Ford

Ford Territory feito na China é espaçoso e tem design moderno

A Ford começou a vender em setembro do ano passado a nova geração do Territory. Importado da China, conta com um desenho marcante e atual. A grade dianteira hexagonal, o conjunto óptico com faróis e lanternas full-LED e as rodas de liga leve de 19 polegadas dão uma aparência mais esportiva ao modelo. A traseira ficou muito harmoniosa com as enormes e bonitas lanternas envolventes.

O Territory ficou bem maior. O modelo cresceu de 4.580 mm para 4.630 mm de comprimento, ou seja, 50 mm. Um detalhe que surpreende é o bom espaço interno, principalmente, no banco traseiro. O acabamento é bem mais sofisticado do que no modelo anterior.

A nova motorização oferece ao SUV um trem de força eficiente. O motor turbo de 1,5 litro a gasolina, conta com injeção direta e comando variável. Ele desenvolve 169 cavalos a 5.500 rpm e torque de 250 Nm entre 1.500 e 3.500 rpm. O novo motor e recebeu uma calibração exclusiva para se adaptar ao combustível do Brasil. A transmissão CVT simula sete velocidades.

O consumo é razoável levando em conta que o SUV pesa quase duas toneladas. No uso urbano ele consomo 9,1 km/litro e na estrada média de 11,8 km/litro. A velocidade máxima é limitada em 180 quilômetros por hora e a aceleração de 0 a 100 km/h 11,2 segundos.

Ao volante

Dirigir o modelo é muito agradável e os quatro modos de condução – normal, serra/colina, eco e esportivo –, ajudam nessa operação.

O modelo, topo de linha a Titanium, vem da China em pacote único. Ele dispõe de painel de instrumentos digital de 12,3”, teto solar panorâmico, ar-condicionado digital de dupla zona com saídas traseiras, bancos de couro com ajuste elétrico e assentos ventilados, câmera 360°, farol alto automático, central multimídia com tela de 12,3”, carregador por indução e luz ambiente configurável, entre outros.

Em termos de segurança o Territory possui  assistente de frenagem autônoma com detecção de pedestres, controle de cruzeiro adaptativo com stop/go, sensor de ponto cego, alerta e assistente de permanência em faixa, sensor e assistente de estacionamento e seis airbags com detecção inteligente de ocupantes.


Preço
Ford Territory Titanium R$ 209.990,00

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Nova geração do Ford Explorer chega no ano que vem

No inicio dos anos 90 a Ford importou as primeiras unidades do SUV Explorer. Carente de carros familiares sofisticados, a Explorer chegava com cheia de atributos e tinha a missão de enfretar a nacional Chevrolet Blazer. A sua setima geração começa a ser vendida nos Estados Unidos no segundo trimestre de 2025 totalmente renovando. O SUV mais vendido de todos os tempos na América do Norte deve ser vendido no Brasil no final do próximo ano.

Com três fileiras de bancos e sete lugares, o utilitário esportivo ganhou um visual mais robusto, interior redesenhado e um novo sistema de infotenimento Ford Digital Experience. Pela primeira vez, ele também oferece em algumas versões o sistema de direção sem as mãos Blue Cruise, para uso em determinadas estradas da América do Norte.

Para orgulho da engenharia nacional, brasileiros participaram do desenvolvimento de vários itens do SUV, trabalhando em parceria com o time dos Estados Unidos.
Nesse trabalho, mais de 50 profissionais participaram do desenvolvimento de vários itens, incluindo testes e integração de processos de engenharia. Entre eles, estão o refinamento de vários elementos do exterior e interior – como faróis, lanternas, tampa traseira, painéis de portas e USBs.

Outros exemplos são o novo alerta de ocupante do banco traseiro, que evita o esquecimento de crianças no interior do veículo, e a saudação de boas-vindas com animação no painel e iluminação quando o motorista abre e fecha a porta.

Versões luxuosas

O novo Explorer será oferecido nas versões Active, de entrada, ST-Line, com visual esportivo, ST, de alto desempenho, e topo de linha Platinum. O SUV tem duas opções de motorização 2,3 EcoBoost ou 3,0 V6 EcoBoost, de 400 cavalos. Todas têm tração traseira, com 4WD opcional, e transmissão automática de dez velocidades.

O novo design inclui grade dianteira maior, faróis de LED mais esguios, protetor dianteiro e difusores laterais mais largos que ajudam a rebaixar visualmente o veículo. As versões ST-Line, ST e Platinum têm a opção de teto preto. Na traseira, as novas lanternas de LED avançam pelo porta-malas, conectando-se ao nome Explorer no centro. As rodas são de 18, 20 ou 21 polegadas.

A cabine, mais refinada, traz novas texturas, cores e materiais suaves ao toque, com ppainel redesenhado para ampliar o espaço dos ocupantes. Além de bancos dianteiros aquecidos e oito entradas USB, há um sistema de iluminação em sete cores opcional.

