Economia

Medidas do governo devem aumentar as vendas em até 300 mil veículos

O presidente da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Márcio de Lima Leite, estima que o mercado deve consumir entre 200 mil e 300 mil veículos a mais neste ano em razão das medidas anunciadas  pelo governo, dependendo de como elas serão implantadas.

O governo federal, em evento com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, anunciou um corte de tributo que reduzirá de 1,5% a 10,96% o preço de carros de até R$ 120 mil.

Com isso, automóveis que custam R$ 68.000 terão desconto de R$ 1.020 a R$ 7.453 com o subsídio da União às montadoras.

Para chegar ao número de 200 a 300 mil, as medidas de corte de impostos (IPI, Pis e Cofins) precisariam ter duração de pelo menos um ano.

O prazo de validade ainda não foi definido pelo governo, contudo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou nessa sexta, em entrevista à GloboNews que o programa deve durar de três a quatro meses.

Segundo Leite, três montadoras que pretendiam anunciar paradas de produção nos próximos dias suspenderam as medidas.

Uma delas é a Volkswagen, que cancelou férias coletivas antes agendadas para sua unidade de Taubaté – SP. Segundo ele, só neste ano já ocorreram 14 paralisações de fábricas.

As medidas, diz Leite, não incluem qualquer compromisso das montadoras e das concessionárias em relação à redução de margens de lucro nem de manutenção de empregos, embora o tema tenha sido tratado com o presidente Lula.

Vendas paradas

O presidente da Anfavea afirma que, nos últimos dias, as vendas de carros novos caíram bastante porque vários consumidores, principalmente as locadoras, suspenderam compras à espera do pacote.

Para que a paralisação não se mantenha ao longo das próximas semanas, ele acredita que as concessionárias adotarão formas de efetivar negócios, como projetar os novos preços ou, eventualmente, aceitar encomendas.

A Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores  informa que as medidas são positivas, mas ainda existem pontos a serem definidos.

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Saiba quais são as formas de deduzir no Imposto de Renda 2023

Um dos pontos que o contribuinte deve prestar mais atenção na hora da declaração do Imposto de Renda está relacionado aos gastos passíveis de dedução. Seja para conseguir um valor de restituição mais robusto ou para reduzir o valor a ser pago à Receita Federal.

Apesar de útil, a declaração de gastos dedutíveis exige atenção a regras específicas. Para elucidar as principais dúvidas sobre dedução, o professor de Ciências Contábeis do Centro Universitário do Distrito Federal Deypson Carvalho respondeu a questões feitas a veículos da EBC por ouvintes da Radioagência Nacional e leitores da Agência Brasil.

Para entender como deduzir o Imposto de Renda, é preciso entender quais são os gastos passíveis de dedução. O professor Deypson Carvalho explica que o valor dedutível depende, primeiramente, do tipo de tributação escolhido.

O modelo mais simples é o de “desconto simplificado”. “O programa da declaração utilizará o desconto de 20% do valor de rendimentos tributáveis, limitado ao total de R$16.754,34, em substituição a todas as deduções legais”, diz. Deypson aponta, inclusive, que este desconto não tem necessidade de comprovação documental.

A outra opção é o modelo de tributação por “deduções legais”. Ao contrário do que ocorre no “desconto simplificado”, a comprovação com os gastos dedutíveis é necessária. As regras também são mais complexas. Os gastos dedutíveis neste modelo são os seguintes:

  • R$2.275,08 por dependente
  • O valor pago integralmente a título de pensão alimentícia judicial
  • Despesas com educação com valor limitado a R$3.561,50 por pessoa
  • Gastos integrais pagos a médicos, hospitais, clínicas, laboratórios, planos de saúde e previdência oficial.
  • Gastos com previdência complementar no limite de até 12% do total dos rendimentos tributáveis.

Todas as regras se aplicam aos dependentes e cônjuge ou companheiro para os casos de declaração em conjunto ou separado.

