Toyota

Prêmio Imprensa Automotiva 2025 vai eleger os melhores veículos do Brasil

Uma das principais premiações da indústria automobilística, o Prêmio Imprensa Automotiva 2025, realizado há 27 anos pela Abiauto – Associação Brasileira da Imprensa Automotiva, acontecerá neste mês de novembro, em São Paulo. Quarenta e cinco jornalistas de quase todos os Estados brasileiros, de meios de comunicação variados, como jornal, rádio, revista, TV, internet, escolherão os melhores veículos comercializados no Brasil.

“Somos um dos mais tradicionais prêmios do Brasil, com quase três décadas de realização ininterrupta, com um júri formado por jornalistas com décadas de experiência no setor automotivo. Nossa proposta com a premiação é que os nossos leitores, ouvintes ou telespectadores possam saber o que na opinião dos jornalistas especializados foi o lançamento mais representativo em cada segmento do setor automotivo. Um guia para auxiliar os consumidores na compra de modelos que se destacam pela tecnologia, design e inovação. A divulgação dos resultados em nível nacional contribui para uma visibilidade expressiva para os modelos vencedores dada a abrangência dos jornalistas que fazem parte de nossa Associação”, conta Antônio Fraga, presidente e fundador da Abiauto.

Os profissionais escolherão o Melhor Carro Nacional, o Melhor Carro Importado, a Melhor Picape Pequena/Média, a Melhor Picape Grande, o Melhor Carro Verde, o Melhor Utilitário Esportivo Nacional pequeno /médio, Melhor Utilitário Esportivo grande, o Executivo de 2025 e Assessor de Imprensa. Além dessas premiações, os profissionais elegerão ainda o Carro Abiauto 2025 (Prêmio José Roberto Nasser) e a Moto Abiauto 2025 (Prêmio Josias Silveira), entre os modelos testados durante o ano e que mais se destacaram. Até final de outubro os jornalistas escolherão cinco finalistas em cada uma das categorias. Em seguida, votarão em apenas um modelo nessas categorias.

No total, serão 16 premiações, que também incluem o melhor Assessor de Imprensa, o Homenageado do Ano (normalmente um piloto consagrado no automobilismo), Executivo do Ano (Prêmio José Rosemilton Silva) e o Homenageado Locutor Automotivo do Ano (Prêmio Luciano do Valle). Os ganhadores serão anunciados na cerimônia de premiação que será realizada no dia 19 de novembro, às 19 horas, no maior clube independente de automóveis do mundo, o P Talk, no bairro de Indianópolis, em São Paulo.

 

“ É com muito orgulho que nós do P Talk Brasil recebemos em nosso espaço o Prêmio Abiauto 2025 e seus convidados, para a eleição dos melhores existentes no mercado brasileiro”, disse Mauricio Billy.

 

 

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Novo Toyota Yaris Cross chega no próximo dia 19 com motor híbrido

Depois de ter a fábrica em Porto Feliz-SP devastada por um temporal no dia 22 de setembro deste ano, a Toyota remarcou o lançamento oficial do novo Yaris Cross, que será no dia 17 de novembro. O início da produção, antes da catástrofe, estava marcada para outubro. Na Argentina, o novo modelo será apresentado no dia 29 de novembro.

O Yaris Cross, com um design totalmente novo, será oferecido em cinco versões: SEG, XEi e XLi com motorização a gasolina e XEi Hybrid e SEG Hybrid.

O novo modelo da marca japonesa terá duas opções de motorização: uma a normal e outra híbrida. As duas versões de entrada usaram um motor 1,5 litro aspirado, que produz 110 cavalos. Já as versões mais sofisticadas, usaram o mesmo motor e mais um motor elétrico leve, que geraram juntos 115cavalos. Todos os modelos serão equipados com transmissão CVT.

Fábrica destruída

No dia 22de setembro, um temporal em Porto Feliz-SP, região de Sorocaba, destruiu completamente a fábrica de motores da Toyota. Curiosamente, os estoques de motores que equipam todos os modelos da marca japonesa, eram muito pequena.

Os fortes ventos arrancaram telhado do galpão, entortando as estruturas metálicas e ferindo dez pessoas. Automóveis que estavam no estacionamento também foram atingidos pelos destroços.

