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Organização interrompe rally, mas brasileiros estão bem classificados

No que foi classificado como o dia mais caótico e perigoso da edição 2024 do Dakar até o momento, o Brasil segue bem representado e com possibilidade de conquistas inéditas na prova, que se encerrará no próximo dia 19, na Arábia Saudita.

Depois de se tornar ontem (8) o primeiro brasileiro a vencer uma especial na categoria principal nos 46 anos da corrida, Lucas Moraes e o navegador espanhol Armand Monleón enfrentaram problemas nesta terça-feira – dia que somou 299 quilômetros de trecho cronometrado.

A dupla foi a primeira a largar e, por isso, “abriu” a trilha para todo o grid, o que é considerado uma desvantagem no rally.“Nós nos perdemos antes dos 60km de prova e acho que fizemos cinco quilômetros a mais que qualquer outro carro. Demoramos para achar a trilha novamente. É difícil quando você não tem experiência. Ainda estou no meu segundo Dakar e nunca tinha largado na frente no deserto. É uma coisa que só se aprende fazendo”, detalhou Lucas Moraes, que terminou o dia em 11º na categoria Carros e continua em quarto na classificação geral do Dakar.

O piloto Lucas tem sua campanha 2024 no Dakar apoiada por Red Bull, Repsol, Strava, Oakley e Zapalla.

Superação contínua

Na categoria UTV T4, a dupla brasileira Rodrigo Varela e Enio Bozzano (Can-Am Maverick XRS Turbo) continua chamando a atenção pelas condições em que a equipe Team Brazil – formada por técnicos brasileiros e familiares – vai superando o desafio de competir com um carro improvisado e falta de peças.

Nesta terça-feira, o duo do time patrocinado pelas empresas Divino Fogão, Can-Am, Motul e Quadrijet chegou na sétima posição e subiu para o terceiro posto no resultado acumulado.

“Faltando 30km para terminar, tivemos um pneu furado. Demoramos uns seis minutos para trocar, porque o equipamento para troca rápida não é de primeira e a trava que prende o estepe está danificada. Mas é o que deu pra fazer. E estamos muito felizes com o que conseguimos até agora”, explicou Rodrigo Varela, que é o atual campeão sul-americano de Rali Raid e faz sua estreia no Dakar.

O brasileiro Cristiano Batista, que conduz um Can-Am Maverick XRS Turbo com o navegador espanhol Fausto Mota na UTV T4, é o quarto colocado. Já Marcelo Medeiros (Yamaha Raptor 700) continua firme nos Quadriciclos. Hoje, o piloto apoiado por apoiado por Mardisa/Viação Estrela/Taguatur Fiat/Sedel chegou em terceiro e manteve a mesma posição na classificação geral.

Trajetórias imprevisíveis

Em um comunicado assinado pelo comissário de provas Pedro Almeida, a organização justificou a interrupção do final da especial para os competidores da categoria Caminhões:

“Considerado o grande número de público e veículos presentes no final da especial, em uma área de dunas onde a trajetória dos competidores é difícil de prever, por razões de segurança interrompemos o percurso para todos os caminhões que chegarem ao km 273, depois das 15h10. Os competidores serão instruídos no local sobe o trajeto a ser seguido para retomar a rota o rally”. O comunicado foi assinado pelo português Pedro Almeida, secretário de prova e comissário desportivo do Dakar.

A quinta das 12 especiais do Dakar, a ser disputada nesta quarta-feira, deve ser cansativa. A corrida só começa após um longo deslocamento, de mais de 500 quilômetros. O trecho cronometrado, que é a especial propriamente dita, terá apenas 118 quilômtros. Mas marcará o retorno do comboio às enormes dunas do Empty Quarter – ou Território Abandonado, em tradução livre, denominação de uma enorme região desolada do deserto saudita.

“A maior parte dos competidores só chegará de noite ao acampamento, o que vai ser exaustivo e perigoso de verdade se você se perder no deserto”, observa Rodrigo Varela.

