Motor

Museu Carde renova seu acervo com muitas novidades

Depois de uma breve parada para manutenção e modernização, o Museu Carde, em Campos do Jordão-SP, reabriu com uma renovação parcial no acervo de carros, obras de arte e mobiliário. Com centenas de automóveis antigos e peças raras em seu acervo, o Carde vai fazendo um rodizio de usas preciosidades.

Entre as obras de arte, o destaque vai para a escultura Trepante (versão 1) em aço inox e troncos de madeira, de Lygia Clark. Há também os vasos Xangô, Oxaguiam, Oxossi e Ogum, de Almir Lemos, modelado à mão em argila primitiva crua sem queima, mantendo toda sedimentação do solo. Nas obras primas do mobiliário histórico brasileiro está a Cadeira de Três Pés, de Joaquim Tenreiro, de 1947, utilizando madeiras jacarandá, roxinho, pau-marfim, imbuia de mogno e pau ferro.

Na lista dos carros, são 21 modelos, que vão desde a Lancia Aurelia B52 B Junior Coupé, de 1952, o Cadillac Eldorado Biarritz 1959, Porsche 356 Speedster, de 1957, Plymouth Superbird 1970, e vários modelos aspiracionais nacionais das décadas de 1980 e 1990, como o Passat Pointer, os Chevrolet Kadett, Opala Diplomata e Corsa GSI, Fiat Tempra Turbo, entre outros, em estado de zero-quilômetro. Entre os importados de mesma época, o Lotus Omega 3.6 Biturbo 1992 está em evidência pela sua potência e body kits esportivos. No tema exclusividade, outro modelo que chega ao Carde é o Volkswagen SP1, azul, de 1974, lado a lado com um SP2, prata, que já fazia parte da exposição.

O mais importante museu automotivo do Brasil e um dos mais completos do mundo, o Carde acaba de superar a marca de 150 mil visitantes, desde a sua inauguração, em novembro de 2024.


Recém-chegados:

Opel Lotus Omega 1992 – Considerado um dos automóveis mais velozes e instigantes da década de 1990, o Lotus Omega/Carlton nasceu de um arrojado projeto de cooperação entre a Opel, a Vauxhall e a Lotus. Marcas integrantes, na época, do vasto conglomerado automotivo da General Motors. Revelado em março de 1989, no Salão do Automóvel de Genebra, na Suíça, o novo modelo era baseado na plataforma do Opel Omega, porém continha uma série de alterações de desempenho, na mecânica e na carroceria. Mudanças desenvolvidas pela Lotus, tradicional fabricante inglesa de esportivos.

Fabricado entre 1990 e 1992, vinha equipado com um motor de seis cilindros em linha, de 3.6 litros, biturbo, de 377 cavalos de potência. Possuía câmbio manual de seis marchas (o mesmo utilizado no contemporâneo Chevrolet Corvette ZR-1) e era capaz de alcançar a velocidade máxima de 283 quilômetros por hora, indo de 0 a 100 em aproximadamente cinco segundos. A produção, inicialmente prevista para 1.100 unidades, limitou-se aos 950 exemplares construídos. O veículo em exibição corresponde ao chassis de número #0752 e foi produzido em 1992. Vendido originalmente para a França, é, atualmente, o segundo Opel Lotus Omega existente no Brasil.

Plymouth Road Runner Superbird 1970 – Versão modificada e aerodinâmica do Plymouth Road Runner, o Superbird começou a ser produzido no final de 1969, já anunciado como modelo 1970. Projetado especificamente para a temporada de provas da NASCAR (National Association for Stock Car Auto Racing), tinha como objetivo principal superar a Ford nas pistas.

Famoso por seu longo bico e pela enorme asa traseira, desenvolvidos em túnel de vento, o  muscle car norte-americano se tornou um dos maiores vencedores da categoria. Devido às mudanças de regulamento em 1971 e às dificuldades de aceitação do visual do carro por parte do público, o Superbird saiu de linha após um ano no mercado. Esta unidade é equipada com um motor V8 440 “Six-Barrel”, de 390 cavalos de potência. Possui câmbio manual “Pistol Grip”, de quatro velocidades, e é capaz de atingir a máxima aproximada de 230 quilômetros por hora.

