de corrida e simuladores interativos. Já as crianças vão se encantar com a LEGO® Experience, que apresentará um carro de Fórmula 1 em tamanho real e o capacete de Ayrton Senna, ambos construídos inteiramente com peças LEGO®.

Conteúdo e Test drive

O Drive Experience contará com uma pista indoor projetada especialmente para o evento. Com 14 mil metros quadrados, os visitantes poderão testar veículos de marcas como BYD, Caoa, Citroën, Fiat, GAC, Geely, GWM, Honda, Jeep, Leapmotor, Peugeot, RAM e Renault. O circuito inclui uma longa reta de 160 metros, desenvolvida para que os participantes sintam melhor a potência e torque dos veículos, além de exercícios práticos como slalom e frenagem.

A expectativa é que 1 mil visitantes por dia possam acelerar em voltas de até 10 minutos, vivenciando a emoção de dirigir no circuito.

A Arena de Customização by Batistinha mostrará ao vivo o processo criativo e técnico das modificações automotivas com Fernando Baptista, um dos principais nomes do segmento.

Outra novidade é o SDA Talks, um ponto de encontro para quem deseja se atualizar e se conectar com as principais tendências do universo automotivo. Em uma arena 360°, o público terá acesso a conteúdos dinâmicos e interativos, proporcionando uma experiência completa de aprendizado e inspiração.

Experiências 2025

Para tornar a edição de 2025 ainda mais memorável a RX, empresa organizadora do Salão do Automóvel, preparou duas experiências exclusivas para os visitantes: a Avant Première e o Dream Lounge.

Marcada para o dia 21 de novembro, às 19h, a Avant Première será uma noite única que reunirá patrocinadores, convidados e público VIP para conhecer em primeira mão as principais novidades do evento. Com uma cota de ingressos limitada, a noite também contará com um show surpresa, realizado em parceria com a Rádio 89FM, que promete surpreender o público presente.

Já o Dream Lounge será uma área premium desenvolvida em parceria com o Motorgrid Brasil, reunindo alguns dos modelos mais desejados e icônicos do mundo. Entre as máquinas confirmadas estão o Rolls-Royce Cullinan Novitec Spofec Overdose, Lamborghini Revuelto LP 1015-4, McLaren Artura, Porsche 992.2 GT3 PTS e Ford GT Carbon Series, além outras exclusividades como Lamborghini Aventador SV e McLaren Senna.

O ingresso VIP para o Dream Lounge oferece ainda pacote de serviços exclusivos, que inclui bar para coquetéis patrocinado pelo Café Journal e a exposição da SID Special Paint, com capacetes usados por Ayrton Senna, Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, Rubens Barrichello e Ingo Hoffmann.

SERVIÇO
31º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo
De 22 a 30 de novembro de 2025
Distrito Anhembi – Rua Olavo Fontoura, 1209 – São Paulo/SP
Ingressos: www.salaodoautomovel.com.br

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Carros icônicos do Carde vão ser expostos no Salão do Automóvel 2025

O automóvel como fio condutor para se contar uma história ou até mesmo para ativar lembranças. O CARDE, museu de Campos do Jordão (SP), há 170 quilômetros de São Paulo, vai trazer parte de suas joias sobre rodas para a 31ª edição do Salão do Automóvel e usar a mesma estratégia para atrair visitantes para seu estande: o carro como “isca” para despertar as mais puras memórias afetivas, um elo com os desejos e boas recordações de outros tempos.

De 22 e 30 de novembro, no Distrito Anhembi, o estande do CARDE no Salão do Automóvel contará parte da história de um dos maiores eventos da indústria automobilística, por meio de oito veículos icônicos: Volkswagen Kombi Turismo, Brasinca Uirapuru STV, Dodge Charger R/T, Volkswagen SP2, Volkswagen Gol GTi, Hofstetter, Ferrari F40 e Jaguar XJ220.

“São modelos realmente especiais que mostram o que habitava no imaginário dos apaixonados por carros nas décadas de 1960, 1970, 1980 e 1990. Tenho a certeza que, para muitos, ao verem esses automóveis frente a frente, muitas lembranças virão à mente. No CARDE vemos essas conexões todos os dias”, conta Luiz Goshima, diretor do museu em Campos do Jordão.

Essas raridades, inclusive, estiveram presentes na mostra desde sua primeira edição, em 1960, como a Volkswagen Kombi Turismo, um tipo de Motorhome, para viagens em família.

A Kombi Turismo simbolizava o espírito de liberdade e descoberta que marcou a década. Produzida pela Volkswagen do Brasil, o modelo era baseado na consagrada Kombi, mas trazia detalhes voltados ao conforto e à experiência de viagem, como acabamento interno aprimorado e janelas panorâmicas que ampliavam a visibilidade. Equipada com motor boxer de 1.200 cm³ e tração traseira, unia robustez mecânica e versatilidade para encarar longas distâncias. Seu design simples e carismático, aliado à confiabilidade alemã, fez da Kombi  um verdadeiro ícone das estradas brasileiras, símbolo de companheirismo, aventura e da cultura sobre rodas que se consolidava no País.

Outro destaque na mesma década, foi a apresentação do STV Uirapuru, um dos mais espetaculares automóveis fora de série já fabricados no Brasil. Com cerca de apenas 70 unidades produzidas, em 1966 ele foi apresentado pela primeira vez em versão conversível pela STV, empresa que adquiriu o projeto da Brasinca.

