Economia

Governo dos EUA propõe nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

O governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou que poderá taxar importações brasileiras com uma nova tarifa punitiva de 25%. A alegação é de que algumas práticas do Brasil são desleais. 

Dentre as práticas citadas, estão o comércio digital e o desmatamento ilegal. Alguns itens como carne bovina, café, terras raras, outros metais e peças de aeronaves estão excluídos da nova tarifa – que poderá entrar em vigor em 15 de julho.

A justificativa para aplicar a medida é uma investigação, aberta em julho de 2025, pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que concluiu que políticas e práticas brasileiras são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio norte-americano.

relatório final da investigação prevê a imposição de “tarifas ou outras restrições à importação de produtos brasileiros. Tendo por base essa possibilidade, o representante de comércio dos EUA propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre todos os bens do Brasil”.

A punição com a taxação extra, no entanto, prevê algumas exceções para produtos que poderiam causar “disrupções” em toda a economia caso fossem submetidos a tarifas adicionais; além de “determinados produtos que não podem ser cultivados ou produzidos em quantidades suficientes nos Estados Unidos, nem obtidos de outras fontes”.

Dentre as exceções estão frutas e nozes, petróleo bruto e derivados, compostos farmacêuticos, produtos químicos orgânicos e fertilizantes. Também estão isentas a carne bovina, o café, terras raras, certos metais e minérios, além de aeronaves e peças de aeronaves brasileiras.

Governo dos EUA propõe nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros Read More »

CPFL orienta sobre o uso seguro e eficiente do chuveiro elétrico

Com a queda das temperaturas no outono, o uso do chuveiro elétrico se intensifica nas residências brasileiras e, com ele, crescem também os riscos de acidentes e o impacto na conta de luz. Para ajudar os clientes a atravessar a temporada com mais segurança e economia, a CPFL Paulista reúne orientações essenciais sobre o uso adequado do equipamento.

O chuveiro elétrico figura entre os maiores responsáveis pelo consumo de energia nas casas, especialmente quando utilizado no modo “inverno” e nos horários de pico, entre 18h e 22h. A combinação de alta potência com uso diário prolongado pode representar parcela significativa da conta mensal de energia.

Segurança 

A CPFL Paulista alerta que a instalação correta do chuveiro é condição fundamental para a segurança do consumidor. O equipamento deve ser instalado com aterramento adequado, por profissional qualificado, para evitar o risco de vazamento de corrente elétrica. É indispensável também verificar se a tensão do aparelho (127V ou 220V) é compatível com a rede elétrica da residência, além de utilizar fiação com bitola adequada à potência do equipamento e disjuntor exclusivo para o circuito.

A distribuidora reforça que resistências queimadas nunca devem ser utilizadas, nem reparadas com remendos ou adaptações. A substituição deve ser feita por peça original. Para as conexões elétricas, recomenda-se o uso de conectores de porcelana ou polipropileno e nunca fita isolante comum, que pode derreter e causar curto-circuito.

Outro ponto de atenção: o chuveiro não deve ficar ligado de forma contínua por períodos prolongados. O uso por mais de 20 a 30 minutos pode superaquecer a fiação, danificar a resistência e, em casos extremos, provocar incêndio.

Em caso de choque elétrico na residência, a orientação é não tocar diretamente na vítima. A medida imediata é desligar o disjuntor ou a chave geral e acionar os serviços de emergência: Bombeiros (193) ou Samu (192).

 Dicas de economia 

Pequenos hábitos fazem grande diferença no consumo mensal. A CPFL Paulista recomenda:
– Manter banhos com duração de até 10 minutos;
– Desligar o chuveiro enquanto se ensaboa;
– Evitar o uso nos horários de pico (18h às 22h);
– Limpar periodicamente os orifícios de saída de água para garantir boa vazão e evitar sobrecarga na resistência;
– Dar preferência a equipamentos com o Selo Procel tipo A, que certificam maior eficiência energética, e ao Selo Inmetro, que atesta a conformidade com normas de segurança.

Optar por modelos com controle eletrônico de temperatura, mais econômicos do que os de posições fixas. A conscientização sobre o consumo de energia elétrica gera economia na conta de luz e contribui com o meio ambiente.