Resultados
Categoria Carros – 4ª Especial de 299 km, de Al Salamiya até Al Hofuf
1. Sebastian Loeb (FRA) / Fabian Lurquin (BEL) – Prodrive Hunter, 2h36min02s
2. Yazeed Al-Rajhi (SAU) / Timo Gottschalk (ALE) – Toyota Hilux Overdrive, +1min08s 3. Nasser Al-Attiyah (CAT) / Mathieu Baumel (FRA) – Prodrive Hunter, +1min22s
4. Carlos Sainz (ESP) / Lucas Cruz (ESP) – Audi RS Q e-tron E2, +04min58s
5. Guillaume de Mevius (BEL) / Xavier Panseri (FRA) – Toyota Hilux Overdrive, +05min21s
6. Stéphane Peterhansel (FRA) / Edouard Boulanger (FRA) – Audi RS Q e-tron E2, +05min59s
7. Mathieu Serradori (FRA) / Loic Minaudier (FRA) – Century CR6-T, +06min56s
8. Vaidotas Zala (LIT) / Paulo Fiuza (POR) – Mini John Cooper Works Rally Plus, +07min38s
9. Simon Vitse (FRA) / Frederic Lefebvre (FRA) – MD Optimus, +07min52s
10. Martin Prokop (TCH) / Viktor Chytka (TCH) – Ford Raptor, +08min05s
11. Mattias Ekström (SUE) / Emil Bergkvist (SUE) – Audi RS Q e-tron E2, +10min14s
12. Lucas Moraes (BRA) / Armand Monleon (ESP) – Toyota GR DKR Hilux, +11min22s

Categoria Carros – Acumulado após a 4ª Especial
1. Yazeed Al-Rajhi (SAU) / Timo Gottschalk (ALE) – Toyota Hilux Overdrive, 15h44min39s
2. Carlos Sainz (ESP) / Lucas Cruz (ESP) – Audi RS Q e-tron E2, +04min19s
3. Nasser Al-Attiyah (CAT) / Mathieu Baumel (FRA) – Prodrive Hunter, +11min03s
4. Mattias Ekström (SUE) / Emil Bergkvist (SUE) – Audi RS Q e-tron E2, +17min42s
5. Lucas Moraes (BRA) / Armand Monleon (ESP) – Toyota GR DKR Hilux, +19min31s
6. Sebastian Loeb (FRA) / Fabian Lurquin (BEL) – Prodrive Hunter, +23min50s
7. Mathieu Serradori (FRA) / Loic Minaudier (FRA) – Century CR6-T, +24min20s
8. Stéphane Peterhansel (FRA) / Edouard Boulanger (FRA) – Audi RS Q e-tron E2, +26min56s
9. Vaidotas Zala (LIT) / Paulo Fiuza (POR) – Mini John Cooper Works Rally Plus, +32min42s

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Piloto Lucas Moraes dá a primeira vitória ao Brasil no Dakar

Em mais um feito histórico para o automobilismo brasileiro, o piloto Lucas Moraes foi o vitorioso do dia na edição 2024 do Rally Dakar.

Desde a estreia do país, em 1988, na lendária aventura no deserto, que este ano acontece na Arábia Saudita, nenhum brasileiro havia conseguido chegar em primeiro lugar entre todos os competidores. Moraes disputa a principal categoria, a Carros, que reúne as equipes oficiais de fábrica e os maiores pilotos da modalidade de todo o mundo.

Em 2023, Moraes já havia conquistado o primeiro pódio brasileiro no resultado final de uma edição do Dakar, fato que lhe rendeu a participação na atual temporada.

A especial de hoje abriu a chamada “maratona”, trecho composto por duas especiais e que permite apenas duas horas na noite de hoje para eventual manutenção e preparo dos carros. Na chegada, o brasileiro foi cumprimentado pelos companheiros da equipe, agradeceu a ajuda de todos e chorou de emoção.

