Toyota

Toyota RAV4 Plug-in Hybrid faz até 35 km/l na cidade

Com o lançamento da nova versão do Toyota RAV4 Plug-in Hybrid, a marca japonesa amplia o seu portfolio de veículos eletrificados no Brasil. O modelo chega na versão mais sofisticada, a XSE.

Segundo a importadora, o RAV4 Plug-in Hybrid tem autonomia de 55 quilômetros somente com o motor elétrico e potência combinada de 306 cavalos.

Outras novidades da nova versão são a tela dos instrumentos de TFT e 12,3 polegadas, a nova multimídia com tela de 10,5 polegadas e um head-up display com informações sobre trajeto, velocidade e piloto automático.

Eficiência

Lançado em 1994, o RAV4 virou uma referencia no segmento, com mais de 10 milhões de unidades comercializadas em todo o mundo.

O modelo híbrido une um motor a combustão de 2,5 litros, com 185 cavalos e 223 Nm, a dois motores elétricos: um na frente com 182 cavalos e 270 Nm, e outro na traseira de 54 cavalos e 121 Nm. Juntos os três oferecem 306 cavalos. A transmissão é CVT.

“O híbrido plug-in complementa nossa oferta de veículos eletrificados atendendo a um segmento de clientes que deseja uma atuação maior do veículo no modo EV”, comenta José Ricardo Gomes, diretor comercial da Toyota do Brasil.

Ainda segundo a marca japonesa, o RAV4 Hybrid faz uma média de 35 km/l no ciclo urbano e 30 km/l em estradas.

O SUV acompanha um carregador portátil convencional 2,3Kw e um wallbox de 7,4Kw, que permite a recarga das baterias em 2,5 horas.

Preço
Toyota RAV4 Plug-in Hybrid R$ 400.000,00

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Novo Renault Kardian mais mudar a história da marca francesa no Brasil

Com toda a certeza o novo Renault Kardian é o modelo mais importante da marca francesa dos últimos anos. O novo automóvel da Renault é primeiro veículo produzido no Brasil com a nova identidade visual de marca, traz o novo motor turbo de 125 cavalos com 220 Nm de torque e câmbio “automático” de dupla embreagem úmida. O Kardian é realmente um carro novo, moderno e bonito, que chega para competir no segmento SUV-B. A marca pretende até 2027 lançar outros sete novos modelos.

Produzido no Complexo Ayrton Senna, no Paraná, o Kardian é o primeiro veículo produzido no Brasil com a nova identidade de marca, com o logo “Nouvel R”, a grade frontal exibe desenhos em formato de “diamante”, na cor preta. A assinatura luminosa do Kardian apresenta dois módulos de cada lado, na frente.  Comparado com os concorrentes, o Kardian se destaca pela linhas harmoniosas e muito atuais. Os faróis em três níveis e a grade, que imita elementos em forma piramidal, são o destaque do novo SUV.

Na traseira, o mesmo destaque 3D da dianteira, estão nas lanternas e para-choque com um visual muito agradável.  O defletor no teto colabora muito com a harmonia do design. Destaque para a “engenharia” muito moderna das barras longitudinais do teto.

Além de acomodarem carga de até 80 quilos, ainda tem a flexibilidade de poderem ser rotacionadas em 90 graus, ficando duas barras transversais para acomodar cargas longas como pranchas de surfe ou bicicletas.  As rodas diamantadas são de 17 polegadas.

Por dentro o design é muito agradável, moderno e surpreende pelo bom e bonito acabamento. Apesar de ter o uso de muito material plástico, eles são de muito boa qualidade e os encaixes são perfeitos. O console central elevado e a alavanca de câmbio em formato de joystick dá uma aparência sofisticada e só encontrada em modelos de nível muito superior.

Nele, além dos porta-objetos, é possível dispor do apoio de braço e quatro entradas USB (duas na frente e duas para os passageiros traseiros) disponíveis já na versão techno. Ele também oferece um espaço especialmente dedicado ao smartphone, com um sistema de recarga por indução sem fio com resfriamento, presente na versão Première Edition.

Outro importante item de conforto é o freio de estacionamento que é eletrônico, diferente do concorrente, por exemplo, o Toyota Corolla Cross que ainda é de pedal, como nos caminhões e picapes dos anos dos anos 60/70.

O painel de instrumentos digital de 7 polegadas apresenta todas as informações sobre a condução. O motorista pode escolher entre três modos de visualização: um traz as informações dos sistemas de assistência ao condutor (ADAS), outro destaca o conta-giros e um terceiro prioriza a velocidade com design minimalista.

Na parte central superior do console, está a central multimídia de 8 polegadas com design flutuante e que oferece conexão Android Auto e Apple CarPlay com e sem fio permitindo que os aplicativos de condução e entretenimento do smartphone sejam utilizados diretamente na tela.

Esta tela também oferece acesso às regulagens do exclusivo sistema Multi-Sense. Assim, o comportamento e o ambiente a bordo do veículo mudam de acordo com a vontade do condutor, que pode escolher entre três modos de condução: Eco, Sport e My Sense (personalizável) oferecido na versão Première Edition.

Somado a esses modos de condução, o ambient lighting presente na versão première edition, permite a escolha de oito opções de cores para o fundo da tela do painel de instrumentos, que se harmoniza com iluminação em LED dos painéis das portas dianteiras, valorizando o design interno do Kardian.

