Motor

Fiat Strada continua na liderança do mercado nacional

O grupo Stellantis iniciou seu sexto ano mantendo a liderança no mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves. Em janeiro, a companhia alcançou 30,6% de participação nas vendas do mês, avanço de 1,4 ponto percentual em relação a dezembro. No total, foram emplacados mais de 49 mil veículos no período.

Entre as marcas do grupo, a Fiat foi uma das principais responsáveis por esse desempenho ao manter a liderança do mercado nacional no primeiro mês do ano, com mais de 34 mil unidades emplacadas e 21% de participação, aumento de 1,1 ponto percentual em relação ao mês anterior. A Fiat Strada segue como líder no ranking geral de vendas, com 4,8 mil unidades à frente do segundo colocado, o Volkswagen T-Cross, seguido do Volkswagen Polo e em quarto o Fiat Argo..

A Jeep, no segmento de SUVs, iniciou 2026 com aumento de 0,5 ponto percentual de participação em relação ao mês anterior. Entre os destaques do portfólio da marca, o Jeep Compass segue liderando entre os SUVs Médios, além de seguir entre os 10 veículos mais vendidos do Brasil, considerando todos os segmentos.

A Ram encerrou janeiro com alta de 0,2 ponto percentual de participação no mercado nacional em relação a dezembro de 2025, com destaque para a Rampage. O modelo manteve a segunda colocação entre as picapes intermediárias, com 24,9% de participação no segmento.

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Novo carro da Fiat chega para marcar os 50 anos da marca no Brasil

Desde o ano passado já foi confirmada a chegada, em 2026, do novo Panda. Modelo de muito sucesso na Europa, vai se chamar por aqui de Argo e vai marcar os 50 anos da inauguração da fábrica mineira da Fiat. O novo veículo vai substituir os modelos mais “elitizados” e conviver, por um tempo, como modelo de entrada com atual Argo.

O novo hatch chega para reforçar a liderança da marca italiana no Brasil, diferentemente do mercado europeu, onde vive dias difíceis e de estagnação. O novo lançamento vai dar vida a outras versões, como um novo fastback e um substituto para a picape Strada.

Por aqui, o novo Argo terá algumas modificações estéticas e as padronagens dos bancos e acabamentos serão diferentes, já que para o mercado europeu, usa cores extravagantes e vibrantes. A plataforma do novo carro é a Smart Car, já utilizada no Peugeot 208 e no Citroën C3. As dimensões serão quase iguais ao do Argo atual.

Elétrico

A versão atual que será o modelo de entrada, continuará com a motorização 1,0 litro aspirada, de 75 cavalos e 10,7 kgfm. Já o novo modelo contará com o motor T200 de um litro, turbo, 3 cilindros, que entrega até 130 cavalos de potência máxima e torque de 20,4 kgfm.

O motor terá a eletrificação leve de 12 volts, a mesma já utilizada no “híbridos” Pulse, Fastback e Strada. Essa eletrificação, não permite que o novo Argo ande somente com energia, apenas “ajuda” o motor a combustão, proporcionando uma pequena economia de combustível nos perímetros urbanos.

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Aion Y é uma excelente opção para quem quer um elétrico muito espaçoso

A GAC é mais uma fabricante chinesa que chegou para disputar o mercado brasileiro. E testamos o modelo de entrada da marca, o Aion Y Elite, numa cor nada discreta, mas não feia. Juntando a cor, o design e o estilo das lanternas e faróis, por onde passa o modelo chama muito a atenção.

Muito mais para uma minivan do que para um SUV, segmento quase sem opções no mercado nacional, o Aion impressiona pelo rodar suave, tecnologia e o enorme espaço interno. Quem andar no banco traseiro vai achar que está na sala de casa. E a sensação de espaço fica ainda maior com o teto solar panorâmico.

Anda bem

Com potência de 204 cavalos (150 kW) e torque declarado de 23 m·kgf, o desempenho é muito satisfatório. Como a maioria dos modelos do seu segmento, a velocidade máxima, ao contrário da aceleração, não é o forte. Mesmo assim, o GAC acelera de 0 a 100 quilômetros por hora em 8,5 segundos e atinge a velocidade máxima de 150 quilômetros por hora.