Realizado no Pavilhão de Exposições do Parque Ibirapuera, em São Paulo, o Salão de 1966 revelou o Uirapuru, construída pela STV, Sociedade Técnica de Veículos Ltda., capitaneada por Rigoberto Soler, o novo modelo dividia os holofotes no estande da marca com mais outros três carros, entre eles, o inusitado protótipo Gavião. Sua principal característica estética, além da carroceria sem capota, era o uso de faróis dianteiros retangulares, atualizados. Equipado com um motor de seis cilindros, de 4.2 litros, de 162, 171 ou 177 cavalos de potência, dependendo dos opcionais de desempenho escolhidos, apenas dois exemplares foram fabricados.

Representando a mostra no ano de 1970, o mítico esportivo Dodge Charger R/T, de 1971, foi presença marcante no Salão do Automóvel quando mudou de endereço, inaugurando o Pavilhão de Exposições do Anhembi. Lançado em 1971, o Dodge Charger R/T tornou-se um dos grandes símbolos da era de ouro dos “muscle cars” nacionais. Com o poderoso motor V8 de 5.2 litros e 215 cavalos de potência, unia desempenho impressionante e som inconfundivel a um design de linhas agressivas e esportivas. Mais do que força e velocidade, o Charger representava atitude.

Em 1972, o SP2 foi a estrela do estande da Volkswagen no Salão. Produzida por um curto período, a linha de automóveis SP é considerada o primeiro projeto totalmente desenvolvido pela Volkswagen do Brasil. Com os estudos preliminares iniciados ainda no final da década de 1960, a fabricante buscava uma alternativa própria para competir diretamente com o Puma, esportivo brasileiro de grande sucesso. O SP2 chamava a atenção por seu perfil baixo e seus traços arrojados.

Disponível em duas versões, batizadas de SP1 e SP2, diferenciavam-se pelos detalhes internos e pela motorização utilizada, 1600 ou o inédito 1700, gerando 65 e 75 cavalos de potência, na devida ordem. Mesmo com a repercussão positiva em relação ao desenho do carro, o desempenho geral frente ao principal concorrente deixou muito a desejar, o que contribuiu para o seu fim precipitado. Um marco na história da indústria automobilística nacional, ganharia admiradores e entusiastas ao redor do globo, sendo cultuado até pelo museu da Volkswagen na Alemanha. Menos de 11 mil exemplares foram construídos entre 1972 e 1975, dos quais, 88, somente do modelo mais simples, o SP1.

Nos anos 1980, os olhos dos amantes da esportividade brilharam ao verem o lançamento do Volkswagen Gol GTi. Mostrado para os brasileiros pela primeira vez na edição de 1988, o Gol GTi, na sua inconfundível cor Azul Mônaco, foi o primeiro automóvel nacional equipado com injeção eletrônica de combustível. Disponível nas concessionárias a partir do ano seguinte, era, na época, o carro esportivo mais rápido produzido no País. O exemplar em exposição possui um motor de quatro cilindros em linha, de 2 litros, de 120 cavalos de potência, câmbio manual de cinco marchas e capaz de alcançar a velocidade máxima de 185 quilômetros por hora. Um divisor de águas na história da indústria automobilística brasileira e objeto de desejo entre os apaixonados pela linha VW.

Ainda na década dos nacionais especiais, o supercarro brasileiro Hofstetter, apresentado no Salão de 1984, representava uma das mais ousadas iniciativas da indústria automobilística nacional. Materializado por Mário Richard Hofstetter em 1975, o Hofstetter 001 que será exposto no estande do CARDE é um protótipo absolutamente singular no panorama automotivo brasileiro. Sua carroceria foi construída em tecido de fibra de vidro, enquanto o chassi, derivado de um protótipo de corrida da Divisão 4, recebeu uma estrutura multitubular em tubos de aço trefilado, revestida por chapas de duralumínio. O conjunto mecânico utilizava motor Cosworth Hart em posição central, câmbio Hewland e freios a disco nas quatro rodas.

Seu desenho original data de 1973, concebido por um jovem brasileiro de apenas 16 anos, que incorporou soluções estéticas e funcionais ousadas, inspiradas em protótipos contemporâneos como o Alfa Romeo Carabo (1968), do Studio Bertone, e a Maserati Boomerang (1971), de Giorgetto Giugiaro. Com apenas 99 cm de altura, o 001 adotava portas em asa de gaivota e faróis escamoteáveis, expressando o espírito experimental, técnico e visionário que marcaria a engenharia automotiva nacional naquele período. Posteriormente, o modelo passou por modificações para torná-lo mais adequado ao uso cotidiano, sendo apresentado ao público no Salão do Automóvel de 1984. Ao longo de sua produção artesanal, o Hofstetter teve um total de 18 unidades fabricadas.

A abertura das importações na década de 1990, trouxe para o Brasil referências ainda mais amplas, do que existia de mais moderno no mundo. E nada mais icônico que a Ferrari F40, um sonho sobre rodas que foi materializado no Salão. Um frisson, que virou notícia em quase todos os veículos de imprensa brasileiros e fez muitos visitantes gastarem rolos de filmes fotográficos. Marcou uma virada de página no acesso ao que existia de mais exuberante no setor automotivo mundial.

Apresentada em 1987, a Ferrari F40 foi criada para celebrar os 40 anos da marca e tornou-se um ícone absoluto entre os supercarros. Derivada do projeto 288 GTO Evoluzione, foi o último modelo desenvolvido sob a supervisão direta de Enzo Ferrari. Equipada com um motor V8 biturbo de 2.9 litros, capaz de gerar 478 cavalos de potência, atingia a velocidade máxima de 324 quilômetros por hora. Entre 1987 e 1992, pouco mais de 1.300 unidades foram produzidas, consolidando seu status como um dos carros mais lendários já fabricados.

