Pesquisa

Daterra lança programa de bolsas para impulsionar pesquisas na cafeicultura

A Daterra Coffee realizou nesta terça-feira, 16 de junho, o lançamento oficial do Programa de Bolsas de Estudo Daterra, em parceria com o IAC (Instituto Agronômico de Campinas). A iniciativa reforça o compromisso da empresa com a inovação e desenvolvimento sustentável da cafeicultura brasileira, incentivando a pesquisa científica e a formação de novos pesquisadores.

O evento reuniu os alunos selecionados pelo programa, seus orientadores, e representantes da Daterra e do IAC. Luis Norberto Pascoal, presidente da Daterra, destacou a importância da pesquisa e do apoio à ciência para o futuro da agricultura no país. “São os pesquisadores que fizeram o Brasil chegar onde está hoje. Nosso papel como empresa é contribuir, discutir, debater e acelerar boas ideias”, comentou.

O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo. Doenças e mudanças climáticas estão entre os principais desafios da produção. Os estudos selecionados pelo Programa de Bolsas de Estudo abordam diferentes aspectos relacionados à cafeicultura e que afetam a qualidade dos grãos, como solo e clima.

Durante o evento realizado nesta terça-feira, os pesquisadores selecionados Danilo Mariolani Soares, Abosede Ajoke Olusanya, Livia Moretti Cuero e Juan F. Fernandez Campos fizeram uma breve apresentação de suas pesquisas, metodologia, cronograma e resultados esperados. O encontro foi uma espécie de integração entre os alunos, representantes da empresa e cientistas, que apresentaram sugestões e trocaram ideias sobre os estudos. Os alunos contemplados são estudantes do curso de Pós-Graduação em Agricultura Tropical e Subtropical do IAC.

Lilian Cristina Anefalos, diretora do Núcleo de Inovação Tecnológica do IAC, destacou a parceria com a Daterra. “O programa é uma excelente iniciativa. Tem um formato inédito e é um grande incentivo para a pesquisa”, comentou.

Cada pesquisador receberá uma bolsa mensal de R$ 2,1 mil durante dois anos, além de recursos de custeio no valor total de R$ 22 mil por projeto, destinados ao desenvolvimento das atividades de pesquisa.

Evilin Nascimento, responsável pela Área de Desenvolvimento Social da Daterra, explicou que a seleção das pesquisas considerou critérios amplos, abrangendo temas estratégicos para a cafeicultura, como solo e clima, e não apenas aspectos relacionados diretamente à bebida.

O Programa de Bolsas de Estudo é resultado da edição 2024 do leilão anual Masterpieces by Daterra, que homenageou pesquisadores brasileiros, cientistas, geneticistas e estudiosos cujos trabalhos tiveram importante impacto para a evolução da cafeicultura. A iniciativa reconheceu profissionais que contribuíram para o aprimoramento genético do café e para o desenvolvimento de soluções capazes de enfrentar desafios cada vez mais relevantes, como as mudanças climáticas e seus efeitos sobre a produção agrícola.

Todo o valor arrecadado no leilão foi destinado ao apoio à pesquisa científica. Parte dos recursos foi direcionada à criação de bolsas de estudos voltadas a pesquisas relacionadas à cultura do café, desenvolvidas no programa de Pós-Graduação do IAC.

A cerimônia de apresentação dos bolsistas contemplados também marcou o início das atividades de um novo espaço criado pela Daterra para fomentar pesquisas na região, o IAI Educar (Inovação e Aceleração de Ideias). Localizada no Tecno Park, um dos principais parques tecnológicos do estado de São Paulo, a estrutura foi criada para aproximar pesquisadores, estudantes e profissionais do setor, em um ambiente favorável à troca de conhecimento e ao desenvolvimento de projetos inovadores.

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Daterra e a IAC apresentam bolsistas que produzem pesquisas sobre café

A Daterra Coffee apresenta oficialmente, na próxima terça-feira, 16 de junho, os bolsistas de mestrado contemplados pelo Programa de Bolsas de Estudo Daterra, em parceria com o IAC (Instituto Agronômico de Campinas). O encontro, na sede da empresa, reunirá alunos, orientadores, coordenadores do programa e representantes da empresa, com o objetivo de fortalecer vínculos entre a pesquisa acadêmica e o setor produtivo.

Cada bolsista receberá uma bolsa mensal de R$ 2,1 mil durante 24 meses, além de recursos de custeio no valor total de R$ 22 mil por projeto para apoiar a execução das atividades de pesquisa.

