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Na ONU, Lula diz que multilateralismo global vem sendo corroído

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (19), a líderes mundiais que o princípio do multilateralismo global – que pressupõe igualdade soberana entre as nações –, vem sendo corroído. Ao abrir o debate geral de chefes de Estado da 78ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, Lula defendeu a necessidade de uma reforma no sistema de governança global.

Desde que assumiu o mandato, em discursos em diversas instâncias internacionais, Lula vem defendendo que o modelo atual de governança, criado depois da Segunda Guerra Mundial, não representa mais a geopolítica do século 21. Para o presidente, é preciso uma representação adequada de países emergentes em órgãos como o Conselho de Segurança da ONU. Hoje, esse conselho, com poder de tomar importantes decisões internacionais, reúne apenas Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido.

“Continuaremos críticos a toda tentativa de dividir o mundo em zonas de influência e de reeditar a Guerra Fria. O Conselho de Segurança da ONU vem perdendo progressivamente sua credibilidade. Essa fragilidade decorre em particular da ação de seus membros permanentes, que travam guerras não autorizadas em busca de expansão territorial ou de mudança de regime. Sua paralisia é a prova mais eloquente da necessidade e urgência de reformá-lo, conferindo-lhe maior representatividade e eficácia”, disse Lula.

Para ele, entidades internacionais mais representativas podem, por exemplo, impor punição aos países que não cumprirem seus compromissos em questões climáticas. Lula afirmou que falta vontade política daqueles que governam o mundo para vencer as desigualdades e destacou que a atuação desigual dos órgãos de financiamento “é inaceitável”.

“Nas principais instâncias da governança global, negociações em que todos os países têm voz e voto perderam fôlego. Quando as instituições reproduzem as desigualdades, elas fazem parte do problema, e não da solução. No ano passado, o FMI disponibilizou US$ 160 bilhões em direitos especiais de saque para países europeus, e apenas US$ 34 bilhões para países africanos. A representação desigual e distorcida na direção do FMI e do Banco Mundial é inaceitável. Não corrigimos os excessos da desregulação dos mercados e da apologia do Estado mínimo. As bases de uma nova governança econômica não foram lançadas”, disse Lula.

Comércio

O presidente criticou ainda o enfraquecimento do sistema multilateral de comércio e disse que o protecionismo adotado pelos países ricos ganhou força.

“A Organização Mundial do Comércio permanece paralisada, em especial o seu sistema de solução de controvérsias.”

Segundo Lula, o Brics – bloco de países emergentes ao qual o Brasil faz parte – surgiu na esteira desse “imobilismo” e constitui uma plataforma estratégica para promover a cooperação entre esses países. “A ampliação recente do grupo na Cúpula de Joanesburgo fortalece a luta por uma ordem que acomode a pluralidade econômica, geográfica e política do século 21.

“Somos uma força que trabalha em prol de um comércio global mais justo em um contexto de grave crise do multilateralismo”, disse sobre a inclusão de seis novos membros no grupo já formado por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul.

Clima

O combate às mudanças climáticas também foi destaque no discurso do brasileiro. Lula cobrou que os países ricos cumpram os compromissos assumidos no âmbito internacional, como a doação de US$ 100 bilhões ao ano para que países em desenvolvimento preservem suas florestas e disse que um modelo de desenvolvimento “socialmente justo e ambientalmente sustentável” é possível.

Neste ano, o tema do debate da Assembleia Geral da ONU é Reconstruir a confiança e reacender a solidariedade global: acelerando ações para a Agenda 2030 e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável rumo à paz, prosperidade, ao progresso e à sustentabilidade para todos.

Nessa sessão de trabalho, os chefes dos Estados-membros da ONU são convidados a discursar em uma oportunidade para apontar suas visões e preocupações diante do sistema multilateral.

Direita

O presidente desembarcou em Nova York na noite do último sábado (16), onde participou de reuniões com empresários e autoridades estrangeiras. Amanhã (20), ele se encontrará com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, e será recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, com quem lançará uma iniciativa global para promoção do trabalho decente.

Em seu discurso na ONU, Lula criticou o neoliberalismo e disse que o desemprego e a precarização do trabalho “minaram a confiança das pessoas em tempos melhores, em especial os jovens”. Para o presidente, isso deu brecha para a ascensão da extrema direita em diversas partes do mundo.

