GWM

Lula inaugura fábrica da chinesa GWM no interior de São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta sexta-feira (15) da inauguração da nova fábrica da montadora chinesa Great Wall Motors (GWM), em Iracemápolis, no interior paulista.

A planta, adquirida da Mercedes-Benz em 2021, já conta com cerca de 400 trabalhadores contratados e está preparada para produzir até 50 mil veículos por ano, com foco em modelos híbridos e sustentáveis. A previsão da montadora é que a fábrica paulista gere, até o fim de 2025, de 800 a mil postos de trabalho.

A produção inicial prevista é de 20 mil a 30 mil veículos por ano e deve ser expandida para 50 mil em três anos. No futuro, a GWM pretende chegar a 100 mil carros feitos por ano no local.

Os investimentos já anunciados pela GWM no Brasil são de R$ 10 bilhões, cerca de R$ 4 bilhões de 2022 a 2025 e R$ 6 bilhões de 2026 a 2032. Na fábrica de Iracemápolis, o primeiro modelo a ser produzido será o SUV Haval H6, que contará com versões híbridas.

Segundo a empresa, a produção local começa com peças importadas, mas dentro das regras do programa federal MoVer, que estimula a mobilidade verde. De acordo com a GWM, no início da produção já haverá conteúdo local nos carros montados no local, o que inclui componentes como pneus, vidros, rodas, bancos e chicotes elétricos, além do processo de pintura dos veículos que deverá ser realizado localmente desde o princípio. O objetivo da empresa é alcançar 60% de nacionalização dentro de três anos.

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Superesportivo chinês da BYD supera Ferrari, Lamborghini e McLaren

Estamos acostumados com os modelos chineses que normalmente são sedãs ou suvs. Agora um superesportivo que pode superar um Ferrari ou um Lamborghini, é uma novidade. Num evento em Interlagos, a BYD mostrou o Yangwang U9. O primeiro da superesportivo da marca chinesa foi produzido com materiais leves e sofisticados, como fibra de carbono T700 12K, utilizada na indústria aeroespacial e muita tecnologia.

O modelo tem, por exemplo, sensores para prever o que acontece nas ruas ou estradas de maneira antecipada, ajustar rapidamente a rigidez dos amortecedores para conseguir a melhor estabilidade e faróis de LED com mais de 66 lâmpadas que formam um desenho interestelar.

A familiaridade com outros esportivos é clara, como frente e os faróis muito parecidos com a do McLaren 750S. Além do design, o U9 se destaca pela potência. São 1324 cavalos produzidos por quatro motores elétricos, um em cada roda, formado assim a tração integral. Tão impressionante como a potência é o torque máximo: 171,3 kgfm. Essas usina de força levam o superesportivo a 309 quilômetros por hora e acelerar de zero a 100 km/h em apenas 2,3 segundos.

As baterias de 80 kWh estão integradas ao monocoque de fibra de carbono, com boa rigidez torcional. A autonomia é de 450 quilômetros. O interessante é que as baterias podem ser recarregadas, de 30% a 80%, em 10 minutos a uma velocidade de 500 kW (vale destacar que, no Brasil, não existem esses carregadores e nem a rede aguenta essa “velocidade”).
Os enormes freios a disco nas quatro rodas são de fibra de carbono e cerâmica.

A asa traseira pode ser regulada em quatro posições, podendo chegar a 200 quilos de pressão aerodinâmica, melhorando a já boa estabilidade. O superesportivo dispõe de seis modos de condução, ajustáveis através de um seletor meio do console. E que aliás, console esse que é muito semelhante também á McLaren 750s.

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Geely, a maior fabricante chinesa, retorna ao mercado brasileiro

A maior fabricante de automóveis da China e proprietária de várias marcas, retorna ao Brasil numa parceria de distribuição com a Renault do Brasil. A marca chinesa lançou oficialmente esta semana o seu primeiro modelo: o Geely EX5. O retorno da marca também marca uma nova direção nos produtos, já que antes a marca apostava nos sedãs e agora, para atender a moda, é nos SUVs.

O anúncio da volta ao mercado brasileiro foi feita em abril deste ano e este mês a marca garante que já estarão em funcionamento 8 concessionárias. Até o final do ano serão 23, quase todas anexadas ás revendedoras da marca francesa.

Em duas versões, Pro e Max, o primeiro SUV á venda no Brasil e que é vendido em 90 países, tem um design típico dos modelos chineses, bom espaço interno, acabamento bem cuidado e motor 100% elétrico. A Geely conta hoje com quatro centros de design: Gotemburgo, Suécia; Xangai, China; Coventry, Inglaterra; e Milão, Itália.

Design

O design do Geely EX5 tem linhas elegantes e atraentes. A frente tem visual curvo envolvido por grandes ranhuras no para-choque. Os faróis de LED são ligeiramente curvados para cima e, já que não tem necessidade de refrigeração do motor a combustão, não tem grade dianteira.

Na lateral, dois vincos na parte de baixo das portas, a área envidraçada e rodas de até 19 polegadas dão um ar de modernidade ao modelo. Já a traseira, conta com um spoiler integrado e lanternas inteiriças com 274 lâmpadas de LEDs que exibem um animado efeito 3D. O conjunto é muito agradável. Segundo a marca, coeficiente aerodinâmico de apenas 0,269.

