Ford

Ford Mustang Mach-E 100% elétrico já está á venda no Brasil

 A Ford já iniciou as vendas do Mustang Mach-E, o primeiro veículo 100% elétrico da marca no mercado brasileiro e, também, primeiro Mustang 100% elétrico no mundo.

O novo crossover combina todo o legado e carisma da Mustang com uma abordagem inédita de design.

Ele é o carro elétrico com o maior torque, aceleração e autonomia da categoria e também tem uma praticidade incomparável no uso diário. Além de espaço  para os passageiros e bagagem, conta com a conectividade e serviços personalizados para dar máxima conveniência à experiência de posse do cliente.

Desde a estreia global em 2021, já foi lançado em cerca de 40 países, conquistou mais de 25 prêmios e é o segundo veículo elétrico mais vendido dos Estados Unidos.

Video – https://www.youtube.com/watch?reload=9&v=InK7BIFepiU

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Coluna Fernando Calmon — Nova fábrica da BYD acirra concorrência entre marcas chinesas

Coluna Fernando Calmon nº 1.272 — 10/10/23

Nova fábrica da BYD acirra concorrência entre marcas chinesas

Finalmente saiu o acordo entre Governo da Bahia e BYD que também envolveu a fábrica desativada da Ford em Camaçari. Na reta final, o Estado recebeu os prédios, com as ampliações feitas pela filial da americana, por R$ 220 milhões e repassou-os para a marca chinesa em forma de arrendamento.

Por sua vez a empresa chinesa precisará equipar todo o complexo para produzir carros híbridos flex plugáveis (Song Plus, na foto acima) e elétricos (Dolphin e Yuan Plus), caminhões leves e chassis de ônibus (ambos elétricos) e uma unidade de processamento de lítio e ferro fosfato (metais usados em baterias) para exportação.

Os R$ 3 bilhões que a BYD investirá na Bahia, incluindo um centro de pesquisa e desenvolvimento também na região metropolitana de Salvador, são o mesmo montante já anunciado pela conterrânea GWM em Iracemápolis (SP), na fábrica em preparação adquirida da Mercedes-Benz do Brasil. E, pouco mais de um mês atrás, a CAOA-Chery também revelou o desembolso de R$ 3 bilhões para aumentar a produção do Tiggo 5x de motor a combustão. Mas, nada adiantou sobre produzir híbridos em Anápolis (GO), hoje importados da China.

Que número mágico será este de R$ 3 bilhões (US$ 600 milhões)?

A BYD garantiu que a fábrica é a primeira desse porte fora do país de origem e capaz de produzir até 150.000 unidades por ano, embora não revelasse quando esse volume seria atingido. Inicialmente vai gerar 5.000 empregos diretos e indiretos. A fabricação começará entre o final de 2024 e o começo de 2025, porém faltou anunciar um cronograma de lançamentos e o índice de conteúdo local.

O governo baiano pretende isentar do IPVA modelos produzidos no Estado com preço até R$ 300.000 (Song Plus, hoje importado, custa R$ 229.800 com o desconto recente de R$ 40.000).

Já a GWM, enquanto se prepara para iniciar produção em maio de 2024, estuda priorizar o SUV Haval H6 híbrido flex como seu primeiro produto e só depois a picape híbrida flex Poer. Decisão depende dos termos do programa Mobilidade Verde e Inovação a ser anunciado pelo Governo Federal (com mais um atraso, no final deste mês), conforme adiantou o site Automotive Business.

Assim, as escaramuças entre marcas chinesas no Brasil mal começaram.

Marco de garantias deve diminuir juros de financiamentos

O Congresso Nacional aprovou e segue para sanção presidencial a nova lei do marco legal de garantias de empréstimos. Tornará mais fácil a execução extrajudicial e vai agilizar a recuperação de bens móveis (automóveis, motos e caminhões) de pessoas físicas e jurídicas inadimplentes. A principal consequência será a tendência de queda nas taxas de juros, além de maior oferta de crédito. Também será possível que um imóvel sirva de garantia para mais de um empréstimo. Porém, este será um movimento de adaptação e não ocorrerá em curto prazo.

Em 2023 o mercado automobilístico está crescendo mais do que as projeções iniciais. Segundo a Anfavea, as vendas devem aumentar 6% sobre 2022, enquanto em janeiro deste ano a previsão era de 3%. Fechamento deste ano deve chegar a 2,2 milhões de unidades (veículos leves e pesados). Ainda assim os estoques nas fábricas e concessionárias subiram de 37 para 40 dias, ainda dentro da normalidade, de acordo com a entidade.

Vendas de veículos 100% elétricos subiram para 1% do total em setembro como reflexo do bom desempenho do Dolphin. Porém, no acumulado dos nove meses deste ano a participação caiu de 0,6% para 0,5%, indicando que o hatch chinês tirou vendas de outros modelos, enquanto o mercado específico até recuou.

Números de produção deste ano foram revisados de mais 2,2% para 0% de crescimento frente a 2002, em razão da forte queda de 12,7% das exportações.

Híbrido plugável Grand Cherokee 4xe chega no fim do mês

A quinta geração do Jeep Grand Cherokee, disponível no final do mês em curso, vem em versão única topo de gama por R$ 570.000. O preço é alto, apesar de imposto de importação menor como híbrido plugável. O lote inicial é de 150 unidades. Com distância entre eixos de 2.964 mm oferece ótimo espaço interno e ainda há um grande porta-malas de 580 litros.

Tem tração 4×4 com reduzida real para todas oito marchas do câmbio automático, sem bloqueio físico do diferencial central, mas com gerenciamento feito pelo próprio veículo. Motor principal é um 2-litros turbo de quatro cilindros e há mais dois, elétricos. Potência combinada de 380 cv e torque combinado de 65 kgf·m parecem muito, mas deve-se levar em conta sua massa de 2.466 kg. Ainda assim, o Grand Cherokee é rápido para seu porte, com aceleração de 0 a 100 km/h em 6,3 s.

