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Unicamp cria Centro para desenvolver baterias automotivas

Com a fundação do Centro de Manufatura de Baterias, na Unicamp, o Brasil ganha um centro de excelência em desenvolvimento de baterias para veículos elétricos ou híbridos. Para o inicio o Centro recebeu uma ajuda de R$9 milhões do programa Rota 2030, lançado em 2018 pelo governo federal com o objetivo de estabelecer uma política industrial para o setor automotivo, administrada pela Fndep – Fundação de Apoio da Universidade Federal de Minas Gerais.

A ideia é aprender a fazer, obter o know-how para a produção de células individuais de baterias de lítio e sódio”, afirma o físico Hudson Zanin, docente na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp – Universidade Estadual de Campinas e coordenador geral do projeto, realizado no âmbito do Cepetro – Centro de Estudos de Energia e Petróleo.

Atualmente o país não produz comercialmente as células individuais, que são as menores unidades de armazenamento de energia de uma bateria. Um carro elétrico, por exemplo, pode ter mais de mil células individuais, cada uma de 3-4 volts, dispostas em série e em paralelo.

O pesquisador ressalta que o Centro deverá aprimorar o ecossistema para o desenvolvimento da mobilidade elétrica no país, ampliando tecnologias, treinando recursos humanos especializados e favorecendo a criação de startups. Voltado à pesquisa e ao desenvolvimento na área de ciência de materiais, terá como foco o aperfeiçoamento de processos para manufatura de eletrodos e eletrólitos e a engenharia de células confiáveis e de altas capacidades.

O Centro atuará como um centro multiusuário, com parcerias de empresas e outros institutos de pesquisa, e, uma vez consolidado, funcionará também como um local para manufatura e testes de validação e certificação da segurança das baterias – para uso tanto em veículos elétricos, como em computadores ou celulares. “Queremos ajudar as empresas que tenham interesse em fazer um investimento nessa área. Porque, além de ser muito caro para montar uma fábrica, o empreendedor vai concorrer em um mercado extremamente agressivo, dominado pelos chineses”, diz Zanin.

“A nossa expectativa é de que em dezembro de 2024 o centro esteja operacional”, afirmou o físico. Nos primeiros anos de atuação, a equipe centrará seus esforços para fazer uma prova de conceito dos serviços oferecidos, com análise da viabilidade técnica e econômica.

Participam também do Centro, desde a sua etapa inicial, pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Entre as possíveis empresas parceiras, que já manifestaram interesse pelo projeto estão a Bosch, Toyota, Volkswagen, Raízen e Merck.

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JAC vai importar no segundo semestre mais um modelo elétrico

Para enfrentar BYD Dolphin e o GWM Ora 03, a pioneira dos veículos elétricos no Brasil, JAC Motors, vai importar o Y3. No Brasil, possivelmente, chegará como JAC E-JS5.

Bem acabado, o novo JAC tem um interior agradável e uma enorme tela de 15,6 polegadas no centro. O painel de instrumentos também é digital e terá conexão 5G.

Na China onde já é vendido, o Y3 tem duas versões: uma com 95 cavalos e 305 quilômetros de autonomia e outra com 136 cavalos e 405 quilômetros de autonomia. Mas a marca está em fase de desenvolvimento de novas tecnologias que podem ampliar a autonomia para mais de 500 quilômetros.

A previsão de lançamento é para o inicio do segundo semestre e deverá custar em torno de R$ 140 mil.

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GWM Tank 300 com motorização híbrida pode chegar ainda em 2024

A GWM lançou recentemente no México o SUV Tank 300. O modelo, que deve estar em breve no mercado brasileiro, é um off-road com motorização hibrida (HEV- Hybrid Electric Vehicle).

Equipado com dois motores, um motor a combustão de dois litros, turbo e outro elétrico que, juntos, desenvolvem 341 cavalos de potência máxima e torque de 64,7 kgfm.
O modelo acelera 0 a 100 km/h em 8,1 segundos. A marca chinesa já comercializou mais de 280 mil unidades do Tank em vários mercados mundiais.

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Página na internet tenta enganar consumidores da GWM

A GWM Brasil alertou hoje os consumidores da marca automotiva que uma página na internet que se passando pelo site oficial da marca, usando um domínio parecido com o original, mas com diferença sutil de um caractere a mais, com o objetivo de enganar os usuários e obter informações pessoais, financeiras ou senhas.


