Brasil

No próximo domingo tem mundial de Endurance em Interlagos

Ao mesmo tempo em que reúne montadoras icônicas como Ferrari, Porsche, Lamborghini, BMW e Aston Martin, o Campeonato Mundial de Endurance tem outra característica bastante importante e que o torna singular no universo do automobilismo: a alta representatividade em seu grid, com pilotos oriundos dos cinco continentes. A Rolex 6 Horas de São Paulo reúne um contingente diverso, com bandeiras de 29 países diferentes neste fim de semana em Interlagos.

Palco do FIA WEC nesta quinta etapa da temporada 2024, depois de dez anos sem receber a competição, o Brasil estará na pista com dois pilotos na classe LMGT3: o curitibano Augusto Farfus, que corre pelo Team WRT com a BMW M4 LMGT3 #31; e o carioca Nicolas Costa, competidor da United Autosports a bordo da McLaren 720S Evo LMGT3 #59.

A América do Sul terá outros dois pilotos no grid em Interlagos. José María ‘Pechito’ López, vencedor das 24 Horas de Le Mans e campeão do FIA WEC em 2021 com a Toyota Gazoo Racing, volta ao volante do Lexus RC F LMGT3 #87 da Akkodis ASP Team, enquanto o chileno Nicolás Pino, de somente 19 anos, faz sua temporada de estreia no Mundial de Endurance como piloto da United Autosports a bordo da McLaren 720S Evo #95.O continente americano traz ainda dois pilotos canadenses — Antonio Serravalle, da Isotta Fraschini, na classe Hypercar, e Zacharie Robichon, da Proton Competition, na LMGT3. São três norte-americanos: Ian James, da Heart of Racing Team; Simon Mann, da Vista AF Corse; e Ryan Hardwick, da Proton Competition e companheiro de equipe de Robichon. Por fim, Aliaksandr Malykhin (Manthey Pure Rxcing, classe LMGT3) corre com a bandeira de São Cristóvão e Nevis e licença do país insular caribenho.

Pilotos

O FIA WEC abrange também três competidores africanos: os sul-africanos Sheldon Van der Linde (BMW M Team WRT, na Hypercar) e o irmão, Kelvin Van der Linde (Akkodis ASP Team), além do angolano Rui Andrade (TF Sport), os dois últimos inscritos na LMGT3.

Nação de enorme tradição no automobilismo, o Japão terá cinco pilotos em Interlagos, com destaque para Kamui Kobayashi e Ryo Hirakawa, campeões do FIA WEC com a Toyota Gazoo Racing na classe Hypercar. A China é representada pelo jovem Yifei Ye, que compõe o trio da AF Corse com a Ferrari 499P da principal categoria do campeonato.

A Ásia ainda tem no grid Ahmad Al Harthy, de Omã, no Oriente Médio. O piloto é um dos companheiros de equipe de Valentino Rossi na BMW M4 LMGT3 #46. O outro carro da equipe belga, que tem Augusto Farfus como um dos competidores, traz mais um asiático: Sean Gelael, da Indonésia. E Carl Wattana Bennett, piloto da Isotta Fraschini, tem dupla nacionalidade: norte-americano de nascimento, o competidor defende a bandeira tailandesa no FIA WEC, enquanto Robert Shwartzman estampa o pavilhão de Israel na Ferrari 499P #83 da AF Corse na Hypercar.

A Oceania é bem representada no grid da Rolex 6 Horas de São Paulo. A Nova Zelândia tem os campeões mundiais Earl Bamber (Cadillac Racing) e Brendon Hartley (Toyota Gazoo  Racing), enquanto a Austrália acelera com Matt Campbell (Porsche Penske Motorsport) e Yasser Shahin (Manthey EMA), um dos líderes do campeonato na LMGT3.

O maior contingente

Berço do automobilismo e também do FIA WEC, a Europa é o continente que reúne o maior número de pilotos e também de países neste fim de semana da Rolex 6 Horas de São Paulo.

Estarão alinhadas em Interlagos as bandeiras de Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Grã-Bretanha, Países Baixos, Irlanda, Itália, Noruega, Polônia e Suíça.

A França é o país com maior representatividade no Campeonato Mundial de Endurance. Em São Paulo, 18 gauleses vão correr pela vitória. Outra nação com muitos pilotos em ação é a Itália, com 13, enquanto a Grã-Bretanha terá 12 competidores na pista.

Programação
Sexta-feira, 12 de julho

10h45 – Treino Livre 1 (90 minutos)
13h45 – Entrevista coletiva oficial FIA WEC
15h15 – Treino Livre 2 (90 minutos)
17h00 – Pit Walk

Sábado, 13 de julho
10h30 – Treino Livre 3 (60 minutos)
12h00 – Pit Walk
12h05 – Sessão de autógrafos
14h30 – Classificação GT3
14h50 – Hyperpole GT3
15h10 – Classificação Hypercar
15h30 – Hyperpole Hypercar
16h00 – Entrevista coletiva pós-classificação FIA WEC

Domingo, 14 de julho
08h40 – Pit Walk
08h45 – Sessão de autógrafos
08h55 – Desfile de Ferrari
09h20 – Desfile de Porsche
09h45 – Desfile dos pilotos FIA WEC
11h30 – Rolex 6 Horas de São Paulo – largada
18h25 – Entrevista coletiva pós-corrida

No próximo domingo tem mundial de Endurance em Interlagos Read More »

Fiat comemora 125 anos de evolução e sucesso em vendas

Uma das marcas mais importantes da indústria automotiva mundial comemora 125 anos. Em 11 de julho de 1899, no Palazzo Bricherasio, em Turim, foi fundada a Società Anonima Fabbrica Italiana di Automobili – Torino, posteriormente simplificada para Fabbrica Italiana Automobili Torino – e conhecida por todos por seu acrônimo: FIAT. Para as marca a Itália ficou pequena e se tornou um sucesso em todo o mundo pela inovação, pioneirismo e carros marcantes.