Avaliação foi feita apenas em trecho urbano, mas os ângulos de off-road são típicos da marca com naturais limitações da proposta de um SUV que não é raiz. Há sistema de assistência de segurança completo: ponto cego, frenagem autônoma, assistente de faixa, tráfego traseiro transversal, câmaras 360° e frontal off-road, sensores de estacionamento traseiro e dianteiro, além de freio de autoimobilização no para e anda do trânsito.

O carro é bem silencioso (tem vidros acústicos e cancelamento sonoro de ruído) e head-up display de 10 pol. também muito bom. Usando regeneração máxima, o consumo de gasolina foi de 15,3 km/l. Não atingiu os 19,3 km/l indicados no padrão Inmetro. Mas com um tanque de 72 L de capacidade ninguém vai reclamar do alcance.

Accord híbrido destaca as vantagens de um sedã grande

De volta ao mercado, mesmo enfrentando a forte concorrência de SUVs, a 11ª geração do Accord ficou mais discreta com poucos frisos cromados e continua a ser opção válida. Chamam atenção no sedã a queda suave do teto, dianteira com faróis colocados em posição clássica sem invencionices e traseira coerente, ao mesmo tempo que garante ótima sinalização.

Seus 2.830 mm de entre-eixos garantem conforto e permitem até cruzar as pernas no banco traseiro sem contorcionismo. Porta-malas de 576 L (padrão VDA) é tão grande quanto o do Grand Cherokee. Destoa apenas a falta de um par de dobradiças pantográficas com molas a gás na tampa do porta-malas no lugar das prosaicas conhecidas como “pescoço de ganso”.

No interior chamam atenção a qualidade dos materiais de acabamento, os bancos dianteiros elétricos redesenhados e mais confortáveis, as saídas do ar-condicionado com uma malha metálica na largura do painel, a volta da alavanca de câmbio tradicional (ao contrário do Civic), o projetor de dados no para-brisa de 6 pol. e os botões físicos para controle de volume e temperatura interna, mais seguros de operar com o carro em movimento.

Conjunto motriz é o mesmo do Civic híbrido com um motor a combustão de 2 litros, 146 cv ciclo Atkinson, e dois elétricos sendo um para recarregar a pequena bateria de 1,05 kW·h e outro de 184 cv (mais 3 cv que o sedã menor). A Honda não revela a potência combinada, mas no site americano a informação existe: 207 cv. Aceleração também não é informada. Consumo padrão Inmetro: 17,8 km/l (cidade) e 16,1 km (estrada).

Durante a viagem de teste para primeiras impressões, além do silêncio nos trechos urbanos, destacou-se o comportamento em curvas e em especial a tendência menor de subesterço quando mais exigido.

30º Congresso SAE Brasil focou no tema da mobilidade

De alto nível técnico e prestigiado por representantes da indústria, academia e governo, as três décadas de realização do Congresso SAE Brasil foram comemoradas com grande sucesso ao longo dos dois dias de debates e dezenas de trabalhos apresentados com foco nas opções de transporte por terra e ar.

A temática desta edição realizada em São Paulo (SP) teve o lema: “Movidos pela inovação: somos a próxima geração da mobilidade”. Destacou-se o assunto recorrente em que o País sobressai em relação ao mundo graças à bioenergia como principal fonte para a transição segura e bem planejada para a eletromobilidade.

O professor Gonçalo Pereira, da Unicamp, enfatizou que o etanol terá um papel preponderante por meio de veículos híbridos flex e pode ser obtido não apenas da cana-de-açúcar. Citou o agave do qual os mexicanos fazem a tequila e no sertão nordestino é usado para produzir sisal. Segundo ele, a planta é até mais produtiva que a cana para obter etanol.

 

 

 

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Coluna Fernando Calmon  — Primeiro-ministro inglês quer frear expansão do limite de 30 km/h

Coluna Fernando Calmon nº 1.271 — 3/10/23

Primeiro-ministro inglês quer frear expansão do limite de 30 km/h

 

A Grã-Bretanha tem grande tradição na difusão do automóvel como meio de transporte, mas no começo de sua história o cenário era completamente oposto. Foi lá que surgiu, em 1862, a Lei da Bandeira Vermelha.

Os primeiros arremedos de veículos autopropelidos só podiam ser circulares precedidos de um homem a pé com a sinalização da bandeira (algumas fontes dizem que também soprando uma corneta). Isso não mudou nem a partir de 1886 com o primeiro carro, um triciclo, patenteado por Karl Benz na Alemanha. A lei citada só foi revogada em 1896.

Chegando a 2023, avançando em todo o Reino Unido a introdução de zonas onde o limite de velocidade é de 20 milhas/hora (32 km/h). Isso ocorre em bairros de baixo tráfego, mas de forma excessiva. Por isso, o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, defendeu um freio para a expansão desenfreada dessas zonas em clara abertura para conquistar votos de eleitores.

Segundo a revista Autocar, o Automóvel Clube Real (RAC, na sigla em inglês) defendeu o limite de 32 km/h onde este é mais necessário. Porém, ressalvou que a implantação generalizada pode prolongar desnecessariamente os tempos de viagem, desacelerar o tráfego e até aumentar os congestionamentos.

Estas medidas anticarros, de fato, vêm-se expandindo de forma irracional. Por exemplo em São Paulo, onde o limite de 50 km/h está praticamente em toda a cidade, salvo as vias expressas marginais (90 km/h).

Mesmo nas avenidas o limite anterior de 70 km/h foi revogado. Nos municípios vizinhos a velocidade permitida nas avenidas é de 60 km/he nem por isso há mais acidentes.

No entanto, os motoristas paulistanos (e de outras procedências) foram surpreendidos por zonas de 40 km/h que surgem do nada e sinalizadas por placas que podem passar despercebidas. Será que quem cuida do trânsito no País poderia seguir os ingleses e adotar medidas mais racionais e menos exageradas?

Fenabrave revisão para cima as vendas em 2023

Os bons resultados de vendas no mês de setembro nos segmentos de veículos leves e pesados ​​levaram a Fenabrave a revisão para cima suas variações para o fechamento deste ano: crescimento de 5,6% sobre os números de 2022.

