Chevrolet

Setor automotivo é determinante para bom desempenho da indústria

As atividades da indústria dirigidas para a produção de veículos automotores, reboques e carrocerias exerceram papel fundamental para os resultados apurados do desempenho geral da indústria, ao crescer 12% em julho deste ano em comparação a julho do ano passado.

“Os automóveis foram determinantes para esse resultado. As autopeças, em menor grau, mas também ajudaram o setor”, disse o gerente da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), André Macedo.

Segundo Macedo, o desempenho negativo da produção industrial em julho, que recuou 1,4%, ocorre após um intenso crescimento verificado em junho, quando a produção cresceu 4,3%, sendo influenciada pelo retorno à produção de unidades produtivas que foram, direta ou indiretamente, afetadas pelas chuvas ocorridas no Rio Grande do Sul em maio. Indústrias automotivas como Scania e Volks, afetadas pela falta de componentes vindos de fábricas do Rio Grande do Sul, chegaram a conceder férias coletivas.

“Grande parte do recuo registrado neste mês tem resultado com o avanço visto no mês anterior, mas também se observa que importantes plantas industriais realizaram paralisações, mesmo assim estamos numa trajetória ascendente”, afirmou.

PIB

Ontem, o IBGE divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) teve crescimento de 1,4% no segundo trimestre, superando as expectativas. A indústria e o setor de serviços foram fundamentais para o resultado positivo.

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), comemorou o desempenho geral.

“São três boas notícias. A primeira é o crescimento do PIB. O mercado esperava 0,9% e ele cresceu 1,4%. A segunda boa notícia é que fomos o terceiro maior crescimento entre todos os países do G20 e, finalmente, a qualidade desse crescimento. A indústria cresceu, os investimentos cresceram e isso é uma boa notícia para o Brasil e para os brasileiros”, disse Alckmin.

Confira resultados do PIB dos países do G-20 no segundo trimestre de 2024:

Indonésia: 3,8%;
Índia: 1,9%;
Brasil: 1,4%;
Arábia Saudita: 1,4%;
Japão: 0,8%;
Estados Unidos: 0,7%;
China: 0,7%;
Reino Unido: 0,6%;
Canadá: 0,5%;
África do Sul: 0,4%;
União Europeia: 0,3%;
Itália: 0,2%;
França: 0,2%;
México: 0,2%;
Turquia: 0,1%;
Alemanha: -0,1%;
Coreia do Sul: -0,2%

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Produção industrial recua 1,4% em julho; crescimento no ano é de 3,2%

A produção industrial brasileira teve um recuo de 1,4% em julho na comparação com o mês de junho deste ano, quando houve crescimento de 4,3% da atividade, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mês de julho do ano passado, o desempenho da indústria cresceu 6,1% e no acumulado de janeiro a julho, a produção industrial cresceu 3,2%.

Segundo o IBGE, o crescimento de 6,1% entre julho deste ano e julho do ano passado foi decorrente dos resultados positivos em quatro das quatro grandes categorias econômicas, 21 dos 25 ramos, 60 dos 80 grupos e 67,3% dos 789 produtos pesquisados. Entre as atividades, as influências positivas foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias, com crescimento nesse período de 26,8%.

Produtos químicos cresceram 10,5%, impulsionados, em grande medida, pela maior produção dos itens automóveis, caminhão-trator para reboques e semirreboques e veículos para o transporte de mercadorias e caminhões. Também tiveram desempenho positivo a produção da indústria de fungicidas para uso na agricultura, tintas e vernizes para construção, desinfetantes, herbicidas para plantas, fertilizantes químicos das fórmulas NPK (Nitrogênio, Potássio e Fósforo), inseticidas para uso na agricultura e polietileno.

Também são destaques da produção industrial na comparação de julho de 2024 com julho de 2023,  os produtos de metal com alta de 13,9%, equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com alta de 24,4%, produtos de borracha e material plástico, com alta de 11,6% e máquinas e equipamentos, 10,8%. Contribuíram positivamente, ainda, a produção de móveis, com alta de 26,9%; artefatos de couro, artigos para viagem e calçados, com alta de 14,3% e produtos farmoquímicos e farmacêuticos, com 7,2%.

Avaliação

Segundo a Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), a redução da produção industrial em julho, em 1,4%, foi registrada após um forte crescimento verificado em junho. Portanto, houve uma acomodação. Na avaliação por categorias, o destaque foi a continuidade do processo de recuperação do grupo de bens de capital e bens de consumo duráveis.

A primeira categoria, segundo a Fiesp, tem se beneficiado da recuperação da confiança empresarial e do aumento da capacidade instalada da indústria, enquanto na segunda categoria, de bens de consumo, a expansão da renda das famílias contribuiu para o bom desempenho industrial.  A Fiesp mantém a projeção de crescimento de 2,2% para a produção industrial em 2024. (Agência Brasil)

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Volkswagen lança a Amarok 2025 na Festa do Peão de Barretos

A Volkswagen aproveitou a Festa do Peão de Barretos para mostrar a “nova” Amarok V6. Com poucas mudanças externas, mais na parte dianteira, a Amarok 2025 manteve as três versões de acabamento (Comfortline, Highline e Extreme) e algo inédito: sem alterações nos preços.O segmento das picapes médias é muito disputado e o modelo da Volkswagen já vendeu 180 mil unidades no mercado nacional desde seu lançamento.

Mudanças

A Amarok, que é fabricada na Argentina, teve mudanças nos para-choques, grade, capô e rodas. Na parte dianteira, a Amarok ganhou conjunto óptico com faróis full LED e faixa de luz de LED na grade frontal. Já a traseira recebeu um novo para-choques e lanternas com novo layout. Por conta dos novos para-choques, a picape ficou 9,6 cm maior.

A nova geração 2025 ganhou um upgrade em termos de tecnologia. Na tela central multimídia de nove polegadas touch screen, os passageiros têm conexão Apple CarPlay e Android Auto e navegação nativa. Bem equipada, a picape conta com airbag de cabeça, uma porta USB-A no console, na dianteira, e duas portas USB-C na traseira, além de um novo assistente de condução. Trata-se do Safer Tag, um assistente de segurança da Mobileye.

Além disso, a Amarok vem com o sistema que auxilia o condutor, alertando para eventuais situações de perigo, entre eles os alertas de saída de faixa, de colisão frontal, Tração 4Motion, assistente para partida em subida (HSA), controle automático de descida (HDC) e ABS Off-road.

Forte

A mais potente picape do mercado brasileiro manteve sem alterações a motorização.  O motor diesel de 3,0 litros, V6, oferece 258 cavalos (com função overboost até 272 cavalos), o que faz a Amarok acelerar de zero a 100 km/h em oito segundos. A velocidade máxima é limitada em 180 quilômetros por hora. Sua capacidade de carga, de 1.104 litros.

A Amarok pode ser adquirida já blindada. No programa Amarok V6 Vale+, a picape não perde os cinco anos de garantia.