Na década que marcou a chegada inédita dos superesportivos de representatividade mundial, o Salão do Automóvel de 1994 foi palco da apresentação do Jaguar XJ220 em solo brasileiro. Era derivado do protótipo criado em 1988 e apresentado em sua versão definitiva, de produção, em outubro de 1991. Era a aposta da Jaguar para entrar no competitivo mercado internacional dos supercarros. Equipado com um motor V6 biturbo, central, de 550 cavalos de potência, era capaz de atingir a velocidade máxima de 340 quilômetros por hora, tornando-se o carro de produção em série mais rápido do mundo em 1992. Aproximadamente 280 unidades foram construídas até 1994.

31º Salão Internacional do Automóvel de São Paulo
De 22 a 30 de novembro de 2025 – Distrito Anhembi – São Paulo/SP
Rua Olavo Fontoura, 1209
Ingressos: www.salaodoautomovel.com.br

 

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Coleção de automóveis guardada por quatro décadas será leiloada

Quem é fã de veículos clássicos está prestes a ter acesso a uma das coleções mais exclusivas do Brasil. A coleção Dreams in Motion (sonhos em movimento), dos irmãos empresários Sérgio e Roberto Haberfeld, conta com mais de 200 veículos, entre modelos principalmente americanos e europeus. Destes, 32 carros serão disponibilizados no próximo leilão de carros clássicos de procedência, organizado pelo Carde: o Spring Sale.

Depois do sucesso do Winter Sale, em agosto de 2025, o leilão com parte da coleção Dreams in Motion terá início no dia 15 de novembro e, até 23 de novembro, os interessados poderão já adquirir os lotes pela modalidade Buy It Now (um preço fixo, no qual o comprador já adquire o carro, sem que ele vá para o pregão). Para quem quiser ver os modelos em detalhes, os 32 lotes serão expostos no Carde, o museu que une Carros, Arte, Design e Educação, em Campos do Jordão (SP), de 15 de novembro a 06 de dezembro.

Já a disputa por meio do leilão, on-line e presencial, está programada para o dia 06 de dezembro. O catálogo completo, com as informações dos veículos, valores de Buy It Now e mínimos (reserva) para aquisição dos lotes, será divulgado no dia 15 de novembro, nos canais de comunicação oficiais do Carde.

Um dos lotes a serem leiloados é o Cadillac Eldorado Biarritz, de 1959, um dos modelos mais desejados pelos colecionadores da marca norte-americana, que passou por um primoroso trabalho de restauração. Por ter sido um modelo de produção baixa – 1.320 unidades – esse clássico raro se destaca pela extravagância de suas linhas, compostas por excessos de cromados, o ápice do jet age design da época.

Outros exemplares que compõem a coleção e que se destacam nesta edição do Spring Sale estão modelos da Ferrari, Mercedes-Benz, Porsche e Jaguar. A lista de lotes ainda é composta por veículos nacionais e outros clássicos norte-americanos.

“Viajei o mundo inteiro conhecendo coleções e fiquei com orgulho de ser brasileiro ao visitar o Carde. Eles fazem a coisa certa, têm a filosofia correta. Por isso vamos fazer o leilão com eles, pelo profissionalismo, e por verem o automóvel como arte. Começamos a nossa coleção, curtimos muito e agora chegou o momento de passar os carros para pessoas que sigam com esse legado de preservação”, explica Sérgio Haberfeld.

“Iniciamos a coleção no início da década de 1970, com foco nos automóveis os quais crescemos. Isso veio do meu pai, de quem herdamos o gosto pelos carros”, conta Roberto Haberfeld, pai do ex-piloto piloto de Fórmula 3, Fórmula 3000 e teste na Fórmula 1, Mário Haberfeld.

O Spring Sale é uma parceria com o escritório de arte Magalhães Gouvêa e tem a consultoria de Brunelli Veículos Antigos. Assim como ocorreu na Winter Sale, parte da receita arrecadada será revertida para os projetos da Fundação Lia Maria Aguiar. “Com o Spring Sale vamos conseguir repetir várias ações que trazem ganhos para todos: um espaço qualificado para quem quer transferir seus automóveis para outros amantes do antigomobilismo, oferecer carros clássicos de procedência, e fomentar ações sociais às crianças e jovens de Campos de Jordão, por meio da Fundação Lia Maria Aguiar”, explica Luiz Goshima, diretor do CARDE e conselheiro da Fundação Lia Maria Aguiar.

Espetacular

No meio de uma floresta preservada de araucárias na cidade de Campos do Jordão, a 170 quilômetros de São Paulo, o Carde surge como um espaço dedicado à valorização da cultura e da história do Brasil, principalmente a do século 20, utilizando o automóvel como personagem principal. O museu traz uma forma única de contar os fatos históricos, já que muitos dos automóveis ali apresentados são mais que produtos para mobilidade — eles se tornaram parte da trajetória do nosso País.

Inaugurado em 28 de novembro de 2024, o Carde já ultrapassou a marca de 80 mil visitantes. O museu é parte da Fundação Lia Maria Aguiar (FLMA), que conta com outras iniciativas na cidade de Campos do Jordão.

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Museu Carde vai leiloar verdadeiras “joias” raras do antigomobilismo

Um dos museus mais importantes do mundo, recém-inaugurado em Campos do Jordão, o Carde, vai realizar a primeira edição do Winter Sale. Em parceria com a Brunelli Veículos Antigos e o Magalhães Gouvêa Escritório de Arte, vão realizar um evento que combina a venda online e presencial de veículos clássicos, obras de arte e itens de memorabilia. Vale lembrar que o Carde tem um dos mais impressionantes acervos automotivos do mundo.

