Economia

Panificação aposta em gestão e qualificação para enfrentar desafios do setor

Em um cenário de pressão por eficiência, dificuldade de contratação e necessidade de adaptação constante, empresários e lideranças da panificação se reuniram em Campinas, entre os dias 8 e 10 de abril, para discutir caminhos de fortalecimento do setor. A 3ª edição da Jornada da Lucratividade na Padaria reuniu 120 participantes e concentrou debates sobre liderança, produtividade, vendas, experiência do cliente, tecnologia e reforma tributária.

O pano de fundo é um mercado de grande capilaridade. O Brasil soma cerca de 179 mil operações de padarias e confeitarias, enquanto o estado de São Paulo concentra mais de 16 mil padarias, segundo levantamentos setoriais recentes. Nesse contexto, a busca por gestão mais eficiente e qualificação profissional tem ganhado espaço entre empresários do segmento.

Mais do que uma agenda de palestras, o encontro serviu como espaço de troca sobre problemas concretos da rotina das padarias. “O resultado vem da aplicação”, afirmou Carol Câmara, CEO da consultoria responsável pela realização. Segundo ela, a proposta desta edição foi ampliar a profundidade das discussões, com “dados consistentes do setor e aplicáveis no dia a dia dos panificadores”.

A programação reuniu temas que vão da formação de equipes à adaptação tributária, passando por vendas, operação e relacionamento com o consumidor. Em uma das palestras, a diretora de expansão de padarias Gabriela Câmara resumiu a ideia de liderança como base de resultado: “A liderança lucrativa nasce quando a clareza define o alvo, o ritmo dita o passo e a responsabilidade garante a entrega”. Na área comercial, Maria Helena, sócia e CCO do Grupo Sucesso Inteligência Empresarial, defendeu uma lógica de crescimento com sustentação operacional. “Se você vende mais, mas a sua operação não sustenta, você não cresce, você só trabalha mais”, afirmou.

As discussões sobre ambiente de negócios também passaram pela reforma tributária e pela necessidade de previsibilidade na gestão. Para Israel Guimarães, CEO do Grupo SOU e especialista em dados para o varejo, “a reforma tributária é uma mudança de tecnologia e processos, não apenas de nomes de tributos”. Já Márcio Rodrigues, administrador, autor da Metodologia Propan e um dos nomes centrais do encontro, reforçou a defesa de uma gestão mais previsível. “Produtividade não é apenas produzir mais, mas produzir melhor, com governança, padronização e previsibilidade.” O debate dialoga com um setor que movimentou R$ 153,36 bilhões em 2024, segundo indicadores da ABIP/Ideal.

A presença de empresários e dirigentes sindicais de diferentes regiões também deu ao encontro um caráter de articulação setorial. André Fernandes, presidente do SinasPAN, destacou a troca entre os participantes. “Além das palestras, o networking com panificadores de várias partes do Brasil é um diferencial do evento”, afirmou. Na mesma linha, Antonio Lourenço, diretor do Sipac, disse que a profissionalização deixou de ser diferencial e passou a ser exigência para a sobrevivência dos negócios. “Hoje é humanamente impossível obter sucesso em qualquer empreendimento sem conhecimento técnico, treinamento contínuo e planejamento”, declarou. Também esteve presente no evento Rubens Caselhas Jr, diretor suplente do Sindicato de Panificação de São Paulo Capital – Sampapao.

Segundo Márcio Rodrigues, a proposta é fazer com que o evento deixe de ser apenas um encontro pontual e se consolide como “um movimento de fortalecimento real da panificação no Brasil”.

Panificação aposta em gestão e qualificação para enfrentar desafios do setor Read More »

Prefeitura e Unicamp promovem seminário sobre a Reforma Tributária

“A Reforma Tributária de Consumo e seus Efeitos nos Municípios” é o tema do seminário que será realizado em Campinas no próximo dia 23 de abril, em realização conjunta da Prefeitura e da Unicamp, por meio do Instituto de Economia.

Para o secretário de Finanças, Aurílio Caiado, a Reforma Tributária ainda tem gerado muitas dúvidas, principalmente no que diz respeito à arrecadação dos municípios. “Hoje, temos gerência total sobre o ISSQN, que por sinal é a maior fonte de arrecadação de Campinas. A partir da Reforma e a criação do IBS, essa dinâmica vai mudar e os municípios ainda têm muitas dúvidas sobre como serão os repasses”, explicou.