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Teste: Maverick tem bom motor, muito espaço e agilidade de um automóvel

É uma picape, mas tem dirigibilidade e conforto de um SUV. Essa é a Ford Maverick Lariat Black. Lançada em maio deste ano, a versão chega para atingir um consumidor que busca uma alternativa ´Fiat Toro, líder de vendas.

Com design muito agradável e moderno, a Maverick tem todos os detalhes escuros. A grade frontal com visual em forma de colmeia, se une aos faróis mais afilados e com um pouco de atenção, eles formam um “F” em referência à marca. Como todos os veículos oriundos do México, a picape de entrada da Ford, tem olhos-de-gato encrustados no para-choques.


Elegante, a traseira continua com linhas retas e com fácil acesso á caçamba, pois a picape, diferente das demais do segmento, não é muito alta. Como a maioria dos consumidores dessas picapes raramente usam a caçamba com cargas pesadas, é muito bom o seu uso. Para quem vai carregar motos, bicicletas ou jet-ski, é o modelo ideal. A capacidade de carga é de 943 litros de volume ou 618 kg. Outra coisa muito útil para as manobras, são as câmeras e os sensores de estacionamento.

A lateral com 5.096 mm de comprimento, é muito harmoniosa e é complementada com rodas de liga leve de 17″, também escurecidas. No retrovisores, câmeras que fazem parte do sistema de visão 360º integrado ao multimídia.

Boa de andar

Como já falamos acima, a dirigibilidade e versatilidade vai surpreender quem está acostumado ás picapes tradicionais. O rodar é muito macio e absorve muito bem as irregularidades do piso. Quando começa a se rodar, até se esquece que é uma picape. Isso se deve à suspensão multilink na traseira, que permite às rodas atuarem de maneira isolada e passam bem mais conforto para o interior.

O interior é muito bem acabado, confortável e muito espaçoso. Inclusive para os passageiros do banco traseiro, já que o modelo conta com um entre-eixos superiores a três metros. Isso é, tradicionalmente, uma característica dos modelos da marca norte-americana. Mesmo com muitos acabamentos em plástico, eles são de muito boa qualidade, bem montados e com tonalidades diferentes. É curioso, que nem nas portas tem nenhum acabamento em tecido ou couro. Mas de verdade: não faz falta. Outro conforto muito interessante da picape de entrada da Ford, é o excelente som B&O e o teto solar.

Com muitos porta-objetos, debaixo do banco existe um espaço que permite esconder coisas pessoais, como por exemplo, um mochila ou uma bolsa pequena.

Rodando

Já falamos da do conforto ao rodar, mas acelerando não é menos surpreendente. O motor muito competente é um 2,0 litros EcoBoost, que no passado equipou a última geração do Fusion e atualmente equipa o Bronco Sport, produz 253 cavalos de potência a 5.500 rpm e 38,7 kgfm de torque a 3.000 rpm. A transmissão automática é de oito velocidades.

Esse propulsor leva a picape pequena a acelerar de 0 a 100 km/h em 7,1 segundos e atingir a velocidade máxima de 180 km/h, que é limitada eletronicamente. Ou seja, mais uma vez, é desempenho de automóvel.
A Lariat Black não é tão econômica como a versão hibrida, mas não decepciona. Aliás, muito pelo contrário. O motor só aceita gasolina e fez na cidade 9 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada.

Preço
Ford Maverick Lariat Black R$ 219.990,00

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Germânica abre conscessionária da Lexus em Campinas

A marca de luxo da Toyota, a Lexus, já tem uma revenda na cidade de Campinas. O Grupo Germânica, um dos mais importantes do setor automotivo, inaugurou na semana passada na avenida José Bonifácio, 3170, a terceira concessionária da marca no Brasil. Com investimentos de  R$ 5 milhões, a loja vai vender os modelos Lexus UX, Lexus NX, Lexus RX e Lexus ES.

© GH Produções – www.ghproducoes.com.br

“Campinas tem um papel fundamental como mercado estratégico no segmento automotivo de luxo. E nós, do Grupo Germânica, estamos imensamente felizes em representar a Lexus neste momento de expansão da marca”, afirma Evandro Garms, diretor do Grupo Germânica.