MotorO EX5 vem com um powertrain 100% elétrico que desenvolve 218 cavalos e 320 Nm (32,6 kgfm). Ainda segundo a marca, o SUV acelera de zero a 100 km/h em até 6,9 segundos e atinge a velocidade máxima é de 180 km/h. O EX5 tem três modos de condução: Eco, Normal e Sport.

A bateria é de Lítio Fosfato Ferro (LFP) tem 60.22 kWh de capacidade. Segundo o programa de certificação do INMETRO, a autonomia pode chegar até 413 km. São quatro níveis de regeneração de energia, cuja eficiência regenerativa chega a 94,18%.

Em um posto de carregamento com corrente contínua (DC) e 100 kW, o tempo de recarga de 30 a 80% é de 20 minutos. Em um carregador de corrente alternada (AC) tipo Wallbox de 11 kW, o carregamento de 10 a 100% demora 6 horas.

A Geely garante que o padrão de segurança da bateria Short Blade é superior aos parâmetros mais exigentes. Por ser integrada à plataforma, é completamente protegida em casos de impactos.

Segurança

O Geely EX5 conta com recursos de segurança passiva, ativa, bateria, pedestre e ativos de segurança cibernética, e na versão Max o modelo vem com sistemas avançados de auxílio para o motorista (ADAS). Como:

– Controle de Cruzeiro Adaptativo (ACC), que ajusta, de acordo com tráfego à frente a velocidade do veículo, garantindo a segurança de condução;
– Controle Inteligente de Cruzeiro (ICC), que controla a velocidade do veículo de maneira dinâmica e mantém a posição na faixa de forma automática, levando em consideração os veículos ao seu redor.
– Sistema de Alerta Colisão Frontal (CMSF), alerta com sinais luminosos e sonoros o risco de uma colisão frontal;
– Sistema de alerta de colisão traseira (CMSR), alerta com sinais luminosos e sonoros o risco de uma colisão traseira;
– Alerta de Tráfego Cruzado Traseiro (RCTA), alerta com sinais luminosos e sonoros o risco de uma colisão em manobras de marcha à ré;
– Frenagem de Tráfego Cruzado Traseiro (RCTB), que freia o veículo automaticamente na iminência de uma colisão em manobras de marcha à ré;
– Assistente de reconhecimento de placas de trânsito (TSI);
– Assistente de permanência em faixa (LKA), que mantém o veículo centralizado na via, conforme as linhas de sinalização.
– Assistente de emergência de permanência em faixa (ELKA), retorna o veículo à faixa de rodagem
– Assistente de ponto cego (BSD), alerta o condutor quando há um veículo em pontos cegos.
– Assistente de mudança de faixa (LCA), monitora os veículos nas faixas adjacentes e alerta o motorista sobre riscos ao trocar de faixa, atuando como uma extensão do alerta de ponto cego.
– Aviso de segurança para a abertura das portas (DOW). Alerta aos ocupantes se há algum veículo se aproximando pela lateral no momento de abertura das portas.

O sistema de Visão 360 graus é de série nas duas configurações. Bem como os faróis de LEDs, com alta capacidade, permitindo iluminar 177 metros de distância (quase dois campos de futebol) à frente e cobrir 23 m de largura de raio. A versão Max possui ainda controle inteligente do facho, adaptando a luz alta em relação aos veículos que vem no sentido contrário ou que estão à frente.

Espaço

Com 4,61 metros de comprimento, 1,90 m de largura, 1,67 m de altura e 2,75 m de distância entre-eixos, o EX5 tem um ótimo espaço interno e um generoso porta-malas com 461 litros com os bancos na configuração normal e de 1.877 litros com eles rebatidos.

Confortáveis, os bancos dianteiros são construídos em quatro camadas e mais uma, batizada de Zero Sensation. A camada extra tem função relaxante, ajudando a aliviar a pressão corporal, melhorar a absorção de choques e o apoio do corpo. O banco do motorista tem regulagem elétrica de série, sendo que na versão Max, é acrescentado ainda os ajustes elétricos para o carona, e função ventilação e massagem.

A atmosfera é completada por uma iluminação interna com até 256 opções de cores para criar um ambiente para cada estado de espírito, disponível na opção Max, que traz teto-solar panorâmico de 1,18 m2 de área envidraçada e abertura em 11 estágios.

O quadro de instrumentos digital tem 10,2 polegadas e é acompanhado da central multimídia Flyme Auto de 15,4”. A sua tela é de ultra alta definição e alto brilho, facilitando a visualização sob qualquer condição de luminosidade. A tecnologia de toque é a Incell, a mesma usada por celulares de última geração. Há conexão com Apple CarPlay, bem como 4G a bordo. É possível também usar o navegador GPS nativo por satélite. A versão Max oferta um head-up display (HUD) de 13,8”, oferecendo o maior contraste e brilho do mercado. O carregador de smartphone sem fio tem 15 watts de potência e dispõe de aviso de esquecimento do aparelho.

O sistema de áudio Flyme Sound, que integra 16 alto-falantes de alta qualidade, sendo eles cinco de médio alcance, quatro tweeters, quatro woofers e dois no encosto de cabeça do motorista. Com 1.000 watts de potência, o conjunto também possui subwoofer independente.