Nas versões Techno e Première Edition, o Kardian traz sistema de áudio com seis alto falantes (dois boomers e dois tweeters na dianteira e dois coaxiais na parte traseira) especialmente desenvolvido para a cabine do modelo, com o objetivo de oferecer alta fidelidade, som espacial e cristalino, respeitando o timbre original das músicas e em qualquer volume.

Ótimo motor 

O SUV Kardian vem equipado com um novo motor turbo 1,0 litro flex, que tem a mesma base de engenharia do motor turbo TCe 1.3 flex (desenvolvido em parceria com a Mercedes e equipa modelos de ambas as marcas). Esses dois propulsores compartilham 70% de componentes, tendo como características um alto torque em baixas rotações e baixo consumo de combustível.

O novo motor desenvolve 125 cavalos de potência e 220 Nm de torque, sendo 200 Nm (90% da força máxima) já disponível a 1.750 rpm. Produzido no Paraná, o motor turbo 1,0 flex é, segundo a marca, o mais econômico do segmento.

Assim como outros modelos da marca francesa na Europa, o Kardian conta com uma moderna transmissão muito competente. O câmbio “automático” com dupla embreagem úmida. O novo câmbio da Renault é uma excelente evolução da tecnologia ruim e ultrapassada dos CVT.

Equipamentos de segurança 

O Kardian vem com 13 dispositivos avançados de assistência ao motorista (ADAS). Confira abaixo todos eles: Controle de velocidade adaptativo (ACC), Alerta de colisão frontal (FCW), Frenagem automática de emergência (AEB), Alerta de distância segura (DW), Alerta de ponto cego (BSW), Câmera multiview (são quatro câmeras) Câmera de estacionamento traseira, Sensor de estacionamento traseiro, Sensor de estacionamento frontal, Sensor crepuscular, Controlador de velocidade, Limitador de velocidade, Assistente de partida em rampa (HSA), Seis airbags e, controle eletrônico de estabilidade (ESP).

Preços
Evolution – R$ 112.790,00
Techno – R$ 122.990,00
Première Edition – R$ 132.790,00

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Fortalecer acordos comerciais é uma das prioridades do governo

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou hoje (5) que, entre as prioridades atuais do governo, no âmbito da economia, estão o fortalecimento de acordos comerciais com países vizinhos e o fomento da indústria através da digitalização e desburocratização. A declaração foi dada durante a abertura do 1º Encontro Nacional da Indústria e Serviços, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Participam do evento, que será encerrado ao fim da tarde, 30 entidades setoriais, que representam aproximadamente 6 mil companhias.

“O presidente Lula recomeçou a inserção do Brasil no mercado global começando pelos vizinhos, aqui pela América do Sul. O mundo, embora seja globalizado, o comércio é muito intrarregional. Se a gente pegar Canadá, Estados Unidos e México, 50% é entre eles. Se pegar a União Europeia, 60% é entre eles”, disse.

“Precisamos recuperar os vizinhos, retomar as exportações e o comércio na nossa região. Na América Latina, é 26% somente o comércio intrarregional. Então, a primeira boa notícia foi a ampliação do Mercosul. Eram quatro países e ingressou a Bolívia. Depois de 12 anos, o Mercosul fez um acordo com a Singapura e está trabalhando a União Europeia. Vai ser muito importante esse avanço. Ele é permanente, é um esforço que o Mercosul tem feito”, emendou.

Alckmin disse que o Brasil “não tem nenhum litígio”, o que deve ser aproveitado como uma vantagem no fechamento de negócios. Ele acrescentou que o momento é marcado por “muita liquidez” no mundo e que isso pode ensejar o aumento de investimentos no país.

O vice-presidente, que também cumpre agenda em Sorocaba, onde visitará uma fábrica da Toyota, comemorou algumas realizações do primeiro ano de governo e pontuou outras metas que devem nortear as políticas públicas na área econômica, como a sustentabilidade e a diminuição do custo de capital. Como destaques, citou a queda da inflação, do Risco Brasil, do dólar, que provoca a valorização do real. “E tivemos aumento das exportações, do PIB [Produto Interno Bruto], da Bolsa. Tivemos ganhos importantes”, acrescentou. “Devemos ter um ano melhor”, avaliou.

Também presente no evento, o presidente da Fiesp, Josué Gomes, seguiu a linha de Alckmin e discursou a favor da transição energética, que considera ferramenta fundamental para se refrear as mudanças climáticas e as desigualdades sociais. Para Gomes, outro ponto importante é a promoção da Indústria de Transformação. “Se a Indústria de Transformação estivesse puxando o crescimento, estaríamos crescendo muito mais”, afirmou. (Agência Brasil)

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Nova Fiat Titano chega na segunda quinzena de março

A Fiat dá mais um grande passo para dominar o mercado de picapes no Brasil. Na liderança em seus segmentos com as picapes Toro e Strada, agora entra pesado no segmento de picapes médias e vai bater de frente principalmente com a Ford Ranger, Toyota Hilux e Chevrolet S10. Isso porque as vendas da Nissan Frontier, apesar de ser um bom produto, são insignificantes.

Tendo como base um projeto que não foi para frente para o mercado brasileiro, a picape Peugeot Landtrek, que a marca francesa desenvolvia em parceria com a chinesa Chagan antes de virar Stellantis, a Titano vai medir mais ou menos 5,30 metros de comprimento, 1,96 m de largura, 1,82 m de altura e 3,18 m de entre-eixos. A capacidade de carga será de mil quilos.