O secretário destaca a escolha dos palestrantes e debatedores, que são especialistas na temática. “Entre os convidados, temos a confirmação da presença de Bernard Appy, considerado o pai da reforma tributária. Tenho certeza que ele e os demais palestrantes e debatedores trarão uma grande contribuição para o seminário”, completou Caiado.

Entre os convidados estão Luis Felipe Vidal Arellano, secretário municipal da Fazenda de São Paulo; Andrea Riechert Senko, secretária municipal da Fazenda do Rio de Janeiro; Fernando Sarti, Pró-Reitor de Desenvolvimento Universitário e Professor do IE/Unicamp; Bernard Appy, ex-secretário Extraordinário da Reforma Tributária — Ministério da Fazenda; Geraldo Biasoto Jr., professor do Instituto de Economia da Unicamp; Aurilio Caiado, secretário de Finanças de Campinas e Miguel Juan Bacic, professor do Instituto de Economia, coordenando o debate final nas duas mesas.

“A realização deste seminário é especialmente oportuna diante do início da implementação gradual da reforma tributária sobre o consumo, a partir de 2026, inaugurando um período de transição até 2033. Trata-se de uma mudança estrutural no sistema tributário brasileiro, com impactos diretos sobre a arrecadação, a gestão fiscal e a autonomia dos municípios”, comentou Giuliano Contento de Oliveira, professor e pesquisador da Unicamp.

Ainda segundo ele, a fase inicial, ainda que com alíquotas reduzidas e caráter experimental, já exige adaptações relevantes nos sistemas de informação, na administração tributária e na assimilação das novas regras de repartição de receitas. “Nesse contexto, promover um espaço qualificado de debate é fundamental para antecipar desafios, esclarecer incertezas e contribuir para o aprimoramento do desenho institucional da reforma, especialmente no que se refere ao federalismo fiscal e à capacidade dos entes municipais de se adaptarem ao novo regime”, completou.

O Auditório Zeferino Vaz fica no IE/Unicamp, na Rua Pitágoras, 353 – Cidade Universitária. Mais informações no link https://campinas.sp.gov.br/sites/workshopreformatributaria/reforma-tributaria-de-consumo-e-seus-efeitos-nos-municipios .

Programação
14h – Abertura oficial com autoridades
14h30 – Mesa 1 — Reforma Tributária e os Municípios: impactos fiscais, transição e desafios de implementação
Palestrante: Luis Felipe Vidal Arellano: impactos da reforma nas finanças municipais
Debatedores: Andrea Riechert Senko e Fernando Sarti
Coordenador: Luiz Rossini

15h45 – Mesa 2 — Panorama da Reforma Tributária do Consumo: desenho institucional, federalismo e perspectivas
Palestrante: Bernard Appy: panorama geral e impactos da reforma sobre os entes subnacionais
Debatedores: Aurílio Caiado e Geraldo Biasoto Jr.
Coordenador: Luis Yabiku

17h – Debate aberto com o público
Mediação: Miguel Juan Bacic

Serviço
Seminário “A Reforma Tributária de Consumo e seus Efeitos nos Municípios”
Quando: 23/4
Horário: 14h
Inscrições: https://campinas.sp.gov.br/sites/workshopreformatributaria/reforma-tributaria-de-consumo-e-seus-efeitos-nos-municipios
Local: Auditório Zeferino Vaz (Unicamp)
Rua Pitágoras, 353 – Cidade Universitária

Prefeitura e Unicamp promovem seminário sobre a Reforma Tributária Read More »

Financiamento de veículos cresce 12,8% no primeiro trimestre

As vendas financiadas de veículos cresceram 12,8% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado. Ao todo foram concedidos créditos na compra de 1,89 milhão de unidades. A soma inclui automóveis leves, motos e veículos pesados, considerando novos e usados.

Segundo o balanço feito pela Trillia, da B3, o número marca o melhor desempenho para um primeiro trimestre desde 2008, quando foram financiadas 2,037 milhões de unidades.