De 19 de junho a 12 de julho, o Carde apresentará uma mostra especial com cerca de 30 veículos clássicos e raros, disponíveis para venda. Os interessados poderão avaliá-los pessoalmente no museu e fazer lances antecipados, por meio de plataforma online. Alguns lotes terão lance livre, sem lance mínimo. Haverá também a categoria de venda buy it now, a qual o interessado pode comprar o automóvel antes do final do pregão, pagando um preço fixo estabelecido e já levar imediatamente. A experiência se encerrará com um pregão presencial, no dia 12 de julho, a ser realizado no próprio museu.

A seleção de veículos é ampla e diversa, capaz de despertar o desejo de colecionadores com diferentes perfis. Entre os destaques estão um Ford Phaeton 1933, dois impecáveis exemplares do Volkswagen Fusca Split Window, produzido até 1953, além de ícones do luxo como, o Rolls-Royce Silver Cloud II, que foi produzido a partir de 1959, e Bentley R-Type, lançado em 1953.

A esportividade também será um dos pontos altos do evento, com modelos emblemáticos, como o Corvette Stingray L48 1974 e a Mercedes-AMG GT Black Series, de 2020.

E como não poderia faltar, destacam-se ícones da casa de Maranello, como a Ferrari 348 Spider, do início da década de 1990, com baixíssima quilometragem, e a Ferrari 308 GTSi, lançada no início da década de 1980, ambas com design assinado por Pininfarina, que atravessaram gerações sem perder seu apelo. A seleção inclui ainda veículos especialmente raros, como o Toyota Bandeirante Xingu Bernardini, versão militar da década de 1980.

Além dos automóveis, o evento contará com uma curadoria especial de itens de memorabilia automotiva e obras de arte. Estarão disponíveis rodas de Mercedes-Benz, roda Porsche Speedline e roda Ferrari F50, e uma bomba de combustível dos anos 1940, entre outros objetos históricos que ampliam a experiência para colecionadores e entusiastas.

As obras de arte, muitas delas doadas pela Magalhães Gouvêa e pela Bolsa de Arte, estarão em exposição no Hotel Toriba – o mais alto e antigo de Campos do Jordão, fundado em 1943. Entre os destaques do catálogo estão fotografias artísticas de automobilismo, o óleo sobre tela Vaso de Margaridas, de Gino Bruno, e a impressão Mulheres, de Flávio de Carvalho. Em breve, será divulgado o catálogo completo com detalhes das preciosidades.

Parte do montante com a comercialização dos veículos e 100% do valor arrecadado com a venda das obras de arte e itens de memorabilia serão revertidos para as ações filantrópicas da FLMA – Fundação Lia Maria Aguiar, que atua em Campos do Jordão. A instituição, independente e sem fins lucrativos, completa 17 anos em 2025 e desenvolve projetos nas áreas de arte, cultura, educação, saúde e desenvolvimento social. Anualmente, mais de 700 crianças e adolescentes participam de cursos artísticos profissionalizantes nos Núcleos de Dança, Música e Teatro — portas de entrada para novas oportunidades de vida.

A FLMA conta ainda com o Núcleo de Saúde, gerido em parceria com o Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês (IRSSL), que oferece atendimento gratuito a alunos, familiares e colaboradores. São mais de 100 mil consultas, exames e procedimentos realizados por ano, incluindo o pioneiro serviço de hemodiálise na cidade. Por meio de parceria com a prefeitura, o núcleo também estende seus atendimentos à população local.

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O espetacular museu CARDE ganha mais três relíquias

Apenas quatro meses após sua inauguração oficial, um dos mais importantes museus do mundo, o CARDE, em Campos do Jordão – SP, recebe mais novidades. Com um acervo de mais de 600 veículos e muitas obras de arte, o museu, que se destaca por seus conceitos inovadores em interatividade, experiência, cenografia e acervo de nível internacional, recebe mais três preciosidades: um Ferrari 212 Vignale, um Pegaso Z-102 e o  Tucker ´48.

Ferrari 212 Inter Coupé 1953

Produzido pela Ferrari a partir de 1950 e comercializado até 1953, o modelo 212 representava a evolução final do tipo 166. Disponível nas configurações Inter e Export, nomenclaturas orientadas para o turismo e para a competição, diferenciavam-se pela distância entre eixos. O automóvel em exposição é equipado com um motor V12, de 2,5 litros, de 170 cavalos de potência.

Possui tripla carburação Weber, câmbio manual de cinco marchas e é capaz de atingir a velocidade máxima de 200 quilômetros por hora. Desenhado por Giovanni Michelotti e construído pela Carrozzeria Vignale, em 1953, o moderno Coupe de linhas arrojadas foi faturado para Luigi Chinetti, representante e distribuidor da marca italiana nos Estados Unidos. Único e exclusivo, faz parte de uma pequena tiragem de seis exemplares similares fabricados.

Pegasus Z-102 Berlinetta Series 2 1954

Considerado, em sua época, o automóvel de produção em série mais rápido do mundo, o Pegaso Z-102 foi fabricado entre os anos de 1951 e 1958, em Barcelona, na Espanha. Concebido pelo engenheiro Wifredo Ricart e construído nas antigas instalações da marca Hispano-Suiza, o exótico esportivo espanhol se tornou símbolo de exclusividade.


Criado para competir diretamente com a Ferrari, seu nome evidenciava a rivalidade com a empresa italiana, está representada pelo cavallino rampante. O modelo em exibição foi produzido em 1954 e possui desenho assinado pela fabricante francesa de carrocerias especiais Saoutchik.

Exposto no Salão do Automóvel de Paris, o Z-102 é equipado com um motor V8, de 2,8 litros e 195 cavalos de potência. Veloz, é capaz de atingir a velocidade máxima aproximada de 240 quilômetros por hora e faz parte de uma pequena tiragem de sete unidades produzidas.