No início do ano a federação das consultorias se mostraram cautelosas e estimativas de crescimento zero em 2023. Em razão de menos dias úteis em setembro antes de agosto, as vendas chegaram a cair 4,8%, mas a média diária cresceu para 9.372 unidades, um bom resultado.

De acordo com José Andreta Jr, presidente da Fenabrave, este ano deve fechar com cerca de 2,2 milhões de unidades comercializadas. O único segmento a se retroceder será o de caminhões em função do aumento de preços nos novos motores Diesel, agora menos poluentes.

A entidade sugeriu ao Governo Federal que um corte nos impostos não teria reflexo na arrecadação tributária, pois o mercado é bastante sensível a uma queda de preços e consequente avanço no marketing, como demonstrado em meados deste ano.

A Bright Consulting também melhorou a sua projeção para 2023. A consultoria foca somente em automóveis e comerciais leves, tendo revisado para cima seus números: de 2,069 milhões de unidades para 2,125 milhões. Para o chefe executivo da empresa, Paulo Cardamone, o ritmo de emplacamentos não deverá atrasar nos próximos meses.

Outra referência positiva é no mercado de veículos usados. Segundo a Fenauto, o volume comercializado nos nove primeiros meses deste ano cresceu 8,8% em ocorrência ao mesmo período de 2022.

Metas para fabricação de energia elétrica não serão alcançadas

 Já faz tempo que defende uma previsão cautelosa sobre o avanço global dos carros elétricos. Não há dúvida de que o boato está certo, porém o ritmo é incerto. Uma pesquisa mundial que acaba de ser revelada pela Automotive Manufacturing Solutions e pela ABB Robotics apontou: metas obrigatórias de abandono total da produção de veículos com motores a combustão, a partir de 2035, não são viáveis.

Foram ouvidos cerca de 600 entrevistados ao redor do mundo entre fabricantes de veículos e de componentes, empresas de engenharia de ponta e especialistas em vários níveis de gerenciamento.

Quase 60% dos entrevistados destacaram as maiores dificuldades: investimentos muito altos para a transição, deficiência de materiais primários, organização da cadeia de suprimentos para baterias, infraestrutura de recarga a ampliar e capacidade insuficiente da rede elétrica em muitas das instalações atuais.

Muitos dos que responderam também chamaram a atenção para o elevado preço dos veículos elétricos e a necessidade de aumentar ainda mais capilaridade e potência dos carregadores públicos ou privados.

Deve-se notar que outras dificuldades ainda estão por serem resolvidas em alta escala, como desmonte e reciclagem das baterias, além de programação da chamada segunda vida. Fora tudo isso, dois terços da energia elétrica gerada hoje no mundo resultam de fontes fósseis que emitem CO 2 responsável pela temperatura do planeta.

 Sinal verde para BYD: Ford entrega fábrica ao governo baiano

Nos próximos dias o presidente mundial da BYD, Wang Chuanfu, chegará a Salvador (BA) para sacramentar o grupo das instalações da Ford em Camaçari (BA). A marca do oval azul concluiu agora em 4 de outubro o acerto de contas com o governo da Bahia. No fundo, como havia comentado antes, a geopolítica influenciou essas negociações que se arrastaram desde 2022. Outra fábrica da empresa americana, na Europa, não foi vendida à BYD.

A marca chinesa continua a ampliar sua oferta no Brasil. Na segunda quinzena deste mês começam as entregas do Dolphin Plus que se diferenciam da versão já lançada baseada em um novo motor elétrico de 204 cv e 31,6 kgf·m, além do teto pintado de preto, novas rodas de 17 pol. e teto solar panorâmico. Com toda essa potência o hatch é bem mais rápido com aceleração de 0 a 100 km/h em 7 s (o modelo básico em 10,9 s).

O escopo do padrão WLTP foi apenas esclarecido, mas o que vale mesmo é a homologação pelo Inmetro ainda não divulgada. O preço de R$ 179.880 é cerca de 20% maior do que a versão de entrada.

A empresa considera simples “boato” a intenção do Governo Federal de começar a cobrar imposto de importação (II), provavelmente em três etapas anuais, sobre elétricos e híbridos plugáveis. O mais estranho é que importar com alíquota zero, em geral, fica mais barato do que produzir localmente. Ainda assim a BYD é a favor de manter o estímulo atual à importação.

A produção em Camaçari traz no último trimestre de 2024 sem informação sobre qual modelo. Tudo indica o Dolphin, mas também poderá ser o Seagull, subcompacto que chega importado no primeiro trimestre do próximo ano por preço estimado entre R$ 110.000 e R$ 130.000.

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Exclusiva e potente, Ford Ranger Raptor vai ser vendida no Brasil

Uma das picapes mais espetaculares do mundo, vai desembarcar no Brasil. A valente e esportiva Ford Raptor vai complementar o portfolio da recém-lançada Ranger.

 

A versão faz parte dos dez novos modelos que a Ford brasileira prometeu para este ano ( já foram lançados a F-150, Maverick Hybrid, Transit automática, Ranger, Territory, E-Transit e Transit Chassi). E até o final do ano vai chegar o Mustang E-Mach.Muito exclusiva, a Ranger Raptor foi desenvolvida pela Ford Performance, divisão de esportivos de alto desempenho da marca, inspirada nos veículos de corrida no deserto, com detalhes técnicos só encontrados em modelos de competição.

É uma picape de características únicas, trazendo o que há de mais avançado na motorização, potência, equipamentos e vocação off-road, incluindo amortecedores Fox e outros recursos inéditos no segmento.

“A Raptor é feita para quem quer o que há de mais avançado em performance todo-terreno. É um verdadeiro monstro das trilhas. Não há nenhuma picape da categoria que chegue perto dos atributos de desempenho que ela oferece para enfrentar os terrenos mais radicais do planeta”, diz Daniel Justo, presidente da Ford América do Sul.

