Honda

Bonito e moderno, o Nissan Kait é a versão de entrada da linha Kicks

Numa “sacada” inteligente, a Nissan substituiu o cansado Kicks Play pelo Kait, com design moderno e muito atual. Depois do lançamento do novo Kicks em julho deste ano, que desde o lançamento em 2016 só recebia pequenas mudanças estéticas, o Kicks Kait é, na verdade, o modelo antigo com uma frente e uma traseira novas.

A lateral, motor e o interior foi herdado do Play. Produzido no Complexo Industrial da Nissan, em Resende-RJ, o Nissan Kait vai ser comercializado em 20 países da América do Sul e Central. Em outra decisão interessante, a nova versão de entrada chega com o mesmo preço do anterior: R$ 117.990. O nova versão chega com quatro opçõe4s de acabamento e equipamentos.

Moderno

Com linhas até mesmo arrojadas para os padrões de design japonês (normalmente mais conservador) o Kait tem uma frente moderna e faróis afilados com o DRL obrigatório e em full led. O capô, semelhante ao do novo Kicks, tem vincos pronunciados nas extremidades e transmitem imponência.

Já a traseira conta com uma elegante tampa (inspirada do icônico modelo da marca, o Patrol), com novas linhas mas manteve o mesmo vidro, e lanternas de led que são ligadas por uma barra em piano black, o que dá um visual muito agradável.

Todas as versões do Nissan Kait contam com rodas de liga leve aro 17, que vêm equipadas com pneus 205/55. Nas versões Advance Plus e Exclusive elas têm design com estilo mais esportivo, batizado de “blades” (lâminas).

Espaçoso

Apesar de ser mais do mesmo, o espaço interno do Kait é um dos destaques em seu segmento: 4,30 m de comprimento, 2,62 m de entre eixos e porta-malas de 432 litros.

O painel de instrumentos digital de 7 polegadas e 100% personalizável, na versão mais sofisticada. De acordo com a versão, é adotado um tipo diferente de material de revestimento, sendo que, no topo de linha Exclusive, os bancos têm acabamento premium de dois tons e costuras com cor contrastante.

O novo suv vem com um bom pacote de itens de segurança, que fica mais sofisticado dependendo na versão. Entre os itens estão o monitoramento que ajuda a evitar colisões Alerta de Tráfego Cruzado Traseiro (RCTA), Alerta de Ponto Cego (BSW), Alerta de Colisão Frontal (FCW), Alerta Inteligente de Prevenção de Mudança de Faixa (LDW), Assistente de Prevenção de Mudança de Faixa (LDP); Assistente Inteligente de Frenagem e Detecção de Pedestre (P-FEB) e o Controle de Cruzeiro Adaptativo de Velocidade e Distância (ICC). O Kiat ainda conta com  seis airbags e a  estrutura do assoalho ‘Anti-Submarine’, que ajuda a manter a posição dos passageiros atrás e a evitar o deslizamento deles pelo cinto de segurança em uma colisão.

Tecnologia

A conectividade do Nissan Kait, nas versões Advance Plus e Exclusive, vem multimídia de 9 polegadas. O equipamento tem tela sensível ao toque com resolução de 1024 a 600 pixels, além de contar com processador de som AK7604, da AKM, para produzir um áudio de alta qualidade. Com conexão sem fios, Apple Car Play e Android Auto, a multimídia permite ainda que sejam reproduzidos vídeos, músicas e outros conteúdos do telefone e também da nuvem, além de funcionar com reconhecimento de voz.

Motorização

O Kait vem equipado com o mesmo powertrain utilizado nos antigos Kicks. O motor 1,6 litro de 16V com a caixa de transmissão CVT. Com etanol esse motor oferece 113 cavalos de potência a 5.600 rpm e torque de 15,2 kgfm a 4.000 rpm. Já quando abastecido com gasolina, ele tem 110 cavalos a 5.600 rpm e 14,9 kgfm a 4.000 rpm.

Apesar de manter a engenharia do modelo anterior, o novo tem eixo traseiro, amortecedores, molas e amortecedores desenvolvidos especificamente para ele. A suspensão dianteira independente é MacPherson com barra estabilizadora.

