Lançada em 2012, o monovolume Chevrolet Spin passa por mais uma leve reforma para tentar enfrentar a concorrência. Até então praticamente sozinha no mercado, o modelo familiar com até sete lugares ganhou a concorrência do Citroen C3 Aircross (veja teste).
A principal dificuldade para enfrentar seu mais novo rival é o velho motor 1,8 litro de 111 cavalos e 17,7 kgfm. O C3 Aircross conta com um moderno motor de um litro turbo de 130 cavalos torque de 20,4 m·kgf. Isso reflete na aceleração e na velocidade máxima, onde o Aircross é muito superior.
Segundo informações, a marca americana fez uma recalibração no motor para tentar dar agilidade ao monovolume e também diminuir o consumo em 11%.
A suspensão foi também recalibrada, pois aumentaram as bitolas dianteiras e traseiras para agregar as rodas mais largas e maiores (16 polegadas).
Design
O design, agradável e mais atual, tenta seguir as linhas adotas na picape Montana. Na frente é onde aconteceram as maiores mudanças. Com uma frente alta, o novo Spin tem uma nova grade e faróis full led. Já na traseira, uma nova tampa e novas lanternas em Led.
Por dentro, melhorou a tecnologia. O novo Spin tem duas telas digitais. Uma tela de 8 polegadas que é o quadro de instrumentos, e outra, ao centro, de 11 polegadas, que é a tela multimídia com o sistema Chevrolet MyLink, que foi atualizado.
O Spin 2025 chega em três versões: LT, LTZ e Premier e duas opções de câmbio: manual e automática. Aqui uma vantagem sobre o concorrente direto, que tem uma transmissão CVT – Transmissão Continuamente Variável, enquanto a Spin é uma transmissão automática de verdade, a GF6, com conversor de torque e seis velocidades.
Outra virtude do Spin de cinco lugares é possuir o maior porta-malas do segmento: 756 litros. O C3 Aircross é de 499 litros.
Com toda a certeza o novo Renault Kardian é o modelo mais importante da marca francesa dos últimos anos. O novo automóvel da Renault é primeiro veículo produzido no Brasil com a nova identidade visual de marca, traz o novo motor turbo de 125 cavalos com 220 Nm de torque e câmbio “automático” de dupla embreagem úmida. O Kardian é realmente um carro novo, moderno e bonito, que chega para competir no segmento SUV-B. A marca pretende até 2027 lançar outros sete novos modelos.
Produzido no Complexo Ayrton Senna, no Paraná, o Kardian é o primeiro veículo produzido no Brasil com a nova identidade de marca, com o logo “Nouvel R”, a grade frontal exibe desenhos em formato de “diamante”, na cor preta. A assinatura luminosa do Kardian apresenta dois módulos de cada lado, na frente. Comparado com os concorrentes, o Kardian se destaca pela linhas harmoniosas e muito atuais. Os faróis em três níveis e a grade, que imita elementos em forma piramidal, são o destaque do novo SUV.
Na traseira, o mesmo destaque 3D da dianteira, estão nas lanternas e para-choque com um visual muito agradável. O defletor no teto colabora muito com a harmonia do design. Destaque para a “engenharia” muito moderna das barras longitudinais do teto.
Além de acomodarem carga de até 80 quilos, ainda tem a flexibilidade de poderem ser rotacionadas em 90 graus, ficando duas barras transversais para acomodar cargas longas como pranchas de surfe ou bicicletas. As rodas diamantadas são de 17 polegadas.
Por dentro o design é muito agradável, moderno e surpreende pelo bom e bonito acabamento. Apesar de ter o uso de muito material plástico, eles são de muito boa qualidade e os encaixes são perfeitos. O console central elevado e a alavanca de câmbio em formato de joystick dá uma aparência sofisticada e só encontrada em modelos de nível muito superior.
Nele, além dos porta-objetos, é possível dispor do apoio de braço e quatro entradas USB (duas na frente e duas para os passageiros traseiros) disponíveis já na versão techno. Ele também oferece um espaço especialmente dedicado ao smartphone, com um sistema de recarga por indução sem fio com resfriamento, presente na versão Première Edition.
Outro importante item de conforto é o freio de estacionamento que é eletrônico, diferente do concorrente, por exemplo, o Toyota Corolla Cross que ainda é de pedal, como nos caminhões e picapes dos anos dos anos 60/70.