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Bonito e muito sofisticado, o SUV Renault Boreal já está á venda

Depois do lançamento do Kardian, a Renault prepara mais um importante lançamento para o mercado nacional e as vendas já começaram. O SUV Boreal é o modelo mais sofisticado, tecnológico e elegante que a marca francesa já fabricou no mercado nacional.

Com preços muito competitivos no segmento, o Boreal estará disponível em três versões de acabamento: Evolution, Techno e Iconic. Todas as versões contaram com a motorização turbo 1,3 litro, turbo, flex com 165 cavalos e 270 Nm de torque. A transmissão será automática de dupla embreagem úmida com seis marchas.

Quem fizer a reserva antecipada terá várias vantagens:, preço promocional, antecipação na aquisição, concorrerá ao sorteio de 30 pares de ingressos para o lendário torneio de tênis Roland-Garros, em Paris – França e outros brindes.

O Boreal R Pass será adquirido por R$ 1.000 e esse valor pago será descontado no preço final do carro, portanto na efetivação do pedido, o cliente só pagará a diferença entre esse sinal e o preço do carro.

Para o período de lançamento, os clientes ainda contarão com bônus no usado de até R$ 12 mil reais ou taxa zero para financiamento com a Mobilize Financial Service.

“Assim como aconteceu com o Kardian, o Brasil é novamente o primeiro polo produtivo do mundo do Boreal. Isso demonstra a importância do mercado brasileiro para o Grupo Renault”, explica Ariel Montenegro, presidente e diretor geral da Renault do Brasil.

Renault Boreal
Evolution turbo TCe  – R$ 179.990,00
Techno turbo TCe – R$ 199.990,00
Iconic turbo TCe – R$ 214.990,00

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Vendaval destrói fábrica de motores da Toyota e deixa dez feridos

Ventos de 95 quilômetros por hora e chuvas fortes destruíram a ontem a fábrica de motores da Toyota do Brasil, em Porto Feliz-SP. Imagens internas e externas da empresa, mostram a linha de produção danificada e o destelhamento do local.
Além dos danos, dez pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para atendimento médico.

A operação, que foi inaugurada em 2016 e emprega 320 funcionários, não tem data para voltar a produzir e deve prejudicar a produção dos modelos da marca.

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GWM lança picape a diesel com acabamento esmerado e competente

Diferente das demais marcas chinesas que chegaram ao Brasil, que apostam em carros 100% elétricos e híbridos, a GWM está “disputando” o mercado em vários segmentos na mobilidade. De uma só vez, apresentou uma picape média e um SUV/jipe a diesel muito bem acabados, com motores competentes e design agradável.

O compromisso com o mercado nacional e sul-americano se destaca pela inauguração de uma fábrica que realmente vai produzir veículos (apesar de a maioria das peças serem importadas) e não somente “aparafusar”  todas as peças vindas da China. Vale destacar que, os modelos que começaram a ser comercializados esta semana, são importados, mas logo entrarão em produção no Brasil.

A GWM não é uma novata na produção de picapes. A marca já vendeu mais de 2,65 milhões de unidades da Poer e é líder no mercado chinês de picapes há 27 anos consecutivos.

Competente

A picape Poer P30 atende é exatamente o que o consumidor desse produto quer: motor a diesel, confortável e robusto. Equipada com motor 2,4 litros, turbo diesel, ela produz 184 cavalos de potência máxima e tem transmissão automática de nove velocidades.

Na disputa de marketing que explora qual a picape mais potente, quase todas com mais de 200 cavalos, a Poer mostra sua disposição pelo torque máximo de 480 Nm, superior ou equivalentes ás concorrentes, mas que chega num estágio de rotação bem menor, o que dá mais valentia nas dificuldades do off-road e nas ultrapassagens e retomadas.  Cerca de 50% do torque total já está disponível a apenas 1.000 rpm e 100% a 1.500 rpm.
Assim como a maioria das picapes médias a diesel, a Poer conta com tração 4×4.