As bolsas de estudo são resultado da edição 2024 do leilão anual Masterpieces by Daterra, que homenageou pesquisadores brasileiros, cientistas, geneticistas e estudiosos cujos trabalhos tiveram importante impacto para a evolução da cafeicultura. A iniciativa reconheceu profissionais que contribuíram para o aprimoramento genético do café e para o desenvolvimento de soluções capazes de enfrentar desafios cada vez mais relevantes, como as mudanças climáticas e seus efeitos sobre a produção agrícola.

Todo o valor arrecadado no leilão foi destinado ao apoio à pesquisa científica. Parte dos recursos foi direcionada à criação de três bolsas de estudos voltadas a pesquisas relacionadas à cultura do café, desenvolvidas no âmbito do Programa de Pós-Graduação do IAC.

“A iniciativa tem como objetivo estimular a formação de novos pesquisadores, fortalecer as linhas de estudo do Programa de Pós-Graduação do IAC e ampliar a produção científica e tecnológica relacionada à cafeicultura”, explica Luís Norberto Pascoal, presidente da Daterra.

Mais do que um apoio financeiro, o programa de bolsas faz parte do compromisso da Daterra Coffee com a valorização da pesquisa e da inovação como ferramentas essenciais para a construção de uma cafeicultura mais sustentável e preparada para os desafios do futuro. 

Serviço
Café da Manhã de Integração – Lançamento das Bolsas de Estudo Daterra & IAC
Data: 16 de junho, terça-feira.
Horário: 9h.
Local: Escritório Daterra – Techno Plaza.
Endereço: Avenida John Dalton, 301, Condomínio Techno Park, Campinas (SP).

 

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Pesquisa indica que empresas têm dificuldade para contratar talentos

O mercado de tecnologia no Brasil enfrenta um cenário desafiador: 98% das empresas têm dificuldade para encontrar profissionais qualificados, uma realidade que freia o crescimento e a inovação. Esse dado é um dos destaques da pesquisa “Mercado de Trabalho Tech: Raio-X e Tendências”, desenvolvida pela Ford em parceria com o Datafolha, um dos mais renomados institutos de pesquisa do Brasil.

No estudo, foram entrevistados 250 líderes de RH e Tecnologia da Informação de médias e grandes empresas para compreender os principais desafios e tendências do setor. A amostra abrange profissionais responsáveis por contratações em todas as regiões do país, em segmentos como tecnologia, varejo, serviços, educação, finanças e saúde.

“Os dados revelados por este estudo inédito com o Datafolha reforçam que o descompasso entre a velocidade da inovação e a disponibilidade de profissionais qualificados é um dos grandes desafios do mercado hoje. Na Ford, acreditamos que enfrentar esse cenário exige democratizar o acesso ao conhecimento tecnológico conectado às demandas do mercado”, comenta Pamela Paiffer, diretora de Comunicação e Responsabilidade Social da Ford América do Sul.

Para enfrentar esse desafio, a Ford criou o Ford <Enter>, programa social de capacitação em tecnologia que já soma mais de 1.000 alunos formados desde 2022. “O programa foi desenhado para servir como uma ponte, capacitando talentos em situação de vulnerabilidade com as habilidades que as empresas buscam. O propósito dessa pesquisa é justamente identificar as lacunas de competências que o mercado apresenta e aprimorar o conteúdo do curso para acompanhar essa evolução”, completa Pamela.

Lacunas de qualificação 

A pesquisa revela que a dificuldade em encontrar profissionais na área de tecnologia é quase unânime no Brasil. Para 72% das empresas, a falta de conhecimento técnico é um dos principais desafios enfrentados, seguido pela ausência de experiência (54%), o que acende um alerta sobre a formação e o desenvolvimento de talentos no país.

Consequentemente, o tempo para preencher vagas se estende. Apenas 14% das empresas conseguem fazer a contratação em menos de um mês, enquanto 50% levam entre um e dois meses, 24% demoram de dois a três meses e 11% chegam a exceder quatro meses de busca. O LinkedIn consolida-se como a principal ferramenta de recrutamento para 60% das organizações.

Competência técnica

Quando o assunto são as habilidades técnicas, a pesquisa aponta que as posições mais difíceis de preencher são as de especialistas em IA (35%) e engenheiros de software (31%). Em linha com essa demanda, conhecimentos em Segurança da Informação (30%) e Inteligência Artificial e Machine Learning (29%) são os mais escassos.