 

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Financiamento de veículos tem melhor resultado desde dezembro de 2013

O mês de julho registrou crescimento das vendas financiadas de veículos. Ao todo, 626 mil unidades, entre veículos usados e zero quilômetro, foram adquiridas por meio de financiamentos. O crescimento foi de 27,2% em relação a julho de 2023 e de 7,2% em relação a junho deste ano. Esse desempenho foi o melhor desde dezembro de 2013, segundo o levantamento feito pela B3 (Bolsa de Valores).

A pesquisa apontou que, no segmento de veículos leves, o aumento dos financiamentos foi de 26% na comparação com julho do ano passado e de 11,3% em relação a junho deste ano.

No caso de veículos pesados, de utilização no segmento logístico do país, os financiamentos cresceram 28,1% em julho deste ano em relação a igual período de 2023. Na comparação com o mês de junho, a alta foi de 10,8%.

Já o financiamento de motocicletas teve expansão de 32% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Porém, houve queda de 5% dos financiamentos em relação a junho.

As vendas financiadas de veículos no acumulado do ano totalizam 4 milhões de unidades, número 24,3% superior ao de igual período do ano passado, o equivalente a 793 mil unidades a mais. Essa marca não havia sido igualada desde 2011.

“Os resultados de julho tiveram um ritmo forte. Fechamos o mês com o maior número de veículos financiados desde dezembro de 2013. O mercado de financiamento de veículos continua aquecido, e o destaque fica por conta do segmento de automóveis e comerciais leves novos, que registrou um crescimento de quase 20%, com mais de 100 mil veículos financiados”, disse o gerente de Planejamento e Inteligência de Mercado na B3, Gustavo de Oliveira Ferro.

A B3 opera o Sistema Nacional de Gravames (SNG), a maior base privada do país que reúne o cadastro das restrições financeiras de veículos dados como garantia em operações de crédito em todo território nacional.

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Coluna Fernando Calmon — Vendas sobem, porém importações bem mais

Coluna Fernando Calmon nº 1.310 — 16/7/2024

Vendas sobem, porém importações bem mais

O Brasil está perdendo a batalha da balança comercial entre exportações e importações de veículos. Nos últimos anos, desde 2015 o País sempre alcançou superávit com destaque em 2017. Mas este ano o crescimento das importações vai superar as exportações, segundo projeções da Anfavea. Trata-se de uma combinação deletéria. Para manter o nível de empregos na indústria automobilística é necessário que exportações compensem importações. Se o balanço for superavitário, melhor ainda.

No fechamento do primeiro semestre deste ano na comparação com igual período do ano passado a produção total de veículos leves e pesados subiu apenas 0,5%. Passou de 1,132 para 1,138 milhões de unidades. De janeiro a junho de 2024 as exportações caíram 28,3% e importações subiram bem mais: 37,7%. O resultado pífio deu-se em contraste com o firme aumento de vendas internas (varejo e atacado; leves e pesados), na soma de veículos nacionais e importados, que subiram 14,6%.

Na realidade o aumento das importações — nada contra isso, contudo de forma prudente ­­— deu-se em razão de carros elétricos e híbridos, além de concentradas em marcas chinesas. Híbridos convencionais e plug-in (somados 4,5%) e elétricos (2,9%) ainda representaram parcela muito pequena das vendas de veículos leves no primeiro semestre deste ano.

No entanto a Anfavea defende uma volta imediata do imposto de importação de 35% para veículos elétricos e híbridos, sem o escalonamento em curso de 2024 a 2026. Será difícil o governo voltar atrás sobre o estabelecido.

A Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) reúne hoje 10 marcas entre as 50 que atuam no mercado brasileiro de veículos leves, pesados e máquinas, sem incluir motos.

Marcelo de Godoy, presidente da Abeifa, afirma que “medidas protecionistas ou barreiras alfandegárias artificiais são sempre ineficazes e prejudiciais a toda a cadeia automotiva”. Mesmo discurso simplista de sempre. Ele tem razão num ponto: “Além disso, poderá prejudicar as relações com um parceiro comercial importante para o Brasil como a China”.

A BYD é, de longe, a maior associada da entidade em vendas, no primeiro semestre: 32.572 unidades, 71%. GWM vendeu menos, porém não se associou. Mas o otimismo extrapola. A chinesa já previu comercializar 120.000 unidades este ano e depois corrigiu para 100.000. Só que a Abeifa projeta 94.000 veículos emplacados das 10 marcas em 2024. Uma das duas estará errada.

 Novo lançamento da GM incluirá versão híbrida básica

O primeiro dos produtos incluído no plano de investimentos de R$ 1,2 bilhão para modernização da fábrica de Gravataí (RS) será, como esperado, um SUV compacto inédito que terá como base o Onix, ou seja, menor do que o atual Tracker. O novo modelo está previsto para 2026. O que se antevê é uma versão híbrida flex básica com alternador e motor de arranque integrados, além de uma pequena bateria auxiliar.

A GMB se convenceu, ao sondar clientes, que passar direto para carros elétricos no Brasil vai demorar em razão do preço alto e de uma rede de recarga incompleta. Um híbrido pleno para veículos maiores, a exemplo de Tracker, Montana, S10 e Trailblazer, deve chegar numa segunda etapa.

Fábio Rua, vice-presidente da GM, afirmou que o novo produto (não adiantou que se tratava de um SUV) está sendo desenvolvido pela engenharia da empresa, líder mundial para este projeto. Será exportado para países da América do Sul e México. No Brasil vai mirar, principalmente, no Kardian, Pulse e, em breve, no modelo equivalente da VW.

Outra atualização esperada, segundo o site Autos Segredos, é a injeção direta de combustível no motor a combustão interna. Até agora a Chevrolet era uma das poucas marcas a manter a injeção multiponto no duto de admissão por achá-la uma solução de menor custo e suficiente. Porém, o tempo mostrou que se trata de uma mudança viável e necessária aos olhos do mercado.  Deve estrear já neste novo SUV.

No total a empresa americana investirá R$ 7 bilhões no Brasil entre este ano e 2028 na renovação de seus modelos, introdução de tecnologias avançadas e agregação de novos negócios.

BYD avança com híbrido plugável Song Pro

SUV de porte médio da fabricante chinesa tem a seu favor o estilo atraente e o conjunto motriz. O sistema híbrido plugável a gasolina também é um recurso vantajoso que se reflete em baixo consumo de combustível. Todavia, o alcance médio declarado de até 1.100 km refere-se à antiga norma europeia NEDC abandonada por pouco refletir a realidade e caiu em desuso a partir de 2017. Sem sentido continuar a citá-la.

Pela norma brasileira NBR 7024, revista e utilizada pelo Inmetro, o alcance médio é de 780 km, mas na prática pode ser um pouco melhor com bateria totalmente carregada e tanque de 52 litros cheio.