“O racismo, a intolerância e a xenofobia se alastraram, incentivadas por novas tecnologias criadas supostamente para nos aproximar.”

“O neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e política que hoje assola as democracias. Seu legado é uma massa de deserdados e excluídos. Em meio aos seus escombros surgem aventureiros de extrema direita que negam a política e vendem soluções tão fáceis quanto equivocadas. Muitos sucumbiram à tentação de substituir um neoliberalismo falido por um nacionalismo primitivo, conservador e autoritário”, destacou o presidente.

Para Lula, políticas ativas de inclusão nos planos cultural, educacional e digital são essenciais para promover valores democráticos e a defesa do Estado de Direito. No mesmo sentido, o presidente defendeu a liberdade de imprensa e criticou a manutenção da prisão do jornalista australiano e ativista Julian Assange.

Conflitos

Ainda em seu discurso, Lula fez uma defesa da paz e disse que os conflitos armados são “uma afronta à racionalidade humana”. “É perturbador ver que persistem antigas disputas não resolvidas e que surgem ou ganham vigor novas ameaças”, disse.

“A guerra da Ucrânia escancara nossa incapacidade coletiva de fazer prevalecer os propósitos e princípios da Carta da ONU”, acrescentou Lula aos líderes mundiais, entre eles, o presidente ucraniano.

O brasileiro citou ainda a dificuldade de garantir a criação de um Estado para o povo palestino”, o risco de um golpe na Guatemala, a persistência da crise humanitária no Haiti, o conflito no Iêmen, as ameaças à unidade nacional da Líbia e as rupturas institucionais em Burkina Faso, Gabão, Guiné-Conacri, Mali, Níger e Sudão.

Lula reiterou que é preciso criar espaços de diálogo nas instâncias internacionais e que “investe-se muito em armamentos e pouco em desenvolvimento”.

“Estabilidade e segurança não serão alcançadas onde há exclusão social e desigualdade. A ONU nasceu para ser a casa do entendimento e do diálogo. A comunidade internacional precisa escolher: de um lado, está a ampliação dos conflitos, o aprofundamento das desigualdades e a erosão do Estado de Direito. De outro, a renovação das instituições multilaterais dedicadas à promoção da paz”, disse.

Cabe ao governo brasileiro fazer o primeiro discurso da Assembleia Geral das Nações Unidas, seguido do presidente dos Estados Unidos. Essa tradição vem desde os princípios da organização, no fim dos anos 1940.

Esta é a oitava vez que o presidente Lula abre o debate geral dos chefes de Estado. Ao longo de seus dois mandatos anteriores, ele participou do evento todos os anos entre 2003 e 2009. Em 2010, foi representado pelo então ministro das Relações Exteriores e atual assessor especial da Presidência, Celso Amorim. (Agência Brasil)

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Exclusiva e potente, Ford Ranger Raptor vai ser vendida no Brasil

Uma das picapes mais espetaculares do mundo, vai desembarcar no Brasil. A valente e esportiva Ford Raptor vai complementar o portfolio da recém-lançada Ranger.

 

A versão faz parte dos dez novos modelos que a Ford brasileira prometeu para este ano ( já foram lançados a F-150, Maverick Hybrid, Transit automática, Ranger, Territory, E-Transit e Transit Chassi). E até o final do ano vai chegar o Mustang E-Mach.Muito exclusiva, a Ranger Raptor foi desenvolvida pela Ford Performance, divisão de esportivos de alto desempenho da marca, inspirada nos veículos de corrida no deserto, com detalhes técnicos só encontrados em modelos de competição.

É uma picape de características únicas, trazendo o que há de mais avançado na motorização, potência, equipamentos e vocação off-road, incluindo amortecedores Fox e outros recursos inéditos no segmento.

“A Raptor é feita para quem quer o que há de mais avançado em performance todo-terreno. É um verdadeiro monstro das trilhas. Não há nenhuma picape da categoria que chegue perto dos atributos de desempenho que ela oferece para enfrentar os terrenos mais radicais do planeta”, diz Daniel Justo, presidente da Ford América do Sul.