Tradicional

O design da Poer P30 é muito semelhante á sua concorrente direta, a Toyota Hilux, com linhas tradicionais, mas imponentes. A grade frontal cromada e os faróis full LED marcam a dianteira. Na traseira o que ressalta é as inscrições da marca chinesa. A caçamba, com capacidade para 1.248 litros, suporta até 1.010 kg na versão Exclusive e 1.018 kg na versão Trail. A tampa de caçamba conta com uteis amortecedores, que permite abrir e fechá-la com o mínimo esforço, além de contar com o travamento elétrico da tampa traseira.

Com 5.416 mm de comprimento, 2.107 mm de largura, 1.884 mm de altura e entre-eixos de 3.230 mm, a Poer P30 oferece espaço interno amplo e dirigibilidade segura. A caçamba permite transporte de cargas pesadas, enquanto o tanque de diesel de 78 litros e o reservatório de ARLA 32 de 15 litros garantem autonomia estendida.

A nova picape utiliza suspensão dianteira independente com braços duplos e na traseira com eixo rígido e molas semi-elípticas. A direção é elétrica e os freios a disco nas quatro rodas, com ABS e distribuição eletrônica.

 

Interior

Mais uma feliz surpresa da Poer é o acabamento e o baixo nível de ruídos do motor no interior da cabine. Na versão Trail os bancos são de couro ecológico e têm ajustes elétricos para o motorista. O ar-condicionado mantém os tradicionais botões físicos.

Em termos de tecnologia a picape chinesa vem com carregador sem fio de 50W, telas full HD de 10,25” no painel de instrumentos e 14,6” na multimídia, que permite espelhamento Android e CarPlay sem fio, além do controle remoto via aplicativo MY GWM, que integra funções como travamento, localização do veículo, programação do ar-condicionado e monitoramento do status do motor, tudo pelo celular.

A cabine da versão Exclusive oferece acabamento em couro legítimo, painel soft touch, paddle shift no volante para troca das marchas, resfriamento/aquecimento de bancos e amplo espaço interno. O console central ainda traz um recurso exclusivo, que são três botões que acionam os pontos de alimentação 12V para instalação de equipamentos. Eles ficam posicionados no cofre do motor (para a instalação de um guincho elétrico, por exemplo), no banco do motorista (rádio amador ou geladeira) e na parte traseira do chassi (para uso de reboques).

Desempenho

Segundo a marca, a Poer acelera de 0 a 100 km/h em 11,2 segundos e atinge a velocidade máxima de 165 quilômetros por hora. O consumo, ainda segundo a GWM, é de 9,5 km/l na cidade e 10,6 km/l na estrada, permitindo autonomia de até 740 km na cidade e 820 km na estrada.

Confiança

A GWM lança a P30 com uma garantia de dez anos (para motor, transmissão, eixos, freios, caixa de direção e ar-condicionado), assim como a concorrente Hilux, porém o da marca chinesa é muito mais abrangente. Na Toyota, itens como suspensão, volante, acabamentos internos, borrachas, cintos de segurança, painel de instrumentos e central multimídia têm garantia de apenas três anos e na GWM o prazo sobe para cinco anos.

Preço
GWM Poer P30
Exclusive R$ 260 mil;
Trail R$ 240 mil.
(Para o lançamento a marca está dando R$20 mil de desconto até o dia 20 de setembro).

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Coluna Fernando Calmon — Primeiro semestre apontou novos líderes de segmentos

Coluna Fernando Calmon nº 1.361 — 22/7/2025

 

Primeiro semestre apontou novos líderes de segmentos

Apesar de o mercado de automóveis, SUVs e comerciais leves ter crescido apenas 5% em relação aos primeiros seis meses do ano passado, a concorrência continuou acirrada no primeiro semestre entre 16 segmentos (incluídos os dois subsegmentos de híbridos e elétricos que ainda representam pouco, mas merecem atenção).

Enquanto a maioria dos modelos continuou a confirmar uma posição tranquila, deve-se ressaltar que também houve mudanças e reconquistas. Um exemplo é o Corolla Cross que voltou a comandar os SUVs médio-compactos e até abriu uma boa vantagem de 5 pontos percentuais sobre o Compass. Quanto aos SUVs médio-grandes o modelo chinês GWM H6 assumiu a ponta do segmento à frente do Toyota SW4. E o Cayenne recuperou sua liderança nos SUVs grandes.