A nova picape vai ser produzida no Uruguai, onde já é produzido o furgão Scudo.  Assim como a Landtrek, a frente é imponente com uma enorme grade na dianteira, frisos cromados e faróis afinados e envolventes.

O motor de lançamento será o 2,2 litros, turbo diesel com 200 cavalos e 45,9 mkgf e transmissão automática de seis velocidades. A tação terá a opção de 4X4.  A picape ainda terá as opções de vários modos de condução, bloqueio do diferencial traseiro, auxilio de saída em rampa e controle eletrônico de descida.

Com várias versões a Titano deve chegar com preço inferior ás concorrentes diretas.

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Coluna Fernando Calmon — Pesquisa nos EUA aponta falhas de tecnologias em carros novos

Coluna Fernando Calmon nº 1.288 — 13/2/2024

 

Pesquisa nos EUA aponta falhas de tecnologias em carros novos

A reconhecida empresa americana de pesquisa especializada no setor automobilístico J.D Power revelou sua mais recente avaliação semestral de problemas em carros novos nos EUA. O foco é sempre na frota circulante com três anos de uso. Trata-se de avaliação que repercute no conjunto dos veículos em circulação que, no caso americano, é de 12 anos em média. Como referência a frota brasileira é um pouco mais “jovem”, 10 anos e 9 meses, segundo pesquisas do Sindipeças e da Anfavea.

Esse Estudo de Qualidade Inicial Percebida (EQIP) é um forte indicador em longo prazo. O resultado apresentado agora indica que no último semestre de 2023, de acordo com os consumidores, os principais pontos problemáticos foram os sistemas de infotenimento, em especial os de conectividade Android Auto e Apple CarPlay, além do reconhecimento de voz integrado. Falhas apontadas atingiram nível duas vezes superior à categoria seguinte, de defeitos na carroceria.

Os pesquisadores também apontaram que o incômodo com os alertas de assistência aumenta com o tempo de uso. Entre estes, os avisos de manutenção e de saídas da faixa de rolagem, além de colisão dianteira/frenagem autônoma de emergência. Acredito que são úteis para evitar acidentes, mas motoristas podem se sentir incomodados. Falta, talvez, ajuste fino dos parâmetros de cada fabricante.

Outra conclusão do EQIP: veículos elétricos a bateria (VEBs) e híbridos plugáveis apresentaram mais problemas do que os movidos por motores a combustão interna (MCI) e híbridos plenos. Entre outros, depois de três anos de uso, pneus são um ponto sensível para os VEBs. Destes, 39% dos proprietários afirmaram que substituíram pneus nos últimos 12 meses, em contraste aos 20% dos MCI. Desconsiderou-se o preço ainda maior dos pneus para elétricos.

Em mais uma pesquisa, divulgada há alguns dias igualmente pela J.D Power, os carregadores públicos de VEBs nos EUA estão mais confiáveis, porém menos disponíveis. Os investimentos vêm-se concentrando na recarga rápida, enquanto falhas se manifestam nos carregadores de Nível 2, os mais utilizados pela frota circulante.

Por fim, outro estudo do último dia 13 pela Consumer Reports revelou que um terço dos compradores nos EUA relataram ter uma experiência extremamente limitada com modelos elétricos. Apontou ainda como fundamental a expansão da infraestrutura de recarregamento.

“Consumer Reports, fundada em 1936, é a organização sem fins lucrativos para avaliações imparciais e confiáveis de produtos e serviços com base em testes de laboratório e pesquisas de mercado”. Resposta de Inteligência Artificial Generativa.

Investimentos podem chegar a R$ 100 bilhões até 2029

Ao analisar agora em fevereiro os resultados da indústria em janeiro último, a Anfavea indicou que o conjunto de fabricantes e fornecedores vai investir R$ 100 bilhões (US$ 20 bilhões, um valor menos “vistoso”) até 2029. O presidente da entidade, Márcio Leite, admitiu que se trata de previsão, porém com boas possibilidades frente aos novos rumos anunciados pelo plano governamental Mobilidade Verde e Inovação (Mover).

Nos últimos anos, quatro fábricas de veículos leves fecharam no País (duas Ford, uma Mercedes e uma Chery), sem contar três de peças (duas da Ford e outra da Toyota). Duas de veículos vão reabrir (GWM e BYD) nas ex-instalações de Mercedes e Ford, respectivamente. Nessa conta não entram veículos pesados.

Talvez o mais importante do programa Mover seja a introdução do conceito de emissões de CO2 do poço (ou do campo) à roda, muito à frente de vários países ainda arraigados à medição incompleta (e até oportunista) do motor à roda. A ver, após a regulamentação prevista para até o final de março, como ficará o imposto nos próximos anos sobre veículos. Atualmente incide sobre cilindrada (conceito superado).

Hoje, há metas de redução de consumo com malus, se não for cumprida e bônus, se atingir ou superar. Acabou em 2022 a distinção de IPI entre motores a gasolina e flex de 1-litro (mais da metade do mercado). Entre 1 litro e 2 litros a diferença é de apenas 1,5%. Em motores acima de 2 litros sobe para 5,3 pontos percentuais (representam apenas 3% das vendas totais).