Do primeiro carro, o 4 HP, passando por ícones como o S61, S76, Topolino, 500, 600, 127, 147, Panda, Uno, Tempra, Tipo, Palio, entre tantos outros, até chegar na gama atual, a Fiat construiu uma trajetória de sucesso baseada na inovação, acessibilidade e design. Cada um desses modelos marcou uma era distinta e contribuiu para a consolidação da marca no mercado global.

Vale ressaltar que a Fiat é uma das marcas automotivas em operação há mais tempo no mundo. Só no Brasil, já produziu mais de 18 milhões de veículos e ao longo dos anos, estabelecendo fortes vínculos no país, construindo o que hoje é umas das maiores redes de concessionários, mais de 500, espalhados por todo território nacional e consolidando-se como líder do mercado há 3 anos consecutivos.

“Ao longo de sua trajetória, a Fiat protagonizou momentos decisivos que moldaram a indústria automotiva. Mais do que desenvolver carros, construiu sonhos e oportunidades. Completar 125 anos é um feito que apenas uma marca com verdadeira tradição pode alcançar “, destaca Alexandre Aquino, vice-presidente da Marca Fiat para a América do Sul.

No ano de sua criação, a marca começou a fabricar o 4 HP, também conhecido como 3,5 CV. No início do século XX, aproveitando a febre da velocidade que se espalhava pelo mundo, surgiu o Fiat S61, um carro de corrida de dois lugares, em um cenário de intensa emoção esportiva, assim como o S76, conhecido como a “Besta de Turim”, com seu incrível motor de 28,5 litros. Nas décadas seguintes, modelos como o Topolino, o Fiat 500 e o Fiat 600 se tornaram ícones de design e democratizaram o acesso ao automóvel na Europa.

Em paralelo, em 1903, a Fiat atravessou as fronteiras do continente europeu e chegou à América, escolhendo a Argentina como primeiro destino de internacionalização. Com a visão de expandir a marca além da Europa, essa decisão estratégica abriu caminho para que a Fiat se tornasse uma referência na indústria automotiva argentina. No início, vendia modelos importados da Itália, e algumas décadas depois, a marca começou a investir na industrialização no país.

Tanto é que a marca construiu uma planta em Caseros dedicada à produção de automóveis, e em abril de 1960, saiu das linhas de montagem o Fiat 600D, o primeiro automóvel da marca fabricado na Argentina. Além de contribuir para o desenvolvimento industrial, a Fiat também foi uma escola de formação e treinamento de profissionais e técnicos, chegando a ser o principal empregador privado do país.

Na década seguinte chegou a vez da marca desembarcar no Brasil. Mais especificamente em 1973 foi celebrado um acordo de interesse entre Fiat SpA e o Governo de Minas Gerais e, em 9 de julho de 1976, era inaugurada a fábrica da Fiat Automóveis, em Betim, para a fabricação do 147.

Sucesso no Brasil 

“Mezzo brasileira e mezzo italiana”, conceito utilizado no rebranding da marca, traduz bem a relação que a Fiat possui com o país. Afinal, o Brasil desempenha um papel fundamental na história da Fiat.

A marca foi percussora na produção nacional em alguns segmentos como de picapes e furgões leves. Além disso, entre as conquistas, destacam-se o lançamento do primeiro carro brasileiro com computador de bordo (Prêmio), o pioneiro com motor turbo de fábrica no país (Uno Turbo) e o primeiro equipado com airbags no Brasil (Tipo). Também foi a primeira empresa a possibilitar a compra de um automóvel pela internet (Brava).

O primeiro modelo a sair da linha de montagem foi o Fiat 147, um carro moderno e inovador para a época dentro do mercado nacional. Em 1979, o carro ganhava sua versão movida a etanol, tornando-se o primeiro carro produzido em série no mundo movido com este combustível.

Além disso, a família do 147 também ganhou outras variações como sedãs, peruas, furgões e picapes, inaugurando segmentos que antes não existiam. Já em 1984, 40 anos atrás, foi a vez do Uno fazer história com o conceito “pequeno por fora e grande por dentro”. O modelo, lançado apenas um ano antes na Europa, associava um desenho aerodinâmico e novidades internas – todos os principais comandos sem a necessidade de tirar as mãos do volante – somado a atributos já consagrados do 147, como amplo espaço interno, baixo custo de operação e economia de combustível. Nos quatro anos seguintes, a Fiat apresentou versões de três volumes (Prêmio), perua (Elba) picape e furgão (Fiorino) derivados do Uno.

Na década de 1990, a Fiat continuou a consolidar a presença no mercado brasileiro com importantes lançamentos que marcaram a década. Em 1990, a marca apresentou o Uno Mille, uma versão mais acessível e econômica do Uno, que se tornou um verdadeiro fenômeno de vendas e um dos carros mais populares do Brasil, graças ao baixo custo de manutenção e consumo eficiente de combustível. Na mesma década, o Uno também foi responsável por mais um capítulo importante dentro do cenário nacional dos esportivos. Em fevereiro de 1994, a Fiat lançava pela primeira vez no Brasil, um carro de passeio que saía de fábrica com turbocompressor.