Preços
Active: R$ 117.990;
Sense Plus: R$ 139.590;
Advance Plus: R$ 149.890;
Exclusive: R$ 152.990.

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Volkswagen Tera é o grande vencedor do 27º Prêmio Imprensa Automotiva

Na presença de mais de 100 pessoas, entre jornalistas especializados e executivos de montadoras, os melhores veículos à venda no mercado nacional foram eleitos no último dia 19 de novembro no 27º Prêmio Imprensa Automotiva. Segunda eleição mais antiga do Brasil, a premiação da Abiauto é composta por 42 jornalistas especializados, de jornais, rádios, revistas, TV e internet. O evento foi realizado no P Talk Brasil em São Paulo e patrocinado pela Ford, Honda, RAM, Volkswagen e Renault.

“Somos um dos mais tradicionais prêmios do Brasil, com quase 30 anos de realização ininterrupta, com um júri formado por jornalistas com décadas de experiência no setor automotivo. O Prêmio da Abiauto visa ser um guia para auxiliar os consumidores na compra de modelos que se destacam pela tecnologia, design e inovação. E este ano foi muito disputado”, conta Antônio Fraga, presidente e fundador da Abiauto (Associação Brasileira da Imprensa Automotiva).

Além dos veículos, foram eleitas as personalidades do mundo automotivo, como Assessor de Imprensa, Executivo e Locutor que se destacaram no ano de 2025.

Vencedor

O grande vencedor foi o novo SUV Volkswagen Tera, que conquistou o prêmio de Melhor SUV pequeno/médio e o principal prêmio do evento, o Prêmio Veículo Abiauto “José Roberto Nasser”. Na categoria motocicletas, a Triumph Tiger Sport 800 foi a campeã, levando o Prêmio Motocicleta Abiauto “Josias Silveira”.

Como é tradição do evento promovido pela associação, houve uma homenagem, que em 2025 foi ao jornalista automotivo Caio Moraes.

“O Prêmio Abiauto 2025 superou todas as expectativas. Foi deveras espetacular: local, buffet, decoração, troféus, presença maciça das montadoras e dos jornalistas especializados de todo o país”, comenta João Euclides, diretor do Jornal da Savassi de Belo Horizonte-MG.

“Participar dessa cerimônia, tanto nos bastidores, como jurado, quanto no palco, conduzindo a premiação, foi uma experiência inesquecível. Saio desta edição ainda mais orgulhoso da nossa imprensa especializada e motivado a continuar contribuindo com esse setor que tanto admiro”, afirma Ricardo Vasconcelos, jornalista do Programa do Carro e mestre de cerimônias do evento.

“O Prêmio Abiauto mais uma vez demonstrou sua importância e relevância, com a participação intensa de executivos e assessores das montadoras, além de ter sido realizado em um espaço incrível. Muito organizado e justo na premiação dos vencedores”, elogiou André Marinho, do Guia Automotivo-CE.

“Muito honrado em receber o reconhecimento dos jornalistas da Abiauto. Cresce a responsabilidade nas narrações a partir de agora”, afirmou Tatá Muniz, locutor desportivo há mais de 40 anos e homenageado da categoria Locutor do Ano.

Premiados 2025
Carro Nacional Sustentável  – Citroën Basalt
Carro Nacional acima de 13 Kmgf– Honda City
Picape – Fiat Titano
SUV/Crossover Nacional Compacto/Pequeno – Volkswagen Tera
SUV/Crossover Nacional Médio/Grande – Renault Boreal
Esportivo – Ford Mustang
Carro híbrido – GWM Tank 300
Carro elétrico até R$ 300 MIL – Leapmotor C10
Carro elétrico acima R$ 300 mil – Volvo EX 90
Executivo do Ano – Prêmio José Rosemilton Silva – Ciro Possebom Presidente e CEO da Volkswagen do Brasil
Assessor de Imprensa – Ricardo Dilser Assessor de Comunicação da Volkswagen do Brasil
Homenageado do Ano – Jornalista Caio Moraes
Homenageado Locutor Automotivo do Ano – Tatá Muniz
Prêmio Veículo Abiauto 2025 – Prêmio José Roberto Nasser – Volkswagen Tera
Prêmio Motocicleta Abiauto 2025 – Prêmio Josias Silveira – Triumph Tiger Sport 800

