Brasília.

Bianco S foi um dos esportivos mais bonito e atraente da história

Com o fim das importações decretas pelo então governo militar no início dos anos 1970, logo começaram a “brotar” dezenas de fabricas de veículos esportivos no mercado nacional. Boa parte dos modelos apresentados tinham design muito bonito, acabamento esmerado, mas um desempenho sofrível.

Para se ter uma ideia, o esportivo Miura, uma referência para a época, não atingia 110 quilômetros por hora, mesmo com toda a aerodinâmica e apelo esportivo.

Um desses modelos, que fez muito sucesso até no exterior, foi o belíssimo Bianco S. Desenhado e projetado por Toni Bianco, responsável pelo primeiro Fórmula 3 brasileiro e por outros modelos de corrida, o “esportivo” era fabricado em Diadema, periferia de São Paulo, sobre uma plataforma e motorização da VW Brasília.

A carroceria era de fibra de vidro, como quase todos os “esportivos” daquela época. O modelo tinha seu design que remetia carros de corrida usados na Europa. Era tão aerodinâmico que a sua altura era de apenas 1,16 metro do solo ao teto. Tinha faróis duplos embutidos, para-brisa amplo e arcos de rodas bem marcados. Apesar de toda a beleza, o Bianco S atingia somente 146 quilômetros por hora.

Lançado no Salão do Automóvel de São Paulo em 1976, recebeu quase 200 encomendas durante o evento. Com produção toda artesanal e com poucos funcionários, a fábrica chegou a produzir incríveis vinte unidades por mês.
Um desacordo entre os sócios administradores, em 1979, decretou o fim da produção. Até hoje tem modelos rodando e, muito valorizados, no Brasil e no Exterior.

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Maracanã será palco de abertura da Copa do Mundo Feminina

A seleção feminina do Brasil abrirá a Copa do Mundo do ano que vem no dia 24 de junho, no Maracanã. O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira (20) em evento na sede da Federação Internacional de Futebol (Fifa), em Zurique (Suíça). O estádio do Rio de Janeiro também será sede da grande final, marcada para 25 de julho.

Por ser o país-sede, o Brasil já está garantido no Grupo A do Mundial. Após a estreia, as brasileiras voltam a campo no dia 29 de junho, desta vez na Neo Química Arena, em São Paulo. A campanha na primeira fase termina em 4 de julho, no Mané Garrincha, em Brasília. Os demais jogos da chave serão na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador (dois) e na Arena Pernambuco, em Recife.

Caso avance na liderança do grupo, a jornada rumo à final no Maracanã prevê jogos na Arena Castelão, em Fortaleza (oitavas de final), Mineirão, em Belo Horizonte (quartas) e novamente em São Paulo (semifinal). Se passar em segundo lugar, a caminhada do Brasil terá, na ordem: Mineirão (oitavas), Arena Castelão (quartas) e Maracanã (semi).

A Copa Feminina terá 64 jogos em oito cidades. A que terá mais partidas é São Paulo: dez, seguida por Rio e Fortaleza (nove), Belo Horizonte (oito), Brasília, Salvador, Porto Alegre – que tem como estádio o Beira-Rio – e Recife (sete). O sorteio dos grupos será em dezembro deste ano, novamente na sede da Fifa.

A última vez que a seleção feminina do Brasil atuou no Maracanã foi pelas semifinais da Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, contra a Suécia. Após um empate sem gols no tempo normal, as escandinavas ganharam nos pênaltis por 4 a 3. O time europeu era dirigido pela sueca Pia Sundhage, que, três anos depois, assumiu a Amarelinha.

A estreia das brasileiras no Maracanã ocorreu em 20 de julho de 2007, na fase de grupos dos Jogos Pan-Americanos do Rio, com goleada por 7 a 0 sobre o Canadá. Seis dias depois, o estádio presenciou a conquista da medalha de ouro pela seleção de Marta, Cristiane e Formiga em outra grande vitória: 6 a 0 sobre os Estados Unidos.