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Transplante e doação de medula óssea salvam vidas

Em junho de 2020, durante a pandemia de covid-19, a pequena Isabela, então com 3 anos de idade, apresentou febre e lesões pelo corpo. No começo de julho, veio o diagnóstico: tratava-se de linfohistiocitose hemofagocitica, que é uma síndrome de hiperativação imunológica. Segundo a mãe da menina, a médica Carolina Monteguti Feckinghaus, Isabela fez tratamento, mas a doença voltou e ela teve indicação de que precisava de um transplante de medula óssea. No sábado (16), comemorou-se o Dia Mundial do Doador de Medula Óssea.

Em setembro de 2020, Isabela começou a fazer quimioterapia. Os pais já estavam procurando um doador compatível no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). Em fevereiro de 2021, Isabela fez o primeiro transplante, com material do próprio pai, que tinha 50% de compatibilidade. Inicialmente, o transplante deu certo, disse Carolina à Agência Brasil.

A menina ficou sete meses bem, mas teve uma recidiva, lembrou a médica. Em outubro de 2021, Isabela voltou a fazer quimioterapia e entrou novamente no Redome, à procura de novo doador. Quando descobriu a doença de Isabela, Carolina estava no fim da gestação da segunda filha. Foram feitos testes, mas a irmã não era compatível. “Muita gente nos ajudou fazendo campanha, porque era preciso que as pessoas se inscrevessem, pois, até então, não tinha ninguém.”

Doadora alemã

A irmã de Carolina, que mora nos Estados Unidos, fez campanha lá, sem sucesso. Os sogros da médica, que são da Alemanha, incentivaram também os cidadãos daquele país e conseguiram uma doadora compatível. A mulher doou a medula na Alemanha no dia 3 de janeiro de 2022. O material veio para o Brasil de avião e, no dia 5 de janeiro, Isa fez o segundo transplante. “Foi uma bênção”.

O sonho de Carolina e da família agora é conseguir ir à Alemanha, conhecer a doadora e agradecer. Mas, para isso, é preciso esperar um ano e meio após a cirurgia para pedir ao Redome a quebra de sigilo. Os papéis com essa finalidade já foram preenchidos e encaminhados.

“Essa pessoa [doadora] também tem que querer. A gente está aguardando a resposta”. A única coisa que Carolina sabe é que a doadora tem a sua idade: 39 anos.

Segundo a mãe. Isabela, que completa 7 anos em dezembro, “está super bem”. A menina está refazendo todas as vacinações que havia feito antes dos transplantes. “Demorou para que as células de defesa dela ficassem fortes o suficiente para produzir anticorpos. Mesmo a medula nova funcionando, as células eram muito imaturas.

Ela começou a fazer as vacinas de novo um ano depois do transplante e ainda está fazendo. Não terminou o esquema vacinal porque algumas vacinas só podem ser tomadas dois anos depois do transplante”. Contudo, Isabela já pode ir à escola, sair, normalmente.

A reação da pequena surpreendeu toda a família. A mãe destaca que as crianças têm uma visão diferente das coisas. Isabela, por exemplo, embora tenha sido internada várias vezes, brincava sempre. A família diz que teve apoio de toda a equipe do hospital, envolvendo fisioterapeutas, enfermeiros, nutricionistas e psicólogos.

“Muita gente com jeito com criança nos ajudou. Teve épocas em que Isabela não conseguia andar.” A pediatra geral fez o diagnóstico e acompanhou a criança em todas as internações e tratamentos, que duraram 197 dias.

No meio do processo, foi necessária uma cirurgia abdominal, e a menina ficou muitos dias em uma unidade de terapia intensiva (UTI). “Foi um tempo difícil, mas agora passou.” Carolina contou que Isabela valoriza coisas que outras crianças de 6 anos não valorizariam, como dormir na própria cama, comer a comida feita em casa. “É outra vida.”

Doação

O primeiro transplante de medula óssea foi feito na década de 1950. Hoje, milhões de pessoas já receberam células-tronco do sangue para diversos tratamentos de câncer, além de outras doenças sanguíneas e da medula.

O Dia Mundial do Doador de Medula Óssea foi criado pela associação global de registros de células-tronco do sangue (WMDA, do nome em inglês World Marrow Donor Association) e é comemorado no terceiro sábado de setembro. A data visa conscientizar as pessoas sobre a importância da doação de medula óssea.