O painel de instrumentos digital de 7 polegadas apresenta todas as informações sobre a condução. O motorista pode escolher entre três modos de visualização: um traz as informações dos sistemas de assistência ao condutor (ADAS), outro destaca o conta-giros e um terceiro prioriza a velocidade com design minimalista.
Na parte central superior do console, está a central multimídia de 8 polegadas com design flutuante e que oferece conexão Android Auto e Apple CarPlay com e sem fio permitindo que os aplicativos de condução e entretenimento do smartphone sejam utilizados diretamente na tela.
Esta tela também oferece acesso às regulagens do exclusivo sistema Multi-Sense. Assim, o comportamento e o ambiente a bordo do veículo mudam de acordo com a vontade do condutor, que pode escolher entre três modos de condução: Eco, Sport e My Sense (personalizável) oferecido na versão Première Edition.
Somado a esses modos de condução, o ambient lighting presente na versão première edition, permite a escolha de oito opções de cores para o fundo da tela do painel de instrumentos, que se harmoniza com iluminação em LED dos painéis das portas dianteiras, valorizando o design interno do Kardian.
Nas versões Techno e Première Edition, o Kardian traz sistema de áudio com seis alto falantes (dois boomers e dois tweeters na dianteira e dois coaxiais na parte traseira) especialmente desenvolvido para a cabine do modelo, com o objetivo de oferecer alta fidelidade, som espacial e cristalino, respeitando o timbre original das músicas e em qualquer volume.
Ótimo motor
O SUV Kardian vem equipado com um novo motor turbo 1,0 litro flex, que tem a mesma base de engenharia do motor turbo TCe 1.3 flex (desenvolvido em parceria com a Mercedes e equipa modelos de ambas as marcas). Esses dois propulsores compartilham 70% de componentes, tendo como características um alto torque em baixas rotações e baixo consumo de combustível.
O novo motor desenvolve 125 cavalos de potência e 220 Nm de torque, sendo 200 Nm (90% da força máxima) já disponível a 1.750 rpm. Produzido no Paraná, o motor turbo 1,0 flex é, segundo a marca, o mais econômico do segmento.
Assim como outros modelos da marca francesa na Europa, o Kardian conta com uma moderna transmissão muito competente. O câmbio “automático” com dupla embreagem úmida. O novo câmbio da Renault é uma excelente evolução da tecnologia ruim e ultrapassada dos CVT.
Equipamentos de segurança
O Kardian vem com 13 dispositivos avançados de assistência ao motorista (ADAS). Confira abaixo todos eles: Controle de velocidade adaptativo (ACC), Alerta de colisão frontal (FCW), Frenagem automática de emergência (AEB), Alerta de distância segura (DW), Alerta de ponto cego (BSW), Câmera multiview (são quatro câmeras) Câmera de estacionamento traseira, Sensor de estacionamento traseiro, Sensor de estacionamento frontal, Sensor crepuscular, Controlador de velocidade, Limitador de velocidade, Assistente de partida em rampa (HSA), Seis airbags e, controle eletrônico de estabilidade (ESP).
Inaugurado no dia 10 de março de 1959, o complexo industrial da General Motors do Brasil, em São José dos Campos-SP, completa 65 anos. Desde a sua inauguração a unidade fabril já produziu mais de 6 milhões de veículos e 30 milhões de motores e transmissões.
Com 2,7 milhões de m² de área total e 500 mil m² de área construída, o complexo industrial, que já produziu caminhões e a famosa picape Chevrolet 3100 (popular Marta Rocha), hoje fabrica a picape S10 e a Trailblazer.
No inicio dos anos 90 a Ford importou as primeiras unidades do SUV Explorer. Carente de carros familiares sofisticados, a Explorer chegava com cheia de atributos e tinha a missão de enfretar a nacional Chevrolet Blazer. A sua setima geração começa a ser vendida nos Estados Unidos no segundo trimestre de 2025 totalmente renovando. O SUV mais vendido de todos os tempos na América do Norte deve ser vendido no Brasil no final do próximo ano.
Com três fileiras de bancos e sete lugares, o utilitário esportivo ganhou um visual mais robusto, interior redesenhado e um novo sistema de infotenimento Ford Digital Experience. Pela primeira vez, ele também oferece em algumas versões o sistema de direção sem as mãos Blue Cruise, para uso em determinadas estradas da América do Norte.