Acometido por uma forte gripe desde o primeiro dia do Dakar, ele também acompanha a evolução do tratamento da filha de quatro anos de idade, internada devido a um quadro de meningite.

“No começo, a condição dela nos assustou. Foi difícil, como pai, ficar aqui, mas os médicos disseram que tudo correria bem. Agora ela já está bem melhor e a previsão é de que amanhã já sai do hospital e vai pra casa. É, então, um dia duplamente feliz”, contou Moraes.

A disputa pelos 447km da especial – trecho cronometrado e válido pela corrida – foi super competitiva. Vários pilotos chegaram a ocupar a ponta, mas a briga final pela vitória envolveu Moraes, o sueco Mattias Ekstrom (Audi), o saudita e campeão mundial Yazeed Al-Rajhi (Overdrive) e o atual campeão do Dakar, Nasser Al-Athiya (Prodrive), do Qatar.

Na marca de 352km, Nasser tomou a ponta de Moraes por apenas quatro segundos. O carrarense chegou a abrir 22 segundos, mas Lucas reagiu com uma tocada vigorosa, retomou a dianteira e deu a primeira vitória ao Brasil em uma especial do Dakar. O primeiro lugar foi garantido por apenas 9s sobre o segundo colocado, a dupla sueca Mattias Ekström/Emil Bergkvist.

Com o resultado, Lucas e o navegador Armand Monleón subiram do oitavo para o quarto posto na classificação geral da prova, que é liderada pela dupla Yazeed Al-Rajhi (Arábia Saudita)/Timo Gottschalk (Alemanha).

“O Dakar é extremamente duro com o carro todo, mas os pneus sofrem demais. E poupar pneus e o carro é uma das principais estratégias para chegar bem na corrida. Não é fácil – todo mundo quebra ou tem pneus furados. Mas hoje nós conseguimos fazer uma corrida “limpa” e com boa velocidade o tempo todo. A navegação do Armand foi perfeita e permitiu que não perdêssemos tempo em nada. Vimos outros competidores perderem posição porque tiveram pneus furados, ou erraram. Nós, felizmente, conseguimos juntar todas as peças desse quebra-cabeça, o que nos deu esse resultado”, explicou o vencedor da especial de hoje, que tem apoio de Red Bull, Repsol, Strava, Oakley e Zapalla.

Mais brasileiros

Com 17 representantes, o Brasil tem neste ano sua maior delegação no Dakar. E tem tido bons resultados. A história mais curiosa do dia novamente ficou por conta da dupla Rodrigo Varela/Enio Bozzano Júnior (Can-Am Maverick XRS Turbo), que corre com um carro improvisado na categoria UTV T4 após seu equipamento ser desviado de rota por piratas no Mar Vermelho – e assim perder a data de início do evento, na última sexta-feira.

“Nós fomos desviar de uma rocha grande, íamos bater feio, mas com isso caímos em cima de uma moita gigante, e o UTV ficou preso lá, com as quatro rodas no ar”, conta Rodrigo que, junto com Enio, conseguiu liberar o veículo, para ainda terminar em sétimo no dia, caindo de segundo para quarto na classificação geral da T4.

O duo, que venceu a primeira especial da T4, no último sábado, tem apoio de Divino Fogão, Can-Am, Motul e Quadrijet e defende a equipe Team Brazil, formada por familiares e técnicos nacionais.

Marcelo Medeiros seguiu forte na categoria Quadriciclos. Foi quarto colocado hoje e ocupa a terceira posição no ranking geral da divisão.

O navegador Gustavo Gugelmin, parceiro do piloto norte-americano Austin Jones (Can-Am Maverick XRS Turbo) terminou em sexto e ocupa a mesma colocação na categoria UTV T3, destinada a protótipos. Ainda nesta divisão, a dupla Marcelo Gastaldi/Cadu Sachs (Taurus T3 Max) teve seu melhor dia no Dakar, terminando hoje em quinto e passando ao oitavo lugar na geral.

