Ford

Ford Ranger Raptor chega com quase 400 cavalos

A Ford já está vendendo no Brasil uma das picapes mais rápidas do mundo, segundo a marca americana, já que não tivemos oportunidade de andar na nova versão. A Ranger Raptor foi lançada no mercado nacional em novembro de 2023 e agora chega atualizada.

A nova Raptor chega mais equipada. Em relação á versão anterior a picape ganha a preparação para reboque de série, soquete de sete pinos para ligação elétrica e iluminação e o assistente inteligente de manobras Pro Trailer.

A picape off-road também traz como novidade o alerta de ocupantes traseiros, ativado sempre que a ignição é desligada para evitar o esquecimento de crianças no veículo.

Veloz

A Ranger Raptor foi desenvolvida pelo departamento esportivo da Ford, a Performance, com chassi, motor, suspensão, rodas e pneus exclusivos. Inspirada nos veículos de competição do deserto, segundo a Ford, é a picape mais rápida do mercado, tanto na estrada como fora de estrada. Seu motor 3,0 V6, biturbo, com potência de 397 cavalos e torque de 59,45 kgfm, acelera de 0 a 100 km/h em 5,8 segundos. Mas a velocidade máxima é limitada em 180 quilômetros por hora, como as demais Rangers.

Ela vem com transmissão automática de dez velocidades com calibração exclusiva e paddle shifter, sete modos de condução e ajustes selecionáveis da direção e do som do escapamento. Outro destaque é a suspensão exclusiva com curso ampliado e amortecedores de competição Fox, de funcionamento ativo, que se adaptam às condições do terreno.

As rodas de 17” e pneus 285/70 R17AT Continental Grabber, com perfil alto e 33” de diâmetro, o diferencial dianteiro e traseiro blocante, os ganchos de reboque e os protetores inferiores de alta resistência fazem parte do seu arsenal off-road.

Além dos ângulos de entrada, saída, transposição e inclinação superdimensionados, ela é a picape com a maior capacidade de imersão da categoria, de 850 mm.

A Ranger Raptor conta também com painel digital de 12,4”, multimídia SYNC 4 com tela de 12,4”, navegador off-road, som da B&O e iluminação externa de 360°. Suas tecnologias incluem os exclusivos faróis LED Matrix, com foco variável e direcional, controle de cruzeiro adaptativo com stop & go, frenagem autônoma com detecção de pedestres e ciclistas, monitoramento de ponto cego, reconhecimento de sinais de trânsito e assistentes de cruzamentos, manobras evasivas, permanência e centralização em faixa, entre outras.

Preço
Ford Ranger Raptor R$ 466.500,00

 

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Ford Mustang comemora 60 anos e tem festa em Interlagos

Apresentado pela Ford ao público no dia 17 de abril de 1964, durante a Feira Mundial de Nova York – EUA, o esportivo Mustang completa 60 anos. Para marcar a data, a Ford Motor Company programou uma série de eventos em vários continentes.

No Brasil, a Ford, que acaba de lançar a sétima geração do modelo, fará no próximo dia 13 um desfile no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, com proprietários do esportivo de todas as gerações. Para a comemoração foi criado também um logo especial, inspirado no emblema que o primeiro Mustang trazia no centro do volante.

Além do desfile, haverá experiências e atrações exclusivas para os participantes, incluindo a exibição do novo Mustang GT Performance 2024.

Ícone

Logo no primeiro ano o Mustang vendeu mais de 400.000 unidades. Sucesso absoluto. Ao todo, as sete gerações já vendeu mais de 10 milhões de unidades.
No Brasil, o Mustang foi lançado oficialmente em 2018. O Black Shadow, edição comemorativa de 55 anos, veio em seguida, em 2020. Em 2021, foi a vez do Mach 1.

Com a chegada do Mustang GT Performance de sétima geração, agora ele dá um novo salto no desempenho, tecnologia e design e inaugura um novo capítulo na sua história.