Por outro lado, uma característica bem interessante informada pela BYD é a eficiência térmica de 43% do conjunto comparável aos melhores motores a diesel. O Song Pro, na versão GS de topo que dispõe de uma bateria maior (18,3 kW·h), entrega 235 cv e 43,8 kgf·m ao combinar, segundo a fábrica, um motor a gasolina de 98 cv e 12,4 kgf·m ao elétrico de 197 cv e 30,6 kgf·m. Bom lembrar que torque combinado tecnicamente não pode ser medido em aplicações em um mesmo eixo, embora BYD insista.

Aceleração de 0 a 100 km/h em 7,9 s comprova desempenho muito melhor do que o Corolla Cross híbrido não plugável limitado por seu motor flex de apenas 101 cv (etanol)/14,1 kgf·m associado a um motor elétrico 72 cv e 16,6 kgf·m com potência combinada de somente 122 cv.

Isso ficou claro na primeira e curta avaliação pelas ruas de São Paulo. O SUV chinês tem ótimo desempenho. Mas ao partir da imobilidade há um certo atraso na resposta do acelerador, sem aquela reação fulminante dos elétricos. Impressiona o silêncio a bordo com os vidros dianteiros de dupla camada para isolamento de ruído. Porém, ao rodar em asfalto irregular ou passar por lombadas falta o acerto fino das suspensões.

Também se destaca pelo espaço interno com distância entre-eixos de 2.712 mm, pouco menor que a do Song Plus. Os passageiros no banco traseiro, além do assoalho plano, contam com regulagem do encosto. Bancos dianteiros são confortáveis e o do motorista tem regulagem elétrica (só no GS). O porta-malas oferece 520 litros, mas não inclui estepe e perde espaço devido a uma maleta contendo carregador portátil da bateria e seus cabos.

Preços: R$ 189.800 (GL) e R$ 199.800 (GS).

 

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Leilão Veículos Antigos em Ribeirão Preto terá muitas raridades

Nos próximos dias 26 e 27 de julho acontecerá em Ribeirão Preto o 3º Leilão Veículos Antigos. Entre os destaques um Aston Martin igual ao utilizado num dos filmes do James Bond, um Mustang Mach 1 1964 e uma Chevrolet Marajó 1989. Mais de 120 modelos estão disponíveis para serem arrematados presencialmente ou online.

O Aston Martin Vantange 2010 é um 10 modelos existentes no Brasil. Mas um dos mais raros é a Chevrolet Marajó 1989, foi produzida pela General Motors do Brasil para o Salão de Tunning de 2006. A perua conta com motor Opala de quatro cilindros e câmbio de cinco marchas.

Os lotes já estarão disponíveis para visitação a partir do dia 23 de julho. O leilão online já está no ar e recebendo lances. Para participar basta acessar a plataforma do leiloeiro oficial: https://www.picellileiloes.com.br/leiloes/3905-leilao-de-carros-antigos-especiais-com-transmissao-ao-vivo

Serviço: 3º Leilão Veículos Antigos Ribeirão Preto
Evento híbrido
Quando: 26 e 27 de julho
Local: Presencial: Matriz Veículos – na avenida Maurílio Biagi, 1740, bairro Ribeirânia, Ribeirão Preto /SP
Para assistir o leilão AO VIVO: https://www.youtube.com/@circuitodeleiloes
Informações: (16) 99-777-8030

 

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Toyota domina a etapa brasileira do Mundial de Endurance

Depois de perder as 24 Horas de Le Mans para a Ferrrari, a Toyota se recuperou e venceu a Rolex 6 Horas de São Paulo do FIA WEC, o Campeonato Mundial de Endurance. Interlagos foi palco de um domingo (14 de julho) de sol e de um triunfo consagrador para a Toyota. No cenário da primeira vitória da fabricante japonesa na categoria, há 12 anos, Sébastien Buemi, Ryo Hirakawa e Brendon Hartley cruzaram a linha de chegada na frente com o GR010 – Hybrid #8, faturando assim o primeiro lugar da tripulação no ano.

O cenário só não foi perfeito para a Toyota porque o carro #7, pilotado por Kamui Kobayashi, Nyck de Vries e Mike Conway apresentou um problema na bomba de combustível e perdeu a chance de lutar pelo primeiro lugar. Mesmo assim, o trio finalizou em quarto após ter caído para 18º.

O dia foi de glória também para a Manthey Pure Rxcing, que conquistou sua segunda vitória na temporada na classe LMGT3, repetindo o feito obtido na Qatar Airways 1812 Km do Qatar, prova que abriu o calendário. A bordo do Porsche 911 GT3 R #92, o trio formado por Klaus Bachler, Joel Sturm e Aliaksandr Malikhin dominou boa parte da prova, sobretudo depois de ver o abandono da Lamborghini Huracan #85 da Iron Dames por conta de um vazamento de água.

Quem também teve motivos para comemorar foi o brasileiro Nicolas Costa, que ao lado dos companheiros de equipe James Cottingham e Grégoire Saucy conquistou o quarto lugar na classe com a McLaren 720S Evo #59 da United Autosports.

Pouco depois do término da prova, Nicolas Costa destacou o resultado obtido em Interlagos, embora tenha lamentado ter ficado tão perto do pódio. “A corrida foi muito legal, embora tivéssemos alguns problemas técnicos e punições que não nos permitiram subir ao pódio. Tiramos o máximo que podíamos do carro, com a condição que tínhamos. Chegamos pertinho do pódio, o que é um pouco chato. Queria muito levantar o troféu aqui no Brasil. Mas, no fim das contas, acho que a corrida foi ótima. Acho que era a melhor posição possível hoje. A briga foi dura, com alguns dos melhores pilotos do mundo, e conseguimos segurar, o que foi muito legal”, disse o brasileiro.

Foi um domingo de concretização do sonho de muitos amantes do automobilismo, que viram novamente um evento do Campeonato Mundial de Endurance no Brasil após uma década. O público total ao longo dos três dias do fim de semana foi de 73.205 espectadores.

Pouco antes da largada, mais de 200 artistas se apresentaram em frente à reta dos boxes, entre capoeiristas, break dancers, bailarinos e músicos, que abriram a cerimônia de abertura da prova com um repertório diverso e brasileiro, da Orquestra Experimental de Repertório, Coro Jovem e do artista Mbé. A apresentação antecedeu a exibição da Esquadrilha da Fumaça, que emocionou e impressionou os fãs presentes.

Com bandeirada dada por Tarso Marques, ex-piloto da Fórmula 1 e Indy, a Rolex 6 Horas de São Paulo teve sua largada oficializada, trazendo ao público um espetáculo oferecido pelos carros mais incríveis e tecnológicos do planeta.

Domínio em Interlagos

A Toyota deu as cartas desde a largada. As primeiras horas apontavam para um quadro de dobradinha, tamanha era a força dos GR010 – Hyvbrid perante os adversários. Entretanto, um problema na bomba de gasolina do carro #7 fez cair por terra a chance de um resultado perfeito.

