Brasil

Coluna Fernando Calmon — SUV Boreal é aposta da Renault em segmento muito disputado

Coluna Fernando Calmon nº 1.373 — 14/10/2024

SUV Boreal é aposta da Renault em segmento muito disputado

Foi reservado ao Brasil a estreia do SUV médio-compacto Boreal, modelo que a Renault marca sua evolução no segmento com mais de 15 concorrentes entre eles Compass, Corolla Cross, Tiggo 7 e Taos. Na dianteira seu desenho elaborado destaca-se pela assinatura luminosa do emblema-logo, capô alto e módulos de LED. Laterais são marcadas por vincos, rodas de 19 pol. (só na versão de topo) e o desenho inusitado das colunas traseiras. Lanternas traseiras bem desenhadas não seguiram a moda de interligação luminosa. Pintura bitonal da carroceria é de série na versão mais cara e opcional nas duas outras.

As dimensões do Boreal: comprimento, 4.556 mm; entre-eixos, 2.702 mm; largura, 1.841 mm; altura, 1.652mm. Porta-malas tem 522 L (padrão VDA, o correto), maior do segmento. Motor é o conhecido turbo flex, 1,3 L, 163 cv (E)/156 cv (G), 27,5 kgf·m (E)/25,5 kgf·m (G). Câmbio sempre automatizado de seis marchas com dupla embreagem. Está prevista versão híbrida, porém a marca francesa ainda não estabeleceu data de lançamento.

Interior apresenta bom grau de refinamento com destaque para revestimento dos bancos (o do motorista com massageador) e o console central elevado. Quadro de instrumentos e tela multimídia têm 10 pol. e pela primeira vez no Brasil está disponível o Google Automotive Services de série. Há quatro modos de condução: Comfort, Eco, Sport e Smart. A partir da versão intermediária já oferece freio de estacionamento eletromecânico com imobilização e liberação automáticas nas paradas.

A Renault deu especial atenção aos sistemas ADAS de auxílio avançado ao motorista. O número destes importantes recursos de segurança aumenta conforme a versão: de entrada são 13, na intermediária, 19 e na de topo nada menos de 24 itens (inclui frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres e ciclistas).

Os preços estão bem situados frente aos concorrentes. Começam em R$ 179.990 e chegam a 214.990, mas haverá condições especiais com descontos no lançamento, em quatro de novembro.

BYD anuncia primeiro híbrido plugável flex

A oportunidade surgiu pela realização, de 10 a 21 de novembro próximos, em Belém (PA), da COP (Conferência das Partes, na sigla em inglês), um fórum da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. A BYD enviará para o evento 30 unidades dos protótipos do SUV médio Song Pro Híbrido Plugável com o primeiro motor flex que a marca vem desenvolvendo no Brasil. Lançamento previsto para abril de 2026. Até o momento apenas a Toyota comercializa um híbrido pleno (não plugável) cujo motor pode funcionar com etanol ou gasolina puros ou misturados em qualquer proporção.

O modelo chinês, na prática, teve seu peso institucional somado à segunda “inauguração” da nova fábrica da BYD, em Camaçari (BA), desta vez com presença do presidente da República. Na realidade a produção começa por juntar as primeiras peças importadas no regime SKD (sigla em inglês para unidades semidesmontadas). Numa segunda etapa passará ao regime de unidades desmontadas vindas da China e integração de alguns componentes produzidos no Brasil, prevista para 2026 (prensas, soldagens e pintura, talvez em meados do ano). A conterrânea GWM, em Iracemápolis (SP), já tem armação, pintura e montagem desde agosto último.

Nesta primeira fase, investiram-se R$ 5,5 bilhões e a capacidade de produção será de 150.000 unidades anuais que a empresa espera alcançar “em menos de três anos”. A área construída atual é de 270.000 m² e numa segunda etapa a capacidade será aumentada para produzir 300.000 unidades anuais. Em cinco anos espera vender 600.000 unidades/ano (nacionais e importadas) e assumir a liderança absoluta de vendas no Brasil.