Os proprietários de Mustangs de todos os modelos e épocas que ainda não receberam o convite para o evento podem se inscrever por meio do link: https://api.whatsapp.com/send/?phone=551142003303&text=Oi%2C+estou+confirmando+minha+presen%C3%A7a+no+Mustang+60+Years.&type=phone_number&app_absent=0

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Chevrolet Spin ganha mudanças estétcas mas mantém motor antigo

Lançada em 2012, o monovolume Chevrolet Spin passa por mais uma leve reforma para tentar enfrentar a concorrência. Até então praticamente sozinha no mercado, o modelo familiar com até sete lugares ganhou a concorrência do Citroen C3 Aircross (veja teste).

A principal dificuldade para enfrentar seu mais novo rival é o velho motor 1,8 litro de 111 cavalos e 17,7 kgfm. O C3 Aircross conta com um moderno motor de um litro turbo de 130 cavalos torque de 20,4 m·kgf. Isso reflete na aceleração e na velocidade máxima, onde o Aircross é muito superior.

Segundo informações, a marca americana fez uma recalibração no motor para tentar dar agilidade ao monovolume e também diminuir o consumo em 11%.
A suspensão foi também recalibrada, pois aumentaram as bitolas dianteiras e traseiras para agregar as rodas mais largas e maiores (16 polegadas).

Design

O design, agradável e mais atual, tenta seguir as linhas adotas na picape Montana. Na frente é onde aconteceram as maiores mudanças. Com uma frente alta, o novo Spin tem uma nova grade e faróis full led. Já na traseira, uma nova tampa e novas lanternas em Led.

Por dentro, melhorou a tecnologia. O novo Spin tem duas telas digitais. Uma tela de 8 polegadas que é o quadro de instrumentos, e outra, ao centro, de 11 polegadas, que é a tela multimídia com o sistema Chevrolet MyLink, que foi atualizado.

O Spin 2025 chega em três versões: LT, LTZ e Premier e duas opções de câmbio: manual e automática. Aqui uma vantagem sobre o concorrente direto, que tem uma transmissão CVT – Transmissão Continuamente Variável, enquanto a Spin é uma transmissão automática de verdade, a GF6, com conversor de torque e seis velocidades.

Outra virtude do Spin de cinco lugares é possuir o maior porta-malas do segmento: 756 litros. O C3 Aircross é de 499 litros.

Preços
LT Manual – R$ 199.990,000
LT automática – R$ 126.990,00
LTZ Automática – R$ 137.990,00
Premier automática – R$ 144.990,00

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Ford Territory feito na China é espaçoso e tem design moderno

A Ford começou a vender em setembro do ano passado a nova geração do Territory. Importado da China, conta com um desenho marcante e atual. A grade dianteira hexagonal, o conjunto óptico com faróis e lanternas full-LED e as rodas de liga leve de 19 polegadas dão uma aparência mais esportiva ao modelo. A traseira ficou muito harmoniosa com as enormes e bonitas lanternas envolventes.

O Territory ficou bem maior. O modelo cresceu de 4.580 mm para 4.630 mm de comprimento, ou seja, 50 mm. Um detalhe que surpreende é o bom espaço interno, principalmente, no banco traseiro. O acabamento é bem mais sofisticado do que no modelo anterior.

A nova motorização oferece ao SUV um trem de força eficiente. O motor turbo de 1,5 litro a gasolina, conta com injeção direta e comando variável. Ele desenvolve 169 cavalos a 5.500 rpm e torque de 250 Nm entre 1.500 e 3.500 rpm. O novo motor e recebeu uma calibração exclusiva para se adaptar ao combustível do Brasil. A transmissão CVT simula sete velocidades.

O consumo é razoável levando em conta que o SUV pesa quase duas toneladas. No uso urbano ele consomo 9,1 km/litro e na estrada média de 11,8 km/litro. A velocidade máxima é limitada em 180 quilômetros por hora e a aceleração de 0 a 100 km/h 11,2 segundos.

Ao volante

Dirigir o modelo é muito agradável e os quatro modos de condução – normal, serra/colina, eco e esportivo –, ajudam nessa operação.

O modelo, topo de linha a Titanium, vem da China em pacote único. Ele dispõe de painel de instrumentos digital de 12,3”, teto solar panorâmico, ar-condicionado digital de dupla zona com saídas traseiras, bancos de couro com ajuste elétrico e assentos ventilados, câmera 360°, farol alto automático, central multimídia com tela de 12,3”, carregador por indução e luz ambiente configurável, entre outros.