Para orgulho da engenharia nacional, brasileiros participaram do desenvolvimento de vários itens do SUV, trabalhando em parceria com o time dos Estados Unidos.
Nesse trabalho, mais de 50 profissionais participaram do desenvolvimento de vários itens, incluindo testes e integração de processos de engenharia. Entre eles, estão o refinamento de vários elementos do exterior e interior – como faróis, lanternas, tampa traseira, painéis de portas e USBs.
Outros exemplos são o novo alerta de ocupante do banco traseiro, que evita o esquecimento de crianças no interior do veículo, e a saudação de boas-vindas com animação no painel e iluminação quando o motorista abre e fecha a porta.
Versões luxuosas
O novo Explorer será oferecido nas versões Active, de entrada, ST-Line, com visual esportivo, ST, de alto desempenho, e topo de linha Platinum. O SUV tem duas opções de motorização 2,3 EcoBoost ou 3,0 V6 EcoBoost, de 400 cavalos. Todas têm tração traseira, com 4WD opcional, e transmissão automática de dez velocidades.
O novo design inclui grade dianteira maior, faróis de LED mais esguios, protetor dianteiro e difusores laterais mais largos que ajudam a rebaixar visualmente o veículo. As versões ST-Line, ST e Platinum têm a opção de teto preto. Na traseira, as novas lanternas de LED avançam pelo porta-malas, conectando-se ao nome Explorer no centro. As rodas são de 18, 20 ou 21 polegadas.
A cabine, mais refinada, traz novas texturas, cores e materiais suaves ao toque, com ppainel redesenhado para ampliar o espaço dos ocupantes. Além de bancos dianteiros aquecidos e oito entradas USB, há um sistema de iluminação em sete cores opcional.
Preproduction mode show. Available spring 2024.
Experiência digital
O Explorer é o primeiro veículo da marca a trazer o novo sistema de infotenimento Ford Digital Experience, que prioriza o uso da voz para controlar várias funções, como temperatura, navegação, busca, música, rádio, chamadas, mensagens, agenda e aparelhos domésticos, por meio do Google Assistant ou Alexa.
A integração com o Google Maps permite navegar tanto pela tela central de 13,2” como pelo painel de instrumentos de 12,3”. Além de conexão com Android Auto e Apple CarPlay, é possível baixar e usar aplicativos de música, audiolivros e podcast sem depender de um smartphone. Quando o carro está estacionado, o usuário pode ver TV e vídeos em aplicativos e até jogar games, conectando um teclado ou controle via Bluetooth.
É bem provável que muitos de vocês lembram da música, “Na Tonga da Mironga do Kabuletê” https://www.youtube.com/watch?v=Os5Sep4N_us, sucesso da dupla Vinicius de Moraes e Toquinho (Antonio Perci Filho), nos anos 80. Mas, para quem acompanha o setor automobilístico, Tonga também é o nome de um carro, “fora de estrada”, que o design da General Motors brasileira desenvolveu, mas nunca foi produzido.
Ele foi apresentado no Brasil Motor Show, em 1995 (que era realizado em anos ímpares, enquanto o Salão do Automóvel era realizado nos anos pares. Será que ainda voltará?).
Como vocês, que não estiveram no Brasil Motor Show, o Tonga tinha diversos itens “off-road”, como uma suspensão mais alta que a do Corsa, lançado cerca de um ano antes, que lhe “cedeu” a plataforma, bem como o volante. Ele, de alguma forma, antecipou uma tendência presente no mercado de hoje, repleto de modelos aventureiros, com seu para-choque de impulsão e aquelas coberturas de plástico preto. Exatamente como nos tempos atuais.
As cores, pelo modelo das fotos, eram fora dos padrões da época. Seus bancos eram confortáveis, montados sobre estrutura tubular. Foi desenvolvida também uma “station wagon”. Nada foi revelado sobre a mecânica do Tonga, mas certamente seria a mesma do GSi 1.6 16v, o esportivo da família.
Os autores do Tonga foram o gerente do Design à época, Adalberto Bogsan Neto, Orlando Lopes, Nelson Barros e Morio Ikeda, que hoje é o diretor de um dos quatro centros de design da chinesa GWM, que recentemente aportou no Brasil com seus modelos Haval e Ora, em diversas versões.