Outro destaque foi o lançamento do Fiat Tempra, um sedã médio lançado em 1991, que trouxe sofisticação e tecnologia avançada para a época, sendo o primeiro sedã de luxo da marca. Também foi o primeiro a trazer a tecnologia de motores de quatro válvulas por cilindro em um carro nacional, em 1994. No ano seguinte, chegava o Tipo, primeiro carro médio importado pela marca.

Em 1996, a Fiat revolucionou o segmento de compactos com o lançamento do Fiat Palio, um modelo global desenvolvido para atender às necessidades dos mercados emergentes. O Palio rapidamente se tornou um sucesso de vendas e gerou uma família de veículos, incluindo a perua Palio Weekend, Siena e mais tarde a picape Strada, que logo se tornou líder de categoria e referenciou a Fiat dentro do segmento de picapes, mais do que isso, nos últimos 3 anos, a Strada é o carro mais vendido do Brasil e é uma das principais responsáveis, juntamente com Ducato, Scudo e Toro, pela liderança em LVC’s.

Os dois últimos anos da década de 1990, foram marcados por muitas tecnologias e lançamentos inovadores. Em 1998 foi lançado o Fiat Marea, o primeiro carro brasileiro com motor 5 cilindros e faróis elípticos, o Siena 6 marchas e a Strada. No ano seguinte, chegava a Strada Cabine Estendida, o Palio Adventure, inaugurando o que se tornaria uma das versões mais reconhecidas da marca, o Palio Citymatic, com sua inovadora embreagem automatizada, além da chegada do Brava, primeiro carro vendido pela internet.

A Fiat não parou de evoluir, a partir dos anos 2000, a família Fiat cresceu, tornou-se mais relevantes dentro do mercado e a marca trouxe modelos completamente novos, como o Doblò, Ducato, Stilo, Idea, Punto e Linea, além de iniciar a importação do icônico Fiat 500. Na mesma década, a marca lançou no mercado o Adventure Locker, sistema de bloqueio do diferencial, também foi a vez de trazer outras novidades, o câmbio automatizado Dualogic, o Siena Tetrafuel e a Strada Cabine Dupla.

A década de 2010 foi marcada por uma explosão de novidades para a Fiat, principalmente no que tange o design e a criatividade brasileira. Logo no início, a marca apresentou a nova geração do Uno, um ícone repaginado para atender às novas demandas do mercado. Também lançou o Freemont, seu primeiro SUV e o primeiro modelo resultante da associação da marca italiana com o grupo Chrysler aqui no Brasil.

Em 2016, A Fiat lança mais um enorme sucesso: a Toro, o primeiro SUP (Sport Utility Pick-up) do mercado. O conceito exclusivamente pensado para o mercado nacional era um sonho antigo dos engenheiros brasileiros, que combina robustez e versatilidade. No mesmo ano, o Mobi chegou para revolucionar o segmento de compactos, com um design moderno, tampa do porta-malas totalmente em vidro e preço competitivo para o mercado da época.

As inovações continuaram em 2017, quando a Fiat apresentou o Argo, um hatch com visual contemporâneo que refletia o novo momento da marca. Já em 2018, foi lançado o Cronos, sedã importado da Argentina que rapidamente se destacou pela elegância e eficiência.

Nesta década, a Fiat passou por um rebrading, inovou o portifólio, entrou em novos segmentos, retomando liderança do mercado brasileiro. Em 2020, a marca lançou mais uma geração da Strada, uma nova geração da icônica picape que trouxe avanços em design, segurança e que rapidamente se tornou um sucesso. No ano seguinte, a Fiat deu início à eletrificação no Brasil com o lançamento do Fiat 500e, seu primeiro veículo totalmente elétrico. Também apresentou seu primeiro SUV nacional, o Fiat Pulse, que conquistou os consumidores com estilo arrojado e muita tecnologia.

Em 2022, a Fiat continuou a expansão no mercado de veículos comerciais com o lançamento do Scudo, com uma versão elétrica, o e-Scudo. Também ampliou a família com o Fiat Fastback, com um novo conceito de SUV Coupé. Em 2023, a marca trouxe o Novo Ducato, oferecendo mais versatilidade e eficiência, e inovou com a Stradav equipada com motor turbo, tornando-se a primeira picape do segmento a contar com esse tipo de motorização em todo o mundo.

Já neste ano, a marca entrou para o segmento de D-picapes, com a Titano, modelo com maior volume de caçamba e preço mais competitivo da categoria, além de muita tecnologia e robustez. Atualmente, a Fiat ostenta o título de líder de vendas há 42 meses consecutivos, o que equivale a três anos e meio sendo a número um no mercado nacional.

Uma história latino-americana 

Com mais de 100 anos de história na América Latina, a Fiat desembarcou seu primeiro veículo na Argentina em 1903. Já na década de 1920, a empresa instalou seu primeiro salão de exibições em Buenos Aires e criou a primeira assistência técnica para os veículos importados da Itália.

Com o sucesso dos modelos italianos, a empresa inaugurou sua primeira fábrica em 1960, em Caseros, província de Buenos Aires. Naquele mesmo ano, a marca iniciava a produção do Fiat 600D, considerado um dos primeiros automóveis de fabricação em larga escala na Argentina, que foi fabricado até 1982. Milhares de argentinos habitantes no país, aprenderam a dirigir em um “Fitito”, como ficou conhecido.

A evolução foi rápida. Já em 1963 nascia a segunda fábrica da marca em solo argentino, em Ferreyra, Córdoba, para produzir conjuntos mecânicos. Enquanto em Palomar, também província de Buenos Aires, era erguida uma unidade de carrocerias e montagem. No ano seguinte, foi inaugurado o Edifício Mirafiori para ser a sede central. Ainda na década de 1960, o mercado argentino teve carros como o 1100, 1500, 1600 Multicarga e o 125 Sport.