A marca chinesa reforça que o site oficial da GWM Brasil é o www.gwmmotors.com.br , no qual os clientes podem ter acesso às informações corretas e ao sistema de vendas, exclusivamente pelo Mercado Livre no link gwmmotors.mercadolivre.com.br, com o apoio de sua rede de concessionárias oficiais.

A GWM também alerta que faz vendas pelas redes sociais, WhatsApp, Telegram ou outro canal que não seja o Mercado Livre. Quem já foi lesado deve  Procon – Programa de Proteção e Defesa do Consumidor ou ligar para o número 151 para solicitar orientações específicas.

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Coluna Histórias & Estórias – Por Chico Lelis

O padrinho de um carro. O Tonga!

 

É bem provável que muitos de vocês lembram da música, “Na Tonga da Mironga do Kabuletê” https://www.youtube.com/watch?v=Os5Sep4N_us, sucesso da dupla Vinicius de Moraes e Toquinho (Antonio Perci Filho), nos anos 80. Mas, para quem acompanha o setor automobilístico, Tonga também é o nome de um carro, “fora de estrada”, que o design da General Motors brasileira desenvolveu, mas nunca foi produzido.

Ele foi apresentado no Brasil Motor Show, em 1995 (que era realizado em anos ímpares, enquanto o Salão do Automóvel era realizado nos anos pares. Será que ainda voltará?).

Como vocês, que não estiveram no Brasil Motor Show, o Tonga tinha diversos itens “off-road”, como uma suspensão mais alta que a do Corsa, lançado cerca de um ano antes, que lhe “cedeu” a plataforma, bem como o volante. Ele, de alguma forma, antecipou uma tendência presente no mercado de hoje, repleto de modelos aventureiros, com seu para-choque de impulsão e aquelas coberturas de plástico preto. Exatamente como nos tempos atuais.

As cores, pelo modelo das fotos, eram fora dos padrões da época. Seus bancos eram confortáveis, montados sobre estrutura tubular. Foi desenvolvida também uma “station wagon”. Nada foi revelado sobre a mecânica do Tonga, mas certamente seria a mesma do GSi 1.6 16v, o esportivo da família.

Os autores do Tonga foram o gerente do Design à época, Adalberto Bogsan Neto, Orlando Lopes, Nelson Barros e Morio Ikeda, que hoje é o diretor de um dos quatro centros de design da chinesa GWM, que recentemente aportou no Brasil com seus modelos Haval e Ora, em diversas versões.

De onde veio o nome Tonga?

É aí que eu entro na história e não estória. Como era de costume, eu visitava o Centro de Design da GM, que ficava a alguns quarteirões da fábrica, para saber das novidades e “cavar” alguma informação para escrever nossos releases.
Foi quando me mostraram um carro que parecia mais um “fora de estrada” do que um Corsa. Uma cor muito diferente dos pretos, cinzas e vermelhos que “povoavam” nossas ruas naqueles tempos.

E, na parede, um quadro com vários nomes escritos. Perguntei o que era aquela lista e o Adalberto me falou: são sugestões para o nome do carro.

– Tonga!

Todos riram afirmando que aquele nome não era sério.
Dias depois, em visita à GM brasileira, que gerava enormes lucros para a corporação, Robert Stempel (15/07/19337/05/2011), o CEO da GM mundial foi levado ao design e apresentado ao projeto do pessoal da casa.

– Tonga,of course. I was there I spent my honeymoon with my wife. A beautiful place! (Tonga, claro. Foi lá onde passei a lua de mel com minha esposa. Um lindo lugar!).

Pena que eu não estava lá naquele momento, para ver a cara dos meus queridos amigos do design.

Por que escolhi Tonga? Não sei bem, mas a primeira coisa que me veio à cabeça foi a música de Toquinho e Vinicius. E nada tem a ver com o arquipélago de Tonga, situado no Pacífico, com cerca de 100 mil habitantes, que eu nem sabia existir.
Na foto feita no Brasil Auto Show, estão, Adalberto Bogsan Neto, Orlando Lopes, Nelson Barros, Morio Ikeda e eu, o padrinho do Tonga.

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Coluna Fernando Calmon — Pesquisa nos EUA aponta falhas de tecnologias em carros novos

Coluna Fernando Calmon nº 1.288 — 13/2/2024

 

Pesquisa nos EUA aponta falhas de tecnologias em carros novos

A reconhecida empresa americana de pesquisa especializada no setor automobilístico J.D Power revelou sua mais recente avaliação semestral de problemas em carros novos nos EUA. O foco é sempre na frota circulante com três anos de uso. Trata-se de avaliação que repercute no conjunto dos veículos em circulação que, no caso americano, é de 12 anos em média. Como referência a frota brasileira é um pouco mais “jovem”, 10 anos e 9 meses, segundo pesquisas do Sindipeças e da Anfavea.