Preços
EX5 Pro – R$ 205.800,00
EX5 Max – R$ 225.800,00

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GWM Haval H6 One híbrido custa bem menos que o modelo normal

Com um preço bem menor que o modelo Haval H6 HEV, a GWM lança uma série especial: a One. Segundo a marca, a série limitada em duas ml unidades, é para comemorar o sucesso de vendas da chinesa no Brasil.

Baseado na versão Haval H6 HEV2, a One mantém o mesmo trem de força do modelo normal, ou seja, um motor 1,5 litro turbo a combustão e um motor elétrico que atingem juntos 243 cavalos e 54 kgfm.

O modelo se diferencia pelas lanternas traseiras vermelhas, rodas de liga leve com design exclusivo e interior com acabamento em black piano.

Com preço único de R$ 199 mil, ou seja R$ 21 mil mais barato, o One perde o teto solar e a abertura elétrica do porta-malas.

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Linha 2026 do Ora 03 chega com poucas novidades e mais caro

Já está nas concessionárias, a linha 2026 do GWM Ora 03, sendo o aumento de peço a sua maior novidade. Os modelos agora passam a ser denominados de Ora Skin BEV 48  e Ora 03 GT BEV63, A sigla se refere a BEV – Battery Electric Vehicle e os números á   capacidade das baterias (48 kWh e 63 kWh).

No início deste do ano, o modelo passou a contar com estepe, e a conectividade com o aplicativo My GWM, que permite o monitoramento e o controle remoto de diversas funções do veículo. Na “nova” linha, o teto solar panorâmico é de série em ambas as versões.

Os novos preços são: GWM Ora 03 Skin BEV48 R$ 169.000, 00 (aumento de dez mil reais) e o GT BEV63, R$ 199.000,00 (aumento de doze mil reais).

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Coluna Fernando Calmon — Anfavea aponta risco de investimento no País encolher

Coluna Fernando Calmon nº 1.346 — 8/4/2025

Anfavea aponta risco de investimento no País encolher

A possibilidade de o Brasil perder parte dos R$ 180 bilhões até o final da década, já anunciados pelo conjunto de 26 fabricantes associados à Anfavea, é real. Foi a enfática afirmação de Márcio Leite, que encerrará seu mandato à frente da entidade no final deste mês. Engana-se quem pensa em colocar a culpa exclusivamente na reviravolta que os EUA decidiram em sua política de comércio exterior que afetará dura e amplamente o comércio mundial, todavia ainda passível de complicadas negociações. O País, aliás, é um dos menos taxados.

O executivo focou em dificuldades internas que se arrastam sem solução: atraso de um ano na regulamentação do programa de incentivos Mover do atual Governo Federal; manutenção até 2026 do cronograma de subsídio à importação de veículos elétricos e híbridos (grande maioria dos países já os cortou por inanição financeira), além da insistência deste e historicamente de outros governos em manter automóveis sob taxação extra como produto nocivo à saúde e ao meio ambiente. Leite não falou, mas se sabe que esta “perseguição” existe há décadas, somente por arrecadar muito com pouco esforço. Governos adoram isso…

Há novo pleito de marcas chinesas, não citadas por Leite, que fabricantes já instalados discordam: reduzir imposto de importação para veículos desmontados (CKD, em inglês) ou semidesmontados (SKD). Obviamente, “superchineses” descobriram que o mal falado “custo Brasil” é bem maior do que supunham e vão muito além de ônus trabalhistas. Imagine então, em um carro completo (CBU). Cinco dias antes, Arcélio Santos Jr., presidente da Fenabrave, afirmara: “Tem espaço para todos, desde que com isonomia”.

Balanço do primeiro trimestre de 2025 manteve-se positivo, sobre igual período de 2024. Vendas, 7,2% (média diária, 7,5%); produção, 8,3%; exportações, 40,6% (graças à Argentina); importações, 25,1%. Das 37,2 unidades vendidas a mais em relação aos primeiros três meses de 2024, 22,6 mil vieram de fora do país, sobretudo Argentina e China.

VW: 17 lançamentos na América do Sul de 2025 a 2029

Serão R$ 20 bilhões a serem investidos (aumento de R$ 4 bilhões), novo valor anunciado agora e decidido antes das impactantes mudanças das taxas de importação de veículos pelos EUA, mas mantidos até 2029. A VW tem três fábricas no Brasil e uma na Argentina.

Além do Tera, SUV compacto para segmento de alto volume em que a marca ainda não tinha um modelo e chega ao mercado em maio, serão lançados este ano Nivus GTS, Golf GTI e Jetta GLI. Outro destaque, para 2027, é a nova geração da picape média Amarok, produzida na Argentina com novo chassi da chinesa SAIC, sócia da VW desde 1984. Diferente da atual picape (base Ranger), fabricada na África do Sul, será desenhada por José Carlos Pavone, chefe do Centro de Estilo América do Sul, em São Bernardo do Campo (SP). O Taos argentino será transferido para o México.

Na recém-encerrada ExpoLondrina 2025, a empresa apresentou duas novidades: retorno da versão Sense no Nivus e a estreia do T- Cross Extreme, topo de linha do SUV líder geral no País. Além da pintura em cinza fosco, pela primeira vez oferecida em um VW fabricado aqui ao custo extra de R$ 3.500, há novas rodas de liga leve, detalhes em laranja no para-choque dianteiro e pacote segurança opcional ADAS 2 por R$ 4.500.