De onde veio o nome Tonga?
É aí que eu entro na história e não estória. Como era de costume, eu visitava o Centro de Design da GM, que ficava a alguns quarteirões da fábrica, para saber das novidades e “cavar” alguma informação para escrever nossos releases.
Foi quando me mostraram um carro que parecia mais um “fora de estrada” do que um Corsa. Uma cor muito diferente dos pretos, cinzas e vermelhos que “povoavam” nossas ruas naqueles tempos.
E, na parede, um quadro com vários nomes escritos. Perguntei o que era aquela lista e o Adalberto me falou: são sugestões para o nome do carro.
– Tonga!
Todos riram afirmando que aquele nome não era sério.
Dias depois, em visita à GM brasileira, que gerava enormes lucros para a corporação, Robert Stempel (15/07/19337/05/2011), o CEO da GM mundial foi levado ao design e apresentado ao projeto do pessoal da casa.
– Tonga,of course. I was there I spent my honeymoon with my wife. A beautiful place! (Tonga, claro. Foi lá onde passei a lua de mel com minha esposa. Um lindo lugar!).
Pena que eu não estava lá naquele momento, para ver a cara dos meus queridos amigos do design.
Por que escolhi Tonga? Não sei bem, mas a primeira coisa que me veio à cabeça foi a música de Toquinho e Vinicius. E nada tem a ver com o arquipélago de Tonga, situado no Pacífico, com cerca de 100 mil habitantes, que eu nem sabia existir.
Na foto feita no Brasil Auto Show, estão, Adalberto Bogsan Neto, Orlando Lopes, Nelson Barros, Morio Ikeda e eu, o padrinho do Tonga.
A Fiat dá mais um grande passo para dominar o mercado de picapes no Brasil. Na liderança em seus segmentos com as picapes Toro e Strada, agora entra pesado no segmento de picapes médias e vai bater de frente principalmente com a Ford Ranger, Toyota Hilux e Chevrolet S10. Isso porque as vendas da Nissan Frontier, apesar de ser um bom produto, são insignificantes.
Tendo como base um projeto que não foi para frente para o mercado brasileiro, a picape Peugeot Landtrek, que a marca francesa desenvolvia em parceria com a chinesa Chagan antes de virar Stellantis, a Titano vai medir mais ou menos 5,30 metros de comprimento, 1,96 m de largura, 1,82 m de altura e 3,18 m de entre-eixos. A capacidade de carga será de mil quilos.
A nova picape vai ser produzida no Uruguai, onde já é produzido o furgão Scudo. Assim como a Landtrek, a frente é imponente com uma enorme grade na dianteira, frisos cromados e faróis afinados e envolventes.
O motor de lançamento será o 2,2 litros, turbo diesel com 200 cavalos e 45,9 mkgf e transmissão automática de seis velocidades. A tação terá a opção de 4X4. A picape ainda terá as opções de vários modos de condução, bloqueio do diferencial traseiro, auxilio de saída em rampa e controle eletrônico de descida.
Com várias versões a Titano deve chegar com preço inferior ás concorrentes diretas.
Para marcar o fim da produção da sexta geração do Camaro nos Estados Unidos, uma série especial está sendo vendida no Brasil. A edição exclusiva, a Camaro Collection, conta com pintura preta e faixas cinza sobre o capô e a tampa do porta-malas.
Tem também bancos customizados, com acabamentos inspirados no modelo Z/28 de 1967. O motor 6,2 litros, V8 de 461 cavalos e 62,9 kgfm de torque e transmissão automática sequencial de 10 marchas, leva o superesportivo a 290 quilomtros por hora (limitada) e aceleração de 0 a 100 em 4,2 segundos.
O Camaro Collection é limitado a 125 unidades, todas numeradas, e os clientes receberão ainda um kit alusivo, que inclui uma miniatura 1:18 com visual idêntico ao modelo de coleção.
A primeira aparição do Camaro Collection aconteceu na última etapa da temporada 2023 da Stock Car, dia 17 de dezembro, no autódromo de Interlagos.
Desde que começou a ser importado para o Brasil, em 2010, o Camaro vendeu 6,5 mil unidades.
