Pesquisa indica que, os preços médios do etanol e da gasolina, registraram alta no acumulado de 2025. Entre janeiro e dezembro, o etanol apresentou aumento de 4,61%, enquanto a gasolina teve variação positiva mais moderada, de 0,48%. O levantamento é do IPTL – Índice de Preços Edenred Ticket Log.
Em janeiro de 2025, o etanol era comercializado, em média, a R$ 4,34, valor que chegou a R$ 4,54 em dezembro. Já a gasolina passou de um preço médio de R$ 6,31 no início do ano para R$ 6,34 ao final do período.
“Mesmo com oscilações ao longo do ano, o etanol manteve uma trajetória de alta mais consistente em 2025, influenciada por fatores como custos de produção, dinâmica da safra e condições de oferta e demanda. A gasolina, por sua vez, apresentou maior estabilidade no acumulado anual, refletindo um cenário de ajustes mais pontuais ao longo do período. Ainda assim, o etanol segue sendo uma alternativa financeiramente mais vantajosa em diversas regiões do País, além de oferecer benefícios ambientais importantes, por ser um biocombustível que contribui para a redução das emissões de carbono”, afirma Renato Mascarenhas, diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade.
No mês de fevereiro, o preço médio do litro do etanol foi de R$ 4,51 nos postos de abastecimento do País, registrando alta de 3,92% na comparação com a média de janeiro. O preço médio da gasolina também apresentou alta no mesmo período, com o combustível chegando aos postos brasileiros à média de R$ 6,49, após alta de 2,85% contra a média registrada em janeiro. Os números são da mais recente análise do IPTL – Índice de Preços Edenred Ticket Log, levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, trazendo uma média precisa.
“O aumento nos preços do etanol e da gasolina em fevereiro reflete o impacto do reajuste do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que entrou em vigor no primeiro dia do mês. Além disso, os combustíveis já vinham em tendência de alta desde dezembro, influenciados pela valorização do petróleo no mercado internacional e pela variação do dólar, fatores que elevam os custos de produção e importação. Na análise regional, os dois combustíveis acompanharam as médias nacionais, ficando mais caros em fevereiro para o consumidor em todas as regiões do País”, afirma Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil.
O etanol teve sua maior alta em fevereiro registrada na região Nordeste, de 4,83% ante janeiro, com valor médio de R$ 4,99. O Sul registrou a maior alta do País para a gasolina (3,86%), com preço médio de R$ 6,45.
O etanol apresentou o preço médio mais baixo do País nos postos de abastecimento do Sudeste, a R$ 4,41, mesmo após alta na região de 3,76%; a gasolina mais barata em fevereiro também foi a do Sudeste, a preço médio de R$ 6,33, ainda que tenha apresentado alta de 2,43% na comparação com janeiro. Já os preços médios mais altos foram comercializados no Norte: R$ 6,96 (alta de 2,2%) para a gasolina e R$ 5,19 para o etanol (alta de 3,59%).
Na análise por estados, o etanol apresentou sua maior alta do período no estado do Rio Grande do Norte, onde passou a custar R$ 5,32 após alta de 12,95%. O estado com o etanol mais em conta para o motorista no período foi São Paulo, onde o preço médio registrado foi de R$ 4,28, mesmo após uma alta de 3,88%. Já os estados com os preços médios de etanol mais caros foram o Acre e o Amapá, ambos com preço médio de R$ 5,39, mesmo valor médio identificado em janeiro no caso do Amapá, e que representa alta de 2,08% para o combustível no Acre.
O Rio Grande do Norte também registrou o maior aumento da gasolina: de 5,95%, chegando ao preço médio de R$ 6,77. O Rio de Janeiro teve a gasolina mais em conta: R$ 6,25, após alta de 2,12% observado na comparação com janeiro. O Acre apresentou aumento de 2,02% no preço da gasolina, e com isso teve o combustível mais caro do País em fevereiro, com preço médio de R$ 7,57.
“A gasolina se mostrou a opção mais vantajosa economicamente na maior parte do Brasil em fevereiro, principalmente para quem abastece nas regiões Nordeste e Sul. Contudo, é importante ressaltar que o etanol traz mais benefícios ambientais uma vez que emite menos poluentes, contribuindo para uma mobilidade mais sustentável e de baixo carbono”, reforça Pina.