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Coluna Fernando Calmon — Carros básicos enfrentam problemas para sobreviver

Coluna Fernando Calmon nº 1.268 —12/9/23

Carros básicos enfrentam problemas para sobreviver

 

Desde os anos 1990 era fácil avaliar o percentual reservado a cada segmento quando um carro novo chegava ao mercado: 30% de versão básica, 50% na intermediária e apenas 20% para a versão mais cara da linha. Esses percentuais foram se alterando com o tempo e passaram para outra distribuição, consolidada a partir de escassez de semicondutores durante a pandemia de covid-19.

Agora apenas 10% são básicos, 40% a 50% intermediários e 50% a 40% de topo. Na realidade os 10% de entrada são para frotistas e locadoras. Esse cenário já não pode ser explicado pela falta de componentes. Há uma razão mais evidente. Os apertos nas legislações de segurança e emissões estão inviabilizando as chamadas versões de entrada e até a oferta de modelos mais em conta.

No mercado brasileiro só há duas opções de subcompactos no chamado segmento A: Fiat Mobi e Renault Kwid, por cerca de R$ 70.000. Várias linhas de produtos de maior porte simplesmente suprimiram a versão básica. Fenômeno agravado pelo avanço dos SUVs e crossovers, modelos mais caros e rentáveis para as marcas.

Na Europa, estudo recente da consultoria LMC Automotive mostrou a mesma tendência. O relatório assinado por Sammy Chan indica: “Estamos vendo uma queda acentuada no número de modelos de entrada à venda, pois os fabricantes vêm optando por não produzir carros pequenos que dão retornos financeiros menores”.

Até mesmo os SUVs que dominam o mercado europeu sofrem. Os modelos intermediários e de maior porte deixam uma margem de lucro bem melhor, o que não acontece com SUVs e crossovers compactos. E o crescimento dos VEB (Veículos Elétricos a Bateria) agrava esse cenário.

Um modelo do segmento A deixa pouco espaço para uma bateria maior. O alcance hoje já é menor que o ideal para a maioria dos usuários, agravado pelos efeitos do clima frio. Serve bem para dirigir na cidade e em viagens curtas. Porém desencoraja compradores que precisam de um carro pequeno para cobrir todos os tipos de uso, incluindo viagens ocasionais de longa distância com bagagem pesada.

O consultor conclui que sempre haverá demanda por modelos básicos. No entanto, pode não atrair os fabricantes para redesenvolver esse segmento, se a lucratividade não for atraente.

Por coincidência ou não o presidente da BMW, Oliver Zipse, afirmou no recém-encerrado Salão de Munique: “O segmento de automóveis básicos desaparecerá ou não será feito pelos fabricantes europeus”.

Civic Type R: caso sério de pura emoção

Não é sempre que se pode desfrutar de uma semana inteira com um automóvel tão desafiador quanto prazeroso ao volante. Embora o conservadorismo exagerado da Honda continue reinante e lá do distante Japão tenha feito um corte de 7% na potência original do motor turbo 2-litros de 320 cv para 297 cv (torque inalterado de 42,8 kgf·m), ainda sobra bastante o que apreciar neste Civic. Aqui a marca não revela o desempenho na aceleração de 0 a 100 km/h, mas na Europa informa 5,8 s.

Arranquei de 0 a 105 km/h (para compensar eventual erro no velocímetro) em 6 s, a melhor de três tentativas. A sensação é incrível e basta puxar a alavanca uma única vez de primeira para segunda marcha. Um engate seco e preciso, a exemplo das quatro outras marchas que se sucedem. O ronco instigante do motor está no nível correto ajudado por alto-falantes, como se fosse necessário. O volante forrado de camurça preta e ótima sensação tátil contrasta com o vermelho do banco concha que garante firmeza lateral e dureza aceitável para a proposta do modelo. Atrás o espaço é para dois passageiros.

Não há dificuldade em manter o hatch de tração apenas dianteira na trajetória correta mesmo em curvas no limite de aderência. Para isso a seleção do modo +R é a mais indicada: sacrifica o conforto de rodagem por uma boa causa. E nas reduções do câmbio manual de seis marchas (uma ode aos saudosistas) surge a providencial aceleração interina para que a operação seja livre de trancos.

As alterações não se restringem às suspensões como uma do tipo multibraço atrás. As rodas de 19 pol. foram especialmente projetadas com borda invertida que exigiram pneus específicos Michelin Pilot Sport 4S 265/30 ZR19. É um conjunto compatível à proposta do carro e deve-se aceitar a natural aspereza, além do cuidado em evitar buracos. De qualquer forma a Honda preferiu sacrificar o volume do porta-malas e colocar um estepe convencional.

Nada foi deixado de lado no Type R. Da aerodinâmica refinada com uma vistosa e eficiente asa traseira (sem atrapalhar um milímetro da retrovisão) aos freios a disco Brembo de quatro pistões na frente e dois atrás, além do diferencial autobloqueante.

O preço é um previsível estraga-prazer: R$ 429.990 e incluído o pacote compulsório Traffic Alert o tíquete sobe para R$ 434.900.

Concorrentes da Ranger ficaram para trás 

De fato, o novo produto da Ford abriu espaço no disputado e altamente rentável mercado das picapes médias de cabine dupla. Esse segmento floresceu juntamente com o agronegócio brasileiro, mas também atrai admiradores em grandes e médias cidades e usuários de SUVs de maior porte.

Primeiro reflexo está na superioridade da Ranger não apenas em estilo e acabamento interno, mas em equipamentos como a grande tela multimídia vertical de 12,4 pol. e o potente motor V-6 diesel de 250 cv/61 kgf·m. A começar pelo assento do banco do motorista mais baixo que melhora a postura ao volante. Nível de ruído interno e vibrações evoluiu bastante e há o indispensável freio eletromecânico de autoimobilização, além do sistema desliga-liga o motor no para e anda do trânsito. Quem senta no banco traseiro tem acomodação melhor para as pernas.