Se o primeiro mês do ano foi bom em comercialização sobre janeiro de 2023 (mais 13%), não se alcançou o mesmo resultado em produção (estagnada) e exportações (queda de 43%). Modelos importados se destacaram com o maior percentual de participação nas vendas internas dos últimos 10 anos: 19,5%.

Parte das importações subiram por antecipação de compras externas para aliviar o início do escalonamento crescente do imposto sobre elétricos e híbridos, que começou no mês passado e voltará a ser de 35% em julho de 2026.

Novo Mercedes Classe E exibe grande evolução

O modelo existe desde 1949 (como 170 S) e a 11ª geração do atual Classe E, totalmente renovada, impressiona por linhas mais limpas. A sua presença se impõe ainda assim com uma grade plana e sem decoração vistosa, onde se abrigam radar e sensores. Na lateral, quase sem vincos, as rodas são de 20 pol. e exatos 20 raios. Na parte de trás destaque para as lanternas com estrelas de três pontas estilizadas que remetem ao símbolo da marca.

Chama muita a atenção ao entrar no carro a tela multimídia central com 14,4 pol. Além do espelhamento de celulares, é possível navegar por meio de GPS nativo e do sistema próprio de navegação da Mercedes que dispõe de conexão 5G e atualizações de trânsito em tempo real. Claro, Waze e Google Maps também são disponíveis. Saídas de ar-condicionado estão embutidas sem grades no painel, que ainda pode receber uma terceira tela para o passageiro. Porta-malas bastante amplo: 540 litros

Motor 2-L turbo entrega 258 cv e 40,6 kgf·m, mas um motor elétrico/gerador integrado entre o motor e a caixa de câmbio automática de 9 marchas, disponibiliza mais 23 cv e 20,9 kgf·m. Suspensão pneumática e eixo traseiro direcional também se destacam. Em curta avaliação em trecho urbano, além da suavidade e silêncio, impressionaram as acelerações já que o motor elétrico acrescenta 51% de torque quando se exige do acelerador. De 0 a 100 km/h são 6,2 s, belo registro para um automóvel de 1.735 kg.

Preço: R$ 639.900 (versão única).

Ressalva da coluna anterior: o SUV Honda ZR-V usa a mesma arquitetura do Civic com motor a combustão. Contudo, no Brasil, além do citado Type R (a combustão), há também a versão híbrida do sedã, ambos importados.

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Fiat Pulse Impetus é competente e muito confortável

Lançado no final de 2021, o Fiat Pulse ganhou ao longo destes quase três anos várias atualizações, mas mantém o design moderno e agradável, que o tornou um sucesso de vendas. Desde a sua chegada ao mercado, o Pulse já emplacou mais de 100 mil unidades. Tendo como principais concorrentes o Hyundai Creta, Renault Duster e o líder no segmento, o Volkswagen T-Cross, o Pulse é produzido Polo Automotivo de Betim, em MG.

Na dianteira, na ampla grade preta, tem amplas aberturas de ventilação do motor e para os faróis de LED com frisos cromados de ponta a ponta. Abaixo, os faróis de milha estão também em duas aberturas. A frente alta dá um ar de imponência ao modelo.

A suspensão elevada e os arcos dos para-lamas com acabamentos em plástico preto dão um tom de aventura no SUV da marca italiana. As bonitas rodas de liga leve são de 17 polegadas.

Já na traseira chamam à atenção as lanternas finas e estilizadas em LED, que se encaixam perfeitamente com o design da tampa do porta-malas. Por falar em porta-malas, ele acomoda 370 litros de bagagem, passando para 1.238 litros com os bancos traseiros rebatidos.As duas falsas saídas do escapamento dão um ar esportivo ao SUV.

As dimensões do Pulse são apenas um pouco maior que as do Argo, mas garantem um bom espaço interno, graças ao bom entre-eixos de 2,53 metros.

No interior, motorista e passageiros encontram muito conforto nos bancos em couro sintético com costura aparente. Os materiais são de muito bom gosto e de ótimo material. O espaço atrás acomoda com conforto dois passageiros. Na frente, os dois ocupantes também não têm do que reclamar. A posição de dirigir é confortável graças, principalmente, ás várias regulagens do banco e do volante.

Em termos de tecnologia, o modelo testado vem com central multimídia com tela de 10,1″ touchscreen com Apple Car Play e Android Auto, que permite uma infinidade opções que deixam o carro bem ao gosto dos passageiros.

Andando o Pulse Impetus transmite muita segurança ao motorista. A estabilidade é muito boa. Graças ao motor flex de 1,0 litro, turbo, de 130 cavalos de potência a 5.750 rpm e torque de 20,4 mkgf, o modelo atinge 189 quilômetros por hora e acelera de 0 a 100 quilômetros por hora em 9,5 segundos.  O consmo poderia ser melhor. Na cidade, com etanol, o modelo consome 6,9 km/l e 10,1 na estrada. Já com gasolina, o Pulse “bebe” na estrada 12,4 km/l e na cidade 8,7  km/l.

As retomadas garantem tranquilidade, por exemplo, numa ultrapassagem. Apesar de ter uma transmissão “automática” CVT, que simula sete velocidades, e forma com o motor um conjunto harmonioso. No Impetus existe a opção de fazer as trocas manualmente através das aletas (paddles shifts) atrás do volante.