Dados do Redome de julho deste ano revelam que o Brasil tem 5.656.183 doadores cadastrados, para uma média de 650 pacientes em busca de doadores não aparentados. As mulheres são maioria entre os doadores, com 3.236.459. Os homens somam 2.419.453.

A Região Sudeste concentra o maior volume de doadores (2.489.829), seguida pelo Sul (1.163.106) e pelo Nordeste (1.037.830). O maior número de doadores está na faixa de 35 a 39 anos (1.031.778). O Redome é coordenado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), do Ministério da Saúde.

Chances

A hematologista Juliane Musacchio, professora do Instituto de Educação Médica (Idomed), disse à Agência Brasil, que a doação de medula óssea pode ajudar pacientes das mais variadas doenças, entre as quais leucemia aguda, aplasia de medula óssea, alguns tipos de linfoma, doenças metabólicas e hereditárias, anemia falciforme e mieloma múltiplo.

Juliane destacou que o Brasil tem o terceiro maior banco de medula óssea do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da Alemanha, mas com a vantagem de ser público, diferentemente desses dois países, onde os sistemas são privados.

“Viva o Sistema Único de Saúde (SUS)!”, exclamou. Segundo a hematologista, o grande problema é que muitas pessoas, após entrarem no Redome, esquecem de atualizar os dados referentes a endereço, e-mail e telefone. Daí, quando são identificadas como doadores compatíveis, acabam não sendo encontradas. “Estima-se que 30% dos doadores (do Redome) não atualizam o cadastro”, informou.

De acordo com a médica, é preciso ampliar o número de doadores no Brasil, para aumentar as chances de encontrar medulas compatíveis. Para se cadastrar como doador de medula óssea, o voluntário tem que ter entre 18 e 35 anos, estar bem de saúde, não pode ter doenças infecciosas ou incapacitantes, como HIV e hepatite B e C, nem câncer, doenças hematológicas e do sistema imunológico, como lúpus, por exemplo.

O doador permanece no Redome até os 60 anos de idade, quando ainda pode fazer doações. “Para se inscrever, a idade é menor mas, para doar, a idade é maior. É porque as pessoas ficam mais tempo no registro.”

Depois de se cadastrar, o voluntário retira sangue para análise, e os dados são mantidos em um sistema nacional consultado sempre que há um paciente com necessidade de tecidos. Segundo Juliane, o transplante consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais da medula óssea. O objetivo é reconstituir uma nova medula saudável.

As células-tronco hematopoiéticas, responsáveis pela produção do sangue (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas), são substituídas no transplante. Tais células podem ser coletadas por meio da aférese (quando há separação dos componentes do sangue, permitindo o retorno ao organismo do doador dos elementos não usados) e no sangue do cordão umbilical, após o nascimento do bebê.

Por isso, atualmente, o termo transplante de medula óssea tem sido substituído por transplante de células-tronco hematopoiéticas. (Agência Brasil)

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Prefeito de Campinas, Dário Saadi visita fábrica da BYD na China

Os prefeitos da FNP – Frente Nacional de Prefeitos,  Dário Saadi, de Campinas, Edvaldo Nogueira de Aracaju/SE, Anderson Faria de São José dos Campos-SP, visitaram a sede da BYD,  na cidade de Shenzhen, na China.

A comitiva conheceu os principais produtos da empresa como carros híbridos, elétricos, ônibus elétricos, monotrilhos e equipamentos para energia fotovoltaica. a BYD foi fundada em 1995 e, em menos de 30 anos, alcançou o posto de uma das 200 maiores empresas do mundo.

Durante a visita, o prefeito de Campinas ressaltou a importância da presença de uma unidade da BYD em Campinas e o crescimento das empresas de tecnologia na região.

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Primavera deixa a Mata de Santa Genebra ainda mais atraente

A chegada da primavera no próximo sábado (23),  muda a paisagem e o comportamento da fauna e da flora da Mata de Santa Genebra. Aliás, como ocorre com toda a natureza.

Muitas plantas brotam novamente depois de terem perdido suas folhas para se preservar da estiagem, e ocorre uma explosão de flores e frutos.