A bateria de fosfato de ferro e lítio (LFP) de 63,2 kW·h tem uma autonomia de 318 quilômetros, mas em nossa avaliação e andando moderadamente, no uso urbano, passou desse número fornecido pela importadora. Como em todo o carro elétrico, não existe câmbio e o movimento desejado é conseguido através de uma haste muito ergonômica atrás do volante. Ou seja, o motorista pode selecionar os tradicionais P, R, N e D.

A função i-Pedal, com níveis de regeneração configuráveis, é muito útil e permite uma maior regeneração, usando menos os freios e melhorando a eficiência. Há também a opção da função creeping, que simula o “rastejar” dos automáticos tradicionais, muito útil para manobra fina sem tocar no acelerador, apenas aliviando o pedal do freio.

Rodando, o chinês mostrou que tem uma suspensão, McPherson na dianteira e eixo de torção atrás, firme e equilibrada, mas sem prejudicar o conforto. Mesmo numa estrada sinuosa, a carroceria se mostrou firme e transmitindo segurança ao motorista. Porém, em pisos irregulares, “bate” um pouco.

Desenho limpo

O design, com o uso no dia a dia, passa a ser até agradável. As linhas limpas, arcos de roda definidos e faróis finos se associam à assinatura em formato de “asas de anjo”. Até de longe se identifica o modelo. A traseira é mais discreta, com uma barra luminosa que liga as duas lanternas, e, na parte superior da tampa, um pequeno defletor. O conjunto, no todo, é muito interessante e agradável. O porta-malas tem 361 litros e acesso bem fácil.

Por dentro, como já destacamos, o espaço é muito grande. Os bancos são muito confortáveis e em tecido sintético muito harmonioso. Os bancos contam com sistema de ventilação e ajuste elétrico na frente. Outra coisa muito legal, e que foge da mesmice, são as combinações de cor, que dão uma alegria ao interior.

O volante tem boa pega e tamanho bem adequado. Outra coisa positiva é a tela central de 10,2 polegadas com interface simples e funcional. As telas gigantes da maioria dos modelos chineses só servem para desviar a atenção e muitas vezes dificultam o uso. A câmera 360° é muito boa e oferece pré-seleções úteis. O ajuste dos espelhos externos é na tela, moderno, mas pouco prático.

O Aion não tem botão para ligar ou desligar. Ao entrar, é só “engatar” e sair acelerando. A minivan é bem equipada em termos de tecnologia: duas portas USB, uma dianteira e outra traseira e carregador por indução que funciona bem. Duas coisas chamam a atenção: Apple CarPlay opera somente com cabo e não tem Android Auto nativo, nem por cabo.

O sistema de som é competente, com seis alto-falantes, mas sentimos falta de mais ajustes e maior potência. Mais um detalhe interessante foi a agilidade no carregamento, tanto com wallbox, como na tomada 220 volts. Carregou a bateria na tomada em menos de 8 horas.

A conclusão é que, principalmente para quem tem família grande e deseja um modelo 100% elétrico, o Aion Y é uma excelente opção de compra.

Preço
GAC Aion Y Elite R$ 187.990,00

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Muito atraente e econômico, Peugeot 208 híbrido é uma ótima opção

O Peugeot 208 é, sem dúvida, o hatch compacto mais harmonioso de sua categoria. O modelo conta com linhas marcantes, esportivas e com identidade visual muito especial. E agora mais moderno e atual com a motorização semi-hibrida de 12 volts. É um sistema híbrido leve e que apenas auxilia o motor a combustão, ou seja, nunca se move apenas com a motorização elétrica.

Qual a diferença? Um modelo híbrido é acionado com dois motores: um a combustão e outro elétrico. No sistema utilizado em vários modelos da Stellantis, o motor elétrico é um gerador de corrente alternada, que nada mais é que um alternador. Apesar do sistema utilizado pelo 208 ser bem atual, é um sistema já utilizado desde a década de 50.