E ainda que o protagonismo do Toyota #8 tivesse sido notório, a prova rendeu batalhas espetaculares, algumas delas até com três hypercars lado a lado. Outra marca da prova foi o tráfego intenso, proporcionado pelo mix de 37 carros no grid na pista mais curta do calendário, de 4.309 metros de extensão.

Algumas disputas foram bem interessantes, como os pegas envolvendo Yifei Ye (AF Corse) com Nicolas Lapierre (Alpine) e Raffaele Marciello (BMW) e outra boa briga com Oliver Rasmussen (Hertz Team JOTA) e Mikkel Jensen (Peugeot TotalEnergies).

Pouco antes da bandeirada final, Kamui Kobayashi consolidou grande recuperação do Toyota #7 ao fazer ultrapassagem sobre a Ferrari pilotada por Alessandro Pier Guidi na entrada do S do Senna para terminar na quarta colocação, ficando atrás apenas do Toyota #8 e dos dois Porsche 963 da Porsche Penske Motorsport: Kevin Éstre, André Lotterer e Laurens Vanthoor terminaram em segundo lugar com o #6, seguido pelo #5 guiado por Matt Campbell, Michael Christensen e Frédéric Makoviecki.

“Tivemos um bom fim de semana. É nosso primeiro pódio do ano para o carro #8, e acho que, de alguma forma, merecemos isso. Pena somente pelos nossos colegas do #7, que foram bem rápidos hoje. Ainda deu para eles conseguirem se recuperar, também. E conseguimos vencer”, destacou Sébastien Buemi, endossado por Brendon Hartley. “O carro #7 estava voando, mas eles tiveram um problema. Do nosso lado, fizemos uma corrida limpa e garantimos a vitória”, acrescentou.

A última vitória até então do Toyota #8 havia sido nas 8 Horas do Bahrein de 2023. O fim do jejum foi comemorado por Ryo Hirakawa. “Ficamos muito tempo sem vencer e estamos felizes por voltarmos ao topo. Acho que fizemos um bom trabalho, então temos de estar bem contentes”, declarou o japonês.

Triunfo contundente

A LMGT3 também entregou uma grande corrida em Interlagos. A Iron Dames liderou a primeira hora completa da prova com a pole position Sarah Bovy, mas a belga foi ultrapassada minutos depois por Aliaksandr Malykhin, piloto de graduação bronze da Manthey Pure Rxcing. Desde então, a equipe lituana não foi mais superada na ponta da categoria.

A Iron Dames lutou pelo segundo lugar com o Aston Martin Vantage AMR #27 da Heart of Racing, naquele momento guiada pelo italiano Daniel Mancinelli. Mas o time feminino teve de dar adeus à prova depois de Rahel Frey recolher para os boxes com vazamento de água no carro. Fim do sonho das “Damas de Ferro” de buscar o pódio em Interlagos.

Os dois ponteiros se mantiveram em tais posições até o fim da prova, com mudanças somente durante as trocas de pneus e reabastecimentos promovidos pelas equipes. A batalha passou a se concentrar nas demais colocações.

Ao término da quarta hora, a prova reservou ainda a entrada de Valentino Rossi na BMW M4 #46, assumindo o lugar do belga Maxime Martin. Foi a primeira participação da lenda do esporte a motor na corrida em Interlagos, assim como foi para Nicolas Costa, que substituiu Grégoire Saucy na McLaren #59. Pouco depois, o carioca subiu para a quarta colocação da prova, logo à frente do argentino José María “Pechito” López.

O início da penúltima hora de prova teve como grande marca o duelo entre “Pechito” López e Valentino Rossi, com direito a um toque entre os dois. ‘Il Dottore’ fez a ultrapassagem sobre o argentino na entrada do S do Senna, em um dos grandes momentos da corrida. E nas voltas finais outro bom destaque foi o duelo entre Nicolas Costa e Maxime Martin, que havia assumido de volta o volante da BMW M4 #46 para o stint final. À frente, o carioca resistiu à pressão do europeu para conquistar um resultado positivo correndo em casa, repetindo assim o quarto lugar obtido na TotalEnergies 6 Horas de Spa-Francorchamps, em maio.

A Manthey Pure Rxcing consolidou um triunfo contundente, com uma volta de vantagem sobre a Aston Martin #27 da Heart of Racing, equanto a McLaren 720S Evo LMGT3 pilotada pelo japonês Marino Sato, o chileno Nicolás Pino e o britânico Joshua Caygill subiu ao terceiro degrau do pódio em São Paulo. Nicolas Costa alcançou o quarto lugar, mas Augusto Farfus não teve a mesma sorte: em um fim de semana complicado, o paranaense terminou a prova em décimo ao lado de Sean Gelael e Darren Leung com a BMW M4 LMGT3 #31 do Team WRT.

Apesar da sólida vitória lograda na capital paulista, Klaus Bachler foi enfático: “A equipe fez uma estratégia incrível, então temos de estar felizes. Mas não foi fácil, ao contrário. Foi a corrida mais difícil da temporada para nós até agora. Fizemos uma preparação tão boa como foi para Le Mans. Sofremos um grande revés lá, mas agora estamos de volta”, disse o austríaco, que agora tem seu trio novamente na liderança do campeonato.

A próxima etapa da temporada será disputada em 1º de setembro com a Lone Star Le Mans, prova de seis horas realizada no Circuito das Américas, em Austin, no Texas, Estados Unidos.

E o fã brasileiro e sul-americano do automobilismo já tem data marcada para reencontrar com os carros mais fantásticos do mundo no FIA WEC. A Rolex 6 Horas de São Paulo de 2025 vai acontecer entre os dias 11 e 13 de julho de 2025, no Autódromo de Interlagos.

FIA WEC — Campeonato Mundial de Endurance
Rolex 6 Horas de São Paulo, Autódromo de Interlagos