CPFL orienta sobre o uso seguro e eficiente do chuveiro elétrico Read More »

Nissan tem planos especiais para taxistas e PcD

A Nissan está promovendo até o dia 02 de junho, condições especiais para a aquisição dos seus modelos Kicks, Versa e Kait. A campanha é para clientes do segmento PcD e taxistas.

Nessa campanha de vendas, o Nissan Kicks Sense é oferecido a partir de R$ 134.590 e os clientes poderão optar pelo financiamento com taxa de juros zero para planos de 36 meses, que exigem 65% de entrada. O Nissan Kait Active pode ser comprado a partir de R$ 99.990.

Para taxistas, o Kait Active tem preço desde R$ 93.790, enquanto o Kicks Sense sai a partir de R$ 118.390, com taxa de 0% e 36 parcelas dando 65% de entrada. Outro modelo que tem condição especial para profissionais do transporte é o Versa Advance é encontrado a partir de R$ 94.590.

 

Nissan tem planos especiais para taxistas e PcD Read More »

Omoda & Jaecco vão comprar planta fabril no Brasil

Mais uma marca chinesa vai se instalar no Brasil e produzir veículos. A marca Omoda & Jaecco (mais duas marcas do Grupo Chery), que iniciou suas atividades no meio do ano passado, pretende comprar a planta fabril da Land Rover.

Inaugurada em Itatiaia – RJ há 10 anos, a fábrica será totalmente renovada. Com capacidade para “produzir” até 24 mil veículos por ano, em 2025, montou menos de mil unidades dos modelos Discovery Sport e Range Rover Evoque.

 

Omoda & Jaecco vão comprar planta fabril no Brasil Read More »

Menos de 1% dos brasileiros destinam parte do IR para causas sociais

Bilhões de reais que poderiam financiar projetos sociais no Brasil acabam ficando pelo caminho todos os anos por falta de informação do contribuinte. Apesar de ser um mecanismo simples, legal e sem custo adicional, a destinação de parte do Imposto de Renda ainda é pouco utilizada no país.

Dados da Receita Federal mostram que apenas cerca de 193 mil brasileiros fizeram esse tipo de destinação recentemente, menos de 1% dos mais de 40 milhões de declarantes. Na prática, isso significa que uma parcela significativa de recursos que poderia apoiar iniciativas voltadas a crianças, adolescentes e idosos em situação de vulnerabilidade deixa de chegar a quem mais precisa.

De acordo com a presidente do Sescon Campinas, Cláudia Di Fonzo, a baixa adesão está diretamente ligada à falta de informação. “Muitas pessoas não sabem que podem direcionar parte do imposto devido para causas sociais, sem gastar nada a mais por isso. É um recurso que já seria pago ao governo, mas que pode ter um impacto direto na sociedade”, explica a presidente da entidade.

A destinação pode ser feita diretamente na declaração do Imposto de Renda, por contribuintes que optam pelo modelo completo. Pessoas físicas podem destinar até 6% do imposto devido e empresas tributadas pelo lucro real podem destinar até 1% do imposto devido. “O que muitos não sabem é que o valor não representa um custo adicional: ele é apenas redirecionado. Ou seja, não reduz a restituição nem aumenta o imposto a pagar, simplesmente vai para a entidade parte do que o contribuinte iria pagar ao governo”, ressalta.

Claudia orienta que os recursos são destinados a fundos públicos municipais, estaduais ou nacionais, que financiam projetos sociais aprovados por conselhos específicos. Esses valores são posteriormente repassados a organizações e iniciativas que atuam diretamente com os públicos beneficiados. “O contribuinte pode escolher, por exemplo, destinar o recurso para o fundo municipal da própria cidade, contribuindo diretamente com ações locais”. 

Passo a passo:
A destinação é feita dentro do próprio programa da declaração:

  1. Escolher o modelo completo
  2. Acessar a opção “Doações diretamente na declaração”
  3. Selecionar o fundo (criança/adolescente ou idoso)
  4. Escolher a esfera (municipal, estadual ou nacional)
  5. Definir o valor dentro do limite disponível

Para a presidente do Sescon, ampliar o uso desse mecanismo passa por conscientização e pelo papel estratégico dos profissionais da contabilidade. “Existe uma oportunidade enorme de transformar parte do imposto em impacto social direto. Hoje, menos de 1% dos contribuintes fazem isso. Se esse número crescer, o efeito nas políticas públicas pode ser significativo”, finaliza Claudia.