Os combustíveis ficarão mais caros a partir de sábado (01/02) por conta do aumento da alíquota do ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.
A gasolina aumentará em R$ 0,10 por litro, passando para R$ 1,47 de alíquota e o diesel e o biodiesel o acréscimo será de R$ 0,06 por litro, passando para R$ 1,12. A maior tributação será aplicada em todo o Brasil.
A alta nos preços dos combustíveis vai aumentar a inflação, segundo especialistas.
A Emdec – Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas estará realizando hoje (03) á noite, abordagens nos motoristas na região da Cidade Universitária, em Barão Geraldo. A ação marca o encerramento da Semob – Semana da Mobilidade Urbana 2024.
No primeiro ciclo das blitz, realizado no último dia 28, cerca de 350 pessoas foram abordadas. Sete bares das regiões do Cambuí, Vila Nova, Bonfim e Jardim Guanabara receberam os educadores da Emdec.
Em Barão Geraldo, as pessoas abordadas farão testes informais com um etilômetro passivo, que detecta se a pessoa fez uso de álcool.
Nas abordagens, além de informar dados sobre mortes no trânsito causadas pelo consumo de álcool, os educadores da Emdec orientam os frequentadores dos bares a utilizarem meios coletivos de deslocamento, tais como carona e transporte público, táxi ou transporte por aplicativo. Outra prática estimulada é a indicação do “motorista da rodada”, que não tenha consumido bebida alcoólica.
Adesivos
Além dos testes com etilômetro, a Emdec estará distribuindo adesivos com memes e frases divertidas, que despertam a consciência para os perigos no uso de bebidas alcoólicas por motoristas. Entre dos adesivos estão “Não bebi, te levo para casa”, “Não avance o sinal vermelho” e “Autuado por amar demais”.
O consumo de álcool é responsável por 2,6 milhões de mortes todos os anos no mundo – 4,7% de todas as mortes no planeta. Já o uso de drogas psicoativas responde por 600 mil mortes anualmente. Os números foram divulgados nesta terça-feira (25) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Dados do Relatório Global sobre Álcool, Saúde e Tratamento de Transtornos por Uso de Substâncias mostram ainda que 2 milhões de mortes por consumo de álcool e 400 mil mortes por uso de drogas são registradas entre homens. O estudo tem como base informações de saúde pública referentes ao ano de 2019.
A estimativa da OMS é que 400 mil pessoas viviam com desordens relacionadas ao consumo de álcool e ao uso de drogas nesse período, sendo 209 milhões classificadas como dependentes de álcool. A entidade destaca que o uso de substâncias prejudica severamente a saúde do indivíduo, aumentando o risco de doenças crônicas e resultando em milhões de mortes preveníveis.
“Coloca um fardo pesado sobre as famílias e as comunidades, aumentando a exposição a acidentes, lesões e violência”, destacou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
“Para construir uma sociedade mais saudável e mais equitativa, devemos comprometer-nos urgentemente com ações ousadas que reduzir as consequências negativas para a saúde e sociais do consumo de álcool e tornar o tratamento para transtornos por uso de substâncias acessível.”
O relatório destaca ainda a necessidade urgente de acelerar ações a nível global para alcançar a meta estabelecida por meio dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de, até 2030, reduzir o consumo de álcool e drogas e ampliar o acesso a tratamento de qualidade para transtornos causados pelo uso de substâncias.
Prejuízos à saúde
De acordo com a OMS, a maioria das mortes por consumo de álcool ocorre na Europa e na África, sendo que as taxas de mortalidade por litro de álcool consumido são mais elevadas em países de baixa renda e menores em países de alta renda.
De todas as mortes atribuídas ao álcool em 2019, cerca de 1,6 milhões aconteceram por doenças crônicas não transmissíveis, sendo 474 mil por doenças cardiovasculares e 401 mil por câncer. Outras 724 mil foram decorrentes de ferimentos causados por acidentes de trânsito, automutilação e casos de violência.