Resultado final
Classe Hypercar
1º – Sébastien Buemi (SUI) / Brendon Hartley (NZL) / Ryo Hirakawa (JAP) – Toyota GR010 – Hybrid #8, Toyota, 236 voltas
2º – Kévin Estre (FRA) / André Lotterer (ALE) / Laurens Vanthoor (BEL) – Porsche 963 #6, Porsche Penske Motorsport, a 1min08s811
3º- Matt Campbell (AUS) / Michael Christensen (DIN) / Frédéric Makowiecki (FRA) – Porsche 963 #5, Porsche Penske Motorsport, a 1min15s993
4º – Mike Conway / Kamui Kobayashi (JAP) / Nyck de Vries (HOL) – Toyota GR010 – Hybrid #7, Toyota, a 1min23s571
5º – Antonio Giovinazzi (ITA) / Alessandro Pier Guidi (ITA) / James Calado (GBR) – Ferrari 499P #51, Ferrari AF Corse, a 1min27s395
6º – Antonio Fuoco (ITA) / Miguel Molina (ESP) / Nicklas Nielsen (DIN) – Ferrari 499P #50, Ferrari AF Corse, a 1 volta
7º – Jenson Button (GBR) / Oliver Rasmussen (DIN) / Philip Hanson (GBR) – Porsche 963 #38, Hertz Team JOTA, a 1 volta
8º – Jean-Éric Vergne (FRA)/ Mikkel Jensen (DIN) / Nico Müller (SUI) – Peugeot 9X8 #93, Peugeot TotalEnergies, a 1 volta
9º – Dries Vanthoor (BEL) / Raffaele Marciello (ITA) / Marco Wittmann (ALE) – BMW M Hybrid V8 #15, BMW M Team WRT, a 1 volta
10º – Nicolas Lapierre (FRA) / Mick Schumacher (ALE) / Matthieu Vaxivière (FRA) – Alpine A424 #36, Alpine Endurance Team, a 2 voltas
11º – Robert Kubica (POL) / Yifei Ye (CHN) / Robert Shwartzman (ISR) – Ferrari 499P #83, AF Corse, a 2 voltas
12º – Paul-Loup Chatin (FRA) / Charles Milesi (FRA) / Ferdinand Habsburg (AUT) – Alpine A424 #35, Alpine Endurance Team, a 2 voltas
13º – Earl Bamber (NZL) / Alex Lynn (GBR) – Cadillac V-Series.R #2, Cadillac Racing, a 2 voltas
14º – Sheldon Van der Linde (AFS) / Robin Frijns (HOL) / René Rast (ALE) – BMW M Hybrid V8 #20, BMW M Team WRT, a 2 voltas
15º – Neel Jani (SUI) / Julien Andlauer (FRA) – Porsche 963 #99, Proton Competition, a 2 voltas
16º – Stoffel Vandoorne (BEL) / Loïc Duval (FRA) / Paul Di Resta (GBR) – Peugeot 9X9 #94, Peugeot TotalEnergies, a 2 voltas
17º – Mirko Bortolotti (ITA) / Daniil Kvyat / Edoardo Mortara (ITA) – Lamborghini SC63 #63, Lamborghini Iron Lynx, a 2 voltas
18º – Will Stevens (GBR) / Norman Nato (FRA) / Callum Ilott (GBR) – Porsche 963 #12, Hertz Team JOTA, a 3 voltas
19º – Antonio Serravalle (CAN) / Carl Wattana Bennett (TAI) / Jean-Karl Vernay (FRA) – Isotta Fraschini Tipo6-C #11, Isotta Fraschini, abandonou

Classe LMGT3
1º – Klaus Bachler (AUT) / Joel Sturm (ALE) / Aliaksandr Malykhin (SKN) – Porsche 911 GT3 R LMGT3 #92, Manthey Pure Rxcing, 214 voltas
2º – Ian James (EUA) / Daniel Mancinelli (ITA) / Alex Riberas (ESP) – Aston Martin Vantage AMR LMGT3 #27, Heart of Racing Team, a 1 volta
3º- Nicolás Pino (CHI) / Marino Sato (JAP) / Joshua Caygill (GBR) – McLaren 720S LMGT3 Evo #95, United Autosports, a 1 volta
4º – Grégoire Saucy (SUI) / Nicolas Costa (BRA) / James Cottingham (GBR) – McLaren 720S LMGT3 Evo #59, United Autosports, a 2 voltas
5º – Maxime Martin (BEL) / Valentino Rossi (ITA) / Ahmad Al Harthy (OMA) – BMW M4 LMGT3 #46, Team WRT, a 2 voltas
6º – Alessio Rovera (ITA) / François Heriau (FRA) / Simon Mann (EUA) – Ferrari 296 LMGT3 #55, Vista AF Corse, a 2 voltas
7º – Ben Barker (GBR) / Ryan Hardwick (EUA) / Zacharie Robichon (CAN) – Ford Mustang LMGT3 #77, Proton Competition, a 2 voltas
8º – Charlie Eastwood (IRL) / Tom Van Rompuy (BEL) / Rui Andrade (ANG) – Corvette Z06 LMGT3.R #81, TF Sport, a 2 voltas
9º – Marco Sørensen (DIN) / Erwan Bastard (FRA) / Clément Mateu (FRA) – Aston Martin Vantage AMR LMGT3 #777, D’Station Racing, a 2 voltas
10º – Augusto Farfus (BRA) / Sean Gelael (IDN) / Darren Leung (GBR) – BMW M4 LMGT3 #31, Team WRT, a 3 voltas
11º – Esteban Masson (FRA) / Takeshi Kimura (JAP) / José María López (ARG) – Lexus RC F LMGT3 #87, Akkodis ASP Team, a 3 voltas
12º – Richard Lietz (AUT) / Morris Schuring (HOL) / Yasser Shahin (AUS) – Porsche 911 GT3 R LMGT3 #91, Manthey EMA, a 4 voltas
13º – Dennis Olsen (NOR) / Mikkel Pedersen (DIN) / Christian Ried (ALE) – Ford Mustang LMGT3 #88, Proton Competition, a 5 voltas
14º – Matteo Cressoni (ITA) / Claudio Schiavoni (ITA) / Franck Perera (FRA) – Lamborghini Huracan LMGT3 Evo2 #60, Iron Lynx, a 5 voltas
15º – Davide Rigon (ITA) / Thomas Flohr (SUI) / Francesco Castellacci (ITA) – Ferrari 296 LMGT3 #54, Vista AF Corse, a 23 voltas
16º – Rahel Frey (SUI) / Sarah Bovy (BEL) / Michelle Gatting (DIN) – Lamborghini Huracan LMGT3 Evo2 #85, Iron Dames, abandonou
17º – Daniel Juncadella (ESP) / Hiroshi Koizumi (JAP) / Sébastien Baud (FRA) – Corvette Z06 LMGT3.R #82, TF Sport, abandonou

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Coluna Fernando Calmon — Elon Musk sabe exatamente o que não quer

Coluna Fernando Calmon nº 1.296 — 9/4/2024

Elon Musk sabe exatamente o que não quer: elétrico básico

O dono da Tesla, da empresa de foguetes SpaceX e do X (ex-Twitter) gosta também de criar polêmicas e nem se intimida. A mais recente, na área automobilística, foi a tentativa de desacreditar a maior agência noticiosa do mundo, a britânica Reuters. A Wikipédia aponta que a empresa fundada em 1851 pelo alemão Paul Julius Reuter tem 14.000 funcionários, em 204 cidades e distribui informações em 19 línguas.

No começo deste mês publicou uma extensa informação, tendo três diferentes fontes de referência, sobre a desistência da Tesla de construir um carro elétrico de entrada que custaria em torno de US$ 25.000 (R$ 127.000). E ainda adiantou que a marca americana investiria apenas em um robotáxi.

A resposta de Musk, sul-africano naturalizado americano e agora rebaixado pela Forbes de primeiro para segundo homem mais rico do mundo, foi de forma destemperada: “Reuters mentiu (de novo).” Ações da Tesla chegaram a cair de preço e depois se recuperaram.