Porém, ter competência técnica já não é suficiente. A pesquisa destaca que 37% das empresas frequentemente, ou sempre, rejeitam candidatos tecnicamente aptos devido à falta de “soft skills”. As habilidades comportamentais mais difíceis de encontrar são Inteligência Emocional (36%) e Pensamento Crítico e Capacidade de Resolver Problemas (33%). Outro ponto crítico é o idioma: 78% das empresas desclassificam candidatos que não possuem domínio do inglês.

“A pesquisa mostra que precisamos ir além da qualificação técnica. A demanda por habilidades como inteligência emocional e pensamento crítico é imensa e continuará crescendo. Com o Ford <Enter>, focamos em uma formação abrangente que prepara o indivíduo não apenas para a atuação técnica, mas para os desafios de um mercado em constante evolução”, diz Fernanda Ramos, diretora de Recursos Humanos da Ford América do Sul.

Geração Z 

O estudo também revela as prioridades da Geração Z e os desafios da diversidade. Segundo as empresas entrevistadas, para esses jovens talentos o salário (53%), a flexibilidade na jornada de trabalho (49%) e equilíbrio entre vida pessoal e profissional (39%) são os principais fatores na hora de decidir onde trabalhar. Paralelamente, 93% das companhias admitem ter dificuldades em encontrar candidatos de grupos sub-representados, o que reforça a relevância de programas como o Ford <Enter>, que oferece oportunidades de qualificação para pessoas em condição de vulnerabilidade.

O futuro do trabalho 

Projetando os próximos dois anos, a Inteligência Artificial é citada por 46% das empresas como o principal motor de mudança no mercado de tecnologia. A necessidade de qualificação profissional aparece em segundo lugar (29%), seguida por inovações tecnológicas (17%). A pesquisa prevê ainda que as “soft skills” serão as habilidades mais difíceis de encontrar no futuro (citadas por 50% das empresas), superando as “hard skills” (44%).

“A pesquisa mostra que a Inteligência Artificial já está mudando o mercado, mas para que ela entregue valor real é preciso ter dados organizados, contexto e profissionais preparados para transformar informação em decisão. Quando vemos que IA, Machine Learning e Segurança da Informação estão entre as áreas mais difíceis de contratar, fica claro que o desafio das empresas é duplo: investir em tecnologia e, ao mesmo tempo, desenvolver talentos e fortalecer sua base de dados”, diz Djalma Brighenti, diretor de TI da Ford América do Sul.

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Mortes por câncer colorretal devem aumentar quase 3 vezes até 2030

O número de mortes por câncer colorretal no Brasil deve aumentar quase três vezes no período de 2026 a 2030, em comparação com dados de 2001 a 2005. Pesquisadores de instituições brasileiras e do exterior estimam que cerca de 127 mil pessoas vão morrer por causa da doença ao longo desses cinco anos, contra 57,6 mil óbitos ocorridos no período de comparação.

Os dados foram publicados em artigo na revista The Lancet Regional Health Americas e mostram ainda que o aumento deve ser de 181% entre os homens e 165% entre as mulheres. Considerando todo o período, de 2001 a 2030, as mortes pela doença devem ultrapassar 635 mil.

A pesquisadora do Instituto Nacional do Câncer (Inca) Marianna Cancela explica que esse aumento da mortalidade acompanha a alta de casos da doença.O câncer colorretal é o segundo tipo de câncer mais incidente e o terceiro mais mortal no país. De acordo com Marianna Cancela, isso se deve ao envelhecimento da população, mas também a alguns hábitos nocivos.

A pesquisadora aponta o consumo excessivo de ultraprocessados e a falta de atividade física como fatores de risco importantes para a doença.

“E esse é um risco que tem iniciado cada vez mais cedo, já desde criança. Com isso, a gente vê não só o aumento dos casos de câncer colorretal, como também o aumento de casos em pacientes mais jovens”.


Outro fator que contribui para a alta mortalidade por esse tipo de câncer, de acordo com Marianna Cancela, é que cerca de 65% dos casos só são diagnosticados em estágios avançados, o que dificulta o tratamento. Isso se deve a características da doença, que não costuma manifestar sintomas no início, mas também a dificuldades de receber assistência adequada, especialmente na regiões mais remotas e menos desenvolvidas do país.