De acordo com os dados, no acumulado de janeiro a março deste ano, a liderança dos financiamentos de veículos segue com os modelos usados, que contabilizaram 1,21 milhão de unidades, enquanto os veículos novos somaram 675 mil unidades. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, houve crescimento tanto nos usados, com avanço de 12,2%, quanto nos novos, com alta de 14,1%.

O levantamento mostrou que a maioria das operações são para as vendas de autos leves, que representam 1,31 milhão de unidades financiadas, com alta de 12,4% na comparação entre os trimestres.

As motos somaram 510,6 mil unidades, um avanço de 18,1% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Os veículos pesados alcançaram 69,3 mil financiamentos, com aumento de 3,9% no mesmo período.

“O avanço foi observado em todas as regiões do país no comparativo entre o primeiro trimestre de 2026 e o mesmo intervalo de 2025. O Nordeste liderou o crescimento percentual, com alta de 16,6%, seguido por 15,3% no Centro-Oeste (15,3%), Sul (11,8%), Sudeste (11,7%) e Norte (9,4%) no Norte”, destaca a Trillia.

O Crédito Direto ao Consumidor (CDC), tradicionalmente oferecido por bancos e financeiras somou 1,619 milhão de unidades financiadas de janeiro a março, alta de 14,3% em relação ao mesmo período de 2025.

O consórcio alcançou 261,9 mil unidades, com crescimento de 5,5%, enquanto as modalidades de leasing e outros tipos de financiamento registraram volumes de 12,3 mil e 10,3 mil unidades.

Segundo o superintendente de Produtos da Trillia, Daniel Takatohi, o primeiro trimestre mostrou uma expansão consistente do crédito para a compra de veículos, com crescimento espalhado por todas as regiões do país.

“Esse movimento reforça a trajetória observada ao longo do último ano e aponta um cenário mais favorável para o mercado automobilístico”, afirma.

Quando analisado o mês, março de 2026 registrou alta de 27,6% em relação a março de 2025, com o total de 703 mil unidades financiadas no mês. Na comparação com fevereiro de 2026, o crescimento foi de 22,2%. Segundo a Triilia, esse foi o melhor resultado desde agosto de 2011, quando foram financiadas 729.687 unidades.

“O resultado de março foi impulsionado tanto pelos veículos novos quanto pelos usados. Entre os novos, os financiamentos passaram de 206 mil unidades em março de 2025 para 267 mil em março de 2026, avanço de 29,7%. No segmento de usados, o volume subiu de 345 mil para 436 mil unidades no mesmo período, alta de 26,4%. Na comparação com fevereiro de 2026, o crescimento foi de 30,3% para os novos modelos e de 17,7% para os usados”, revela o balanço.

Entre os autos leves, março registrou 480,6 mil financiamentos, alta de 27,7% em relação a março de 2025, com 376,3 mil unidades, e aumento de 21,0% na comparação com fevereiro de 2026. As motos somaram 192,3 mil unidades, crescimento de 27,9% frente ao mesmo mês do ano anterior e de 23,7% em relação a fevereiro, enquanto os veículos pesados atingiram 28,7 mil financiamentos, alta de 24,5% na comparação anual e de 37,4% frente ao mês imediatamente anterior.

Alta nos preços

O acompanhamento mensal da Tabela Auto B3 mostra que, em março, o mercado de veículos registrou um movimento de alta nos preços de transação, após os ajustes observados nos meses anteriores. O comportamento foi distinto entre veículos novos e usados, com maior intensidade de aumento no mercado de 0 km e estabilidade predominante no mercado secundário.

Veículos novos

Em março, os veículos zero km apresentaram alta média de 0,86% nos preços de transação. O avanço foi observado na maioria dos segmentos, com destaque para picapes médias, SUVs, hatchbacks e sedans, além de crossovers e picapes derivadas de automóveis.

As picapes compactas se destacaram como exceção, registrando queda mais acentuada no período. O movimento indica recomposição de preços, em um ambiente de menor intensidade promocional e demanda mais equilibrada em alguns segmentos.

Veículos usados

No mercado de usados, março foi marcado por maior estabilidade nos preços, com leve alta média de aproximadamente 0,18%.

O comportamento foi bastante moderado entre os segmentos, com pequenas variações positivas e negativas.