Durante a década de 1970, a expansão da Fiat prosseguiu com a exportação de componentes de montagem de carros no Uruguai, iniciada em 1972. Entre 1971 e 1986, o Fiat 128 marcou época na Argentina, sendo o primeiro carro com tração dianteira fabricado no país. O Veículo apresentava, ainda, motor transversal e foi produzido nas versões básica, L, Familiar, Europa e IAVA.

Do início dos anos 1980 até 1995, a Sevel produziu e vendeu sob licença os automóveis e comerciais da Fiat, mantendo a liderança do mercado argentino. Carros como o Spazio, o Uno e o sedã Regatta tiveram grande aceitação do público.
Em 1995, a Fiat Auto decidiu investir US$ 600 milhões na Argentina para a fabricação de carros da família Palio.  Uma nova fábrica foi construída em Córdoba, incorporando a unidade de motores e caixas de câmbio já existente. Sendo que o controle da marca, por meio da Fiat Auto Argentina S.A., foi retomado oficialmente no dia 1º de julho de 1996. Em dezembro do mesmo ano, iniciava a fabricação dos novos Palio e Siena.

Após os anos 2000, a história da Fiat ficou marcada pelo relançamento do complexo industrial de Ferreyra em 2008; o investimento na planta e preparação para produção do novo Palio em 2012; e a modernização da fábrica de Córdoba com investimento de US$ 500 milhões para produzir um carro de qualidade mundial: o Fiat Cronos.

Lançado em 2017, o Fiat Cronos chegou para revolucionar o mercado de sedãs, fazendo parte da ampla renovação da gama da marca. Recentemente, o modelo alcançou a marca de 400 mil unidades produzidas na planta argentina. Além de estar presente na Argentina e no Brasil, o modelo também é exportado para outros oito países na América Latina.

Fiat comemora 125 anos de evolução e sucesso em vendas Read More »

Coluna Histórias e Estórias – Por Chico lelis

Por que tanto acidente com ônibus?

Quando em “A Tribuna”, de Santos, onde comecei minha carreira em 1969, fiz uma reportagem sob o título “Câncer, uma questão de diagnóstico precoce”, com a colaboração do Oncologista Joaquim Pinho, que explicava a necessidade de se descobrir o quanto antes a doença, para que ela não conseguisse avançar.

Foi pensando nisso que, diante dos inúmeros acidentes de ônibus que ocorreram nos últimos dias, que pensei qual seria o diagnóstico precoce para se curar este mal que assola as nossas estradas.

Nestes casos, ao diagnóstico precoce poderia ser dado pelas autoridades, nos casos as policiais rodoviárias de todo o País, mediante rigor na fiscalização, evitando, por exemplo, o maior acidente já registrado no Brasil, quando perderam a vida 68 pessoas. Foi em julho de 1987, na BR 040 (que liga Belo Horizonte ao Rio de Janeiro), próximo a Belo Vale, em Minas Gerais.


Um ônibus urbano, que não pode ser usado em rodovia, chocou-se contra outro, este rodoviário. Além de não poder dirigir em rodovias, o motorista estava embriagado. Se houvesse uma fiscalização eficiente, o urbano teria sido parado e pessoas não teriam perdido a vida.

Nem sempre a embriaguez do motorista é a responsável pelos acidentes fatais, mas também as péssimas condições dos ônibus, com seus pneus “carecas” ou recauchutagem de 5ª categoria; freios deficientes, motores que falham. Sobre recauchutagem é preciso dizer que, quando feita dentro de rígidas normas técnicas, é utilizada até mesmo para aviões (é possível que em alguns casos, até 3 vezes ou mais).

E, por que acontecem tantos acidentes envolvendo ônibus no Brasil? Segundo o Atlas de Acidentalidade do Transporte Brasileiro, em 2021 a desobediência à sinalização e o motorista dormindo ao volante foram as causas mais frequentes. Em seguida, velocidade acima da permitida, ultrapassagem indevida, ingestão de álcool e falta de atenção.

Ainda falando de número, eles impressionam. Segundo a Confederação Nacional do Transporte (CNT), em 2022 aconteceram 64.446 acidentes no Brasil, sendo que 52.948 pessoas foram vítimas de acidentes envolvendo ônibus. É preciso ressaltar que estes números se referem apenas às rodovias federais.

Em 2023 foram 142 óbitos envolvidos com sinistros em micro-ônibus, 603 óbitos envolvidos com sinistros em ônibus, com o total de 745 vítimas fatais.

Palavra do especialista

Para o especialista no assunto segurança, Thyrso Guilarducci,  “o  que se observa no cenário brasileiro no espectro de trânsito é uma fragilidade imensa que beira a procrastinação. Não são apenas os ônibus que muitos deles estão em precárias condições. Caminhões em ruínas, verdadeiras sucatas sobre rodas, trafegando impunemente pelas cidades e rodovias. Se um veículo desses atingir um carro particular, além dos riscos de vítimas pessoais, há a responsabilidade civil: certamente o proprietário não possui recursos para indenizar seus atos”.

Por isso, ele recomenda que o ideal é ficar longe deles.

O especialista destaca que “a nossa legislação é suficiente, porém a efetiva fiscalização é como você comentou, Insuficiente mesmo. (Referindo-se à conversa que tivemos)

“Eu – continua ele com sua análise – viajei muito nos Estados Unidos e vejo como são rigorosas as inspeções nas rodovias. Os policiais usam macacões de mecânicos e entram sob as carretas examinando freios, rodas, pneus, mangueiras, parte elétrica, vazamentos, suspensão e direção com elevado grau de rigor. Qualquer anormalidade, além das multas, o veículo só sai do local após reparar as falhas ou guinchado.