O alternador substituiu o dínamo, um gerador de corrente contínua logo abandonado pela indústria automobilística mundial devido à superioridade absoluta do alternador em todos os aspectos, especialmente eficiência em baixa rotação do motor, insensibilidade a altas rotações e durabilidade.

Por volta de 2003, uma fabricante francesa de autopeças, desenvolveu um alternador reversível, pois era motor também. A Citroën adotou num C3 versão Start&Stop de desligamento automático do motor nas paradas visando diminuir consumo e emissões. A nova partida era feita ao pisar no acelerador, era imediata e sem o desagradável ruído produzido pelos motores de partida convencionais, uma vez que o engrenamento para virar o motor a combustão já era por correia poli-V.

A evolução natural desse sistema, pela própria fabricante, foi o alternador funcionar como motor de modo a adicionar potência ao motor a combustão, e ampliar a função de gerador nas frenagens e ao levantar o pé do acelerador, a chamada frenagem regenerativa.

O auxílio do motor elétrico é pequeno, apenas 4 cavalos, mas que é notado em situações como sair da imobilidade. Aliás, é a maior virtude desde sistema, pois “alivia” o motor a combustão e assim economiza combustível.

O gerador-motor elétrico é alimentado por uma bateria de íons de lítio de 12 V posicionada sob o banco, atua por correia, funcionando como motor de partida, alternador e suporte de torque em baixa rotação.
Motorização

O 208 utiliza o motor GSE Turbo 200, que equipa outros modelos da própria Peugeot, Fiat, Jeep e Citroen. O motor de 1,0 litro, três cilindros, turbo, bloco e cabeçote de alumínio, injeção direta, controle das válvulas de admissão através do sistema MultiAir III e das válvulas de escapamento por comando no cabeçote com corrente, desenvolve 125 (gasolina) e 130 (etanol) cavalos de potência máxima a 5.750 rpm e torque máximo de 20,4 m·kgf a 1.750 rpm. Esses números rendem um bom desempenho para o modelo. A velocidade máxima é de 205 quilômetros por hora e acelerou de 0 a 100 quilômetros por hora em 8,4 segundos.

Por conta do motor elétrico, o 208 ficou mais econômico na cidade. No percurso urbano o 208 Hibrido fez 13,4 km/l com gasolina e 9,5 com etanol. Já no percurso rodoviário o consumo foi de 14,1 com gasolina e de 9,8 com etanol. Uma melhora de mais de 10% em relação ao modelo não hibrido.

A estabilidade é muito boa e os freios param o GT Hybrid em espaços corretos e sem desvios. No todo, o conjunto é muito bom, gostoso de dirigir e transmite confiança ao motorista.

Interior

O interior é muito agradável e confortável, principalmente para os passageiros dos bancos dianteiros. Porém, para os passageiros do banco traseiro o espaço para as pernas é limitado. Como um todo, o acabamento é muito bom, ainda mais, para um modelo da sua categoria.

O bonito e atraente i-Cockpit, com volante compacto ovalizado com excelente empunhadura e painel elevado, cria uma posição de condução envolvente, mas que merece uma certa adaptação.

O quadro de instrumentos digital 3D específico para a versão híbrida entrega informações claras sobre fluxo de energia e estado do sistema, enquanto a central multimídia de 10,3” cumpre bem sua função, sem distrações desnecessárias, e conta com pareamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay.

Preço
Peugeot 208 GT Hybrid – R$ 149.990,00

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Jeep Compass Blackhawk ganha nova motorização de 272 cavalos

O modelo topo de gama do Jeep Compass, o Blackhawk, passa a contar com uma nova motorização. O modelo queridinho dos brasileiros no segmento de SUVs médios estreia com o motor Hurricane Flex 2,.0.

Com a nova motorização, o Compass Blackhawk, desenvolve 272 cavalos de potência e 400 Nm de torque. Segundo a marca, o modelo faz de 0 a 100 km/h em 6,3 segundos e velocidade máxima de 228 km/h. O Blackhawk tem tração 4×4.