Por isso, os pesquisadores defendem a redução dessas desigualdades e a adoção gradual de um programa de rastreamento, com a realização de exames preventivos que detectem a doença ou sinais de alerta antes do início dos sintomas. O grupo também ressalta a importância do diagnóstico precoce em casos sintomáticos e do tratamento adequado. (Agência Brasil)

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Setor de eventos vive momento de expansão em 2026 e movimenta a economia

O consumo no setor de eventos deve crescer 7,8% este ano na comparação com o desempenho de 2025, revela levantamento realizado pela Abrape (Associação Brasileira dos Promotores de Eventos). A expansão, segundo a pesquisa, acompanha também a geração de postos de trabalho. Até dezembro, a perspectiva é de 143 mil novos empregos formais. Para Shyrly Masson Christofoletti, CEO da Lush Eventos, grupo com atuação nos setores de eventos, alimentício e bem-estar, o setor ainda tem a seu favor um extenso calendário de feriados em 2026, condição propícia à realização de festas e eventos de todos os portes.

O levantamento da Abrape para 2026 indica resultados 24% acima dos níveis pré-pandemia. Segundo a entidade, o faturamento do consumo no setor de eventos deve atingir R$ 152 bilhões.

Como aposta adicional de desempenho, o Grupo Lush considera o calendário de feriados do ano. Ao todo, são dez feriados nacionais, nove deles em dias úteis e sete coincidindo com segundas e sextas-feiras, configurando finais de semana prolongados. “Em 2026, temos a perspectiva de crescer 20%. Esse empenho já se reflete na geração de vagas de trabalho em nossas empresas e também na oferta de empregos indiretos. Da cozinha ao entretenimento, o momento é de contratação de profissionais para compor nossos quadros. Só em Campinas, a previsão é gerar pelo menos 35 novos postos de trabalho neste semestre”, afirma a CEO.

Com estruturas e serviços de buffets na região de Campinas e da capital, os reflexos da boa performance nos negócios do Grupo para a área de eventos são perceptíveis desde o ano passado. No cenário nacional, as festas infantis representam até 16% do mercado, com faturamento anual estimado em R$ 22 bilhões.

Em grande medida, segundo a executiva, o comportamento do consumidor contribui para a expansão do setor. “Hoje, os pais buscam soluções integradas de buffet, espaço, decoração e entretenimento em um só lugar. Além disso, há novos formatos de eventos ganhando força, como mesversários, festas pet, esportivas e miniweddings.”

Como forma de se alinhar às novas tendências em festas infantis e também em eventos intimistas, outra vertente que cresce no segmento com o propósito de conectar, celebrar, apresentar uma ideia ou produto, há investimentos em profissionalização, criatividade e cuidado em cada detalhe.

A criação de experiências imersivas e personalizadas, com cenografia impactante, interação com personagens e tecnologia integrada, para que o “dono da festa” e seus convidados vivam momentos inesquecíveis, é colocada em prática em três espaços do Grupo Lush em Campinas.

No Zuppa Upa, há um verdadeiro universo de diversão. Trata-se de um buffet de ponta com brinquedos tecnológicos, bar exclusivo, cardápios diferenciados e atendimento premium. O diferencial é o trem Monorail, que dá a volta no buffet e passa pela área externa, proporcionando diversão para crianças e adultos.

O The Falls, buffet premium com estrutura diferenciada, conta com brinquedos de última geração, atendimento personalizado e cardápios diversos. Com mil m² e pé direito alto, o espaço oferece infinitas possibilidades, de festas infantis a eventos corporativos para até 250 convidados.

A Casa Cambuí, espaço para eventos com conceito intimista, valoriza o estilo boho chic e se configura como um local exclusivo para comemorações. De casamentos a aniversários infantis, a estrutura é completa, com mobiliário, cardápios diferenciados, equipe especializada em todos os detalhes para proporcionar momentos memoráveis.

Com a personalização dos eventos em alta, muitas famílias têm optado por investir em experiências que criam momentos inesquecíveis. Para isso, o Grupo Lush também tem suas próprias empresas de decoração para atender aos desejos do consumidor.

Uma delas, a Party to Go, é hoje a maior loja de locação de itens para decoração do Brasil. Com mais de 15 mil peças no acervo, abrange os principais temas do mercado, além de sempre atualizar seu acervo para apresentar aos clientes as principais tendências do mundo da decoração de festas e eventos.

A MH Decora, por sua vez, é especializada em decorações prontas para os mais diversos tipos de eventos. Nessa proposta, é possível encontrar opções variadas, como pegue e monte e projetos personalizados com os principais temas do mercado. As montagens podem ser feitas tanto em eventos residenciais quanto em grandes espaços.