Preproduction mode show. Available spring 2024.

Experiência digital

O Explorer é o primeiro veículo da marca a trazer o novo sistema de infotenimento Ford Digital Experience, que prioriza o uso da voz para controlar várias funções, como temperatura, navegação, busca, música, rádio, chamadas, mensagens, agenda e aparelhos domésticos, por meio do Google Assistant ou Alexa.

A integração com o Google Maps permite navegar tanto pela tela central de 13,2” como pelo painel de instrumentos de 12,3”. Além de conexão com Android Auto e Apple CarPlay, é possível baixar e usar aplicativos de música, audiolivros e podcast sem depender de um smartphone. Quando o carro está estacionado, o usuário pode ver TV e vídeos em aplicativos e até jogar games, conectando um teclado ou controle via Bluetooth.

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Nova geração do Ford Mustang já está no Brasil

A sétima geração do Ford Mustang já está á venda no Brasil. Lançado no Salão de Detroit de 2022, havia grande expectativa com a chegada do modelo ao Brasil. As primeiras unidades do esportivo desembarcaram esta semana no Porto de Vitória, no Espírito Santo.

Os modelos importados para o Brasil são da versão topo de linha, a GT Performance, equipada com o motor Coyote V8, a mais potente de todos os tempos.

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Nova Fiat Titano chega na segunda quinzena de março

A Fiat dá mais um grande passo para dominar o mercado de picapes no Brasil. Na liderança em seus segmentos com as picapes Toro e Strada, agora entra pesado no segmento de picapes médias e vai bater de frente principalmente com a Ford Ranger, Toyota Hilux e Chevrolet S10. Isso porque as vendas da Nissan Frontier, apesar de ser um bom produto, são insignificantes.

Tendo como base um projeto que não foi para frente para o mercado brasileiro, a picape Peugeot Landtrek, que a marca francesa desenvolvia em parceria com a chinesa Chagan antes de virar Stellantis, a Titano vai medir mais ou menos 5,30 metros de comprimento, 1,96 m de largura, 1,82 m de altura e 3,18 m de entre-eixos. A capacidade de carga será de mil quilos.


A nova picape vai ser produzida no Uruguai, onde já é produzido o furgão Scudo.  Assim como a Landtrek, a frente é imponente com uma enorme grade na dianteira, frisos cromados e faróis afinados e envolventes.

O motor de lançamento será o 2,2 litros, turbo diesel com 200 cavalos e 45,9 mkgf e transmissão automática de seis velocidades. A tação terá a opção de 4X4.  A picape ainda terá as opções de vários modos de condução, bloqueio do diferencial traseiro, auxilio de saída em rampa e controle eletrônico de descida.

Com várias versões a Titano deve chegar com preço inferior ás concorrentes diretas.

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Ford vai vender as vansTransit 100% elétricas no Brasil

Até o final de marca, a Ford Pro começar as vendas da E-Transit no Brasil. Além da versão furgão, que desde 2022 vem sendo testado em um programa piloto com frotistas, a van elétrica inclui uma inédita versão chassi cabine – a primeira do mercado brasileiro no segmento de até 5 toneladas.

“A chegada da E-Transit é mais um passo importante na ampliação e diversificação da nossa linha de produtos”, diz Guillermo Lastra, diretor de Veículos Comerciais da Ford América do Sul.

A Ford Pro iniciou as operações em 2021 com a Transit Minibus, seguida do lançamento da Transit Furgão. No ano passado, a marca introduziu três novos produtos: a Transit automática e a Transit chassi.

Eletrificação

A E-Transit já vendeu mais de 40.000 unidades na Europa e nos Estados Unidos e na América do Sul, mais de dez empresas do Brasil, Argentina e Chile, participaram do programa de testes do veículo. São clientes do setor logístico e de e-commerce, com frotas médias e grandes, que rodaram com 11 vans elétricas por mais de 60.000 km em condições reais de operação.

Furgão e Chassi

A Ford E-Transit é oferecida em duas versões, furgão e chassi, ambas equipadas com motor elétrico de 198 kW, ou 269 cavalos e torque de 430 Nm. Além da tração traseira, a van tem como diferencial a maior capacidade volumétrica da categoria, de até 15 m3 no furgão e de até 21 m3 na chassi. A autonomia é de 317 quilômetros segundo a marca.

Preço
Ford E-Transit chassi ou furgão – R$542.000,00

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Coluna Fernando Calmon — Kardian conta com preço e conjunto moderno entre SUVs compactos

Coluna Fernando Calmon nº 1.189 —20/2/2024

 

Kardian conta com preço e conjunto moderno entre SUVs compactos

Lançamento oficial será no começo de março, quando se poderá avaliar o carro de perto, sentir como será seu comportamento dinâmico e desempenho do conjunto motor-câmbio. Nas concessionárias as entregas começarão em 19 de março. Mas desde já a Renault apresentou numa live estática, no começo desta semana, tudo sobre o Kardian.