Ostenta a chamativa cor “Limelight Green”, um tom cítrico de verde limão. Vendido, originalmente, pela concessionária ChryslerPlymouth da cidade de Reno, nos Estados Unidos, este exemplar participou de diversas competições na região. Venerado pelos colecionadores, a produção total do Plymouth Road Runner Superbird foi de 1.935 unidades.

Cadillac Eldorado Biarritz 1950 – No final dos anos 40, e no decorrer dos 50, a indústria americana vivenciou um boom estético influenciado pelo tema aeronáutico. Perfis e feitios conceituais foram absorvidos por todos os setores e não seria diferente o ocorrido com o campo automobilístico. Este movimento estilístico alcançaria o seu ápice durante o período da corrida espacial. Um dos principais, talvez o maior exemplo desta eufórica fase, foi o Cadillac de 1959.

Destacando-se dos demais concorrentes, a divisão de luxo da GM retratava o exagero das formas e o auge do uso dos metais cromados decorativos. Os típicos e famosos “rabos-de-peixe” da marca eram os maiores já vistos. Neste ano, treze opções distintas compunham o catálogo de vendas. Apesar de semelhantes em design, se diferenciavam por séries, motorização e preço.

O automóvel em exibição corresponde ao modelo Eldorado Biarritz, e é equipado com um motor V8, de 6.4 litros, de 345 cavalos de potência. Ícone sobre rodas, seu comprimento total é de 5 metros e 71 centímetros. Caro e luxuoso, apenas 99 carros saíram de fábrica com bancos dianteiros individuais.

Porsche 356 A 1600 Speedster 1957 – Considerado um dos carros mais famosos e cobiçados de todos os tempos, o 356 Speedster foi apresentado ao público em setembro de 1954. Criado pela Porsche, a partir de um pedido feito por Max Hoffman, renomado importador de automóveis europeus sediado em Nova Iorque, nos Estados Unidos, o novo modelo tinha em vista o crescente e competitivo mercado norte-americano de veículos esportivos.

Apesar de compartilhar componentes e elementos de estilo com a versão Cabriolet, o Speedster diferenciava-se por apresentar, em seu design, traços mais dinâmicos, que transmitiam a sensação de movimento e de liberdade. Outros detalhes exclusivos incluíam: para-brisa mais baixo, panorâmico; capota de lona, removível; bancos concha e a ausência de vidro nas portas. Alterações que priorizavam a leveza e a agilidade.

Construído na Alemanha em 1957 e exportado, logo em seguida, para os Estados Unidos, o Porsche 356 A 1600 Speedster em exibição é equipado com um motor boxer de quatro cilindros, 1600, traseiro, arrefecido a ar. Possui cerca de 60 cavalos de potência e é capaz de atingir a máxima aproximada de 160 quilômetros por hora. Totalmente restaurado nos padrões originais de fábrica, ainda preserva seus números correspondentes de mecânica, chassis e carroceria.

Lancia Aurelia B52 B Junior Coupé 1952 – Tradicional fabricante de automóveis e veículos pesados, a marca italiana Lancia foi fundada em 1906. Reconhecida pelas soluções originais de design e vanguarda tecnológica, produziu inúmeros tipos consagrados na história automotiva, como o inovador Lambda, o luxuoso Astura e o aerodinâmico Aprilia.

Entretanto, foi durante o início de 1950 que um dos maiores sucessos da montadora foi apresentado: o Lancia Aurelia. Revelado no 32º Salão do Automóvel de Turim, destacava-se por seu perfil elegante e pelo inédito motor V6, sendo o primeiro carro de produção em série do mundo a utilizar esta mecânica. Batizado em homenagem à Via Aurelia, importante estrada da Roma Antiga, o novo modelo serviu de base para diversas variações ao decorrer da década, até ser descontinuado em 1958. Construído em 1952, o exemplar em exposição corresponde ao Lancia Aurelia B52.