Até agora a BYD errou em suas projeções. Pretendia vender 120.000 unidades no ano passado, depois revisou para 100.000 e no fechamento de 2024 foram 77.000 (23% a menos).

O Brasil tem uma fábrica fechada (CAOA Chery, em Jacareí-SP) e outra a ser desativada (Toyota, em Indaiatuba-SP) ainda sem data confirmada. Há uma subutilizada da JLR, em Itatiaia (RJ). E a fábrica da Stellantis, em Porto Real (RJ), também subutilizada, passará a produzir o Jeep Avenger já em 2026.

Incertezas sobre elétricos também nos EUA

Já abordei os problemas na Europa e outros específicos da Itália. Com o fim do crédito fiscal do governo americano para compra de carros elétricos, em 30 de setembro último, pairam dúvidas sobre como reagirá o mercado nos próximos anos. Análise do site Yahoo Finance, após ouvir várias fontes, aponta previsões otimistas demais feitas até o momento. Veículos elétricos (VEs) são cerca de US$ 9.000 (R$ 49.000) mais caros, em média, do que modelos a gasolina comparáveis. A diferença era quase toda coberta pelo subsídio federal agora cancelado.

Há quatro anos, Ford, GM e Stellantis afirmaram em comunicado conjunto que aspiravam atingir até 2030 uma participação de mercado de VEs de 40% a 50%, incluindo híbridos plugáveis (meu comentário: estes não são exatamente elétricos, contudo somados como se fossem, uma “invenção” da China que distorce os números de produção e vendas de VEs).

Jim Farley, CEO da Ford, afirmou agora: “Acredito que será uma indústria vibrante, porém muito menor do que pensávamos. Não me surpreenderia se as vendas de VEs caíssem para 5% do total da indústria já neste mês de outubro”. A consultoria J.D. Power projeta que VEs poderão alcançar até 20% das vendas em 2029. Já a Ernest & Young prevê atingir 50% em 2039, cinco anos depois do previsto anteriormente.

Outra consultoria, iSeeCars, foi incisiva. VEs vão bem em estados de clima quente, como Califórnia e Flórida, e em uso urbano. Todavia, só se consolidarão quando os preços forem iguais aos carros de motores a combustão, puderem rodar 800 km com apenas uma carga e recarregarem em menos de 10 minutos. Algumas marcas enfrentam pressões financeiras motivadas por investimentos fracassados ​​em veículos elétricos e foram forçadas a adiar ou cancelar projetos.

A agência de notícias Reuters relembrou um estudo conjunto de professores das universidades da Califórnia, Berkeley, Duke e Stanford: emplacamentos de VEs podem cair 27% sem o crédito fiscal federal. Alguns estados seguem a Califórnia e mantêm seus subsídios para sustentar a demanda. Até quando, ninguém sabe.

Taos 2026 vem agora do México

Para abrir espaço à nova Amarok (talvez até receba versão híbrida, a partir de 2027) na fábrica argentina de Gal. Pacheco, a VW traz agora do México (também isento de imposto de importação) o SUV médio-compacto Taos 2026. A frente segue a fórmula quase onipresente em todas as marcas de aumentar a área da grade em simbiose com o para-choque também novo. Lanternas traseiras são novas assim como a sua interligação iluminada e o emblema-logotipo agora também iluminado. Porta-malas de 498 L (padrão VDA) é o maior do seu segmento.

Internamente a novidade bem-vinda é a volta de botões de comando para os raios do volante multifuncional. Materiais de acabamento melhoraram, há iluminação ambiente com 10 opções, um novo painel que destaca a tela multimídia flutuante de 10,1 pol., além de internet 4G e carregador de celular por indução. Mecanicamente sem novidades: mantido motor flex 1.4-L, 150 cv, 25,5 kgf·m e câmbio sempre automático epicíclico de oito marchas.