A empresa decidiu expandir presença no agronegócio ao proporcionar, em Londrina (PR), a compra do Extreme por R$ 188.990 ou 1.529 sacas de soja, na cotação de dia 3 de abril último. Essa modalidade barter (escambo) já foi utilizada no Brasil em 2021 por Fiat e Toyota, mas só esta continua a oferecer.

Renault respalda retorno ao Brasil da Geely

A Renault avançou e tornou realidade, em menos de dois meses, um acordo com a chinesa Geely, que mantém o controle de outras marcas internacionais como Volvo, Polestar, Lotus, Zeekr, Riddara, Lynk & Co e Smart (total de 14). O anúncio não incluiu compromisso imediato de produção nas instalações industriais da marca francesa em São José dos Pinhais (PR), desde dezembro de 1998. A Geely já atuou como importadora de 2014 a 2018 sem a força que tem hoje.

Entretanto, Luiz Fernando Pedrucci, SVP e CEO da Renault América Latina, deixou claro que vai além de simplesmente importar. Fabricar no Paraná está no planejamento, sem pormenorizar. Talvez a partir de 2027, acenou. Como a Geely oferece também híbridos plugáveis, de início importados, deverá ser esta a escolha. Haverá, a partir de julho próximo, 23 concessionárias da marca em 19 cidades, todas administradas pela Rede Renault. Previsão de expansão para 105 pontos com cobertura de 50% do mercado nacional.

Selecionado para estrear em julho próximo, o elétrico Geely EX5 sobressai por linhas limpas e fluidas. Interior com bom acabamento, bancos dianteiros elétricos, grande tela de 15,4 pol. e volante em formato quadrangular. A unidade exibida na prévia em São Paulo (SP) incluía teto solar panorâmico. Este SUV de porte médio destaca-se pelo espaço interno muito bom. Dimensões: 2.750 mm de entre-eixos, 4.615 mm de comprimento, 1.901 mm de largura e 1.670 mm de altura.

Motor escolhido, mais potente da linha, entrega 217 cv de potência e 32,6 kgf·m de torque. Aceleração de 0 a 100 km/h, 6,9 s. Bateria de 60,2 kW·h com alcance ainda em processo de homologação no Inmetro. Preço não revelado, contudo já levará em conta o aumento do imposto de importação (I.I.) de 18% para 25%, no próprio mês de julho. I.I. subirá para 35% (sempre existiu no Brasil como alíquota única, menos para elétricos e híbridos), em julho de 2026.

Tank 300 PHEV coloca GWM em segmento estratégico

SUVs chamados de raiz podem apresentar vendas limitadas, porém têm poder de transferir prestígio para a marca. Essa foi a escolha da GWM e o Tank 300 alcança esse objetivo. Uma opção de SUV 4×4 com real aptidão fora-de-estrada para motoristas de perfil aventureiro, além de suprir uma lacuna em segmento sem muitas opções. Um desenvolvimento específico para o mercado brasileiro, onde a marca chinesa pretende ampliar sua rede de concessionária de 100 para 130 casas até o final de 2025.

Manteve o tradicional e robusto chassi tipo escada, sem esconder inspiração de estilo mais no Defender do que no Wrangler. Toque diferente no estilo: luzes de rodagem diurna dividem os faróis. Comprimento, 4.760 mm; entre-eixos, 2.750 mm; largura, 1.930 mm; altura, 1.903 mm; porta-malas, 400 litros; tanque, 70 litros. Conjunto motriz híbrido, quatro cilindros, gasolina, turbo, 2-L, potência combinada, 394 cv, torque combinado, 76,4 kgf·m.

Câmbio automático de nove marchas e caixa de transferência com opções de tração 4×2, 4×4 em gama alta e 4×4 em reduzida. Uso de tração 4×4 só no modo híbrido, mas no total são nove modos de condução. Bateria de 37,1 kW·h para alcance de até 106 de km (padrão Inmetro). Em DC (corrente direta), este híbrido plugável permite recarga de 30% a 80% em 24 min.

Em primeira avaliação, São Paulo a Brotas (SP), mostrou desempenho muito bom com pneus de uso misto. Apesar de elevada massa total de 2.630 kg, acelera de 0 a 100 km/h em 6,8 s. Também se destacou no fora-de-estrada: bons ângulos de entrada, central e saída; seletor eletrônico de tração atuou bem em todas as trocas e opções (2H, 4H e 4L). Dá para encarar boas aventuras off-road com conforto e segurança.

Preço: R$ 330.000 (até o final deste mês).

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GWM Tank 300 chega com motorização híbrida e força off-road

A GWM brasileira acaba de “tumultuar” o segmento de SUV ao lançar o Tank 300. Com motorização híbrida, o modelo chinês terá, teoricamente, que enfrentar pesos pesados, como o Jeep Commander e Toyota SW4. Porém, a marca promete valentia off-road, sofisticação, tecnologia e potência.

Chegando já como modelo 2026, o novo GWM Tank 300 está equipado com uma motorização a combustão de dois litros, turbo, com injeção direta de gasolina e um motor elétrico acoplado que geram 394 cavalos de potência e 750 Nm de torque. Segundo a marca, a velocidade máxima é limitada em 170 quilômetros por hora e acelera de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos.

O motor elétrico fica posicionado entre o motor a combustão e a entrada da transmissão de 9 marchas e juntos enviam todo o torque gerado diretamente para o câmbio para depois distribuí-lo mecanicamente para os eixos dianteiro e traseiro.