Bem equipado 

O Fiat Pulse Impetus, que é aversão versão topo de linha, está equipado com câmera traseira, sensor de estacionamento dianteiro, Gear Shift Indicator (Indicador de troca de marcha), retrovisores externos com rebatimento elétrico, ar-condicionado automático digital, piloto automático (Cruise Control), hill Holder (sistema ativo freio com controle eletrônico que auxilia nas arrancadas do veículo em subida), ADAS: AEB (Frenagem autônoma de emergência), LDW (Alerta de mudança involuntária de faixa) e AHB (Comutação automática de farol alto) e ASR (Controle eletrônico de tração).

Fiat Pulse Impetus Turbo 200 AT – R$ 133.490,00

 

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Organização interrompe rally, mas brasileiros estão bem classificados

No que foi classificado como o dia mais caótico e perigoso da edição 2024 do Dakar até o momento, o Brasil segue bem representado e com possibilidade de conquistas inéditas na prova, que se encerrará no próximo dia 19, na Arábia Saudita.

Depois de se tornar ontem (8) o primeiro brasileiro a vencer uma especial na categoria principal nos 46 anos da corrida, Lucas Moraes e o navegador espanhol Armand Monleón enfrentaram problemas nesta terça-feira – dia que somou 299 quilômetros de trecho cronometrado.

A dupla foi a primeira a largar e, por isso, “abriu” a trilha para todo o grid, o que é considerado uma desvantagem no rally.“Nós nos perdemos antes dos 60km de prova e acho que fizemos cinco quilômetros a mais que qualquer outro carro. Demoramos para achar a trilha novamente. É difícil quando você não tem experiência. Ainda estou no meu segundo Dakar e nunca tinha largado na frente no deserto. É uma coisa que só se aprende fazendo”, detalhou Lucas Moraes, que terminou o dia em 11º na categoria Carros e continua em quarto na classificação geral do Dakar.

O piloto Lucas tem sua campanha 2024 no Dakar apoiada por Red Bull, Repsol, Strava, Oakley e Zapalla.

Superação contínua

Na categoria UTV T4, a dupla brasileira Rodrigo Varela e Enio Bozzano (Can-Am Maverick XRS Turbo) continua chamando a atenção pelas condições em que a equipe Team Brazil – formada por técnicos brasileiros e familiares – vai superando o desafio de competir com um carro improvisado e falta de peças.

Nesta terça-feira, o duo do time patrocinado pelas empresas Divino Fogão, Can-Am, Motul e Quadrijet chegou na sétima posição e subiu para o terceiro posto no resultado acumulado.

“Faltando 30km para terminar, tivemos um pneu furado. Demoramos uns seis minutos para trocar, porque o equipamento para troca rápida não é de primeira e a trava que prende o estepe está danificada. Mas é o que deu pra fazer. E estamos muito felizes com o que conseguimos até agora”, explicou Rodrigo Varela, que é o atual campeão sul-americano de Rali Raid e faz sua estreia no Dakar.

O brasileiro Cristiano Batista, que conduz um Can-Am Maverick XRS Turbo com o navegador espanhol Fausto Mota na UTV T4, é o quarto colocado. Já Marcelo Medeiros (Yamaha Raptor 700) continua firme nos Quadriciclos. Hoje, o piloto apoiado por apoiado por Mardisa/Viação Estrela/Taguatur Fiat/Sedel chegou em terceiro e manteve a mesma posição na classificação geral.

Trajetórias imprevisíveis

Em um comunicado assinado pelo comissário de provas Pedro Almeida, a organização justificou a interrupção do final da especial para os competidores da categoria Caminhões:

“Considerado o grande número de público e veículos presentes no final da especial, em uma área de dunas onde a trajetória dos competidores é difícil de prever, por razões de segurança interrompemos o percurso para todos os caminhões que chegarem ao km 273, depois das 15h10. Os competidores serão instruídos no local sobe o trajeto a ser seguido para retomar a rota o rally”. O comunicado foi assinado pelo português Pedro Almeida, secretário de prova e comissário desportivo do Dakar.

A quinta das 12 especiais do Dakar, a ser disputada nesta quarta-feira, deve ser cansativa. A corrida só começa após um longo deslocamento, de mais de 500 quilômetros. O trecho cronometrado, que é a especial propriamente dita, terá apenas 118 quilômtros. Mas marcará o retorno do comboio às enormes dunas do Empty Quarter – ou Território Abandonado, em tradução livre, denominação de uma enorme região desolada do deserto saudita.

“A maior parte dos competidores só chegará de noite ao acampamento, o que vai ser exaustivo e perigoso de verdade se você se perder no deserto”, observa Rodrigo Varela.

Resultados
Categoria Carros – 4ª Especial de 299 km, de Al Salamiya até Al Hofuf
1. Sebastian Loeb (FRA) / Fabian Lurquin (BEL) – Prodrive Hunter, 2h36min02s
2. Yazeed Al-Rajhi (SAU) / Timo Gottschalk (ALE) – Toyota Hilux Overdrive, +1min08s 3. Nasser Al-Attiyah (CAT) / Mathieu Baumel (FRA) – Prodrive Hunter, +1min22s
4. Carlos Sainz (ESP) / Lucas Cruz (ESP) – Audi RS Q e-tron E2, +04min58s
5. Guillaume de Mevius (BEL) / Xavier Panseri (FRA) – Toyota Hilux Overdrive, +05min21s
6. Stéphane Peterhansel (FRA) / Edouard Boulanger (FRA) – Audi RS Q e-tron E2, +05min59s
7. Mathieu Serradori (FRA) / Loic Minaudier (FRA) – Century CR6-T, +06min56s
8. Vaidotas Zala (LIT) / Paulo Fiuza (POR) – Mini John Cooper Works Rally Plus, +07min38s
9. Simon Vitse (FRA) / Frederic Lefebvre (FRA) – MD Optimus, +07min52s
10. Martin Prokop (TCH) / Viktor Chytka (TCH) – Ford Raptor, +08min05s
11. Mattias Ekström (SUE) / Emil Bergkvist (SUE) – Audi RS Q e-tron E2, +10min14s
12. Lucas Moraes (BRA) / Armand Monleon (ESP) – Toyota GR DKR Hilux, +11min22s