Preço ainda não anunciado.

Entretanto, a VW informou que o sedã médio-compacto Jetta GLI 2026, também mexicano, estará nas concessionárias a partir de 8 de novembro por R$ 269.990. Motor 2-L turbo entrega 231 cv e 35,7 kgf·m. Câmbio DSG, robotizado, sete marchas.

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Coleção de automóveis guardada por quatro décadas será leiloada

Quem é fã de veículos clássicos está prestes a ter acesso a uma das coleções mais exclusivas do Brasil. A coleção Dreams in Motion (sonhos em movimento), dos irmãos empresários Sérgio e Roberto Haberfeld, conta com mais de 200 veículos, entre modelos principalmente americanos e europeus. Destes, 32 carros serão disponibilizados no próximo leilão de carros clássicos de procedência, organizado pelo Carde: o Spring Sale.

Depois do sucesso do Winter Sale, em agosto de 2025, o leilão com parte da coleção Dreams in Motion terá início no dia 15 de novembro e, até 23 de novembro, os interessados poderão já adquirir os lotes pela modalidade Buy It Now (um preço fixo, no qual o comprador já adquire o carro, sem que ele vá para o pregão). Para quem quiser ver os modelos em detalhes, os 32 lotes serão expostos no Carde, o museu que une Carros, Arte, Design e Educação, em Campos do Jordão (SP), de 15 de novembro a 06 de dezembro.

Já a disputa por meio do leilão, on-line e presencial, está programada para o dia 06 de dezembro. O catálogo completo, com as informações dos veículos, valores de Buy It Now e mínimos (reserva) para aquisição dos lotes, será divulgado no dia 15 de novembro, nos canais de comunicação oficiais do Carde.

Um dos lotes a serem leiloados é o Cadillac Eldorado Biarritz, de 1959, um dos modelos mais desejados pelos colecionadores da marca norte-americana, que passou por um primoroso trabalho de restauração. Por ter sido um modelo de produção baixa – 1.320 unidades – esse clássico raro se destaca pela extravagância de suas linhas, compostas por excessos de cromados, o ápice do jet age design da época.

Outros exemplares que compõem a coleção e que se destacam nesta edição do Spring Sale estão modelos da Ferrari, Mercedes-Benz, Porsche e Jaguar. A lista de lotes ainda é composta por veículos nacionais e outros clássicos norte-americanos.

“Viajei o mundo inteiro conhecendo coleções e fiquei com orgulho de ser brasileiro ao visitar o Carde. Eles fazem a coisa certa, têm a filosofia correta. Por isso vamos fazer o leilão com eles, pelo profissionalismo, e por verem o automóvel como arte. Começamos a nossa coleção, curtimos muito e agora chegou o momento de passar os carros para pessoas que sigam com esse legado de preservação”, explica Sérgio Haberfeld.

“Iniciamos a coleção no início da década de 1970, com foco nos automóveis os quais crescemos. Isso veio do meu pai, de quem herdamos o gosto pelos carros”, conta Roberto Haberfeld, pai do ex-piloto piloto de Fórmula 3, Fórmula 3000 e teste na Fórmula 1, Mário Haberfeld.

O Spring Sale é uma parceria com o escritório de arte Magalhães Gouvêa e tem a consultoria de Brunelli Veículos Antigos. Assim como ocorreu na Winter Sale, parte da receita arrecadada será revertida para os projetos da Fundação Lia Maria Aguiar. “Com o Spring Sale vamos conseguir repetir várias ações que trazem ganhos para todos: um espaço qualificado para quem quer transferir seus automóveis para outros amantes do antigomobilismo, oferecer carros clássicos de procedência, e fomentar ações sociais às crianças e jovens de Campos de Jordão, por meio da Fundação Lia Maria Aguiar”, explica Luiz Goshima, diretor do CARDE e conselheiro da Fundação Lia Maria Aguiar.