Os gastos com educação do titular, dependentes e alimentandos é uma das formas de se deduzir Imposto de Renda. Porém, há algumas regras que deixam as pessoas com dúvidas. Uma destas pessoas é o leitor Edmilson Martins Junior. “Sempre fico na dúvida com relação a instituições de ensino e qual o tipo de empresa que pode entrar no processo de restituição. Cursos de pré-vestibular ou de idiomas entram?”, pergunta.

De acordo com o professor Deypson Carvalho, a lista de gastos com educação dedutíveis no IR é a seguinte: a educação infantil (compreendendo as creches e as pré-escolas), o ensino fundamental, o ensino médio, a educação superior (compreendendo os cursos de graduação e de pós-graduação) e a educação profissional (compreendendo o ensino técnico e o tecnológico).

“Não podem ser deduzidos os gastos relativos, dentre outros, a cursos preparatórios para concursos e/ou vestibulares; aulas de idiomas, outros cursos e aquisição de uniformes livros e outros”, diz o professor.

O limite anual individual da dedução de despesas com instrução é de R$ 3.561,50 por pessoa (titular dependente ou alimentando). “O valor dos gastos que ultrapassar esse limite não pode ser aproveitado nem mesmo para compensar gastos de valor inferior a R$ 3.561,50 efetuados com o próprio declarante ou com outro dependente/alimentando”, explica.

Na Declaração de Ajuste Anual deve ser informado o valor total pago para cada instituição de educação, mesmo que seja superior ao limite anual de dedução. Dessa forma, o campo “Parcela não dedutível/valor reembolsado” deve ser preenchido no caso de haver despesas de instrução não dedutíveis.

Como declarar e deduzir despesas médicas?

Ao contrário dos gastos com educação, as despesas médicas não têm limitação de valor na dedução do Imposto de Renda. A única regra é que os pagamentos devem ser relativos a tratamentos do titular, dependentes ou, ainda, alimentandos (desde que o gasto com saúde ocorra em decorrência de decisão judicial). Os gastos passíveis de dedução são os seguintes:

  • Médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, hospitais, com exames laboratoriais e serviços radiológicos, aparelhos ortopédicos e próteses ortopédicas e dentárias;
  • Pagamentos a empresas domiciliadas no Brasil destinadas à cobertura de despesas com hospitalização, cuidados médicos e dentários e a entidades que assegurem direito de atendimento ou ressarcimento destas despesas;
  • Pagamentos feitos ao estabelecimento geriátrico qualificado como hospital, nos termos da legislação específica; aos estabelecimentos especializados relativos à instrução de pessoa com deficiência física ou mental e à empresa ou entidade onde o contribuinte trabalhe, ou a fundação, caixa e sociedade de assistência, no caso de a entidade manter convênio direto para cobrir total ou parcialmente tais despesas.

É preciso que estes gastos sejam comprovados. “Os pagamentos das despesas médicas são comprovados mediante documentos contendo o nome, endereço e, no caso de beneficiário (pessoa ou empresa a quem efetuou pagamentos) residente ou domiciliado no Brasil, o seu número de inscrição no CPF ou no CNPJ, podendo ser substituído por cheque nominativo ao beneficiário, de sua própria emissão, do cônjuge ou do dependente”, diz Deypson.

Para a pessoa com deficiência física ou mental, são exigidos laudo médico atestando o estado de deficiência e comprovação de pagamento a entidades especializadas para esse fim.  No caso de aparelhos e próteses ortopédicos e próteses dentárias, são exigidos o receituário médico ou odontológico e a nota fiscal em nome do beneficiário. Se a despesa médica se referir a dependente ou alimentando, o contribuinte deverá informar na declaração, ficha de Pagamentos Efetuados, o nome do dependente ou alimentando beneficiado.

Como deduzir IR por meio de doações?