A versão de topo avaliada Limited surpreende pelo inédito (em picapes) revestimento macio nas portas dianteiras. Há conexão sem fio para Android Auto e Apple CarPlay e recarga do celular por indução. Quadro de instrumentos eletrônico de 12 pol. traz todas as informações pertinentes ao uso dentro e fora de estrada, inclusive leitura das placas de trânsito de proibido ultrapassar. Senti falta de regulagem de altura do cinto de segurança.

Aceleração do motor é vigorosa e a caixa automática de 10 marchas colabora tanto para o desempenho quanto para as respostas instantâneas do acelerador. Freios e direção também se destacam na grande evolução da picape. Ótimo o acerto das suspensões: menos trepidação e inclinação nas curvas que reflete o oportuno reposicionamento dos amortecedores traseiros, agora externos às longarinas do chassi.

Pontos altos no uso fora de estrada: acionamento do modo 4×4 de forma automática sem necessidade de um diferencial central, controle de descida (HDC) com representação gráfica e calibração corretas, seletor de terrenos que funciona muito bem em especial no modo escorregadio e inclusão de um clinômetro visível no quadro de instrumentos e na tela central.

Especialistas em fora de estrada com quem conversei preferem borboletas atrás do volante para controle sequencial das trocas de marchas, além de botões dedicados para o HDC e bloqueio do diferencial traseiro, agora efetuados apenas pela tela central, mesmo tendo uma tecla de atalho no console para abrir a configuração off-road.

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Ford Mustang Mach-E vai ser vendido no Brasil a partir de outubro

A Ford confirmou que o Mustang Mach-E está perto de chegar ao Brasil, em outubro. O novo Mustang 100% elétrico é um dos dez lançamentos programados pela marca este ano no mercado brasileiro e um dos ícones do seu programa global de eletrificação.

A Ford já havia anunciado no final do ano passado a decisão de trazer o modelo para a região, sem no entanto precisar uma data. O esportivo chega na versão topo de linha, a GT Performance.

“O Mustang Mach-E não é só um veículo elétrico inovador, versátil e empolgante com emissões zero. Ele é um Mustang, um carro que incorpora o espírito de liberdade e o carisma do cupê esportivo mais vendido do mundo”, diz Daniel Justo, presidente da Ford América do Sul.


Sucesso de vendas nos EUA, onde foi lançado em 2021, o Mustang Mach-E é hoje vice-líder da categoria e já soma mais de 90 mil unidades. Na Europa, também foi muito bem aceito e superou o marco de 50.000 unidades em março. Além de conquistar importantes prêmios da indústria, o veículo recebeu nota máxima de segurança do EuroNCAP e do IIHS, entidades oficiais de avaliação de segurança veicular nesses dois mercados.

Vídeo – https://www.youtube.com/watch?reload=9&v=G6Unv1Csu7w

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110º Rally do MG Club do Brasil reunirá sábado carros de várias épocas

Na manhã do próximo sábado, 16, um grupo muito especial de carros clássicos partirá de um posto de combustíveis, no km 34 da Rodovia dos Bandeirantes, em Caieiras, na região metropolitana de São Paulo, para o 110º Rally do MG Club do Brasil, prova de um dia válida como quinta etapa do XIII Campeonato Brasileiro “Baterias Cral” de Rally de Regularidade Histórica (CBR), da Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA).

O grid do 110º Rally do MG Club do Brasil tem cerca de 40 carros inscritos entre modelos dos anos 1940 a 2010. Exemplares de automóveis como Alfa Romeo, BMW, Ferrari, Jaguar, Porsche, MG e Mercedes-Benz devem se alinhar ao lado de modelos como Camaro, Mustang, Galaxie, Voyage, Santana, Escort, Opala, Caravan, Puma e de carros que não se vê por aí a toda hora, como Willys Interlagos Berlineta, Adamo e Lotus 7 Seven, criação própria de um aficcionado pela marca.  O destaque na categoria antiguidade dessa edição fica com um MG TC 1946.

Da largada à chegada, a prova terá 160 kms, com vários trechos cronometrados, em estradas do interior do estado de São Paulo. E terminará em Morungaba, na Stefano’s Fazenda, onde, no Restaurante Dona Maria, ocorrerão almoço de confraternização e a cerimônia de premiação dos vencedores.

A quinta etapa do XIII Campeonato Brasileiro “Baterias Cral” de Rally de Regularidade Histórica tem patrocínio de Baterias Cral, Hellner Seguros, Timbro Trading e Allog Group.

Mais informações sobre o 110º Rally do MG Club do Brasil estão disponíveis no site do clube (mgcbr.com.br).

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Versões XL e XLS completam a linha da nova picape Ford Ranger

Lançada nas versões mais sofisticadas no meio do ano, a Ford Ranger ganha agora suas versões de entrada e intermediaria. Mesmo não sendo tão sofisticadas como a XLT e Limited, a XL e XLS apresentam bom nível de acabamento e motorizações competentes.

As novas versões estão disponíveis apenas com cabine dupla (a cabine simples ainda não está previsto o lançamento) e estreiam o motor 2,0 litros turbodiesel, com potência de 170 cavalos e torque de 41,30 kgfm.

Com a função mais de trabalho, Ranger XL conta com esse novo motor, transmissão manual e tração 4×4. Na versão XLS, de uso misto, ou seja, trabalho e lazer, a transmissão é automática e conta com a opção de tração 4×2 ou 4×4.

Para quem quer mais desempenho, a XLS pode também ser adquirida com a motorização mais potente da linha, o três litros V6, criando uma opção mais acessível e única no mercado para o cliente que valoriza a performance.

Equipamentos

Desde a versão de entrada, a Ranger XL 4×4 é bem completa. Ela vem de série com sete airbags, multimídia SYNC 4 com tela de 10” e conexão sem fio com Android Auto e Apple CarPlay, painel de instrumentos digital configurável de 8”, faróis com acendimento automático e ajuste elétrico de altura, piloto automático, limitador de velocidade, degrau de acesso à caçamba e ajuste de profundidade e altura do volante.