“A série Collection simboliza nosso reconhecimento a cada cliente e fã do Camaro, um dos superesportivos mais prestigiados no mercado brasileiro”, diz Paula Saiani, diretora de Marketing de produto da GM América do Sul.
Apesar de não ter anunciado um sucessor imediato, a marca norte-americana confirma que não é o fim da história do Camaro.
GM anuncia investimentos, mas ainda não confirma HVs no Brasil
Como parte de suas ações para marcar o centenário de quando iniciou atividades no País, em 26 de janeiro de 1925, a GM divulgou o investimento de R$ 7 bilhões no quinquênio 2024-2028. O presidente da empresa para o Brasil e América do Sul, Santiago Chamorro, deu pistas bem claras na entrevista em Brasília no dia 24 de janeiro, após se reunir com o presidente da República, sobre os planos da companhia: “Criamos um portfólio para atender os clientes até que eles se adaptem a um mundo mais eletrificado”, explicou.
Parece óbvio que a posição da empresa pioneira está alinhada aos outros dois maiores grupos instalados no Brasil, Stellantis e VW. Estes já anunciaram a escalada prudente que começará por assistência elétrica básica (os pseudo-híbridos), seguida pelos híbridos flex, talvez uma passagem por híbridos flex de plugar e, em algum momento, adiante os modelos 100% elétricos. Aliás, estes dois últimos só se viabilizarão devido à volta do imposto de importação iniciada este ano por etapas. Caso contrário, não haveria condições econômicas.
Chamorro adotou uma linguagem bastante pragmática: “A solução não será uma só tecnologia. O elétrico é melhor do que o híbrido que, por sua vez, tem mais benefícios do que o motor a combustão somente.” Confirmou também seis lançamentos este ano, começando pela nova geração do Spin, único monovolume com representatividade atualmente. Importará dos EUA os SUVs elétricos Equinox e Blazer. Dos outros três, nada adiantou. Consideram-se certas a atualização profunda da picape S10 e do SUV Trailblazer. O sexto produto, ainda desconhecido, pode ser outra versão de um modelo existente.
Vista aérea da fábrica da GM em Gravataí
Entre os futuros produtos as apostas começaram. O site Autossegredos considera certo um inédito SUV a partir do Onix hatch que seria opção mais em conta ao Tracker. Faz sentido para a fábrica de Gravataí (RS). Já Autoesporte espera que a Montana fabricada em São Caetano do Sul seria a base para um novo SUV capaz de rivalizar com o Compass que lidera a categoria dos SUVs médios-compactos. Teria assistência elétrica de 48 V, ou seja, não se trataria de um híbrido flex como o Corolla Cross que estreou essa solução até agora importada do Japão.
O presidente da GM International, Shilpan Amin, que veio ao País para dar mais peso ao anúncio de investimentos, foi assertivo: “Nossa estratégia é totalmente voltada àquilo que o consumidor demandar. Teremos da mesma forma modelos exclusivos para o Brasil”.
Ram Rampage R/T tem presença fora do comum
Mesmo quem não é grande fã de picapes talvez se renda à proposta da Rampage, em especial na versão R/T (R$ 277.490). Ela parte da construção monobloco da Toro e mantém praticamente a mesma distância entre eixos: 2.994 mm versus 2.990 mm. Significa, claro, nenhuma mudança interna em termos de espaço para cabeças, pernas e ombros dos quatro passageiros e do motorista.
As diferenças começam no desenho da carroceria com grade do radiador imponente, capô elevado, faróis afilados de LED e para-choque de desenho robusto que inclui faróis de neblina do mesmo modo de LED. De perfil o desenho é ainda mais chamativo pelo teto pintado de preto, mesma cor nas rodas de 19 pol. (pneus 235/55 R19), e o avantajado adesivo R/T nos extremos dos para-lamas traseiros. Atrás, as lanternas bem dimensionadas trazem uma bandeira americana estilizada, abertura da tampa com amortecimento e uma saída de escapamento em cada extremidade na cor preta.
Uma vantagem em relação à Toro é o volume da caçamba – 980 litros – em razão das laterais mais altas e o maior comprimento total (5.028 mm versus 4.945 mm). De série vem com protetor, porém sem divisórias internas, nem capota marítima. A capacidade de carga, incluídos os cinco ocupantes, é de 750 kg.