Entre as picapes médias (capacidade de carga de 1.000 kg), a Toro sustentou sua posição à frente da Hilux por uma diferença pueril de 184 unidades. Até o final do ano a Toyota talvez recupere a liderança sobre o único modelo do segmento a utilizar construção monobloco. Outra disputa apertada: H6 e Pulse, embora o SUV da Fiat seja um híbrido básico (semi-híbrido) e o modelo chinês um híbrido pleno e mais caro.

Ranking da coluna tem critérios próprios e técnicos com classificação por silhuetas em 16 categorias. Referência principal é distância entre eixos, além de outros parâmetros. Sedãs de topo (baixo volume) e monovolumes (poucas opções) ficam de fora. Base de pesquisa é o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). Citados apenas os modelos mais representativos dentro dos segmentos. Compilação de Paulo Garbossa, da consultoria ADK.

Hatch subcompacto: Mobi, 45%; Kwid, 36%; Dolphin Mini, 18%. Sem ameaça ao líder.

Hatch compacto: Polo, 29%; Argo, 23%; HB20, 19%; Onix, 18%; City, 3,8%, C3, 3,2%; 208, 2,1%; Yaris, 1,8%. Polo aumentou vantagem.

Sedã compacto: Onix Plus, 25%; Virtus, 20%; HB20S, 17,4%; Cronos, 17%; City, 10%; Versa, 6%; Yaris, 5%. Onix Plus ainda firme.

Sedã médio-compacto: Corolla, 57%; King, 22%; Sentra, 9%. Corolla cedeu 11 p.p.

Sedã médio-grande: BMW Série 3/4, 65%; Mercedes Classe C, 21%; Accord, 4%. Sem resistência aos BMW.

Sedã grande: Seal, 77%; Panamera, 12%; Série 5, 5%. Seal elétrico tranquilo.

Esportivo: Mustang, 58%; BMW M2, 22%; Challenger, 8%. Mustang mantém.

Esporte: 911, 47%; 718 Boxster/Cayman, 37%; Corvette, 4%. Domínio Porsche fácil.

SUV compacto: T-Cross, 15%; HR-V, 10,5%; Creta, 10,3%; Tracker, 9%; Fastback, 8%; Kicks, 7,6%; Nivus, 7,4%; Renegade, 6,8%; Pulse, 6,7%; Kardian, 3,4%. T-Cross avançou.

SUV médio-compacto: Corolla Cross, 30%; Compass, 25%; Tiggo 7, 13%. Corolla Cross volta a liderar.

SUV médio-grande: H6, 24%; SW4, 16%; Tiggo 8, 14%. H6 novo líder.

SUV grande: Cayenne, 21%; BMW X5/X6, 19%; XC90, 12%. Cayenne reconquista.

Picape pequena: Strada, 58%; Saveiro, 27%; Montana, 9%. Líder continua muito firme.

Picape média (carga 1.000 kg): Toro, 21,2 %; Hilux, 21%; Ranger, 15%. Toro por um fio.

Híbridos: H6, 15%; Pulse, 14%; Song Pro, 13%. Liderança ameaçada.

Elétricos: Dolphin Mini, 42%; Dolphin, 20%; EX30, 10%. BYD domina neste nicho.

Toyota acelera: dois lançamentos ainda em 2025

Maior fabricante de veículos do mundo, a Toyota não costuma antecipar o que vai lançar no Brasil. Evandro Maggio, presidente da subsidiária, tem uma visão mais aberta. Já para agosto confirmou a nova versão de entrada do Corolla, o GLI híbrido, com preço menor, porém descarta ser um carro despojado. A fabricante preferiu escolher a opção menos cara e não a intermediária XEi como estratégia de atrair mais compradores para quem ainda tem dúvidas sobre as vantagens de um híbrido.

Mais importante é a estreia em outubro do aguardado Yaris Cross, já à venda no Chile, e que está em início de produção na fábrica de Sorocaba (SP). Suas dimensões são próximas às do T-Cross, líder entre os SUVs compactos. O grande apelo do novo produto está no acréscimo de um híbrido flex pleno com evidentes vantagens.