Nos bastidores, o Maracanã disputava com a Neo Química Arena o posto de sede da abertura. A casa do Corinthians, clube mais vitorioso da modalidade no país, recebeu sete jogos da seleção feminina desde a inauguração, em 2016. O último no último dia 6 de julho, quando o Brasil venceu o Estados Unidos por 2 a 1 em amistoso. O retrospecto no estádio é de seis triunfos (consecutivos) e uma derrota. (Agência Brasil)

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Emendas parlamentares e juros da dívida apertam investimentos públicos

O Orçamento Federal em 2025 foi marcado pela expansão das emendas parlamentares, especialmente as individuais e de comissões e pelo peso do pagamento dos juros da dívida e das políticas de renúncia fiscal, três elementos que impediram o aumento dos investimentos.As despesas totais da União ficaram na casa dos R$ 5,39 trilhões, aumento de 2,3% no Produto Interno Bruto (PIB).

Os dados constam do relatório Orçamento e Direitos: Balanço da Execução de Políticas Públicas (2025), divulgado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), nesta terça-feira (14), constata que o setor de políticas sociais, como o combate à violência contra as mulheres, a promoção e garantia dos direitos das crianças, saúde, educação e meio ambiente, foi o que mais sofreu com a redução dos recursos, em prol da manutenção de políticas desiguais que ainda favorecem muito os superricos.

Embora tenha destacado o avanço em políticas fiscais com impacto distributivo, como o aumento do piso do Imposto de Renda e a taxação de dividendos, o Inesc apontou o limite da capacidade destas medidas em combater a desigualdade. “Enquanto o governo tira com uma mão, na prática, devolve com outra, financiando setores industriais que poluem muito, concentram muita riqueza e não apresentam avanços tecnológicos e sociais”, diz o texto.

O documento aponta avanço dos recursos federias nas áreas sociais, ambientais e de promoção de direitos humanos, em 2025. Mas permaneceram limitados por regras fiscais restritivas. Elas pressionaram os recursos para executar programas e ampliar políticas públicas, como as relacionadas a programas sociais.

“A narrativa da austeridade se tornou hegemônica nas últimas décadas, voltada para cortes dos gastos primários, especialmente os que financiam as dívidas públicas e estão acima de esquerda e direita”, diz Teresa Ruas, cientista política especializa em políticas fiscais e assessora no Inesc, e uma das responsáveis pelo relatório.

O estudo reúne análises de nove áreas acompanhadas pelo Inesc: panorama econômico, educação, cidades, transição energética, meio ambiente e clima, quilombolas, igualdade racial, mulheres e crianças e adolescentes e pode ser conferido no site do instituto.

Para o Inesc, a combinação de juros elevados, regras fiscais restritivas e renúncias tributárias expressivas é a prova de que o país precisa corrigir essas distorções no orçamento se quiser ampliar políticas públicas que reduzam as desigualdades.

Emendas parlamentares

Segundo o Inesc, a expansão das emendas parlamentares representa um dos fenômenos mais relevantes da dinâmica orçamentária federal, “o que causa um problema para o planejamento público ao favorecer medidas de caráter mais pontual e com maior retorno político. Isso tem se espalhado inclusive para tipos de emenda que deveriam ter um caráter mais programático, como as emendas de comissão”.

O relatório indica que esses recursos passaram a ocupar uma parcela expressiva do gasto discricionário e deslocam do Executivo para o Legislativo parte importante das decisões sobre prioridades orçamentárias.

“As emendas parlamentares somaram R$ 45 bilhões em 2025, o que equivale a 20% das despesas discricionárias e altera significativamente a dinâmica de planejamento e execução do orçamento público”.

Juros

Os gastos com juros da dívida interna seguem priorizado pelo governo. Eles tendem a se manter em patamar elevado enquanto os juros básicos permanecerem altos, a 15% ao ano, maior valor desde 2006.

“Não adianta liberar espaço fiscal nas contas primárias, se a política de juros altos continua encarecendo a dívida pública. A conta jamais fechará. Enquanto isso, o espaço no Orçamento para o financiamento de direitos se torna cada vez mais restrito”, analisa Ruas.

Em 2025, R$ 371,7 bilhões foram destinados ao pagamento de juros da dívida, enquanto os investimentos públicos federais representaram apenas 20% deste valor, com R$ 70,8 bilhões.

Os recursos para investimentos são os que garantem obras de infraestrutura como novos hospitais, universidades, rodovias e redes de saneamento. Outros R$ 42 bilhões são destinados a execução de políticas públicas e compõe o que se chama de gastos discricionários, que sofrem diretamente com os limites do Novo Arcabouço Fiscal.

O maior volume de recursos segue os destinados às despesas obrigatórias, como o salário dos servidores e dos aposentados e dos pisos constitucionais da saúde e educação, essenciais para garantir que a máquina pública funcione, que o Sistema Único de Saúde (SUS) atenda e que nossas universidades formem força de trabalho e produzam ciência de ponta.