Categoria Carros – Acumulado após a 4ª Especial
1. Yazeed Al-Rajhi (SAU) / Timo Gottschalk (ALE) – Toyota Hilux Overdrive, 15h44min39s
2. Carlos Sainz (ESP) / Lucas Cruz (ESP) – Audi RS Q e-tron E2, +04min19s
3. Nasser Al-Attiyah (CAT) / Mathieu Baumel (FRA) – Prodrive Hunter, +11min03s
4. Mattias Ekström (SUE) / Emil Bergkvist (SUE) – Audi RS Q e-tron E2, +17min42s
5. Lucas Moraes (BRA) / Armand Monleon (ESP) – Toyota GR DKR Hilux, +19min31s
6. Sebastian Loeb (FRA) / Fabian Lurquin (BEL) – Prodrive Hunter, +23min50s
7. Mathieu Serradori (FRA) / Loic Minaudier (FRA) – Century CR6-T, +24min20s
8. Stéphane Peterhansel (FRA) / Edouard Boulanger (FRA) – Audi RS Q e-tron E2, +26min56s
9. Vaidotas Zala (LIT) / Paulo Fiuza (POR) – Mini John Cooper Works Rally Plus, +32min42s

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Piloto Lucas Moraes dá a primeira vitória ao Brasil no Dakar

Em mais um feito histórico para o automobilismo brasileiro, o piloto Lucas Moraes foi o vitorioso do dia na edição 2024 do Rally Dakar.

Desde a estreia do país, em 1988, na lendária aventura no deserto, que este ano acontece na Arábia Saudita, nenhum brasileiro havia conseguido chegar em primeiro lugar entre todos os competidores. Moraes disputa a principal categoria, a Carros, que reúne as equipes oficiais de fábrica e os maiores pilotos da modalidade de todo o mundo.

Em 2023, Moraes já havia conquistado o primeiro pódio brasileiro no resultado final de uma edição do Dakar, fato que lhe rendeu a participação na atual temporada.

A especial de hoje abriu a chamada “maratona”, trecho composto por duas especiais e que permite apenas duas horas na noite de hoje para eventual manutenção e preparo dos carros. Na chegada, o brasileiro foi cumprimentado pelos companheiros da equipe, agradeceu a ajuda de todos e chorou de emoção.

Acometido por uma forte gripe desde o primeiro dia do Dakar, ele também acompanha a evolução do tratamento da filha de quatro anos de idade, internada devido a um quadro de meningite.

“No começo, a condição dela nos assustou. Foi difícil, como pai, ficar aqui, mas os médicos disseram que tudo correria bem. Agora ela já está bem melhor e a previsão é de que amanhã já sai do hospital e vai pra casa. É, então, um dia duplamente feliz”, contou Moraes.

A disputa pelos 447km da especial – trecho cronometrado e válido pela corrida – foi super competitiva. Vários pilotos chegaram a ocupar a ponta, mas a briga final pela vitória envolveu Moraes, o sueco Mattias Ekstrom (Audi), o saudita e campeão mundial Yazeed Al-Rajhi (Overdrive) e o atual campeão do Dakar, Nasser Al-Athiya (Prodrive), do Qatar.

Na marca de 352km, Nasser tomou a ponta de Moraes por apenas quatro segundos. O carrarense chegou a abrir 22 segundos, mas Lucas reagiu com uma tocada vigorosa, retomou a dianteira e deu a primeira vitória ao Brasil em uma especial do Dakar. O primeiro lugar foi garantido por apenas 9s sobre o segundo colocado, a dupla sueca Mattias Ekström/Emil Bergkvist.

Com o resultado, Lucas e o navegador Armand Monleón subiram do oitavo para o quarto posto na classificação geral da prova, que é liderada pela dupla Yazeed Al-Rajhi (Arábia Saudita)/Timo Gottschalk (Alemanha).

“O Dakar é extremamente duro com o carro todo, mas os pneus sofrem demais. E poupar pneus e o carro é uma das principais estratégias para chegar bem na corrida. Não é fácil – todo mundo quebra ou tem pneus furados. Mas hoje nós conseguimos fazer uma corrida “limpa” e com boa velocidade o tempo todo. A navegação do Armand foi perfeita e permitiu que não perdêssemos tempo em nada. Vimos outros competidores perderem posição porque tiveram pneus furados, ou erraram. Nós, felizmente, conseguimos juntar todas as peças desse quebra-cabeça, o que nos deu esse resultado”, explicou o vencedor da especial de hoje, que tem apoio de Red Bull, Repsol, Strava, Oakley e Zapalla.