Diferença mais marcante aparece no desempenho. Motor da R/T, um turbo a gasolina de 2 litros, entrega 270 cv e 40,8 kgf·m, acoplado a um câmbio automático de nove marchas, tração 4×4 com distribuição de 50% para cada eixo, mas sem a reduzida tradicional. Para um veículo de 1.917 kg de massa total e deste porte a aceleração informada surpreende com 0 a 100 km/h em 6,9 s (consegui 6,8 s pelo velocímetro do Google Maps). Com pneus de série adequados a fábrica declara velocidade máxima de 220 km/h.
O motorista tem à disposição banco com regulagens elétricas (opcional para o passageiro). Mesmo sem carga as suspensões com molas helicoidais nas quatro rodas oferecem relativamente bom conforto de marcha. Fica a desejar o diâmetro de giro de 12 m, um pouco melhor que o da Toro (12,2 m), que dificulta manobras em geral e para estacionar por si só mais difíceis pelas dimensões da picape.
SUV médio Seres 3 atrai poucos olhares
A marca é chinesa, porém fundada nos EUA em 2016. Hoje a DFSK possui fábricas também na China de onde vem o Seres 3 de porte semelhante ao do Compass. Seu estilo quase não se destaca na grande oferta de SUVs no mercado e até o nome do modelo se inspira, sem elegância, no sedã da BMW. Preço inicial de R$ 239.990 baixou para R$ 199.990. Ainda não há previsão de aumento com a oneração do imposto de importação desde 1° de janeiro.
Apesar das linhas genéricas, oferece espaço interno compatível a outros modelos do segmento graças ao bom entre-eixos de 2.650 mm. Entretanto decepciona pelo volume útil do porta-malas com apenas 318 litros contra 373 litros do T-Cross e 410 litros do Compass.
Destaca-se nos materiais de acabamento, bancos confortáveis, quadro de instrumentos, tela multimídia de 10,25 pol. e pareamento sem fio para Apple CarPlay. Não consegui parear Android Auto mesmo com cabo. Celular pode ser carregado por indução no console, porém falta um anteparo para impedir que o telefone caia em curvas. Faz falta a regulagem em distância do volante.
O Seres 3 enfrenta bem o piso irregular e as suspensões estão calibradas mais para o conforto de marcha, sem dar impressão de fragilidade e nem excessiva inclinação em curvas. Motor dianteiro de 163 cv e 30,6 kgf·m permite acelerar de 0 a 100 km/h em 9,1 s (pelo Google Maps). O SUV Seres 3 oferece três modos de guiar: Eco, Normal e Sport. O Eco torna o carro tão lento que nem parece um elétrico (melhor usar apenas para poupar a bateria, em caso extremo). Entre os outros dois modos a diferença no desempenho é pequena e dentro do previsto.
Bateria de 52,7 kW·h garante alcance médio de 209 km (padrão Inmetro), porém consegui em cidade pouco mais de 300 km no modo Normal. Em trecho de autoestrada, a 120 km/h de média, o alcance caiu para 220 km.
A General Motors do Brasil vai apresentar nos próximos meses, a nova geração da minivan Spin.
A única minivan nacional de sete lugares terá inovações no design, nos equipamentos e na motorização.
A Spin vai receber mudanças na parte dianteira, faróis Full LED e um capô mais elevado, deixando o modelo bem mais atual.
Por dentro, a Spin vai contar com uma nova central multimídia integrada ao quadro de instrumentos digital, seguindo o conceito de cockpit da linha de veículos globais da marca.
Atendendo á preferencia do consumidor, a minivan vai ganhar uma maior altura do solo, com os ajustes na suspensão, deixando mais próxima de um crossover.
“Mexemos inclusive na parte estrutural, mas mantendo as principais virtudes do crossover, como a versatilidade. O modelo continuará ofertado em versões de sete lugares e de cinco lugares, que se diferencia pelo maior porta-malas entre os veículos de passeio de produção nacional”, afirma Paula Saiani, diretora de Marketing de Produto da GM América do Sul.
O modelo é o primeiro dos seis lançamentos que a Chevrolet promete para este ano.
Um dos primeiros projetos mundiais lançados no Brasil foi o Chevrolet Chevette, que começou a ser vendido no primeiro semestre de 1973. Com uma legião de fãs, o modelo de entrada da marca americana, tinha tração traseira, motor moderno para a época de 1,4 litro e um bom porta malas. O espaço interno não era dos melhores, mas tinha bom acabamento e era confiável.
