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BYD confirma fábrica na Bahia para produzir carros elétricos

A primeira planta industrial da BYD nas Américas, para produção de carros elétricos, será instalada no município de Camaçari, na Bahia. O anúncio será oficializado pelo governador Jerônimo Rodrigues, ao lado da CEO para as Américas e Vice-Presidente executiva global da companhia, Stella Li, amanhã (4), às 9h30, em evento festivo montado no Farol da Barra.

Serão apresentados os investimentos do grupo chinês no estado e o detalhamento da implantação de três unidades fabris que irão produzir chassis de ônibus, caminhões elétricos, veículos de passeio elétricos e híbridos, e processamento de lítio e ferro fosfato.

As tratativas para a chegada da montadora chinesa na Bahia foram iniciadas ainda em 2022, com a assinatura de um protocolo de intenções entre a BYD e o Governo do Estado e se consolidaram neste ano, após encontros na China e no Brasil com executivos do grupo, o governador Jerônimo Rodrigues e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Duda Godinho/Paulo Brandão)

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Com um novo e potente motor V6, nova Ranger já está á venda no Brasil

O mercado de picapes está agitado, principalmente com a chegada da nova Ram Rampage e da Ford F-150. E nesta semana mais dois modelos foram anunciados por aqui, ambos importados (assim como a F-150): a Ford Ranger e a Chevrolet Silverado.

Referência entre as picapes médias há muitos anos, a Ford Ranger, que é fabricada em Pacheco, na Argentina, vem mais sofisticada e com nova motorização.Por enquanto, a nova picape da Ford chega em duas versões de acabamento, XLT e Limited, ambas com um potente motor diesel V6 3.0 e transmissão automática de 10 velocidades.

Em breve chegará ao mercado brasileiro a versão de entrada, a XL, com um novo motor de dois litros, diesel de quatro cilindros e transmissão manual ou automática de seis velocidades.

Numa nova plataforma, que tem um maior chassi, a Ranger tem o design forte, bonito e agressivo, e segue a tendência adotada para a marca na F-150 e a Maverick, por exemplo. Os faróis de LED têm um formato em C e grade com detalhes cromados.

No interior, como já é tradição, a Ranger tem acabamento muito bom, com material de boa qualidade. Mais tecnológica, a picape conta com um painel de instrumentos configurável com tela LCD de 8” ou 12,4” e outra tela multimídia de 10” ou 12” com conexão sem fio para Android Auto e Apple CarPlay e carregador por indução.

Com o aplicativo FordPass, o cliente pode localizar o veículo, dar partida e acionar o ar-condicionado, verificar o travamento das portas, o nível de combustível e até a pressão dos pneus remotamente, tudo isso no celular. A conectividade permite também antecipar e marcar as revisões ou falar na oficina.

Preços Ford Ranger 2024
XLT R$ 289.990;
Limited R$ 319.990.
O prazo de entrega é de 30 a 60 dias.

A volta da Chevrolet Silverado

Assim como as outras marcas, a General Motors também está se virando para mostrar novos produtos no mercado brasileiro. Recentemente apresentou a Chevrolet Montana, uma picape de pequena para média, que tem como missão brigar com a Toro.

A marca norte-americana tem uma longa história com o segmento de picapes. Há 105 anos, ela lançou mundialmente a Oneto, uma picape espartana, com vocação exclusiva para o trabalho.

Em breve a marca vai importar a Chevrolet Silverado, picape que já foi vendida com relativo sucesso no Brasil de 1999 a 2001. A Silverado, que brigava com a enorme Ford F-250, não foi um sucesso como a D-20, mas mudou definitivamente o segmento por ser um veículo muito bem acabado, luxuoso e com ótimo desempenho.

A picape chegará com uma configuração exclusiva para o mercado brasileiro e motorização à gasolina 6,2 litros, V8 aspirado de 426 cavalos e 63,6 km de torque. A transmissão será automática de 10 velocidades. O motor é o mesmo usado no esportivo Camaro.

Pelo mesmo motivo que a Ram 1500 e a Ford F-150, a Silverado não terá uma versão a diesel. A legislação brasileira não permite a venda de picapes com motores a diesel que não consigam carregar pelo menos uma tonelada de carga.

Preços Chevrolet Silverado
R$ 470.000,00 (estimativa).

 

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Coluna do Secco – Ford Maverick, apesar dos muitos admiradores, não teve sucesso no Brasil 

Lee Iacocca, que foi o poderoso presidente mundial da Ford comprovou, com a sua própria empresa, que o lançamento de um novo carro sob a coordenação da área de finanças dificilmente tem êxito.

E a comprovação dessa verdade, que poderia ter ocorrido em todos os países nos quais a Ford tinha fábrica, precisaria ser no Brasil?

Realmente, a Ford brasileira foi uma das empresas que confirmaram a teoria de Lee Iacocca. E essa decisão ocorreu há exatos 50 anos, quando a montadora fez o lançamento do Maverick no Brasil, em junho de 1973.