Traz também sistema de conectividade FordPass Connect, ar-condicionado, vidros elétricos, luz de direção diurna, retrovisores com ajuste elétrico e piscas integrados, tampa da caçamba com assistência de abertura e fechamento, controle eletrônico de estabilidade, assistente de partida em rampa, controle automático de descidas e preparação elétrica para reboque.

Externamente, se diferencia pelos para-choques na cor preta e tem rodas de aço de 16”, calçadas com pneus 255/70 R16 All Terrain de baixa resistência à rolagem.

Segundo a marca, a XL tem um custo operacional de 15% a 20% menor que a principal concorrente. Nessa conta estão incluídos os gastos com seguro, combustível e manutenção, que somam uma economia de R$100.000 a cada 200.000 km de uso.

A ótima opção intermediaria, a XLS 4×2, é uma picape que ideal para quem quer andar no dia-a-dia e não precisa usar a tração integral. Aliás, é a grande maioria dos consumidores de picapes.

De fábrica, ela vem com para-choques na cor da carroceria, faróis full-LED, faróis de neblina halógenos, rodas de liga leve de 17” com pneus 255/70 R17 All Season, câmera de ré e sensor de estacionamento traseiro. Na cabine, traz também ar-condicionado para a segunda fileira de bancos, carregador por indução e partida remota com acionamento do ar-condicionado.

A versão XLS 4×4 oferece os mesmos itens da versão 4X2, mas a tração é integral e rodas e pneus 255/70 R17 All Terrain. O potente motor 3,0 V6 de 250 cavalos e torque de 61,18 kgfm, tem transmissão automática de 10 velocidades e o exclusivo modo automático de tração nas quatro rodas sob demanda (normal, eco, rebocar/transportar e escorregadio)).

O motor vem acoplado à nova transmissão automática de 10 velocidades, com conversor de torque e inovações que geraram mais de 20 patentes para a Ford. Ela usa um fluido de ultrabaixa viscosidade e algoritmos de troca adaptativa em tempo real para proporcionar um funcionamento suave e eficiente, incluindo o recurso de pular marchas (“skip-shift” e “direct downshift”).

A lista de itens da Ranger XLS 4WD inclui, ainda, câmbio eletrônico E-Shifter, sistema start-stop, freio a disco nas quatro rodas e freio de estacionamento eletrônico.

Valente

A nova geração da picape tem a maior bitola e distância entre-eixos da categoria (3.270 mm) e é construída sobre um chassi 30% mais resistente a torções, com longarinas e travessas redesenhadas, feitas de aço especial.

A sua caçamba, de 1.250 litros, é equipada com régua, seis pontos de amarração de carga, tomada 12 V, trava com chave e tampa com assistência de abertura e fechamento.

O novo conjunto de suspensão dianteira e traseira da picape contribui para oferecer uma boa dinâmica veicular e estabilidade que transmite confiança tanto nos pisos lisos como no fora de estrada. O modelo também conta com um curso 15 mm maior que a geração anterior e amortecedores externos à longarina em todas as séries.

Os seus recursos off-road incluem capacidade de imersão de 800 mm – a maior do segmento –, ângulo de ataque de 30°, ângulo de saída de 26°, ângulo de transposição de rampa de 22°, protetores inferiores de aço e ganchos de reboque dianteiros e traseiros. As versões com tração 4×4 possuem diferencial traseiro blocante.

Outro fator de economia é o sistema inteligente de monitoramento da vida útil do óleo, que permite estender o seu uso até 16.000 km. Em vez de seguir períodos de quilometragem fixa, a troca é determinada pelas condições reais de uso do veículo, calculada por algoritmos e parâmetros como regime de uso, temperatura e rotação do motor. O sistema avisa o cliente próximo do momento da troca, pelo painel e pelo aplicativo FordPass.

Toda a linha é equipada com a avançada central multimídia SYNC 4, com tela touch HD de 10”, conexão com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, Assistência de Emergência, sistema AppLink para aplicativos, Bluetooth e comandos de áudio no volante. A versão XL tem quatro alto-falantes e duas entradas USB, e as demais vêm com seis alto-falantes e quatro entradas USB.

A conectividade também é de série, incluindo as funções de alertas de funcionamento do veículo e de acionamento do alarme, localização do veículo, travamento, destravamento e acesso remoto a informações do nível de combustível, odômetro e vida útil do óleo.

Aplicações

Além de uma estrutura completa de venda e pós-venda, a Ford Pro oferece ao cliente da Ranger todo o suporte na preparação da picape para aplicações específicas. A marca dispõe de uma área dedicada de engenharia e instalações para o desenvolvimento e teste de veículos especiais, desde o projeto até a validação do produto final, e fornece também treinamento para atender as necessidades de grandes frotistas e entidades governamentais.

Esse trabalho é feito em parceria com os modificadores, que contam com o programa de certificação Ford Pro Convertor. Por meio desse programa, reconhecido mundialmente, a Ford Pro certifica os transformadores e disponibiliza informações técnicas dos produtos, o manual do implementador e um conjunto de ferramentas de manufatura e engenharia para que eles possam realizar um serviço de qualidade, preservando o desempenho e a garantia original do veículo.

Como exemplos dessa preparação, a Ford Pro apresentou dois modelos da Ranger. Um deles, equipado como viatura de força tática da polícia, traz blindagem, para-choque de impulsão, luzes de sinalização, cela humanizada para transporte de detentos, canil e compartimentos para armas e bagagem.

O outro é uma picape para uso em mineração, com suspensão elevada, barras de proteção integradas aos estribos e forros de proteção na cabine, entre outros acessórios especiais.

Ford Ranger
XL 4X4 – R$ 239.990,00
XLS 4X2 – R$ 234.990,00
XLS 4X4 At – R$ 279.990,00

 

 

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Ford Transit aumenta sua linha com a versátil opção Chassi

A Ford continua ampliando o seu portfolio de veículos comerciais Transit. Depois de investir numa operação para a fabricação das vans no Uruguai e num enorme deposito de peças no interior de São Paulo, a marca americana amplia suas ofertas com a Transit Chassi. A nova versão comercial, assim como as demais versões da Transit, conta com conectividade inéditas no segmento, além da tração e rodado duplo na traseira. A versão chassi chega com duas possibilidades: PBT de 3,5 t (que pode ser conduzida por quem tem CNH B) e 4,7 t (CNH tipo C).