O Prêmio Abiauto2025 foi patrocinado pela Ford, Honda, RAM, Volkswagen e Renault

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Prêmio Imprensa Automotiva 2025 vai eleger os melhores veículos do Brasil

Uma das principais premiações da indústria automobilística, o Prêmio Imprensa Automotiva 2025, realizado há 27 anos pela Abiauto – Associação Brasileira da Imprensa Automotiva, acontecerá neste mês de novembro, em São Paulo. Quarenta e cinco jornalistas de quase todos os Estados brasileiros, de meios de comunicação variados, como jornal, rádio, revista, TV, internet, escolherão os melhores veículos comercializados no Brasil.

“Somos um dos mais tradicionais prêmios do Brasil, com quase três décadas de realização ininterrupta, com um júri formado por jornalistas com décadas de experiência no setor automotivo. Nossa proposta com a premiação é que os nossos leitores, ouvintes ou telespectadores possam saber o que na opinião dos jornalistas especializados foi o lançamento mais representativo em cada segmento do setor automotivo. Um guia para auxiliar os consumidores na compra de modelos que se destacam pela tecnologia, design e inovação. A divulgação dos resultados em nível nacional contribui para uma visibilidade expressiva para os modelos vencedores dada a abrangência dos jornalistas que fazem parte de nossa Associação”, conta Antônio Fraga, presidente e fundador da Abiauto.

Os profissionais escolherão o Melhor Carro Nacional, o Melhor Carro Importado, a Melhor Picape Pequena/Média, a Melhor Picape Grande, o Melhor Carro Verde, o Melhor Utilitário Esportivo Nacional pequeno /médio, Melhor Utilitário Esportivo grande, o Executivo de 2025 e Assessor de Imprensa. Além dessas premiações, os profissionais elegerão ainda o Carro Abiauto 2025 (Prêmio José Roberto Nasser) e a Moto Abiauto 2025 (Prêmio Josias Silveira), entre os modelos testados durante o ano e que mais se destacaram. Até final de outubro os jornalistas escolherão cinco finalistas em cada uma das categorias. Em seguida, votarão em apenas um modelo nessas categorias.

No total, serão 16 premiações, que também incluem o melhor Assessor de Imprensa, o Homenageado do Ano (normalmente um piloto consagrado no automobilismo), Executivo do Ano (Prêmio José Rosemilton Silva) e o Homenageado Locutor Automotivo do Ano (Prêmio Luciano do Valle). Os ganhadores serão anunciados na cerimônia de premiação que será realizada no dia 19 de novembro, às 19 horas, no maior clube independente de automóveis do mundo, o P Talk, no bairro de Indianópolis, em São Paulo.

 

“ É com muito orgulho que nós do P Talk Brasil recebemos em nosso espaço o Prêmio Abiauto 2025 e seus convidados, para a eleição dos melhores existentes no mercado brasileiro”, disse Mauricio Billy.

 

 

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Bonito e muito sofisticado, o SUV Renault Boreal já está á venda

Depois do lançamento do Kardian, a Renault prepara mais um importante lançamento para o mercado nacional e as vendas já começaram. O SUV Boreal é o modelo mais sofisticado, tecnológico e elegante que a marca francesa já fabricou no mercado nacional.

Com preços muito competitivos no segmento, o Boreal estará disponível em três versões de acabamento: Evolution, Techno e Iconic. Todas as versões contaram com a motorização turbo 1,3 litro, turbo, flex com 165 cavalos e 270 Nm de torque. A transmissão será automática de dupla embreagem úmida com seis marchas.

Quem fizer a reserva antecipada terá várias vantagens:, preço promocional, antecipação na aquisição, concorrerá ao sorteio de 30 pares de ingressos para o lendário torneio de tênis Roland-Garros, em Paris – França e outros brindes.

O Boreal R Pass será adquirido por R$ 1.000 e esse valor pago será descontado no preço final do carro, portanto na efetivação do pedido, o cliente só pagará a diferença entre esse sinal e o preço do carro.

Para o período de lançamento, os clientes ainda contarão com bônus no usado de até R$ 12 mil reais ou taxa zero para financiamento com a Mobilize Financial Service.