Os répteis, como o lagarto teiú, que diminuem sua atividade ou hibernam no inverno, despertam e voltam a circular pela floresta. Aves que migram para regiões mais quentes durante este período mais frio e seco voltam a estar presentes, como o sovi, o bem-te-vi rajado, a tesourinha e algumas espécies de sabiá. Os animais, de modo em geral, iniciam seu período reprodutivo, já que há uma grande disponibilidade de alimento para os filhotes.

Retorno

A marca registrada com a chegada da nova estação é a mudança na vegetação e a presença de alguns animais. No final do inverno ocorre a queda de todas as folhas dos jequitibás da sede da Mata de Santa Genebra, em Barão Geraldo.

“Ficamos com um cenário bem bonito, um tapete de folhas pelo chão. Logo na sequência, quando começa a chuva da primavera, as árvores como os jequitibás começam a brotar de novo. E os macacos bugios gostam de comer a rebrota dos jequitibás (que é o broto das folhas) pois elas têm um valor nutritivo importante e têm bastante água”, disse o biólogo da Fundação José Pedro de Oliveira, Cristiano Krepsky.

De acordo com ele, é nessa época que os bugios reaparecem e podem ser avistados por frequentadores da unidade de conservação. Já o macaco prego está presente, aos bandos, durante o ano todo.

“O bugio tem esta relação com a chegada da primavera, sim. Nós não vemos os bugios circulando pela nossa sede em outras épocas do ano, hoje de manhã eles estavam vocalizando (ronco que o primate emite) aqui pertinho. Como é uma espécie mais rara de ser vista pelo público geral, inclusive é uma espécie ameaçada de extinção, então é uma época que é possível ver esses animais”, explica o biólogo.

Ainda segundo Krepsky, “no outono e inverno é mais difícil avistar os animais. Nesta época a Mata fica muito aberta, o sol entra. Na primavera a Mata volta a ficar mais verdinha, depois vai ficar mais escura, com as árvores recuperando as copas, vai ficar verdinha clara, os tons ficam muito bonitos, bem vivos”, conta Krepsky. Segundo ele, a mudança é gradual e no finalzinho de agosto e começo de setembro que percebemos com mais intensidade.

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Ator Kayky Brito faz reabilitação respiratória e motora

O Hospital Copa D’Or informou nesta quinta-feira (14) que o ator Kayky Brito está estável e continuará sob cuidados intensivos, e neste momento, faz reabilitação respiratória e motora. A nota foi assinada pelos médicos Edno Wallace, Ney Pecegueiro e Marcelo London. Ele já respira sem a ajuda de ventilação mecânica e está sem sedação.

O ator de 34 anos foi submetido a cirurgias para a fixação de fratura na pelve e no braço direito na segunda-feira (4) e permaneceu sedado e em ventilação mecânica. Ele foi diagnosticado com politraumatismo e traumatismo craniano e continua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Kayky foi atropelado na madrugada de sábado (2) na Avenida Lúcio Costa, na orla da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O ator estava com amigos em um quiosque e resolveu pegar algo no carro estacionado do outro lado da via. Imagens de câmeras de segurança do local mostram que ele foi atingido por um veículo quando voltava correndo para o quiosque.

O motorista de aplicativo que dirigia o carro parou o veículo e aguardou a chegada de policiais e o atendimento do Corpo de Bombeiros. (Agência Brasil)

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STF começa a julgar terceiro réu pelos atos golpistas de 8/1

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou pouco antes das 17h desta quinta-feira (14) o julgamento de Matheus Lima de Carvalho Lázaro, terceiro réu denunciado pela participação nos atos golpistas de 8 de janeiro.

Matheus é morador de Apucarana (PR) e foi preso na Esplanada dos Ministérios no dia dos ataques portando um canivete após retornar da Praça dos Três Poderes.De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o acusado cometeu os crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Mais cedo, o STF condenou dois réus pelos cinco crimes. Aécio Pereira, preso no plenário no Senado, foi condenado a 17 anos de prisão em regime fechado. Thiago Mathar, preso dentro do Palácio do Planalto, recebeu pena de 14 anos. (Agência Brasil)

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Com motor turbo de 130 cavalos, Peugeot 208 fica ainda melhor

Com a linha mais completa do segmento B hatch, o Peugeot 208 acaba de ganhar mais uma opção de motor. O competente turbo deixa o 208 ainda mais agradável e gostoso de dirigir.