Por fim, 284 mortes foram associadas a doenças crônicas transmissíveis. Segundo a entidade, foi demonstrado que o consumo de álcool aumenta o risco de infecção por HIV em razão da maior probabilidade de sexo desprotegido, além de aumentar o risco de infecção e morte por tuberculose por suprimir uma ampla gama de respostas imunológicas.
Os dados mostram que a maior proporção (13%) de mortes atribuídas ao álcool, em 2019, foi registrada na faixa etária dos 20 aos 39 anos.
Tendências de consumo
De acordo com o relatório, o consumo total per capita de álcool entre a população global registrou ligeira queda, passando de 5,7 litros em 2010 para 5,5 litros em 2019. Os índices mais altos foram observados em países europeus (9,2 litros per capita) e nas Américas (7,5 litros per capita).
O nível de consumo de álcool per capita entre os consumidores chega, em média, a 27 gramas de álcool puro por dia, o que equivale a aproximadamente duas taças de vinho, duas garrafas de cerveja ou duas porções de bebidas destiladas. “Este nível e frequência de consumo de álcool estão associados a riscos aumentados de inúmeras condições de saúde e associado a mortalidade e incapacidade.”
Ainda segundo os dados, em 2019, 38% das pessoas que declararam consumir álcool registraram pelo menos um episódio de consumo excessivo no mês anterior à pesquisa – o equivalente a quatro ou cinco taças de vinho, garrafas de cerveja ou porções de bebidas destiladas. O consumo excessivo de álcool foi altamente prevalente entre homens.
Por fim, o relatório aponta que, globalmente, 23,5% de todos os jovens com idade entre 15 e 19 anos afirmam consumir álcool (pelo menos uma dose de bebida alcóolica ao logo dos últimos 12 meses). Os índices são mais altos na Europa (45,9%) e nas Américas (43,9%). (Agência Brasil)
Preparar e beber um bom drinque é uma arte. E, atualmente, o minimalismo é a tendência no mundo dos coquetéis, em que as receitas são mais simples, com menos ingredientes e melhor aproveitamento de cada insumo. Dessa forma, frutas e legumes ganham destaque no preparo e têm conquistado cada vez mais adeptos. A mixologista parceira do Oba Hortifruti na Campanha Selos de Desconto, Jéssica Sanchez, diz que, hoje, as pessoas estão mais preocupadas em sentir o sabor do que estão consumindo e preferem reconhecer no paladar todos os ingredientes usados no preparo.
Para isso, vale a máxima de “menos é mais”. “É muito melhor preparar um drinque com, por exemplo, vodca, capim limão e água com gás, e de fato sentir os três ingredientes, do que tomar um com sete ingredientes e sentir levemente um ou outro, e a bebida não ter personalidade nem identidade de sabor”, diz Jéssica.
A mixologista explica que as produções artesanais e naturais são as que mais proporcionam prazer ao paladar e cuidado com a escolha e uso dos produtos. “Além das frutas frescas e sucos, podemos usar xaropes feitos com os frutos maduros, geleias e reduções, que misturados ao álcool darão mais sabor e vão permitir uma experiência diferenciada na degustação, e ainda evitar o desperdício”, afirma.
Drinque sem álcool
O drinque sem álcool tem se tornado um dos mais consumidos e ganhado espaço em cartas de restaurantes e encontros em casa. Limão, para equilibrar o sabor, água de coco e mel são alguns dos insumos mais usados nos preparos. “O coquetel sem álcool não pode ser um suco. Ele precisa ter a leveza, complexidade, densidade e sabor, ou seja, não ser só um doce; pode ter um amarguinho, uma borbulha. Tudo isso completa a experiência e provoca explosões de sensações”.
Como preparar o coquetel ideal?
Para preparar o drinque ideal, Jéssica ensina que é importante responder a duas perguntas: O que você gosta de beber? Cítrico, amargo, doce ou frutado? E qual é a ocasião em que será consumido. Com isso, é possível escolher os ingredientes e produzir algo mais intenso ou mais refrescante, que vai dar conforto e despertar as sensações no paladar.
Você sabe usar copos e taças corretamente?
A especialista lembra que o uso correto de taças e copos faz toda a diferença. “A celebração está sempre muito ligada a borbulhas, então drinques frisantes, espumante ou com tônica, ou água com gás, são perfeitos e devem ser tomados em taças, porque, além de tudo, é elegante”.