Antes do seu lançamento no País, a empresa realizou uma pesquisa com a participação de mais de dois mil clientes que teria indicado que a maioria dos entrevistados teria escolhido o automóvel Ford Taunus, produzido na Alemanha, para o mercado brasileiro.

Mas a Ford deixou de seguir a eleição dos clientes por considerar muito elevado o valor necessário para cumprir todo o programa e optou pelo Ford Maverick, dos Estados Unidos.

Essa história não foi confirmada por parte de quem conheceu a empresa, o que foi transformado no primeiro capítulo de um enredo que nunca foi perfeitamente esclarecido.

A que mais prevaleceu, mas que os admirados do automóvel não confirmam, é que, em vez de lançar o Maverick como nascera nos Estados Unidos, os homens de finanças da Ford convenceram a empresa a utilizar alguns componentes já existentes no Brasil para reduzir os custos, principalmente o motor de 6 cilindros e 3.000 cm3 de capacidade cúbica, usado no Itamaraty, versão de luxo do Aero-Willys, automóvel de tamanho médio da empresa que a Ford havia adquirido em 1967.

Esse motor era de uma geração mais antiga e oriundo da Kayser Corporation, o que desagradou alguns jornalistas especializados, que o consideraram ultrapassado e de consumo elevado, principalmente pela coincidência de após o lançamento do Maverick no Brasil ter ocorrido a primeira crise internacional do petróleo.

Na fase de comercialização do Maverick surgiram as insatisfações com o nível de desempenho e consumo do motor de 6 cilindros do modelo básico, programado para ser o de maior volume de vendas pelo menor preço. O desempenho não correspondeu às expectativas dos clientes, acrescido de itens relativos a conforto interno, desconfortável acesso ao interior do veículo e visibilidade traseira deficiente.

A estreia do Maverick no mercado brasileiro teve grande repercussão porque, em corridas o automóvel empolgou os aficionados, com vitórias nas corridas 500 Quilômetros de Interlagos, 6 Horas de Tarumã e 25 Horas de Interlagos.

Na área promocional, em outubro do ano de lançamento, o publicitário Mauro Salles acertou com o Ministério dos Transportes e o Ministério do Turismo e também com o Departamento Nacional de Rodagens – DNER, Embratur e Empresa de Correios e Telégrafos, a realização do Reide da Integração Nacional com uma viagem por todo o País.

Ao longo de quase um mês, o Reide foi idealizado como incentivo à construção de estradas percorrendo 11 mil quilômetros, com um Maverick, um Corcel cupê e uma Belina para incentivar o transporte rodoviário brasileiro.

A área de jornalismo também participou fortemente da divulgação do reide e da promoção do Maverick, com forte distribuição de notícias e, após a viagem, a entrega de automóveis para testes de jornalistas e realização de eventos que resultassem em reportagens positivas para o automóvel.

Um dos participantes foi José Carlos Pace, piloto da Fórmula 1 que teve participação de um teste publicado no Jornal da Tarde.

Para reverter a má imagem do veículo, elevar as vendas e desenvolver um modelo de menor consumo, para demonstrar a preocupação com a economia de combustível, a Ford decidiu utilizar na linha Maverick uma versão de menor consumo, aproveitando a disponibilidade do motor Ford, de 2.300 cm3 produzido na fábrica de Taubaté e exportado para o Japão, para equipar a pick-up Courier; Inglaterra, para o automóvel Capri e para os Estados Unidos, aplicado no Mustang e no Thunderbird.

Com o lançamento dessa versão, a Ford promoveu o primeiro test-drive de longa distância realizado no Brasil, com a reunião de jornalistas em viagem de ida e volta entre Recife e João Pessoa, na distância de 200 quilômetros.

Essa nova versão entusiasmou parte do público, mas não fez as vendas deslancharem.

A grande atração da linha sempre foi a versão esportiva, equipada com motor V8 de 4.900 centímetros cúbicos de cilindrada. Embora com vendas limitadas pelo maior preço, fez a alegria dos clientes aficionados.

Para atender a esse público esportivo e ampliar o desempenho do novo carro nas pistas sobre o Chevrolet Opala, que lançou o motor 250-S a Ford adotou um kit de carburação quadrijet, que elevou a potência a mais de 250 cavalos que o ajudou a se impor como um carro vencedor nas pistas.

Mas com as críticas recebidas da imprensa e os aspectos que não agradaram os consumidores, as vendas perderam a intensidade e, em 1979, a Ford interrompeu a produção do Maverick que, nos seis anos de presença no mercado completou 108.000 unidades.

O modelo esportivo, pelo estilo atraente e desempenho nas pistas, ganhou a fama de mito, mantido até hoje por uma legião de admiradores, por intermédio do Clube do Maverick.

