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Coluna Fernando Calmon  – Carros de entrada mais caros, um fenômeno mundial

Coluna Fernando Calmon nº 1.255 — 13/6/23

Carros de entrada mais caros, um fenômeno mundial

Houve muita confusão em relação ao recente pacote de incentivos para aliviar os estoques elevados de veículos à espera de compradores. Inclusive o uso totalmente distorcido do que significa um carro “popular”. Afinal, o termo está superado por se referir a uma situação do passado, não do presente.

Hoje o mais adequado é carro de entrada ou de acesso, quando não existem condições mercadológicas de simplesmente “depenar” um produto para baixar seu preço. Exigências de segurança, emissões e alguns equipamentos de conforto e comodidade impedem qualquer ação nesse sentido.

No entanto, essa condição se repete até nos mercados ricos. Uma recente reportagem do prestigioso jornal americano Washington Post (WP) apontou que parte dos compradores nos EUA está preferindo dar uma ajeitada no seu automóvel usado.

Eles não conseguem pagar as prestações dos modelos mais em conta porque preços e juros subiram. Esse fenômeno reflete o encarecimento da oferta destes produtos de entrada.

Em 2017, havia 11 modelos por menos de US$ 20.000 (R$ 97.000 em conversão direta, mas com os baixíssimos impostos locais). Em março último, apenas dois.

O preço médio atual é de US$ 48.000 (R$ 233.000). Bom lembrar que a frota americana de 290 milhões de veículos ainda é a maior do mundo com densidade de 1,2 habitante/veículo. Na China, maior mercado mundial, 25 milhões de unidades/ano, a densidade está em torno de 4 habitantes/veículo semelhante à do Brasil.

Esse panorama de automóveis mais caros se repete nos outros mercados de alto poder aquisitivo e volume na Europa, Japão e Canadá.

Guardadas as proporções, em 1993 o Brasil criou os carros apelidados de “populares” com redução praticamente total (99,9%) do IPI. Eram sete pelo preço combinado de o equivalente a US$ 7.500: Fusca, Kombi, Uno Mille, Chevette Jr., Escort Hobby, Gol 1000 e quase um ano depois, Corsa Wind.

Feita a correção monetária custariam hoje cerca de R$ 80.000 e seriam incomparáveis em termos técnicos aos atuais de entrada ou de acesso.

Agora só há dois modelos na faixa de R$ 59.000 com os descontos patrocinados pelo Governo Federal e em vários casos, fabricantes: Fiat Mobi (lançado em 2016) e Renault Kwid (2017). Os demais 88 modelos vão de R$ 63.000 a R$ 138.890.

A Fenabrave distribuiu no dia 13 último uma nota prevendo que o programa de incentivos só vai durar um mês, quando o montante alocado ao patrocínio se esgota.

O que o WP deixou de abordar por não se tratar do tema da reportagem, é um fato ainda pouco comentado. Boa parte desta disparada de preços no mundo deve-se a que os fabricantes precisam investir muito na necessária, porém longa transição para veículos elétricos.

Como dinheiro não cai do céu, a rentabilidade tem de vir de alguma forma. No caso, aumentando os preços dos carros atuais já que subsídios governamentais no exterior são limitados e um dia vão acabar.

Controle mundial de gases de efeito estufa ainda patina

Grande parte dos países entendeu a necessidade de controlar os gases de efeito estufa para limitar o aumento de temperatura média da Terra em 1,5 °C até o final deste século.

Se o compromisso deixar de ser atendido, há grandes riscos de alterações climáticas que podem afetar de forma severa a vida humana no planeta.

É bom lembrar que há outros “vilões” além do gás carbônico (CO2). O metano é um deles de origem principal na pecuária e cerca de 20 vezes com mais poder de contribuição que o CO2.

A frota mundial de 1,4 bilhão de veículos responde hoje por cerca de um quarto de tudo que contribui para o efeito estufa. O desmatamento e outras atividades agrícolas têm grande peso, sem esquecer dos transportes aéreo e marítimo.