O principal destaque foi o desempenho das picapes médias, que registraram valorização mais expressiva, enquanto os demais segmentos, como hatchbacks, SUVs, sedans e veículos derivados de automóveis, apresentaram oscilações próximas da estabilidade, entre leves altas e quedas marginais.

Relacionadas
Dinheiro, Real Moeda brasileira Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo
Reforma tributária expõe desafios em automatização de empresas
Brasília (DF), 14/07/2025 - Plataforma da Petrobras que reforçará o pré-sal deixa Singapura. Foto: Petrobras/Divulgação
Reservas provadas de petróleo no Brasil crescem 3,84% em 2025
Brasília (DF), 19/11/2025 – Fachada do prédio do banco de Brasília (BRB). Em março de 2025, o conselho do Banco BRB aprovou a compra de 58% do capital do Banco Master, valor estimado em R$ 2 bilhões. O acordo previa que o BRB, uma sociedade de capital e controlada majoritariamente pelo Governo do Distrito Federal (GDF) Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Fundo oferece R$ 15 bi por ativos do BRB ligados ao Master, diz GDF

Financiamento de veículos cresce 12,8% no primeiro trimestre Read More »

Ceasa abre licitação para novos permissionários no Mercado de Flores

A Ceasa – Centrais de Abastecimento de Campinas publicou edital para o permissionamento de 164 boxes comerciais no Mercado de Flores, um dos espaços mais tradicionais do complexo e referência no comércio de flores e plantas ornamentais no interior paulista.

O processo licitatório será realizado na modalidade pregão presencial, com sessão pública marcada para o dia 14 de maio de 2026, a partir das 9h, no auditório da Ceasa Campinas, localizado na Rodovia Dom Pedro I, km 140,5.

A iniciativa abre oportunidades para produtores, comerciantes e empreendedores do segmento de floricultura, casa e jardim, interessados em atuar em um ambiente estruturado, com grande fluxo de compradores e consolidado no abastecimento regional.

Ceasa abre licitação para novos permissionários no Mercado de Flores Read More »

Clientes da CPFL inscritos no CadÚnico ainda podem ter isenção ou desconto

Clientes da CPFL Paulista inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) podem ter a conta de luz isenta ou com desconto, conforme a renda familiar e a quantidade de energia consumida. As regras são definidas pela Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica e envolvem dois mecanismos: a Tarifa Social de Energia Elétrica e o Desconto Social. Na área de concessão da CPFL Paulista, mais de 619,5 mil clientes podem ter acesso a algum tipo de enquadramento na conta de luz. Só na região de Campinas, são 199.504 pessoas.

“Os programas atendem públicos diferentes entre os inscritos no CadÚnico. A Tarifa Social garante a isenção da tarifa de energia para consumo de até 80 kWh e renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa. Já o Desconto Social oferece redução no valor da conta para quem consome até 120 kWh e tem renda per capita entre meio e um salário mínimo”, explica Gustavo Uemura, diretor Comercial da CPFL Energia.

Na maior parte dos casos, a isenção ou o desconto entra automaticamente na conta de luz, sem necessidade de solicitação. Porém, Uemura alerta: “a conta de energia precisa estar em nome do beneficiário ou de alguém que mora na mesma residência e esteja com o CadÚnico ativo e validado. Quando essa vinculação não está correta, o direito à isenção ou ao desconto não consegue ser identificado e aplicado de forma automática”.

Quem pode 

A Tarifa Social de Energia Elétrica garante isenção da tarifa de energia para clientes inscritos no CadÚnico com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e consumo mensal de até 80 kWh. Dentro desse limite, a tarifa de energia não é cobrada. Segundo levantamento feito pela CPFL Paulista, mais de 113,4 mil clientes na região de Campinas, tem direito ao benefício, mas não estão cadastrados junto à concessionária.

Como fazer
Se a isenção ou o desconto não constar na fatura, a orientação é:

  • conferir se o cadastro no CadÚnico está ativo e atualizado no CRAS;
  • verificar se a conta de energia está em nome do beneficiário ou de alguém da mesma residência inscrito no CadÚnico;
  • se o consumidor ainda não estiver inscrito no CadÚnico, ou precisar atualizar suas informações, será preciso se dirigir a um CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) da sua cidade, levar documentos de todos os membros da família e solicitar a inscrição ou atualização no Cadastro Único.
  • após essa etapa, a CPFL também indica fazer cadastro no site da Tarifa Social da concessionária pelo site: Tarifa Social Baixa Renda | CPFL
  • aguardar a aplicação automática nas próximas faturas.