Esse Estudo de Qualidade Inicial Percebida (EQIP) é um forte indicador em longo prazo. O resultado apresentado agora indica que no último semestre de 2023, de acordo com os consumidores, os principais pontos problemáticos foram os sistemas de infotenimento, em especial os de conectividade Android Auto e Apple CarPlay, além do reconhecimento de voz integrado. Falhas apontadas atingiram nível duas vezes superior à categoria seguinte, de defeitos na carroceria.

Os pesquisadores também apontaram que o incômodo com os alertas de assistência aumenta com o tempo de uso. Entre estes, os avisos de manutenção e de saídas da faixa de rolagem, além de colisão dianteira/frenagem autônoma de emergência. Acredito que são úteis para evitar acidentes, mas motoristas podem se sentir incomodados. Falta, talvez, ajuste fino dos parâmetros de cada fabricante.

Outra conclusão do EQIP: veículos elétricos a bateria (VEBs) e híbridos plugáveis apresentaram mais problemas do que os movidos por motores a combustão interna (MCI) e híbridos plenos. Entre outros, depois de três anos de uso, pneus são um ponto sensível para os VEBs. Destes, 39% dos proprietários afirmaram que substituíram pneus nos últimos 12 meses, em contraste aos 20% dos MCI. Desconsiderou-se o preço ainda maior dos pneus para elétricos.

Em mais uma pesquisa, divulgada há alguns dias igualmente pela J.D Power, os carregadores públicos de VEBs nos EUA estão mais confiáveis, porém menos disponíveis. Os investimentos vêm-se concentrando na recarga rápida, enquanto falhas se manifestam nos carregadores de Nível 2, os mais utilizados pela frota circulante.

Por fim, outro estudo do último dia 13 pela Consumer Reports revelou que um terço dos compradores nos EUA relataram ter uma experiência extremamente limitada com modelos elétricos. Apontou ainda como fundamental a expansão da infraestrutura de recarregamento.

“Consumer Reports, fundada em 1936, é a organização sem fins lucrativos para avaliações imparciais e confiáveis de produtos e serviços com base em testes de laboratório e pesquisas de mercado”. Resposta de Inteligência Artificial Generativa.

Investimentos podem chegar a R$ 100 bilhões até 2029

Ao analisar agora em fevereiro os resultados da indústria em janeiro último, a Anfavea indicou que o conjunto de fabricantes e fornecedores vai investir R$ 100 bilhões (US$ 20 bilhões, um valor menos “vistoso”) até 2029. O presidente da entidade, Márcio Leite, admitiu que se trata de previsão, porém com boas possibilidades frente aos novos rumos anunciados pelo plano governamental Mobilidade Verde e Inovação (Mover).

Nos últimos anos, quatro fábricas de veículos leves fecharam no País (duas Ford, uma Mercedes e uma Chery), sem contar três de peças (duas da Ford e outra da Toyota). Duas de veículos vão reabrir (GWM e BYD) nas ex-instalações de Mercedes e Ford, respectivamente. Nessa conta não entram veículos pesados.

Talvez o mais importante do programa Mover seja a introdução do conceito de emissões de CO2 do poço (ou do campo) à roda, muito à frente de vários países ainda arraigados à medição incompleta (e até oportunista) do motor à roda. A ver, após a regulamentação prevista para até o final de março, como ficará o imposto nos próximos anos sobre veículos. Atualmente incide sobre cilindrada (conceito superado).

Hoje, há metas de redução de consumo com malus, se não for cumprida e bônus, se atingir ou superar. Acabou em 2022 a distinção de IPI entre motores a gasolina e flex de 1-litro (mais da metade do mercado). Entre 1 litro e 2 litros a diferença é de apenas 1,5%. Em motores acima de 2 litros sobe para 5,3 pontos percentuais (representam apenas 3% das vendas totais).

Se o primeiro mês do ano foi bom em comercialização sobre janeiro de 2023 (mais 13%), não se alcançou o mesmo resultado em produção (estagnada) e exportações (queda de 43%). Modelos importados se destacaram com o maior percentual de participação nas vendas internas dos últimos 10 anos: 19,5%.