Menos de 1% dos brasileiros destinam parte do IR para causas sociais Read More »

Iguatemi tem alta de 110% no lucro líquido e reforça consistência operacional

A Iguatemi S.A. [B3: IGTI11], administradora do Iguatemi Campinas e do Galleria Shopping, uma das maiores companhias full service do setor, com participação em 15 shopping centers, dois premium outlets, quatro torres comerciais, além do e-commerce Iguatemi 365 e das lojas operadas pela iRetail mantendo a consistência de sua trajetória operacional e financeira, com crescimento nos principais indicadores e fortalecimento contínuo de seu posicionamento no segmento premium e de luxo. No primeiro trimestre de 2026, a Companhia atingiu R$ 5,6 bilhões em vendas totais, alta de 12,8% em relação ao 1T25, impulsionada pela resiliência do consumo no segmento premium, pela produtividade dos ativos e pela contínua qualificação do portfólio. O desempenho reforça a expansão de market share e a capacidade de sustentar crescimento mesmo em um cenário macroeconômico mais desafiador.

O lucro líquido ajustado atingiu R$ 239,5 milhões, alta de 110%, com margem líquida ajustada de 64,9%. O FFO ajustado foi de R$ 274,7 milhões, 98,4% acima do 1T25, com margem FFO ajustada de 74,5%. A alavancagem encerrou o trimestre em 1,29x Dívida Líquida/EBITDA ajustado, reforçando a solidez financeira e a disciplina na alocação de capital.

A receita bruta totalizou R$ 414,8 milhões no trimestre, alta de 11,7% na comparação anual , enquanto a receita líquida ajustada somou R$ 368,9 milhões, avanço de 11,8% em relação ao 1T25, sustentada pela expansão da receita de aluguel e pela captura de valor dos ativos adquiridos. O EBITDA ajustado consolidado foi de R$ 405,2 milhões, crescimento de 65,9% sobre o mesmo período do ano anterior, com margem EBITDA ajustada de  109,9%, mantendo elevada eficiência operacional.

“O desempenho deste primeiro trimestre materializa nossa tese de resiliência ativa e reflete uma disciplina rigorosa na execução. Mesmo em um cenário de juros restritivos, seguimos crescendo acima da inflação, com ativos cada vez mais produtivos, níveis recordes de ocupação e a menor inadimplência para um primeiro trimestre em 16 anos. Essa consistência operacional nos permite manter margens robustas e uma estrutura de capital extremamente saudável, mesmo após ciclos importantes de investimento”, afirma Guido Oliveira, CFO da Iguatemi S.A.

No trimestre, as vendas mesmas áreas (SAS) cresceram 7,8% e as vendas mesmas lojas (SSS) avançaram 5,2%, ambas acima da inflação. O aluguel percentual cresceu 26,4%, enquanto os aluguéis mesmas lojas (SSR) avançaram 6,0% e os aluguéis mesmas áreas (SAR), 6,7%, com ganhos reais acima da inflação e leasing spread positivo. Na análise de produtividade, as vendas por metro quadrado cresceram 7,3% na visão 100%, passando de R$ 7,7 mil para R$ 8,2 mil, e 12,1% na visão proporcional à participação da Iguatemi, de R$ 7,3 mil para R$ 8,1 mil. Já o aluguel por metro quadrado avançou 8,8% na visão 100%, de R$ 613 para R$ 667, e 12,7% na visão IGTI, de R$ 560 para R$ 631, reforçando a qualidade dos ativos e o potencial de reprecificação do portfólio.

A taxa média de ocupação atingiu 97,3%, a maior para um primeiro trimestre dos últimos anos e 0,7 p.p. acima do 1T25. O resultado reflete a estratégia de qualificação de mix e a atratividade dos ativos para marcas premium e internacionais, consolidando a Iguatemi como parceiro preferencial para expansão de marcas de alto valor agregado. O custo de ocupação seguiu controlado em 11,9%, ainda abaixo das médias históricas da Companhia, enquanto a inadimplência líquida atingiu 0,7%, o menor patamar para um primeiro trimestre nos últimos 16 anos, reforçando a saúde financeira dos lojistas e a qualidade do crédito.