“Assim como aconteceu com o Kardian, o Brasil é novamente o primeiro polo produtivo do mundo do Boreal. Isso demonstra a importância do mercado brasileiro para o Grupo Renault”, explica Ariel Montenegro, presidente e diretor geral da Renault do Brasil.

Renault Boreal
Evolution turbo TCe  – R$ 179.990,00
Techno turbo TCe – R$ 199.990,00
Iconic turbo TCe – R$ 214.990,00

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Confortável e bem acabado, Honda HR-V ganha uma nova geração

Sucesso de vendas, o Honda HR-V foi lançado em fevereiro de 1999 e ao longo destes anos foi ganhando diversas evoluções. A mais recente é a linha 2026 e surpreende por quanto é bom de andar, confortável e confiável. As pequenas mudanças no design e a atualização nos equipamentos, deixaram o modelo mais atual e competitivo no segmento. A motorização é a mesma, ou seja, 1,5 litro turbo e câmbio CVT. A versão avaliada é a Touring, topo de gama.

As mudanças na grade, faróis mais finos, lanternas redesenhadas, molduras em volta da carroceria e novo desenhos das rodas, o HR-V, o terceiro mais vendido do segmento, ficou bem mais bonito e distinto. As rodas muito bonitas são diamantadas e de 18 polegadas.

Por dentro, o SUV japonês é muito agradável e confortável. Destaca-se o bom espaço interno e o conforto. O banco do motorista conta ajustes elétricos facilitando para achar a melhor posição para dirigir. Ao rodar é possível ver quanto o modelo é silencioso. Somente em pisos irregulares o barulho externo é notado.

Na versão Touring, o SUV conta com um excelente pacote tecnológico e de segurança, como por exemplo assistentes como alerta de faixa, controle de cruzeiro adaptativo e frenagem automática.


No modelo 2026, o HR-V também ganhou uma central multimídia mais completa com espelhamento sem fio, inclusive, com uma câmera de ré de melhor definição. Os dois passageiros do banco traseiro não têm do que reclamar, já que o espaço interno é muito bom e bem confortável. Cinco passageiros já ficam mais apertados, mas numa necessidade, são acomodados razoavelmente.

O porta-malas tem capacidade para 354 litros, mas os bancos rebatíveis em várias possibilidades podem aumentar muito o espaço de carga.

Bom desempenho

O HR-V Touring vem equipado com uma motorização turbo muito competente de 1,5 litro, desenvolve 177 cavalos e 24,5 kgfm de torque máximo. Como o torque máxima já está disponível a 1700 rpm, o tanto na cidade como na estrada as respostas são bem eficientes. Os números mostram o bom desempenho do SUV. De 0 a 100 quilômetros por hora o HR-V acelera em 8,9 segundos e atinge a máxima de 201 quilômetros por hora.

O consumo está na média da concorrência fazendo 8,7 km/l na cidade e na estrada 10,1 com etanol. Já com gasolina, o modelo faz 11,5 km/l no perímetro urbano e 15,1 na rodovia.

Apesar de CVT, e não uma automática tradicional, a transmissão não compromete e tem modo Sport e trocas manuais nas borboletas atrás do volante. Mesmo privilegiando o conforto, a suspensão é destaque e não compromete a estabilidade.

Preço
Honda HR-V Touring R$ 209.900,00
Curiosidade – Quando foi lançado em 1999, o HR-V custava R$ 69.900,00.

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Agosto tem o melhor resultado do ano na produção de motocicletas

As fabricantes instaladas no PIM – Polo Industrial de Manaus produziram 185.952 motocicletas em agosto, alcançando o melhor resultado do ano. Segundo levantamento da Abraciclo – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, o volume representa um crescimento de 13,4% em relação ao mesmo mês do ano passado e de 32,6% na comparação com julho. Além disso, esse foi o melhor desempenho para o mês de agosto desde 2011.

No acumulado do ano, 1.326.963 motocicletas foram produzidas, o que representa um crescimento de 12,5% em relação ao mesmo período de 2024. Esse resultado configura o melhor desempenho dos últimos 14 anos e o terceiro melhor da história do setor para os oito primeiros meses do ano.

Na avaliação do presidente da Abraciclo, Marcos Bento, os números reforçam a crescente presença do veículo na rotina dos brasileiros. “A demanda vem aumentando em todo o país. São pessoas que utilizam a motocicleta para seus deslocamentos diários ou ainda profissionalmente, como instrumento de trabalho e geração de renda”, afirma.