Uma forma de se deduzir o Imposto de Renda é por meio de alguns tipos de doações. O leitor Pierry Bós tem, inclusive, uma dúvida sobre isso: “Sempre tenho dúvida quando vou fazer minha declaração sobre que tipos de doações podem ser abatidas? Por exemplo, você ajuda alguém com uma cesta básica ou mesmo paga o dízimo à igreja: essas coisas podem ser abatidas no Imposto de Renda?”, pergunta.

A resposta ao Pierry Bós é não. Na realidade, as doações passíveis de dedução no IR são as feitas a fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente e da Pessoa Idosa Nacional, distrital, estaduais e municipais ou doações e patrocínios efetuados a programas de incentivo à cultura, à atividade de audiovisual e ao desporto.

“A legislação não permite a dedução de doações efetuadas diretamente a entidades assistenciais. Doações feitas, por exemplo, por meio de dízimo e cestas básicas não estão previstas na legislação federal para serem reduzidas da base de cálculo do IR e nem do imposto devido”, explica.

O somatório da dedução está limitado a 6% do imposto devido apurado na declaração. Este limite é calculado pelo próprio programa e a dedução só se aplica à declaração em que o contribuinte optar pelas deduções legais.

As doações efetuadas diretamente na declaração aos fundos dos direitos da criança e do adolescente, devem ser informadas na ficha “Doações Diretamente na Declaração”, na aba “Criança e Adolescente”. (Agência Brasil)

 

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Receita abre consulta ao primeiro lote de restituição do IR 2023

A Receita Federal abriu na última quarta-feira (24), a consulta ao primeiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física de 2023.

O lote contempla 4,1 milhões de contribuintes que estão fila de prioritários, como idosos acima de 80 anos, pessoas com deficiência, professores e quem fez a declaração pré-preenchida ou optou por receber a restituição pelo Pix. Os valores serão pagos pela Receita no dia 31 de maio.

No primeiro lote, considerado pelo órgão o maior da história, serão distribuídos cerca de R$ 7,5 bilhões aos contribuintes.

A entrega da declaração do imposto começou no dia 15 de março e termina em 31 de maio, às 23h59. (Agência Brasil)

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Mercedes-Benz brasileira passa a integrar o Comitê de Diversidade da Daimler Truck

A Mercedes-Benz do Brasil passa a fazer parte do recém-criado Conselho Consultivo “DEI – Diversity, Equity & Inclusion” da Daimler Truck. Com cinco anos de atividades do Comitê de Diversidade brasileiro, o grupo dedica foco à diversidade e também equidade e inclusão em todas as unidades organizacionais da Companhia.

Elineide Castro, coordenadora do Comitê de Diversidade e Inclusão da Empresa, que atua na área de RH na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), é a representante brasileira no novo comitê global da empresa.

O início de atuação do DEI ganha destaque especial pela proximidade com a celebração do Dia Global da Diversidade para o Diálogo e o Desenvolvimento, na Daimler Truck, celebrado este ano em 23 de maio.

A tarefa do Conselho Consultivo é promover em toda a Companhia os princípios que orientam as ações de diversidade, equidade e inclusão.

O comitê decide sobre a direção estratégica da empresa para o tema e a reporta ao Conselho de Administração da Daimler Truck.

Composto por especialistas em diversidade, o novo comitê reúne representantes de grupos sub-representados e executivos seniors de todas as unidades organizacionais de oito países de cinco continentes.

Eles foram indicados pela rede global DEI e pelo Conselho de Administração da Daimler Truck.

A equipe de 17 membros é completada por Martin Daum, presidente do Conselho de Administração da Daimler Truck AG, que preside o comitê. O

trabalho do Conselho Consultivo do DEI se concentra em quatro tópicos: criação de um ambiente de trabalho inclusivo, fortalecimento de redes de colaboradores, equidade e inclusão no desenvolvimento pessoal e na responsabilidade social por meio da cooperação com parceiros.

 

 

 

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Volvo caminhões dobra as vendas no segmento de veículos pesados

A Volvo Caminhões dobrou a sua participação no segmento de veículos pesados na área vocacional em quatro anos. A marca sueca atingiu 30,1% no acumulado deste ano.