A bateria de 37,1 kWh proporciona uma autonomia de 75 quilômetros usando somente o modo 100% elétrico. Quando conectado a um carregador DC (corrente direta), o SUV aceita até 50 kW de potência, permitindo que sua bateria seja carregada de 30% a 80% em apenas 24 minutos. Em carregador AC (corrente alternada), a potência máxima de recarga é de 6,6 kW.

O sistema híbrido do Tank 300 possui 3 níveis de intensidade da frenagem regenerativa, além do modo inteligente para reserva de energia, permitindo guardar o uso da bateria para uma situação que o motorista prefira trafegar principalmente no modo elétrico.

O motorista pode ainda escolher 3 modos de potência do sistema híbrido.

Off-road

A arquitetura híbrida off-road Hi4-T é que faz do Tank 300 um modelo off-road, com sua carroceria sobre chassi de picape e sistema de tração 4×4 por meio de cardã.

O sistema de tração 4×4 conta com opções de 2H, 4H e 4L (reduzida), além de bloqueio eletrônico de diferencial dianteiro, traseiro e central. Com essa combinação de bloqueios de engates ultrarrápidos (o bloqueio é ativado em apenas 200 milissegundos a um toque de botão), é possível desatolar um Tank 300 mesmo que três rodas percam completamente a aderência.

Todo esse aparato off-road é comandado pelo Sistema Todo-Terreno (ATS), recurso eletrônico que oferece 9 modos de condução: Padrão 2H, Padrão 4H, Padrão 4L, Neve, Montanha, Rocha, Lama e Areia, Estrada Acidentada e Expert – este último é totalmente personalizável, permitindo que o motorista ajuste cada parâmetro na sua preferência.

Outra novidade é o recurso chamado Tank Steering ou Assistente de Manobra em Curva Fechada. A um simples toque de botão no console central, um veículo do tamanho do Tank 300 (4,76 metros) passa a ter um raio de giro até 20% menor. Isso permite que o veículo faça uma um retorno de 180º num espaço muito menor do que deveria, se não houvesse o recurso.

Há também o Controle de Cruzeiro Inteligente Off-Road (CCO), sistema que auxilia o motorista eletronicamente a dirigir em condições de terreno muito acidentado, apenas em baixa velocidade. Ele funciona entre 4 e 12 km/h, reduzindo a necessidade de uso frequente dos pedais do acelerador e freio. O sistema controla automaticamente torque do motor, gerenciamento da transmissão e acionamento dos freios, possibilitando a passagem estável por terrenos complexos, como cascalho e pedras, evitando a perda de tração das rodas.

Por fim, a Interface Modo Off-Road exibe para o motorista na central multimídia os parâmetros do veículo necessário para uso em fora de estrada, como bússola, inclinômetro, pressão atmosférica, altitude, ângulo de giro das rodas, inclinação longitudinal e lateral, entre outros.

Em relação às medidas importantes para o uso off-road, o Tank 300 tem impressionantes 700 mm de profundidade máxima de travessia de água, 32° de ângulo de entrada, 33° de ângulo de saída, 222 mm de vão livre do solo, 440 kg de capacidade de carga, 750 kg de capacidade de reboque sem freio e 2.500 kg de reboque com freio.

Espaçoso

O Tank 300 é grande. Ele tem 4.760mm de comprimento, 1.930 mm de largura, 1.903 mm de altura e distância entre-eixos de 2.750mm. O compartimento de bagagens tem capacidade de 836 litros ou 1.520 litros com bancos traseiros rebatidos. Por conta da boa distância do entre-eixos, o modelo da GWM tem um bom espaço para os passageiros.

Os bancos revestidos de couro Nappa e oferece três ajustes de massagem, ventilação e aquecimento na parte dianteira. Para o banco do motorista, há o recurso easy-entry (afasta-se eletricamente para facilitar o acesso), memória de posição e oito ajustes de regulagem elétrica, que garantem uma experiência personalizada e de luxo. O banco do passageiro oferece quatro modos de ajuste elétrico.

O ar-condicionado é dual zone com controle por botões físicos ou pela central multimídia e o teto solar elétrico oferecem. A manopla de câmbio no estilo manche de avião a jato foi batizada de Tank Shifter. Destaque para o carregador de celular por indução de 50W (cinco vezes mais potente que a média) e para a conectividade: o painel de instrumentos vem com computador de bordo integrado e duas telas Full HD de 12,3 polegadas, conectividade com Apple CarPlay e Android Auto sem fio, wi-fi e conexão 4G, sistema de navegação GPS nativo, comandos de voz 100% em português (Brasil) e atualização dos softwares pela nuvem (OTA – Over The Air)

Preço
GWM Tank 300 R$ 333.000,00

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Coluna Fernando Calmon — Fórum discute forte presença das marcas chinesas

Coluna Fernando Calmon nº 1.344 — 25 /3/2025

 

Fórum discute forte presença de marcas chinesas no Brasil

Organizado pela revista Quatro Rodas, considerou tanto o mercado de híbridos e elétricos quanto o desafio do posicionamento ousado de preços e produtos. Após o crescimento exponencial da indústria na China, suas marcas se voltam à exportação, abrir novos mercados e também equilibrar sua produção interna que, se comenta, já mostrar sinais de saturação. Além da falta de transparência sobre até onde atua o governo central em um país fechado politicamente, para dizer o mínimo.