Ele complementa: “A motocicleta se consolidou como um meio de transporte acessível, eficiente e alinhado às necessidades da mobilidade urbana”.

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Honda vai lançar este ano quatro novas motocicletas

Depois de renovar em 2024 a linha de motos de baixa cilindrada, inclusive com o lançamento de dois novos modelos, XR 300L Tornado e Sahara 300, a Honda brasileira anuncia a chegada das novas motocicletas de média e alta cilindrada. Os modelos vão chegar até o final deste ano. 

Honda CB 500 Hornet

Honda NX 500
Honda CB 650R E-Clutch 
Honda CRF 1100L Africa Twin

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Banco Honda promove condições especiais para financiamentos do HR-V

O Banco Honda promove condições especiais e exclusivas para financiamento do modelo HR-V. No Plano Evolution, o cliente conta com a opção de um pagamento de entrada de 70%, sem parcelas intermediarias, e uma parcela final de 30% para dois anos.

Há ainda um período maior de carência para pagamento da primeira parcela (180 dias) e novo prazo de financiamento de 60 meses.
Além da opção do financiamento, a Honda Automóveis oferece aos clientes uma supervalorização do usado no processo de troca, com bonificação de até 15 mil reais.

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Coluna Fernando Calmon – Renault avança ao confirmar acordo com Geely

Coluna Fernando Calmon nº 1.339 — 18/2/2025

Renault avança ao confirmar acordo com Geely no Brasil

A colaboração muito próxima entre o conglomerado chinês Geely (dono de várias marcas ocidentais como Volvo, Polestar, Lotus, smart, ZEEKR e Link &Co) e a Renault não vem de agora. Desde 1998 há grande proximidade entre as duas marcas, desde quando a empresa francesa comprou a Samsung Cars, na Coreia do Sul. A própria Geely vendeu seus produtos aqui entre 2014 e 2016. No ano passado, comercializou globalmente o total de 3,33 milhões de veículos, enquanto Renault (somadas Dacia e Alpine) 2,3 milhões, pois saiu da Rússia em 2022.

O acordo internacional anunciado, dia 17 último, entre os dois grupos mostra que o Brasil continua a atrair investimentos dos grandes grupos de fabricantes de veículos. Embora ainda precise receber aprovações de praxe de diferentes governos, o processo aqui deve ser bem rápido.

Bom lembrar que Renault e Geely são sócias em uma empresa para desenvolver mundialmente trens de força de automóveis e utilitários leves: Ampere (tração elétrica) e Horse (motores a combustão e câmbios). Esta última tem instalações modernas em São José dos Pinhais (PR), onde a Renault produz também veículos. Em 2024, a Horse foi identificada, separadamente, dentro deste complexo da grande Curitiba (PR).

Há previsão de o acerto ser rapidamente posto em prática no Brasil. Novos modelos híbridos e elétricos da Geely estarão nas concessionárias Renault, talvez já neste primeiro semestre. Geely terá ainda rede própria de concessionárias, quando o mercado nacional se expandir.

O movimento se assemelha ao anunciado recentemente pela Stellantis. O grupo confirmou o início das vendas aqui, em breve, dos produtos da marca chinesa Leapmotors, de sua total propriedade.

Apesar de a demanda por elétricos no mercado nacional ter tido queda maior do que a observada no exterior nos últimos meses, acredita-se que comece a se recuperar com início de produção local da GWM e BYD (também híbridos). Outra chinesa, GAC, igualmente se movimenta.

Fusão Honda-Nissan: novos e confusos desdobramentos

Instalou-se a luta de narrativas e em questão de horas a conturbada fusão entre as duas marcas japonesas para formar o terceiro maior conglomerado mundial de fabricantes de automóveis, continua em pauta. Informações mudam conforme vazam para diferentes fontes confiáveis como Financial Times (FT) e Bloomberg.