A operação de varejo, composta pelo Iguatemi 365 e pela iRetail, registrou avanço expressivo no trimestre, com aumento de 59,2% na receita bruta sobre o 1T25, fruto da combinação entre o crescimento orgânico das marcas já presentes no portfólio e a entrada de novas operações ao longo dos últimos trimestres. O desempenho do período foi impulsionado por um crescimento de 22% nas vendas mesmas lojas (SSS), além do forte resultado da Birkenstock e da Polo Ralph Lauren após a mudança de ponto no Iguatemi São Paulo. A operação apresentou forte ganho de eficiência, resultando em um EBITDA positivo de R$ 4,8 milhões, com crescimento de 808,6% em relação ao 1T25.

Expansão estratégica

Dando continuidade à estratégia de otimização de portfólio, a Iguatemi finalizou a venda de participações minoritárias em quatro ativos (Iguatemi Alphaville, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Praia de Belas) para o fundo XP Malls, por R$ 372 milhões. A transação gerou um ganho de capital de aproximadamente R$ 143 milhões, refletindo a capacidade da Companhia de cristalizar valor em ativos maduros para realocar recursos em frentes de maior potencial de retorno. Como evento subsequente, em abril, foi concluída a aquisição de 3,0% adicional no Pátio Paulista, por R$ 75,6 milhões, a um cap rate de 7,5%, elevando a participação da Iguatemi no shopping para 14,45% e ampliando a exposição a um empreendimento com elevada produtividade por m² e perfil de público AB+.

“Nossa estratégia de alocação de capital é pautada pela profundidade e dominância nos mercados onde o consumo premium é mais resiliente”, explica Oliveira. “A alienação de participações minoritárias é uma alavanca estratégica de geração de valor e liquidez, que nos permite concentrar recursos em ativos dominantes e preservar uma estrutura de capital extremamente robusta. Entramos no restante de 2026 com o balanço limpo e um portfólio altamente qualificado, prontos para capturar a maturação das novas marcas internacionais que escolheram a plataforma Iguatemi como seu destino no país”.

A Iguatemi S.A. encerra o 1T26 não apenas com eficiência operacional comprovada, mas com uma estrutura de capital otimizada que a diferencia em seu setor. A combinação entre a dominância física de seus shoppings e a aceleração do ecossistema digital e de varejo próprio pavimenta o caminho para um crescimento sustentável. A Companhia mantém o foco na geração de valor para o acionista através da seletividade de ativos e do fortalecimento de sua posição como o hub indispensável para o mercado de luxo e alta renda no Brasil.

Iguatemi tem alta de 110% no lucro líquido e reforça consistência operacional Read More »

Refis do ISSQN começa hoje com descontos de 100% em juros e multas

Os prestadores de serviços de Campinas que tiverem dívidas junto à Prefeitura podem negociar os débitos, a partir desta terça-feira, 5 de maio, pelo Refis do ISS, que oferece descontos de 100% em juros e multas. O decreto que regulamenta o programa pode ser consultado no Diário Oficial de hoje, no www.campinas.sp.gov.br/diario-oficial/

As negociações serão feitas exclusivamente pela internet, no Ambiente Exclusivo (https://campinas.sp.gov.br/sites/ambiente-exclusivo/inicio) até 4 de julho. Em caso de parcelamento, os pagamentos devem ser feitos até dezembro.

A iniciativa tem como objetivo garantir um limite mínimo de repasse que permita que Campinas não perca recursos dentro da nova Reforma Tributária e a criação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), imposto que substitui o ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza).

“Além de ser essencial para manter a cidade em um bom patamar na arrecadação do ISSQN e com isso garantir repasses compatíveis com o que Campinas já arrecada com o imposto, a iniciativa também é uma oportunidade única para os contribuintes ficarem em dia com a Prefeitura, já que os descontos em juros e multas podem chegar a 100%”, comentou o secretário de Finanças, Aurílio Caiado.