Fornecido exclusivamente para encarroçadores renomados, apenas 98 chassis especiais foram criados. Dentre estes 98, somente duas unidades foram elaboradas neste feitio pela Carrozzeria Ghia. Desenhado por Gian Paolo Boano sob a forte influência das tendências americanas de estilo e denominado “B Junior”, o moderno Coupé é equipado com um motor V6, de 2.0 litros, de 70 cavalos de potência.

Serviço
Museu Carde

Endereço: Rua Benedito Olímpio Miranda, 280, Alto da Boa Vista,
Campos do Jordão – SP, CEP: 12.472-610
Site: www.carde.org
E-mail: contato@carde.org
Instagram: @carde.museu
Telefone: (12) 3512-3547
Fechado: terças e quartas-feiras

 

Museu Carde renova seu acervo com muitas novidades Read More »

História do Fusca é celebrada com troca de modelos icônicos

Trinta anos de uma história que se conecta com a história do Brasil. E um legado que se mantem, representado por dois Fuscas e dois presidentes. Esse é o mote para a parceria inédita entre a Garagem Volkswagen e o Museu Carde para celebrar um dos maiores ícones da mobilidade brasileira: o Fusca. Como marco da iniciativa, as instituições lançam um filme especial que narra o encontro simbólico entre dois automóveis históricos ligados à Presidência da República e a momentos decisivos da trajetória industrial do País.

No centro da narrativa estão dois veículos que atravessaram décadas e representam diferentes capítulos do desenvolvimento do Brasil. De um lado, o Fusca Conversível utilizado pelo presidente Juscelino Kubitschek durante a inauguração da primeira fábrica da Volkswagen fora da Alemanha em 1959, em São Bernardo do Campo (SP), pertencente ao acervo do Museu CARDE. Do outro, o Fusca Itamar de chassi 001 apresentado ao presidente Itamar Franco na cerimônia que marcou a retomada da produção do modelo em 1993, preservado pela Volkswagen do Brasil na Garagem VW.

O filme criado para marcar a parceria transforma essa travessia histórica em narrativa audiovisual. Ao acompanhar o deslocamento simbólico dos dois Fuscas entre seus novos destinos temporários, a produção resgata personagens, memórias e o papel do automóvel como testemunha de transformações econômicas, industriais e sociais do Brasil. O conteúdo conecta passado e presente para mostrar como modelos históricos ultrapassam sua função original e se tornam patrimônio cultural.

“A parceria com o Museu Carde mostra como a história da Volkswagen do Brasil é também parte da história do desenvolvimento do País. O Fusca atravessou gerações, esteve presente em momentos marcantes da nossa indústria e continua despertando conexão emocional entre as pessoas. Reunir esses dois carros históricos é uma forma de preservar memória, compartilhar legado e criar novas histórias para o público brasileiro”, afirma Ciro Possobom, Presidente & CEO da Volkswagen do Brasil.

Para o Luiz Goshima, diretor do Museu Carde, a iniciativa reforça o papel dos automóveis como elementos de preservação cultural. “O Museu nasceu com o propósito de contar histórias por meio dos automóveis. Receber temporariamente o Fusca Itamar e compartilhar com a Volkswagen o Fusca que marcou a inauguração da fábrica em 1959 é uma oportunidade de conectar diferentes gerações e mostrar como esses veículos ajudam a entender momentos importantes da construção do Brasil.”

Na década de 1950, o País vivia o auge do projeto desenvolvimentista do governo de Juscelino Kubitschek, marcado pelo Plano de Metas e pela industrialização acelerada. A inauguração da fábrica da Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP), em 1959, foi um marco desse movimento, consolidando o Brasil como um polo relevante na produção automotiva global.