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Quase 50% das mulheres brasileiras denunciam desrespeito

Quase metade das mulheres brasileiras (46%) não é tratada com respeito no país. A sensação se repete em casa, no trabalho e, principalmente, nas ruas, onde 49% delas dizem que não são respeitadas. É o que mostra a 11ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, o maior levantamento do país sobre o tema, realizado pelo DataSenado e pela Nexus, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), do Senado.

A pesquisa ouviu mais de 20 mil mulheres em todas as regiões do país e revela que o machismo continua sendo regra e não exceção: 94% das entrevistadas classificam o Brasil como um país machista.

“Esse acompanhamento e atualização bienal dos dados permite que a gente mensure como está e o que tem mudado no país em relação à violência contra mulheres e a percepção sobre o tema. Ou seja, é essencial para apoiar senadores e governo na hora de criar e medir o sucesso de leis e políticas públicas de proteção às mulheres”, diz Marcos Ruben de Oliveira, coordenador do Instituto de Pesquisa DataSenado.

Machismo

A percepção de que o Brasil é um país machista continua praticamente unânime entre as mulheres. Em 2025, 94% delas afirmam viver em um país machista, mesmo índice de 2023. O que mudou foi a intensidade: o grupo que considera o Brasil muito machista subiu de 62% para 70% em dois anos, o que representa 8 milhões de mulheres a mais com avaliação mais crítica sobre a desigualdade de gênero.

Desde 2017, o percentual nunca ficou abaixo de 90%, e apenas 2% das brasileiras dizem não ver machismo no país. O aumento da percepção de machismo caminha junto com a sensação de que a violência doméstica cresceu: 79% das mulheres acreditam que esse tipo de violência aumentou nos últimos 12 meses, retomando o maior patamar da série histórica.

Desrespeito

Desde 2011, a rua é o ambiente mais mencionado como de maior desrespeito. Apesar de ter caído o número de mulheres com essa percepção entre 2023 e 2025, quase metade (49%) das entrevistadas ainda afirma que é nas vias públicas que elas ficam mais vulneráveis. Já a percepção de que o desrespeito é maior dentro de casa aumentou 4 pontos, o que corresponde a cerca de 3,3 milhões de mulheres a mais que passaram a ver o ambiente familiar como o lugar mais inseguro. No ambiente de trabalho, não houve alteração significativa, mas permanece como o segundo ambiente em que percebem que há menos respeito.

“Embora seja preocupante a percepção de que as mulheres não são respeitadas no círculo social mais íntimo, aquele que, em tese, deveria ser um espaço de proteção e acolhimento, isso vai ao encontro dos números altos de violência doméstica no país. Infelizmente, não é só a rua que apresenta perigo e desrespeito, conforme demonstram nossos altos índices de feminicídio”, afirma a antropóloga e líder de Políticas Públicas pelo Fim da Violência Contra Meninas e Mulheres do Instituto Natura, Beatriz Accioly.

Diferenças regionais

As diferenças na percepção de respeito também variam de acordo com a região do país. A pesquisa do DataSenado e da Nexus aponta que no Sul, por exemplo, 53% das mulheres afirmam que “às vezes” as mulheres não são tratadas com respeito, o maior índice entre todas as regiões. No Nordeste, metade das entrevistadas (50%) diz que as mulheres não são respeitadas. Embora sem diferença estatisticamente significativa em relação ao Nordeste, o Sudeste aparece logo em seguida, com 48% afirmando que as mulheres não são respeitadas, seguido do Centro-Oeste (44%) e do Norte (41%).

Apesar das variações, em todas as regiões, há uma presença significativa de mulheres que oscilam entre o respeito ocasional e o completo desrespeito, o que demonstra que o sentimento de instabilidade na forma como a sociedade trata as mulheres é generalizado. “Os dados ajudam a dimensionar como a violência contra a mulher deixa de ser um assunto restrito à esfera doméstica e passa a ser estrutural, com efeitos sociais e econômicos de longo prazo”, diz a coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência no Senado Federal, Maria Teresa Prado.

Escolaridade

Quando os dados são analisados a partir do nível de escolaridade, o cenário revela desigualdades ainda mais profundas. Entre as mulheres não alfabetizadas, 62% afirmam que as mulheres não são tratadas com respeito, índice muito superior ao registrado entre as que concluíram o ensino superior (41%). A percepção de respeito aumenta conforme cresce o nível de instrução, mas não desaparece completamente: mesmo entre mulheres com diploma universitário, apenas 8% dizem que as mulheres são plenamente respeitadas. As maiores variações se concentram nas faixas com ensino médio e superior incompleto, em que mais da metade das entrevistadas afirmam que as mulheres são tratadas com respeito apenas às vezes, revelando que a escolaridade pode reduzir, mas não elimina, a percepção de desrespeito e machismo estrutural.