O que parece mais visível é a rápida deterioração de imagem do principal executivo da Nissan. Makoto Uchida, após assinar um primeiro acordo em que praticamente todas as posições-chave da possível futura empresa seriam ocupadas pela Honda, resolveu mudar de posição. Ele afirmou que não aceitaria a fabricante tornar-se simples subsidiária. Por sua vez, a Renault, que ainda detém 36% das ações da Nissan, defende a renúncia de Uchida, segundo o FT, embora Toshihiro Mibe, CEO da Honda, tenha preferido deixar de comentar este assunto.

Outros rumores apontaram que a poderosa taiwanesa Foxconn estaria cogitando investir na Nissan, embora sem objetivo de comprar suas ações bastante depreciadas na bolsa de valores de Tóquio. Talvez esse fato tenha animado Uchida. Por outro lado, a marca japonesa continua muita debilitada em meio a um severo plano de corte de empregos e de investimentos. As últimas notícias apontam a possibilidade de a Nissan fechar três fábricas, inclusive sua maior na Europa, no Reino Unido.

Agora se especula que a Honda teria concluído pela pouca consistência da escolha Nissan e-Power. Trata-se de um carro elétrico (Note), lançado em 2016, de conceito diferente. Em vez de volumosas e caras baterias de grande capacidade, energia é produzida a bordo por um gerador acionado por motor a combustão de baixa cilindrada em rotação constante, cuja corrente elétrica vai para uma pequena bateria (apenas como ponte) e desta ao motor elétrico. Também classificável de elétrico de recarga interna (independe de tomadas), continua a usar gasolina, mas com baixíssimo consumo.

A Nissan lançará dentro de dois anos uma nova geração deste tipo de modelo, nos EUA. Uma resposta às contínuas incertezas que cercam o ritmo de crescimento atual bem mais lento dos elétricos, até na China.

Prudente é esperar e assistir ao final dessa instigante novela.

Vêm aí nono e décimo airbags, agora para calcanhares

Automóveis caros ou de marcas premium dispõem de até oito airbags: dois frontais, dois laterais, dois de teto e dois de joelhos. Seus preços elevados garantem grande chance de escapar com vida — ou ferimentos leves — de acidentes de alta gravidade especialmente em estradas, onde velocidades médias são bem maiores do que no trânsito urbano. Por fim, os carros poderiam ter até 11 ou 12 airbags ao se incluírem os centrais, hoje já desenvolvidos.

A iniciativa partiu da ZF Lifetec, renomeada divisão para sistemas de segurança passiva da companhia alemã. Este inédito tipo de proteção para os pés fica debaixo do carpete e pode ser colocado tanto para o passageiro quanto para o motorista. Apresentado como Active Heel Airbag (Airbag Ativo para Calcanhares ou AAC, em tradução livre), garante um ponto de impacto estável nos calcanhares, mesmo quando o banco está recuado e os ocupantes adotam posição relaxada.

Nasceu das conclusões dos testes de colisão em laboratórios. Segundo Harald Lutz, chefe de desenvolvimento da empresa, “se o calcanhar não tiver um ponto de contato adequado, o joelho não conseguirá se apoiar corretamente no airbag de joelho, comprometendo sua eficácia. Há uma alta probabilidade de ferimentos graves nas pernas e nos pés, sem esta proteção”. Isso adicionalmente reduz o risco de lesões causadas pela torção dos pés do motorista ao baterem em estruturas como o pedal do freio.

Ainda não há data definida para esta nova proteção passiva estar disponível para fabricantes de veículos, nem previsão de preço. Fundada há 110 anos pelo conde alemão Ferdinand Adolf Heinrich August Graf von Zeppelin, inventor do famoso dirigível mais leve que o ar, a ZF atua também para indústrias marítima, ferroviária e aeroespacial. Espera oferecer o AAC, possivelmente, dentro de três anos.

Ram Rampage Rebel ganha fôlego com novo motor

Picape de porte médio e construção monobloco, mesma da Toro, tem conquistado uma parcela do mercado pela imponência e estilo arrojado. Não chega, claro, a abalar a liderança da Hilux, mas amplia as opções de escolha em um dos segmentos mais disputados e rentáveis do mercado brasileiro.

Na avalição do dia a dia, a exemplo todo modelo deste tipo e porte, apresenta restrições no uso urbano, principalmente ao se procurar uma vaga para estacionar e limitações de um diâmetro mínimo de giro de 11,9 m. O interior oferece acabamento muito bom, tela multimídia de boa definição, roteador wi-fi e carregador de celular por indução, entre outros.