Espetacular

No meio de uma floresta preservada de araucárias na cidade de Campos do Jordão, a 170 quilômetros de São Paulo, o Carde surge como um espaço dedicado à valorização da cultura e da história do Brasil, principalmente a do século 20, utilizando o automóvel como personagem principal. O museu traz uma forma única de contar os fatos históricos, já que muitos dos automóveis ali apresentados são mais que produtos para mobilidade — eles se tornaram parte da trajetória do nosso País.

Inaugurado em 28 de novembro de 2024, o Carde já ultrapassou a marca de 80 mil visitantes. O museu é parte da Fundação Lia Maria Aguiar (FLMA), que conta com outras iniciativas na cidade de Campos do Jordão.

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Seleção amarga derrota histórica para o Japão em amistoso em Tóquio

Após começar na frente no lotado Estádio Ajinomoto, com 2 a 0 na etapa inicial – com gols de Paulo Henrique e Gabriel Martinelli – a seleção levou a virada no segundo tempo em apenas 20 minutos, com gols de Minamino, Nakamura e Ueda.A partida faz parte da preparação para a Copa do Mundo de 2026, no Canadá, Estados Unidos e México.

Até então elogiado pelo técnico Carlo Ancelotti, o sistema defensivo brasileiro sofreu dois gols pela primeira vez nos últimos cinco jogos – apenas contra a Bolívia a Amarelinha perdera por 1 a 0 nas Eliminatórias. Os próximos amistosos do Brasil serão contra Senegal e Tunísia, na Europa, na próxima data Fifa em novembro.

Jogo

A Seleção Brasileira precisou de paciência na primeira etapa diante da marcação japonesa bem montada com cinco homens na defesa. A primeira boa chance de gol foi dos adversários, aos 21 minutos: pela direita o camisa 10 se livrou da marcação de Carlos Augusto e tocou para Ueda, que dentro da área, desviou para o gol, mas a bola passou por fora, rente à trave.

Quatro minutos depois do susto, a Amarelinha abriu o placar com o lateral Paulo Henrique que chutou certeiro na saída do goleiro, após passe de primeira de Bruno Guimarães. A partir daí, o Brasil passou a controlar a partida. Aos 31 minutos, Lucas Paquetá de fora da área levantou de cavadinha para Gabriel Martinelli estufar da rede de canhota.

Após o intervalo, o Brasil diminuiu o ritmo e pagou caro: levou três gols nos primeiros 25 minutos. O primeiro deles, aos seis minutos de jogo, após erro individual de Fabrício Bruno na saída de bola, Minamino aproveitou e chutou forte para o fundo da rede.

O empate asiático saiu dez minutos depois: Ito cruzou certeiro na segunda trave e Nakamura chutou forte. Fabrício Bruno ainda tentou cortar, mas a bola acabou entrando sem chance para o goleiro Hugo Souza.

Após o empate, o técnico Carlo Ancelotti fez as primeiras substituições: colocou Rodrygo no ataque no lugar de Vinícius Júnior e o volante Joelinton substituiu Bruno Guimarães. Apesar das mudanças, o Japão seguiu dominando, e virou o placar aos 25 minutos: Ueda cabeceou sozinho, após cobrança de escanteio de Ito.

Atrás no placar, Ancelotti fez mais três substituições: no ataque tirou Luiz Henrique e colocou Estevão, na lateral esquerda entrou Caio Henrique no lugar de Carlos Augusto, e Richarlison assumiu o meio-campo até então com Paquetá.

Mesmo assim, os japoneses seguiram no ataque e por pouco não ampliaram aos 41 minutos, após chute de fora da área de Tanaka, mas Hugo Souza espalmou para fora, cedendo escanteio.

No último suspiro, a seleção quase chegou ao empate aos 45 minutos, com linda bola levantada por Estêvão para Richarlison na pequena área, mas o camisa 9 desviou de cabeça por cima do gol. Final: Japão 3 x 2 Brasil.