Em termos de segurança o Territory possui  assistente de frenagem autônoma com detecção de pedestres, controle de cruzeiro adaptativo com stop/go, sensor de ponto cego, alerta e assistente de permanência em faixa, sensor e assistente de estacionamento e seis airbags com detecção inteligente de ocupantes.


Preço
Ford Territory Titanium R$ 209.990,00

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Nova geração do Ford Explorer chega no ano que vem

No inicio dos anos 90 a Ford importou as primeiras unidades do SUV Explorer. Carente de carros familiares sofisticados, a Explorer chegava com cheia de atributos e tinha a missão de enfretar a nacional Chevrolet Blazer. A sua setima geração começa a ser vendida nos Estados Unidos no segundo trimestre de 2025 totalmente renovando. O SUV mais vendido de todos os tempos na América do Norte deve ser vendido no Brasil no final do próximo ano.

Com três fileiras de bancos e sete lugares, o utilitário esportivo ganhou um visual mais robusto, interior redesenhado e um novo sistema de infotenimento Ford Digital Experience. Pela primeira vez, ele também oferece em algumas versões o sistema de direção sem as mãos Blue Cruise, para uso em determinadas estradas da América do Norte.

Para orgulho da engenharia nacional, brasileiros participaram do desenvolvimento de vários itens do SUV, trabalhando em parceria com o time dos Estados Unidos.
Nesse trabalho, mais de 50 profissionais participaram do desenvolvimento de vários itens, incluindo testes e integração de processos de engenharia. Entre eles, estão o refinamento de vários elementos do exterior e interior – como faróis, lanternas, tampa traseira, painéis de portas e USBs.

Outros exemplos são o novo alerta de ocupante do banco traseiro, que evita o esquecimento de crianças no interior do veículo, e a saudação de boas-vindas com animação no painel e iluminação quando o motorista abre e fecha a porta.

Versões luxuosas

O novo Explorer será oferecido nas versões Active, de entrada, ST-Line, com visual esportivo, ST, de alto desempenho, e topo de linha Platinum. O SUV tem duas opções de motorização 2,3 EcoBoost ou 3,0 V6 EcoBoost, de 400 cavalos. Todas têm tração traseira, com 4WD opcional, e transmissão automática de dez velocidades.

O novo design inclui grade dianteira maior, faróis de LED mais esguios, protetor dianteiro e difusores laterais mais largos que ajudam a rebaixar visualmente o veículo. As versões ST-Line, ST e Platinum têm a opção de teto preto. Na traseira, as novas lanternas de LED avançam pelo porta-malas, conectando-se ao nome Explorer no centro. As rodas são de 18, 20 ou 21 polegadas.

A cabine, mais refinada, traz novas texturas, cores e materiais suaves ao toque, com ppainel redesenhado para ampliar o espaço dos ocupantes. Além de bancos dianteiros aquecidos e oito entradas USB, há um sistema de iluminação em sete cores opcional.

Preproduction mode show. Available spring 2024.

Experiência digital

O Explorer é o primeiro veículo da marca a trazer o novo sistema de infotenimento Ford Digital Experience, que prioriza o uso da voz para controlar várias funções, como temperatura, navegação, busca, música, rádio, chamadas, mensagens, agenda e aparelhos domésticos, por meio do Google Assistant ou Alexa.

A integração com o Google Maps permite navegar tanto pela tela central de 13,2” como pelo painel de instrumentos de 12,3”. Além de conexão com Android Auto e Apple CarPlay, é possível baixar e usar aplicativos de música, audiolivros e podcast sem depender de um smartphone. Quando o carro está estacionado, o usuário pode ver TV e vídeos em aplicativos e até jogar games, conectando um teclado ou controle via Bluetooth.

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Nova geração do Ford Mustang já está no Brasil

A sétima geração do Ford Mustang já está á venda no Brasil. Lançado no Salão de Detroit de 2022, havia grande expectativa com a chegada do modelo ao Brasil. As primeiras unidades do esportivo desembarcaram esta semana no Porto de Vitória, no Espírito Santo.

Os modelos importados para o Brasil são da versão topo de linha, a GT Performance, equipada com o motor Coyote V8, a mais potente de todos os tempos.