Atualmente seu modelo mais barato é o Tesla 3 que custa US$ 39.000 (R$ 198.999) nos EUA. Concorrer em uma faixa de preço 36% inferior com os subsídios abertos e ocultos aplicados na China para veículos elétricos certamente se trata de um desafio hercúleo.

O automóvel de uso familiar e de menor preço pode ser até uma opção futura. Musk já afirmou que pretende, um dia, vender 20 milhões de veículos por ano, o dobro do grupo Toyota em 2023. Se conseguir alcançar essa escala de produção, talvez mude de ideia (de novo…). Hoje, com 1,8 milhão de unidades comercializadas no ano passado, tudo indica o descarte do elétrico básico. 

Produção de veículos estagnou no primeiro trimestre

 De janeiro a março o Brasil fabricou 538.000 unidades entre veículos leves e pesados, um aumento simbólico de 0,4% em relação ao mesmo período de 2023. Independentemente da sazonalidade o resultado não é bom, mas a Anfavea espera recuperação nos próximos trimestres e manteve sua previsão de que 2024 apresentará crescimento de 6% sobre o ano passado.

A produção não depende apenas das vendas internas (alta de 9,1%) em razão do comportamento das exportações que ficaram 28% menores. Também houve aumento das importações apesar da greve do Ibama nos portos. No primeiro trimestre deste ano a participação de veículos do exterior no mercado brasileiro foi de 17,5%, a maior dos últimos quatro anos.

Apesar da base comparativa muito baixa os veículos elétricos puxaram a venda dos importados no primeiro trimestre, porém o ritmo pode diminuir em razão do aumento do imposto para modelos sem produção local. Até meados de 2026 a taxa atual de 15% estará em 35%, mas por outro lado tornará rentável a fabricação no Brasil, mesmo que baterias e motores continuem vindo do exterior.

De janeiro a março ficou assim a distribuição (%) das vendas entre automóveis e comerciais leves: gasolina, 4,5; elétricos, 2,9; híbridos, 2,4; híbridos plugáveis, 2,1; flex, 78,1 e diesel, 10. Deve-se notar que os dois tipos de híbridos somados, 7.476 unidades no primeiro trimestre, ainda estão 22% acima dos 6.132 elétricos no mesmo período.

Os estoques totais nas fábricas e concessionárias atingiram 36 dias, em março contra 35, em fevereiro. Isso apesar de promoções e incentivos que estimularam a demanda, provocando estabilização ou até queda de preços em alguns modelos e versões.

Um estudo do Webmotors entre usuários da sua plataforma apontou que 83% dos entrevistados têm a intenção de comprar ou trocar de carro em 2024. Entre estes 22% visam um modelo zero quilômetro, 60% um usado e 18% ainda estão em dúvida.

Picape S10 2025 recebe mudanças estéticas e mecânicas

Em fase de pré-lançamento, a Chevrolet S10 2025, primeira picape média fabricada no Brasil (1995), recebeu modificações externas, internas e no trem de força. Não se trata de nova geração, mas uma mudança marcante disponível em maio. A estratégia de pré-venda agrega três versões, todas de cabine dupla e com itens sem custo adicional como protetor de caçamba e uma divisória para acomodação de carga.

As maiores mudanças foram na parte dianteira: grade de radiador, capô, para-lamas, para-choque, logotipos, faróis e lanternas agora em LED. Há novos pneus e rodas de liga de alumínio, estas com maior offset, o que permitiu pequeno aumento das bitolas. Para-lama traseiro e acabamento inferior das portas também mudaram. Atrás, as lanternas são iguais, mas com iluminação parcial em LED.

Interior recebeu a central multimídia de 11 pol. mais moderna com Wi-Fi nativo, portas USB-A e USB-C, já existente no monovolume Spin, que se junta ao quadro de instrumentos digital de 8 pol. Agora o volante é regulável em altura e distância. Bancos dianteiros mais anatômicos e melhora nos apoios laterais complementam as mudanças, incluindo isolamento acústico melhorado.

Motor diesel Duramax ganhou 7 cv e 1 kgf·m (207 cv/52 kgf·m), ficou até 13% mais econômico e com menor nível de ruído. Graças também ao novo câmbio automático, que passou de seis para oito marchas, o consumo homologado Inmetro é de 9,5/11.4 km/l (cidade/estrada).

Preços se mantiveram: R$ 281.900 (Z71), R$ 292.800 (LTZ) e R$ 302.900 (High Country).

O primeiro modelo premium e híbrido plug-in produzido na América do Sul está programado para entrar em linha na fábrica de Araquari (SC) no último trimestre deste ano. Será o quinto produto nacional e se juntará aos X1, X3 e X4, além do Série 3, já produzidos no País.

Reiner Braun, presidente do BMW Group América Latina, afirmou que a fabricante regula rigorosamente sua produção à demanda. “Como, no ano passado, alcançamos um recorde de 25% de mix de vendas de modelos híbridos e elétricos no mercado brasileiro e o X5 o terceiro modelo mais vendido do nosso portfólio, foram duas das razões para decidirmos agora pela produção aqui do X5 Plug-in Hybrid.”

Em dezembro de 2023, a empresa já havia anunciado aumento de 10% na capacidade de produção no Brasil, a partir de 2024, para o total de 11.000 unidades/ano. Sua fábrica catarinense é bastante flexível e está nos planos, inclusive, colocar em linha um modelo elétrico desde que a procura justifique o investimento.

 

Festa comemora 60 anos do Mustang

A Ford Brasil preparou uma programação digna do 60º aniversário de um ícone da indústria e da cultura pop. O Mustang estrelou filmes, séries, foi assunto de músicas, jogos e outros produtos, em suas sete gerações e mais de 100 versões. Inspirou a criação de mais de 300 clubes de proprietários ao redor do mundo.

Entre as ações estão a doação de um Mustang, em cor exclusiva e especialmente customizado por Alan Mosca, para que uma ONG organize um leilão com fins beneficentes.

Uma grande festa noturna em 13 de maio no autódromo de Interlagos prevê mais de 300 carros em desfile pelo circuito. Para os mais aficionados há uma Experiência de Pista individual desde um teste normal até uma volta rápida.

A marca reafirma que o cupê de quatro lugares continuará em linha e unicamente com motor V-8. Os dois principais concorrentes diretos do modelo (Chevrolet Camaro e os Dodge Challenger e Charger) terão apenas motores elétricos.

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Coluna Fernando Calmon — Spin 2025 ganha atualização estética, itens de segurança e consome menos

Coluna Fernando Calmon nº 1.294 — 26/3/2024

Spin 2025 ganha atualização estética, itens de
segurança e consome menos

 

Único monovolume em produção no Brasil, o Spin recebeu o maior número de modificações desde seu lançamento em junho de 2012. Esse mercado tem encolhido em razão do avanço dos SUVs. No ano passado foram vendidas 20.316 unidades e a Chevrolet detectou que esse volume pode ser mantido ou até um pouco aumentado com as mudanças. Não será missão fácil porque o Citroën C3 Aircross também oferece versões de cinco e sete lugares, embora tenha proposta diferente.