O Yaris Cross híbrido deverá ter potência combinada de 115 cv. Entretanto, o torque combinado tecnicamente não pode ser medido e nem somado (12,5 kgf·m no motor flex e 14,4 kgf·m no elétrico). O porta-malas de 471 L, na versão convencional ou 446 L, na híbrida (a confirmar se pelo padrão correto VDA) é um dos destaques do novo SUV. Contudo a distância entre eixos de 2.620 mm é 31 mm menor que o modelo da VW, o que deixa o concorrente com um pouco mais de espaço para ocupantes do banco traseiro.

Todavia, o aspecto novidade conta a favor da marca japonesa. E mais ainda os números de consumo e alcance, mesmo com um tanque de apenas 36 litros. Segundo o site Carros na Web, o novo SUV híbrido compacto deverá receber homologação Inmetro de 13 km/l (E) e 19 km/l (G), em cidade e 11 km/l (E) e 16 km/l (G), em estrada. Quanto ao alcance pode chegar a 468 km (E) e até surpreendentes 684 km (G), na cidade; na estrada, 396 km (E) e 576 km (G).

Maggio confirmou que as obras de ampliação da fábrica de Sorocaba (SP) estarão concluídas no segundo semestre de 2026. A capacidade de produção crescerá para 275.000 unidades/ano. Já a unidade fabril de Indaiatuba (SP) será desativada. O executivo nada adiantou sobre interessados nesta fábrica inaugurada há quase 30 anos, apesar de especulações que alguma marca chinesa possa se candidatar à compra e providenciar as devidas reformas.

Dia do Motorista comemorado em 25 de julho

A data foi criada por decreto federal em 21 de outubro de 1968 para coincidir com o dia de São Cristóvão. O santo da igreja católica é considerado o protetor dos motoristas profissionais e amadores.

Uma prova de que essa homenagem ocorre também fora do Brasil, é a revista institucional da Porsche editada na Alemanha. Trata-se da Christoforus que em latim significa literalmente “que carrega Cristo”. Cristóvão era um homem forte que ajudou Cristo, ainda menino, a atravessar um rio. O menino revelou a ele ser Jesus e que carregava o mundo, tornando a travessia cada vez mais penosa.

Melhorar a segurança de trânsito tem importância ainda maior na semana em que se comemora o Dia do Motorista. Recentemente a Agência Câmara de Notícias informou que a Comissão de Viação e Transportes aprovou proposta para alterar o Código de Trânsito Brasileiro em um ponto importante. Muda de infração média para grave o ato de atirar de dentro de um veículo objetos ou substâncias em vias públicas.

Prevê multa em dobro quando houver potencial de provocar incêndios. Um exemplo é arremessar bituca de cigarro ainda acesa no acostamento com o risco de atingir a vegetação e dar causa a nuvens de fumaça. Arrastadas pelo vento, estas podem encobrir a visibilidade nas estradas e causar graves acidentes.

Não se espera celeridade na tramitação. A proposta será analisada ainda pelas comissões de Finanças e Tributação, de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para tornar-se lei, precisa de confirmação na Câmara e Senado.

Outra iniciativa da Câmara, agora neste mês, aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e com longa tramitação a enfrentar, permite e regulamenta pelo Código de Trânsito Brasileiro a circulação de carros autônomos nas vias públicas. Em algumas cidades americanas carros sem motorista já podem rodar. O Brasil ainda está muito distante de um trânsito convencional mais seguro. Pensar, desde já, em veículos que independem de alguém ao volante parece extremamente prematuro.
www.fernandocalmon.com.br

 

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Coluna Fernando Calmon — Rumo a ainda distante era do hidrogênio

Coluna Fernando Calmon nº 1.328 — 19/11/2024

Brasil: primeiro tímido passo rumo a ainda distante era do hidrogênio

Há uma série de vantagens no hidrogênio, entra estas sua abundância na natureza e sem emissões de gás carbônico (CO2), material particulado, monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio ou enxofre. Único subproduto no uso deste combustível de alta eficiência em motores é vapor d’água. Quando produzido a partir de fontes e/ou tecnologias renováveis (hidrelétrica, vento, sol, biomassa ou biogás) chama-se hidrogênio verde (H2V). Utilização em automóveis e caminhões não chega a ser novidade (ensaios também em aviões).