A paixão pelo Maverick foi confirmada pelos associados do Ford Clube do Maverick, com o encontro de aproximadamente 150 colecionadores, na Garage do Maverick, nos dias 3 e 4 deste mês, no bairro da Moóca, e no dia 10, em Curitiba, organizado pelo Maverick Clube do Paraná.

O calendário de comemorações dos 50 anos prevê outros eventos para a Bahia, em agosto, e também para outubro, no Nordeste do País.

https://soundcloud.com/user-645576547/ford-maverick-apesar-dos-muitos-admiradores-nao-teve-sucesso-no-brasil

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Nova Ford surpreende pelo acabamento luxuoso e muita tecnologia a bordo

Aos poucos, a Ford vai mostrando o seu mais importante lançamento do ano. A Ford Ranger 2024 chegará ao mercado nos próximos meses, com um visual mais agressivo e moderno, novo motor V6 e muita tecnologia a bordo. A nova picape, assim como a atual, é produzida na Planta de Pacheco na Argentina.

Desde que chegou ao mercado, a Ranger sempre se destacou das demais picapes médias, tanto pela dirigibilidade como pelo acabamento e confiabilidade.

Apresentada no Salão do Automóvel de São Paulo em 1994, ela começou a ser vendida de verdade no ano seguinte, alguns meses antes da General Motors lançar a Chevrolet S10.

O modelo da época era menor, cabine simples e com uma tendência mais urbana, que foi mudando nas versões seguintes. Mas um importante detalhe retorna 30 anos depois: o motor V6.

O modelo dos anos 1990 tinha um V6 à gasolina de quatro litros que desenvolvia 162 cavalos de potência máxima e 30,4 kgfm de torque.

As novas Rangers vão ganhar o motor mais potente entre as picapes do segmento médio à venda no Brasil: será um V6 3.0 turbodiesel que produzirá 253 cavalos de potência e 60,8 kgfm de torque.

Para se ter uma ideia do ganho que o novo motor trará para a picape Ford, o atual motor 3,2 turbodiesel , que é muito bom, tem 200 cavalos de potência e 47,9 kgfm de torque. É, sem dúvida, a Ranger mais potente da história do modelo.

Nas versões de entrada, a motorização será um 2,0 litros turbodiesel de 213 cavalos e 50,9 kgfm.

Interior

Esta semana a Ford revelou o interior da nova picape. Logo de cara são surpreendentes o luxo, a tecnologia e a qualidade que a nova Ranger 2024 trará para o mercado nacional.

A versão apresentada era a top de linha, Limited, com bancos de couro e acabamento sofisticado. No interior, outros destaques são a tela vertical de 12 polegadas com o sistema multimídia SYNC 4 de nova geração, bem como o painel de instrumentos digital de 12,4 polegadas. A nova avalavanca da transmissão automática, do tipo joystike, e os botões no console central também ficaram muito bonitos e funcionais.

Destaque também é o apoio para o pé na lateral da caçamba. Só quem já carregou  uma caçamba sabe quanto faz falta.
(Fotos Thomaz Fraga)

 

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Medidas do governo devem aumentar as vendas em até 300 mil veículos

O presidente da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Márcio de Lima Leite, estima que o mercado deve consumir entre 200 mil e 300 mil veículos a mais neste ano em razão das medidas anunciadas  pelo governo, dependendo de como elas serão implantadas.

O governo federal, em evento com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, anunciou um corte de tributo que reduzirá de 1,5% a 10,96% o preço de carros de até R$ 120 mil.

Com isso, automóveis que custam R$ 68.000 terão desconto de R$ 1.020 a R$ 7.453 com o subsídio da União às montadoras.

Para chegar ao número de 200 a 300 mil, as medidas de corte de impostos (IPI, Pis e Cofins) precisariam ter duração de pelo menos um ano.

O prazo de validade ainda não foi definido pelo governo, contudo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou nessa sexta, em entrevista à GloboNews que o programa deve durar de três a quatro meses.

Segundo Leite, três montadoras que pretendiam anunciar paradas de produção nos próximos dias suspenderam as medidas.

Uma delas é a Volkswagen, que cancelou férias coletivas antes agendadas para sua unidade de Taubaté – SP. Segundo ele, só neste ano já ocorreram 14 paralisações de fábricas.

As medidas, diz Leite, não incluem qualquer compromisso das montadoras e das concessionárias em relação à redução de margens de lucro nem de manutenção de empregos, embora o tema tenha sido tratado com o presidente Lula.

Vendas paradas

O presidente da Anfavea afirma que, nos últimos dias, as vendas de carros novos caíram bastante porque vários consumidores, principalmente as locadoras, suspenderam compras à espera do pacote.

Para que a paralisação não se mantenha ao longo das próximas semanas, ele acredita que as concessionárias adotarão formas de efetivar negócios, como projetar os novos preços ou, eventualmente, aceitar encomendas.

A Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores  informa que as medidas são positivas, mas ainda existem pontos a serem definidos.

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