Parte das importações subiram por antecipação de compras externas para aliviar o início do escalonamento crescente do imposto sobre elétricos e híbridos, que começou no mês passado e voltará a ser de 35% em julho de 2026.

Novo Mercedes Classe E exibe grande evolução

O modelo existe desde 1949 (como 170 S) e a 11ª geração do atual Classe E, totalmente renovada, impressiona por linhas mais limpas. A sua presença se impõe ainda assim com uma grade plana e sem decoração vistosa, onde se abrigam radar e sensores. Na lateral, quase sem vincos, as rodas são de 20 pol. e exatos 20 raios. Na parte de trás destaque para as lanternas com estrelas de três pontas estilizadas que remetem ao símbolo da marca.

Chama muita a atenção ao entrar no carro a tela multimídia central com 14,4 pol. Além do espelhamento de celulares, é possível navegar por meio de GPS nativo e do sistema próprio de navegação da Mercedes que dispõe de conexão 5G e atualizações de trânsito em tempo real. Claro, Waze e Google Maps também são disponíveis. Saídas de ar-condicionado estão embutidas sem grades no painel, que ainda pode receber uma terceira tela para o passageiro. Porta-malas bastante amplo: 540 litros

Motor 2-L turbo entrega 258 cv e 40,6 kgf·m, mas um motor elétrico/gerador integrado entre o motor e a caixa de câmbio automática de 9 marchas, disponibiliza mais 23 cv e 20,9 kgf·m. Suspensão pneumática e eixo traseiro direcional também se destacam. Em curta avaliação em trecho urbano, além da suavidade e silêncio, impressionaram as acelerações já que o motor elétrico acrescenta 51% de torque quando se exige do acelerador. De 0 a 100 km/h são 6,2 s, belo registro para um automóvel de 1.735 kg.

Preço: R$ 639.900 (versão única).

Ressalva da coluna anterior: o SUV Honda ZR-V usa a mesma arquitetura do Civic com motor a combustão. Contudo, no Brasil, além do citado Type R (a combustão), há também a versão híbrida do sedã, ambos importados.

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BYD Mini será o modelo elétrico mais barato do Brasil

A “guerra” entre os carros elétricos está cada vez mais acirrada. Depois de algumas importadoras diminuírem os preços de veículos já lançados, prejudicando quem comprou antes da redução, a BYD prepara o lançamento do Dolphin Mini (Seagull em outros mercados).


O modelo, que deverá ser o mais barato do mercado, chegará ao mercado nacional em março de 2024 por aproximadamente 100 mil reais. Vai depender dos impostos no momento do lançamento.

O BYD Dolphin Mini, que vai concorrer com o JAC EJ-1 e com o Caoa Chery iCar,  é um subcompacto com 3,78 metros de comprimento, 1,71 m de largura, 1,54 m de altura e distância de entre-eixos de 2,50 metros.

Ou seja, 20 centímetros menor que o Dolphin. A autonomia será em torno de 300 q1uilometros e a velocidade máxima de 130 quilômetros por hora.

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Grupo Germânica investe R$ 12 mi na primeira concessionária GWM em Limeira

O Grupo Germânica inaugurou na última quinta-feira (7), a primeira concessionária da montadora chinesa GWM (Great Wall Motor) em Limeira. O evento contou com a presença do CEO da GWM no Brasil, Oswaldo Ramos, além de autoridades, clientes, convidados e imprensa.

Localizada na Avenida Major José Levi Sobrinho, 2.100, a GWM Germânica recebeu cerca de R$ 12 milhões em investimentos e é responsável pela geração de 25 empregos diretos.

 

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GMW Haval lidera as vendas no segmento de híbridos

Mal chegou ao mercado nacional, a chinesa GWM Brasil já lidera o mercado de carros híbridos. A marca vendeu um total de 1.307 unidades do SUV Haval H6.

Este volume de vendas corresponde a 15,4% de market share. O segundo colocado é o Corolla Cross, com apenas 914 unidades. Desde que foi lançado, em abril, já foram entregues 5.640 Haval H6.

No total, foram vendidos 8.497 carros eletrificados em setembro no Brasil, sendo o segundo melhor mês, atrás apenas de agosto, quando foram comercializados 9.365 veículos do segmento.

No acumulado do ano (janeiro a setembro), o volume é de 69.768, mais de 20 mil unidades se comparado ao ano todo de 2022, quando foram vendidos 49.245 veículos eletrificados.