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Nova Fiat Titano chega na segunda quinzena de março

A Fiat dá mais um grande passo para dominar o mercado de picapes no Brasil. Na liderança em seus segmentos com as picapes Toro e Strada, agora entra pesado no segmento de picapes médias e vai bater de frente principalmente com a Ford Ranger, Toyota Hilux e Chevrolet S10. Isso porque as vendas da Nissan Frontier, apesar de ser um bom produto, são insignificantes.

Tendo como base um projeto que não foi para frente para o mercado brasileiro, a picape Peugeot Landtrek, que a marca francesa desenvolvia em parceria com a chinesa Chagan antes de virar Stellantis, a Titano vai medir mais ou menos 5,30 metros de comprimento, 1,96 m de largura, 1,82 m de altura e 3,18 m de entre-eixos. A capacidade de carga será de mil quilos.


A nova picape vai ser produzida no Uruguai, onde já é produzido o furgão Scudo.  Assim como a Landtrek, a frente é imponente com uma enorme grade na dianteira, frisos cromados e faróis afinados e envolventes.

O motor de lançamento será o 2,2 litros, turbo diesel com 200 cavalos e 45,9 mkgf e transmissão automática de seis velocidades. A tação terá a opção de 4X4.  A picape ainda terá as opções de vários modos de condução, bloqueio do diferencial traseiro, auxilio de saída em rampa e controle eletrônico de descida.

Com várias versões a Titano deve chegar com preço inferior ás concorrentes diretas.

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Ford vai vender as vansTransit 100% elétricas no Brasil

Até o final de marca, a Ford Pro começar as vendas da E-Transit no Brasil. Além da versão furgão, que desde 2022 vem sendo testado em um programa piloto com frotistas, a van elétrica inclui uma inédita versão chassi cabine – a primeira do mercado brasileiro no segmento de até 5 toneladas.

“A chegada da E-Transit é mais um passo importante na ampliação e diversificação da nossa linha de produtos”, diz Guillermo Lastra, diretor de Veículos Comerciais da Ford América do Sul.

A Ford Pro iniciou as operações em 2021 com a Transit Minibus, seguida do lançamento da Transit Furgão. No ano passado, a marca introduziu três novos produtos: a Transit automática e a Transit chassi.

Eletrificação

A E-Transit já vendeu mais de 40.000 unidades na Europa e nos Estados Unidos e na América do Sul, mais de dez empresas do Brasil, Argentina e Chile, participaram do programa de testes do veículo. São clientes do setor logístico e de e-commerce, com frotas médias e grandes, que rodaram com 11 vans elétricas por mais de 60.000 km em condições reais de operação.

Furgão e Chassi

A Ford E-Transit é oferecida em duas versões, furgão e chassi, ambas equipadas com motor elétrico de 198 kW, ou 269 cavalos e torque de 430 Nm. Além da tração traseira, a van tem como diferencial a maior capacidade volumétrica da categoria, de até 15 m3 no furgão e de até 21 m3 na chassi. A autonomia é de 317 quilômetros segundo a marca.

Preço
Ford E-Transit chassi ou furgão – R$542.000,00

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Coluna Fernando Calmon — Kardian conta com preço e conjunto moderno entre SUVs compactos

Coluna Fernando Calmon nº 1.189 —20/2/2024

 

Kardian conta com preço e conjunto moderno entre SUVs compactos

Lançamento oficial será no começo de março, quando se poderá avaliar o carro de perto, sentir como será seu comportamento dinâmico e desempenho do conjunto motor-câmbio. Nas concessionárias as entregas começarão em 19 de março. Mas desde já a Renault apresentou numa live estática, no começo desta semana, tudo sobre o Kardian.

Trata-se de um SUV compacto de clara derivação de hatch, porém com arquitetura e mecânica totalmente novas. Traz para o Brasil a plataforma CMF-B que dá origem a vários Renaults na Europa e estará também em outros produtos do grupo francês na Turquia, Marrocos e Índia. Aqui, além de abrir outras frentes por meio de um futuro SUV médio para preencher a vaga do Captur, entrará numa faixa do mercado nacional bastante disputada e rentável.

O Kardian tem 2.604 mm de entre-eixos, 4.119 mm de comprimento, 1.773 mm de largura, 1.544 mm de altura e massa em ordem de marcha de 1.190 kg. Porta-malas ótimo de 410 litros e tanque de combustível de 50 litros para bom alcance urbano e rodoviário.