Clientes da CPFL inscritos no CadÚnico ainda podem ter isenção ou desconto Read More »

Rio de Janeiro e Rondônia não vão reduzir ICMS sobre combustível

Apenas os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia indicaram que não vão aderir à proposta de subsídio ao Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel importado, apresentada pelo governo federal. A informação é do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, em entrevista a jornalistas, nesta quinta-feira (2).

Segundo ele, 90% dos estados já aderiram à subvenção e dois ou três ainda avaliam a proposta e devem dar a resposta hoje ou amanhã (3).A medida busca conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.

De caráter temporário e excepcional,a proposta prevê umsubsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado por dois meses. Segundo o Ministério da Fazenda, o impacto fiscal total é estimado em R$ 3 bilhões, R$ 1,5 bilhão por mês.

O custo será dividido igualmente entre o governo federal e os estados, com R$ 0,60 arcado pela União e R$ 0,60, pelas unidades da federação. A equipe econômica apresentou a proposta aos estados após resistência dos governadores em zerar o ICMS sobre a importação do combustível.

A nova ajuda se soma a outras medidas anunciadas pelo governo no último dia 12: o subsídio de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores e o corte no PIS e Confins sobre a importação e comercialização do diesel.

Com o PIS e Cofins zerado para o diesel, o governo espera perder R$ 20 bilhões em arrecadação. Já a subvenção ao diesel deve ter um impacto de R$ 10 bilhões no caixa da União. (Agência Brasil)

Rio de Janeiro e Rondônia não vão reduzir ICMS sobre combustível Read More »

Medicamentos podem ter reajuste de até 3,81% a partir de hoje

Medicamentos vendidos no Brasil podem ter o preço reajustado em até 3,81% a partir desta terça-feira (31), conforme estabelecido em resolução publicada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed).

O texto prevê três níveis máximos de reajuste aplicáveis a diferentes grupos de medicamentos, conforme a competitividade de cada categoria:

  • 3,81% para medicamentos com concorrência;
  • 2,47% para medicamentos de média concorrência;
  • 1,13% para medicamentos de pouca ou nenhuma concorrência.

Algumas categorias não se encaixam nesses critérios, como fitoterápicos, homeopáticos e determinados medicamentos isentos de prescrição com alta concorrência no mercado, que possuem regras específicas dentro do sistema de regulação de preços.

Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) destacou que o reajuste médio permitido por lei ficará em até 2,47%, o menor dos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada dos últimos 12 meses, de 3,81%.

“A redução consecutiva do índice desde 2023 é fruto da política de combate à inflação e reforça a importância da regulação para proteger o consumidor de preços abusivos. Nos anos anteriores, houve um aumento expressivo do percentual, ultrapassando 10%”.

A Anvisa destaca que os aumentos não são automáticos. “Na prática, fabricantes e farmácias podem aplicar reajustes inferiores ou até manter os preços atuais, dependendo das condições do setor e do nível de concorrência entre as empresas”.

“A regulação econômica dos medicamentos no Brasil garante a proteção do consumidor e, ao mesmo tempo, busca a sustentabilidade do setor para a continuidade do fornecimento de medicamentos no país”.

Entenda

O reajuste dos preços de medicamentos é feito uma vez ao ano e segue uma fórmula regulatória que parte da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e desconta o ganho de produtividade da indústria.

A Cmed é o órgão federal responsável pela regulação econômica do mercado farmacêutico no Brasil e estabelece critérios para a fixação e o reajuste dos preços de medicamentos, com o objetivo de estimular a concorrência e garantir o acesso da população aos produtos.

A câmara de regulação é composta pelo Ministério da Saúde, pela Casa Civil e pelos Ministérios da Justiça e Segurança Pública, da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A Anvisa, por sua vez, exerce a função de secretaria executiva, fornecendo suporte técnico às decisões. (Agência Brasil)

Medicamentos podem ter reajuste de até 3,81% a partir de hoje Read More »

Vendas de Páscoa mantêm estabilidade em relação ao ano passado

A Associação Comercial de São Paulo estima que as vendas de Páscoa devem apresentar estabilidade em relação ao ano passado, segundo o modelo de previsão do varejo do Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP (IEGV/ACSP).