Entretanto, no caso da cana-de-açúcar e do milho para produção de etanol no Brasil há compensação graças à fotossíntese de mais de 80% da emissão de CO2 pelos veículos leves.

Outras atividades como reflorestamento em oposição ao desmatamento e a futura produção de hidrogênio verde colocam o País em uma posição de alguma proeminência, apesar de as condições atuais apontarem problemas.

A Imperial College, universidade de grande prestígio mundial em Londres, acaba de publicar um estudo em que estima que 90% dos países analisados têm planos não confiáveis sobre zerar as emissões líquidas de CO2.

A China continua de longe o maior emissor (24,2%) e baixa confiança em atender as metas, seguida pelos EUA (11,6%) e também baixa confiança. Índia (6,8%), Indonésia (3,9%) e o Brasil (2,9%) foram enquadrados em muito baixa confiança.

A União Europeia responde por mais que o dobro (6,3%) dos gases de efeito estufa em relação ao nosso País, porém suas metas são consideradas de alta confiança, como as do Reino Unido e Nova Zelândia.

A meta a ser cumprida depende do esforço gerencial e político, condição econômico-financeira e o cenário atual de cada país em termos de população e área. A China já sinalizou para 2060. A maioria, porém, acredita que em 2050 terá feito a sua parte.

Polo Track trouxe simplicidade ao compacto

No mês passado o Polo liderou o mercado brasileiro de automóveis de passageiros pela primeira vez desde o início da produção aqui em 2002. A versão de entrada Track lançada em fevereiro último ajudou no avanço que levou o modelo a também comandar o segmento de hatches compactos.

Ao avaliar o Track no dia a dia o modelo mostrou comportamento dinâmico igual aos outros Polos, pois não houve mudanças na arquitetura MQB A0, mas ganhou nova grade dianteira.

Entretanto, as rodas de aço com calota têm apenas quatro parafusos, contra cinco das demais versões. Isso não atrapalha a segurança, contudo denota de onde se diminuíram os custos. Números de potência (84/77 cv etanol/gasolina) e torque (10,3/9,6 kgf.m E/G) são os mesmos da versão MPI.

O Track veio abastecido com gasolina e ficou nítida uma pequena perda no desempenho, em especial quando trafeguei em estrada. Igualmente em circuito urbano ao transpor lombadas, por exemplo, que exige maior uso do câmbio.

Acabamento interno simplificado e os materiais também estão dentro do figurino da proposta. Ar-condicionado, quatro airbags, vidros dianteiros elétricos e travamento remoto das quatro portas são de série. Não há central multimídia.

Rádio e alto-falantes emitem som apenas razoável e é meio temperamental para executar pareamento Bluetooth com o celular. Quanto ao espaço interno destaca-se frente a outros compactos do segmento, além do porta-malas de 300 litros padrão VDA.

 

 

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Modelos de veículos com desconto serão divulgados nesta quarta-feira

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apresenta nesta quarta-feira (14) a lista de empresas participantes do programa que concede descontos na venda de veículos. Divulgada na página da pasta na internet, a lista também detalhará os modelos que serão vendidos com preços mais baixos.

O prazo para as montadoras de carros aderirem à política de créditos tributários acabou na última segunda-feira (12). As fabricantes enviaram ao MDIC a confirmação do interesse em participar do programa e informaram os modelos que terão descontos.

Com previsão de durar até quatro meses, ou enquanto houver recursos, o programa foi lançado no último dia 5 pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

No caso dos carros, os descontos variam de R$ 2 mil a R$ 8 mil e serão concedidos com base em três critérios: social (preço mais baixo), ambiental (carros que poluem menos) e densidade industrial (geração de empregos e uso de peças nacionais).
Arte - Critérios para concessão de desconto para carros populares

Também haverá um desconto de R$ 36,6 mil a R$ 99,4 mil para ônibus e caminhões. Nesse caso, o desconto vai variar conforme o tamanho do veículo e será usado para a renovação da frota com mais de 20 anos. Micro-ônibus (vans) e pequenos caminhões receberão desconto de R$ 36,6 mil. Os ônibus de tamanho normal e grandes caminhões terão redução de R$ 99,4 mil. O grau de poluição do veículo também será considerado.