Já nos anos 1990, em um cenário de instabilidade econômica e inflação elevada, o então presidente Itamar Franco enxergava no retorno do Fusca uma forma de estimular empregos e ampliar o acesso ao automóvel popular. O modelo voltou às linhas de montagem em 1993, reforçando sua conexão com os brasileiros e sua importância histórica para o País. O exemplar preservado pela Volkswagen do Brasil corresponde ao primeiro veículo produzido nessa segunda fase e foi o mesmo apresentado ao presidente durante a cerimônia de retomada da produção.

A troca de Fuscas

Em celebração dupla, dos 30 anos do fim da produção do Fusca Itamar e quatro décadas do fim da primeira fase do Fusca em 1986, a narrativa entre a VW e o Museu Carde também dá origem a um intercâmbio histórico entre as duas instituições.

A partir de 3 de agosto, o lendário Fusca Itamar, pertencente à Garagem VW, passa a integrar temporariamente o acervo do Museu CARDE, em Campos do Jordão (SP). Em contrapartida, o Museu disponibilizará o Fusca JK para exposição na Garagem Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP), em uma troca simbólica que conecta dois momentos decisivos da indústria automotiva brasileira.

O intercâmbio entre os veículos não apenas aproxima duas instituições dedicadas à preservação da história automotiva, como também proporciona ao público a oportunidade de vivenciar de perto dois ícones que atravessaram décadas e governos, mantendo-se como símbolos de simplicidade, robustez e conexão emocional com os brasileiros.

 

História do Fusca é celebrada com troca de modelos icônicos Read More »

Minis desfilam em São Paulo para homenagear seleção inglêsa

Numa ação muito criativa, a Mini do Brasil, durante os jogos da Inglaterra na Copa do Mundo, faz um desfile com os modelos da marca á venda no mercado nacional pelas ruas de São Paulo. A ação, que já foi realizada nos dois primeiros jogos, continuará durante a participação do time britânico no Mundial.

Todos os modelos trazem uma caracterização inspirada no universo do futebol inglês e um dos modelos, um Mini Cooper S 5 portas, está personalizado com referência lúdica à bola de futebol. No comboio, um Mini JCW, é o capitão e dos demais “jogadores”.

Minis desfilam em São Paulo para homenagear seleção inglêsa Read More »

Toyota encerrou a fabricação do sedã Corolla no Brasil

Para encerar definitivamente a fábrica de Indaiatuba-SP, a Toyota brasileira marcou a data, no último sábado (20), com um desfile do último Corolla produzido na planta. O modelo passará a ser montado, junto com o Corolla Cross e o Yaris Cross, na fábrica de Sorocaba-SP, onde a marca vai concentrar a suas operações.

A planta fabril de Indaiatuba foi inaugurada em 1998, com um investimento de US$ 150 milhões e era 16ª fabrica da marca japonesa em todo o mundo. Com capacidade para produzir 15 mil veículos/ano, a fábrica foi responsável por gerar mais de um milhão de Corollas e produzir o primeiro híbrido flex do mundo. A última unidade, foi um Corolla Altis Premium híbrido.

Toyota encerrou a fabricação do sedã Corolla no Brasil Read More »

Audi RS e-tron GT Performance acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos

A Audi do Brasil na última segunda-feira (22) a chegada do novo RS e-tron GT Performance, evolução do RS e-tron GT. O modelo recebeu modificações na carroceria e interior que deixaram sua identidade visual mais instigante e esportiva. O superesportivo elétrico ganhou uma nova motorização, mais compacta e leve, que trouxe um aumento na potência e no torque, reduzindo a aceleração de 0 a 100 km/h para apenas 2,5 segundos (-0,8 segundo em relação ao modelo anterior). Além disso, o veículo oferece um novo conjunto de baterias de Íon-Lítio com redução no peso e maior desempenho. O novo RS e-tron GT Performance só poderá ser adquirido por encomenda na rede de concessionárias da marca alemã.