Com 7 airbags, pacote de serviços conectados Adventure Intelligence Plus com Alexa in-vehicle – que traz assistência em tempo real, internet a bordo e navegação integrada – bancos do motorista e do passageiro elétricos, rebatimento automático dos retrovisores externos, rodas em liga leve de 19”,  porta-malas automático com sensor de presença e teto solar panorâmico.

O SUV oferece ADAS nível 2 com destaque para o ADA – Assistente ativo de direção. É a combinação do uso do Lane Centering e do ACC. Essa combinação permite que o carro faça curvas de forma autônoma em vias sinalizadas enquanto mantém a velocidade pré-definida. Entre os demais itens do ADAS estão o alerta de ponto cego, frenagem automática de emergência com detecção de pedestres e ciclistas, aviso de mudança de faixa, reconhecimento de placas de trânsito, farol alto automático, detecção de tráfego traseiro cruzado e assistente de estacionamento.

Preço
Jeep Compass Blackhawk Flex R$ 274.290,00.

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GWM promove evento para uma mobilidade mais acessível

A GWM brasileira promove hoje (29), a partir das 19h, o Mobility Day, evento que acontece simultaneamente em todas concessionárias da GWM e é dedicado à inclusão e à mobilidade. A iniciativa convida o público a conhecer de perto as soluções da GWM para uma mobilidade mais acessível, conectada e eficiente.

Durante o Mobility Day, os visitantes poderão conhecer a edição especial do Haval H6 HEV desenvolvido para vendas especiais, incluindo CNPJ (corporativo), PcD, táxi e motoristas de aplicativo.

Com preço público de R$ 199.000, a versão permite enquadramento no programa PcD, reduzindo o valor final para R$ 159.980 em janeiro, uma diferença de aproximadamente R$ 40 mil.

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Alfa Romeo é eleito o melhor carro clássico do mundo

Tendo entre os votantes personalidades como, o colecionador e apresentador de televisão Jay Leno, o construtor de carros esportivos Gordon Murray, o designer Fabio Filippini e o designer automotivo Gorden Wagener, o tradicional prêmio The Península Paris o Best of the Best Award, elegeu o Alfa Romeo 8C 2900B de 1938 como o melhor carro clássico do mundo.

Com sete modelos icônicos na final, Rolls-Royce Phantom I “Phantom of Love” de 1926, o Alfa Romeo Tipo B de 1934, Mercedes-Benz 500K Spezial Roadster de 1936, Bentley Mark VI Cresta II de 1951, Ferrari 375 MM de 1954, e o Ferrari F50 GT de 1995, o Alfa Romeo 8C 2900 B foi o vencedor.

“Estou extremamente feliz e profundamente honrada em receber o prêmio The Peninsula Classics Best of the Best Award”, afirmou Deborah Keller, em nome da The Keller Collection, proprietária do Alfa Romeo 8C 2900B de 1938 vencedor. “Este veículo único exemplifica a era de ouro do design e da engenharia automotiva italiana e, sempre que o vejo, lembro do motivo pelo qual automóveis tão magníficos merecem ser preservados e celebrados”.

Maravilhoso

Lançado em 1937, o Alfa Romeo 8C 2900B é considerado um dos carros italianos mais rápidos e exclusivos do final da década de 1930. Embora a maioria dos 8C 2900B tenha recebido carroceria da Touring, o carro vencedor apresenta um design muito mais personalizado.

Seu proprietário original, o famoso piloto italiano Giuseppe “Nino” Farina, que se tornaria o primeiro campeão mundial oficial da Fórmula 1 em 1950, encomendou uma carroceria sob medida que refletia as profundas raízes de sua família no design automotivo italiano.

O resultado foi o único 8C 2900B equipado com carroceria da Stabilimenti Farina, empresa fundada pelo pai de Nino em 1906. Além disso, o veículo conta com contribuições de estilo de seu tio, Battista “Pinin” Farina, um dos mais celebrados designers automotivos da Itália.

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Renovada, Germânica inaugura nova concessionária BMW

Comum investimento de R$ 10 milhões, o grupo Germânica, um dos mais importantes do Brasil, inaugura na próxima quinta-feira (05) a sua nova concessionária BMW em Piracicaba.