Jéssica ensina que copo baixo significa intensidade de sabor. “Não tem espaço para complementar com ingrediente não alcoólico, então ele vai ter menos líquido e uma percepção alcoólica maior, potência dos ingredientes, mais quente, como é o caso do negroni, uísque sour e caipirinhas”.
Copos longos e taças de vinho são para os drinques mais leves e refrescantes, e os baixos de sabor ou de menor percepção alcoólica e com densidade mais líquida. ”Eles vão ter a mesma quantidade de destilado, mas têm um complemento de ingrediente não alcoólico, por exemplo, gim e tônica, rum e Coca-Cola, mojito (rum, água com gás, limão, hortelã e açúcar) e moscow mule (vodca e soda). Nas taças podemos também trabalhar bastante o frisante e o espumante para complementar com suco, água com gás ou tônica”.
Dicas preciosas da especialista
Para tornar o drinque mais interessante, Jéssica dá 3 dicas de ingredientes para preparar o coquetel.
1- Com borbulhas – ele vai brincar com o paladar e tornar a experiência diferente.
2- Adstringentes como gengibre, pitanga, acerola, limão, morango – limpam o paladar e aguça o sentido na língua e torna a experiência circular, com o gosto doce, depois adstringente e volta para o sabor final que é a borbulha ou cítrico.
3- Temperos – usar alecrim, tomilho ou sálvia para decorar e perfumar cria uma sensação a mais que é o aroma ser diferente do sabor, isso complementa e torna a experiência mais completa.
Campanha de Selos
A rede Oba Hortifruti lançou sua nova Campanha Selos de Desconto. Esta edição traz a Coleção Saborear, que engloba nove produtos da marca alemã Schott Zwiesel. A seleção traz opções desde taças e copos de água, de cerveja, de gim, de vinho e até decanter. Todas as peças são de cristal Tritan®, que tem mais resistência, brilho e durabilidade, fabricadas com alta qualidade e tecnologia. Acompanha ainda um resfriador de garrafa, tudo para manter a casa sempre pronta para receber amigos e familiares.
Os itens são exclusivos da rede Oba e só poderão ser comprados durante a campanha, que vai até 16 de junho. A cada R$ 35 em compras, o Cliente Bem Querer recebe um selo de desconto. Quanto mais selos, maior o desconto para comprar os itens da coleção.
De 17 a 30 de junho, os selos deixam de ser entregues, porém os clientes ainda podem comprar a coleção com ou sem desconto conforme disponibilidade de estoque nas lojas. A mixologista ensina 3 receitas de drinques:
Sangria comportada
1⁄4 de maçã gala cortada em cubos com casca
6 unidades de uva niagara
4 unidades de amoras cortadas ao meio
4 fatias bem finas de limão taiti
80ml de suco de uva
100ml (aproximadamente.) de Soda Cranberry Lime
1 rama de hortelã
Modo de preparo:
Colocar gelo até a metade da taça. Acrescentar as frutas cortadas (exceto o limão). Acrescentar mais gelo por cima. Servir na taça o suco de uva. Completar com a Soda Cranberry Lime. Misturar levemente para não perder o gás da bebida. Decorar com as fatias de limão na parede interna da taça e o ramo de hortelã na borda.
Lemonade Oba
50ml de suco de melancia
15ml de xarope de lichia
20ml de limão siciliano espremido
1⁄4 de pitaya macerada
50ml de Soda Pink Lemonade
1 rama de Hortelã
Modo de preparo:
Macere 1⁄4 de pitaya em uma coqueteleira. Acrescente os demais ingredientes. Coloque pedras grandes de gelo até o topo da coqueteleira. Feche e bata vigorosamente por 6 vezes. Coe com peneira para o copo, já com gelo novo. Finalize com uma camada de Soda Pink Lemonade por cima do drinque. Decore com uma fatia de pitaya deitada na borda do copo e um ramo de hortelã.