Destaques de estilo para a grade do radiador, teto e rodas bitom de até 17 pol. nas versões mais caras, rack de teto (pode ser reposicionado transversalmente) e conjuntos óticos dianteiro e traseiro. No interior, uma nítida evolução com painel moderno, tela multimídia de 8 pol., Android Auto, Apple CarPlay (espelhamento sem fio), carregador de celular por indução (só na versão mais cara), um volumoso console central e freio de estacionamento eletromecânico.

A Renault, além dos seis airbags, ainda avançou nos sistemas eletrônicos de assistência ao motorista para o Kardian. São 13 no total com destaques para alertas de colisão frontal, distância segura, ponto cego, frenagem autônoma de emergência e câmera multivisão. Volante novo tem regulagens de altura/distância e alavanca de câmbio, sem cabo físico, do tipo joystick.

Trem de força é totalmente novo e um dos seus pontos mais fortes. Motor flex 1-litro turbo, de 125 cv e o maior torque nesta cilindrada (22,4 kgf·m). Já a caixa de câmbio automatizada de dupla embreagem e seis marchas garante sempre mais prazer. Não há previsão de uso de motor de aspiração natural nem de câmbio manual, salvo para exportações.

Do ponto de vista dimensional, o Kardian se aproxima mais do Pulse, C4 Cactus, Renegade e até do Nivus (maior em comprimento, menor em entre-eixos). São três as versões em pré-venda com preço de lançamento: Evolution, R$ 112.790; Techno, R$ 122.990 e Première edition, R$ 132.790.

EUA, Europa e Brasil: cenário confuso para elétricos

Embora os veículos elétricos a bateria (VEB) tenham alcançado 8% do mercado americano em 2023, permanecem informações de que a expansão continua, porém, o ritmo já é bem menor. Há sinais controversos sobre as estatísticas e algumas fontes apontam para estagnação nas vendas ou mesmo leve diminuição em 2024.

De modo surpreendente, o governo dos EUA mudou de ideia e em breve anunciará uma revisão das metas, segundo a agência de notícias Reuters. A exigência inicial era de que 60% da produção em 2027 fosse de VEB e 67% até 2032 para cumprir regras de emissões mais rigorosas. O que se prevê é baixar o objetivo para 40% ou 50%, em 2030, a pedido da GM, Ford, Stellantis, Toyota e Volkswagen ao argumentarem sobre dificuldades à frente.

Está em curso uma redução generalizada de preço dos VEB, inclusive por parte da Tesla que lidera com folga esse mercado. Mas para ser sustentável deve-se esperar que o preço do lítio continue a cair. Também há grande procura por fontes de grafite para os anodos das baterias, depois de a China cortar suas exportações desse material, após os EUA trancarem as portas para elétricos chineses ao impor tarifas elevadas.

No Reino Unido há multas pesadas para fabricantes que não cumprirem exigências ainda mais restritas que as dos EUA, principalmente para os próximos dois anos. Mas a JLR (atual nome da Jaguar Land Rover) anunciou que lançará novos híbridos plugáveis (PHEV) para atender à recente forte demanda e atrasaria alguns modelos BEVs. A Volvo, ao contrário, afirma que em 2030 só produzirá BEVs, descartando a produção de PHEV até lá. Conseguirá?

Já é quase certo que veículos a combustão poderão continuar à venda na Alemanha, desde que usem gasolina sintética. Como peso do país (maior mercado do bloco) dentro da União Europeia é muito grande e a Itália já sinalizou apoio, não se descarta mudar a meta para 2035, que vai impor comercialização apenas de VEB daquele ano em diante. Prevê-se queda de 14% nas vendas de VEBs, em 2024, com o fim dos subsídios alemães.

No Brasil, o mês passado apontou súbito volume de vendas de elétricos, puxado pela BYD e especificamente o Dolphin. No entanto, a marca chinesa acelerou as importações no quarto trimestre de 2023 para se blindar do imposto de importação, reiniciado de forma escalonada em 1º de janeiro último. Sua maciça campanha publicitária pela TV nos últimos meses continua, em fevereiro, mantendo o clássico apelo “compre antes do aumento”. Só em abril o cenário aqui estará mais claro.