O Chevette chegou para fazer frente ao Volkswagen Fusca, que estourava de vendas naqueles anos. Foi um ano (1973) com vários lançamentos, como o Dodge 1800 (Polara), VW Brasília e Ford Maverick. O modelo, que completou 50 anos, parou de ser fabricado 20 anos depois, em 12 de novembro de 1993, após 1,6 milhão de unidades produzidas.
Chamado de Projeto 909 pela General Motors do Brasil, o Chevette era derivado do europeu Opel Kadett.
O motor moderno para a época de 1,4 litro, desenvolvia 68 cavalos e 9,8 mkgf de torque, tinha um carburador simples e era mais potente que o seu concorrente da Volkswagen, que tinha 46 cavalos e 7,1 de torque. Leve, 880 quilos, tinha bom desempenho. O Chevette chegava a 140 quilômetros por hora e acelerava de 0 a 100 quilômetros por hora em 19,1 segundos. A transmissão era manual de quatro velocidades.
Para aqueles tempos era muito bom. Para se ter uma ideia, o Opala bem mais pesado, com motor quatro cilindros de 2,5 litros, chegava á mesma velocidade e era mais lerdo na aceleração. Mas outra grande vantagem em cima do Fusca, era o consumo: medias de 11 km/litro na cidade e 14 km/litro na estrada.
Lançado em versão única, o Chevette ganharia dois anos depois uma versão mais simples, a Especial e em 1976, duas versões mais equipadas: a L e SL. Para o GP brasileiro de Fórmula 1 de 1976, patrocinado pela General Motors, a marca produziu um modelo muito especial, o Chevette GP. Com faixas esportivas, rodas com sobre-aros cromados e volante esportivo, tinha um melhor desempenho e 72 cavalos.
O sucesso foi tamanho que logo foi lançado o GP II. Originalmente o projeto era para equipar o sedanzinho com um motor do Opala, de quatro cilindros 2,5 litros, mas por falta de tempo ou custos, nunca foi lançado.
Em 1981, chegava a versão S/R muito esportiva, atraente e com motor mais potente de 1,6 litro e 80 cavalos. Foi um sucesso. Tentava encarar de frente o Fiat Rallye e o VW Passat TS.
Renovação
Em 1978 o modelo de entrada da Chevrolet ganharia seu primeiro face-lift. E em 1979, a versão de quatro portas, que na época era condenada pela maioria dos consumidores e era quase toda destinada a frotas e taxis. A versão com quatro portas durou 9 anos.
Para ganhar o publico jovem, a GMNB lançou uma versão “Jeans”, com o interior que lembrava as tradicionais calças azuis e sem nenhum cromado. Em 1980 o motor 1,6 litro substituiria o cansado 1,4 litro, por exemplo.
O sucesso fez que o modelo ganha-se várias derivações, como a perua Marajó, que enfrentava a Ford Corcel Belina II e Fiat Panorama, e a picape Chevy 500, que tentou fazer frente á Fiat Picape. A Chevy tinha a vantagem de ser a única com tração traseira, o que ajudava em situações mais criticas.
Mas as grandes surpresas chegaram em 1985, com a versão de transmissão automática e em 1987 com o ar-condicionado.
Em 1988 chegava o motor 1.6/S, com carburador de corpo duplo e bem mais equipado. O modelo agora tinha 82 cavalos.
Em 1991, com a febre dos carros populares, a General Motors do Brasil, de maneira atabalhoada, lança o Chevette Júnior, com um “retrabalho” no motor 1,6 litro que virou “manco” 1,0 litro. Com apenas 50 cavalos, contra 66 cavalos do Fiat Uno Mille, foi o começo da derrocada do modelo que marcou a história da indústria automotiva.
Em 1989, com a chegada do Chevrolet Kadett, muito mais moderno, espaçoso e harmonioso, mesmo sendo mais caro que o Chevette, acabou sendo a preferência dos consumidores. E em 1993 o modelo teve sua produção encerrada, dando lugar, no ano seguinte, ao que viria a ser um dos maiores sucessos de vendas do mercado nacional: o Corsa. Mas isso é outra história.