Tucker ´48 1948

Apresentado no final da década de 1940, o Tucker é considerado um dos automóveis mais famosos e polêmicos da história da indústria automobilística norte-americana. Idealizado por Preston Tucker e estilizado por Alex Tremulis, o revolucionário veículo ostentava soluções nada convencionais em comparação aos outros carros produzidos, até então, nos Estados Unidos.

Anunciado em uma época a qual o mercado interno carecia de lançamentos, o Tucker ‘48 não só atraía a atenção pelo desenho futurista, como instigava o público e a imprensa por suas inovações tecnológicas e de segurança. Moderno, era equipado com um motor de helicóptero adaptado, traseiro, de seis cilindros e de 166 cavalos de potência.

Capaz de alcançar a velocidade máxima aproximada de 190 quilômetros por hora, possuía forração acolchoada no painel, instrumentação completa na coluna de direção, portas ‘suicidas’ (em sentido invertido) e um farol central que acompanhava o movimento do volante. Apesar da repercussão positiva, o projeto não evoluiu como planejado.

Preston Tucker foi alvo de uma investigação judicial e, mais tarde, foi acusado de fraude. Ainda que sua inocência fosse comprovada, a reputação e a situação financeira da empresa nunca mais voltariam ao normal. Das 51 unidades construídas, restam apenas 47 no mundo, a grande maioria, nas mãos de colecionadores e de museus importantes. O exemplar em exibição é o terceiro Tucker ‘48 fabricado, chassis de numeração #1003. Uma das curiosidades marcantes da unidade exposta no CARDE é que ele foi de propriedade do diretor de cinema George Lucas, criador das franquias Star Wars e Indiana Jones, e chegou a participar do filme que retratou a vida de Preston Tucker: The Man and His Dream, de 1988, dirigido por Francis Ford Coppola.

“Temos trabalhado de forma constante para sempre apresentar novidades para nossos visitantes. Desde a chegada de novos modelos, como esses três que estamos apresentando, até nossas ações exclusivas em datas comemorativas como o Carnaval, quando fizemos desfiles de corsos carnavalescos, reforçando sempre nossa meta de educação e cultura para a população, que são os principais pilares da Fundação, explica Luiz Goshima, idealizador do projeto e diretor-executivo do museu, que também atua como conselheiro e membro honorário da Fundação Lia Maria Aguiar (FLMA).

História do automóvel

No meio de uma floresta preservada de araucárias na cidade de Campos do Jordão, a 170 quilômetros de São Paulo, o CARDE surge como um espaço dedicado à valorização da cultura e da história do Brasil, principalmente a do século 20, utilizando o automóvel como personagem principal. O museu traz uma forma única de contar os fatos históricos, já que muitos dos automóveis ali apresentados são mais que produtos para mobilidade — eles se tornaram parte da trajetória do nosso País.

São ambientes imersivos, divididos de acordo com as décadas dos anos 1900, com fatos e histórias marcantes. Cada ambiente foi montado a partir de detalhado estudo histórico para somar referências de época. O CARDE conta com centenas de obras de arte espalhadas pelo museu, entre quadros, gravuras, joias e esculturas de artistas como Candido Portinari, Di Cavalcanti, José Zanine Caldas, Frans Krajcberg, Vik Muniz, Oswaldo Teixeira, Djanira da Motta e Silva, Agostinho Batista de Freitas, Heitor dos Prazeres, José Antônio da Silva, Niccolò Frangipane, Yutaka Toyota, entre outros, que auxiliam na construção de uma visão clara sobre cada momento de nossa sociedade no século 20. Essa combinação harmoniosa de objetos artesanais e tecnologia tem como fio condutor o item de grande apelo afetivo que faz parte da vida das pessoas: o automóvel.

O prédio, de seis mil metros quadrados, construído em um terreno de 200 mil m² no bairro Alto da Boa Vista, a 10 minutos do centro de Campos do Jordão, conta com iluminação teatral, cenografia rica em detalhes e muita tecnologia. Cada sala tem painéis de LED de alta definição para vídeos históricos e artísticos e sistema de som 5.1, que tornam a experiência sensorial única. Os ambientes contam com um sistema de luz e som com trilhas sonoras sincronizadas com os vídeos, produzidos com o auxílio da computação gráfica a partir de uma pesquisa histórica profunda. Monitores touchscreen complementam o conteúdo em diversas áreas.

O CARDE é uma evolução do pilar de educação da Fundação Lia Maria Aguiar (FLMA) e representa sua abertura para toda a população brasileira e mundial. Em 2025, a instituição independente e sem fins lucrativos irá completar 17 anos de atuação em arte, cultura, educação, saúde e desenvolvimento social em Campos do Jordão (SP).

Serviço
Endereço: Rua Benedito Olímpio Miranda, 280, Alto da Boa Vista, Campos do Jordão – SP.
Horário de funcionamento: De quinta a segunda-feira, das 10h às 18h.
Preço dos ingressos: Entre R$ 60 e R$ 120.
Classificação etária: Livre.
Compra de ingressos: ticketfacil.com.br/carde-museu.
Site: www.carde.org.
E-mail: contato@carde.org.

 

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Renault Kardian é o grande vencedor do Prêmio Abiauto 2024

Os vencedores do Prêmio Imprensa Automotiva, que elege os melhores veículos do ano na avaliação dos mais importantes jornalistas do Brasil, foram revelados em um evento no último dia 28 de novembro, na sede de uma das mais tradicionais e vencedoras equipes do automobilismo nacional, a Prop Car Racing, em São Paulo.