Na T4, o brasileiro Cristiano Batista e o navegador espanhol Fausto Motta (Can-Am Maverick XRS Turbo) lideraram mais da metade do dia, mas tiveram problemas e terminaram em quinto, colocando-se agora em quinto na geral.

A especial desta terça-feira (09) será a quarta das 12 previstas para o Dakar e encerrará o trecho maratona. Ela será a mais curta até o momento, com 299km de extensão. Os pilotos partem de Al Salamiya rumo a Al Hofuf, uma cidade situada no coração de um oásis extenso e exuberante, emoldurado por três milhões de tamareiras em seu entorno.

Apesar de ser a especial mais curta, também será uma das mais traiçoeiras. Segundo a organização da prova, há trechos de navegação extremamente difícil, com potencial para influenciar no resultado final da corrida.

Programação da 46ª edição do Rally Dakar

7.891 km de percurso total. Especiais somam 4,727 km
Data / locais / total do dia / especial
06/01, Etapa 01 – Al Ula –> Al Henakiyah – 414 km
07/01, Etapa 02 – Al Henakiyah –> Al Duwadimi – 431 km
08/01, Etapa 03 – Al Duwadimi –> Al Salamiya –447 km
09/01, Etapa 04 – Al Salamiya –> Al-Hofuf – 425 km
10/01, Etapa 05 – Al Hofuf –> Shubaytah – 375 km
11-12/01, Etapa 06 – Shubaytah  –> Shubaytah (48 horas) – 466 km
13/01 – Descanso
14/01, Etapa 07 – Riyadh –> Al Dawadimi – 473 km
15/01, Etapa 08 – Al Dawadimi –> Hail – 407 km
16/01, Etapa 09 – Hail –> Al Ula – 439 km
17/01, Etapa 10 – Al Ula –> Al Ula – 114 km
18/01, Etapa 11 –Al Ula –> Yanbu – 275 km
19/01, Etapa 12 – Yanbu –> Yanbu – 185 km

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Coluna Fernando Calmon — Elétricos começam a baquear em mercados no exterior

Coluna Fernando Calmon nº 1.282 — 19/12/23

Elétricos começam a baquear em mercados no exterior

É certo que a China continua como o maior mercado de carros 100% elétricos do mundo graças aos subsídios explícitos e implícitos, além das imposições por parte do governo ditatorial. Em alguns dos grandes conglomerados urbanos chineses só se pode obter uma licença ou placas para circular se for elétrico e, eventualmente, híbrido plugável.

No continente europeu os países também oferecem bônus atraentes para quem decide adquirir um VEB (Veículo Elétrico a Bateria). As vendas vinham subindo rapidamente, mas nos últimos meses o ritmo arrefeceu.

No Reino Unido, os 24.359 VEB comercializados em novembro último representaram uma queda de 17,1% em relação ao registrado um ano antes. A participação de mercado caiu de 20,6% em 2022 para 15,6% no mês passado, de acordo com números da SMMT (sigla em inglês para Associação de Fabricantes e Concessionárias de Veículos). Algumas projeções apontam para uma recuperação em 2024, mas não há realmente certeza.

Por outro lado na Alemanha, maior mercado do continente, a VW foi a primeira a sentir uma diminuição de procura por modelos elétricos. Análises iniciais atribuíram a queda a uma inadequação dos produtos.

No entanto, a Audi anunciou agora que irá adiar o lançamento de novos elétricos em resposta à diminuição do interesse dos compradores devido aos preços elevados em relação aos carros com motor de combustão interna (MCI). Em declaração ao site Automotive News Europe, o executivo-chefe da marca alemã, Gernot Dölner, admitiu que pretende reduzir a produção para evitar pátios cheios.

Já a BMW negou peremptoriamente que deixaria de investir em MCI. O presidente da empresa, Oliver Zipse, falou da sua aversão à proibição destes motores por parte União Europeia, em 2035. Alegou que isso colocaria os fabricantes de automóveis europeus numa guerra de preços com os produtos chineses.