“A disputa em torno da política monetária e dos juros se estabelece em torno da narrativa do controle da inflação. Existe um conteúdo político para além e esse cenário pode nos dizer muito desse conteúdo. Nos juros da dívida existe muito dessa narrativa, ligada ao mercado financeiro e a esse processo de financeirização. Ao mesmo tempo o setor produtivo disputa esses juros”, diz Ruas.

Renúncias fiscais

As renúncias fiscais surgiram como uma estratégia para fomentar setores com alto potencial de geração de emprego ou crescimento estratégico para os interesses do país. Alinhadas como gastos tributários se manifestam como benefícios e isenções tributárias e representaram R$ 544 bilhões, em 2025, o equivalente a 4,8% do PIB e a cerca de 24% de toda a arrecadação da União.

Teresa Ruas aponta que, embora o governo tenha sinalizado na direção dessa revisão, ela favorece grupos ligados ao capital e representa uma disputa difícil, especialmente para um ano eleitoral.

“Os benefícios fiscais têm de ter critérios para além do econômico, como agenda climática e direitos humanos, por exemplo. Há a necessidade de uma revisão estrutural dessas políticas de austeridade, que transcendem governos. As prioridades tem de ser coletivas”, conclui a pesquisadora.

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Pobre Juan lança Menu Parrillero com cortes especiais no almoço

O restaurante Pobre Juan Campinas apresenta o Menu Parrillero, uma proposta que transforma o almoço durante a semana em uma verdadeira experiência de parrilla argentina, unindo praticidade, sofisticação e cortes especiais na brasa.

Disponível de segunda a sexta-feira, das 12h às 15h, o cardápio de almoço executivo inclui entrada (salada da casa), prato principal e sobremesa com valores a partir de R$ 141, dependendo do prato principal escolhido. O cliente pode optar entre o corte do dia (R$ 165), o pescado do dia (R$ 153) ou  o Pollo Bebé, meio galeto desossado (R$ 141). Uma novidade é que, por R$ 33, é possível acrescentar uma taça de vinho, branco ou tinto.

Entre os pratos à escolha, estão clássicos da parrilla, como o tradicional bife de chorizo, que chega à mesa com suculência e sabor inconfundível, além do Flat Iron, conhecido por sua maciez, e o vacío (fraldinha argentina). Para quem prefere uma opção mais leve, o cardápio traz alternativas como o pirarucu grelhado, peixe amazônico de sabor marcante, e o salmão grelhado e caramelizado com missô.

As guarnições reforçam a proposta de valorização de receitas tradicionais, com toques contemporâneos. Entre as opções, estão o clássico arroz biro-biro, farofa de ovos, cebola assada, arroz com brócolis, “papas” fritas e risoto de abóbora.

Para finalizar, o Menu Parrillero oferece sobremesas que reforçam a forte identidade argentina do Pobre Juan, como o tradicional pudim de dulce de leche e a torta de chocolate com sorvete, conforme as opções do dia.

Inspirado na típica cozinha argentina, o Pobre Juan é uma das mais renomadas casas de carnes do país, reconhecida por seus cortes especialmente selecionados, excelência na carta de vinhos e seu ofurô de cervejas. A marca, que está presente em Campinas desde 2012, com uma unidade no Galleria Shopping, surgiu do desejo de um grupo de amigos que buscavam saborear boas peças assadas na tradicional parrilla argentina em um ambiente agradável e confortável. Atualmente, o grupo possui 19 casas no Brasil, nas cidades de Campinas, Manaus, Porto Alegre, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Goiânia, Recife, Belo Horizonte e Belém.

Serviço
Pobre Juan Campinas
Endereço: Segundo piso do Galleria Shopping (Rod. D. Pedro I, km 131,5, Jardim Nilópolis, Campinas)
Horários: de segunda a quinta-feira, das 12h às 15h e das 18h às 22h; sextas e sábados, das 12h às 22h30 e domingos e feriados, das 12h às 20h.
Espaço Kids: sábados, domingos e feriados, durante todo o horário de funcionamento do restaurante.
Site e Instagram: www.pobrejuan.com.br

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Governador rebate dados mentirosos de Trump sobre violência no DF

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, enviou nesta terça-feira (12) uma carta endereçada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que reage às declarações do republicano, que citou Brasília como exemplo de capital violenta.