Em um espaço com diversos carros de competição, a 26ª edição da premiação, promovida pela Abiauto –  Associação Brasileira da Imprensa Automotiva, a cerimônia do evento reuniu jornalistas do setor, executivos da indústria automotiva e personalidades do automobilismo, como o ex-piloto de Fórmula 1 Alex Dias Ribeiro, Fábio “Pirú” Sotto Mayor, Luiz Evandro Águia, Darcio dos Santos e Suzane Carvalho, entre outros.

O grande vencedor foi o novo Renault Kardian, que conquistou o prêmio de Melhor SUV nacional e o principal prêmio do evento, o Prêmio Veículo Abiauto “José Roberto Nasser”. Na categoria motocicletas, a Royal Einfeld Super Meteor 650 foi a vencedora, levando o Prêmio Motocicleta Abiauto “Josias Silveira”.

Como é tradição do evento promovido pela Associação, houve três homenagens: ao piloto brasileiro José Carlos Pace, ao Carde – Museu do Carro, Arte, Design e Educação e ao piloto Fábio “Pirú” Sotto Mayor.

Um dos mais renomados pilotos da Fórmula 1 dos anos 1970, José Carlos Pace faleceu em 18 de março de 1977 num acidente de avião. Já a homenagem ao museu Carde, um dos acervos mais importantes do setor automotivo no mundo, recém-inaugurado em Campos do Jordão, resgatou a memória da indústria mundial e principalmente a brasileira. Por fim, ao piloto campeão da Stock Car em 1988 e recordista de velocidade há mais de 30 anos, Fábio Sotto Mayor.

Vencedores do Prêmio Abiauto 2024
Melhor Nacional (até 13 mkgf) – Peugeot 208
Melhor Nacional (13 a 16 mkgf) – Honda City
Melhor Nacional (acima de 16 mkgf) – Citroën C3 You
Melhor Picape Compacta/Média – Ram Rampage
Melhor Picape Grande – Ford F-150
Melhor SUV/Crossover Nacional – Renault Kardian
Melhor SUV/Crossover Importado – Honda CR-V
Melhor Veículo Híbrido – BYD King
Melhor Veículo Elétrico – Kia EV5
Melhor Esportivo – Ford Mustang
Motocicleta Abiauto – Royal Einfeld Super Meteror 650
Veículo Abiauto – Renault Kardian
Executivo do Ano – Alexandre Baldy – Vice presidente da BYD

Destaques
Assessor de Imprensa – Pamela Paiffer
Assessor de Imprensa – Ricardo Ghigonetto

Os eleitores do Prêmio Abiauto representam jornais (inclusive o Diário Campineiro), revistas, tevês, sites e rádios de praticamente todos os estados da União, atingindo mais de 150 milhões de cidadãos interessados em veículos em seus mais variados temas, lançamentos de novos modelos, manutenção de veículos, indústria, negócios, tecnologia, esporte, memória etc.

Nos 26 anos de realização do Prêmio, a Abiauto sempre prezou pelo compromisso com a credibilidade dos jornalistas eleitores, que são especializados na indústria automotiva e apresentam vasto conhecimento técnico e de mercado para fundamentar seus votos. Um dos itens do regulamento do Prêmio exige a condução do veículo para que possa ser objeto de eleição. Se o jornalista não tiver feito avaliação do veículo, ele não pode ser votado.

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Coluna Fernando Calmon — Rumo a ainda distante era do hidrogênio

Coluna Fernando Calmon nº 1.328 — 19/11/2024

Brasil: primeiro tímido passo rumo a ainda distante era do hidrogênio

Há uma série de vantagens no hidrogênio, entra estas sua abundância na natureza e sem emissões de gás carbônico (CO2), material particulado, monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio ou enxofre. Único subproduto no uso deste combustível de alta eficiência em motores é vapor d’água. Quando produzido a partir de fontes e/ou tecnologias renováveis (hidrelétrica, vento, sol, biomassa ou biogás) chama-se hidrogênio verde (H2V). Utilização em automóveis e caminhões não chega a ser novidade (ensaios também em aviões).

Em 1979, a BMW desenvolveu o primeiro sedã experimental movido a hidrogênio líquido, o 520, depois o 750 hL. Não foi à frente. Até fez uma conferência sobre o assunto no Brasil, em 2003. Lançará, em 2028, o iX5 Hydrogen. Toyota foi mais persistente e produz por ano cerca 2.000 sedãs grandes Mirai; Honda encerrou a fabricação do Clarity em 2021. As duas nipônicas ensaiam a volta ao H2. Todas são inciativas válidas e estendem sem prazo a vida dos clássicos motores a combustão interna.

Dificuldades maiores são a produção em larga escala e construir uma rede de abastecimento. Elétricos até hoje penam com a baixa oferta de postos de recarga, em particular nas estradas. Apenas a Noruega avançou, para valer, neste ponto.

Apesar de distante e incerta era do hidrogênio no Brasil e no mundo, a Universidade Federal de Itajubá (Unifei) inaugurou no fim de outubro último um Centro de Hidrogênio Verde. Além de pesquisas, começou a produção em escala simbólica do combustível para teoricamente até 20 carros compactos por dia. Recebeu ajuda financeira do governo alemão e apoio do Ministério de Minas e Energia, segundo relatou o reitor Edson Bortoni ao jornal O Estado de S. Paulo. Governo de Minas Gerais e a chinesa Great Wall Motors (GWM) também assinaram um memorando de entendimento de apoio à tecnologia.