Visual instigante

Lançado no Brasil em 2021, o RS e-tron GT já tinha um visual exclusivo. O novo RS e-tron GT Performance vem com o para-choque com novas entradas de ar e logotipo atualizado conforme a nova linguagem visual global da marca das quatro argolas. Na traseira, o modelo ganhou para-choque redesenhado. De perfil, destaque para os ombros largos e a linha de cintura alta, reforçando as proporções de um legítimo gran turismo.

Internamente, a cabine oferece aos ocupantes uma experiência sensorial refinada e ergonomia altamente precisa, com todos os controles e comandos a mão do condutor. A posição de dirigir baixa e o painel central ligeiramente voltado para o motorista, inspirado pela ideia de “monoposto”, reforçam a aptidão esportiva do modelo. Já os bancos traseiros foram desenhados para oferecer espaço suficiente mesmo para adultos.

Muito veloz

O primeiro superesportivo 100% elétrico da Audi oferece uma performance impressionante, segundo a marca. Os motores dianteiro e traseiro (que está mais compacto e 10 quilos mais leve) tem configuração PSM (Síncrono de ímãs permanentes), que é a mais adequada para a proposta do modelo, entregando alto torque e potência com menor peso. O modelo possui um avançado sistema de regeneração – até 90% frenagem pode ser direcionada para regeneração de energia.

O modelo desenvolve uma potência de 925 cavalos no modo Launch Control (acréscimo de 279 cavalos em relação ao modelo anterior) e um torque de impressionante 1.027 Nm (aumento de 197 Nm ante o modelo anterior). Com isso, o veículo acelera de 0 a 100 km/h em apenas 2,5 segundos e atinge a velocidade máxima de 250 km/h (limitada eletronicamente). Outra novidade é o botão Boost – Push to Pass, recurso eletrônico presente no volante do modelo que libera uma potência extra temporária no motor para facilitar as ultrapassagens.

O Audi Drive Select, ativado também por botões satélite no volante, está disponível no modelo com os modos Efficiency, Comfort, Dynamic, RS 1, RS 2, e o novíssimo Modo Boost, que fornece 95 cavalos de potência a mais por 10 segundos – Push to Pass.

Já a tração quattro elétrica é cinco vezes mais rápida do que o sistema mecânico, com tração variável em até 100% entre o eixo traseiro e dianteiro, reforçando a eficiência na tração dianteira. O eixo traseiro dinâmico esterçante modula a direção no sentido oposto ao eixo dianteiro em baixas velocidades, e o mesmo sentido de direção do eixo dianteiro em altas velocidades. Há ainda redução do raio de direção em baixas velocidades (-60cm). O diferencial traseiro elétrico, por sua vez, controla a distribuição de torque entre as rodas do eixo traseiro e melhora a tração pelo bloqueio do diferencial quando a aceleração ocorre em pisos irregulares.

A nova suspensão pneumática ativa oferece taxa de amortecimento variável de acordo com variação ativa da pressão de óleo, com redução de até 25mm de altura durante forte aceleração e desaceleração, e controle ativo de carroceria para compensação de rolagem em curvas de alta velocidade. Há ainda a função Comfort entry, que ajusta a altura do modelo ao entrar e sair do veículo para maior conforto e comodidade, sendo ativada ao tocar a maçaneta. Com essa função, o veículo pode elevar a carroceria de 5 a 7 cm, dependendo do modo Audi Drive Select selecionado.

100% elétrico

Equipado com nova bateria de Íon-Lítio de 105 KWh (acréscimo de 11,6kWh em relação ao modelo anterior), a bateria do modelo foi desenvolvida na arquitetura de 800V, com 396 células em 33 módulos, moldura de alumínio leve com placa de aço protetora na parte inferior e sistema inteligente de gerenciamento térmico. O recarregamento do modelo com corrente AC (até 11 kW) demora até nove horas.