Para obter o desconto sobre o caminhão e o ônibus, o motorista precisa comprar um caminhão licenciado com mais de 20 anos de fabricação e enviar o veículo velho para reciclagem. O comprador precisará apresentar um documento para comprovar a destinação do veículo antigo para o desmonte.

O valor pago no caminhão ou ônibus velho estará incluído no desconto. No caso de um caminhão de menor porte, que teria desconto de R$ 33,6 mil, a redução cai para R$ 18,6 mil se o veículo antigo tiver custado R$ 15 mil.

Arte - desconto carros populares

O programa para a renovação da frota será custeado por meio de créditos tributários, descontos concedidos pelo governo aos fabricantes no pagamento de tributos futuros, no total de R$ 1,5 bilhão. Em troca, a indústria automotiva comprometeu-se a repassar a diferença ao consumidor.

Alckmin explicou que está prevista a utilização de R$ 700 milhões em créditos tributários para a venda de caminhões, R$ 500 milhões para carros e R$ 300 milhões para vans e ônibus.

Para compensar a perda de arrecadação, o governo pretende reverter parcialmente a desoneração sobre o diesel que vigoraria até o fim do ano. Dos R$ 0,35 de Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) atualmente zerados, R$ 0,11 serão reonerados em setembro, depois da noventena, prazo de 90 dias determinado pela Constituição para o aumento de contribuições federais.

Segundo Haddad, a reoneração parcial em 2023 ajudará a diminuir as pressões sobre a inflação em 2024. (Agência Brasil)

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Nova Volkswagen Kombi ganha versão de sete lugares e mais capacidade de carga

 

Depois de agitar o mercado com o renascimento da nova Kombi, a ID. Buzz, a Volkswagen novamente cria um burburinho com a chegada da versão de sete lugares.

As vendas começam em 2024 para os mercados norte-americano e europeu. A nova Kombi tem quase cinco metros de comprimento, até sete lugares (em três filas) e um maior espaço de entre-eixos.

O motor elétrico oferece 210 kW/286 cavalos, com tração traseira, velocidade máxima de 160 quilômetros por hora e aceleração de 0 a 100 quilômetros por hora em 7,9 segundos.

Para quem quer mais desempenho, a versão GTX conta com motor um motor com potência total de 250 kW/339 cavalos, tração integral e aceleração de 0 a 100 quilômetros por hora em 6,4 segundos.

Teto

Além de oferecer tecnologia digital de última geração, a ID. Buzz vem com o maior teto panorâmico do mundo: 1,5 metro quadrado. O teto ainda tem uma tecnologia que impede a entrada de raios solares no interior.

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Lançado em 1969, Peugeot 504 Coupé ainda mantém um design atraente

Diferente de hoje em que todos os modelos estão com linhas muito semelhantes, ao ponto do consumidor muitas vezes ter dificuldade de diferenciar a marca de alguns veículos, no passado a criatividade e beleza eram o diferencial. Havia mais criatividade e as marcas se diferenciavam com muita facilidade.

Entre diversos modelos, o Peugeot 504 Coupé é um deles. Apresentado oficialmente no Salão do Automóvel de Genebra, em 1969, vinha de uma família completa, desenhada pelo Studio Pininfarina. Eram quatro irmãos: picape, sedã, coupé e o conversível.

O modelo dispunha de duas motorizações: um com motor quatro cilindros de dois litros e 100 cavalos e outro um V6 de 2,7 litros que entregava 136 cavalos.

O modelo teve sua produção encerrada em 1983, mas deu lugar o outra obra prima da marca francesa, o 406 Coupé.

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Com o novo SUV EX30, Volvo quer ganhar um consumidor mais jovem

Durante muitos anos, o C30 foi uma referência em termos de design nos veículos de entrada da Volvo. Agora, novamente um pequeno modelo é a sensação entre os veículos de entrada da marca sueca.

O EX 30 acaba de ser apresentado mundialmente em Milão, na Itália, por aproximadamente 38.000€ (R$ 190 mil).