Entretanto, bom ressaltar que hidrogênio exige um tanque ou cilindro(s) de armazenamento que suportem nada menos de 900 Bar (13.000 psi, quase 400 vezes a pressão de um pneu comum e 4,5 vezes mais que um cilindro de GNV). Um obstáculo severo de volume e massa em qualquer carro atual ou futuro. Então, vamos com calma e cautela. 

Carde está muito acima do que já viu no Brasil

Trata-se de um dos mais incríveis e surpreendentes museus de automóveis, em nível internacional. Sua inauguração ao público será no próximo dia 28, em Campos do Jordão (SP). Carde é acrônimo de Carro, Arte, Design e Educação. Sua proposta vai além de um clássico local de exposição. Destaca o automóvel como protagonista principal e enfoca no desenvolvimento histórico, econômico, político e social do Brasil durante o século XX.

Sua temática dinâmica reserva espaço para todo tipo de demonstração artística, da arquitetura à moda, pintura, escultura e outros. A começar pelo inusitado saguão de entrada no qual, sobre um estilizado cajueiro em metal, paira um raro Uirapuru. Este charmoso cupê esporte, criado no Brasil e lançado em 1964, era continuidade do Brasinca 4200 GT. No Carde teve a pintura caracterizada pelo artista Rudá Jenipapo com tema tribal nativo.

Este saguão dá acesso a nove salas temáticas divididas por épocas e tipos de veículos, que contam a evolução da mobilidade no País. Já no grande salão superior ficam expostos automóveis de diversas épocas e modelos em sistema rotativo do acervo, que tem cerca de 500 veículos. Houve aquisições no Brasil e no exterior, inclusive alguns repatriados. Inclui até um McLaren GTR.

“Boa parte pertenceu ao saudoso Og Pozzoli, mais importante colecionador brasileiro de automóveis, falecido em 2017. O acervo foi comprado no ano seguinte por dona Lia Maria Aguiar, que doou para a fundação que leva o seu nome”, destacou Luiz Goshima, idealizador do projeto, conselheiro e membro honorário da FMLA Carde.

Ingresso: R$ 120, de quinta a segunda-feira.

BMW X2 M35i é caro, mas devolve em desempenho

 Padrão repete o conceito da linha M que se estende ao menor dos SUVs cupês da marca alemã. Fácil de reconhecê-lo pelas caixas de rodas traseiras aumentadas, defletor de teto, novo para-choque e ponteira dupla de escapamento. Lateralmente, rodas de 21 pol. para pneus 245/35R21 e pinças de freio em vermelho destacam-se. Grade tem contorno iluminado. Sob o capô o 2-L, quatro-cilindros turbo de 317 cv/ 40,8 kgf·m (ganho de 113 cv e 9,8 kgf·m) para garantir desempenho digno da grife M: 0 a 100 km/h em 5,4 s. Tração é integral e o câmbio automático de sete marchas, duas embreagens.

Dimensões: comprimento, 4.567 mm; largura, 1.845 mm; altura, 1.575 mm; entre-eixos, 2.692 mm; porta-malas, 560 L.

Finalmente a BMW melhorou o destravamento das portas por celular ou smart watch, dispensando sua aproximação à maçaneta. Não era tão prático como a chave presencial com esta mesma função, guardada no bolso e já existente em outros carros. Pacote M Sport Pro apresenta acabamento interior em camurça Alcantara no painel. Suspensão é adaptativa.

Em primeira avaliação no Autódromo Velocitta, em Mogi Guaçu (SP), a pista estava bastante molhada e foi escolhido modo Sport para as quatro voltas (incluídas a inicial e a de retorno aos boxes). Mesmo moderada por um carro-guia, deu para sentir ótima resposta ao volante e trabalho bem correto das suspensões em um modelo de elevado centro de gravidade, como todo SUV. Em resumo, não tão rápido como sedãs refinados da marca bávara, porém sem sustos. Preço: R$ 512.950. 

Não à toa, F-150 é a picape mais vendida nos EUA

 Ao contrário do que acontece no maior mercado de picapes do mundo, as de grande porte apresentam vendas limitadas no Brasil em razão do preço elevado. Contudo, pelo viés de prestígio a Ford não titubeou em importar a versão mais recente (2025) e cara da F-150, a Lariat, por R$ 519.990.

Sem dúvidas quanto ao porte avantajado: comprimento, 5.907 mm; largura, 2.430 mm; altura, 1.958 mm; entre-eixos, 3.694 mm e massa, 2.387 kg. Para lidar com este último e elevado parâmetro há o motor Coyote a gasolina, V-8 de 5-L, da mesma família do Mustang, 405 cv, 56,7 kgf·m e câmbio automático de 10 marchas.

Grade frontal tem novo desenho e sistema ativo de persianas móveis para adaptação às condições de uso. Faróis igualmente são novos. Destaques: iluminação com autoajuste de altura e a função perimetral de 360° que identifica obstáculos, dispensando uma lanterna manual; tampa elétrica da caçamba aceita abertura lateral (como portas de armário) e para baixo.

No interior, quadro de instrumentos digital de 12 pol., tela multimídia também de 12 pol. com conectividade sem fio Android Auto e Apple CarPlay. Estreia o Head-up Display (projetor de dados no para-brisa) para conferir velocidade, alerta de obstáculos e curvas à frente sem desviar o olhar da pista.

Primeiro contato, de São Paulo a Itatiba (SP) ao longo de 228 km, ida e volta. A F-150 destacou-se por respostas imediatas do acelerador (quase ignora sua elevada massa em ordem de marcha), silêncio e sem vibrações a bordo, suavidade relativa de rodagem por se tratar de picape de grande porte e surpreendente desempenho geral em estrada, inclusive dos freios. Enorme viagem no tempo frente à longínqua F-1000 a diesel.