Oba Sunset
50ml de vodca
40ml de Aperol
40ml de suco de tangerina
20ml de limão taiti
100ml (aproximadamente) de água tônica de gengibre
Espuma de gengibre
1 folha de sálvia
Modo de preparo:
Coloque os ingredientes líquidos, exceto a água tônica, em uma coqueteleira. Acrescente pedras grandes de gelo até o topo da coqueteleira. Bata vigorosamente por 5 vezes. Coe para o copo com gelo novo. Coloque a água tônica, misture levemente para não perder o gás. Finalize com a espuma no topo. Decore com uma folha de sálvia por cima da espuma.
No fechamento da primeira quinzena de fevereiro o preço médio do litro da gasolina foi de R$ 5,91 no país, uma alta de 2,78% ante janeiro, segundo o IPTL – Índice de Preços Edenred Ticket Log.
“Esse aumento no preço da gasolina já era esperado devido ao início da vigência das novas alíquotas do ICMS, que fez o preço dos combustíveis subir em todo o território nacional em fevereiro”, pontua Douglas Pina, executivo de Mobilidade da Edenred Brasil.
A gasolina ficou mais cara em todas as regiões brasileiras, com destaque para a Região Sul, onde a média fechou a quinzena a R$ 5,86, com acréscimo de 2,99% no preço, em relação a janeiro. Ainda assim, o Norte continua registrando o litro mais caro do país, a R$ 6,27. A média mais baixa para o combustível foi encontrada nos postos de abastecimento do Sudeste, a R$ 5,77.
Todos os estados brasileiros registraram alta no preço da gasolina e o mais expressivo, de 7,39%, foi identificado nas bombas do Sergipe, que fechou a quinzena com a média a R$ 6,25. Porém, quem pagou o preço médio mais alto no litro, de R$ 6,70, foram os motoristas do Acre. Já a média mais baixa foi encontrada na Paraíba, a R$ 5,66.
O etanol também seguiu tendência de aumento e fechou a primeira quinzena de fevereiro a média de R$ 3,71 no país, após ficar 3,06% mais caro. Apesar de registrar a maior média, de R$ 4,45, o Norte apresentou o único recuo no preço do combustível entre as cinco regiões brasileiras, de 1,11%, ante janeiro.
Já as altas no preço do litro do etanol foram de mais de 1,66% entre as regiões, com destaque para o Sudeste, onde o combustível aumentou 3,13% e fechou o período a R$ 3,62. O preço médio mais baixo foi registrado no Centro-Oeste, a R$ 3,59.
Entre os estados, o Rio Grande do Norte apresentou o maior acréscimo no preço do litro do etanol, de 6,28%, que fechou a R$ 4,57. Ainda assim, a média mais alta foi registrada em Roraima, a R$ 4,95. Apenas cinco estados brasileiros apresentaram redução para o etanol e a mais expressiva, de 1,89% foi encontrada no Piauí, onde a média fechou a R$ 4,15. Já o preço médio mais baixo foi comercializado nos postos de abastecimento do Mato Grosso, a R$ 3,43.
“Além de ser ecologicamente mais vantajoso, por contribuir para uma mobilidade de baixo carbono, ao reduzir as emissões de gases do efeito estufa, o etanol é considerado economicamente mais viável na maior parte do país no início de fevereiro, e a gasolina, apenas em estados do Nordeste, na Região Sul e Norte”, conclui Pina.
Dados do IPTL – Índice de Preços Edenred apontaram que a Região Sudeste fechou o ano com o preço do litro da gasolina comercializado a R$ 5,69, menor média do país, com redução de 0,35%, ante a primeira quinzena do mês. O diesel comum na região fechou a R$ 5,93, após registrar a maior redução entre as demais, de 2,47%. Já o tipo S-10 fechou a R$ 6,13, com baixa de 2,08%. O etanol, por sua vez, foi encontrado a R$ 3,60, com recuo de 1,37%.
“Todos os estados sudestinos registraram baixas no preço da gasolina, do etanol e do diesel, com destaque para as reduções no preço do diesel. Devemos aguardar os reflexos da última redução no preço do litro do diesel repassado às refinarias, anunciada pela Petrobras, que deve refletir nas bombas de abastecimento nos próximos dias. No período o etanol foi considerado mais vantajoso para abastecimento em todos os estados do Sudeste, além de ser ecologicamente mais interessante por contribuir com a redução das emissões de gases responsáveis pelas mudanças climáticas”, afirma Douglas Pina, diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil.