Aqui ele menciona um dos maiores problemas. No Brasil ainda temos os fantasmas de ônibus clandestinos que fazem rotas de São Paulo para Teresina no PI (por exemplo) levando passageiros, que encontram nesses valores menores uma forma de poder viajar. É uma situação complicada, pois são coletivos inseguros de modo amplo. Revisões que faltam e muitos deles são os que causam tantos acidentes.

E concluiu “com fiscalização intensa é que isso pode ter um fim”.

Você deve estar pensando, mas por que a coluna só fala em números da Polícia Rodoviária Federal? Porque, em mesmo o especialista tem acesso a eles. Parece haver uma nuvem que encobre os acidentes ocorridos nas estaduais em todo o Brasil.

 

Coluna Histórias e Estórias – Por Chico lelis Read More »

Blue Échos faz releitura de músicas clássicas para voz e guitarra elétrica

O duo Blue Échos faz releitura de obras clássicas escritas em séculos passados para piano ou cordas adaptadas com letras e arranjos originais para voz e guitarra elétrica neste final de semana em Campinas. A dupla, formada pela cantora americana Laura Kimmel e o guitarrista brasileiro Leandro Ligocki, também interpreta composições autorais que misturam o clássico com o moderno. Após a turnê na Flórida, em fevereiro, o Blue Échos começa em Campinas sua turnê pelo Brasil. Na sexta-feira, dia 12 de julho, a partir das 20h, se apresenta no Rabeca Cultural, em Sousas, e no sábado, dia 13 de julho, faz recital no Museu da Imagem e do Som (MIS), de Campinas, às 18h.

Uma composição de Johann Sebastian Bach, originalmente para orquestra de cordas, e uma obra do compositor francês impressionista Erik Satie, para piano solo, que o duo adicionou uma poesia original e transformou em canções para voz e guitarra, ganham destaque no repertório, que também terá canções próprias como “Convergências” e “Sunrise of the Soul”, e uma seleção especial de música brasileira e norte-americana. “Gostamos da música clássica e também de diversas vertentes populares, e essa afinidade nos levou a buscar nossa própria forma de criar um novo som. Essa mistura resultou em peças incríveis, com uma estrutura muito diferente”, diz Ligocki.

“Eu acredito que nós proporcionamos uma experiência musical única, com essa combinação original de timbres, poesia e estilo”, afirma Laura. O Blue Èchos tem várias composições distribuídas nos canais de streaming, como “Sky of Glass”, “Floating with You” e “The Old Garden Gate”, que têm como temas recorrentes o amor universal e a conexão humana.

Laura e Ligocki se conheceram na pandemia ao participarem de um trabalho realizado pelo professor e compositor Jônatas Manzolli, da Unicamp, de forma virtual com músicos brasileiros e internacionais, se identificaram e começaram a compor juntos, à distância. Ligocki mora em Campinas e trabalha na Orquestra Sinfônica da Unicamp. Músico versátil, toca violão, guitarra e alaúde, e atua em orquestras e bandas na cidade e em São Paulo como instrumentista, arranjador e compositor. Laura vive nos Estados Unidos, e se apresenta em recitais, óperas, teatros, cantando música clássica, eletroacústica e jazz, e já percorreu a Europa e o Japão com seu trabalho.

Serviço
Blue Échos – releituras de clássicos, jazz, música brasileira e autorais
Quando: 12 de julho (sexta-feira)
Onde: Rabeca Cultural
Avenida Dona Maria Franco Salgado, 250 – Jardim Atibaia, Sousas, Campinas
Horário: a partir das 20h
Entrada: R$ 40,00
Quando: 13 de julho (sábado)
Horário: a partir das 18h30
Onde: MIS – Museu da Imagem e do Som
Rua Regente Feijó, 859 – Centro, Campinas
Entrada gratuita

Blue Échos faz releitura de músicas clássicas para voz e guitarra elétrica Read More »

Presidente da Fenabrave acredita em crescimento no mercado automotivo

“Vejo com muito otimismo o mercado de carros, as vendas estão avançando além da expectativa. Acredito que o chegaremos a 2,5 milhões de unidades este ano”.

Assim o presidente da Fenabrave, entidades que representa as concessionárias do Brasil, José Mauricio Andretta Junior, resumiu o balanço do setor no primeiro semestre do ano, em reunião nesta quarta-feira (3/7/24). Andretta Junior lembrou que no início do ano fez uma previsão de crescimento de 12%, o que foi considerado “muito otimismo”, e no entanto o índice de crescimento registrado no primeiro semestre foi ainda maior, 14,6%.

As vendas totais de veículos automotores no semestre foi de 1.143.796 contra 998.164 no mesmo período do ano passado.

O setor de carros e comerciais leves vendeu 1.077.003 unidades e teve um crescimento de 15,3% no acumulado do ano. No mês de junho, as vendas totais foram de 214.289, crescimento de 10,3% sobre maior e de 13,1% sobre junho do ano passado.

As vendas de caminhões cresceram 10,2% no semestre, com vendas de 55.457 unidades. O desempenho do setor de pesados, segundo a entidade, segue o bom desempenho na construção civil e da mineração, além do agronegócio, que é a alavanca do setor.

“O que vende carro é crédito. O que vende caminhão é PIB” definiu Andretta Junior.