Foram três painéis e nove marcas representadas: BYD, GAC, GWM, JAC, Leapmotor, Omoda-Jaecoo, SAIC (MG) e Zeekr. Sem entrevistas ao final ou sessão aberta de perguntas e respostas.

As marcas entendem que ainda há desafios de aceitação junto ao consumidor brasileiro. Barreiras arrefeceram em relação à qualidade real percebida e hoje se “experimenta” o carro chinês sem quase receios. Ficou claro que produção local tende a ser um fiador e aumenta relação de confiança. O segmento de entrada é pouco atrativo por não haver em grande escala esse tipo de produto na China. Foco permanece em híbridos e elétricos, que todos preveem expansão no Brasil.

A consultoria Future Brand observou que o brasileiro gosta de inovação, mas ganhar sua confiança, por um conjunto de elementos, não é fácil e vencer a barreira das marcas tradicionais requer trabalho.

Sobre fabricação local, a GAC (MG) confirmou a criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento, além da intenção de implantar um modelo de produção verticalizado. Ressalte-se que em geral isso inibe a geração de empregos por um parque de fornecedores, apesar de ser uma visão comum no seu país-sede. Zeekr não produzirá aqui.

GWM destacou a produção nacional como pilar de desenvolvimento de confiança pelo mercado, visão compartilhada pela Omoda. BYD ressaltou que o Brasil é seu maior mercado fora da China, sem comentar sobre o real início de produção na Bahia.

Leapmotor (Stellantis) já nomeou rede de concessionárias e afirmou a industrialização como um caminho, pois o Brasil é um país produtor. Apontou necessidade de crescimento da estrutura de recarga de baterias.

JAC discorreu sobre manutenção mais sofisticada em veículos PHEV/HEV e produzir aqui implica enfrentar dificuldades bem maiores que na China.

SAIC enfatizou o menor custo de empresas chinesas frente às demais por sua estrutura funcional, sem estimar como se adaptaria aqui.

O consultor independente, Milad Kalume avalia que o maior mercado é para híbridos, inclusive plugáveis. Sobre elétricos, hoje com 2,5%, podem chegar a 4% nos próximos anos.

Credencial Digital de Estacionamento agora mais fácil

 Idosos com mais de 60 anos e PCDs já tinham prioridade de estacionamento em áreas demarcadas em todo o território nacional. Todavia a nova credencial, agora vitalícia para idosos, pode ser obtida digitalmente, desde o final do ano passado e válida em todo o Brasil. Antes cada município ou Estado tratava de impor sua burocracia e uma data de validade para renovação. Está disponível pelo Portal de Serviços da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e não precisa ser mais impressa. No entanto, recomendo que seja, embora sujeita a furtos.

Agentes de trânsito e policiais têm um aplicativo de fiscalização que permite verificar, por meio da placa ou do seu QR Code, se existe uma credencial vinculada ao veículo estacionado. Para o uso da versão digital, só é possível conectar a um único veículo, que poderá ser alterado a qualquer momento. Isso não deve ser esquecido. Hoje o estacionamento em vaga especial informa apenas o número de registro, sem vínculo a uma placa, mas é válido por até cinco anos. Depois exige renovação.

O processo é totalmente online, sem a necessidade de deslocamentos e o beneficiário poderá optar pela versão impressa (por meio do Portal da Senatran) ou digital (via aplicativo da Carteira Digital de Trânsito).

Mais de 16 milhões de pessoas acima de 60 anos que possuem, ou possuíram, carteira de habilitação, são beneficiados. Além dos idosos, a medida favorece cerca de 3,4 milhões de PCDs, cadastrados na base do Registro de Referência da Pessoa com Deficiência.

 Receio sobre veículos autônomos persiste nos EUA

De acordo com a última pesquisa da Associação Americana do Automóvel (AAA, sigla em inglês), 13% dos motoristas dos EUA confiariam andar em veículos autônomos, porém 60% ainda relatam ter medo de circular nessas condições (27%, em dúvida). Por outro lado, a excitação em torno de novos estilos de veículos é uma prioridade baixa: apenas 24% veem isso como importante.

O entusiasmo também é baixo em relação ao desenvolvimento de veículos autônomos — apenas 13% dos motoristas consideram isso uma prioridade; em 2022 eram 18%. Agora, 74% conhecem os Robotáxis, enquanto 53% dizem que não optariam por andar em um.

Todavia, o interesse em Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista (ADAS, em inglês) continua alto. A pesquisa descobriu que 64% dos motoristas americanos “definitivamente” ou “provavelmente” desejariam Frenagem Automática de Emergência (AEB) em seu próximo veículo, 62% a Frenagem Automática de Emergência em Marcha à Ré (REAB) e 59% a Assistência de Manutenção em Faixa de Rodagem (LKA).

Para AAA, essas tecnologias avançadas devem melhorar a segurança do motorista em vez de explicitar a impressão de que o carro dirige por si só. Esses recursos foram refinados por software e os sensores atualizados, após vários testes da Associação para determinar se a tecnologia funcionava conforme o esperado. O que se evidenciou foram avanços significativos na AEB, principalmente em velocidades de até 50 km/h.

Ferrari 12Cilindri resgata passado com maestria

Poucas vezes se pode ver uma amálgama de forma e função tão competente entre saudosismo e modernismo. O mais novo cupê de dois lugares (depois, um conversível) da icônica marca italiana, nascida em 1947, já está na loja oficial em São Paulo (SP), mas entregas só dentro de dois meses.