Traz o novo motor 2,2 L turbodiesel que entrega potência e torque agora compatíveis com seu porte para arrancadas rápidas e enfrentar subidas. São 200 cv e 45,9 kgf·m, contra os 170 cv e 38,8 kgf·m da versão anterior. Os 30 cv e 7,1 kgf·m extras podem parecer pouco, mas fizeram a diferença no desempenho geral da Rampage 2025. Ganhou fôlego adicional para ultrapassagens seguras. Aceleração de 0 a 100 km/h em 9,8 s, já estimado erro do velocímetro.

Encarou bem o off-road em terrenos desafiadores, como lama, areia e trechos acidentados. Consumo médio de diesel foi um pouco melhor (entre 5% e 10%) que o padrão de homologação de 10,6 km/l, urbano e de 13,3 km/l, rodoviário. Alcance urbano e rodoviário supera 600 km e 800 km, respectivamente, graças ao eficiente câmbio automático de nove marchas e ao tanque de 60 litros.

Preço: R$ 265.990.

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Ressalva: Valor atual do Hyundai Creta Ultimate 2025, avaliado na coluna anterior: R$ 196.990,00

 

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Coluna Fernando Calmon — Multa “herdada” pode ser cancelada

Coluna Fernando Calmon nº 1.337 — 4/2/2025

Multa “herdada” pode ser cancelada,se projeto
de lei for, afinal, aprovado

Uma das situações mais injustas que assolam o motorista brasileiro ganhou possibilidade de deixar de existir. Em sessão na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, em Brasília, no último dia 28 de janeiro, deu-se o primeiro passo para encerrar a controvérsia.

Você adquire um carro usado, não há multa de trânsito a pagar e depois é surpreendido por cobrança de infrações do proprietário anterior lançadas no sistema após a transferência legal.

Segundo a Agência Câmara de Notícias, o relator Gilberto Abramo (Republicanos-MG) defende que “o comprador não deve ser surpreendido com débitos anteriores, depois de quitar todas as dívidas relacionadas ao veículo. Questão de segurança jurídica em prol de quem age de boa-fé”. Detrans, na verdade, se acomodaram e processam multas com até meses de atraso. Só querem receber, não interessa de quem. O dono anterior tem endereço para ser cobrado, todavia nada se faz.

Porém, é bom não se animar. Ainda depende de aprovação da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e depois pela Câmara e o Senado. Assim, sem previsão.

Por outro lado, um absurdo legislativo atenta de novo contra o bolso e a segurança do motorista. A volta de exigência (hoje opcional, mas nenhum fabricante de veículo leve o inclui, em praticamente todo o mundo) do extintor de princípio de incêndio. Desta vez apoiada pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), não resiste a qualquer análise técnica. Até companhias de seguro reconhecem risco tão baixo que eventual seguro de incêndio fica embutido entre outras coberturas.

Técnicos do Corpo de Bombeiros também se opõem à proposta porque dos motoristas não se exige nenhum treinamento para manusear tal equipamento.

É provável que esta nova tentativa fracasse, pois só atende fabricantes de extintores.

Fusão Honda, Nissan e Mitsubishi em risco de azedar

Notícia vem da Nikei, prestigiosa publicação japonesa de negócios, porém o alcance terá que aguardar. A fusão estimada em US$ 60 bilhões, que criaria o terceiro grupo automobilístico mundial (atrás de Toyota e VW), teria azedado porque a Nissan não gostaria de ser tratada como simples subsidiária. Mitsubishi, por sua vez, entrou em compasso de espera. No meio do imbróglio, a Renault também quer ser ouvida, pois detém 36% do capital da Nissan. Honda já havia superado a Nissan no Japão (terceiro maior mercado doméstico do mundo).

Claro que há rusgas, todavia a Nissan permanece em posição bem frágil, inclusive passa por severo processo de enxugamento de atividades e corte de funcionários. Se for atingida de forma profunda pelas tarifas de importação que o novo governo americano colocou sobre o México, onde tem posição industrial muito forte, pode sofrer ainda mais.