Mais brasileiros

Com 17 representantes, o Brasil tem neste ano sua maior delegação no Dakar. E tem tido bons resultados. A história mais curiosa do dia novamente ficou por conta da dupla Rodrigo Varela/Enio Bozzano Júnior (Can-Am Maverick XRS Turbo), que corre com um carro improvisado na categoria UTV T4 após seu equipamento ser desviado de rota por piratas no Mar Vermelho – e assim perder a data de início do evento, na última sexta-feira.

“Nós fomos desviar de uma rocha grande, íamos bater feio, mas com isso caímos em cima de uma moita gigante, e o UTV ficou preso lá, com as quatro rodas no ar”, conta Rodrigo que, junto com Enio, conseguiu liberar o veículo, para ainda terminar em sétimo no dia, caindo de segundo para quarto na classificação geral da T4.

O duo, que venceu a primeira especial da T4, no último sábado, tem apoio de Divino Fogão, Can-Am, Motul e Quadrijet e defende a equipe Team Brazil, formada por familiares e técnicos nacionais.

Marcelo Medeiros seguiu forte na categoria Quadriciclos. Foi quarto colocado hoje e ocupa a terceira posição no ranking geral da divisão.

O navegador Gustavo Gugelmin, parceiro do piloto norte-americano Austin Jones (Can-Am Maverick XRS Turbo) terminou em sexto e ocupa a mesma colocação na categoria UTV T3, destinada a protótipos. Ainda nesta divisão, a dupla Marcelo Gastaldi/Cadu Sachs (Taurus T3 Max) teve seu melhor dia no Dakar, terminando hoje em quinto e passando ao oitavo lugar na geral.

Na T4, o brasileiro Cristiano Batista e o navegador espanhol Fausto Motta (Can-Am Maverick XRS Turbo) lideraram mais da metade do dia, mas tiveram problemas e terminaram em quinto, colocando-se agora em quinto na geral.

A especial desta terça-feira (09) será a quarta das 12 previstas para o Dakar e encerrará o trecho maratona. Ela será a mais curta até o momento, com 299km de extensão. Os pilotos partem de Al Salamiya rumo a Al Hofuf, uma cidade situada no coração de um oásis extenso e exuberante, emoldurado por três milhões de tamareiras em seu entorno.

Apesar de ser a especial mais curta, também será uma das mais traiçoeiras. Segundo a organização da prova, há trechos de navegação extremamente difícil, com potencial para influenciar no resultado final da corrida.

Programação da 46ª edição do Rally Dakar

7.891 km de percurso total. Especiais somam 4,727 km
Data / locais / total do dia / especial
06/01, Etapa 01 – Al Ula –> Al Henakiyah – 414 km
07/01, Etapa 02 – Al Henakiyah –> Al Duwadimi – 431 km
08/01, Etapa 03 – Al Duwadimi –> Al Salamiya –447 km
09/01, Etapa 04 – Al Salamiya –> Al-Hofuf – 425 km
10/01, Etapa 05 – Al Hofuf –> Shubaytah – 375 km
11-12/01, Etapa 06 – Shubaytah  –> Shubaytah (48 horas) – 466 km
13/01 – Descanso
14/01, Etapa 07 – Riyadh –> Al Dawadimi – 473 km
15/01, Etapa 08 – Al Dawadimi –> Hail – 407 km
16/01, Etapa 09 – Hail –> Al Ula – 439 km
17/01, Etapa 10 – Al Ula –> Al Ula – 114 km
18/01, Etapa 11 –Al Ula –> Yanbu – 275 km
19/01, Etapa 12 – Yanbu –> Yanbu – 185 km

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Coluna Fernando Calmon — Elétricos começam a baquear em mercados no exterior

Coluna Fernando Calmon nº 1.282 — 19/12/23

Elétricos começam a baquear em mercados no exterior

É certo que a China continua como o maior mercado de carros 100% elétricos do mundo graças aos subsídios explícitos e implícitos, além das imposições por parte do governo ditatorial. Em alguns dos grandes conglomerados urbanos chineses só se pode obter uma licença ou placas para circular se for elétrico e, eventualmente, híbrido plugável.

No continente europeu os países também oferecem bônus atraentes para quem decide adquirir um VEB (Veículo Elétrico a Bateria). As vendas vinham subindo rapidamente, mas nos últimos meses o ritmo arrefeceu.

No Reino Unido, os 24.359 VEB comercializados em novembro último representaram uma queda de 17,1% em relação ao registrado um ano antes. A participação de mercado caiu de 20,6% em 2022 para 15,6% no mês passado, de acordo com números da SMMT (sigla em inglês para Associação de Fabricantes e Concessionárias de Veículos). Algumas projeções apontam para uma recuperação em 2024, mas não há realmente certeza.

Por outro lado na Alemanha, maior mercado do continente, a VW foi a primeira a sentir uma diminuição de procura por modelos elétricos. Análises iniciais atribuíram a queda a uma inadequação dos produtos.

No entanto, a Audi anunciou agora que irá adiar o lançamento de novos elétricos em resposta à diminuição do interesse dos compradores devido aos preços elevados em relação aos carros com motor de combustão interna (MCI). Em declaração ao site Automotive News Europe, o executivo-chefe da marca alemã, Gernot Dölner, admitiu que pretende reduzir a produção para evitar pátios cheios.

Já a BMW negou peremptoriamente que deixaria de investir em MCI. O presidente da empresa, Oliver Zipse, falou da sua aversão à proibição destes motores por parte União Europeia, em 2035. Alegou que isso colocaria os fabricantes de automóveis europeus numa guerra de preços com os produtos chineses.