Os novos registros de veículos elétricos ainda crescem a um bom ritmo nos EUA, mas limitados ao mercado de marcas de luxo. Porém, segundo dados da consultoria Experian, nos segmentos de altas vendas não conseguem avançar sobre modelos a gasolina e híbridos.

Uma surpresa, agora, veio do polêmico Elon Musk, o homem mais rico do planeta, dono da Tesla e de outros grandes negócios inclusive aeroespaciais. Ele afirmou que os alertas sobre mudanças climáticas são exagerados em curto prazo, embora repetisse que se considerava um ambientalista. Segundo o sul-africano naturalizado americano e canadense, maior produtor de carros elétricos do mundo, “petróleo e gás não podem ser demonizados”.

Difícil é saber exatamente o que ele considera “curto prazo”.

Ranger Raptor tem proposta marcantemente superior

A superespecialização chegou às picapes e a Ranger Raptor é o melhor exemplo. Importada da Tailândia, ocupa um nicho muito específico de mercado, inclusive por seu preço para bem poucos: R$ 446.800.

Em um primeiro contato no campo de provas da Ford, em Tatuí (SP), logo se destacou pela aceleração vigorosa e o ronco que ecoa do motor. Estabilidade muito boa, apesar dos pneus de perfil alto (285/70R17 A/T General Grabber) indicados para uso fora de estrada. Há molas helicoidais na traseira, além de maiores bitolas e cursos das suspensões dianteira e traseira. Os amortecedores são ativos da marca Fox.

Motor é um V-6, 3-L, gasolina, biturbo, 397 cv e 59,5 kgf·m. O câmbio automático epicíclico de 10 marchas ganhou desenvolvimento específico para a linha Raptor. Desempenho declarado de 0 a 100 km/h em 5,8 s, bem além de qualquer picape. Velocidade máxima é limitada eletronicamente em 180 km/h. O modo esportivo é selecionável no console.

Nos trechos fora de estrada demonstrou aptidão acima da média, em baixa e alta velocidade. Além do controle de tração bem calibrado, há cinco modos de terreno: escorregadio, lama, areia, pedregulho e baja. Neste último, para alto desempenho, o controle de estabilidade é desabilitado e aceita entrada de curvas no modo pêndulo típicas de ralis. O botão “R” no volante (modo Raptor) permite personalização para cada um dos itens separadamente: amortecedores, direção e escapamento.

Capacidade de vau (transpor alagados) é de até 850 mm, 50 mm a mais do que as outras versões da Ranger. Ângulos: de entrada, 32°; de saída, 27° e central, 24°. A facilidade com que as suspensões absorverem saltos reais é impressionante, com ótimo trabalho dos amortecedores ativos.

Tudo isso sem esquecer do bom comportamento em ambiente urbano e rodoviário, simuláveis também no campo de provas.

Melhorou segurança ativa da Hilux SRX Plus

Apesar de manter uma posição confortável na liderança entre picapes médias tradicionais – aquelas com carroceria sobre chassi de longarinas, também conhecido como chassi tipo escada – a Hilux apresentava algumas deficiências quando submetida a exigências rigorosas. Embora sem tanta repercussão no Brasil não se deu tão bem quando testada no exterior, no famoso Teste do Alce, em que chegou a retirar rodas do chão quando provocada a fazer desvio brusco de trajetória. Modelos de outras marcas passaram sem problemas.

As mudanças incluem alargamento das bitolas em 155 mm na traseira e 140 mm na dianteira com novo posicionamento de amortecedores e molas na dianteira; amortecedores traseiros externos ao chassi; barra antirrolagem também no eixo traseiro; aumento do vão livre em 20 mm o que melhorou ângulos de ataque e saída; freios a disco ventilado no eixo traseiro.