Pelo programa será possível negociar débitos:
Vencidos e não pagos;
Inscritos ou não em dívida ativa;
Em cobrança administrativa ou judicial;
Inclui também débitos de parcelamentos anteriores (inclusive rescindidos).

Informações
Além do hotsite do programa (campinas.sp.gov.br/refis), que concentra as informações sobre o Refis, os contribuintes que tiverem dúvida podem entrar em contato com a Prefeitura pelos canais de atendimento da Secretaria de Finanças:

Chat via WhatsApp 19 98437-4700
Disponível 24h por dia, todos os dias (atendimento automatizado); e, das 8h às 16h (atendimento humano), em dias úteis

Chat via Web, clique aqui para acessar
Disponível 24h por dia, todos os dias (atendimento automatizado); e, das 8h às 16h (atendimento humano), em dias úteis

Atendimento telefônico: 19 3755-6000
Disponível das 8h às 18h, em dias úteis

Serviço
Refis do ISSQN
Negociações: de 5 de maio e a 4 de julho
Como negociar: pelo Ambiente Exclusivo (https://cidadao.campinas.sp.gov.br/)
Público-alvo: prestadores de serviço da cidade (salões de beleza, instituições de ensino, chaveiro, área médica, transportes etc)
Publicação da lei: 4 de maio (www.campinas.sp.gov.br/diario-oficial/).

Refis do ISSQN começa hoje com descontos de 100% em juros e multas Read More »

Novo programa Desenrola Brasil começa a valer nesta terça-feira

Começa a valer nesta terça-feira (5) o Novo Desenrola Brasil, programa que busca ajudar a população a renegociar dívidas e recuperar crédito.

A medida Provisória n° 1.355, que prevê a iniciativa, está publicada na edição de hoje Diário Oficial da União.  A nova medida destina-se a pessoas físicas que atendam aos seguintes requisitos:

  • ter renda mensal igual ou inferior a cinco salários mínimos (R$ 8.105);
  • possuir contratos de operações de crédito celebrados até 31 de janeiro de 2026 e estar com parcelas em atraso entre 91 e 720 dias até ontem, nas seguintes modalidades:
    1. cartão de crédito, nas modalidades parcelada e rotativa;
    2. cheque especial com utilização de limite de crédito em conta-corrente;
    3. crédito pessoal sem consignação em folha, inclusive empréstimos pessoais decorrentes de consolidação de dívida.

De acordo com a MP, serão usadas informações de renda declaradas ao Sistema de Informações de Créditos do Banco Central do Brasil, confirmadas pelas próprias instituições financeiras com as quais os beneficiários mantêm vínculo.

Os descontos devem chegar a 90%, com juros reduzidos e possibilidade de uso do FGTS para abatimento dos débitos. O texto foi assinado nessa segunda-feira (4) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, não é razoável que restrições de crédito ocorram por débitos de baixo valor. (Agência Brasil)

Novo programa Desenrola Brasil começa a valer nesta terça-feira Read More »

Denúncias fortalecem ações da CPFL contra fraudes e furtos de energia

A CPFL Paulista regularizou no ano passado 2.107 instalações na região de Campinas a partir de denúncias feitas por clientes. Foram mais de 8,8 mil relatos recebidos ao longo do período, que resultaram em inspeções ou operações conjuntas com as autoridades policiais e na recuperação de quase 1,5 mil MWh de energia desviada, o equivalente ao consumo médio de 737 residências por um ano.

“Ao fazer uma denúncia, o cliente está ajudando não somente a tornar o fornecimento de energia melhor e mais justo, mas protegendo vidas. É uma ação individual que contribui com a coletividade”, afirma Daniel Carvalho, gerente de Gestão de Energia e Receita do Grupo CPFL.

Popularmente conhecidas como “gatos”, as ligações clandestinas e outros tipos de fraude, como adulteração de medidores, comprometem a segurança do sistema, afetam a qualidade do serviço e colocam em risco a população.

Por serem feitas sem critérios técnicos e fora dos padrões, essas conexões ilegais podem sobrecarregar a rede, causando oscilações ou interrompendo o fornecimento. Há ainda o perigo de curtos-circuitos, incêndios e até choques fatais, afetando não apenas o responsável direto, mas também a comunidade ao redor.