Trata-se de um SUV compacto de clara derivação de hatch, porém com arquitetura e mecânica totalmente novas. Traz para o Brasil a plataforma CMF-B que dá origem a vários Renaults na Europa e estará também em outros produtos do grupo francês na Turquia, Marrocos e Índia. Aqui, além de abrir outras frentes por meio de um futuro SUV médio para preencher a vaga do Captur, entrará numa faixa do mercado nacional bastante disputada e rentável.

O Kardian tem 2.604 mm de entre-eixos, 4.119 mm de comprimento, 1.773 mm de largura, 1.544 mm de altura e massa em ordem de marcha de 1.190 kg. Porta-malas ótimo de 410 litros e tanque de combustível de 50 litros para bom alcance urbano e rodoviário.

Destaques de estilo para a grade do radiador, teto e rodas bitom de até 17 pol. nas versões mais caras, rack de teto (pode ser reposicionado transversalmente) e conjuntos óticos dianteiro e traseiro. No interior, uma nítida evolução com painel moderno, tela multimídia de 8 pol., Android Auto, Apple CarPlay (espelhamento sem fio), carregador de celular por indução (só na versão mais cara), um volumoso console central e freio de estacionamento eletromecânico.

A Renault, além dos seis airbags, ainda avançou nos sistemas eletrônicos de assistência ao motorista para o Kardian. São 13 no total com destaques para alertas de colisão frontal, distância segura, ponto cego, frenagem autônoma de emergência e câmera multivisão. Volante novo tem regulagens de altura/distância e alavanca de câmbio, sem cabo físico, do tipo joystick.

Trem de força é totalmente novo e um dos seus pontos mais fortes. Motor flex 1-litro turbo, de 125 cv e o maior torque nesta cilindrada (22,4 kgf·m). Já a caixa de câmbio automatizada de dupla embreagem e seis marchas garante sempre mais prazer. Não há previsão de uso de motor de aspiração natural nem de câmbio manual, salvo para exportações.

Do ponto de vista dimensional, o Kardian se aproxima mais do Pulse, C4 Cactus, Renegade e até do Nivus (maior em comprimento, menor em entre-eixos). São três as versões em pré-venda com preço de lançamento: Evolution, R$ 112.790; Techno, R$ 122.990 e Première edition, R$ 132.790.

EUA, Europa e Brasil: cenário confuso para elétricos

Embora os veículos elétricos a bateria (VEB) tenham alcançado 8% do mercado americano em 2023, permanecem informações de que a expansão continua, porém, o ritmo já é bem menor. Há sinais controversos sobre as estatísticas e algumas fontes apontam para estagnação nas vendas ou mesmo leve diminuição em 2024.

De modo surpreendente, o governo dos EUA mudou de ideia e em breve anunciará uma revisão das metas, segundo a agência de notícias Reuters. A exigência inicial era de que 60% da produção em 2027 fosse de VEB e 67% até 2032 para cumprir regras de emissões mais rigorosas. O que se prevê é baixar o objetivo para 40% ou 50%, em 2030, a pedido da GM, Ford, Stellantis, Toyota e Volkswagen ao argumentarem sobre dificuldades à frente.

Está em curso uma redução generalizada de preço dos VEB, inclusive por parte da Tesla que lidera com folga esse mercado. Mas para ser sustentável deve-se esperar que o preço do lítio continue a cair. Também há grande procura por fontes de grafite para os anodos das baterias, depois de a China cortar suas exportações desse material, após os EUA trancarem as portas para elétricos chineses ao impor tarifas elevadas.

No Reino Unido há multas pesadas para fabricantes que não cumprirem exigências ainda mais restritas que as dos EUA, principalmente para os próximos dois anos. Mas a JLR (atual nome da Jaguar Land Rover) anunciou que lançará novos híbridos plugáveis (PHEV) para atender à recente forte demanda e atrasaria alguns modelos BEVs. A Volvo, ao contrário, afirma que em 2030 só produzirá BEVs, descartando a produção de PHEV até lá. Conseguirá?

Já é quase certo que veículos a combustão poderão continuar à venda na Alemanha, desde que usem gasolina sintética. Como peso do país (maior mercado do bloco) dentro da União Europeia é muito grande e a Itália já sinalizou apoio, não se descarta mudar a meta para 2035, que vai impor comercialização apenas de VEB daquele ano em diante. Prevê-se queda de 14% nas vendas de VEBs, em 2024, com o fim dos subsídios alemães.

No Brasil, o mês passado apontou súbito volume de vendas de elétricos, puxado pela BYD e especificamente o Dolphin. No entanto, a marca chinesa acelerou as importações no quarto trimestre de 2023 para se blindar do imposto de importação, reiniciado de forma escalonada em 1º de janeiro último. Sua maciça campanha publicitária pela TV nos últimos meses continua, em fevereiro, mantendo o clássico apelo “compre antes do aumento”. Só em abril o cenário aqui estará mais claro.