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Coluna Fernando Calmon — Anfavea mantém previsão de crescimento de 5%

Coluna Fernando Calmon nº 1.372 — 7/10/2025

Anfavea mantém previsão de crescimento de vendas em 5%

Associação dos fabricantes reconhece que o mercado de veículos leves e pesados esfriou em relação aos trimestres anteriores. Emplacamentos tiveram alta de 7,2%, no primeiro trimestre e de 2,9%, no segundo. Contudo, recuaram 0,4% de julho a setembro. No acumulado dos nove primeiros meses de 2025 as vendas cresceram apenas 2,8%. O último trimestre costuma ser o melhor do ano e a Anfavea ainda vê possibilidade de o ano terminar com avanço de 5% sobre 2024.

Este ano as altas taxas de juros, para controle da inflação fora da meta, continuam em patamar elevado, encarecendo as prestações. Entretanto, Igor Calvet, presidente da entidade, prefere ser mais otimista, embora não descarte dificuldades crescentes. “Reconheço o desafio de recuperação considerável de vendas no último trimestre, diante de uma base comparativa muito boa do final do ano passado”, avaliou.

Os estoques estão em níveis normais (26 dias) para veículos produzidos no Brasil. Modelos importados representam 136 dias estocados. Anfavea nada comentou, mas este volume atípico é, em sua maioria, de modelos da BYD para fugir do aumento escalonado do imposto de importação sobre elétricos e híbridos. Haja capital de giro chinês…

Já a Fenabrave foi mais contida. Indicou, agora em outubro, um avanço de 2,6% sobre o ano passado, no fechamento de 2025. Até junho ainda manteve a previsão de 5% de crescimento. Automóveis e comerciais leves devem ter desempenho um pouco melhor (mais 3% sobre 2024). Arcélio Santos Jr, presidente da entidade, avaliou que a interrupção de produção da Toyota (ler adiante) poderá ser absorvida por outras marcas, apesar de lamentar o desfortúnio ocorrido.

Fábrica destruída: Toyota importará motores

A filial brasileira da marca japonesa reagiu de forma rápida, apesar dos prejuízos materiais de grande monta em sua fábrica de motores de Porto Feliz (SP) destruída por vendaval com intensidade nunca vista na região. Vai importar do Japão e de outros países motores para retomar a produção parcial nas fábricas de Indaiatuba e Sorocaba, porém ainda não sabe quando poderá normalizar a comercialização (possivelmente em fevereiro). Os estoques do Corolla na rede de concessionárias chegaram ao fim e restará apenas a picape Hilux importada da Argentina.

As versões híbridas flex do Corolla, que representam vendas bem menores, voltarão já em novembro. Todavia, só a partir janeiro de 2026 haverá motores importados suficientes para atender toda a demanda interna. A Toyota, entretanto, sofrerá ainda mais. Foi obrigada a adiar sine die o lançamento do Yaris Cross, um SUV compacto inédito, sua grande aposta para ganhar participação de mercado no Brasil e América do Sul. Alguns componentes do motor do novo carro são específicos (a exemplo do cabeçote) e estão sem previsão de normalização.

Yaris Cross é um produto para o segmento de maior demanda do mercado brasileiro e enfrentará entre outros o novo Honda WR-V previsto para novembro.

Kwid E-Tech, elétrico menos caro do País

Por R$ 99.990, o novo Kwid E-Tech 2026, fabricado na China, oferece um produto bem mais evoluído do que na sua estreia em 2022. O crossover subcompacto da Renault mantém o estilo que lembra um SUV. Foram retiradas as barras longitudinais no teto, modismo praticamente inútil, pois aumenta massa, preço e piora o coeficiente aerodinâmico. Quantos carros você já viu carregando tralhas no teto?