Crimes que encarecem a energia

O combate às irregularidades também visa evitar o repasse de custos ao consumidor, destaca Carvalho. “Parte das perdas não técnicas, classificação dos furtos e das fraudes, é considerada nos processos de revisão tarifária da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o que pode encarecer a conta para todos”, explica.

No Brasil, o furto de energia é crime com pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa. Em situações que envolvam fraude, como a adulteração de medidores ou o uso de dispositivos para desvio de energia, a pena pode aumentar, dependendo das circunstâncias. A prática resulta ainda em cobrança retroativa do consumo não registrado e outras sanções administrativas.

Tecnologias contra irregularidades

Além das denúncias, as detecções de irregularidades são apoiadas pelo uso crescente de tecnologias de blindagem pela CPFL Paulista. Em 2025, a distribuidora investiu R$ 90,2 milhões nessas soluções, que envolvem a instalação de caixas invioláveis em unidades reincidentes, medidores coletivos no alto de postes e, no segmento industrial, de conjuntos blindados com leitura externa e monitoramento remoto.

“Essas soluções contribuem para ampliar a segurança das instalações e a confiabilidade dos dados de medição”, conclui o gerente.

Serviço
Os canais da CPFL para registro de denúncias anônimas são o aplicativo CPFL Energia e o site www.cpfl.com.br/fraude.

Denúncias fortalecem ações da CPFL contra fraudes e furtos de energia Read More »

Quarenta e uma empresas em Portugal reduzem escala para 4×3

Com o livro Sexta-Feira é o Novo Sábado, o professor de economia da Universidade de Londres, o português Pedro Gomes, tem divulgado os casos de 41 empresas em Portugal que decidiram, por conta própria, reduzir a escala para quatro dias de trabalho por três de descanso (4×3).

O especialista da Escola de Negócios da universidade londrina sustenta que a redução da jornada não só é viável, como pode “salvar a economia”, sendo benéfica para o conjunto da economia e da sociedade.

Em relação ao Brasil, o especialista avalia que o país tem condições de reduzir a jornada para 40 horas semanais e acabar com a escala 6×1. A pesquisa de Gomes aponta que a mudança reduz as faltas ao trabalho, diminui a rotatividade nos empregos e incentiva a indústria do lazer e do entretenimento.

“Há muito alarmismo econômico contra a redução da jornada de trabalho. Qualquer redução, em qualquer país que eu vou, dizem exatamente o mesmo: que é impossível reduzir, que vai aumentar os custos para a empresa”, comentou.

À reportagem, o economista português disse que o aumento da produtividade – quando a empresa consegue produzir mais com menos tempo de trabalho –, pode compensar os custos da redução da jornada.

“O que, historicamente acontece, em todas as reduções do tempo de trabalho, é que há um aumento da produtividade por hora. Existem melhoras, na forma como estamos a produzir, que compensam em grande medida, do ponto de vista das empresas, essa redução do tempo de trabalho”, explicou.

Sexta é o novo sábado

O autor analisou a redução da jornada voluntária para 4×3 em 41 empresas portuguesas que somam mais de mil empregados, de diferentes setores e tamanhos.

Dessas companhias, 52% afirmam que vão manter a jornada reduzida para quatro dias de trabalho; 23% dizem que vão manter a jornada reduzida, mas em uma escala menor; e apenas 19% disseram que vão retomar a jornada de 5×2.

Para mais de 90% das empresas, a mudança não teve custos financeiros, com 86% informando que aumentaram as receitas em relação ao ano anterior, sendo que 14% tiveram receitas menores. Cerca de 70% delas ainda concordam que melhoraram os processos da companhia após a mudança.

“A semana de trabalho de quatro dias é uma prática de gestão legítima e viável, que proporciona benefícios operacionais às empresas, como melhor ambiente de trabalho, redução do absentismo [faltas] e aumento da atratividade no mercado de trabalho. No entanto, para ser bem-sucedida, a sua implementação requer uma reorganização profunda”, escreveu Gomes.

Entre as mudanças organizacionais realizadas pelas empresas portuguesas, a mais frequente foi a diminuição da duração das reuniões.