“O cruzamento entre escolaridade e percepção de respeito também mostra como as desigualdades educacionais se convertem em vulnerabilidade social. Mulheres com menor acesso à educação formal não apenas percebem mais situações de desrespeito, como também enfrentam maior dificuldade para denunciar ou acessar serviços de proteção”, analisa a diretora executiva da Associação Gênero e Número, Vitória Régia da Silva. (Agência Brasil)

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Assistência ao parto avança no Brasil, mas pré-natal ainda preocupa

Dados da maior pesquisa sobre parto e nascimento no Brasil mostram avanços expressivos na prática hospitalar. A realização de episiotomia, o corte do canal vaginal com bisturi, para supostamente aumentar a via de passagem do bebê, caiu de 47% para 7% nos partos vaginais ocorridos no Sistema Único de Saúde (SUS), em cerca de dez anos. Queda semelhante (de 36% para 9%) foi observada na realização da manobra de Kristeller, quando o profissional de saúde sobe sobre a gestante ou empurra a sua barriga com força, para acelerar o nascimento.

No sistema privado, a redução foi ainda mais expressiva: apenas 2% das mulheres que tiveram parto vaginal relataram ter passado pela manobra, que é considerada uma forma de violência obstétrica e traz risco para a parturiente e o bebê. Os dados fazem parte da Pesquisa Nascer no Brasil 2, realizada pela Fiocruz, que coletou dados de mais de 22 mil mulheres entre 2021 e 2023.

A pesquisa também mostra que os índices de parto normal e cesarianas permanecem um grande desafio no país. A quantidade de mulheres que passaram pela cirurgia no SUS aumentou de 43% para 48%, comparando com a primeira edição do levantamento, divulgado em 2014.

A coordenadora-geral da pesquisa Maria do Carmo Leal, ressalva que, ao menos, a maior parte desse aumento se refere a cesarianas intraparto, ou seja, realizadas após a mulher entrar em trabalho de parto, que totalizaram 13% no Brasil. Os partos vaginais no SUS somaram 52% no Brasil. A recomendação da Organização Mundial da Saúde é que as cirurgias sejam feitas apenas em casos de necessidade e o índice do país não passe de 15%. (Agência Brasil)

 

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Campinas é a 8ª cidade com maior poder de influência em todo o Brasil

Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo lideram o ranking de cidades com maior poder de influência nas gestões pública e empresarial, ou seja, essas cidades concentram o maior número de empresas e órgãos públicos capazes de tomar decisões que influenciam municípios espalhados pelo país. A cidade de Campinas-SP ocupa a 8ª posição.

A constatação faz parte da pesquisa Gestão do Território 2024, divulgada hoje (26) pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Para estimar a capacidade de influência de gestão empresarial de cada cidade, os pesquisadores analisaram o número de sedes de empresas que os municípios possuem e quantas filiais em outros municípios estão ligadas a essas sedes.

Um exemplo citado é o do banco Bradesco, que tem sede em Osasco, na região metropolitana de São Paulo, e agências em praticamente todo o país. De acordo com o IBGE, isso representa que decisões tomadas em Osasco influenciam diretamente outras tantas cidades.

Já para medir a influência na gestão política, o IBGE investigou a presença nos municípios de instituições públicas das esferas federal e estadual.

As instituições federais consideradas foram o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ministério do Trabalho e Emprego, Secretaria da Receita Federal, Justiça (do Trabalho, Federal e Eleitoral) e o próprio IBGE. No âmbito estadual, foram consideradas as secretarias estaduais de Educação e Saúde.

O IBGE classificou os municípios que têm algum grau de influência como centros de gestão. Entraram nessa classificação 2.176 cidades, o que representa 39,1% dos 5.570 municípios brasileiros.

Gestão empresarial

O IBGE elaborou um ranking de intensidade das ligações empresariais por município. Para tal, o instituto, primeiro, levantou o número de sedes empresariais em uma cidade e somou esse total com o número de filiais que essas empresas possuem em ourtos municípios.

Então, o levantamento fez o caminho inverso: contabilizou todas as empresas nesta mesma cidade que são filiais de outras empresas e somou este número ao número de sedes dessas empresas que estão em outros municípios.

O resultado foi uma lista em que, entre as dez mais bem posicionadas, oito são capitais de unidades da federação.