Em todo o mundo, a faixa dos B-SUV é uma das que mais cresce e o EX 30 vem exatamente nesse segmento.

Com apenas 4,2 metros, o modelo chega para ganhar novos clientes para a marca e para isso, vem caprichado de tecnologia, conectividade e economia na mobilidade.

“O EX30 pode ser o nosso menor SUV, mas representa um grande passo para os nossos clientes e para a marca. Gostamos de dizer que o EX30 é pequeno, mas poderoso, porque oferece tudo o que se deseja num Volvo, mas numa embalagem menor”, afirmou durante o evento Jim Rowan, CEO da Volvo Cars.

Moderno

O EX30 conta com um design jovem, bem ao estilo do XC40, com destaque para a dianteira, que por não ter radiador, tem a frente toda fechada e os faróis em formato “martelo do Thor”.

Por dentro, o modelo é muito agradável e não existem botões físicos. A boa distância no entre-eixos (2,6 metros mm) garantem um excelente espaço interno.

Destaque também, para a ampla tela central, com 12,3 polegadas que passa todas as informações necessárias para o motorista. O sistema de infoentretenimento vem com a conectividade 5G e com a plataforma tecnológica Snapdragon Cockpit.

O novo EX30 conta ainda com o sistema Google incorporado, com as aplicações como, o Google Assistant ou o Google Maps, que se juntam ao Google Play. O novo modelo sueco é o primeiro a incorporar a conexão ao sistema Apple CarPlay sem fios.

O porta-malas tem boa capacidade que vão de 318 com os bancos e a tampa no lugar normal, até 904 litros. O Volvo EX30 é generoso em porta-objetos.

Elétrico

A marca sueca acredita que quem compra o EX30 transitará principalmente nas grandes cidades ou trajetos pequenos.

Para esses consumidores, a Volvo recomenda a opção “Single Motor” com bateria LFP de 51 kWh de fosfato de ferro-lítio. Nesse caso, a autonomia é de 344 quilómetros. A aceleração é de 0 a 100 quilômetros por hora em 5,7 segundos.

Se o proprietário precisar de mais autonomia, a marca sugere a opção “Single Motor Extended Range”, com uma bateria NMC de lítio, níquel, manganésio e cobalto. Nesta opção, a autonomia será de 480 quilómetros e a aceleração de 0 a 100 km/h em 5,3 segundos.

Já para os desejam desempenho, a marca criou ainda outra variante: a “Twin Motor Performance”. Com tração integral e 315 kW/428 cavalos de potência, o modelo acelera de 0 aos 100 km/h em 3,6 segundos.

O EX30 será comercializado em cinco cores.

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Jaguar Classic lança réplicas exclusivas do esportivo e icônico E-Type

Celebrando o espirito esportivo do icônico E-Type, a Jaguar Classic produziu sete pares exclusivos de veículos E-Type ZP Collection. Esses novos colecionáveis de luxo homenageiam os primeiros E-Types de competição, que foram produzidos sob o nome de Projet ZP.

Apenas alguns meses após a introdução do E-Type, em 1961, esses as versões de competição já comemoraram suas primeiras vitórias.

Cada par de veículos E-Type ZP Collection incluem dois cupês inspirados nos carros vencedores de corridas originais e amplamente restaurados pelos especialistas da Jaguar Classic Works em Coventry.

Os dois carros que serviram para o projeto, os ECD 400 e BUY 1, foram dirigidos por Graham Hill e Roy Salvadori, respectivamente, na década de 1960.

A E-Type ZP Collection apresenta detalhes cuidadosos que comemoram a herança de corrida do E-type bem como atualizações e aprimoramentos de engenharia para torná-los mais utilizáveis para os clientes.

Quatorze desses últimos carros esportivos V8 Jaguar de 5,0 litros superalimentados serão reservados para clientes da E-type ZP Collection.

Homenagem autêntica

Cada veículo vem com um capacete de época para combinar com os usados por Hill e Salvadori na época. Os capacetes foram primorosamente trabalhados pelo especialista britânico Bill Vero, da Everoak, que fabrica esses itens desde a década de 1950.