Indústria do lazer

O tempo que o empregado ganha com a redução da jornada tem também um valor econômico que incentiva as indústrias do lazer, do entretenimento, e que tem um efeito positivo para o conjunto da economia.

“Os trabalhadores também são consumidores. Eles também são inovadores, também são cidadãos, têm estudantes e, portanto, o que eles fazem no tempo livre tem um impacto econômico”, explicou.

Pedro Gomes cita o exemplo do industrial Henry Ford, dono da montadora Ford, nos Estados Unidos (EUA), que reduziu, em 1926, há 100 anos, a jornada de trabalho na sua empresa para 40 horas semanais, consolidando o final de semana de dois dias.

“Quando os EUA reduziram para 40 horas, 70% das pessoas passaram a ir ao cinema. Isso fez consolidar Hollywood como uma das principais indústrias americanas. Foi muito positivo para empresas ligadas aos esportes, à música, aos livros, à cultura, aos hotéis”, disse Pedro.

Ainda segundo o economista, “é um passo que já foi feito há 100 anos nos EUA e, portanto, está mais do que na hora do Brasil, e os outros países da América Latina, façam essa passagem para as 40 horas”.

O economista cita ainda o caso da China, que, em 1995, adotou o final de semana de dois dias para parte dos trabalhadores do país.

“Não foi para toda a gente, foi mais para uma classe média. Mas pouco depois, o mercado de turismo interno da China se tornou o maior do mundo porque eles tiveram tempo para viajar. E o Brasil tem um potencial enorme de turismo”, completou

Em Portugal, a jornada de trabalho foi reduzida de 44 horas para 40 horas em 1996.

Faltas e rotatividade

Outro efeito positivo da jornada menor é a redução das faltas ao serviço e a menor rotatividade no emprego, o que aumenta a capacidade de conciliar trabalho com família, sendo especialmente benéfico para as mulheres.

“A rotatividade de trabalhadores e altos níveis de absentismo (faltas) tem um custo enorme para as empresas. Com menos horas trabalhadas, eles vão faltar menos e vão querer sair menos do trabalho, reduzindo a rotatividade”, disse.

Comércio aos sábados

O pesquisador Pedro Gomes acrescentou que algumas das empresas que ele pesquisou não precisaram fechar o comércio no sábado, ou em outro dia, por causa da redução da jornada. Muitas companhias passaram a adotar escalas com menos trabalhadores nos dias de fluxo mais baixo.

“Se vê que tem menos fluxo de clientes nas terças e quartas, então dá mais dias livres aos trabalhadores naqueles dias de menor movimento. Ficam menos trabalhadores na loja, mas a loja fica aberta.”

Para Gomes, as empresas têm a tendência de rejeitar mudanças na extensão da jornada de trabalho, ainda que ela traga benefícios.

“Há muitas escolhas do lado das empresas, só que, muitas vezes, elas não querem pensar nisto. Vão pensar depois da legislação. Não conseguem perceber antes os benefícios que vão ter”, ponderou.

PIB

O economista rejeita a previsão de estudos que apontam para uma possível queda no Produto Interno Bruto (PIB) caso a redução da jornada e o fim da escala 6×1 seja aprovada no Brasil.

O autor Pedro Gomes verificou 250 casos de redução de jornada pela via legislativa que ocorreram no mundo a partir de 1910. Nos cinco anos antes da reforma, a média de crescimento do PIB foi de 3,2%, subindo para 3,9%, em média, após a redução da jornada de trabalho.

“Esses efeitos sobre a produtividade por hora foram muito significativos e compensaram amplamente a redução da jornada de trabalho. Além disso, todos esses outros efeitos macroeconômicos também tiveram impacto [no PIB]”, explicou.

Para o professor de economia, a grande quantidade de horas que o trabalhador brasileiro passa no deslocamento para o serviço também justifica a redução da jornada de trabalho no Brasil.

“É uma razão adicional. Os trabalhadores vão melhorar muito a qualidade de vida, vão valorizar muito, e os custos para as empresas são muito mais baixos do que eles costumam argumentar”, finalizou. (Agência Brasil)

Quarenta e uma empresas em Portugal reduzem escala para 4×3 Read More »

Rolar para cima