Uma fera para acelerar: Mustang Mach-E GT Performance

Uma das características dos motores elétricos é a entrega quase instantânea de potência e torque às rodas. No caso do Mustang Mach-E GT Performance as costas e a cabeça do motorista (e dos passageiros) colam no banco de forma impressionante. Afinal, são dois motores, um para cada eixo, totalizando 487 cv e 87,7 kgf·m. Mesmo com uma massa total de 2.278 kg e aceleração de 0 a 100 km/h em 3,7 s, o que chama atenção em particular é a “pancada” inicial ao retirar o SUV cupê de quatro portas da inércia.

As linhas, obviamente, não são tão harmoniosas como as do Mustang tradicional, um cupê de duas portas. Entretanto, o grande teto solar fixo e as maçanetas com botões discretos para abertura elétrica das portas destacam-se, além do coeficiente aerodinâmico (Cx) 0,29. Outra vantagem: dois portas malas, o dianteiro de 140 litros (abriga cabo e recarregador portátil de 7 kW AC) e o traseiro, 402 litros. O interior bastante amplo reflete a generosa distância entre eixos de 2.984 mm, o que garante confortável espaço para cinco ocupantes.

Acabamento interno de alto nível só é ofuscado pela enorme tela multimídia vertical de 15,5 pol., fácil de operar e com o indispensável botão giratório para volume e regulagem da temperatura do ar-condicionado. Além do GPS nativo, há espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay com carregador por indução.

Vem do México, sem imposto de importação, por R$ 486.000.

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Coluna Fernando Calmon — Pesquisa nos EUA aponta falhas de tecnologias em carros novos

Coluna Fernando Calmon nº 1.288 — 13/2/2024

 

Pesquisa nos EUA aponta falhas de tecnologias em carros novos

A reconhecida empresa americana de pesquisa especializada no setor automobilístico J.D Power revelou sua mais recente avaliação semestral de problemas em carros novos nos EUA. O foco é sempre na frota circulante com três anos de uso. Trata-se de avaliação que repercute no conjunto dos veículos em circulação que, no caso americano, é de 12 anos em média. Como referência a frota brasileira é um pouco mais “jovem”, 10 anos e 9 meses, segundo pesquisas do Sindipeças e da Anfavea.

Esse Estudo de Qualidade Inicial Percebida (EQIP) é um forte indicador em longo prazo. O resultado apresentado agora indica que no último semestre de 2023, de acordo com os consumidores, os principais pontos problemáticos foram os sistemas de infotenimento, em especial os de conectividade Android Auto e Apple CarPlay, além do reconhecimento de voz integrado. Falhas apontadas atingiram nível duas vezes superior à categoria seguinte, de defeitos na carroceria.

Os pesquisadores também apontaram que o incômodo com os alertas de assistência aumenta com o tempo de uso. Entre estes, os avisos de manutenção e de saídas da faixa de rolagem, além de colisão dianteira/frenagem autônoma de emergência. Acredito que são úteis para evitar acidentes, mas motoristas podem se sentir incomodados. Falta, talvez, ajuste fino dos parâmetros de cada fabricante.

Outra conclusão do EQIP: veículos elétricos a bateria (VEBs) e híbridos plugáveis apresentaram mais problemas do que os movidos por motores a combustão interna (MCI) e híbridos plenos. Entre outros, depois de três anos de uso, pneus são um ponto sensível para os VEBs. Destes, 39% dos proprietários afirmaram que substituíram pneus nos últimos 12 meses, em contraste aos 20% dos MCI. Desconsiderou-se o preço ainda maior dos pneus para elétricos.

Em mais uma pesquisa, divulgada há alguns dias igualmente pela J.D Power, os carregadores públicos de VEBs nos EUA estão mais confiáveis, porém menos disponíveis. Os investimentos vêm-se concentrando na recarga rápida, enquanto falhas se manifestam nos carregadores de Nível 2, os mais utilizados pela frota circulante.

Por fim, outro estudo do último dia 13 pela Consumer Reports revelou que um terço dos compradores nos EUA relataram ter uma experiência extremamente limitada com modelos elétricos. Apontou ainda como fundamental a expansão da infraestrutura de recarregamento.

“Consumer Reports, fundada em 1936, é a organização sem fins lucrativos para avaliações imparciais e confiáveis de produtos e serviços com base em testes de laboratório e pesquisas de mercado”. Resposta de Inteligência Artificial Generativa.

Investimentos podem chegar a R$ 100 bilhões até 2029

Ao analisar agora em fevereiro os resultados da indústria em janeiro último, a Anfavea indicou que o conjunto de fabricantes e fornecedores vai investir R$ 100 bilhões (US$ 20 bilhões, um valor menos “vistoso”) até 2029. O presidente da entidade, Márcio Leite, admitiu que se trata de previsão, porém com boas possibilidades frente aos novos rumos anunciados pelo plano governamental Mobilidade Verde e Inovação (Mover).