Dos 16,4% de market share registrados há quatro anos, a empresa atingiu atualmente o equivalente a um terço do mercado de caminhões para operações de mineração, construção, cana de açúcar e florestal. Isoladamente no segmento canavieiro a marca é líder absoluta, com 45% do total dos emplacamentos.

O destaque é o segmento canavieiro com veículos de até 360 cavalos, classificação onde está o modelo VMX MAX, recentemente lançado. A marca encerrou 2022 com uma fatia de 39,7% de mercado nessa classe

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Governo Federal vai reduzir os preços dos carros populares em até 10,79%

O Governo Federal anunciou no hoje as medidas para reduzir os preços dos carros populares. As ações foram divulgadas pelo vice-presidente da República e  e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, após reunião com o presidente Lula, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad e representantes do setor automotivo, no Palácio do Planalto.

O objetivo, segundo o vice presidente, é que ocorram descontos nos preços entre 1,5%, no mínimo, e 10,79%, no máximo, a partir da redução de impostos federais, como IPI e PIS e Cofins.

“A redução no preço poderá ser ainda maior, porque o pacote vai considerar a possibilidade de venda direta da indústria. Vamos ter uma metodologia combinando o preço mais barato (dos carros mais populares), eficiência energética e densidade industrial, para colocar esse desconto no preço do veículo” disse Geraldo Alckmin.

Descontos

“Acima de R$ 120 mil não tem nenhuma mudança, e a proposta de estímulo é transitória e para esse momento, já que a indústria está com muita ociosidade.
Consideramos três questões: a primeira é o carro acessível, hoje o carro mais barato é quase R$ 70 mil, queremos reduzir esse valor, mas os outros também serão reduzidos. Mas o carro, quanto menor o preço, mais acessível e maior será os descontos do IPI e PIS e Cofins” afirmou  Geraldo Alckmin.

Ele também afirmou que será considerado o percentual de peças produzidas no Brasil, para combinar com o tamanho do desconto.

Dificuldades

Segundo pesquisa do Ipsos a taxa de juros e o preço dos combustiveis são as primeiras dificuldades para compra de um veículo.(CampinasdeFato/MecânicaOnLine)

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RMC é “vice-campeã” em lançamentos do mercado imobiliário no Estado

Região registrou 35,3 mil lançamentos de unidades residenciais em prédios ao longo de 2022, mantendo tendência de crescimento do setor de construção civil

Crédito da foto: Freepik

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira, dia 24 de maio, comprova o que é possível constatar facilmente em um passeio pelas ruas da cidade, onde se observa inúmeros prédios em construção. A Região Metropolitana de Campinas manteve resultados positivos em lançamentos do mercado imobiliário em 2022, perdendo apenas para a Região Metropolitana de São Paulo no número de unidades de imóveis verticais lançadas no quarto trimestre do ano passado.

De acordo com os dados da pesquisa apresentada pela unidade campineira do Secovi-SP em uma reunião com a prefeitura hoje de manhã, o ranking de ofertas lançadas no quarto trimestre de 2022 mostra a RMC com 35.356 ofertas em construções verticais residenciais, apenas atrás da RMSP, com 49.481 unidades no mesmo período. “Campinas é sinônimo de crescimento”, destacou Kelma Camargo, diretora regional do Secovi em Campinas, em sua fala na abertura do encontro.

Os números também foram comemorados pelo prefeito Dário Saadi durante a reunião. “É importante parabenizar o setor”, disse à plateia de representantes do segmento da construção civil, afirmando que tem buscado eficiência e rapidez dos setores da Prefeitura na tramitação da análise e aprovação de projetos. Ele contou que tem recebido grande número de empreendedores interessados em investir em novos negócios em Campinas. “A gente tem melhorado, mas temos que melhorar muito, sempre. Os dados são um estímulo para avançarmos ainda mais”, declarou.