Trata-se de um modelo inteiramente novo e dimensões pouco maiores do que as do Mobi, porém é homologado para quatro lugares. O interior evoluiu bastante: quadro de instrumentos digital de 7 pol., tela multimídia de 10 pol., conexão sem fio Android Auto e Apple CarPlay e volante regulável (só em altura). Destaque maior fica por conta de 11 sistemas avançados de assistência à condução (ADAS, em inglês) que inclui até análise de cansaço do motorista. Além de câmera de ré, agrega sensores de estacionamento traseiro e dianteiro.

Motor elétrico é o mesmo: 65 cv e 11,2 kgf·m. Acelera de 0 a 100 km/h em 14,6 s (equivalente ao Mobi com gasolina) e alcance, padrão Inmetro, de até 180 km.

Leapmotor confirma vendas em novembro

Para atuar no mercado internacional, Stellantis e Leapmotor formaram, em maio de 2024, uma joint venture, com 51% do capital da primeira e 49% da segunda. A empresa foi fundada na China em 2015 e já produziu mais de um milhão de unidades. No Brasil contará com 36 pontos de vendas e assistência técnica das marcas da Stellantis, a partir do próximo mês e inicialmente importará dois modelos. Ocuparão, no entanto, salões de exposição independentes.

O C10 é um SUV elétrico de alcance estendido (como o já descontinuado BMW i3, lançado em 2013) de grande conveniência para um país de dimensões continentais e uma rede de recarga limitada. A grande vantagem é poder viajar sem preocupações sobre recarga e alcance. Trata-se de um SUV médio-grande com bom espaço interno graças ao entre-eixos de 2.825 mm (pouco maior que um Commander) e porta-malas de 475 L.

Se a bateria está próxima a esgotar, basta abastecer com gasolina para o motor-gerador de 95 cv fornecer energia necessária para o motor elétrico traseiro de 215 cv e 32,6 kgf·m. Também pode ser recarregado em tomada como todo elétrico. Alcance declarado na China é de até 1.000 km, mas o Inmetro deve homologar uma distância menor. Haverá também uma versão elétrica convencional.

O segundo modelo, B10, é também SUV elétrico de dimensões menores, com porte de um Compass. Distância entre eixos é um pouco inferior: 2.735 mm. Há duas opções de baterias e provavelmente a maior de 67,1 kW·h deve ser a escolhida para o Brasil. Motor, na especificação europeia, entrega 218 cv e 24,5 kgf·m.

Maverick Tremor: espaçosa e bom preço

Mercado de picapes médias oferece tantas alternativas que classificá-las é tarefa difícil, se consideradas as dimensões da Maverick: comprimento, 5.096 mm; entre-eixos, 3.075 mm; largura, 1.844 mm; altura, 1.758 mm. O entre-eixos, por exemplo, referência de espaço para pernas no banco traseiro, é apenas 10 mm menor que a Hilux; largura (sem espelhos) só 11 mm menos que a japonesa líder de mercado. Apenas no comprimento e na altura o modelo da Toyota se impõe. Contra sua adversária mais direta, Rampage, a comparação é equilibrada em tamanho. Embora a Maverick perca nos ângulos central e de saída, ganha no ângulo de entrada. Caçamba de 943 litros da picape da Ford é apenas 6% menor que da Ram.

Motor a gasolina 2-L, turbo, 253 cv, 38,7 kgf·m e o câmbio automático de oito marchas vão muito bem na Tremor, que se destaca pelo silêncio de marcha e o bom desempenho, tanto em uso urbano quanto em estrada. Consumo de combustível, obviamente, foi alto durante a avaliação em asfalto e terra, porém dentro do previsível para veículos deste porte: 7,7 km/l (cidade) e 10,7 km/l (em autoestrada). Uma de suas boas características é o diâmetro de giro que, embora não informado pelo fabricante, facilita manobras de retorno e de estacionamento (com ajuda de câmeras em visão de 360°).