“Em razão de recentes declarações públicas proferidas por Vossa Excelência, nas quais Brasília foi mencionada de forma comparativa a localidades internacionalmente reconhecidas por elevados índices de violência, é necessário esclarecer, com base em dados oficiais, que tal percepção não reflete a realidade da capital brasileira”, escreveu Ibaneis.

No documento, o governador cita dados do Atlas da Violência 2024, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que mostram que Brasília registrou, no ano passado, taxa de 6,9 homicídios para cada 100 mil habitantes – terceira menor dentre todas as capitais do país. “Este resultado representa um marco histórico e reflete políticas públicas assertivas”.

“Recentemente, inclusive, promovi reunião com governadores de diversos estados brasileiros, com o objetivo de defender a abertura do diálogo direto com o governo norte-americano. Durante o encontro, enfatizou-se a necessidade de redução da tensão entre os dois países e de que haja atuação coordenada com o Congresso Nacional, visando minimizar prejuízos à economia nacional”, completou Ibaneis.

Entenda

Nesta segunda-feira (11), Trump anunciou intervenção federal na segurança da capital norte-americana Washington, alegando que a violência na cidade estaria fora de controle. O republicano ordenou a retirada de pessoas em situação de rua e de criminosos das ruas de Washington.

Ao justificar as medidas, o presidente norte-americano disse que a criminalidade na capital norte-americana superou a registrada em diversas capitais globais, classificadas por ele como “piores lugares do mundo” – incluindo Brasília.

Cidade do México

Outra capital citada por Trump é a Cidade do México. Em resposta, a prefeita Clara Brugada destacou que a cidade mexicana registrou, em 2024, uma taxa de homicídios de 10 por 100 mil habitantes – 60% menos do que o verificado em Washington onde, segundo ela, foram contabilizados mais de 27 homicídios por cada 100 mil habitantes. (Agência Brasil/Agência Lusa)

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Garagem Volkswagen ganha novos modelos e abre para o público

As fabricantes nacionais não tinham um espaço e uma preocupação com a sua com a sua história. Aos poucos, a Volkswagen do Brasil está recuperando o acervo que vai contar a sua trajetória no futuro. A marca alemã ainda cria uma possibilidade dos apaixonados visitar a sua coleção de automóveis e utilitários. Para quem viveu a história da industria automotiva, é emocionante rever modelos que marcaram a vida de cada um.

A  Garagem Volkswagen, localizada na fábrica da Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), está ampliando seu acervo e o espaço fisico. Com 400 m² de área, o novo anexo foi projetado para abrigar um acervo ainda mais exclusivo, composto por 13 veículos entre protótipos, carros-conceito, esportivos e modelos que nunca chegaram a ser lançados.

A iniciativa foi viabilizada por meio das vendas do Certificado de Veículos Clássicos Volkswagen e reforça o compromisso da marca com a preservação da sua história, ao mesmo tempo em que celebra a engenharia, o design e a inovação que consolidaram a Volkswagen como referência no setor automotivo brasileiro. A marca, aliás, é a única fabricante do País a manter e preservar um acervo de veículos desta monta.

“A Garagem Volkswagen é um projeto vivo, que cresce e se transforma junto com a nossa marca. Desde a sua inauguração, em 2022, temos trazido novidades a cada ano: em 2023, o lançamento do Certificado de Veículos Clássicos; em 2024; e agora, em 2025, a inauguração da expansão. Mais do que preservar a nossa história, a Garagem reforça o vínculo emocional que o público tem com a Volkswagen e mostra como tradição e inovação caminham juntas”, afirma o CEO da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom.

A Garagem Volkswagen está aberta ao público geral atrelada ao Programa de Visitas Volkswagen. Basta se cadastrar gratuitamente no site para conhecer a fábrica Anchieta, da Volkswagen do Brasil, em São Bernardo do Campo (SP). O tour pela histórica fábrica da Anchieta tem duração aproximada de 2h30 e contempla os principais pontos do processo de fabricação dos veículos, como Estamparia, Armação e Montagem Final. No circuito, o visitante terá acesso à Garagem Volkswagen.

Agende sua visita: https://www.vw.com.br/pt/volkswagen/programa-de-visitas.html

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Campinas é a 8ª cidade com maior poder de influência em todo o Brasil

Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo lideram o ranking de cidades com maior poder de influência nas gestões pública e empresarial, ou seja, essas cidades concentram o maior número de empresas e órgãos públicos capazes de tomar decisões que influenciam municípios espalhados pelo país. A cidade de Campinas-SP ocupa a 8ª posição.