Uma fera para acelerar: Mustang Mach-E GT Performance

Uma das características dos motores elétricos é a entrega quase instantânea de potência e torque às rodas. No caso do Mustang Mach-E GT Performance as costas e a cabeça do motorista (e dos passageiros) colam no banco de forma impressionante. Afinal, são dois motores, um para cada eixo, totalizando 487 cv e 87,7 kgf·m. Mesmo com uma massa total de 2.278 kg e aceleração de 0 a 100 km/h em 3,7 s, o que chama atenção em particular é a “pancada” inicial ao retirar o SUV cupê de quatro portas da inércia.

As linhas, obviamente, não são tão harmoniosas como as do Mustang tradicional, um cupê de duas portas. Entretanto, o grande teto solar fixo e as maçanetas com botões discretos para abertura elétrica das portas destacam-se, além do coeficiente aerodinâmico (Cx) 0,29. Outra vantagem: dois portas malas, o dianteiro de 140 litros (abriga cabo e recarregador portátil de 7 kW AC) e o traseiro, 402 litros. O interior bastante amplo reflete a generosa distância entre eixos de 2.984 mm, o que garante confortável espaço para cinco ocupantes.

Acabamento interno de alto nível só é ofuscado pela enorme tela multimídia vertical de 15,5 pol., fácil de operar e com o indispensável botão giratório para volume e regulagem da temperatura do ar-condicionado. Além do GPS nativo, há espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay com carregador por indução.

Vem do México, sem imposto de importação, por R$ 486.000.

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Coluna Fernando Calmon — Pesquisa nos EUA aponta falhas de tecnologias em carros novos

Coluna Fernando Calmon nº 1.288 — 13/2/2024

 

Pesquisa nos EUA aponta falhas de tecnologias em carros novos

A reconhecida empresa americana de pesquisa especializada no setor automobilístico J.D Power revelou sua mais recente avaliação semestral de problemas em carros novos nos EUA. O foco é sempre na frota circulante com três anos de uso. Trata-se de avaliação que repercute no conjunto dos veículos em circulação que, no caso americano, é de 12 anos em média. Como referência a frota brasileira é um pouco mais “jovem”, 10 anos e 9 meses, segundo pesquisas do Sindipeças e da Anfavea.

Esse Estudo de Qualidade Inicial Percebida (EQIP) é um forte indicador em longo prazo. O resultado apresentado agora indica que no último semestre de 2023, de acordo com os consumidores, os principais pontos problemáticos foram os sistemas de infotenimento, em especial os de conectividade Android Auto e Apple CarPlay, além do reconhecimento de voz integrado. Falhas apontadas atingiram nível duas vezes superior à categoria seguinte, de defeitos na carroceria.

Os pesquisadores também apontaram que o incômodo com os alertas de assistência aumenta com o tempo de uso. Entre estes, os avisos de manutenção e de saídas da faixa de rolagem, além de colisão dianteira/frenagem autônoma de emergência. Acredito que são úteis para evitar acidentes, mas motoristas podem se sentir incomodados. Falta, talvez, ajuste fino dos parâmetros de cada fabricante.

Outra conclusão do EQIP: veículos elétricos a bateria (VEBs) e híbridos plugáveis apresentaram mais problemas do que os movidos por motores a combustão interna (MCI) e híbridos plenos. Entre outros, depois de três anos de uso, pneus são um ponto sensível para os VEBs. Destes, 39% dos proprietários afirmaram que substituíram pneus nos últimos 12 meses, em contraste aos 20% dos MCI. Desconsiderou-se o preço ainda maior dos pneus para elétricos.

Em mais uma pesquisa, divulgada há alguns dias igualmente pela J.D Power, os carregadores públicos de VEBs nos EUA estão mais confiáveis, porém menos disponíveis. Os investimentos vêm-se concentrando na recarga rápida, enquanto falhas se manifestam nos carregadores de Nível 2, os mais utilizados pela frota circulante.

Por fim, outro estudo do último dia 13 pela Consumer Reports revelou que um terço dos compradores nos EUA relataram ter uma experiência extremamente limitada com modelos elétricos. Apontou ainda como fundamental a expansão da infraestrutura de recarregamento.