Nos últimos anos, quatro fábricas de veículos leves fecharam no País (duas Ford, uma Mercedes e uma Chery), sem contar três de peças (duas da Ford e outra da Toyota). Duas de veículos vão reabrir (GWM e BYD) nas ex-instalações de Mercedes e Ford, respectivamente. Nessa conta não entram veículos pesados.

Talvez o mais importante do programa Mover seja a introdução do conceito de emissões de CO2 do poço (ou do campo) à roda, muito à frente de vários países ainda arraigados à medição incompleta (e até oportunista) do motor à roda. A ver, após a regulamentação prevista para até o final de março, como ficará o imposto nos próximos anos sobre veículos. Atualmente incide sobre cilindrada (conceito superado).

Hoje, há metas de redução de consumo com malus, se não for cumprida e bônus, se atingir ou superar. Acabou em 2022 a distinção de IPI entre motores a gasolina e flex de 1-litro (mais da metade do mercado). Entre 1 litro e 2 litros a diferença é de apenas 1,5%. Em motores acima de 2 litros sobe para 5,3 pontos percentuais (representam apenas 3% das vendas totais).

Se o primeiro mês do ano foi bom em comercialização sobre janeiro de 2023 (mais 13%), não se alcançou o mesmo resultado em produção (estagnada) e exportações (queda de 43%). Modelos importados se destacaram com o maior percentual de participação nas vendas internas dos últimos 10 anos: 19,5%.

Parte das importações subiram por antecipação de compras externas para aliviar o início do escalonamento crescente do imposto sobre elétricos e híbridos, que começou no mês passado e voltará a ser de 35% em julho de 2026.

Novo Mercedes Classe E exibe grande evolução

O modelo existe desde 1949 (como 170 S) e a 11ª geração do atual Classe E, totalmente renovada, impressiona por linhas mais limpas. A sua presença se impõe ainda assim com uma grade plana e sem decoração vistosa, onde se abrigam radar e sensores. Na lateral, quase sem vincos, as rodas são de 20 pol. e exatos 20 raios. Na parte de trás destaque para as lanternas com estrelas de três pontas estilizadas que remetem ao símbolo da marca.

Chama muita a atenção ao entrar no carro a tela multimídia central com 14,4 pol. Além do espelhamento de celulares, é possível navegar por meio de GPS nativo e do sistema próprio de navegação da Mercedes que dispõe de conexão 5G e atualizações de trânsito em tempo real. Claro, Waze e Google Maps também são disponíveis. Saídas de ar-condicionado estão embutidas sem grades no painel, que ainda pode receber uma terceira tela para o passageiro. Porta-malas bastante amplo: 540 litros

Motor 2-L turbo entrega 258 cv e 40,6 kgf·m, mas um motor elétrico/gerador integrado entre o motor e a caixa de câmbio automática de 9 marchas, disponibiliza mais 23 cv e 20,9 kgf·m. Suspensão pneumática e eixo traseiro direcional também se destacam. Em curta avaliação em trecho urbano, além da suavidade e silêncio, impressionaram as acelerações já que o motor elétrico acrescenta 51% de torque quando se exige do acelerador. De 0 a 100 km/h são 6,2 s, belo registro para um automóvel de 1.735 kg.

Preço: R$ 639.900 (versão única).

Ressalva da coluna anterior: o SUV Honda ZR-V usa a mesma arquitetura do Civic com motor a combustão. Contudo, no Brasil, além do citado Type R (a combustão), há também a versão híbrida do sedã, ambos importados.

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Picape Ford F-150, mais líder do que nunca nos EUA

A Ford Série F tem uma história impressionante no mercado norte americano e este ano está comemorando 47 anos como a picape mais vendida naquele mercado. Com mais de 700 mil unidades, a F-150 agora também acumula a liderança entre as picapes grandes híbridas e elétricas.

Um dado interessante, se comparado com os sons automotivos, a Série F passou por varias gerações: fita cassete, MP3, CD e agora pelo sportfy e se manteve firma na liderança. Logico te tiveram várias gerações, mas a paixão do norte-americano pela picape permaneceu firme.

A Ford F-150 PowerBoost Hybrid foi a picape híbrida grande mais vendida da América do Norte e ficou em segundo lugar entre todas as picapes, atrás da Ford Maverick Hybrid. E a F-150 Lightning foi a picape elétrica grande mais vendida dos EUA.

Em 2024 a marca pretende lançar outras novidades para atualizar o modelo.

“O legado duradouro da Série F não é apenas o resultado da nossa busca incansável por melhorias, mas também um reflexo da confiança dos clientes na nossa marca”, diz Robert Kafll, diretor de Vendas da Ford nos Estados Unidos.