Preço
Audi RS e-tron GT Performance R$ 1.334.990,00

Audi RS e-tron GT Performance acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos Read More »

Com tecnologia 100% elétrica chinesa GWM lança o Suv compacto Ora 5

A GWM Brasil apresentou oficialmente ontem, 24 de junho, o seu primeiro SUV 100% elétrico, o Ora 5. Com preço inicial de R$ 159.000,00, o modelo entra num dos segmentos que mais crescem no mercado brasileiro, o de SUVs compactos e que tem, entre outros, o Volkswagen T-Cross, o Toyota Yaris Cross e o Honda HR-V.

O lançamento do Ora 5 representa um passo importante na estratégia da marca chinesa no Brasil e é o seu segundo modelo 100% elétrico. O primeiro foi o Ora 03, que atende um nicho pequeno do mercado.

Eficiência energética

Equipado com motor elétrico de 204 cavalos e torque de 260 Nm, o Ora 5 tem, como todo o veículo elétrico, respostas rápidas e silenciosas. A bateria de íons de lítio do tipo LFP tem capacidade de 58,3 kWh e oferece autonomia de 349 quilômetros pelo ciclo Inmetro e 435 quilômetros no ciclo WLTP. Aliás, na grande maioria, o ciclo WLTP é muito mais concreto que o regulamentado pelo Inmetro.

O modelo também oferece sistema de frenagem regenerativa ajustável e tecnologia Vehicle-to-Load (V2L), que permite compartilhar energia com equipamentos externos com potência de até 6.000 W.
Segundo a marca, o modelo acelera de 0 a 100 quilômetros por hora em 7,7 segundos e atinge a velocidade máxima de 170 quilômetros por hora.

O desenho atualizado é bem mais harmonioso que o do irmão Ora 03. As linhas ficaram mais fluidas, modernas e muito aerodinâmicas. O coeficiente de arrasto (Cd) de 0,276 é o melhor da categoria.
Os faróis Full LED com assinatura luminosa exclusiva e iluminação de boas-vindas reforçam a personalidade do modelo, enquanto as lanternas de LED integradas contribuem para um visual diferenciado.

As rodas de liga leve de 18 polegadas e os detalhes aerodinâmicos completam o visual. O modelo estará disponível em quatro cores.

Muito espaço

Levando em conta os concorrentes, tanto à combustão quanto elétricos, o modelo leva grande vantagem em tecnologia e espaço interno. Com 4.471 mm de comprimento, 1.833 mm de largura e 2.720 mm de distância entre-eixos, o Ora 5 tem bastante espaço para até cinco ocupantes. Esses números revelam que o novo SUV elétrico é 236 mm maior no comprimento, 70 mm maior no entre-eixos e 8 mm maior na largura quando comparado ao irmão menor, o hatch Ora 03.

Apesar das dimensões maiores, a construção mais moderna fez o Ora 5 atingir 1.669 quilos de peso – exatamente 1 kg a menos que o Ora 03. Além disso, são 175 mm de vão livre do solo, 17 graus de ângulo de entrada e 25 graus no ângulo de saída, o que ajuda a aguentar as ruas e estradas brasileiras, até em alagamentos.

O interior tem acabamento refinado e moderno. Com duas opções de acabamento interno, uma clara e outra mais escura, o SUV oferece um teto panorâmico de vidro fixo de 1,65m² com cortina elétrica, bancos revestidos de couro sintético com ventilação para motorista e passageiro, ajustes elétricos, memória de posição para o banco do motorista, iluminação ambiente configurável e compartimento climatizado (mini geladeira) de 3,2 litros. Entre os diversos itens que foram adotados para o mercado brasileiro está o estepe.

O sistema de áudio conta com nove alto-falantes, incluindo subwoofer e amplificador, entrega 216 watts de potência e ajuste automático de volume de acordo com a velocidade do veículo.

Comandos com IA

A tecnologia é um dos diferenciais do Ora 5 e permite uma utilização digital avançada e intuitiva. Um dos destaques é o sistema operacional Coffee OS 3, a plataforma inteligente de terceira geração da GWM que integra mais de 300 comandos de voz com auxílio de IA (Inteligência Artificial), navegação nativa, conectividade e atualizações remotas de software Over-The-Air (OTA), permitindo que o veículo receba atualizações ao longo dos anos.