A constatação faz parte da pesquisa Gestão do Território 2024, divulgada hoje (26) pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Para estimar a capacidade de influência de gestão empresarial de cada cidade, os pesquisadores analisaram o número de sedes de empresas que os municípios possuem e quantas filiais em outros municípios estão ligadas a essas sedes.

Um exemplo citado é o do banco Bradesco, que tem sede em Osasco, na região metropolitana de São Paulo, e agências em praticamente todo o país. De acordo com o IBGE, isso representa que decisões tomadas em Osasco influenciam diretamente outras tantas cidades.

Já para medir a influência na gestão política, o IBGE investigou a presença nos municípios de instituições públicas das esferas federal e estadual.

As instituições federais consideradas foram o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ministério do Trabalho e Emprego, Secretaria da Receita Federal, Justiça (do Trabalho, Federal e Eleitoral) e o próprio IBGE. No âmbito estadual, foram consideradas as secretarias estaduais de Educação e Saúde.

O IBGE classificou os municípios que têm algum grau de influência como centros de gestão. Entraram nessa classificação 2.176 cidades, o que representa 39,1% dos 5.570 municípios brasileiros.

Gestão empresarial

O IBGE elaborou um ranking de intensidade das ligações empresariais por município. Para tal, o instituto, primeiro, levantou o número de sedes empresariais em uma cidade e somou esse total com o número de filiais que essas empresas possuem em ourtos municípios.

Então, o levantamento fez o caminho inverso: contabilizou todas as empresas nesta mesma cidade que são filiais de outras empresas e somou este número ao número de sedes dessas empresas que estão em outros municípios.

O resultado foi uma lista em que, entre as dez mais bem posicionadas, oito são capitais de unidades da federação.

  1. São Paulo (SP)
  2. Rio de Janeiro (RJ)
  3. Brasília (DF)
  4. Belo Horizonte (MG)
  5. Curitiba (PR)
  6. Porto Alegre (RS)
  7. Fortaleza (CE)
  8. Campinas (SP) 
  9. Barueri (SP)
    10.Recife (PE)

Para o pesquisador Marcelo Paiva da Motta, da gerência de Redes e Fluxos Geográficos, a pesquisa identifica um padrão espacialmente concentrado nas maiores hierarquias urbanas, que são aquelas cidades que têm muito poder de atração, como São Paulo, Rio, Brasília e as capitais.

“As redes empresariais tendem a seguir a distribuição de renda e de dinheiro no país como todo, que é concentrado no Sudeste, principalmente”, explica.

Os dados de empresas foram coletados do Cadastro Central de Empresas, levantamento feito pelo próprio IBGE. As informações são referentes a 2020 e 2021. O instituto localizou 113.068 empresas sedes e 340.313 filiais.

As 113 mil empresas “multilocalizadas”, como o IBGE as classifica, estavam presentes em 99,9% dos municípios brasileiros, mas eram apenas 2,18% do total de 5,196 milhões de empresas existentes no país.

Ao analisar as atividades econômicas das companhias multilocalizadas, é possível observar que os principais ramos de atuação são transporte rodoviário de carga, com 6.191 empresas (5,5% das multilocalizadas) e comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios, somando 5.439 empresas (4,8%).

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Moraes critica banalização de ataques contra o STF e defende punição

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta quinta-feira (14) a responsabilização das pessoas que atentam contra a democracia no país. Ele se pronunciou sobre as explosões ocorridas ontem (13) na frente da sede do tribunal. O ministro será o relator das investigações.

“Queria lamentar essa mediocridade, que também normaliza ou pretende normalizar o continuo ataque às instituições. Essas pessoas não são só negacionistas na área da saúde, são negacionistas do Estado de Direito e devem ser responsabilizadas”, afirmou.

Moraes também parabenizou a autuação da segurança do Supremo e classificou o ato como terrorista. O ministro informou que os agentes evitaram que o chaveiro Francisco Wanderley Luiz entrasse com explosivos no edifício-sede do STF. Ao ser barrado, o acusado acionou os explosivos e se matou.

“No mundo todo, alguém que coloca na cintura artefatos para explodir pessoas é considerado um terrorista. Quero lamentar essa mediocridade das pessoas que, por questões ideológicas, querem banalizar dizendo o absurdo que foi por exemplo um mero suicídio”, completou.