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Coluna Fernando Calmon — Nova fábrica da BYD acirra concorrência entre marcas chinesas

Coluna Fernando Calmon nº 1.272 — 10/10/23

Nova fábrica da BYD acirra concorrência entre marcas chinesas

Finalmente saiu o acordo entre Governo da Bahia e BYD que também envolveu a fábrica desativada da Ford em Camaçari. Na reta final, o Estado recebeu os prédios, com as ampliações feitas pela filial da americana, por R$ 220 milhões e repassou-os para a marca chinesa em forma de arrendamento.

Por sua vez a empresa chinesa precisará equipar todo o complexo para produzir carros híbridos flex plugáveis (Song Plus, na foto acima) e elétricos (Dolphin e Yuan Plus), caminhões leves e chassis de ônibus (ambos elétricos) e uma unidade de processamento de lítio e ferro fosfato (metais usados em baterias) para exportação.

Os R$ 3 bilhões que a BYD investirá na Bahia, incluindo um centro de pesquisa e desenvolvimento também na região metropolitana de Salvador, são o mesmo montante já anunciado pela conterrânea GWM em Iracemápolis (SP), na fábrica em preparação adquirida da Mercedes-Benz do Brasil. E, pouco mais de um mês atrás, a CAOA-Chery também revelou o desembolso de R$ 3 bilhões para aumentar a produção do Tiggo 5x de motor a combustão. Mas, nada adiantou sobre produzir híbridos em Anápolis (GO), hoje importados da China.

Que número mágico será este de R$ 3 bilhões (US$ 600 milhões)?

A BYD garantiu que a fábrica é a primeira desse porte fora do país de origem e capaz de produzir até 150.000 unidades por ano, embora não revelasse quando esse volume seria atingido. Inicialmente vai gerar 5.000 empregos diretos e indiretos. A fabricação começará entre o final de 2024 e o começo de 2025, porém faltou anunciar um cronograma de lançamentos e o índice de conteúdo local.

O governo baiano pretende isentar do IPVA modelos produzidos no Estado com preço até R$ 300.000 (Song Plus, hoje importado, custa R$ 229.800 com o desconto recente de R$ 40.000).

Já a GWM, enquanto se prepara para iniciar produção em maio de 2024, estuda priorizar o SUV Haval H6 híbrido flex como seu primeiro produto e só depois a picape híbrida flex Poer. Decisão depende dos termos do programa Mobilidade Verde e Inovação a ser anunciado pelo Governo Federal (com mais um atraso, no final deste mês), conforme adiantou o site Automotive Business.

Assim, as escaramuças entre marcas chinesas no Brasil mal começaram.

Marco de garantias deve diminuir juros de financiamentos

O Congresso Nacional aprovou e segue para sanção presidencial a nova lei do marco legal de garantias de empréstimos. Tornará mais fácil a execução extrajudicial e vai agilizar a recuperação de bens móveis (automóveis, motos e caminhões) de pessoas físicas e jurídicas inadimplentes. A principal consequência será a tendência de queda nas taxas de juros, além de maior oferta de crédito. Também será possível que um imóvel sirva de garantia para mais de um empréstimo. Porém, este será um movimento de adaptação e não ocorrerá em curto prazo.

Em 2023 o mercado automobilístico está crescendo mais do que as projeções iniciais. Segundo a Anfavea, as vendas devem aumentar 6% sobre 2022, enquanto em janeiro deste ano a previsão era de 3%. Fechamento deste ano deve chegar a 2,2 milhões de unidades (veículos leves e pesados). Ainda assim os estoques nas fábricas e concessionárias subiram de 37 para 40 dias, ainda dentro da normalidade, de acordo com a entidade.

Vendas de veículos 100% elétricos subiram para 1% do total em setembro como reflexo do bom desempenho do Dolphin. Porém, no acumulado dos nove meses deste ano a participação caiu de 0,6% para 0,5%, indicando que o hatch chinês tirou vendas de outros modelos, enquanto o mercado específico até recuou.

Números de produção deste ano foram revisados de mais 2,2% para 0% de crescimento frente a 2002, em razão da forte queda de 12,7% das exportações.

Híbrido plugável Grand Cherokee 4xe chega no fim do mês

A quinta geração do Jeep Grand Cherokee, disponível no final do mês em curso, vem em versão única topo de gama por R$ 570.000. O preço é alto, apesar de imposto de importação menor como híbrido plugável. O lote inicial é de 150 unidades. Com distância entre eixos de 2.964 mm oferece ótimo espaço interno e ainda há um grande porta-malas de 580 litros.