As reproduções autênticas e fiéis são uma bela peça de exposição que pode ser usada e ajustada à mão para cada cliente.

Cada capacete é entregue com uma bolsa de armazenamento de couro sob medida criada com o mesmo couro do interior do automóvel e feita pela Jaguar Classic. A bolsa do capacete é complementada por uma bolsa de couro para o manual do veículo, feita com o mesmo couro pela mesma equipe.

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Eric Granado retorna com primeira fila como “presente de aniversário”

A classificação para o GP da Itália de MotoE foi disputada neste sábado, no circuito de Mugello. Lá, Eric Granado retornou muito bem às competições após o forte acidente que sofreu no último mês no Mundial de Superbike. Rapidamente, o brasileiro se readaptou à MotoE e figurou entre os primeiros nos treinos livres. Ele foi ao Q2 diretamente e melhorou mais no treino oficial.

Com o tempo de 1min55s959 ele garantiu um lugar na primeira fila do grid para as duas provas da MotoE neste sábado em Mugello. Granado ficou a apenas 0s207 do pole position, o italiano Matteo Ferrari, em terceiro lugar.

“Estou muito, muito feliz. Só de já estar aqui correndo já é muito bom, foi um mês bem difícil”, disse Eric após a classificação. “Fiquei em casa sem poder fazer nada, não sabia se poderia voltar. Felizmente pudemos retornar com aval dos médicos, e estou muito feliz. Quero agradecer muito à minha equipe, minha família, todos que torcem por mim e a Deus. Agora, vamos aproveitar tudo.”

Granado completa neste sábado 27 anos de idade e disse que a primeira fila é uma ótima maneira de iniciar as celebrações por mais um ano de vida. “Amanhã é meu aniversário, sair da primeira fila é um grande presente. Vamos lá: só quero aproveitar, viver um dia legal e vir com tudo”.

As largadas para as duas corridas da MotoE ocorrem às 7h15 e 11h10 da manhã no horário de Brasília. O brasileiro compete no Mundial com apoio de Suhai Seguradora, Alpinestars, Shark Helmets, Oakley, Pneustore, Frota Assessoria Empresarial, Instituto Marazul, Camargo Alfaiataria, HoloStore, Zero Racing Design, EG51 Store e Edge Lifesports.

Confira o top 10:
1. Matteo Ferrari – 1min55s752
2. Mattia Casadei, a 0s008
3. Eric Granado, 0s207
4. Randy Krummenacher, a 0s591
5. Andrea Mantovani, a 0s701
6. Kevin Zannoni, a 0s888
7. Jordi Torres , a 0s897
8. Kevin Manfredi, a 1s082
9. Hector Garzó, a 1s647
10. Nicolas Spinelli, a 3s058

 

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Coluna Fernando Calmon  — Programa de incentivos fica muito aquém do esperado

Coluna Fernando Calmon

Programa de incentivos fica muito aquém do esperado

Na semana passada citei Shakespeare no final da coluna, mas agora terei de apelar para uma fábula de Esopo: A montanha pariu um rato. Não se trata de desmerecer o esforço do Governo Federal e muito menos achar que a iniciativa dispensa méritos. O problema é tão somente a falta de uma visão ampla da indústria automobilística e menos politizada, o que levou ao açodamento da iniciativa.

Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 12/11/2008. Veículos no terminal portuário de cargas do Rio de Janeiro. No mês de outubro de 2008, o mercado de carros novos caiu 11% em relação ao mês anterior, desencadeando uma onda de anúncios de férias coletivas e redução de produção nas fábricas. – Crédito:FÁBIO MOTTA/AGÊNCIA ESTADO/AE/Codigo imagem:33682

Ao contrário do que aconteceu em 2012 e 2013, quando a isenção total do IPI levou a uma disparada inédita nas vendas atingindo quase quatro milhões de unidades de veículos leves e pesados em cada um daqueles anos, a atual Medida Provisória do Setor Automotivo começou de forma atabalhoada ao esquecer dos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal de 4 de maio de 2000. Incentivo em qualquer nível tem que ser compensado por uma fonte de receita.