Brasília (DF) 13/11/2024 - Explosões são ouvidas perto do STF; prédio é evacuado, uma pessoa morreu. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Inquérito

Alexandre de Moraes foi escolhido pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso, para ser o relator do inquérito que vai apurar as explosões ocorridas na frente da sede do tribunal.

A escolha foi feita com base na regra de prevenção. Moraes já atua no comando das investigações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Após as explosões, a Polícia Federal abriu a investigação para apurar a motivação do atentado.

Mais cedo, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos Rodrigues, confirmou que a ocorrência não representa “fato isolado” e que a unidade de investigação antiterrorismo da corporação já foi acionada para auxiliar nos trabalhos.

As explosões ocorreram por volta das 19h30. No momento, advogados e autoridades que participaram do julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) n° 635, conhecida com ADPF das Favelas, que trata da letalidade das operações policiais no Rio de Janeiro, deixavam o plenário da Corte.

O público ficou assustado com o barulho das explosões e foi retirado do Supremo pelo subsolo. Não houve feridos. Em seguida, o edifício-sede foi evacuado e interditado. Os ministros foram retirados em segurança. (Agência Brasil)

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Polícia retira corpo de autor de atentado na Praça dos Três Poderes

A Polícia Civil retirou o corpo de Francisco Wanderley Luiz, às 9h desta quinta-feira (14), da Praça dos Três Poderes, em Brasília. Conhecido como Tiu França, ele é de Rio do Sul (SC) e morreu na noite desta quarta-feira (13) ao detonar explosivos em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), por volta das 19h30. Seu corpo ficou cerca de 13 horas na Praça dos Três Poderes, enquanto a equipe de perícia trabalhava.

Durante a madrugada, o esquadrão antibombas da Polícia Militar (PM) do Distrito Federal fez uma varredura no local e encontrou mais três dispositivos, que foram desativados para garantir a segurança dos agentes que trabalham na investigação do corrido, a cargo da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil do DF. O local foi liberado às 7h da manhã para perícia.

Brasília (DF) 14/11/2024 - Policiais fazem perícia no corpo de Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, em frente do STF.  Segundo a Polícia Civil do DF, Francisco foi autor das explosões ocorridas nesta quarta-feira (13) na Praça dos Três Poderes.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O chaveiro Francisco Wanderley Luiz foi candidato a vereador pelo PL em Rio do Sul, Santa Catarina, nas eleições de 2020. A PF abriu inquérito para investigar o caso.

Vídeo das câmeras de segurança do STF mostram Francisco atirando artefatos explosivos em direção à escultura A Justiça, que fica em frente ao prédio da Corte e, em seguida, acendendo outro no próprio corpo. Momentos antes, o carro do homem também explodiu no estacionamento próximo ao Anexo IV da Câmara dos Deputados.

A PM informou que encontrou artefatos explosivos na casa onde Francisco estava hospedado, em Ceilândia, região administrativa a cerca de 30 quilômetros do centro de Brasília. Tanto a casa como o estacionamento ainda passam por varredura da equipe antibombas da polícia. (Agência Brasil)

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Polícia Federal investiga explosões em Brasília como ato terrorista

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Passos Rodrigues, disse nesta quinta-feira (14) que as explosões registradas na noite de quarta-feira (13) em Brasília não representam “fato isolado” e que a unidade de investigação
antiterrorismo da corporação já foi acionada para auxiliar nos trabalhos.

“Quero, inicialmente, fazer um registro da gravidade dessa situação que enfrentamos ontem. Tudo isso aponta que esses grupos extremistas estão ativos e precisam que nós atuemos de maneira enérgica – não só a Polícia Federal, mas todo o sistema de Justiça criminal”, disse.


“Entendemos que esse episódio de ontem não é um fato isolado, mas conectado com várias outras ações que, inclusive, a Polícia Federal tem investigado em período recente”, completou o diretor.

Durante coletiva de imprensa na sede da corporação em Brasília, Passos disse ainda que já determinou a abertura de inquérito policial e o encaminhamento do caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) diante das hipóteses de atos que atentam contra o Estado Democrático de Direito e de atos terroristas.

“Estamos tratando esses casos sob essas duas vertentes e, por isso, nossa unidade antiterrorismo está atuando diretamente”. (Agência Brasil)

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