No Brasil, a F-150 chegou em 2023 e as quase mil unidades importadas foram todas comercializadas. Com carroceria produzida em alumínio, ela é equipada com o mesmo motor do esportivo Mustang. É simplesmente um V8, de 5,0 litros e 405 cavalos de potência. A transmissão é automática de 10 velocidades. O seu pacote off-road inclui tração 4×4, bloqueio eletrônico do diferencial e oito modos de condução.

A enorme caçamba tem uma área para 1.370 litros, tampa com acionamento elétrico e escada de acesso. A capacidade de reboque é de 3.515 kg.

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Coluna Fernando Calmon — Elétricos começam a baquear em mercados no exterior

Coluna Fernando Calmon nº 1.282 — 19/12/23

Elétricos começam a baquear em mercados no exterior

É certo que a China continua como o maior mercado de carros 100% elétricos do mundo graças aos subsídios explícitos e implícitos, além das imposições por parte do governo ditatorial. Em alguns dos grandes conglomerados urbanos chineses só se pode obter uma licença ou placas para circular se for elétrico e, eventualmente, híbrido plugável.

No continente europeu os países também oferecem bônus atraentes para quem decide adquirir um VEB (Veículo Elétrico a Bateria). As vendas vinham subindo rapidamente, mas nos últimos meses o ritmo arrefeceu.

No Reino Unido, os 24.359 VEB comercializados em novembro último representaram uma queda de 17,1% em relação ao registrado um ano antes. A participação de mercado caiu de 20,6% em 2022 para 15,6% no mês passado, de acordo com números da SMMT (sigla em inglês para Associação de Fabricantes e Concessionárias de Veículos). Algumas projeções apontam para uma recuperação em 2024, mas não há realmente certeza.

Por outro lado na Alemanha, maior mercado do continente, a VW foi a primeira a sentir uma diminuição de procura por modelos elétricos. Análises iniciais atribuíram a queda a uma inadequação dos produtos.

No entanto, a Audi anunciou agora que irá adiar o lançamento de novos elétricos em resposta à diminuição do interesse dos compradores devido aos preços elevados em relação aos carros com motor de combustão interna (MCI). Em declaração ao site Automotive News Europe, o executivo-chefe da marca alemã, Gernot Dölner, admitiu que pretende reduzir a produção para evitar pátios cheios.

Já a BMW negou peremptoriamente que deixaria de investir em MCI. O presidente da empresa, Oliver Zipse, falou da sua aversão à proibição destes motores por parte União Europeia, em 2035. Alegou que isso colocaria os fabricantes de automóveis europeus numa guerra de preços com os produtos chineses.

Os novos registros de veículos elétricos ainda crescem a um bom ritmo nos EUA, mas limitados ao mercado de marcas de luxo. Porém, segundo dados da consultoria Experian, nos segmentos de altas vendas não conseguem avançar sobre modelos a gasolina e híbridos.

Uma surpresa, agora, veio do polêmico Elon Musk, o homem mais rico do planeta, dono da Tesla e de outros grandes negócios inclusive aeroespaciais. Ele afirmou que os alertas sobre mudanças climáticas são exagerados em curto prazo, embora repetisse que se considerava um ambientalista. Segundo o sul-africano naturalizado americano e canadense, maior produtor de carros elétricos do mundo, “petróleo e gás não podem ser demonizados”.

Difícil é saber exatamente o que ele considera “curto prazo”.

Ranger Raptor tem proposta marcantemente superior

A superespecialização chegou às picapes e a Ranger Raptor é o melhor exemplo. Importada da Tailândia, ocupa um nicho muito específico de mercado, inclusive por seu preço para bem poucos: R$ 446.800.

Em um primeiro contato no campo de provas da Ford, em Tatuí (SP), logo se destacou pela aceleração vigorosa e o ronco que ecoa do motor. Estabilidade muito boa, apesar dos pneus de perfil alto (285/70R17 A/T General Grabber) indicados para uso fora de estrada. Há molas helicoidais na traseira, além de maiores bitolas e cursos das suspensões dianteira e traseira. Os amortecedores são ativos da marca Fox.

Motor é um V-6, 3-L, gasolina, biturbo, 397 cv e 59,5 kgf·m. O câmbio automático epicíclico de 10 marchas ganhou desenvolvimento específico para a linha Raptor. Desempenho declarado de 0 a 100 km/h em 5,8 s, bem além de qualquer picape. Velocidade máxima é limitada eletronicamente em 180 km/h. O modo esportivo é selecionável no console.

Nos trechos fora de estrada demonstrou aptidão acima da média, em baixa e alta velocidade. Além do controle de tração bem calibrado, há cinco modos de terreno: escorregadio, lama, areia, pedregulho e baja. Neste último, para alto desempenho, o controle de estabilidade é desabilitado e aceita entrada de curvas no modo pêndulo típicas de ralis. O botão “R” no volante (modo Raptor) permite personalização para cada um dos itens separadamente: amortecedores, direção e escapamento.