A central multimídia com tela de 14,6 polegadas de alta definição oferece interface personalizável, integração sem fio com Apple CarPlay e Android Auto, além de GPS nativo com informações de trânsito em tempo real e visualização tridimensional. O ORA 5 recebe o mesmo sistema que estreou no Wey 07 e no novo Haval H6, com direito a uma barra de menu personalizável, criada especialmente para o mercado brasileiro.

Complementando o pacote tecnológico, o SUV traz quadro de instrumentos digital Full HD de 10,25 polegadas, personalizável pelo motorista.
A experiência conectada é ampliada pelo aplicativo My GWM, que permite controlar remotamente diversas funções do veículo.

Com tecnologia 100% elétrica chinesa GWM lança o Suv compacto Ora 5 Read More »

GWM Wey 07 Dark Edition é uma versão esportiva e refinada do SUV

O Wey 07 Dark Edition é a nova versão do modelo de luxo da chinesa GWM. Com aparência mais esportiva, Dark Edition se destaca pelo design externo escurecido, rodas exclusivas de 21 polegadas e as pinças de freio vermelhas. No interior, a proposta segue a mesma linha, com cabine totalmente preta, incluindo revestimento do teto e das colunas. O SUV conta com acabamento com materiais premium, como Alcântara, criando um ambiente envolvente e sofisticado.

O modelo plug-in, vem com um motor a combustão 1,5 litro, turbo, com dois motores elétricos (um dianteiro e um traseiro, ambos independentes), proporcionando tração integral com distribuição de torque variável entre os eixos por meio da tecnologia Hi4 (Hybrid Intelligent 4WD).

O conjunto entrega 517 cavalos de potência total e 820 Nm de torque, permitindo aceleração de 0 a 100 km/h em 4,9 segundos. A bateria de 42,5 kWh, segundo a marca, garante autonomia de até 128 km no modo totalmente elétrico. A transmissão é DHT.

Preço
GWM Wey 07 Dark Edition – R$ 432.000,00

 

GWM Wey 07 Dark Edition é uma versão esportiva e refinada do SUV Read More »

BMW X5 está em fase final de desenvolvimento na Alemanha

A quinta geração do SAV (Sports Activity Vehicle) BMW X5, já entrou na reta final de seu programa de desenvolvimento. O novo X5 será o primeiro modelo de produção da marca alemã a ser introduzido no mercado com a opção de cinco diferentes tecnologias de propulsão.

O primeiro BMW iX5 totalmente elétrico fará sua estreia em 2028. Em seguida chegará o iX5 Hydrogen, que também será o primeiro BMW movido a hidrogênio produzido em série. Além dessas duas versões, estarão disponíveis modelos a gasolina e diesel com tecnologia mild hybrid de 48V, além de modelos híbridos plug-in.

BMW X5 está em fase final de desenvolvimento na Alemanha Read More »

Audi retoma vendas de peruas no mercado brasileiro

Num segmento quase existo em todo o mundo por conta dos SUVs, a Audi do Brasil insiste e vai lançar duas novas peruas no segundo semestre. A chegada das inéditas A5 Avant e A6 Avant e-tron no mercado brasileiro vão atender os “órfãos” desse tipo de opção familiar.

O A6 Avant e-tron é o primeiro veículo 100% elétrico com carroceria perua na história da marca. Na iniciada pré-venda, o A5 Avant está por R$ 474.990,00 e a A6 Avant e-tron por R$ 699.990,00.

Audi retoma vendas de peruas no mercado brasileiro Read More »

Fiat Mobi Trekking surpreende e faz até 20,6 quilômetros por litro

Tendo como concorrente o Renault Kwid, o Fiat Mobi é um dos poucos modelos de entrada em seu segmento no mercado brasileiro. Na linha 2026, o modelo ganhou vários melhoramentos, como um novo painel, volante (os mesmos da picape Strada), ajuste de altura da coluna de direção e uma nova motorização. Por isso, pegamos a versão Trekking para avaliação.