Com mais de dois mil metros quadrados, a concessionária passou por uma grande revitalização e ganhou o conceito Retail.Next.

O Retail.NEXT visa melhor o atendimento do cliente, com um showroom mais bonito, salas privativas, boutique lifestyle e um café.

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Detran de São Paulo tira teste de baliza para exame da CNH

O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran) retirou o teste de baliza da prova prática para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Além disso, o exame agora pode também ser feito utilizando veículo com câmbio automático.

Essas resoluções entraram em vigor nessa segunda-feira (26) e, segundo o órgão, têm a finalidade de ser “um modelo de avaliação mais moderno, objetivo e focado na condução segura e responsável”.

Se acordo com o Detran-SP, as medidas “têm o objetivo de simplificar etapas, reduzir custos e aprimorar a experiência do cidadão”.

Outros testes durante a prova continuam valendo, como conversões à direita e à esquerda, condução segura e uso da seta, entre outros.

As novas regras fazem parte das mudanças recentes que vêm sendo feitas para tirar ou renovar a CNH. A maior dessas alterações foi o fim da obrigatoriedade de fazer aulas de direção em autoescola.

Pelas novas regras divulgadas no fim de 2025, o curso teórico passou a ser gratuito.O governo fornece ao candidato todo o conteúdo de forma digital, mas também é possível frequentar aulas presenciais em autoescolas.

Anteriormente era obrigatório fazer 20 horas de aulas práticas, agora só duas horas são necessárias. O candidato, caso queira, também pode frequentar uma autoescola ou contratar instrutores autônomos.

Para tirar a CNH, o candidato ainda tem de passar e ser aprovado em dois exames.

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Brasileiro vence pela terceira vez as 24 Horas de Daytona

Estar presente em Daytona durante todo o final de semana da Rolex 24 Horas é uma experiência que vai muito além da simples cobertura de uma corrida. Desde a quinta-feira, acompanhando treinos livres, classificação e toda a movimentação dos boxes e arquibancadas, fica claro que o evento é, antes de tudo, um grande encontro de apaixonados por automobilismo.

A cada edição, Daytona reafirma seu caráter único: não se trata apenas de uma prova de 24 horas, mas de um evento pensado para todos. Grupos de amigos dividem espaços no interior do Daytona International Speedway, famílias inteiras montam suas estruturas para acampar e acompanhar a corrida noite adentro e crianças crescem respirando o ambiente das provas de longa duração. A harmonia entre competição, lazer e convivência transforma o circuito em uma pequena cidade dedicada ao esporte a motor.

Do ponto de vista esportivo, a corrida começou com uma tendência que se confirmou ao longo das horas: os carros número 6 e 7 da equipe Porsche de Roger Penske, mesmo sem ter sido a mais rápida na classificação, mostrou desde as primeiras voltas que havia chegado preparada para vencer. A execução estratégica, o ritmo consistente e a leitura correta das neutralizações colocaram o Porsche número 7 de Felipe Nasr em posição de controle da corrida.

Nas demais categorias, o cenário foi de alternância constante de liderança e disputas intensas, típicas de uma prova em que ritmo, confiabilidade e tráfego pesam tanto quanto velocidade pura.

Na GTD Pro, o brasileiro Daniel Serra teve sua corrida interrompida de forma prematura. Após pouco mais de duas horas de prova, o Ferrari número 62 sofreu danos importantes na suspensão dianteira esquerda depois de um toque seguido de impacto, obrigando o abandono.

Já na GTD, a noite trouxe emoções distintas para os representantes do Brasil. Felipe Fraga, correndo com o Ford Mustang GT3 ao lado do ex-piloto de Fórmula 1 Romain Grosjean, abandonou no início do período noturno. Foi nesse momento que o protagonismo brasileiro passou para Dudu Barrichello, que estava entre os primeiros da categoria com o Aston Martin Vantage GT3 Evo número 27, dividindo o carro com Tom Gamble, Zach Robichon e Marco Drudi.