A Ferrari desenhou o 12Cilindri internamente, como tem feito há muitos anos, no estúdio comandado por Flavio Manzoni, sem colaboração de mitos do passado, a exemplo de Giovanni Pininfarina ou Nucio Bertone. Enquanto a frente remete ao mítico 365 GTB4 Daytona (1968-1973), o óculo traseiro tem desenho bastante inusitado, o que levou ao uso de uma câmera externa para o retrovisor interno. Na traseira, quatro saídas de escapamento, apenas estéticas, pois as reais não são visíveis. Há também flaps retráteis.

O interior conta com bancos conchas, obviamente rígidos, e regulagens elétricas. Teto solar de vidro, maçanetas substituídas por botões elétricos e partida do motor na parte baixa do aro vertical do volante, por botão discreto e sensível ao toque (interruptor capacitivo). Acabamento impecável em Alcantara, três telas, inconfundível pedaleira da marca e atmosfera interna perfeita completam o refinado interior. Mas navegação exige cabo para Android Auto. Pormenor de classe: chave de ignição encaixa-se com perfeição em nicho, no alto do console, entre os bancos.

Motor dianteiro central é o venerável V-12 aspirado, 6,5 L, com extraordinários 830 cv (9.500 rpm) e 69,1 kgf·m (7.250 rpm). Seu ronco atiça corações e mentes. Câmbio automático (DSG) de oito marchas, aceleração 0 a 100 km/h em 2,9 s, velocidade máxima de 340 km/h. Comprimento, 4.733 mm; largura, 2.125 mm; altura, 1.292 mm; entre-eixos, 2.700 mm; massa, 1.560 kg; porta-malas, 270 L; tanque, 92 L.

Concessionária única no Brasil, Via Itália ainda não informou preços. Estima-se partir de R$ 8 milhões.

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Coluna Fernando Calmon — Rumo a ainda distante era do hidrogênio

Coluna Fernando Calmon nº 1.328 — 19/11/2024

Brasil: primeiro tímido passo rumo a ainda distante era do hidrogênio

Há uma série de vantagens no hidrogênio, entra estas sua abundância na natureza e sem emissões de gás carbônico (CO2), material particulado, monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio ou enxofre. Único subproduto no uso deste combustível de alta eficiência em motores é vapor d’água. Quando produzido a partir de fontes e/ou tecnologias renováveis (hidrelétrica, vento, sol, biomassa ou biogás) chama-se hidrogênio verde (H2V). Utilização em automóveis e caminhões não chega a ser novidade (ensaios também em aviões).

Em 1979, a BMW desenvolveu o primeiro sedã experimental movido a hidrogênio líquido, o 520, depois o 750 hL. Não foi à frente. Até fez uma conferência sobre o assunto no Brasil, em 2003. Lançará, em 2028, o iX5 Hydrogen. Toyota foi mais persistente e produz por ano cerca 2.000 sedãs grandes Mirai; Honda encerrou a fabricação do Clarity em 2021. As duas nipônicas ensaiam a volta ao H2. Todas são inciativas válidas e estendem sem prazo a vida dos clássicos motores a combustão interna.

Dificuldades maiores são a produção em larga escala e construir uma rede de abastecimento. Elétricos até hoje penam com a baixa oferta de postos de recarga, em particular nas estradas. Apenas a Noruega avançou, para valer, neste ponto.

Apesar de distante e incerta era do hidrogênio no Brasil e no mundo, a Universidade Federal de Itajubá (Unifei) inaugurou no fim de outubro último um Centro de Hidrogênio Verde. Além de pesquisas, começou a produção em escala simbólica do combustível para teoricamente até 20 carros compactos por dia. Recebeu ajuda financeira do governo alemão e apoio do Ministério de Minas e Energia, segundo relatou o reitor Edson Bortoni ao jornal O Estado de S. Paulo. Governo de Minas Gerais e a chinesa Great Wall Motors (GWM) também assinaram um memorando de entendimento de apoio à tecnologia.

Entretanto, bom ressaltar que hidrogênio exige um tanque ou cilindro(s) de armazenamento que suportem nada menos de 900 Bar (13.000 psi, quase 400 vezes a pressão de um pneu comum e 4,5 vezes mais que um cilindro de GNV). Um obstáculo severo de volume e massa em qualquer carro atual ou futuro. Então, vamos com calma e cautela. 

Carde está muito acima do que já viu no Brasil

Trata-se de um dos mais incríveis e surpreendentes museus de automóveis, em nível internacional. Sua inauguração ao público será no próximo dia 28, em Campos do Jordão (SP). Carde é acrônimo de Carro, Arte, Design e Educação. Sua proposta vai além de um clássico local de exposição. Destaca o automóvel como protagonista principal e enfoca no desenvolvimento histórico, econômico, político e social do Brasil durante o século XX.

Sua temática dinâmica reserva espaço para todo tipo de demonstração artística, da arquitetura à moda, pintura, escultura e outros. A começar pelo inusitado saguão de entrada no qual, sobre um estilizado cajueiro em metal, paira um raro Uirapuru. Este charmoso cupê esporte, criado no Brasil e lançado em 1964, era continuidade do Brasinca 4200 GT. No Carde teve a pintura caracterizada pelo artista Rudá Jenipapo com tema tribal nativo.