Versões

A Transit Chassi tem na versatilidade uma das suas principais características. Com PBT técnico de 4,7 t, capacidade volumétrica de até 21 m3 e balanço traseiro ajustável, que permite um comprimento total de 6,10 ou 6,60 m, ela oferece duas homologações legais. A versão de 4,7 t tem capacidade máxima de carga de 2.601 kg e a versão de 3,5 t carrega 1.401 kg.

A oferta de duas versões a partir de um único produto base permite a unificação da frota para atender diferentes aplicações, como baú, carga seca, plataforma e serviços, entre outras e com menor complexidade de peças e serviço.

A Transit Chassi é equipada com a mesma motorização dos demais modelos da linha, um 2,0 litros EcoBlue diesel, com potência de 165 cavalos a 3.500 rpm e torque de 39,7 kgfm a 1.750-2.750 rpm, e transmissão manual de seis velocidades. Entre outros avanços, ele tem quatro válvulas por cilindro, turbo de geometria variável, correia de sincronismo banhada em óleo e utiliza óleo SAE 5W30 com trocas a cada 20.000 km.

Com cabine modular e conceito monobloco, construída com liga de boro e aços de ultra resistência, a Transit Chassi que garante boa capacidade torsional e grande estabilidade. Essa estrutura permite que o veículo rode muitos anos com a sua robustez preservada, o que reduz o custo de manutenção e se reflete também no valor de revenda.

Muito equipada a versão Chassi, assim como as demais versões, já vem de série com central multimídia Sync Move com tela de 8”, Android Auto e Apple CarPlay, direção elétrica, ar-condicionado, comandos no volante, três modos de condução (Eco, Normal e Escorregadio), travas e vidros elétricos.

Seus recursos de segurança incluem controle eletrônico de estabilidade e tração, controle de torque em curvas, controle eletrônico anticapotamento, estabilização de vento lateral e controle de carga adaptativo.

Outro item positivo é a posição de dirigir, garantindo boa ergonomia e conforto para o motorista. O volante tem ajustes de altura e profundidade, banco com três níveis de ajuste, bom espaço para as pernas e alavanca de marchas em posição elevada. A cabine conta com compartimento para carregamento de celular com USB, vários porta-copos e porta-documentos que facilitam a rotina de trabalho.

Custo

O custo de operação é um item chave para quem adquirir um veículo desse porte. Segundo a Ford, a Transit Chassi chega com um foco muito forte nesse aspecto, com um custo total 25% menor que a principal concorrente, a Sprinter, considerando seguro, consumo de combustível, manutenção preventiva e corretiva e peças de colisão.

Além disso, ela é a única que vem com conectividade embarcada de fábrica integrada à arquitetura do veículo, sem custo adicional, que permite reduzir os riscos de ocorrências e paradas inesperadas.

Ela também facilita a gestão dos veículos com o aplicativo FordPass e o portal FordPass Pro para clientes frotistas, incluindo recursos como a localização do veículo, acesso remoto aos dados de consumo de combustível e odômetro, recebimento de alertas de funcionamento e geração de relatórios de indicadores para o negócio.

Transformação

A Ford Pro garante o suporte ao cliente na transformação do veículo para atender às necessidades de cada tipo de aplicação com qualidade e eficiência. A área dedicada de engenharia da empresa conta com recursos próprios e instalações para o desenvolvimento de modificações e testes dos veículos para usos específicos de grandes frotas e entidades do governo.

A marca também dá suporte aos modificadores com o programa de certificação Ford Pro Convertor para garantir a qualidade do produto final. O Ford Pro Convertor é um processo mundialmente reconhecido de certificação de transformadores, que disponibiliza informações técnicas dos produtos, o manual do implementador e um conjunto de ferramentas de manufatura e engenharia para que a implementação e as modificações sejam feitas com qualidade, preservando o desempenho e a garantia do veículo.

Como exemplos de aplicação da linha, a Ford apresentou versões da Transit Chassi implementadas como Centro de Comando Móvel, baú, carga seca e guincho plataforma, além da furgão equipada como ambulância.

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Coluna Fernando Calmon — Territory agora oferece mais por preço menor

Coluna Fernando Calmon nº 1.266 — 29/8/23

 

Territory agora oferece mais por preço menor

Desde 1965 quando lançou o Bronco nos EUA como ano-modelo 1966 a Ford acumulou experiência no segmento de SUVs. Aqui foi responsável pelo primeiro utilitário esporte compacto, o EcoSport em 2003, que ficou sem concorrentes diretos até 2011 quando o Renault Duster estreou.

Encerrada a produção do EcoSport no Brasil, começou a importar o Territory do seu parceiro da China JMC, mas o produto apresentava limitações. Essa nova geração mostra uma evolução bem marcante a começar pelo estilo. Chama atenção a carroceria mais larga e alta do que a do Jeep Compass e pouco menor que o Commander de sete lugares. Porém a distância entre eixos (2.720 mm) cresceu apenas 10 mm.

Ainda assim quem viaja atrás ganhou espaço e assoalho plano. Os bancos dianteiros elétricos são confortáveis e ventilados, com 10 regulagens para o motorista e 4 para o passageiro.

Há duas telas geminadas de 12,3 pol. para quadro de instrumentos e sistema multimídia com carregador por indução e conexões Android Auto e Apple CarPlay sem fio, além de quatro portas USB. Todo o interior tem acabamento e materiais muito bons. Porta-malas agora com 448 litros (100 a mais).

Há um convincente pacote de segurança que inclui câmera 360°, sensores de obstáculos traseiro e dianteiro, frenagem autônoma de emergência (porém sem detectar pedestre e bicicleta), entre outros.