Tem tração 4×4 com reduzida real para todas oito marchas do câmbio automático, sem bloqueio físico do diferencial central, mas com gerenciamento feito pelo próprio veículo. Motor principal é um 2-litros turbo de quatro cilindros e há mais dois, elétricos. Potência combinada de 380 cv e torque combinado de 65 kgf·m parecem muito, mas deve-se levar em conta sua massa de 2.466 kg. Ainda assim, o Grand Cherokee é rápido para seu porte, com aceleração de 0 a 100 km/h em 6,3 s.

Avaliação foi feita apenas em trecho urbano, mas os ângulos de off-road são típicos da marca com naturais limitações da proposta de um SUV que não é raiz. Há sistema de assistência de segurança completo: ponto cego, frenagem autônoma, assistente de faixa, tráfego traseiro transversal, câmaras 360° e frontal off-road, sensores de estacionamento traseiro e dianteiro, além de freio de autoimobilização no para e anda do trânsito.

O carro é bem silencioso (tem vidros acústicos e cancelamento sonoro de ruído) e head-up display de 10 pol. também muito bom. Usando regeneração máxima, o consumo de gasolina foi de 15,3 km/l. Não atingiu os 19,3 km/l indicados no padrão Inmetro. Mas com um tanque de 72 L de capacidade ninguém vai reclamar do alcance.

Accord híbrido destaca as vantagens de um sedã grande

De volta ao mercado, mesmo enfrentando a forte concorrência de SUVs, a 11ª geração do Accord ficou mais discreta com poucos frisos cromados e continua a ser opção válida. Chamam atenção no sedã a queda suave do teto, dianteira com faróis colocados em posição clássica sem invencionices e traseira coerente, ao mesmo tempo que garante ótima sinalização.

Seus 2.830 mm de entre-eixos garantem conforto e permitem até cruzar as pernas no banco traseiro sem contorcionismo. Porta-malas de 576 L (padrão VDA) é tão grande quanto o do Grand Cherokee. Destoa apenas a falta de um par de dobradiças pantográficas com molas a gás na tampa do porta-malas no lugar das prosaicas conhecidas como “pescoço de ganso”.

No interior chamam atenção a qualidade dos materiais de acabamento, os bancos dianteiros elétricos redesenhados e mais confortáveis, as saídas do ar-condicionado com uma malha metálica na largura do painel, a volta da alavanca de câmbio tradicional (ao contrário do Civic), o projetor de dados no para-brisa de 6 pol. e os botões físicos para controle de volume e temperatura interna, mais seguros de operar com o carro em movimento.

Conjunto motriz é o mesmo do Civic híbrido com um motor a combustão de 2 litros, 146 cv ciclo Atkinson, e dois elétricos sendo um para recarregar a pequena bateria de 1,05 kW·h e outro de 184 cv (mais 3 cv que o sedã menor). A Honda não revela a potência combinada, mas no site americano a informação existe: 207 cv. Aceleração também não é informada. Consumo padrão Inmetro: 17,8 km/l (cidade) e 16,1 km (estrada).

Durante a viagem de teste para primeiras impressões, além do silêncio nos trechos urbanos, destacou-se o comportamento em curvas e em especial a tendência menor de subesterço quando mais exigido.

30º Congresso SAE Brasil focou no tema da mobilidade

De alto nível técnico e prestigiado por representantes da indústria, academia e governo, as três décadas de realização do Congresso SAE Brasil foram comemoradas com grande sucesso ao longo dos dois dias de debates e dezenas de trabalhos apresentados com foco nas opções de transporte por terra e ar.

A temática desta edição realizada em São Paulo (SP) teve o lema: “Movidos pela inovação: somos a próxima geração da mobilidade”. Destacou-se o assunto recorrente em que o País sobressai em relação ao mundo graças à bioenergia como principal fonte para a transição segura e bem planejada para a eletromobilidade.

O professor Gonçalo Pereira, da Unicamp, enfatizou que o etanol terá um papel preponderante por meio de veículos híbridos flex e pode ser obtido não apenas da cana-de-açúcar. Citou o agave do qual os mexicanos fazem a tequila e no sertão nordestino é usado para produzir sisal. Segundo ele, a planta é até mais produtiva que a cana para obter etanol.

 

 

 

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