Esteticamente a SRX Plus ganhou extensões maiores de para-lamas (em razão do aumento das bitolas) e uma barra entre caçamba e cabine com formato aerodinâmico para diminuir ruído. Motorização Diesel não mudou (2,8 L, 16 V,  204 cv, 50,9 kgf·m), nem o câmbio automático de seis marchas e o bloqueio eletromecânico do diferencial traseiro.

Pacote ADAS (sigla em inglês para Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista) inclui, entre outros, alertas de mudança de faixa e de pré-colisão, assistentes de partida em subida e de descida e controle de cruzeiro adaptativo.

Em um primeiro contato com a picape destaques para menos ruído a bordo e suspensões ligeiramente melhores em termos de conforto de marcha. Preço: R$ 334.890.

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*A todos os leitores(as) feliz Natal e um ano de 2024 turbinado. É tempo de dar uma parada e volto ao volante na segunda semana de janeiro.

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Corolla Cross ganha mais uma versão com motor de dois litros

A Toyota do Brasil apresentou mais uma versão do SUV Corolla Cross: o XRX. A sexta versão do modelo chega com motor de dois litros flex, de quatro cilindros em linha e 16 válvulas com comando variável VVT-iE.

Segundo a fabricante, o motor oferece 177 cavalos de potência a 6.600 rpm, quando abastecido com etanol, e 169 cavalos a 6.600 giros, com gasolina. O torque máximo abastecido com etanol ou gasolina é 21,4 kgf.m a 4.400 rpm. A transmissão é uma CVT que simula 10 marchas.

Preço
Corolla Cross XRX R$ 190.290,00

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Platinum é a nova versão da Toyota SW4 para o mercado nacional

Depois de lançar a picape, a Toyota anunciou a nova versão Platinum também para o utilitário SW4. É uma forma de tentar reagir aos diversos lançamentos mais modernos que o segmento ganhou de outras marcas.

Produzido na planta fabril em Zárate, na Argentina, a versão SRX Platinum chega mais sofisticada e com poucas mudanças de design, com destaque para os novos para-choques, grade redesenhada e acabamento em preto brilhante. A frente vem com a nova identidade.

Na lateral estribos na cor preta, complementando a traseira conta com um para-choque e uma moldura inferior em preta que se integra ao friso da tampa do porta-malas.

Por dentro o interior vem predominantemente na cor preta e os bancos dianteiros são ventilados.

Em termos de tecnologia, o SW4 SRX Platinum vem com tela sensível ao toque de nove polegadas com conectividade Android Auto e Apple CarPlay combinado com sistema de áudio JBL Premium com oito alto-falantes, dois tweeters e um subwoofer; ar-condicionado digital dual-zone; Sistema de visão 360°, Alerta Ponto Cego (BSM) e Alerta de Tráfego Cruzado Traseiro (RCTA), entre outros componentes.

A segurança é ampliada com o pacote Safety Sense: Sistema de Pré-Colisão Frontal (PCS), Sistema de Alerta de Mudança de Faixa (LDA), Controle de Cruzeiro Adaptativo (ACC), sete airbags, Controle de Estabilidade (VSC), Controle de Tráfego (TRC), Controle de Tráfego (A-TRC), Assistente de Descida (DAC), Assistente de Subida (HAC), Controle de Tração (TSC), ABS, com Distribuição Eletrônica das Forças de Freio (EBD),  Assistente de Frenagem de Emergência (BA), Luzes de Freio de Emergência (EBS) e âncoras ISOFIX.

A motorização é a mesma das demais versões. O motor diesel 2,8 litros, 16 válvulas, oferece 204 cavalos de potência máxima e torque de 50,9 kgfm a 2.800 rpm. A transmissão é automática sequencial de seis velocidades com paddle shift e tração 4×4.

Preço
SW4 7 lugares –R$ 386.290,00
SW4 5 lugares – R$ 379.990,00

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Toyota encerra definitivamente a produção do Etios

Para dar lugar a um novo carro compacto hibrido flex na linha de produção, a Toyota do Brasil encerra no ultimo dia de agosto, a fabricação do Etios. Desde 2021, o modelo, era produzido apenas para exportação. Em 11 anos, mais de 680 mil unidades foram produzidas.