  1. São Paulo (SP)
  2. Rio de Janeiro (RJ)
  3. Brasília (DF)
  4. Belo Horizonte (MG)
  5. Curitiba (PR)
  6. Porto Alegre (RS)
  7. Fortaleza (CE)
  8. Campinas (SP) 
  9. Barueri (SP)
    10.Recife (PE)

Para o pesquisador Marcelo Paiva da Motta, da gerência de Redes e Fluxos Geográficos, a pesquisa identifica um padrão espacialmente concentrado nas maiores hierarquias urbanas, que são aquelas cidades que têm muito poder de atração, como São Paulo, Rio, Brasília e as capitais.

“As redes empresariais tendem a seguir a distribuição de renda e de dinheiro no país como todo, que é concentrado no Sudeste, principalmente”, explica.

Os dados de empresas foram coletados do Cadastro Central de Empresas, levantamento feito pelo próprio IBGE. As informações são referentes a 2020 e 2021. O instituto localizou 113.068 empresas sedes e 340.313 filiais.

As 113 mil empresas “multilocalizadas”, como o IBGE as classifica, estavam presentes em 99,9% dos municípios brasileiros, mas eram apenas 2,18% do total de 5,196 milhões de empresas existentes no país.

Ao analisar as atividades econômicas das companhias multilocalizadas, é possível observar que os principais ramos de atuação são transporte rodoviário de carga, com 6.191 empresas (5,5% das multilocalizadas) e comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios, somando 5.439 empresas (4,8%).

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Uma a cada três crianças tem perfil aberto em redes, alerta pesquisa

Aos 12 anos, a menina não tira os olhos das interações que chegam pela janelinha que carrega nas mãos. Para ficar feliz, basta o telefone celular vibrar com alguma interação ou novo seguidor. É por isso que a garota, que mora em São Paulo (SP), mesmo tão jovem, deixou o perfil aberto em redes como Instagram e Snapchat.

Isso quer dizer que não é necessária autorização para que qualquer pessoa possa visualizar as postagens dela. Esse comportamento da menina, que é à revelia da família, deixa a mãe, a publicitária Suzana Oliveira, de 41, muito preocupada.

Um levantamento da empresa Unico, especializada em identidade digital, e do Instituto de Pesquisas Locomotiva, divulgada nesta terça (28), Dia Internacional da Proteção de Dados, mostra que o caso dessa menina está longe de ser uma raridade.  Segundo a pesquisa, pelo menos uma a cada três contas atribuídas a crianças e adolescentes de 7 a 17 anos de idade em redes sociais no Brasil têm perfil “totalmente aberto”.

A pesquisa divulgada pelas entidades foi realizada com a participação de 2.006 responsáveis por crianças e adolescentes em todo o Brasil. O levantamento ocorreu entre os dias 9 e 24 de outubro de 2024, com uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

“Sem controle”

Entre outros dados que deixam as famílias em alerta é que quase metade (47%) desse público não controla os seguidores nas redes sociais (jovens que adicionam qualquer pessoa à conta e interagem com desconhecidos). Isso tem tirado o sono de Suzana, a mãe da criança paulistana.

Ela diz que tem monitorado, via aplicativo, as ações da filha e que restringe o tempo na frente da tela pequena. Só que a pressão tem sido motivo de longos embates e estresse dentro de casa.

“O hábito no celular gerou crises de ansiedade, choro e mau humor. Minha filha pratica atividades esportivas com regularidade, mas, mesmo assim, as redes sociais têm provocado danos à saúde dela”, conta a mãe.

Para a diretora de proteção de dados da Unico, Diana Troper, o percentual de crianças com perfil aberto é assustador: “essas informações que estão publicamente acessíveis ou com facilidade de acesso são de pessoas mais vulneráveis e utilizadas para cometimento de novos crimes e fraudes”, afirma a especialista.

O levantamento revela, por exemplo, que 89% dos pais e mães acreditam estar preparados para garantir a privacidade de dados, mas 73% desconhecem ações que podem provocar vazamentos. O cenário, conforme contextualiza a pesquisa, é que 75% das crianças e adolescentes brasileiros têm um perfil próprio em alguma rede social.

Ainda sobre o comportamento, 61% dos filhos das pessoas que responderam a pesquisa têm práticas de exposição, como compartilhar fotos pessoais e de familiares, marcar localizações e identificar membros da família nas plataformas.