De acordo com o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, “apesar de o emprego e a renda continuarem crescendo, os fortes aumentos no preço do chocolate, motivados pela disparada no preço do cacau, em um contexto de elevado endividamento das famílias e taxas de juros elevadas, que encarecem o crédito e desestimulam o consumo, devem manter o volume de vendas praticamente no mesmo nível do ano passado”.

Ruiz de Gamboa explica ainda que, “para o varejo em geral, a Páscoa não é uma data tão importante, pois a maior parte das vendas se concentra em produtos alimentícios, especialmente os ovos de chocolate. Esse movimento acaba favorecendo, principalmente, supermercados e hipermercados, além de lojas especializadas em chocolate”.

Impostos na Páscoa

Quem planeja comprar ou presentear com ovos de Páscoa precisa estar ciente de que 38,25% do valor do produto corresponde a impostos. Essa informação é baseada nos dados do Impostômetro.

Destaca-se como o produto mais tributado, nesta temporada, o vinho importado, com uma taxa de 64,57%. Isso significa que, ao adquirir uma garrafa de vinho importado pelo preço de R$ 54,38, por exemplo, o consumidor desembolsa R$ 19,27 pelo produto e mais R$ 35,11 em tributos. Por outro lado, o vinho nacional apresenta uma carga tributária menor, porém, ainda muito elevada, com média de 45,56%.

Os ovos de Páscoa caseiros podem ser uma alternativa para os consumidores e uma oportunidade de renda extra para os microempreendedores. No entanto, evitar os produtos industrializados não significa, necessariamente, escapar dos altos impostos. Para a produção de um ovo simples, que requer chocolate, papel celofane e fita adesiva para embalagem, são gastos, respectivamente, 38,25%, 39,11% e 40,06% em impostos.

Segundo João Eloi Olenike, presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), “os altos tributos sobre os produtos de Páscoa limitam o poder de compra dos consumidores, impedindo que muitos adquiram itens de melhor qualidade nesse período.

Segundo ele, o sistema tributário brasileiro, focado, principalmente, no consumo, acaba penalizando as pessoas de renda mais baixa, que pagam, proporcionalmente, mais impostos do que as de renda mais alta. Isso dificulta ainda mais o acesso das classes menos favorecidas aos produtos típicos da data”, completa Olenike.

Vendas de Páscoa mantêm estabilidade em relação ao ano passado Read More »

Jornada da Lucratividade na Padaria reúne empresários em Campinas

A Jornada da Lucratividade na Padaria chega à terceira edição entre 8 e 10 de abril, em Campinas, no Hotel Premium Campinas, com programação voltada a temas de gestão, operação e tendências do setor de panificação. A abertura ocorre na noite de 8/04, das 19h às 22h. Nos dias 9 e 10/04, as atividades se estendem das 8h às 19h, com palestras e espaços de networking voltados a proprietários, gestores e profissionais do segmento.

O evento acontece em um momento de crescimento e disputa por margens no setor. Em 2024, a panificação brasileira faturou R$ 153,36 bilhões, alta de 10,9% em relação ao ano anterior, segundo dados do Instituto de Desenvolvimento das Empresas de Alimentação (Ideal), divulgados pela ABIP. Ao mesmo tempo, o ambiente de custos e concorrência tem pressionado pequenas empresas, um cenário que ajuda a explicar a busca por conteúdos práticos de eficiência e rentabilidade.

Com expectativa de cerca de 200 participantes, a Jornada reúne público de diferentes estados, com maior presença das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, segundo a organização. Em 2026, um dos eixos anunciados é “A nova fronteira da panificação: IA, eficiência e rentabilidade”, com discussões sobre como tecnologias podem apoiar a gestão, a organização de processos e a tomada de decisão em negócios que operam com alta complexidade no dia a dia.

Entre os palestrantes confirmados estão Márcio Rodrigues, criador da Metodologia PROPAN e referência em gestão para panificação; Márcio Goulart, CEO da Tecnoweb e especialista em tecnologia aplicada ao varejo; Ewerton Santana, primeiro influenciador de padarias do Brasil e Carolina Câmara, consultora de padarias com mais de 20 anos de atuação no setor. A programação também prevê a participação de outros profissionais do mercado.