Segundo a marca japonesa, o encerramento da produção do Etios não afetará os empregos ou operação da unidade da Toyota na cidade de Sorocaba-SP.

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Coluna Fernando Calmon — Audi, Toyota, GWM e BYD são destaques no Festival Interlagos

Coluna Fernando Calmon nº 1.260 — 18/7/23


Audi, Toyota, GWM e BYD são destaques no Festival Interlagos

Salões de automóveis estão sendo repensados ao redor do mundo. Alguns vão desaparecer ou então mudar de foco ao combinar exposição estática mais modesta com programa de avaliações abertas ao público, clientes e convidados das marcas.

Neste cenário o II Festival Interlagos, organizado pela publicação FullPower de 20 a 23 deste mês, se consolida. Além dos testes pagos no autódromo em asfalto e terra (mais de 10.000 previstos), os expositores podiam ter concessionárias no local para vendas.

Foto Gerson Borini/AE

Foi palco de lançamentos e prévias aproveitados basicamente por importadores. Teve até episódio de “espionagem” aberta, comum em salões de automóveis no exterior anos atrás, quando chineses estudavam minuciosamente os produtos ocidentais. Aqui notei uma moça de traços orientais muito interessada nos detalhes do Ora 03, da GWM. Seria alguém da BYD?

A Ford apresentou o inteiramente novo Territory com dimensões e porta-malas maiores em apresentação estática, sem mostrar o interior (estreia neste trimestre). Peugeot anunciou corte de R$ 50.000 no elétrico e-2008 até 6 de agosto (R$ 209.990). A GM indicou a chegada em meados de 2024 de um SUV elétrico com a grife RS.

Entre as principais atrações, três eram carros elétricos.

Audi e-tron GT quattro

Faz 30 anos que o inesquecível Ayrton Senna implantou a Audi no Brasil, operação assumida pela marca alemã em 2005. Nos últimos quatro anos foram lançados 40 modelos, incluídas versões.

O e-Tron GT é um sedã elétrico grande que chama atenção pelas linhas harmoniosas, os 2.889 mm de entre-eixos e os 1.413 mm de altura. Há um motor elétrico em cada eixo, gerenciados pela tração quattro com duas marchas.

A potência combinada é de 476 cv, mas chega a 530 cv com alimentação adicional temporária (overboost) e torque total de 65,3 kgf.m. Isso garante empolgante aceleração de 0 a 100 km/h em 4,1 considerando um automóvel de 2.276 kg.

Sistema elétrico de 800 V (origem Porsche, do mesmo grupo) e capacidade da bateria de 93,4 kWh permitem alcance médio de 308 km (padrão Inmetro). A recarga pode ser feita pelos dois lados do carro em até meia hora (0 a 80%) com carregador super-rápido de 150 kW.

Ao volante a posição é perfeita com o banco baixo, porém sem prejuízo da visão à frente. O óculo traseiro limita um pouco a retrovisão, contudo câmeras de alta definição de 360° tornam fácil qualquer manobra.

O teto de vidro ajuda na atmosfera a bordo e o sistema de áudio é de primeira linha (Bang & Olufsen). Andar rápido em Interlagos exige concentração, porém sem cansaço e confiança na potência de frenagem.

Preço (fora opcionais): R$ 699.990 e a partir de 1º de agosto, R$ 769.990.

Toyota GR Corolla

O primeiro lote de 44 unidades chegou ao mercado no começo deste mês. O hatch GR Corolla é um pouco mais discreto que seu concorrente direto Civic Type R e sua vistosa asa traseira. O modelo da Toyota igualmente recebeu um cuidadoso estudo aerodinâmico, em que todas as passagens de ar pela carroceria são funcionais. Outra diferença para o rival é a tração integral ajustável por um botão no console em três modos de distribuição entre as rodas dianteiras e traseiras: 60:40, 30:70 e 50:50.