Crescimento de marcas chinesas traz alertas

Situação que merece atenção é o que acontece na China. Difícil saber se a atual produção em torno de 30 milhões de unidades anuais (incluídos caminhões e ônibus) continuará a se expandir, como se projetava. Há previsão de que apenas sete grandes grupos fabricantes sobreviverão até 2035.

As portas se fecharam para exportações chinesas de automóveis aos EUA e à União Europeia com altas tarifas impostas pelos dois blocos econômicos. Nos EUA, nem produção interna de carros chineses, hoje, é possível. Quanto à Europa, não se sabe se a estratégia de produzir em países periféricos para escapar dos custos trabalhistas e industriais dos grandes mercados dará certo.

BYD é a empresa escolhida pelo governo centralizador e interventor chinês como campeã nacional e a marca mostrou crescimento exponencial ao se tornar a maior no mercado interno e de exportação. Basta a ver a frota de navios ro-ro (exclusivos para veículos) colocada à sua disposição, inclusive usados no Brasil para driblar o impacto do aumento (aliás, bem camarada) do imposto de importação sobre elétricos e híbridos.

Para complicar há rumores de que, possivelmente, a Anfavea iniciará ação antidumping por concorrência desleal de marcas chinesas. Assunto é delicado porque nem todas estas agem da mesma forma. Stellantis passará a importar (previsão abril) a marca chinesa Leapmotors, enquanto a GM escolheu a Baojun. No entanto, a primeira também anunciou 1.500 novos empregos no Brasil, 90% Betim (MG) e 10% Porto Real (RJ).

Kardian com câmbio manual acelera melhor

Embora a preferência por câmbios automáticos tenha subido em alto grau (70% das vendas totais em 2024, incluídos os comerciais leves), ainda há — e haverá por bom tempo — um mercado para modelos compactos com câmbio manual. Além de serem mais baratos, existe hoje quem valoriza a sensação de esportividade e de maior controle sobre o carro. Os automáticos gastavam muito combustível, mas isso diminuiu bastante com ajuda da eletrônica. No Brasil, a guinada de escolha dos compradores foi rápida: em modelos médios e grandes a preferência é de quase 100%.

Neste contexto está o SUV compacto Kardian com câmbio manual de seis marchas (R$ 106.990), cerca de 10% ou R$ 11.000 a menos que o automático. Como já avaliei o mesmo modelo automático (também de seis marchas), lançado em março do ano passado, o foco está agora no manual disponível desde outubro último. Engates precisos e macios agradam bastante e a ré sincronizada facilita seu engate. O sistema liga-desliga o motor em paradas exige acionar o pedal da embreagem para religá-lo. Porém, acelera de 0 a 100 km/h em 9,9 s, cerca de 1 s melhor que o automático e isso sempre atrai.

Economia de combustível em uso urbano foi quase inexistente comparada à da versão automática, anteriormente testada, também com gasolina no tanque. Segundo números de homologação do Inmetro, o consumo em ciclo urbano padronizado com câmbio manual é até maior do que com o automático: 12,3 km/l contra 13,1 km/l. Diferença de 6% a favor deste sobre aquele, segundo o instituto aferidor. No ciclo rodoviário, a vantagem do manual não chega a 1%.

Consumo sempre traz variações em razão não apenas do conhecimento do motorista ao manusear a alavanca de câmbio. No trânsito pesado o cansaço aumenta e a tendência é retardar a troca de marchas. No automático a mudança independe da ação de quem está ao volante. Em vários destes modelos há ainda um modo selecionável de economia.

Assim, melhor esquecer o que já foi o automático no passado, salvo continuar, obviamente, mais caro que o manual.

Picape Ranger 4×2 foca em relação custo-benefício

A picape média da Ford, na versão “Black”, é boa opção de custo-benefício para quem pode dispensar a tração 4×4. Ao preço sugerido de R$ 219.990 mantém o câmbio automático, deu uma enxugada em itens de conforto e comodidade, no entanto manteve a boa tela multimídia vertical de 12 pol.

Essa nova versão da Ranger parece mirar mesmo na Toro que, apesar de dimensões menores (inclusive na caçamba com 313 litros a menos), perde em capacidade total de carga por apenas 21 kg em relação à picape americana. A “Black” ficou também sem bancos elétricos, abertura das portas por chave presencial e freio de estacionamento de imobilização automática (auto-hold).

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