Na parte interna, a central multimídia tem tela maior de 13,2 pol.  Sensores de proximidade ajudam ao estacionar. Boa posição de guiar, mais parecida com a de automóvel do que de picape. Espaço para os passageiros no banco traseiro rivaliza com modelos de maior porte. Acabamento explora diferentes materiais e texturas.

Maiores destaques da versão Tremor: elevação da suspensão em 22 mm e vão livre ao solo de 226 mm. Melhora toda a geometria off-road com ângulos de 30,9º de entrada, 21,3º de saída e 20º, central. Há ainda bloqueio do diferencial traseiro, botão 4WD que indica tração 4×4 constante, pneus do tipo todo-terreno 235/65R17, controle de velocidade e modo de condução fora-de-estrada. Ganchos de reboque na cor laranja diferenciam esta versão.

Importada sem imposto do México, preço é competitivo: R$ 239.990,00.
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Vendaval destrói fábrica de motores da Toyota e deixa dez feridos

Ventos de 95 quilômetros por hora e chuvas fortes destruíram a ontem a fábrica de motores da Toyota do Brasil, em Porto Feliz-SP. Imagens internas e externas da empresa, mostram a linha de produção danificada e o destelhamento do local.
Além dos danos, dez pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para atendimento médico.

A operação, que foi inaugurada em 2016 e emprega 320 funcionários, não tem data para voltar a produzir e deve prejudicar a produção dos modelos da marca.

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Maestro que levou a música brasileira para o mundo recebe homenagem

O maestro e compositor Antônio Carlos Gomes é, ao longo de décadas, um dos mais importantes símbolos de Campinas e do Brasil no cenário cultural. Nascido em 1836, o campineiro foi o primeiro das Américas a conquistar um espaço no disputado palco da ópera europeia, levando para fora do país a força da música brasileira.

Ao longo deste mês de setembro, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Campinas, em parceria com diversas entidades, promove o “Mês Carlos Gomes”, que reúne várias atividades sobre o legado do maestro.

O Guarani

Sua obra mais conhecida, O Guarani (1870), estreou em Milão e rapidamente ganhou notoriedade. Ao inserir elementos nacionais em uma tradição essencialmente europeia, Carlos Gomes não apenas conquistou aplausos, mas também abriu caminho para que artistas brasileiros fossem reconhecidos no exterior.

Carlos Gomes foi também o primeiro compositor não europeu a ser aplaudido no prestigiado Teatro Alla Scala, feito comparável a um artista latino-americano ser celebrado hoje em palcos como a Broadway ou Hollywood.

Incentivo à música

A trajetória de Carlos Gomes está profundamente ligada ao contexto do Brasil imperial. Em uma nação ainda jovem, que buscava sua identidade cultural após a Independência, o compositor encontrou incentivo em Dom Pedro II, conhecido por seu apoio às artes e ciências. Foi o imperador quem viabilizou sua formação na Europa, reconhecendo nele um talento capaz de representar o país no exterior.


Para conferir a programação, acesse o link:
https://campinas.sp.gov.br/noticias/mes-carlos-gomes-2025-tem-programacao-especial-em-campinas-confira-as-atividades-128547

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Seleção joga bem no Maracanã e derrota Chile pelas Eliminatórias

Na última atuação diante da torcida brasileira pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo, o Brasil derrotou o Chile por 3 a 0, na noite desta quinta-feira (4) no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. O confronto, que foi válido pela 17ª rodada da competição.

Com os três pontos conquistados nesta quinta, a equipe comandada pelo técnico italiano Carlo Ancelotti, que já entrou em campo classificada para a próxima edição do Mundial, chega à última rodada das Eliminatórias ocupando a 2ª posição da classificação com 28 pontos.

Próximo compromisso

O Brasil volta a entrar em ação na próxima terça-feira (9), quando mede forças com a Bolívia, a partir das 20h30 (horário de Brasília), no Estádio Municipal de El Alto, na cidade de El Alto.