Na LMP2, os irmãos Enzo e Pietro Fittipaldi dividiram o cockpit do Oreca 07 número 73 com o canadense Chris Cumming e o português Manuel Espírito Santo, competindo pela Pratt Miller Motorsports. Um toque sofrido durante a prova danificou parcialmente a lateral esquerda da carenagem e o assoalho, comprometendo o desempenho aerodinâmico do protótipo e deixando-os fora da disputa de melhor colocação – terminaram em décimo-primeiro lugar.

O fator decisivo da edição 2026 foi climático. Durante a madrugada, uma densa neblina tomou conta do circuito, reduzindo drasticamente a visibilidade e forçando a direção de prova a manter o Safety Car por mais de quatro horas. A preocupação que havia sido levantada ainda na sexta-feira — temperaturas elevadas e degradação acentuada dos pneus — perdeu relevância. A longa neutralização permitiu que praticamente todas as equipes chegassem às horas finais com jogos de pneus novos disponíveis.

Isso transformou os últimos 80 minutos em uma verdadeira corrida sprint após quase 23 horas de prova. Sem restrição crítica de combustível e com pneus em boas condições, os líderes puderam atacar com tudo.

O duelo final entre o Porsche número 7, pilotado pelo brasileiro Felipe Nasr, e o Cadillac número 31, conduzido por Jack Aitken, foi eletrizante. O contexto tornava esse confronto ainda mais simbólico: o Cadillac havia sido o carro mais rápido na classificação, mas perdeu o direito de largar na pole position após uma discrepância dimensional detectada no assoalho durante a vistoria técnica, sendo obrigado a largar da última posição da classe GTP. Chegar ao segundo lugar após 24 horas de prova reforçou que era, provavelmente, o carro mais veloz do final de semana — e valorizou ainda mais a defesa firme de Nasr na liderança.

O tráfego não permitia negociação: as ultrapassagens precisavam ser decididas imediatamente. Aitken tentou um ataque decisivo na freada da curva 1, chegando a colocar o carro abaixo da linha amarela dupla, mas Nasr conseguiu se defender e levar o Porsche até a linha de chegada, garantindo a vitória ao lado de seus companheiros de equipe, o francês J. Andlauer e o alemão L. Heinrich.

A conquista teve peso histórico. Foi a terceira vitória consecutiva de Felipe Nasr na categoria principal da Rolex 24 Horas de Daytona e a quarta vitória do brasileiro na prova, considerando também seu triunfo anterior na categoria GT. Mais do que um feito individual, o resultado prolongou uma marca impressionante: esta foi a sexta vitória consecutiva de um piloto brasileiro em Daytona, confirmando a força do país nas corridas de longa duração.

Talvez não seja coincidência. Enfrentar diariamente o trânsito caótico das grandes cidades brasileiras pode ser uma forma particular de treinamento para o endurance: leitura constante de tráfego, tomada rápida de decisão e capacidade de manter a concentração por longos períodos sob pressão são habilidades tão úteis nas ruas quanto em uma corrida de 24 horas.

Na GTD, o resultado também foi motivo de comemoração brasileira. Dudu Barrichello concluiu a prova na terceira posição da categoria, coroando sua participação em sua primeira Rolex 24 Horas de Daytona com um pódio importante para sua trajetória internacional e também em sua estreia em competições do campeonato americano, o IMSA.

Um dado simbólico marcou esta edição: nas três categorias com múltiplas marcas, todas as vitórias ficaram com fabricantes alemães — Porsche na GTP, BMW na GTD Pro e Mercedes na GTD. Uma verdadeira “festa alemã” em Daytona, realizada sob condições que levaram muitos a rebatizar o evento informalmente como “Fogtona”, em referência à neblina que dominou a madrugada.

Ao final, fica a certeza de que a Rolex 24 Horas de Daytona segue sendo um dos maiores espetáculos do automobilismo mundial. Não apenas pela qualidade técnica dos carros e pilotos, mas pela capacidade de reunir pessoas, histórias e gerações em torno de uma corrida que dura 24 horas no relógio, uma semana inteira de convivência familiar e deixa memórias para muito mais tempo. (Fotos e texto Gerson Borini)

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