Capacidade de vau (transpor alagados) é de até 850 mm, 50 mm a mais do que as outras versões da Ranger. Ângulos: de entrada, 32°; de saída, 27° e central, 24°. A facilidade com que as suspensões absorverem saltos reais é impressionante, com ótimo trabalho dos amortecedores ativos.

Tudo isso sem esquecer do bom comportamento em ambiente urbano e rodoviário, simuláveis também no campo de provas.

Melhorou segurança ativa da Hilux SRX Plus

Apesar de manter uma posição confortável na liderança entre picapes médias tradicionais – aquelas com carroceria sobre chassi de longarinas, também conhecido como chassi tipo escada – a Hilux apresentava algumas deficiências quando submetida a exigências rigorosas. Embora sem tanta repercussão no Brasil não se deu tão bem quando testada no exterior, no famoso Teste do Alce, em que chegou a retirar rodas do chão quando provocada a fazer desvio brusco de trajetória. Modelos de outras marcas passaram sem problemas.

As mudanças incluem alargamento das bitolas em 155 mm na traseira e 140 mm na dianteira com novo posicionamento de amortecedores e molas na dianteira; amortecedores traseiros externos ao chassi; barra antirrolagem também no eixo traseiro; aumento do vão livre em 20 mm o que melhorou ângulos de ataque e saída; freios a disco ventilado no eixo traseiro.

Esteticamente a SRX Plus ganhou extensões maiores de para-lamas (em razão do aumento das bitolas) e uma barra entre caçamba e cabine com formato aerodinâmico para diminuir ruído. Motorização Diesel não mudou (2,8 L, 16 V,  204 cv, 50,9 kgf·m), nem o câmbio automático de seis marchas e o bloqueio eletromecânico do diferencial traseiro.

Pacote ADAS (sigla em inglês para Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista) inclui, entre outros, alertas de mudança de faixa e de pré-colisão, assistentes de partida em subida e de descida e controle de cruzeiro adaptativo.

Em um primeiro contato com a picape destaques para menos ruído a bordo e suspensões ligeiramente melhores em termos de conforto de marcha. Preço: R$ 334.890.

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*A todos os leitores(as) feliz Natal e um ano de 2024 turbinado. É tempo de dar uma parada e volto ao volante na segunda semana de janeiro.

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Coluna Fernando Calmon  —  GM continuará no Brasil e acena abertura para híbridos

Coluna Fernando Calmon nº 1.278 — 21/11/23

GM continuará no Brasil e acena abertura para híbridos

Durante o Congresso Autodata Perspectivas 2024, realizado esta semana em São Paulo (SP), o vice-presidente de Comunicação e de Relações Governamentais da General Motors do Brasil, Fábio Rua, reafirmou que a empresa não sairá do Brasil. A tentativa recente de reduzir o quadro de funcionários não prosperou nas condições imaginadas pela companhia. Ao contrário disso, o executivo anunciou que “muito em breve” haverá a revelação de um novo ciclo de investimentos, sem adiantar pormenores.

Apesar de a matriz em Detroit ter optado pela passagem direta dos motores a combustão para elétricos, Rua pareceu nas entrelinhas menos enfático em relação à negativa anterior de desenvolver híbridos nos mercados em que a eletrificação levará bem mais tempo para se tornar viável.Sua declaração indica isso: “Se o futuro nos disser que precisamos, talvez, ser um pouco mais abertos ao nosso espectro de investimento em novas tecnologias, seremos.”

No mesmo Congresso, Mauro Correia, presidente da HPE que representa Mitsubishi e Suzuki, revelou que novos investimentos estão sendo estudados para os próximos três anos, inclusive para a fábrica de Catalão (GO), onde se produzem a picape média L200 e o SUV Eclipse.

“Vamos importar em 2024 um SUV híbrido. Há mais de uma opção para diminuir emissões de CO2. O Brasil segue o bom caminho de legislar sobre o resultado das emissões, sem direcionar qualquer tecnologia”, afirmou.

Pesquisa aponta que preço ainda é maior barreira aos elétricos

Certamente os preços dos veículos elétricos (VE) estão entre os principais obstáculos para as vendas subirem com mais ímpeto. Em países cuja renda familiar é abaixo da média mundial esse fator traz muitas dificuldades. No entanto, isso também ocorre nos mercados maduros e ricos.

Essa conclusão está na recente pesquisa da Standard & Poors, uma renomada agência de classificação de risco de países e empresas conhecida pela sigla S&P, que divulgou o relatório Mobilidade Global no começo deste mês. Quase metade (48%) dos 7.500 entrevistados em países de vários níveis de renda (EUA, União Europeia, Brasil e Índia entre outros) apontaram o preço como fator inibidor, apesar de entenderem se tratar de uma tecnologia mais cara.

Igualmente, menos da metade dos potenciais compradores acredita que a tecnologia está pronta para adoção em massa. Segundo a agência noticiosa PRNewswire com acesso ao relatório, “embora 67% dos participantes inquiridos em maio deste ano estivessem abertos à ideia de comprar um VE, houve uma queda importante de 19 pontos percentuais em relação ao mesmo levantamento em 2021”.