Apesar de pequeno no tamanho, os passageiros dos bancos dianteiros não terão do que reclamar. Obviamente que de um modelo com 3,64 metros de comprimento e entre-eixos de 2,30 m não se pode exigir muito.

Para quem viaja no banco traseiro, o conforto não é o mesmo, mas contando com boa vontade dos passageiros da frente, o Mobi acomoda bem duas pessoas atrás.
Com a regulagem de altura do banco do motorista, achar a posição mais cômoda para dirigir não é uma tarefa difícil.




Apesar de ser um carro de entrada, o Trekking é bem equipado. O modelo avaliado tinha multimídia de 7 polegadas com conexões sem fio, volante multifuncional, vidros dianteiros e travas elétricas, direção elétrica, ar-condicionado e som com seis alto-falantes. O painel de instrumentos, bem completo para um modelo do seu segmento, tem uma mistura de analógico e digital. É fácil de visualizar e operar.

No teto, um console com o útil espelhinho para olhar, principalmente, as crianças no banco traseiro, e Porta-CDs. Mas causou espanto o compartimento para CDs, pois o equipamento de som do carro não tem essa opção. Em compensação, para deixar o modelo mais atraente e auxiliar no pouco espaço do porta-malas, o Mobi Trekking tem racks de teto. A unidade testada ainda tinha sensores traseiros de estacionamento, rodas de liga leve, faróis de neblina, tampa do porta-malas com abertura elétrica e retrovisores elétricos com função tilt-down do lado direito.

Rodando

Na cidade, seu lugar, o Mobi é espetacular. Ágil, com bom desempenho, econômico e cabe em qualquer vaga. Com a nova motorização Firefly (nova no modelo), o Mobi ganhou um “plus”. Com três cilindros e até 75 cavalos e 10,7 kgfm de torque, o modelo não faz feio no trânsito urbano, ainda mais se o motorista aproveitar bem as marchas da transmissão manual de cinco velocidades. Outra vantagem do novo motor é que o modelo ficou mais silencioso, econômico e esperto. No perímetro urbano,  chegou a fazer médias de 14,8 quilômetros por litro com gasolina e 13,7 quilômetros por litro com etanol. Números muito bons.

Mesmo sendo um city car, o Trekking não tem medo da estrada. Com um comportamento até surpreendente, o modelo tem boa dirigibilidade, disposição e passa segurança para quem dirige. Sofre um pouco com os ventos laterais, mas a barra estabilizadora dianteira e o acerto da suspensão garantem a boa dirigibilidade.

O modelo atingiu a velocidade máxima de 165 quilômetros por hora e acelerou de 0 a 100 quilômetros por hora em 14,6 segundos. Aqui, mais uma vez, a boa utilização do câmbio é muito importante.

Mas foi no consumo que o Mobi mais surpreendeu. Com gasolina, fez uma média de 16,9 quilômetros por litro, e com etanol, 14,9. Como mostra a foto tirada durante a avaliação, na estrada, em um lugar plano e a 100 quilômetros por hora, chegou a fazer incríveis 20,6 quilômetros por litro com gasolina. Com o tanque de 47 litros, é possível fazer quase 800 quilômetros.
Os freios, nada de excepcional, param o carro em espaços normais e sem sustos.

Conclusão

Além dos ótimos números de consumo, apesar de ser um modelo de entrada, o Mobi Trekking é muito legal de ser dirigido, principalmente na cidade. O desempenho é compatível com a proposta e o conforto também. Ou seja, para quem mora na cidade, tem família pequena e viaja pouco (mais por conta do porta-malas que comporta apenas 200 litros), o modelo é uma ótima opção.

Preço (modelo avaliado)
Fiat Mobi Trekking R$ 87.270,00

Fiat Mobi Trekking surpreende e faz até 20,6 quilômetros por litro Read More »

Rolar para cima