O mercado da região de Campinas representou 17,2% do total de lançamentos de unidades verticais (prédios) re­sidenciais no quarto trimestre de 2022 no Estado; enquanto a primeira colocada, a RMSP, respondeu por 24,1%. Nas unidades horizontais (casas), a região de Campinas teve 836 lançamentos, 7,4% do total de participação no Estado, em sexto lugar no ranking, demonstrando a tendência de verticalização dos imóveis.

Alvarás

A secretária municipal de Planejamento e Urbanismo, Carolina Baracat Lazinho, apresentou um resumo das ações realizadas pela pasta para aperfeiçoar o atendimento ao cidadão e que têm, como consequência, dinamizado o retorno ao mercado imobiliário da cidade, com redução dos prazos na tramitação processos para os novos empreendimentos.

Em três anos, a emissão de alvarás de aprovação de projetos pela Prefeitura cresceu 67,23%, passando de 760 em 2020 para 1.271 em 2022. Os alvarás de execução passaram de 1.763 em 2020 para 2.197 em 2022; com aumento de 24,62%. Já os Certificados de Conclusão de Obra (CCO), o antigo habite-se dado no final da construção, foram 872 em 2020 e chegaram a 1.625 no ano passado, com ampliação de 86,35%.

A emissão de alvarás para reformas em acréscimo de área também evoluiu positivamente: de 497 em 2020 chegou a 769 em 2022, ampliação de 54,73%.

Outro grande avanço foi na redução do prazo de análise prévia de loteamentos, a partir da criação do Grupo de Análise de Loteamentos (GAL) em 2021: de 58 meses, tempo médio desde 2014, para sete meses em 2022. O cadastramento de glebas também cresceu: de 37 em 2020 para 58 no ano passado.

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Maior petrolífera do mundo concretiza a compra da Valvoline por US$ 2,65 bilhões

A Aramco – Saudi Arabian Oil Company, maior empresa petrolífera do mundo, concluiu a aquisição da Valvoline, líder mundial em soluções automotivas e industriais.

A transação, que envolve mais de US$ 2,6 bilhões, tem o objetivo de fortalecer a presença da Valvoline em novos mercados e setores.
A Aramco será proprietária da marca Valvoline no que diz respeito ao seu negócio de produtos, e a Valvoline Inc. continua como proprietária da marca com relação aos negócios de serviços de varejo.
“É um momento histórico para nossa marca de 157 anos. Com a venda de nosso negócio de produtos globais para a Aramco, cada empresa agora pode se concentrar em seu crescimento futuro individual e planos estratégicos”, afirmou Sam Mitchell, CEO da Valvoline Inc..


“Esta aquisição avançará nossa estratégia internacional de crescimento de lubrificantes e alavancará nossa produção global de óleos básicos e recursos de P&D”, disse Mohammed Y. Al Qahtani, vice-presidente Executivo de Pós-Produção da Aramco.

A operação global da Valvoline continuará sediada na cidade de Lexington, no estado de Kentucky. No Brasil, a marca é representada pela Usiquímica.

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Coluna Fernando Calmon — Renault terá prévia do novo SUV compacto ainda em 2023

Coluna Fernando Calmon nº 1.251 — 16/5/23

Renault terá prévia do novo SUV compacto ainda em 2023

 

Com a evidência de procura acentuada por SUVs (Veículo Utilitário Esporte, na tradução livre da sigla) no mercado brasileiro, que reflete o que ocorre também na maioria dos países, nenhum fabricante pode descuidar deste produto.

A Renault foi a primeira marca a desafiar o Ford EcoSport (lançado em fevereiro de 2003) no segmento dos compactos com o Duster, que estreou em outubro de 2011, mais de oito anos depois.

Naquela época esse tipo de modelo ainda não atraía como hoje, quando qualquer fabricante oferece compulsoriamente uma ou mais opções nesta categoria.

A marca francesa aposta na renovação do atual Duster que inclui a estreia da nova arquitetura CMF-B, no Brasil, afastando-se assim da linha Dacia, sua subsidiária romena.