A frente totalmente redesenhada deu uma boa rejuvenescida no conjunto (capô elevado chama atenção) e na parte traseira as lanternas estão maiores, além da nova tampa do porta-malas. Este, aliás, manteve-se imbatível: 162 litros (sete lugares) e 553 litros (5 lugares). Faróis e lanternas de LED são de série, algo impensável 10 anos atrás em carros de volume.

No interior o destaque é a central multimídia de 11 pol. (inclui Wi-Fi nativo e espelhamento sem fio dos aplicativos de navegação) com boa resolução e integrada ao quadro de instrumentos de 8 pol. Este tem um ícone que aponta a distância em segundos do carro à frente. Celular esquenta menos durante carregamento por indução graças a um pequeno fluxo de ar-condicionado.

Chevrolet Spin – 2025

Alerta de colisão frontal com detector de pedestre e a frenagem autônoma de emergência são opcionais, assim como o sistema OnStar de assistência remota em acidentes e outros serviços mediante assinatura.

Materiais de acabamento estão melhores. Nos dois descansa-braços dianteiros é possível encaixar telefones celulares. Agora são seis airbags e os de cortina alcançam a terceira fileira. No banco traseiro espaço para pernas, ombros e cabeças continua muito bom e o acesso à terceira fileira de bancos (rebatíveis) é razoável.

O motor de aspiração natural tem projeto antigo: nasceu no Corsa 1,6 L de 1995 como Família 1 e mais adiante passou para 1,8 L. Contudo recebeu agora central eletrônica de última geração. Manteve os mesmos números de potência e torque: 116(E)/106 (G) cv e 17,7 (E)/16,8 (G) kgf·m, respectivamente. Ficou até 11% mais econômico com os dois combustíveis para se enquadrar nas exigências da legislação. A versão de entrada tem câmbio manual de seis marchas, enquanto na intermediária e de topo o câmbio é o automático epicíclico de seis marchas.

Durante a primeira avaliação, entre São Paulo e Ibiúna (SP), notei que o desempenho não mudou. Quando totalmente carregado, o Spin certamente exigirá cautela maior nas ultrapassagens. O vão livre do solo aumentou para melhorar ângulos de entrada e saída. Porém, as bitolas foram alargadas mediante mudança no off-set das rodas e também aumento de tala de 6,5 pol. para 7 pol., boas soluções de compromisso para o comportamento em curvas.

Preços: R$ 119.990 (LT manual), R$ 126.990 (LT automático), R$ 137.990 (LTZ automático) e R$ 144.990 (Premier automático).

Mustang GT 2025 mais adequado ao mercado brasileiro

No ano em que comemora seis décadas de lançamento do icônico modelo americano, a Ford lança a versão GT Performance em substituição à Mach 1. O carro está em pré-venda e as primeiras unidades serão entregues em junho por R$ 529.000, cerca de 8% menos que a versão anterior.

Uma das características marcantes desta sétima geração continua sendo o vistoso aerofólio traseiro. Há mudanças nos faróis, no capô e nas clássicas lanternas traseiras. A grade do radiador ficou maior. Uma modificação feita na linha do teto facilita a entrada e a saída do cupê de quatro lugares, em especial quando o motorista estiver com capacete num autódromo. São novos os painéis externos da carroceria.

No interior, o quadro de instrumentos (12,4 pol.) e a tela multimídia (13,2 pol.) integram-se em uma única peça. Android Auto e Apple CarPlay podem ser espelhados sem fio e há carregador de celular por indução. São cinco modos de condução e quatro para o som do escapamento. De modo remoto é possível ligar o motor e até dar algumas aceleradas a distância.

Motor V-8 de aspiração natural, 5-litros, entrega 488 cv (mais 5 cv) e 58 kgf·m. Aceleração de 0 a 100 km/h permaneceu em 4,3 s. Suspensão adaptativa tem quatro opções de ajustes com sistema de detecção automática de buracos muito útil no Brasil para diminuir impactos sobre rodas e pneus (255/40 R19, na dianteira e 275/40 R19, na traseira). No Mach 1 só havia freios a disco Brembo nas rodas da frente (atrás, discos comuns) e no GT a marca italiana também está nas rodas traseiras.

Permanece o sistema exclusivo de travamento apenas nas rodas dianteiras, enquanto as traseiras “queimam” o asfalto para pré-aquecer os pneus. Não convém abusar, pois pneus são bem caros.

Trinta anos da Audi no Brasil

Ao comemorar três décadas no mercado a Audi relembrou a iniciativa do tricampeão mundial de F-1, Ayrton Senna, que importou as primeiras unidades antes da instalação oficial da marca alemã no Brasil 30 anos atrás. Em 1999 inaugurou a fábrica em São José dos Pinhais (PR), construída em parceria com a VW, onde produziu primeiramente o A3 até 2006, quando encerrou as atividades industriais.

Em 2015 voltou à atividade fabril com o A3 sedã e, no ano seguinte, o Q3. Em 2020, nova interrupção em razão do fim de incentivos do programa federal Inovar-Auto que, na verdade, não honrou os compromissos anteriores. Em 2022 decidiu montar kits CKD, no Paraná, do Q3 e Q3 Sportback.

Agora, no trigésimo aniversário de atuação no País, anunciou nova parceria com a Senna Brands, exibiu o F-1 que marcará sua volta às pistas em 2026 (já esteve nos anos 1930 como Auto Union), importará uma série específica de apenas 15 unidades da incrível station RS 6 Avant Legacy (4-litros, V-8 biturbo, 630 cv, 0 a 100 km/h em 3,4 s) e mostrou o protótipo do SUV elétrico Audi Q6 e-tron.

BYD ampliará sua rede de recarga de elétricos

A indústria automobilística ao redor do mundo continua a investir em carros elétricos. Porém, sabe que sem uma infraestrutura bastante robusta de recarga as dificuldades de aceitação do produto serão maiores. E em um país de dimensões continentais, como o Brasil, esse entrave torna-se ainda mais sensível.

Por isso, a BYD decidiu ampliar sua oferta de recarregadores em evento que reuniu em São Paulo (SP) empresas também interessadas em investir no segmento, como Raízen Gera, Shell Recharge e Tupinambá entre outras. A novidade apresentada pela marca chinesa é o modelo batizado de Grid Zero.

Este equipamento está acoplado a uma bateria de alta capacidade que armazena energia do grid (rede elétrica comum) e administra durante a recarga de um veículo o uso combinado dos dois sistemas. A BYD não informou o preço do Grid Zero, porém lançou um aplicativo grátis para localização de estações de recarga por todo o País.

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Coluna Histórias & Estórias – Por Chico Lelis

Andar em duas rodas é com ele, que rodou
mais de 25.000 km sobre elas

No ano que vem, o recorde da distância de 33 km, completados em duas rodas em um Chevrolet Chevette, pela rodovia dos Bandeirantes (entre Jundiaí e a Capital), vencidos em 30 minutos, vai completar 50 anos, sem ter sido batido até agora.