Em relação ao segmento de ônibus, que teve queda de 15,4% no semestre, ele explicou que o governo federal liberou R$ 20,5 bilhões para o programa Caminho da Escola, verba que será liberada somente após as eleições, por isso o crescimento só deverá ocorrer no fim do ano e no ano que vem. (AutoInforme)

Presidente da Fenabrave acredita em crescimento no mercado automotivo Read More »

Nova BMW X2 chega totalmente renovada e com uma opção 100% elétrica

De uma só vez, a BMW do Brasil  apresentou quatro modelos muito especiais: Mini Countryman SE ALL4, Cooper S, X2 e iX2. São dois 100% elétricos e dois a combustão. O conceito do SAV –  Sports Activity Coupé foi lançado pela marca alemã há 17 anos e se tornou uma referencia mundial.

BMW X2

Os novos BMW X2 e BMW iX2 têm um design muito atraente, moderno e acabamento muito sofisticado, uma característica da marca. O novo modelo também marca a importante diferenciação do modelo X1. Como um coupé, onde as linhas têm caimento acentuado do teto, novo BMW X2 cresceu 19,4 cm em comprimento em relação ao seu antecessor, chegando a 4,55 m de comprimento. Nas demais medidas, o modelo aumentou 2,1 cm em largura (totalizando 1,84 m), mais 6,4 cm em altura (1,59 m) e 2 cm no entre-eixos (2,69 m). Com todas essas alterações, o X2 teve uma sensível melhora no espaço interno. Qualquer um dos quatro passageiros, têm uma ótima acomodação e conforto. O porta-malas, assim como orestante do interior, também é generoso: 560 a 1.470 litros, dependendo do rebatimento dos bancos e no iX2, 525 e 1.400 litros. O menor espaço no modelo elétrico se deve por conta das baterias.

Design

Até de longe é possível identificar que alí está uma legitimo BMW. A grade tradicional em forma de dois rins quase hexagonal, utilizada pela primeira vez no segmento compacto premium – é equipada com a iluminação de contorno BMW Iconic Glow. Os faróis são de LED adaptativos. A frente é muito bonita e agressiva.

A linha do teto, que flui ao longo de um caminho ininterrupto até a traseira, cria uma silhueta esbelta em formato de coupé. A traseira, assim como a frente, é também bonita e muito elegante. As caixas de rodas dão visual mais musculoso ao modelo e as lanternas e o spoiler da tampa do porta-malas, dão um visual muito esportivo. As rodas são de 20 polegadas nas variantes a combustão e elétrica, cada um com um desenho exclusivo. O conjunto como um todo é muito harmonioso.

O interior, não menos caraterístico da marca, tem um acabamento sofisticado e muito agradável.  Tanto o modelo a combustão quanto o eétrico são muito semelhantes. Logo que se entra no X2 o que chama á atenção é o grande BMW Live Cockpit Professional, uma incrível tela curvada — composta por duas peças, de 10,25” (painel de instrumentos) e 10,7” (multimídia). É o mesmo equipamento utilizado no BMW X1/iX1, equipado com o novo Sistema Operacional 9, que exibe as informações de maneira atraente e intuitiva. A única diferença entre X2 e iX2 fica para os paddle-shifts, utilizado no X2 a combustão para troca de marchas e no iX2 para ativar o boost temporário de potência.

Na parte frontal do console central estão dois porta-copos e uma bandeja para smartphone com iluminação indireta e carregamento sem fio.
Motores

A motorização a combustão é o já conhecido motor de quatro cilindros  TwinPower, de  2,0 litros, turbo, que entrega 204 cavalos e 300 Nm de torque. A transmissão é automática Steptronic de 7 marchas. Esse conjunto faz o X2 acelerar de 0 a 100 Km/h em 7,4 segundos e atingir a velocidade máxima de 231 km/h.

Já o elétrico é movido por dois motores, localizados um em cada eixo, resultando em uma tração integral xDrive. Juntando os dois motores, a potência é de 230 kW / 306 cavalos e um torque espetacular de 494 Nm. Quando o motorista desejar um pouco mais de potência, pode acionar o  boost temporário, numa borboleta atrás do volante, e terá por 10 segundos, uma potência extra de 7 cavalos. O modelo iX2 acelera de 0 a 100 km/h em 5,6 segundos e a velocidade máxima de 180 km/h. Posicionada no assoalho, a bateria de alta tensão do BMW iX2 tem capacidade total de 64,8 kWh. São até 337 km de alcance, de acordo com o Inmetro.

Carga

O BMW iX2 carrega 100% de sua bateria em 6h30m na BMW Wallbox configurada em 11 kW. Para garantir a recarga em casa e em viagens, um carregador de alta potência acompanha o carro: o carregador Flex Charger portátil, que oferece potência de até 11 kW. O carregador possui padrão de tomada tipo-2, internacional, compatível com todos os veículos BMW e de outras marcas. Para recarga em carregadores ultrarrápidos de 100 kW, são necessários 38 minutos para recarregar de 10 a 80%, faixa de recarga mais comum em deslocamentos.

Moderno

No quesito conectividade, os novos BMW X2 e iX2 conta com o BMW ConnectedDrive, que fornece serviços como: Chamada de Emergência Inteligente, aviso de manutenção por telemetria, navegação com informação de trânsito em tempo real, portais de notícias, clima e aplicativos. Destaque para Digital Key plus que substitui as chaves físicas do veículo para a abertura das portas. Contando com a mais nova, rápida e segura tecnologia, chamada de UWB (banda ultra larga), não há mais a necessidade de aproximar o smartphone ou smartwatch da maçaneta do veículo para abri-lo e do carregador sem fio no console para ligar o motor. A tecnologia está disponível para modelos compatíveis da Apple e Samsung. O cliente também pode compartilhar chaves de forma totalmente digital, por envio de mensagem.