A Renault acaba de anunciar que a produção de pré-série já começou na fábrica de São José dos Pinhais (PR). O novo modelo, que ainda não teve o nome revelado, marcará também o início de produção do motor 1-litro turbo flex no mesmo local.

Já é indicativo de preço competitivo por aproveitar a alíquota menor de IPI para esta cilindrada específica. Segundo o site Autossegredos, haverá câmbio automático de duas embreagens e não o tradicional CVT de relações continuamente variáveis.

A estratégia de lançamento inclui uma apresentação estática na metade do próximo semestre e o início das vendas no primeiro trimestre de 2024, seguindo o que vem sendo feito pela indústria ultimamente.

O programa de investimento de R$ 2 bilhões até 2025 inclui ainda um outro lançamento, provavelmente do porte do Captur, que pode oferecer versões de cinco e sete lugares.

Há também planos para a nova picape Oroch, igualmente criada a partir da arquitetura CMF-B. Notícias vindas da Argentina indicam que este produto mudaria de fábrica e país, passando a ser produzido lá a exemplo da picape média Alaskan, baseada na Nissan Frontier.

Apesar de o ministro de Produção do país vizinho, José de Mendiguren, ter afirmado que estava tudo decidido, a Renault não confirmou qual país foi escolhido.

Aumento de etanol para 30% na gasolina exige testes extras

Por enquanto, há apenas a intenção de aumentar a adição de etanol anidro (teor de água de apenas 0,4%) de 27% para 30%.

Segundo o ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, “o aumento do teor de etanol vai contribuir para a segurança energética do nosso país, com a redução das importações de gasolina e para a transição energética, pela redução das emissões de gases do efeito estufa”.

Na realidade 3% a mais de etanol não fará quase nenhuma diferença em termos de segurança energética, embora traga pequeno ganho nas emissões de CO2.

Mas o ministro foi prudente ao afirmar que haverá avaliação técnica junto com a indústria automobilística. Na realidade em torno de 85% da frota brasileira rodante já têm motores flex adequados a qualquer percentual de etanol.

O restante se divide entre diesel e gasolina, podendo afetar motores mais antigos e de importados que precisam ser considerados. Não há prazo para a mudança.

Pesquisa do combustível E30 (70% de gasolina e 30% de etanol) já existe desde 2021, nos EUA, pela Universidade Nebraska-Lincoln. Relatório final não foi conclusivo porque exigiria testes de maior duração e com uma frota ampliada.

Porém, destacou que a implementação de tal estratégia pode atuar como solução-tampão para reduzir a taxa de efeito estufa na atmosfera.

No Brasil, com uma amostragem de oito anos de E27 (obrigatório desde 2015, a partir de E25) a passagem para E30 seria mais interessante se a gasolina aumentasse sua octanagem.

Bastaria manter a atual formulação em vez de degradá-la. Além disso, problemas de qualidade e adulteração são muito mais sérios.

Pelo menos as fraudes de volume em bombas nos postos vão diminuir progressivamente. A Dover Fuel Solutions acaba de instalar em um posto de São João de Meriti (RJ) a primeira unidade com assinatura digital obrigatória pelo Inmetro.

Evitará a falcatrua chamada “bomba baixa”, quando o volume colocado no tanque do veículo é inferior ao que mostra o visor.

Audi RS 5 Sportback Competition Plus Track:
emocionante como o nome diz

A partir de R$ 849.990, poucos carros podem desafiar este modelo da Audi que alia alto desempenho, prazer de dirigir e esportividade a toda prova.

O sedã-cupê segue a fórmula que a escola alemã de engenharia consagrou ao unir robustez, alto nível de acabamento, estilo e mecânica apurada.

Na versão Track avaliada no autódromo Velopark, em Nova Santa Rita (RS), os bancos-concha dianteiros proporcionam perfeito apoio do corpo nas curvas e induzem explorar todas as qualidades deste modelo com tração integral e comportamento dinâmico impecável.