Ponto preocupante é o relato frequente de defeitos nas redes públicas de recarga, um forte desestímulo para quem tenciona viajar com carro elétrico. Segundo a agência de notícias, o relatório apontou que vários obstáculos precisam ser superados para alcançar a aceitação generalizada de VE. “Os compradores podem querer esperar pelo próximo avanço tecnológico ou estar preocupados com o tempo de recarga e a disponibilidade de carregadores, mas no final é o bolso do consumidor – e não a engenharia – que lidera a atual resistência às compras”.

Na Europa, onde a aceitação de VE só perde para a China, há igualmente incertezas no ritmo das vendas. Embora estas tenham crescido 47% entre janeiro e setembro deste ano, as previsões estão bem menos otimistas para os próximos períodos. A VW adiou o início de sua quarta fábrica de baterias das seis previstas. Ford e LG Solutions desistiram também de construir uma nova instalação prevista na Turquia.

A Suíça anunciou que encerrará a isenção de imposto de importação para os VE em janeiro próximo, como acontecerá também aqui, alegando restrições orçamentárias. Isso indicaria que outros países também podem seguir esse exemplo. Em suma, no Velho Continente, são claros os sinais de desaceleração.

A fim de tentar reverter este cenário, VW e Renault anunciaram quase ao mesmo tempo planos para dentro de dois e três anos, respectivamente, lançarem um modelo elétrico compacto (ainda sem nome) e subcompacto (novo Twingo). Ambos custariam em torno de 20.000 euros (cerca de R$ 110.000, em conversão direta).

Range Rover Sport PHEV é superlativo até no preço

As dimensões chamam atenção por onde passa: 4.946 mm, comprimento; 2.047 mm, largura; 1.820 mm, altura; 2.997 mm, entre-eixos. Porta-malas de 835 litros não deixa ninguém descontente. É necessário ter cuidado para se adaptar também à massa em ordem de marcha, que se aproxima das três toneladas (exatos 2.810 kg).

O Range Rover Sport PHEV (híbrido plugável) impressiona em termos de desempenho ao associar um suave 6-cilindros em linha turbo a gasolina de 340 cv/48,9 kgf·m a um elétrico de 143 cv. O conjunto entrega 510 cv e nada menos que 71,4 kgf·m de torque combinado. Câmbio é automático convencional de oito marchas e tração 4×4. A bateria de 38,2 kW·h permite um alcance de até 88 km no modo elétrico.

As respostas ao acelerador são vigorosas, porém sua capacidade de manobra chama ainda mais atenção. O diâmetro de giro de apenas 11 m (até um pouco menor que os 11,6 m de um Corolla), graças ao esterçamento de 7,3 graus das rodas traseiras, alivia um pouco o sufoco de achar uma vaga para estacionar. A visibilidade para trás é prejudicada pelo formato do teto e das colunas traseiras com reduzida área envidraçada.

Rodas de 23 pol. de diâmetro e pneus 285/40 tomam pouco conhecimento de valetas e buracos, mas não convém abusar. Apesar de suas dimensões trata-se de um veículo relativamente dócil ao volante e freios bem dimensionados.

No interior, destacam-se bancos de couro com 22 regulagens elétricas, central multimídia de tela curva com 13,1 pol., conjunto de áudio de primeira linha, sistema de cancelamento de ruído externo, compartimento climatizado em posição central e duas telas para os passageiros do banco traseiro colocadas na parte posterior dos encostos de cabeça dianteiros.

O preço não poderia ser outro: R$ 1 milhão.

Telemetria IturanMob das ruas para as pistas

Durante décadas o automobilismo de competição transformou-se em um imenso laboratório que levou e ainda leva a grandes avanços técnicos e de segurança diretamente das pistas para as ruas e estradas. Agora, esse processo também pode ser invertido por meio da telemetria em tempo real que a IturanMob desenvolveu para rastrear veículos comuns em gestão de frotas, acompanhamento em planos de assinatura e capacidade de monitoramento em casos de furto e roubo.

A iniciativa envolve as provas da Porsche Cup no Brasil e, futuramente, poderá ser estendida a outros países. Os dados de desempenho de cada veículo são coletados por indução e enviados por meio da rede pública de telefonia móvel. Isso permite monitorar desde o boxe de cada equipe o funcionamento de motor, câmbio e diversos outros parâmetros. Elimina-se dessa forma a antiga abordagem passiva dos dados, o que aumenta o nível técnico da competição e diminui a possibilidade de acidentes e panes.

De acordo com Paulo Henrique Andrade, CEO da empresa, novos avanços serão testados a partir de 2024. “Objetivo é proporcionar atualizações de parâmetros para ajudar o piloto a tirar o máximo proveito da tecnologia, sem que precise parar nos boxes à semelhança com a F-1”, explicou.

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