Há ainda os serviços remotos que podem ser acionados a partir do app My BMW, como trancar e destrancar as portas, buzinar, climatizar, localizar o veículo e enviar destinos diretamente ao sistema de navegação. Ainda é possível utilizar aplicativos de smartphones, com preparação para Apple CarPlay e Android Auto sem fio.

Entre os equipamentos disponíveis, sistema Parking Assistant Plus (que auxilia o motorista a estacionar), ar-condicionado com controle digital automático, BMW Comfort Access 2.0 (destrava e acende luzes de boas-vindas ao se aproximar do carro e tranca o veículo ao se afastar sem necessidade de encostar na chave, além de possibilitar a abertura do porta-malas através da aproximação do pé no para-choque traseiro), Driving Assistant Professional (assistente de condução inteligente em situações de trânsito lento ou em longos deslocamentos, informando o motorista, por meio de alertas visuais e sonoros, mudanças involuntárias de faixa de rolamento e controle e prevenção de aproximação frontal, entre outras funções), Head-Up Display, teto solar panorâmico e sistema de som Harman Kardon.

Há ainda o Assistente Pessoal Inteligente BMW (Intelligent Personal Assistant, capaz de executar inúmeras funções no veículo ou explicar o funcionamento de equipamentos, sendo ativado por comando de voz com a frase “Olá BMW”, ou qualquer outra frase que for programada pelo motorista. O modelo pode ainda se conectar com a Amazon Alexa e casas inteligentes, além de estar apto para receber atualizações remotas de software quando disponíveis.

O BMW Service Inclusive (BSI) é um programa que oferece serviços de manutenção de veículos BMW, com cobertura mundial na rede de concessionárias autorizadas, sem custo adicional dos serviços cobertos.

Preços
BMW X2 xDrive20 M Sport – R$ 388.950,00
BMW iX2 xDrive30 M Sport – R$ 443.950,00

Nova BMW X2 chega totalmente renovada e com uma opção 100% elétrica Read More »

Brasil ultrapassa EUA e já é maior exportador de algodão do mundo

O desempenho da safra 2023/2024 de algodão, com a colheita de mais de 3,7 milhões de toneladas, elevou o Brasil ao posto de maior produtor do mundo. O país também se tornou, oficialmente, e pela primeira vez na história, o maior exportador de algodão do mundo, superando os Estados Unidos.

O anúncio foi feito neste fim de semana em Comandatuba, na Bahia, durante a 75ª reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e seu Derivados, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, na conferência Anea Cotton Dinner, promovida pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). A meta era prevista para ser alcançada somente em 2030.

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) comemorou o resultado da safra atual, com 60% da produção totalmente comercializada.“A liderança no fornecimento mundial da pluma é um marco histórico, mas não é uma meta em si, e não era prevista para tão cedo. Antes disso, trabalhamos continuadamente para aperfeiçoar nossos processos, incrementando cada dia mais a nossa qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade, e, consequentemente, a eficiência”, ressaltou o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel. A meta era prevista para ser alcançada somente em 2030.

Guinada

O presidente da Anea, Miguel Faus, lembrou que há cerca de duas décadas o Brasil era o segundo maior importador mundial.

“Essa guinada se deve a muito trabalho e investimento na reconfiguração total da atividade, com pesquisa, desenvolvimento científico, profissionalismo e união. É um marco que nos enche de orgulho como produtores e como cidadãos”, afirmou.

A Abrapa atribui o bom desempenho dos produtores à interligação entre produtores e a indústria têxtil brasileira. Apesar de sofrer forte concorrência externa, o consumo de fios e de algodão deve subir de 750 mil toneladas para 1 milhão de toneladas por ano.

A própria associação criou uma rede chamada Sou de Algodão, onde produtores de roupas, universidades de moda, pesquisadores e produtores de algodão caminham juntos para desenvolver qualidade aos produtos finais. Cerca de 84% do algodão produzido no Brasil detém certificações socioambientais.

As exportações brasileiras se recuperaram também pela maior demanda de países como Paquistão e Bangladesh, que no ciclo anterior compraram menos devido a dificuldades financeiras para abrir cartas de créditos. Essa retomada colaborou para que as expectativas fossem superadas. “A gente achava que iria exportar inicialmente 2,4 milhões, 2,45 milhões de toneladas.”

Entre os principais mercados do algodão brasileiro estão China, Vietnã, Bangladesh, Turquia e Paquistão.

Penas de aves

Na última semana, o governo brasileiro recebeu o anúncio, pela Região Administrativa Especial (RAE) de Hong Kong, China, da aprovação sanitária para a exportação de penas de aves do Brasil. O produto tem diversos usos industriais, incluindo a fabricação de almofadas, travesseiros, roupas de cama e estofados, além de ser utilizado como matéria-prima em produtos de isolamento térmico e acústico.

A abertura amplia o mercado para produtos avícolas do Brasil, refletindo a confiança no sistema de controle sanitário brasileiro. A relação comercial com a RAE de Hong Kong foi responsável pela importação de mais de US$ 1,15 bilhão em produtos do agronegócio brasileiro no ano passado. Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança sua 72ª abertura de mercado neste ano, totalizando 150 aberturas desde o início de 2023. (Agência Brasil)

Brasil ultrapassa EUA e já é maior exportador de algodão do mundo Read More »

Maioria do STF vota por condenar réu que destruiu relógio no Planalto

A maioria do Supremo Tribunal Federal (STF) votou pela condenação à prisão, em regime fechado, de Antônio Cláudio Alves Ferreira, um dos réus dos ataques de 8 de janeiro. Preso por participar da invasão ao Palácio do Planalto durante os atos golpistas, ele foi responsável pela destruição de um relógio histórico do século 17.