Os novos registros de veículos elétricos ainda crescem a um bom ritmo nos EUA, mas limitados ao mercado de marcas de luxo. Porém, segundo dados da consultoria Experian, nos segmentos de altas vendas não conseguem avançar sobre modelos a gasolina e híbridos.

Uma surpresa, agora, veio do polêmico Elon Musk, o homem mais rico do planeta, dono da Tesla e de outros grandes negócios inclusive aeroespaciais. Ele afirmou que os alertas sobre mudanças climáticas são exagerados em curto prazo, embora repetisse que se considerava um ambientalista. Segundo o sul-africano naturalizado americano e canadense, maior produtor de carros elétricos do mundo, “petróleo e gás não podem ser demonizados”.

Difícil é saber exatamente o que ele considera “curto prazo”.

Ranger Raptor tem proposta marcantemente superior

A superespecialização chegou às picapes e a Ranger Raptor é o melhor exemplo. Importada da Tailândia, ocupa um nicho muito específico de mercado, inclusive por seu preço para bem poucos: R$ 446.800.

Em um primeiro contato no campo de provas da Ford, em Tatuí (SP), logo se destacou pela aceleração vigorosa e o ronco que ecoa do motor. Estabilidade muito boa, apesar dos pneus de perfil alto (285/70R17 A/T General Grabber) indicados para uso fora de estrada. Há molas helicoidais na traseira, além de maiores bitolas e cursos das suspensões dianteira e traseira. Os amortecedores são ativos da marca Fox.

Motor é um V-6, 3-L, gasolina, biturbo, 397 cv e 59,5 kgf·m. O câmbio automático epicíclico de 10 marchas ganhou desenvolvimento específico para a linha Raptor. Desempenho declarado de 0 a 100 km/h em 5,8 s, bem além de qualquer picape. Velocidade máxima é limitada eletronicamente em 180 km/h. O modo esportivo é selecionável no console.

Nos trechos fora de estrada demonstrou aptidão acima da média, em baixa e alta velocidade. Além do controle de tração bem calibrado, há cinco modos de terreno: escorregadio, lama, areia, pedregulho e baja. Neste último, para alto desempenho, o controle de estabilidade é desabilitado e aceita entrada de curvas no modo pêndulo típicas de ralis. O botão “R” no volante (modo Raptor) permite personalização para cada um dos itens separadamente: amortecedores, direção e escapamento.

Capacidade de vau (transpor alagados) é de até 850 mm, 50 mm a mais do que as outras versões da Ranger. Ângulos: de entrada, 32°; de saída, 27° e central, 24°. A facilidade com que as suspensões absorverem saltos reais é impressionante, com ótimo trabalho dos amortecedores ativos.

Tudo isso sem esquecer do bom comportamento em ambiente urbano e rodoviário, simuláveis também no campo de provas.

Melhorou segurança ativa da Hilux SRX Plus

Apesar de manter uma posição confortável na liderança entre picapes médias tradicionais – aquelas com carroceria sobre chassi de longarinas, também conhecido como chassi tipo escada – a Hilux apresentava algumas deficiências quando submetida a exigências rigorosas. Embora sem tanta repercussão no Brasil não se deu tão bem quando testada no exterior, no famoso Teste do Alce, em que chegou a retirar rodas do chão quando provocada a fazer desvio brusco de trajetória. Modelos de outras marcas passaram sem problemas.

As mudanças incluem alargamento das bitolas em 155 mm na traseira e 140 mm na dianteira com novo posicionamento de amortecedores e molas na dianteira; amortecedores traseiros externos ao chassi; barra antirrolagem também no eixo traseiro; aumento do vão livre em 20 mm o que melhorou ângulos de ataque e saída; freios a disco ventilado no eixo traseiro.

Esteticamente a SRX Plus ganhou extensões maiores de para-lamas (em razão do aumento das bitolas) e uma barra entre caçamba e cabine com formato aerodinâmico para diminuir ruído. Motorização Diesel não mudou (2,8 L, 16 V,  204 cv, 50,9 kgf·m), nem o câmbio automático de seis marchas e o bloqueio eletromecânico do diferencial traseiro.

Pacote ADAS (sigla em inglês para Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista) inclui, entre outros, alertas de mudança de faixa e de pré-colisão, assistentes de partida em subida e de descida e controle de cruzeiro adaptativo.

Em um primeiro contato com a picape destaques para menos ruído a bordo e suspensões ligeiramente melhores em termos de conforto de marcha. Preço: R$ 334.890.

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*A todos os leitores(as) feliz Natal e um ano de 2024 turbinado. É tempo de dar uma parada e volto ao volante na segunda semana de janeiro.

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Corolla Cross ganha mais uma versão com motor de dois litros

A Toyota do Brasil apresentou mais uma versão do SUV Corolla Cross: o XRX. A sexta versão do modelo chega com motor de dois litros flex, de quatro cilindros em linha e 16 válvulas com comando variável VVT-iE.

Segundo a fabricante, o motor oferece 177 cavalos de potência a 6.600 rpm, quando abastecido com etanol, e 169 cavalos a 6.600 giros, com gasolina. O torque máximo abastecido com etanol ou gasolina é 21,4 kgf.m a 4.400 rpm. A transmissão é uma CVT que simula 10 marchas.

Preço
Corolla Cross XRX R$ 190.290,00

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