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Ford promove o Mês do Voluntariado com apoio das concessionárias

Tradicionalmente no mês de setembro a Ford mundial promove o Mês Global do Voluntariado, que incentiva seus colaboradores a atuar como voluntários em projetos sociais nas comunidades, com apoio da sua frente filantrópica, a Ford Philanthropy. Este ano, a ação ganhou um foco e um peso ainda maiores, com o lançamento da campanha global Ford Construindo Juntos.

A iniciativa vai reunir as mais de 9.000 concessionárias da Rede Ford em todo o mundo para apoiar programas focados em desenvolvimento comunitário, educação e segurança alimentar, em parceria com organizações sem fins lucrativos.

No Brasil, as mais de 130 concessionárias da Rede Ford estarão engajadas nessa campanha. Além de promover a arrecadação de alimentos não perecíveis durante todo o mês de setembro, a cada veículo vendido as concessionárias doarão mais duas cestas básicas a uma instituição local.

A ação reforça os valores da marca, destacando o compromisso com o serviço e a filantropia nas comunidades onde está presente – diretrizes que a Ford compartilha com seus empregados e concessionárias desde o início da empresa, há mais de 122 anos.

“Teremos nossos concessionários servindo como ponto de coleta de alimentos e convidamos todos a participar e fazer parte dessa corrente, deixando sua contribuição durante o mês de setembro” diz Antonio Baltar Jr., diretor comercial da Ford América do Sul.

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Novo XC70 da Volvo Car tem autonomia de 1.200 quilômetros

O modelo Volvo XC70 é o primeiro modelo da marca sueca a oferecer uma autonomia totalmente elétrica de mais de 200 quilômetros. Junto com o motor a combustão, o XC70 pode alcançar 1.200 quilômetros de autonomia. O SUV híbrido plug-in de longo alcance da Volvo Cars é construído sobre a nova plataforma Scalable Modular Architecture e visa atender à crescente demanda por esses veículos, especialmente na China.

A marca também planeja levar o carro para a Europa posteriormente. Caso a montadora o transforme em um produto global, a Volvo brasileira já demonstrou o interesse em adicionar o XC70 ao seu portfólio atual, ao lado dos híbridos XC60 e XC90; e dos totalmente elétricos: EX30, EX40, EC40 e EX90.

O XC70 é equipado com tecnologia de carregamento rápido, permitindo que ele carregue de 0 a 80% em apenas 23 minutos. Além disso, a capacidade de carregamento bidirecional do carro permite usar a bateria como um carregador portátil para outros dispositivos elétricos, como equipamentos para atividades ao ar livre.

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Chegam em outubro os esportivos da Volkswagen Golf e Jetta

A Volkswagen do Brasil promete para outubro deste ano a chegada de dois esportivos muito desejados: o Golf GTI e o Jetta GLI. Em sua oitava geração, o Golf GTI faz retorno histórico ao Brasil com motor mais potente.

Desde 1993, o Golf GTI ganhou o coração dos brasileiros com um conjunto que encanta os entusiastas por carros, uma representação fiel a sigla “Gran Turismo Injection”: um hatch espaçoso, potente e com ótima dirigibilidade. O modelo chega com motor de dois litros, turbo de quatro cilindros e com 245 cavalos de potência e 37,7 kfgm de torque. O câmbio de dupla embreagem DSG de 7 velocidades, que permite a função de Launch Control no modo Sport, tem tempo de resposta 13% menor, levando o GTI de 0 a 100 km/h em 6,1 segundos, nove centésimos abaixo da geração anterior.

Já o sedã Jetta GLI é um modelo familiar, mas com um desempenho de esportivo. Ele vem com um motor 2,0 litros turbo que oferece 231 cavalos de potência e 35,7 kgfm de torque, isso já adaptado ao Proconve L8. Acoplado ao conjunto está a transmissão de dupla embreagem DSG de 7 marchas. Na configuração, o GLI alcança os 100 km/h em apenas 6,6 segundos, com opção de Launch Control.

Os preços só serão divulgados no lançamento.

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