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Brasil ganha o mais completo e moderno museu com a história do automóvel

A cidade turística de Campos do Jordão – SP vai ganhar a partir do dia 28 de novembro, um dos mais modernos e completos museus do mundo. O Carde, com um acervo espetacular de veículos e obras de arte, terá conceitos inovadores.

Com um trabalho social fantástico na região de Campos do Jordão, a Fundação Lia Maria Aguiar é responsável pela iniciativa e tem como idealizador o empresário e membro da entidade, Luiz Goshima.

“Fizemos o Carde com carinho e o máximo direcionamento para a qualidade tanto da informação a ser compartilhada quanto à riqueza na contextualização dos objetos em exposição. Foi feita uma curadoria meticulosa em todos os sentidos. No caso do acervo de automóveis, a meta foi chegar a um alto nível de originalidade e representatividade histórica. E conseguimos. Com o museu, queremos que objetos que muitas vezes distantes de grande parte da população, como o automóvel raro, a obra de arte e até mesmo a história, agora estejam acessíveis”, afirma o diretor-executivo, Luiz Goshima.

De um acervo raro em todo o mundo, o Carde conta hoje com mais de 500 veículos nacionais e internacionais, 100 ficarão expostos no museu num sistema de rodizio. Que tiver a oportunidade de visitar o museu vai ficar impressionado com a quantidade e estado primoroso dos modelos da coleção. Em poucos lugares do mundo os visitantes vão ter acesso a um acervo semelhante.


O prédio, com uma arquitetura moderna e muito bonita, conta com uma área de seis mil metros quadrados, num terreno de 200 mil m² no bairro nobre do Alto da Boa Vista. O espaço conta com uma iluminação teatral, cenografia rica em detalhes e muita tecnologia.

Em cada sala temática, há painéis de LED de alta definição com vídeos históricos, artísticos e sistema de som 5.1, de maneira a tornar a experiência sensorial única. Os ambientes contam com um sistema de luz e som com trilhas sonoras sincronizadas com os vídeos, produzidos com o auxílio da computação gráfica a partir de uma pesquisa histórica profunda. Monitores touchscreen complementam o conteúdo em diversas áreas.

Serão ambientes imersivos, divididos de acordo com as décadas dos anos 1900, com fatos e histórias marcantes. Cada ambiente foi montado a partir de detalhado estudo histórico para somar referências de época. O Carde conta com centenas de obras de arte espalhadas pelo museu, entre quadros, gravuras, joias e esculturas, de artistas como Candido Portinari, Di Cavalcanti, José Zanine Caldas, Frans Krajcberg, Vik Muniz, Oswaldo Teixeira, Djanira da Motta e Silva, Agostinho Batista de Freitas, Heitor dos Prazeres, José Antônio da Silva, Niccolò Frangipane, Yutaka Toyota, entre outros.

Os visitantes terão oportunidade de desfrutar de nove salas temáticas, entre elas, a de Carros Governamentais, da História do Automobilismo Brasileiro e de Visionários Brasileiros, incluindo João do Amaral Gurgel e seus carros revolucionários para a época.

Logo na entrada, um dos automóveis brasileiros mais raros, o Brasinca Uirapuru (1964), surge adornado com uma pintura indígena no topo de um cajueiro em metal, com folhagens de crochê. A trama de fios coloridos cobre todas as paredes do salão. A grande colcha que cobre as paredes dessa sala foi produzida por 200 mulheres do projeto social Instituto Proeza, de Brasília.

Numa perfeita integração com a Fundação Lia Maria Aguiar, estudantes do núcleo de teatro, com figurinos de época, vão apresentar de forma viva o contexto histórico para os visitantes.

Fundação

Iniciada há 16 anos, a Fundação Lia Maria Aguiar, é uma instituição independente e sem fins lucrativos, que tem um trabalho maravilhoso nas áreas da arte, cultura, educação, saúde e desenvolvimento social na cidade da Serra da Mantiqueira.

São mais de 700 alunos, entre crianças e adolescentes, beneficiados por cursos artísticos profissionais através dos núcleos de Dança, Música e Teatro, que se tornam a porta de entrada para um mundo de oportunidades e possibilidades. A Fundação também conta com o núcleo de Saúde, gerido em parceria com o Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês, que atende de forma gratuita os alunos, familiares e colaboradores, com mais de 100 mil consultas, procedimentos e exames anualmente, além do inédito tratamento de hemodiálise no município. E atende também a população do município por meio de parceria com a prefeitura municipal.

Outro importante braço do Carde, é o curso de restauro de veículos antigos, iniciado em 2022. O curso abre uma oportunidade rara para vários jovens jordanenses e é inédito no Brasil.

“A formação de jovens no ofício de restaurador de veículos antigos gerará profissionais que terão um amplo campo de trabalho, uma vez que a área é extremamente carente de profissionais qualificados”, observa Luiz Goshima.

A primeira turma de 25 estudantes teve o orgulho de restaurar completamente um Ford T, de 1923, que será exposto com destaque no museu.

“Os principais valores e objetivos de nossa Fundação são a união da arte, educação, cultura e bem-estar. Acredito que com o Carde atingimos todos eles”, afirma Lia Maria Aguiar, presidente da Fundação.

Serviço
Abertura ao público: 28/11/2024
Fechado: terças e quartas-feiras
Ingressos: Promocional de inauguração por R$ 120,00
Endereço: Rua Benedito Olímpio Miranda, 280, Alto da Boa Vista, Campos do Jordão – SP, CEP: 12.472-610
Site: www.carde.org
E-mail: contato@carde.org
Instagram: @carde.museu
Telefone: (12) 3512-3547

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