Este saguão dá acesso a nove salas temáticas divididas por épocas e tipos de veículos, que contam a evolução da mobilidade no País. Já no grande salão superior ficam expostos automóveis de diversas épocas e modelos em sistema rotativo do acervo, que tem cerca de 500 veículos. Houve aquisições no Brasil e no exterior, inclusive alguns repatriados. Inclui até um McLaren GTR.

“Boa parte pertenceu ao saudoso Og Pozzoli, mais importante colecionador brasileiro de automóveis, falecido em 2017. O acervo foi comprado no ano seguinte por dona Lia Maria Aguiar, que doou para a fundação que leva o seu nome”, destacou Luiz Goshima, idealizador do projeto, conselheiro e membro honorário da FMLA Carde.

Ingresso: R$ 120, de quinta a segunda-feira.

BMW X2 M35i é caro, mas devolve em desempenho

 Padrão repete o conceito da linha M que se estende ao menor dos SUVs cupês da marca alemã. Fácil de reconhecê-lo pelas caixas de rodas traseiras aumentadas, defletor de teto, novo para-choque e ponteira dupla de escapamento. Lateralmente, rodas de 21 pol. para pneus 245/35R21 e pinças de freio em vermelho destacam-se. Grade tem contorno iluminado. Sob o capô o 2-L, quatro-cilindros turbo de 317 cv/ 40,8 kgf·m (ganho de 113 cv e 9,8 kgf·m) para garantir desempenho digno da grife M: 0 a 100 km/h em 5,4 s. Tração é integral e o câmbio automático de sete marchas, duas embreagens.

Dimensões: comprimento, 4.567 mm; largura, 1.845 mm; altura, 1.575 mm; entre-eixos, 2.692 mm; porta-malas, 560 L.

Finalmente a BMW melhorou o destravamento das portas por celular ou smart watch, dispensando sua aproximação à maçaneta. Não era tão prático como a chave presencial com esta mesma função, guardada no bolso e já existente em outros carros. Pacote M Sport Pro apresenta acabamento interior em camurça Alcantara no painel. Suspensão é adaptativa.

Em primeira avaliação no Autódromo Velocitta, em Mogi Guaçu (SP), a pista estava bastante molhada e foi escolhido modo Sport para as quatro voltas (incluídas a inicial e a de retorno aos boxes). Mesmo moderada por um carro-guia, deu para sentir ótima resposta ao volante e trabalho bem correto das suspensões em um modelo de elevado centro de gravidade, como todo SUV. Em resumo, não tão rápido como sedãs refinados da marca bávara, porém sem sustos. Preço: R$ 512.950. 

Não à toa, F-150 é a picape mais vendida nos EUA

 Ao contrário do que acontece no maior mercado de picapes do mundo, as de grande porte apresentam vendas limitadas no Brasil em razão do preço elevado. Contudo, pelo viés de prestígio a Ford não titubeou em importar a versão mais recente (2025) e cara da F-150, a Lariat, por R$ 519.990.

Sem dúvidas quanto ao porte avantajado: comprimento, 5.907 mm; largura, 2.430 mm; altura, 1.958 mm; entre-eixos, 3.694 mm e massa, 2.387 kg. Para lidar com este último e elevado parâmetro há o motor Coyote a gasolina, V-8 de 5-L, da mesma família do Mustang, 405 cv, 56,7 kgf·m e câmbio automático de 10 marchas.

Grade frontal tem novo desenho e sistema ativo de persianas móveis para adaptação às condições de uso. Faróis igualmente são novos. Destaques: iluminação com autoajuste de altura e a função perimetral de 360° que identifica obstáculos, dispensando uma lanterna manual; tampa elétrica da caçamba aceita abertura lateral (como portas de armário) e para baixo.

No interior, quadro de instrumentos digital de 12 pol., tela multimídia também de 12 pol. com conectividade sem fio Android Auto e Apple CarPlay. Estreia o Head-up Display (projetor de dados no para-brisa) para conferir velocidade, alerta de obstáculos e curvas à frente sem desviar o olhar da pista.

Primeiro contato, de São Paulo a Itatiba (SP) ao longo de 228 km, ida e volta. A F-150 destacou-se por respostas imediatas do acelerador (quase ignora sua elevada massa em ordem de marcha), silêncio e sem vibrações a bordo, suavidade relativa de rodagem por se tratar de picape de grande porte e surpreendente desempenho geral em estrada, inclusive dos freios. Enorme viagem no tempo frente à longínqua F-1000 a diesel.

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Chinesa GWM vai lançar uma motocicleta com motor 2,0 e 8 cilindros

A GWM – Great Wall Motors, conhecida pelos veículos elétricos e híbridos, se prepara para lançar uma motocicleta estradeira no mercado mundial. Apresentada no Salão de Motocicletas de Pequim, na China. A enorme e luxuosa Souo 2000, conta com motor boxer de dois litros e oito cilindros.

A potência deve superar os 250 cavalos de potência máxima, muito superior á concorrentes (Honda Gold Wing  126 cavalos; BMW K 1600 GTL 160 cavalos; e Harley-Davidson Road Glide 88 cavalos).
A transmissão com dupla embreagem, é automática de 8 velocidades. Os freios são da marca italiana Brembro. Outro destaque é o painel de instrumentos digital de TFT de 12,3 polegadas.

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