Essa exposição inclui postar fotos em ambientes que frequentam (40% dos pesquisados) e até usando uniforme ou marcando a escola que frequentam (33%).

Diana Troper adverte que, segundo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), as informações disponibilizadas em perfis abertos ao público não deveriam ser coletadas sem que sejam observadas as devidas bases legais, o que incluiria a necessidade do consentimento dos usuários.

“Sabemos que fotos e informações como locais frequentados compartilhados nas redes podem criar um mapa de vulnerabilidades, que pode ser explorado por fraudadores e pessoas mal intencionadas”, afirma.

A maioria dos pais e responsáveis por menores de idade (86%), de acordo com as respostas, concordam que devem educar os filhos sobre a proteção de dados para evitar problemas futuros. Mas 73% deles desconhecem os riscos de ações que podem ocasionar vazamento de dados.

Entenda os riscos

Os riscos, segundo os organizadores da pesquisa, incluem abrir links ou anexos de e-mails sem confirmar a procedência, utilizar computadores públicos ou compartilhados, usar redes públicas de wi-fi, repetir as mesmas senhas em várias contas, baixar e instalar aplicativos de origem duvidosa no celular e utilizar as informações dos cartões de crédito físicos em sites e aplicativos (ao invés de gerar cartões virtuais temporários).

“A conscientização e a educação digital são os pilares para proteger as futuras gerações no ambiente online“, diz Diana Troper. Por isso, ela recomenda que as contas tenham perfis fechados para evitar exposições que podem ser perigosas. (Agência Brasil)

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Excesso de consumo de energéticos pode levar a transtornos psíquicos

As bebidas energéticas se popularizaram nos anos 2000, após estratégia de marketing focada no cotidiano corrido consumidores. Assim, o mercado de energéticos ganhou espaço no orçamento dos brasileiros, se tornando cada vez mais presente no dia a dia.

Segundo dados da analista de mercado Scanntech, entre janeiro e agosto de 2024, o volume de vendas de energéticos cresceu em torno de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse número fica mais expressivo quando contextualizado nos últimos 10 anos. De acordo com levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas, o consumo e produção desses produtos mais que dobraram nos últimos anos. De 2010 para 2020, a produção dos energéticos passou de 63 milhões de litros por ano para 151 milhões. Já o consumo foi de 300 ml para 710 ml.

“Estudos mais recentes trazem uma associação do alto consumo de energéticos com mais ansiedade, mais sintomas depressivos, mais comportamentos de risco, então você tem uma associação. O aumento e o consumo excessivo se associam a essas coisas. Não se trata de uma relação de causalidade, mas com certeza há uma ligação, que já é relevante para a saúde mental da população”, alerta o professor Fernando Asbahr, psiquiatra coordenador do Ambulatório de Ansiedade na Infância e Adolescência do Instituto de Psiquiatria da USP.

Cafeína traz riscos

O excesso de consumo desses produtos pode gerar problemas graves à saúde e está associado a diversos transtornos psíquicos. “O consumo dos energéticos, por si só, já traz um excesso nas quantidades de substâncias que possuem. A cafeína, um dos principais elementos dessas bebidas, vem em uma concentração muito maior nos energéticos do que no cafezinho que a gente está habituado”, diz o psiquiatra.

Segundo ele, muitos dos efeitos sobre a saúde, em particular a saúde mental, e sobre comportamentos parecem estar associados à cafeína. “É importante lembrar que a cafeína é um potente estimulador do sistema nervoso central e o abuso dessa substância gera consequências graves.”

Em decorrência de uma série de complicações de saúde advinda do consumo excessivo de cafeína, a União Europeia decidiu que é obrigatória a rotulagem das bebidas que contenham uma proporção superior a 150 miligramas de cafeína por litro, a qual deve indicar a menção “Alto teor de cafeína/Não recomendado para crianças, mulheres grávidas ou lactantes” e a quantidade de cafeína expressa em miligramas por 100 mililitros. Energéticos em geral costumam ter em sua composição algo a partir de  300mg/l.  De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), um adulto não deve consumir mais do que 400 mg de cafeína diariamente.

“Pensando nos jovens, esse uso com certeza não se dá somente para recreação. A bebida energética se apresenta também como um recurso para quem está precisando ser mais produtivo. Por exemplo, aquelas pessoas que usam energéticos para virar a noite estudando porque vão ter um exame no dia seguinte ou depois. Também quem trabalha com demandas por extensos períodos. E aí você tem um aumento de consumo dos energéticos, associado ao desempenho e ao ritmo de vida”, explica. (Agência SP)

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