Em 1979, a BMW desenvolveu o primeiro sedã experimental movido a hidrogênio líquido, o 520, depois o 750 hL. Não foi à frente. Até fez uma conferência sobre o assunto no Brasil, em 2003. Lançará, em 2028, o iX5 Hydrogen. Toyota foi mais persistente e produz por ano cerca 2.000 sedãs grandes Mirai; Honda encerrou a fabricação do Clarity em 2021. As duas nipônicas ensaiam a volta ao H2. Todas são inciativas válidas e estendem sem prazo a vida dos clássicos motores a combustão interna.

Dificuldades maiores são a produção em larga escala e construir uma rede de abastecimento. Elétricos até hoje penam com a baixa oferta de postos de recarga, em particular nas estradas. Apenas a Noruega avançou, para valer, neste ponto.

Apesar de distante e incerta era do hidrogênio no Brasil e no mundo, a Universidade Federal de Itajubá (Unifei) inaugurou no fim de outubro último um Centro de Hidrogênio Verde. Além de pesquisas, começou a produção em escala simbólica do combustível para teoricamente até 20 carros compactos por dia. Recebeu ajuda financeira do governo alemão e apoio do Ministério de Minas e Energia, segundo relatou o reitor Edson Bortoni ao jornal O Estado de S. Paulo. Governo de Minas Gerais e a chinesa Great Wall Motors (GWM) também assinaram um memorando de entendimento de apoio à tecnologia.

Entretanto, bom ressaltar que hidrogênio exige um tanque ou cilindro(s) de armazenamento que suportem nada menos de 900 Bar (13.000 psi, quase 400 vezes a pressão de um pneu comum e 4,5 vezes mais que um cilindro de GNV). Um obstáculo severo de volume e massa em qualquer carro atual ou futuro. Então, vamos com calma e cautela. 

Carde está muito acima do que já viu no Brasil

Trata-se de um dos mais incríveis e surpreendentes museus de automóveis, em nível internacional. Sua inauguração ao público será no próximo dia 28, em Campos do Jordão (SP). Carde é acrônimo de Carro, Arte, Design e Educação. Sua proposta vai além de um clássico local de exposição. Destaca o automóvel como protagonista principal e enfoca no desenvolvimento histórico, econômico, político e social do Brasil durante o século XX.

Sua temática dinâmica reserva espaço para todo tipo de demonstração artística, da arquitetura à moda, pintura, escultura e outros. A começar pelo inusitado saguão de entrada no qual, sobre um estilizado cajueiro em metal, paira um raro Uirapuru. Este charmoso cupê esporte, criado no Brasil e lançado em 1964, era continuidade do Brasinca 4200 GT. No Carde teve a pintura caracterizada pelo artista Rudá Jenipapo com tema tribal nativo.

Este saguão dá acesso a nove salas temáticas divididas por épocas e tipos de veículos, que contam a evolução da mobilidade no País. Já no grande salão superior ficam expostos automóveis de diversas épocas e modelos em sistema rotativo do acervo, que tem cerca de 500 veículos. Houve aquisições no Brasil e no exterior, inclusive alguns repatriados. Inclui até um McLaren GTR.

“Boa parte pertenceu ao saudoso Og Pozzoli, mais importante colecionador brasileiro de automóveis, falecido em 2017. O acervo foi comprado no ano seguinte por dona Lia Maria Aguiar, que doou para a fundação que leva o seu nome”, destacou Luiz Goshima, idealizador do projeto, conselheiro e membro honorário da FMLA Carde.

Ingresso: R$ 120, de quinta a segunda-feira.

BMW X2 M35i é caro, mas devolve em desempenho

 Padrão repete o conceito da linha M que se estende ao menor dos SUVs cupês da marca alemã. Fácil de reconhecê-lo pelas caixas de rodas traseiras aumentadas, defletor de teto, novo para-choque e ponteira dupla de escapamento. Lateralmente, rodas de 21 pol. para pneus 245/35R21 e pinças de freio em vermelho destacam-se. Grade tem contorno iluminado. Sob o capô o 2-L, quatro-cilindros turbo de 317 cv/ 40,8 kgf·m (ganho de 113 cv e 9,8 kgf·m) para garantir desempenho digno da grife M: 0 a 100 km/h em 5,4 s. Tração é integral e o câmbio automático de sete marchas, duas embreagens.