O sistema 4×4 acrescenta massa ao conjunto e, apesar de distância entre-eixos 95 mm menor que o Civic, o GR (sigla de Gazoo Racing, braço de competição da Toyota) ainda pesa 34 kg a mais mesmo com a versão Circuit Edition dispondo de teto em compósito de fibra de carbono.

O modelo manteve o motor de três cilindros e 1,6 litro turbo que entrega 306 cv e 37,7 kgf.m (Type R 297 cv e 42,8 kgf.m). A Toyota informa aceleração de 0 a 100 km/h em 5,5 s: desempenho de alto nível e praticamente igual ao modelo concorrente conforme indicado pela Honda em outros mercados.

Ao acelerar em Interlagos logo se destacam três das qualidades do GR: o ronco encorpado na medida certa por meio das três saídas centrais de escapamento (nada a ver com fato de ter três cilindros), a precisão dos engates e curso da alavanca do câmbio manual de seis marchas e a possibilidade de mudar a distribuição de tração entre os eixos dianteiro e traseiro que altera de maneira desafiadora o comportamento do carro nos diferentes tipos de curvas do circuito paulistano.

A marca japonesa limitou a 99 unidades a cota total do seu hatch “quente” para o mercado brasileiro, embora a procura seja bem maior. Os preços: R$ 416.990 (Core) e R$ 461.990 (Circuit Edition).

GWM Ora 03

O hatch surpreende por suas linhas diferenciadas e atraentes com destaque para os para-lamas dianteiros com protuberâncias verticais que remetem ao Fusca. É o primeiro modelo 100% elétrico da GWM, importado da China, mas ainda sem previsão de produção local. Houve apenas exposição estática.

Lançamento oficial previsto para 26 de agosto e entregas em outubro. Interessante a estratégia de oferecer o mesmo motor (171 cv e 25,5 kgf.m) e a possibilidade de optar por bateria de 48 kWh ou 64 kWh (esta proporciona maior alcance, porém custa mais).

No Festival foi anunciada pré-reserva – R$ 9.000 de sinal – pelo banco digital Mercado Pago. Os preços estão estimados entre R$ 150.000 e R$ 200.000 e entregas a partir de outubro. O porte do Ora 03 é um pouco menor que o BYD Dolphin: comprimento, 4.254 mm; entre-eixos, 2.650 mm; largura, 1.825 mm; altura, 1.605 mm e vão livre do solo, 135 mm.

O acabamento interno apresenta materiais de primeira linha e cores contrastantes. Há uma tela contínua que abriga o quadro de instrumentos e os recursos multimídia. O banco elétrico do motorista recua automaticamente ao se abrir a porta para facilitar o acesso e retorna depois à posição prévia ajustada. Apresentação em Interlagos foi estática.

BYD Seal

O sedã-cupê de quatro portas importado da China está previsto para chegar no último trimestre do ano e impressiona por linhas fluidas. Sem dúvida é o mais bonito da marca e a estimativa de preço, não anunciada oficialmente, deve situar-se na faixa de R$ 350.000 se tiver tração apenas nas rodas traseiras.

O sedã grande Han já a venda aqui custa R$ 540.000, mas com tração 4×4, um motor em cada eixo, potência de 517 cv e 71 kgf.m (números combinados). A ficha técnica do Seal distribuída na Europa indica entre-eixos 2.920 mm; comprimento 4.800 mm; largura 1.875 mm; altura 1.460 mm. Ou seja, mesma distância entre-eixos do Han, porém um pouco mais estreito, baixo e curto.

Duas voltas no autódromo de Interlagos mostraram aceleração muito forte, freios potentes e atitude em curvas típica de um tração-integral. O banco com assento e encosto firmes lembra a escola alemã voltada para viagens em estrada menos cansativas. Porém, a enorme tela multimídia rotacional de 15,6 pol. não deixa dúvida da origem do carro.

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