“Consumer Reports, fundada em 1936, é a organização sem fins lucrativos para avaliações imparciais e confiáveis de produtos e serviços com base em testes de laboratório e pesquisas de mercado”. Resposta de Inteligência Artificial Generativa.

Investimentos podem chegar a R$ 100 bilhões até 2029

Ao analisar agora em fevereiro os resultados da indústria em janeiro último, a Anfavea indicou que o conjunto de fabricantes e fornecedores vai investir R$ 100 bilhões (US$ 20 bilhões, um valor menos “vistoso”) até 2029. O presidente da entidade, Márcio Leite, admitiu que se trata de previsão, porém com boas possibilidades frente aos novos rumos anunciados pelo plano governamental Mobilidade Verde e Inovação (Mover).

Nos últimos anos, quatro fábricas de veículos leves fecharam no País (duas Ford, uma Mercedes e uma Chery), sem contar três de peças (duas da Ford e outra da Toyota). Duas de veículos vão reabrir (GWM e BYD) nas ex-instalações de Mercedes e Ford, respectivamente. Nessa conta não entram veículos pesados.

Talvez o mais importante do programa Mover seja a introdução do conceito de emissões de CO2 do poço (ou do campo) à roda, muito à frente de vários países ainda arraigados à medição incompleta (e até oportunista) do motor à roda. A ver, após a regulamentação prevista para até o final de março, como ficará o imposto nos próximos anos sobre veículos. Atualmente incide sobre cilindrada (conceito superado).

Hoje, há metas de redução de consumo com malus, se não for cumprida e bônus, se atingir ou superar. Acabou em 2022 a distinção de IPI entre motores a gasolina e flex de 1-litro (mais da metade do mercado). Entre 1 litro e 2 litros a diferença é de apenas 1,5%. Em motores acima de 2 litros sobe para 5,3 pontos percentuais (representam apenas 3% das vendas totais).

Se o primeiro mês do ano foi bom em comercialização sobre janeiro de 2023 (mais 13%), não se alcançou o mesmo resultado em produção (estagnada) e exportações (queda de 43%). Modelos importados se destacaram com o maior percentual de participação nas vendas internas dos últimos 10 anos: 19,5%.

Parte das importações subiram por antecipação de compras externas para aliviar o início do escalonamento crescente do imposto sobre elétricos e híbridos, que começou no mês passado e voltará a ser de 35% em julho de 2026.

Novo Mercedes Classe E exibe grande evolução

O modelo existe desde 1949 (como 170 S) e a 11ª geração do atual Classe E, totalmente renovada, impressiona por linhas mais limpas. A sua presença se impõe ainda assim com uma grade plana e sem decoração vistosa, onde se abrigam radar e sensores. Na lateral, quase sem vincos, as rodas são de 20 pol. e exatos 20 raios. Na parte de trás destaque para as lanternas com estrelas de três pontas estilizadas que remetem ao símbolo da marca.

Chama muita a atenção ao entrar no carro a tela multimídia central com 14,4 pol. Além do espelhamento de celulares, é possível navegar por meio de GPS nativo e do sistema próprio de navegação da Mercedes que dispõe de conexão 5G e atualizações de trânsito em tempo real. Claro, Waze e Google Maps também são disponíveis. Saídas de ar-condicionado estão embutidas sem grades no painel, que ainda pode receber uma terceira tela para o passageiro. Porta-malas bastante amplo: 540 litros

Motor 2-L turbo entrega 258 cv e 40,6 kgf·m, mas um motor elétrico/gerador integrado entre o motor e a caixa de câmbio automática de 9 marchas, disponibiliza mais 23 cv e 20,9 kgf·m. Suspensão pneumática e eixo traseiro direcional também se destacam. Em curta avaliação em trecho urbano, além da suavidade e silêncio, impressionaram as acelerações já que o motor elétrico acrescenta 51% de torque quando se exige do acelerador. De 0 a 100 km/h são 6,2 s, belo registro para um automóvel de 1.735 kg.

Preço: R$ 639.900 (versão única).

Ressalva da coluna anterior: o SUV Honda ZR-V usa a mesma arquitetura do Civic com motor a combustão. Contudo, no Brasil, além do citado Type R (a combustão), há também a versão híbrida do sedã, ambos importados.

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