Dimensões: comprimento, 4.567 mm; largura, 1.845 mm; altura, 1.575 mm; entre-eixos, 2.692 mm; porta-malas, 560 L.

Finalmente a BMW melhorou o destravamento das portas por celular ou smart watch, dispensando sua aproximação à maçaneta. Não era tão prático como a chave presencial com esta mesma função, guardada no bolso e já existente em outros carros. Pacote M Sport Pro apresenta acabamento interior em camurça Alcantara no painel. Suspensão é adaptativa.

Em primeira avaliação no Autódromo Velocitta, em Mogi Guaçu (SP), a pista estava bastante molhada e foi escolhido modo Sport para as quatro voltas (incluídas a inicial e a de retorno aos boxes). Mesmo moderada por um carro-guia, deu para sentir ótima resposta ao volante e trabalho bem correto das suspensões em um modelo de elevado centro de gravidade, como todo SUV. Em resumo, não tão rápido como sedãs refinados da marca bávara, porém sem sustos. Preço: R$ 512.950. 

Não à toa, F-150 é a picape mais vendida nos EUA

 Ao contrário do que acontece no maior mercado de picapes do mundo, as de grande porte apresentam vendas limitadas no Brasil em razão do preço elevado. Contudo, pelo viés de prestígio a Ford não titubeou em importar a versão mais recente (2025) e cara da F-150, a Lariat, por R$ 519.990.

Sem dúvidas quanto ao porte avantajado: comprimento, 5.907 mm; largura, 2.430 mm; altura, 1.958 mm; entre-eixos, 3.694 mm e massa, 2.387 kg. Para lidar com este último e elevado parâmetro há o motor Coyote a gasolina, V-8 de 5-L, da mesma família do Mustang, 405 cv, 56,7 kgf·m e câmbio automático de 10 marchas.

Grade frontal tem novo desenho e sistema ativo de persianas móveis para adaptação às condições de uso. Faróis igualmente são novos. Destaques: iluminação com autoajuste de altura e a função perimetral de 360° que identifica obstáculos, dispensando uma lanterna manual; tampa elétrica da caçamba aceita abertura lateral (como portas de armário) e para baixo.

No interior, quadro de instrumentos digital de 12 pol., tela multimídia também de 12 pol. com conectividade sem fio Android Auto e Apple CarPlay. Estreia o Head-up Display (projetor de dados no para-brisa) para conferir velocidade, alerta de obstáculos e curvas à frente sem desviar o olhar da pista.

Primeiro contato, de São Paulo a Itatiba (SP) ao longo de 228 km, ida e volta. A F-150 destacou-se por respostas imediatas do acelerador (quase ignora sua elevada massa em ordem de marcha), silêncio e sem vibrações a bordo, suavidade relativa de rodagem por se tratar de picape de grande porte e surpreendente desempenho geral em estrada, inclusive dos freios. Enorme viagem no tempo frente à longínqua F-1000 a diesel.

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Fiat confirma a chegada do Pulse e Fastback híbridos flex para novembro

Os primeiros modelos híbridos da Fiat no mercado brasileiro foram confirmados hoje pela marca italiana. Como já havíamos antecipado aqui no Campinas de Fato, em novembro chegam o Fastback e o Pulse com motorização hibrida e flex (etanol/gasolina). Até hoje, somente a Toyota com o Corolla e o Corolla Cross dispunham no mercado nacional dessa possibilidade de motorização. A Fiat foi responsável por lançar no Brasil o primeiro veículo a etanol, com o 147 (1978), e a primeira apresentar a tecnologia flexível com o Uno (2005).

“A Fiat é a marca reconhecida por revolucionar e democratizar tecnologias acessíveis no Brasil. O SUVs, Pulse e o Fastback serão responsáveis por impulsionar essa revolução”, afirmou Alexandre Aquino, vice-presidente da marca Fiat para a América do Sul.

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