Motor 1,5 L turbo a gasolina ganhou vida – 169 cv e 25,5 kgf·m – e na viagem de avaliação foi rápido nas ultrapassagens, facilitadas pelo novo câmbio automatizado com duas embreagens banhadas a óleo e sete marchas. Em uso urbano tem o indispensável freio eletrônico de imobilização e ótima dirigibilidade.

O preço ficou menor: R$ 209.990 (R$ 10.000 a menos que o Territory anterior). Também é mais barato que Jeep Compass e VW Taos.

Elétrico BMW i7 60 alia grande conforto e desempenho

Novo modelo de topo da marca alemã é recheado de superlativos. A começar, dessa vez, por quem senta no banco traseiro que dispõe de uma inédita tela de 31 pol. que se desloca do teto, com resolução 8K, além de 36 alto-falantes e 1.865 W de potência sonora.

O passageiro do lado direito do banco conta com a função “primeira classe”: pode esticar as pernas à vontade com avanço elétrico do banco do passageiro dianteiro. Pacote de streaming de 20 GB/mês por um ano, com conexão 5G, é da Amazon Fire TV.

Todas as portas têm abertura elétrica que pode ser completa ou parcial, se os ocupantes preferirem. Quem está ao volante também conta com alto nível de tecnologia e duas telas conjugadas de 12,3 e 14,9 pol.

As dimensões do i7 impressionam: 5.390 mm de comprimento, 1.950 mm de largura e entre-eixos de 3.210 mm. Porta-malas segue o tom com volume de 500 litros. O sedã tem sistema de estacionamento totalmente automático.

Também oferece direção autônoma de Nível 3: o motorista não precisa tocar no volante, mas deve supervisionar o tráfego. O que porém só se aplica a algumas regiões da Alemanha, EUA e Japão.

Essa versão elétrica do sedã BMW de topo Série 7 conta com um motor em cada eixo, potência total de 544 cv e torque imediato de 77 kgf·m. A bateria de 101,7 kW·h permite até 479 km de alcance, ciclo Inmetro. Apesar de massa total de 2.595 kg, acelera de 0 a 100 km/h em impressionantes 4,5 s.

Preço é tão superlativo quanto o carro: R$ 1.282.950. Este ano a marca alemã pretende dobrar as vendas de modelos híbridos e elétricos.

Queda nos juros de financiamento, segundo o BC

Em julho o Banco Central informou que os juros para financiamento de carros novos (CDC) caíram para 26,1% ao ano. Isso ainda sem os reflexos da redução da taxa básica Selic em agosto e pode indicar uma tendência de redução mais acelerada nos próximos meses.

As concessionárias de veículos estão ansiosas para que a normalização chegue o quanto antes. Na semana passada o 31º Congresso & Expo Fenabrave, realizado no São Paulo Expo, atingiu os objetivos com sucesso.

Ao fazer um balanço do evento o presidente da entidade, José Maurício Andreta Jr, ressaltou a importância do mercado de carros usados que se reflete no comércio de veículos novos.

“Ideal seria dinamizar o Renave – Registro Nacional de Veículos em Estoque. Aplicado também aos usados garantiria mais segurança às transações. Bancos e financeiras estão sofrendo com a inadimplência e isso pesa muito na formação das taxas de financiamento”, concluiu.

Novo visual e equipamentos na Saveiro 2024

São 41 anos de mercado – a mais longeva picape compacta – e 1,6 milhão de unidades vendidas. A Saveiro 2024 continua com quatro versões e o mesmo motor EA-211 flex de 1,6 L, 116 cv (E)/106 cv (G) e 16,1 kgf·m/15,4 kgf·m, além do câmbio manual de seis marchas.

No entanto, a revitalização de suas linhas chega no momento em que as picapes chamam mais atenção de compradores como modelo da moda nas versões de quatro portas e cabine dupla.

Capô mais alto, grade de linhas marcantes, para-choque de aspecto mais robusto e reposicionamento dos faróis de neblina, além de retoques nas lanternas traseiras e para-choque completam o visual. A versão de topo Extreme recebeu novas rodas de liga leve de 15 pol. e desenho de belo visual.

No entanto, câmbio automático e motor turbo continuam de fora das mudanças mecânicas que lhe dariam mais competitividade. Devem surgir somente quando sua arquitetura for a mesma do Polo, ainda sem previsão.

A impressão de alta robustez se confirmou tanto no asfalto quanto na terra com caçamba vazia e também lastreada com sacos de areia em viagem de testes de mais de 200 quilômetros. Os preços vão de R$ 95.770 a R$ 114.850.

GWM confirma elétrico Ora 03 por R$ 150.000

Nada de preço com os enganosos decimais quebrados. A GWM confirmou R$ 150.000 para o Ora 03, na versão Skin e R$ 184.000, na GT para os hatches elétricos de entrada da marca. Haverá ainda uma série especial Skin Copacabana (200 unidades) pelos mesmos R$ 150.000 e com opcional de teto solar por exatos R$ 10.000. Ambos estão em pré-venda, porém as entregas só no final de novembro ou começo de dezembro próximos.

A principal diferença da versão GT, que tem o mesmo desempenho apesar da sigla inadequada, é uma bateria de maior capacidade: 48 kW·h na Skin e 63 kW·h, respectivamente.

O alcance ainda não foi homologado pelo Inmetro, mas deverá ser 30% maior que o Skin. Potência de 171 cv, 25,5 kgf·m de torque e aceleração de 0 a 100 km/h em 8,2 s, bem mais rápido que o BYD Dolphin de dimensões maiores e apenas 95 cv, 18,3 kgf·m e 10,9 s, respectivamente, com preço de R$ 149.800. Ainda não foi possível avaliar o desempenho no dia a dia do compacto da GWM.

O Ora 03 mostra um estilo mais jovial que seu rival direto e destaca-se pelo pacote de segurança passiva e ativa. Foi muito bem avaliado pelo Euro NCAP e é o primeiro compacto com airbag central entre os dois bancos dianteiros.

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Ressalva: O preço do Fiat 500e avaliado na coluna anterior foi reduzido para R$ 214.990 em junho, embora o site da marca informasse R$ 224.990 na semana passada. Agora está atualizado.

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