Escolheu-se a reoneração fiscal antecipada do preço do diesel. Assim, se conseguiu o total de R$ 1,5 bilhão e esse montante será dividido: um terço para veículos leves e dois terços para os pesados (caminhões e ônibus). Dessa forma, as previsões otimistas indicam que o estímulo vai durar apenas um mês, ou pouco além, quando a verba se esgota.

Serão apenas 115.000 veículos leves, considerando a venda diária média dos últimos meses, segundo a Anfavea. As grandes dúvidas: o governo ampliará ou não o programa imaginado para até quatro meses e de onde sairão os recursos compensatórios.

A decisão de enquadrar caminhões e ônibus foi correta, embora desidratando bastante o montante disponível para automóveis e comerciais leves. Também ficou a esclarecer de que forma os veículos pesados com mais de 20 anos de uso serão retirados de circulação e levados para desmontagem/reciclagem.

Um aspecto positivo é haver sobra de automóveis zero-km. Os estoques deram um salto para cima na segunda quinzena de maio com a paralisia das vendas em razão dos compradores terem resolvido esperar pelos descontos.

Não há como a indústria diminuir a produção do dia para a noite. Mas um fenômeno interessante está ocorrendo. Quase todas as marcas anunciaram, às pressas, descontos além dos R$ 2.000 a R$ 8.000 (escalonados de cima para baixo) anunciados pelo Governo Federal.

Os dois modelos de menor preço que formam a categoria de entrada ou acesso ao mercado, por exemplo, ficaram cerca de R$ 10.000 mais em conta: Renault Kwid e Fiat Mobi. Volkswagen anunciou bônus de R$ 5.000, além do desconto “oficial”, e a chamada “taxa zero”. Stellantis igualmente foi rápida com as marcas Citroën, Jeep e Peugeot. Chevrolet, Caoa Chery e Hyundai também. É muito provável que todas as marcas elegíveis entrem nessa disputa pelo consumidor e o pobre ratinho.

Civic Type R investe no verdadeiro espírito Sport

Não há como deixar de se entusiasmar ao assumir o volante do Type R para algumas voltas rápidas no desafiante autódromo Velo Città, em Mogi-Guaçu (SP). Além da posição excelente para guiar, a alavanca de câmbio­­­­­­­­­­­­­­­ localizada corretamente e na altura certa, o hatch da Honda mantém a tradição da caixa manual de seis marchas com aceleração interina automática nas reduções (dispensa o punta-tacco, por exemplo).

Apesar da tração dianteira, o hatch contorna curvas com atitude perfeita e grande rapidez. Os freios a disco nas quatro rodas com pinças Brembo estão muito bem dimensionados. Como bônus o sistema de escapamento de ronco grave e um exclusivo arranjo de três saídas junto ao centro do para-choque.

Seu alto desempenho garantiu o recorde de volta para um carro de rua com tração dianteira no lendário circuito de Nürburgring, Alemanha. O motor é um quatro-cilindros turbo a gasolina, 2-litros, que originalmente entrega 329 cv e 42,8 kgf.m com gasolina premium europeia (98 octanas RON).

Aqui com gasolina comum a potência cai quase 10% para 297 cv, mantido o mesmo torque. A Honda nunca informa dados de desempenho no Brasil, mas na Europa estão em todas as fichas técnicas: 0 a 100 km/h em 5,4 s e velocidade máxima de 275 km/h.

O Type R é construído na versão liftback do Civic com a espaçosa distância entre eixos de 2.734 mm, banco traseiro para dois ocupantes e acabamento interior predominante em vermelho. No quadro de instrumentos, ao mudar para o modo +R, o conta-giros digital ganha uma escala horizontal (zona vermelha, 7.000 rpm), além de termômetros de água e óleo e medidor de força G entre outros, podendo ser reconfigurado no modo Individual.

Também é possível gerenciar o nível de resposta das suspensões ao escolher o modo Comfort ou Sport.