O julgamento virtual da ação penal contra Antônio Cláudio começou no dia 21 deste mês e está marcado para se encerrar às 23h59 desta sexta-feira. Até o momento, votaram pela condenação o relator, ministro Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso. Os demais ainda não votaram.

Até o momento, somente Barroso divergiu em parte, votando pela não condenação no caso de um dos crimes. Os demais votaram pela condenação pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, dano do patrimônio tombado e associação criminosa armada.

Moraes sugeriu pena de 17 anos de prisão. Ainda não há maioria a respeito do tamanho da pena, que deve ser calculada após o encerramento do julgamento. Até o momento, contudo, os ministros que votaram foram favoráveis ao pagamento solidário de R$ 30 milhões pelos danos causados por todos os acusados que invadiram as sedes dos Três Poderes no 8 de janeiro.

O relógio histórico destruído pelo réu foi fabricado pelo renomado relojoeiro francês Balthazar Martinot, tendo sido presenteado ao imperador Dom João VI, que o trouxe ao Brasil em1808. O item faz parte do acervo da Presidência da República e foi enviado à Suíça para restauração.

- Imagens de câmeras de segurança mostram relógio do século XVII sendo destruído por manifestante golpista.

Durante a tramitação do processo, o acusado prestou depoimento e confessou que esteve no Palácio do Planalto e danificou o relógio. Após os atos, ele fugiu para Uberlândia, em Minas Gerais, onde foi preso pela Polícia Federal. (Agência Brasil)

Maioria do STF vota por condenar réu que destruiu relógio no Planalto Read More »

Brasil enfrenta Paraguai em busca da primeira vitória na Copa América

O Brasil enfrenta o Paraguai, a partir das 22h (horário de Brasília) desta sexta-feira (28) no Allegiant Stadium, em Las Vegas (Estados Unidos), pela segunda rodada do Grupo D da Copa América. Nesta partida, a equipe comandada pelo técnico Dorival Júnior busca a primeira vitória na competição.

Depois de empatar sem gols com a Costa Rica na estreia no principal torneio de seleções organizado pela Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), a seleção brasileira divide com os costarriquenhos a vice-liderança da chave com apenas um ponto. A liderança é ocupada pela Colômbia, que derrotou o Paraguai por 2 a 1 para somar seus três primeiros pontos.

Em entrevista coletiva realizada na última quinta-feira (27), o técnico Dorival Júnior afirmou que uma explicação para a baixa performance diante da Costa Rica pode ser o atual momento da seleção brasileira, de estabelecimento de um novo modelo de jogo: “O que gostaria de colocar é que temos que tentar entender tudo o que vem acontecendo com a seleção nos últimos tempos. É um momento de mudança, de transição. Não se faz uma equipe de um dia para o outro, ainda que tenhamos aqui jogadores que já tenham tido uma vivência, uma experiência dentro da seleção. Nós temos grandes jogadores nesse grupo, que têm que ter um tempo para encontrar uma maturação e, acima de tudo, um equilíbrio dentro da carreira que já se mostra brilhante para muitos deles. É um processo natural”.

Porém, o comandante do Brasil afirmou também que é necessário manter a tranquilidade mesmo com o empate na estreia da Copa América: “Agora é só ter tranquilidade, equilíbrio e confiança naquilo que se realiza. Se, a cada partida, gerarmos dúvidas em relação a tudo aquilo que está sendo feito, você acaba não saindo do lugar. Acho que estou nesse mundo aí já há algum tempo, com uma vivência suficiente, para poder entender tudo aquilo que se faz e aquilo que nós estamos fazendo. Para o bem da seleção brasileira”.

Apesar do empate na estreia, o técnico Dorival Júnior deu pistas, no decorrer da entrevista, que não deve deve fazer mudanças na equipe titular. Com isso o Brasil deve iniciar o confronto com: Alisson; Danilo, Éder Militão, Marquinhos e Guilherme Arana; João Gomes, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Vinicius Júnior, Raphinha e Rodrygo. (Agência Brasil)

Brasil enfrenta Paraguai em busca da primeira vitória na Copa América Read More »

Sedã esportivo BMW M5 já está disponível no mercado nacional

Entre os amantes de automóveis esportivos, o BMW M5 é um dos mais desejados. A sétima geração do modelo já está á venda no Brasil. Com um visual mais agressivo e acabamento sofisticado, o sedã esportivo vem equipado com um sistema de propulsão M Hybrid. O novo M5 continua com um motor V8 turbo de 585 cavalos e 750 Nm de torque e é auxiliado por um motor elétrico de 197 cavalos e 280 Nm de torque. Na soma combinada, geram 727 cavalos de potência e torque de nada menos que 1.000 Nm.

Equipado com sistema de tração integral M xDrive, que permite transferir até 100% da força para o eixo traseiro, o esportivo acelera de 0 a 100 km/h em apenas 3,5 segundos e tem velocidade máxima de 305 km/h.

Híbrido do tipo plug-in, o novo BMW M5 pode rodar apenas em modo elétrico a velocidades até 140 km/h, com autonomia que varia entre 67 e 69 quilômetros, de acordo com o ciclo WLTP.

Sedã esportivo BMW M5 já está disponível no mercado nacional Read More »

Rolar para cima