À altura de rodagem 20 mm menor em relação ao Audi A5 Sportback convencional, somam-se as rodas de liga leve exclusivas de 20 pol., pneus 275/30 R20 Pirelli P-Zero Corsa (R$ 20.000) e discos de freio carbocerâmicos (R$ 67.000).

Para os mais exigentes há pintura exclusiva por R$ 57.000. Com preço próximo a R$ 1 milhão, este sedã está num patamar de desempenho que praticamente enfrenta carros esporte um pouco mais rápidos, como acelerar de 0 a 100 km/h em 3,8 s com velocidade máxima de 290 km/h.

O V-6 turbo de 2.896 cm³ entrega 450 cv e 61,2 kgf.m. A sonoridade a bordo não esconde que se trata de um motor bem trabalhado e com a elevada densidade de potência de 155 cv/litro.

Suspensões são independentes nas quatro rodas com amortecedores ajustáveis em três cargas e barras antirrolagem. O conjunto é bem rígido e exige atenção para evitar buracos.

Com 2.826 de distância entre eixos oferece bom espaço no banco traseiro para dois passageiros e um terceiro com o natural incômodo.

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Em quatro meses, indústria monta mais de meio milhão de motocicletas

As fabricantes de motocicletas instaladas no PIM (Polo Industrial de Manaus) produziram 513.879 unidades no primeiro quadrimestre de 2023.

De acordo com o levantamento da Abraciclo – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, essa é a primeira vez, desde 2014 (559.075 motocicletas), que a indústria supera a marca de meio milhão de unidades produzidas em quatro meses.

Ainda segundo a associação, o resultado é 16,8% superior ao registrado nos quatro primeiros meses de 2022 (439.817 unidades).

Em abril, foram produzidas 116.809 motocicletas. O volume é 23,4% inferior ao registrado em março (152.450 unidades). Esse recuo já era esperado devido ao menor número de dias úteis – 18 em abril e 23 no mês anterior.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve alta de 3,7% (112.678 motocicletas).

Ao avaliar os resultados alcançados pela indústria de motocicletas, o presidente da Abraciclo, Marcos Antonio Bento, afirma que “o ritmo atual das linhas de produção está dentro do planejado para atingirmos a estimativa de fabricar 1,55 milhão de unidades este ano. Com isso, vamos crescer aproximadamente 10% em relação a 2022”.

Bento destaca que o segmento deve continuar aquecido. “Temos diversos fatores que favorecem o mercado de motocicletas, como o menor custo de aquisição, a economia de combustível e a agilidade nos deslocamentos urbanos”, diz. “No entanto, estamos atentos aos fatores socioeconômicos, com a alta das taxas de juros, o acesso ao crédito e a diminuição do poder aquisitivo da população”, pondera.

Varejo

No acumulado do ano foram licenciadas 478.178 motocicletas, crescimento de 25,1% em relação ao mesmo período de 2022 (382.380 unidades). Assim como a produção, esse foi o melhor resultado em nove anos. Em 2014, os emplacamentos de motocicletas totalizaram 487.050 unidades.

“Em março, as fábricas tiveram produção plena, o que permitiu atender melhor à demanda por motocicletas. Dessa forma, gradativamente estamos atendendo ao consumidor e reduzindo eventuais filas de espera”, explica o presidente da Abraciclo.

Em abril, as vendas no varejo atingiram o melhor resultado em dez anos e somaram 120.969 unidades. Em 2013, foram vendidas 140.878 motocicletas.

O volume registrado no quarto mês deste ano, é 12,3% superior ao registrado em abril de 2022 (107.707 unidades) na comparação com março, no entanto, houve recuo de 17,2% (146.035 unidades).

Com 63.449 unidades e 52,5% de participação no mercado, a categoria Street ficou em primeiro lugar no ranking de emplacamentos em abril.

A Trail ficou em segundo lugar (23.115 motocicletas e 19,1% dos licenciamentos) e a Motoneta, em terceiro (16.190 unidades e 13,4%).

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