A Honda importará um lote único este ano, disponível em todas as concessionárias. Preços: R$ 429.900 e R$ 434.900 (com o pacote Traffic Alert). Por enquanto, a primeira versão não estará contemplada para as primeiras 100 unidades.

Caoa Chery tem versão mais em conta do Tiggo 5x

O nome Sport vem sendo usado ultimamente não para indicar motor mais potente e desempenho superior, mas uma simplificação acompanhada de preço menor. E foi assim que surgiu o Tiggo 5x Sport lançado pelo preço promocional de R$ 119.990, no limite superior de enquadramento do plano de desconto de impostos.

O preço, no momento, cai para R$ 117.990. Depois deverá subir para R$ 125.000, sem data prevista de acordo com o fabricante instalado em Anápolis (GO).

Itens externos escurecidos desta versão de entrada são a sua característica e uma pequena simplificação na grade do radiador. Há rodas novas de 17 pol. (antes de 18 pol.).

Os faróis são halógenos (no lugar de LEDs). No interior, manteve o banco do motorista com ajustes elétricos, mesmo visual da versão mais cara, revestimentos de ótimo aspecto, tela multimídia de 10,25 pol., alavanca do câmbio automático do tipo joystick, saídas de ar-condicionado para o banco traseiro e o hoje indispensável freio de estacionamento eletromecânico automático.

Para chegar ao preço mais atraente, saíram desta versão o teto solar panorâmico, ar-condicionado automático (agora, de uma zona), câmera de 360º (mantidos câmera de ré e sensor traseiro de estacionamento) e carregador de bateria de celular por indução.

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Nova Ford surpreende pelo acabamento luxuoso e muita tecnologia a bordo

Aos poucos, a Ford vai mostrando o seu mais importante lançamento do ano. A Ford Ranger 2024 chegará ao mercado nos próximos meses, com um visual mais agressivo e moderno, novo motor V6 e muita tecnologia a bordo. A nova picape, assim como a atual, é produzida na Planta de Pacheco na Argentina.

Desde que chegou ao mercado, a Ranger sempre se destacou das demais picapes médias, tanto pela dirigibilidade como pelo acabamento e confiabilidade.

Apresentada no Salão do Automóvel de São Paulo em 1994, ela começou a ser vendida de verdade no ano seguinte, alguns meses antes da General Motors lançar a Chevrolet S10.

O modelo da época era menor, cabine simples e com uma tendência mais urbana, que foi mudando nas versões seguintes. Mas um importante detalhe retorna 30 anos depois: o motor V6.

O modelo dos anos 1990 tinha um V6 à gasolina de quatro litros que desenvolvia 162 cavalos de potência máxima e 30,4 kgfm de torque.

As novas Rangers vão ganhar o motor mais potente entre as picapes do segmento médio à venda no Brasil: será um V6 3.0 turbodiesel que produzirá 253 cavalos de potência e 60,8 kgfm de torque.

Para se ter uma ideia do ganho que o novo motor trará para a picape Ford, o atual motor 3,2 turbodiesel , que é muito bom, tem 200 cavalos de potência e 47,9 kgfm de torque. É, sem dúvida, a Ranger mais potente da história do modelo.

Nas versões de entrada, a motorização será um 2,0 litros turbodiesel de 213 cavalos e 50,9 kgfm.

Interior

Esta semana a Ford revelou o interior da nova picape. Logo de cara são surpreendentes o luxo, a tecnologia e a qualidade que a nova Ranger 2024 trará para o mercado nacional.

A versão apresentada era a top de linha, Limited, com bancos de couro e acabamento sofisticado. No interior, outros destaques são a tela vertical de 12 polegadas com o sistema multimídia SYNC 4 de nova geração, bem como o painel de instrumentos digital de 12,4 polegadas. A nova avalavanca da transmissão automática, do tipo joystike, e os botões no console central também ficaram muito bonitos e funcionais.

Destaque também é o apoio para o pé na lateral da caçamba. Só quem já carregou  uma caçamba sabe quanto faz falta.
(Fotos Thomaz Fraga)

 

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