Uma das novidades desta edição é a inclusão de uma feira de expositores, com a proposta de aproximar os participantes de soluções, tecnologias e fornecedores do segmento, ampliando a experiência para além da sala de palestras. A edição anterior, em 2025, reuniu cerca de 100 empresários, de acordo com a organização. Também é citado como exemplo de resultado a Padaria 380, que teria expandido unidades após aplicar estratégias discutidas no evento; uma unidade recém-inaugurada chegou a atingir R$ 1 milhão de faturamento em um único mês, segundo relato apresentado pela organização.

Carolina Câmara afirma que a Jornada busca orientar o empresário em um cenário de mudanças econômicas e sociais. “Uma das minhas missões com a realização da Jornada da Lucratividade na Padaria é trazer para o panificador um norte para o seu negócio. Queremos que ele consiga se estabelecer e crescer mesmo diante das mudanças externas”, diz. Para Márcio Rodrigues, a proposta é reforçar a transição de uma gestão baseada em intuição para um modelo mais estruturado e orientado por indicadores: “Quando empresários comprometidos encontram método, disciplina e direção estratégica, o crescimento deixa de ser sorte e passa a ser consequência.”

As inscrições estão abertas e, segundo a organização, as vagas são limitadas.

Serviço
3ª Jornada da Lucratividade na Padaria
Data: 8 a 10 de abril de 2026
Local: Hotel Premium Campinas – Grand Hall Eventos (Campinas/SP)
Horários: 08/04 (19h–22h) | 09 e 10/04 (8h–19h)
Inscrições: jornada.sucessonoresultado.com.br
Informações: WhatsApp +55 (11) 9 8014-3793
Valor: R$ 2.400 (3º lote), em até 5x sem juros

Jornada da Lucratividade na Padaria reúne empresários em Campinas Read More »

Federação de petroleiros atribui alta do diesel a aumentos abusivos

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) voltou a criticar, nesta quarta-feira (18), “distorções estruturais” que, na visão da entidade, explicam a alta recente do preço do óleo diesel nos postos de combustíveis do país.  

Em um comunicado divulgado à imprensa, a entidade, que representa 14 sindicatos de trabalhadores da indústria de óleo e gás, apontou privatizações realizadas no governo passado e margens de lucro abusivas como principais motivos responsáveis pela escalada do preço.

No cenário em que o preço do petróleo dispara no mercado internacional por causa da guerra do Irã, a diretora da FUP, Cibele Vieira, considera que o momento atual é consequência direta da falta de controle público sobre a cadeia de combustíveis e da dependência externa.

“A Petrobras pode equilibrar preços na refinaria, mas não controla o que acontece depois. Sem distribuição pública e com parte do diesel sendo importado, abre-se espaço para aumentos abusivos ao longo da cadeia”, afirma a sindicalista em nota.

Preço na bomba

A FUP aponta dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão federal regulador da indústria de óleo e gás, que revelam reajuste de 12% no preço médio do litro do diesel S10(menos poluente) entre a primeira e a segunda semanas de março (dados mais recentes da ANP).

Na semana terminada no dia 7, o litro custava R$ 6,15, em média, valor que passou para R$ 6,89 na semana seguinte.

A FUP reconhece os esforços do governo federal para frear a escalada dos preços. Na última quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a redução a zero das alíquotas dos dois tributos federais que incidem na comercialização: o PIS e a Cofins.

Além disso, anunciou a subvenção de R$ 0,32 por litro aos produtores e importadores do óleo. Nesta quarta-feira, o governo propôs aos estados que zerem a alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado sobre o diesel importado.

As medidas são uma forma de suavizar os aumentos impulsionados pelo cenário internacional. O barril do óleo tipo Brent, referência internacional de preço, está sendo negociado a cerca de US$ 108 (cerca de R$ 564) nesta quarta-feira. Em um mês, o barril subiu cerca de 55%.

A pressão de alta chega ao mercado internacional pois o petróleo é uma commodity, ou seja, mercadoria negociada com base em preços internacionais. Além disso, o Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome.

Federação de petroleiros atribui alta do diesel a aumentos abusivos Read More »

Rolar para cima