As muitas opções do Brasil paraajudar a descarbonizar o planeta
Esse tema foi muito bem debatido na 30ª edição do Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva (Simea), realizado na semana passada em São Paulo (SP) com o recorde de 900 inscritos. “O Brasil e o futuro sustentável da mobilidade” foi o escopo dos 60 trabalhos técnicos apresentados ao longo de dois dias, além dos dois painéis com 23 palestrantes e moderadores.
O presidente do Simea, Gastón Perez, foi enfático ao afirmar que enquanto outros países têm apenas uma carta na mão para combater os efeitos do gás carbônico (CO2), principal responsável pela elevação da temperatura média da Terra e as consequentes mudanças climáticas, o Brasil conta com o equivalente a várias outras cartas. Ele citou algumas como motor flex com etanol, biodiesel, biogás e a energia elétrica gerada por fontes limpas o que torna viável a produção de hidrogênio verde. Este é considerado o combustível definitivo e o mais adequado com que o planeta poderá contar nas próximas décadas.
O próprio etanol pode ser ponto de partida para pelo menos uma década à frente gerar, por meio de pilha eletroquímica a hidrogênio no veículo, a eletricidade para o motor elétrico deste, tendo como subproduto apenas água. Essa é uma tecnologia inicialmente ainda bem cara, mas que já está sendo estudada pela Universidade de São Paulo.
Não se trata da única opção para obter hidrogênio. A eletrólise da água é outro ponto de partida, mas exige grande quantidade de energia que não poderá vir de fontes fósseis como petróleo e gás. Energia eólica e solar, além da hidráulica em que o País já investe há décadas por meio de represas, são as soluções adequadas.
Como se abordou no Simea, em curto prazo será fundamental regular um mercado de créditos de carbono, prestes a se tornar realidade. Finalmente o motorista veria reverter para o seu bolso a contribuição ao clima do planeta, escolhendo o combustível na hora de abastecer seu veículo com motor a combustão. Já existe tecnologia para isso. Falta só a vontade política. Assim o País conseguirá uma transição viável e inteligente para a mobilidade sustentável que muitos almejam.
Ainda faltam acertos sobre operação BYD na Bahia
Esta é uma novela que já passou por vários capítulos, mas a fabricante chinesa BYD não dá nenhuma indicação de que vá recuar do investimento anunciado de R$ 3 bilhões no estado nordestino. Houve notícias equivocadas sobre a sua compra da unidade industrial de Camaçari (BA) que produziu modelos da Ford de 2002 a 2021.
Por fim, houve um acordo de “reversão da propriedade da fábrica de Camaçari para o Estado da Bahia”. A fábrica só tem as edificações, pois todo o maquinário foi retirado. A empresa americana espera ser indenizada pelas expansões com a fábrica de motores e câmbios que não estava no projeto inicial.
Fala-se em algo entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões, mas a avaliação virá de uma instituição financeira do porte da Caixa Econômica Federal. Os passos seguintes são a BYD se entender com o governo baiano, aceitar o valor e assumir as instalações fabris.
Não se sabe quando as partes envolvidas vão bater o martelo. Existe ainda uma briga política sobre a extensão do regime de incentivos federais para o Nordeste e Centro-Oeste que terminaria em 2025, mas que pode se estender até 2032.
A marca chinesa mantém sua previsão de no último trimestre de 2024 ter o primeiro modelo nacional. Como há décadas não existe mais exigência de conteúdo local mínimo, é factível. A produção começará com o híbrido plugável Song Plus que será equipado com motor flex, mas terá uma bateria de apenas 8,3 kW·h. O segundo produto ainda está em definição, porém tudo indica que a escolha do fabricante recairá sobre o elétrico Dolphin.
Fiat 500e tem vendas discretas, mas mantém o charme
Desde seu lançamento em 2021 por R$ 239.990 o elétrico que substituiu o icônico Fiat 500 teve seu preço reduzido para os atuais R$ 224.990 em razão da valorização do real frente ao dólar. Ainda assim o subcompacto 500e não deslanchou em vendas (393 unidades até agora) e se mantém como um modelo de nicho, embora tenha fãs incondicionais.