Outra boa notícia é que com essa motorização, o modelo fica mais 2% barato devido à alíquota menor do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados), de acordo com as metas estabelecidas pelo programa Rota 2030.

Disponível em tres versões, Allure, Style e Griffe, todas com uma boa quantidade de itens de série e pacotes complementares.

Motor

Produzido no Brasil e com mais de 1 milhão de quilômetros rodados em avaliações, o motor 1,0 litro turbo equipa vários modelos da Fiat e está sendo estendido para outros modelos do grupo Stellantis.

O motor, com turbo, desenvolve 130 cavalos e nada menos que 200 Nm de torque máximo já disponível a 1.750 rpm. A transmissão é uma CVT que simula sete velocidades.


Mesmo sendo um câmbio CVT, a fabricante achou um equilíbrio muito bom. O resultado é um modelo com um desempenho muito bom e prazeroso de dirigir, mesmo em uma “tocada” mais esportiva.

No modo Sport, o 208 Turbo fica ainda mais afoito e tem a possibilidade da troca de marchas na alavanca seletora no console central. Aliás, é a primeira vez que um carro da Peugeot brasileira é equipado com esse tipo de transmissão.

Para receber o motor mais potente, a marca recalibrou toda a suspensão dianteira. O comportamento dinâmico deixou o modelo muito equilibrado, com maior controle de rolagem.

Durante a avaliação, numa estrada muito sinuosa, foi possível ver o quanto o modelo ganhou em dirigibilidade e segurança. Os freios também foram reavaliados pela engenharia, ganhando novas pinças. Entre várias melhorias, o ar-condicionado ficou mais eficiente com um compressor maior.

Versões

A primeira versão, Allure Turbo 200, conta com todos os itens da versão Active 1.6, como central multimídia Peugeot Connect 10,3” com conexão wireless (Android Auto e Apple CarPlay), ar-condicionado automático e digital, direção com assistência elétrica, vidros elétricos nas quatro portas, volante Sport Drive com comandos de som, sensor de estacionamento, câmera de ré, controles de tração e de estabilidade, DRL em LED e as novas rodas Kanobi aro 16” com acabamento Black Diamond.

O modelo ainda pode receber teto panorâmico, carregador por indução, iluminação interior traseira, revestimento em couro para volante, painel de porta, bancos e apoio de braço para o motorista com o pacote opcional Excellemce. O pacote também adiciona o Peugeot Entry n’ Go (ADML) entre os itens do veículo.

O sistema possibilita travamento/destravamento do veículo por aproximação e partida/parada do motor com acionamento através do botão Start/Stop.

Já a série especial Style, sucesso de vendas na versão 1,0 aspirada, ganha protagonismo também na gama com motor Turbo 200. Com pacote completo da versão Allure + Pack Excelence, o modelo conta ainda com Visiopark 180º, ponteira cromada e as novas rodas Bronx aro 17 com acabamento dark grey diamond. Há ainda faróis full LED e teto panorâmico, outra exclusividade entre os hatches compactos comercializados atualmente no Brasil.

O Style Turbo também possui detalhes únicos como os bancos em tecido, couro e alcantara, com interior escurecido, pedais esportivos em alumínio e tapetes bordados.

O pacote tecnológico da série especial inclui ainda o i-Cockpit 3D, com um cluster 3D em que as informações principais são projetadas em uma terceira camada, como se flutuassem diante dos olhos do motorista. A mágica acontece por meio da interação de duas telas e foi desenvolvida para oferecer conforto visual em qualquer condição de luminosidade.

O interior escurecido conta com costuras na cor azul, combinadas a proposta tecnológica e moderna do 208 Style Turbo. É o típico ambiente que fica bem na foto, principalmente se o passageiro recolher o forro do teto panorâmico para aumentar a entrada de luz na cabine. E não é preciso se preocupar com a bateria do smartphone após as selfies, basta utilizar o carregador por indução para fazer a recarga sem precisar de fios.