O piloto Carlos Cunha, autor da façanha que consta no livro de recordes do Guiness, está se preparando, aos 70 anos, para tentar bater este seu próprio recorde. Então ele vai aumentar seus “passeios” em duas rodas para mais de 26 mil km. Como eu andei com ele em duas rodas, alguma vezes, acho que posso me creditar 5 km desta prática que assusta um pouco, confesso.

Com sua fala, que pouco mudou desde aqueles tempos, Cunha conta que tem treinado semanalmente em pistas fechadas, que existem na região de Campinas e, quem sabe, conseguirei bater meu próprio recorde.

Falando em recordes, ele lembra outro que não foi batido, até hoje, tendo acontecido a bordo de um caminhão, pelo anel externo de Interlagos (autódromo José Carlos Pace). Foi em agosto de 1986, cobrindo a distância de 3,5 km. Este também está no Guiness.

Por ocasião do recorde da rodovia dos Bandeirantes, eu estava na Assessoria de Imprensa da GM e cobri o feito do Cunha, muito celebrado pelo pessoal de Marketing da fábrica, já que a única mudança feita no carro foi a colocação de pneus especiais, compactos, que suportaram o trajeto. Todo o resto do Chevette era original, incluindo suspensão e direção normal, sem ser hidráulica.

No dia seguinte ao escrever o texto e enviar para a Casa da Notícia, agência que o Nereu Leme (olha ele ai de novo), que saíra da Folha de são Paulo, pedindo que ao imprimi-lo, o fizesse inclinado, para distribuir à Imprensa nacional. Nereu estranhou, mas a ideia foi colocada em prática. E, modéstia à parte, deu ótimo retorno, havendo alguns órgãos de imprensa que publicaram como o receberam, inclinado.

Determinação

Ele saiu de casa aos 14 anos, determinado a ter sua própria vida e foi trabalhar em um circo, andando em pernas de pau. Depois do circo, veio o trabalho de manobrista e então, nunca mais deixou o volante.

Começou a “carreira sobre duas rodas”, em um Dodge Polara 1.800, ao lado de Oswaldo Steves, pela Kaiser Motors, em 1973.

Em 1975 ele sai da Kaiser Motors e, junto com Euclides Pinheiro, cria a equipe na Chevrolet, iniciando suas apresentações com um Opala, mas logo passando para o Chevette. Com seu show, Cunha percorreu o Brasil inteiro, realizando 3.000 shows, que somaram mais de 25.000 km (isso mesmo, mais de 25 mil km em duas rodas).

Carlos diz que nunca criou nada de improviso. Tudo, segundo ele, ela treinado para que não houvesse erros que pudessem, não apenas comprometer o espetáculo, mas, principalmente, a segurança da equipe e do público que comparecia em massa aos shows em várias parte do Brasil, inclusive em vias públicas, devidamente sinalizadas.

Os recordes mundiais

1º Record no Guiness Book (dezembro/1985)
Percurso em duas rodas com o Chevette
Data: dezembro de 1985
Local: Rodovia dos Bandeirantes, Jundiaí, São Paulo
Distância Percorrida: 33 km de distância
Tempo: 30 minutos
Velocidade Média: 60 km/h

2º Record no Guiness Book (dezembro/1985)
Recorde de salto com o carro Chevrolet Monza
Data: dezembro de 1985
Distância do Salto: 31 metros e 40 centímetros

3º Record no Guiness Book (agosto/1986)
Duas rodas com o Caminhão Chevrolet D11.000
Data: agosto de 1986
Local: Autódromo José Carlos Pace
Distância Percorrida: 3,5 km
Condições: Circuito no anel externo do autódromo.

4º Record no Guiness Book (agosto/1986)
Chevette em duas rodas
Velocidade em duas rodas: 137 km/h
Curiosidade: Esse Recorde foi alcançada um dia depois do Record em duas rodas do caminhão D11.000

5º Record no Guiness Book (12 de junho/1987)
Recuperando o Record do sueco. Kenneth Ericsson
Data: 12 de junho de 1987
Relatos também de: 218 Km e 200m de distância
Veículo utilizado: Chevette em duas rodas
Observação: O pneu começou a descascar no final do percurso.
62 voltas no anel externo de interlagos

6º Record no Guiness Book (abril/1989)
Recuperando o Record do sueco.
Data: abril de 1989
Lançamento do Kadett GS
Velocidade em Duas Rodas: 155 km/h
Curiosidade: Um repórter que gravava a cena acabou colidindo com o carro do piloto um dia antes do recorde, levando à substituição do veículo por outro Kadett, que era o mesmo modelo utilizado por Cunha.

Uma queda interrompe a carreira

Em 1993 sofre uma queda e bate a cabeça, após passar mal e é levado ao hospital, onde permanece por 15 dias, com fratura na base do crâneo, perdendo labirinto lado direito, perdeu audição e ficou apenas com um barulho (zumbido) que não teria cura. Os médicos já tinham avisado Cunha que não conseguiria se recuperar e estavam sem opções do que fazer.

Nesse momento Cunha sentiu que não voltaria mais. Porem com muita força de vontade, Cunha buscou na fé sua solução e fez um contrato com Deus. Se ele saísse do hospital e conseguisse voltar a fazer seus shows e ter uma vida normal, ele iria ser testemunho de um milagre em todos os lugares que fosse e iria relatar sobre o acontecido, que só voltou a andar por conta de Deus.

“E Deus cumpriu sua parte do contrato, contrariando todos os médicos” afirma Carlos que saiu andando do hospital e não de cadeira de rodas.

Recuperação

Após sair do Hospital, Cunha decidiu se recuperar de uma maneira diferente, foi para Ubatuba e começou a andar de moto aquática, esporte que praticava antes do acidente, forçando sua coordenação motora e resistência.

Após 60 dias, Cunha conseguiu ficar de pé e não só na moto aquática, “mas sim na vida”, diz ele. Após conseguir levantar, Cunha foi aos e os médicos mal acreditaram o que havia acontecido.

Após exames, Carlos Cunha voltou a treinar suas manobras radicais. Porem continuou sem sua audição no lado direito e com seu labirinto danificado

01/05/1994 – Volta de Carlos Cunha aos shows

Corridas

– Carlos Cunha foi campeão da Stock Car light 1998 Stock Car Light

Concessionária

Ainda no hospital, Cunha assinou o contrato da concessionária Chevrolet em Sumaré, iniciando novo trajeto na vida

Outro susto

No dia 28 de julho, de 2007, um infarto chegou na madrugada, confirmado às 15 horas e exigindo um cateterismo.

Mesmo após infarto, Cunha continuou seus shows mesmo com o “stent” no coração. E segue a vida, com o prêmio Medalha do Cavaleiro de São Paulo, da Academia Brasileira de Arte Cultura e História.

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