Com apenas 3.632 mm de comprimento é fácil de estacionar, porém um entre-eixos limitado a 2.322 mm traz desconforto no banco traseiro para adultos com mais de 1,75 m de altura. O porta-malas comporta apenas 185 litros mesmo sem o estepe, pois utiliza pneus do tipo runflat. Ao se rebater totalmente o banco traseiro o volume aumenta para surpreendentes 550 litros.
Seu alcance médio cidade/estrada é de 227 km, pelo padrão Inmetro. O Fiat 500e, como todo elétrico, destaca-se pela agilidade no para e anda do tráfego urbano, conforme avaliei. E ainda entrega duas características interessantes.
Uma é tocar acordes da música do filme franco-italiano “Amarcord” (1973, de Federico Fellini) quando atinge 21 km/h para avisar sobre sua presença para pedestres e ciclistas. Quem está dentro do carro também ouve. Isso só acontece uma vez após o primeiro uso do dia (para repetir precisa desligar e religar a energização do motor). O silvo de advertência presencial, obrigatório na Europa, é discreto e não incomoda os ocupantes do carro.
Outra função é o modo de condução sherpa (há outros dois, normal e range) para estender ao máximo seu alcance: limita velocidade a 80 km/h e desliga o ar-condicionado sem alterar muito a capacidade de acelerar.
Resposta de Inteligência Artificial (IA): “Sherpa é um termo técnico que se refere a um grupo étnico que vive nas montanhas do Nepal e conhecido por serem excelentes guias em expedições de montanhismo.”
Pesquisa aponta que, no período de 1º a 11 de agosto, o preço médio nacional do litro da gasolina foi de R$ 5,68, valor 0,70% mais barato quando comparado a julho. Também em baixa, o etanol foi comercializado a R$ 3,76, com redução de 3,84%, ante o mês anterior, conforme indica os dados da última análise do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível.
“O preço da gasolina segue em baixa no País e reduções foram identificadas em todo o território nacional, com exceção da Região Nordeste. Por lá, identificamos que o valor do litro nas bombas aumentou 0,34%, e nos postos do Norte houve uma estabilidade, ante o mês anterior”, aponta Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil.
A redução mais expressiva para a gasolina foi registrada na Região Sudeste, de 2,49%. Os postos da região também comercializaram o combustível pela menor média do País, a R$ 5,48. Estável desde julho, o preço mais caro do litro foi identificado nas bombas da Região Norte, a R$ 6,16.
O preço do etanol ficou mais barato em todas as regiões, com destaque para o recuo de 6,48%, registrado no Centro-Oeste, onde o IPTL também identificou o preço médio mais barato de todo o País, de R$ 3,61. Já a média mais alta foi encontrada nos postos de abastecimento do Norte, a R$ 4,80.
Entre os Estados, o Espírito Santo registrou a redução nacional mais expressiva para a gasolina, de 3,19%, vendida a R$ 5,77. Ainda assim, a média mais baixa do País foi registrada nos postos de São Paulo, a R$ 5,43. Já o maior aumento, de 1,68%, foi identificado na Bahia, que comercializou o combustível a R$ 6,04. A média mais alta foi registrada em Roraima, a R$ 6,57.
Ainda entre os destaques nacionais, Goiás não apenas registrou a maior redução do Brasil para o etanol, de 8,51%, como também o preço médio mais baixo do País para o litro, de R$ 3,55, mesmo valor registrado nos postos de São Paulo. Além de apresentar o aumento mais significativo, entre os Estados, para o etanol, de 0,40%, Sergipe também comercializou o combustível pela média mais alta, de R$ 4,96.
“Quando analisamos os Estados é possível identificar uma redução mais expressiva para o etanol entre os do Centro-Oeste, a exemplo de Goiás. Como reflexo, o etanol se apresentou como a opção mais econômica para abastecimento em todos os Estados da região, e também no Distrito Federal. O combustível também foi considerado mais viável para os motoristas do Paraná, Amazonas, Minas Gerais e São Paulo, além de ser o mais indicado, por reduzir consideravelmente as emissões de gases responsáveis pelas mudanças climáticas”, conclui Pina.