O portfólio do Peugeot 208 na linha 2024 se completa com o Griffe Turbo. A versão topo de gama conta com todos os itens da versão Allure com o pacote opcional Excellence e adição de itens como 6 airbags, sensor de chuva e luminosidade, visiopark 180°, i-Cockpit 3D, ponteira cromada e driver assist, que consiste em auxílios a condução com: alerta de colisão, frenagem de emergência automática, auxílio de farol alto, reconhecimento automático de sinalização de velocidade, detector de fadiga, alerta e correção de permanência em faixa.

Um dos diferenciais tecnológicos presentes no modelo é o Visiopark 180°. Trata-se de um sistema que aumenta a segurança e a praticidade na hora de entrar e sair de vagas. Ao engatar a ré, a tela da central multimídia exibe a imagem do carro e de seu entorno, como se houvesse um drone filmando a manobra. Muito útil.

Confiance

Durante anos, a marca francesa sofreu um injusto preconceito em relação aos seus modelos. Muito em função dos modelos importados, que não estavam bem calibrados para os terríveis pisos brasileiros. Porém, os modelos produzidos no Brasil, principalmente nos últimos anos, são muito bem construídos e confiáveis.

E a maior prova disso é o lançamento do programa Peugeot Confiance, que oferece serviços e benefícios focados no que o cliente valoriza.

A nova plataforma Confiance sintetiza o compromisso da marca com os seus produtos e com o cliente. Além do atendimento imediato pelo WhatsApp, a Peugeot dá  três anos de garantia e três revisões – 10 mil, 20 mil e 30 mil km ou 36 meses – pelo preço de uma. Outras vantagens do programa são os serviços de assistência 24h, com veículo reserva, hospedagem e reboque gratuito.

Preços
Peugeot 208 1,0 Turbo 200
Allure – R$   99.990,00
Style –  R$ 109.990,00
Grtiffe – R$ 114.990,00

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Inadimplência atinge 28% dos produtores rurais no país

Um novo levantamento realizado pela Serasa Experian, que considerou as 27 unidades federativas do país, revelou que, em julho deste ano, 28% dos produtores rurais brasileiros estavam inadimplentes.

A idade é um fator determinante sobre a negativação no campo. Os dados mostram que os trabalhadores rurais que têm mais de 60 anos têm menor inadimplência, enquanto aqueles que têm entre 18 e 25 anos marcaram níveis mais altos.

“Ainda que tenhamos uma fatia de produtores inadimplentes, esse número pode ser considerado baixo, pois, quando comparamos com toda a população negativada, por exemplo, o índice chegou a 43,7% em julho deste ano. Além disso, a relação com o estudo que fizemos em março deste ano mostra que o índice permaneceu praticamente estável, com aumento de 1%”, explicou, em nota, o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta.

Na análise por região, é possível observar que o Sul registrou o menor nível de negativação, com apenas 15% dos trabalhadores do campo com nome no vermelho. Na sequência estavam o Sudeste (24,6%), o Centro-Oeste (30,4%), o Nordeste (33,8%) e o Norte (40,1%).

Em relação às unidades federativas, o Amapá tem o maior percentual de produtores rurais inadimplentes. Em contrapartida, o estado de Santa Catarina mostra o cenário mais positivo.

Segundo recomendação da Serasa Experian, para reduzir os riscos de inadimplência, manter um perfil de crédito saudável e continuar com a produção em dia, os produtores rurais que atuam como pessoas físicas precisam, assim como os consumidores comuns, se dedicar ao planejamento financeiro, que, no caso do agro, implica conhecer os movimentos do mercado ligados aos custos de insumos e os preços futuros da produção com o objetivo de controlar as finanças.

“Além disso, é preciso considerar a contratação de seguro rural para proteger o produtor e a sua produção dos riscos ligados a chuvas excessivas, seca e geada entre outros. Assim, quando ocorrerem esses eventos, o produtor tem a opção de utilizar o seguro para cobrir suas obrigações com os financiadores e parceiros sem o risco de ter seu nome negativado”, diz a Serasa Experian.

De maneira geral, as negociações de débitos vencidos ou próximos ao vencimento são sempre um caminho assertivo para evitar fazer parte da lista de inadimplentes, afirma a entidade.

“A maior parte dos produtores rurais brasileiros conseguem evitar a inadimplência e continuam gerando empregos, cultivando e expandindo seus ganhos, além de mitigar os riscos de suas negociações. Ainda assim, para aqueles que precisam de ajuda, temos o compromisso de proporcionar ferramentas que auxiliem a regularização financeira”, completou Marcelo Pimenta.

Metodologia

Para o Indicador de Inadimplência do Produtor Rural da Serasa Experian, atualizado em julho de 2023, foram analisados cerca de 10 milhões de perfis de pessoas físicas que têm financiamentos da modalidade rural e/ou agroindustrial no Cadastro Positivo e/ou que sejam donos de propriedades rurais, com CAR (Cadastro Ambiental Rural) ou Cafir (Cadastro Federal de Imóveis Rurais), distribuídas em todas as 27 unidades federativas do país

O Censo Agropecuário de 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificou 5,1 milhões de estabelecimentos rurais e 15,1 milhões de produtores rurais, dentre os quais 10,1 milhões foram enquadrados como agricultores familiares. O grupo estudado pode ser considerado, portanto, uma amostra dessa população de produtores rurais.

Os indicadores de inadimplência apresentados consideram todas as dívidas no mercado, ou seja, se um produtor está adimplente com uma revenda ou uma cooperativa, frente ao cartão de crédito ou uma financeira, se tem dívidas vencidas e/ou negativas em qualquer cenário, este é considerado inadimplente até que o débito vencido seja pago. Adicionalmente, o estudo avalia todos os portes da população agro, do familiar ao grande exportador.

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Debaixo de muito calor, mulheres indígenas marcham contra violência

O calor e a baixa umidade relativa do ar não desencorajaram as participantes da 3ª Marcha das Mulheres Indígenas a percorrer, caminhando, os 4 quilômetros (km) que separam o Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte) da Esplanada dos Ministérios, na área central de Brasília.

Perto das 9h desta quarta-feira (13), já com os termômetros marcando 26 graus Celsius (°C) e a umidade relativa do ar na casa dos 40%, um grupo de mulheres iniciou a marcha, cuja mobilização começou no domingo (10) e, segundo os organizadores, atraiu cerca de 5 mil participantes à capital federal.

“É hora de dizer que nossas dores afetam a toda a humanidade”, conclamou uma das lideranças da marcha, do alto do carro de som. À medida que o grupo avançava, ocupando três das seis faixas de tráfego do Eixo Monumental, mais participantes iam se somando à manifestação. Incluindo a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, que usou suas redes sociais para transmitir um vídeo feito em plena marcha.

“Agora a marcha é na rua”, festejou a ministra. “Somos mulheres de todas as regiões do Brasil, de todos os biomas e de diversos continentes, em marcha pelas ruas de Brasília”, comentou a ministra, aludindo à participação de representantes de movimentos sociais de outros países, como Peru, Estados Unidos, Malásia, entre outros.

Portando faixas, cartazes, maracas, apitos e usando adereços e pinturas corporais indígenas, as mulheres entoavam cantos tradicionais e palavras de ordem – inclusive contra o Marco Temporal, tese jurídica que sustenta que os povos indígenas só teriam direito constitucional às terras que já ocupavam ou reivindicavam em 5 de outubro de 1988, data de promulgação da Constituição Federal.

Com o lema Mulheres Biomas em Defesa da Biodiversidade pelas Raízes Ancestrais, a marcha propõe o fim das violências contra as indígenas e o tratamento igualitário entre homens e mulheres, entre outras causas.

“Essas mulheres enfrentaram inúmeros desafios e injustiças ao longo de suas vidas, mas se recusam a continuar sendo silenciadas”, reivindica, em nota, a Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga), entidade organizadora da marcha.

“Exigimos acesso a cuidados de saúde de qualidade, educação e oportunidades econômicas. Lutamos pela proteção da terra e recursos naturais, que vêm sendo explorados por muito tempo. Defendemos o fim da violência contra as mulheres indígenas, um problema generalizado que tem atormentado nossas comunidades há gerações”, acrescenta a associação.

Ainda nesta quarta-feira, último dia da marcha, haverá um debate com a participação de ministras de Estado e um show de encerramento, às 18h, com apresentação de artistas indígenas e convidadas.

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