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Coluna Fernando Calmon — Julho confirmou aquecimento de vendas também no varejo

Coluna Fernando Calmon nº 1.313 — 6/8/2024

Julho confirmou aquecimento de vendas também no varejo

 

Apesar de os juros de financiamento ainda estarem bem altos, julho foi o melhor mês do ano com comercialização de 242.217 unidades, o que não acontecia desde julho de 2014. Esse volume superou até os números de julho do ano passado, mês em que houve corte de impostos para impulsionar o mercado. Média diária de vendas de 10.500 unidades ajudou nos resultados porque houve três dias úteis a mais que em junho último.

Outra referência importante: comercialização no varejo, ou seja, para o cliente pessoa física superou as vendas diretas que incluem locadoras, pessoas jurídicas e microempresas. Embora a oferta de crédito continue em alta, os juros não caíram como se esperava. Falta precificar a retomada do bem de compradores inadimplentes, prevista na nova lei do marco de garantias. Acredita-se que prestações mais baratas ainda vão demorar até a lei surtir seus efeitos, como acontece no exterior.

Anfavea continua a pontuar que as importações têm crescido mais que as exportações. Isso indica perda de participação dos produtos brasileiros nos mercados vizinhos, além do México e Caribe. Por outro lado, o presidente da associação, Márcio Leite, admitiu que a indústria automobilística no exterior se apressou mais do que deveria rumo ao carro elétrico. “De fato, os híbridos foram deixados um pouco de lado, mas a correção de rota começa a acontecer”, ponderou.

Um gráfico sobre participação no mercado nacional de novas tecnologias de propulsão foi apresentado durante a entrevista mensal da entidade. Em janeiro último foram vendidos 4.354 elétricos, 3.879 híbridos e 3.780 híbridos plugáveis. O pico de vendas dos elétricos foi em abril (6.699 unidades), antes do aumento do imposto de importação. Marcas chinesas trouxeram grande quantidade de veículos para formar estoque a um custo bastante elevado, provavelmente bancado de forma indireta pelo governo chinês.

Em julho último, houve redução acentuada de elétricos para 4.698 unidades, queda abrupta de 30% em relação ao pico. De forma contrária, os híbridos plugáveis deram um grande salto para 5.912 unidades, aumento de nada menos que 56% sobre janeiro. No mês passado, a divisão de mercado ficou assim: 5.912 híbridos plugáveis (38,6%), 4.698 elétricos (30,6%) e 4.697 (30,7%) híbridos. Estes percentuais indicam um equilíbrio entre elétricos e híbridos, com híbridos plugáveis em destaque, reproduzindo o que acontece agora nos mercados do mundo ocidental.

Blazer EV é superequipado e terá preço competitivo

SUVs são carros pesados e mais ainda quando na versão elétrica em razão da elevada massa da bateria. Mas isso não faz muita diferença no novo Chevrolet Blazer EV que chega do México, isento do imposto de importação. Significa boa ajuda no preço — ainda não anunciado — com início das entregas no mês que vem. A intenção é colocá-lo em patamar abaixo de modelos elétricos alemães Premium como Macan, iX3 e próximo do também mexicano Mustang Mach-E. Espera-se algo aquém dos R$ 500.000.

Seu melhor ângulo está na dianteira com destaque para o painel preto que substitui a grade tradicional, além das rodas de 21 pol. Impressiona o seu porte: comprimento, 4.888 mm; largura 1.982 mm; altura, 1.657 mm e amplo entre-eixos de 3.094 mm. Dá para três adultos de porte alto sentarem no banco traseiro e ainda contarem com a comodidade do assoalho totalmente plano.

Entretanto o porta-malas de 436 litros é um pouco menor que o de um sedã compacto como o Onix (469 litros). Explicação está no espaço ocupado pelo motor traseiro de 347 cv e 44,9 kgf·m, que tem acoplado o redutor. Alcance médio, padrão Inmetro, de 481 km com bateria Ultium de 102 kW·h com tempo de recarga até 3,5 vezes mais rápido, segundo a fábrica, sem informar esse tempo.

Acabamento de primeira linha com bancos dianteiros firmes e de boa sustentação lateral. Ao sentar ou ao sair, o motorista não precisa procurar nenhum botão de energização, feita de forma automática. Grande destaque é a supertela multimídia de 17,7 pol. com sistema Google Built-in nativo que dispensa espelhamento de celulares, mas exige assinatura dos serviços. Até mesmo o acionamento dos faróis é feito pela tela central, pois lamentavelmente não há um interruptor.

Espelho retrovisor interno com câmera de alta definição e o teto solar panorâmico completam o extenso pacote de equipamentos que inclui recarga por indução e por portas USB-C para baterias de telefones. Ainda há frenagem de emergência automática e alerta de ponto cego ao abrir as portas entre outros, além de três modos de condução.

Numa primeira avaliação da versão RS, no autódromo Capuava, em Indaiatuba (SP), o Blazer EV comprovou aceleração muito boa (0 a 100 km/h, em 5,8 s), comportamento em curvas exemplar e freios potentes. Também é possível calibrar o nível de regeneração da bateria ao levantar o pé do acelerador. Ao usar este recurso no máximo, dispensa acionar o pedal de freio em uma volta na pista sem grande preocupação em marcar tempo.

Termos de garantia de veículos ainda trazem dúvidas

Já se foi há décadas a garantia curta oferecida pelos fabricantes de apenas seis meses ou 10.000 km para veículos novos, no final dos anos 1950. Prazos subiram ao longo do tempo até chegarem ao patamar médio atual de três anos, que a maioria das marcas pratica. Primeiro choque nestes prazos veio com a chinesa JAC representada pela importadora SHC de Sergio Habib, em 2011.

O hatch J3 e o sedã J3 Turin ofereciam garantia inédita à época de seis anos, porém os compradores deviam comparecer a uma concessionária a cada 5.000 km para uma revisão paga. Porém, um ano depois o intervalo passou a 10.000 km, o padrão na época.

O Código de Defesa do Consumidor assegura 90 dias (garantia legal), mas vários produtos, entre estes os automóveis, concedem garantia contratual. Hoje, conforme consta nos manuais do proprietário dos veículos, tal cobertura indica três ou mais anos. Porém, note que se evita na divulgação afirmar que naquele período não há limite de quilometragem, pois isso se aplica apenas ao comprador não profissional ou comercial. Pura estratégia de marketing.

Na verdade, há uma ressalva nos manuais: três anos ou 100.000 km, o que ocorrer primeiramente, caso o comprador use o veículo em transporte remunerado de pessoas ou bens. Consultei o Procon-SP que confirmou a legalidade da ressalva de tempo e/ou distância limitantes em qualquer tipo de garantia veicular.

Por outro lado, há casos em que se deixa de considerar prazo ou quilometragem. Trata-se do chamado vício (defeito) oculto, quando o fabricante é obrigado a prover o conserto. Em geral só resolvido após ação judicial, se o defeito não pôde ser detectado porque o cliente rodava muito pouco ou não conseguiu perceber a falha no prazo estabelecido em contrato.

Atualmente algumas marcas generalistas oferecem até cinco anos de garantia, como acontece agora com a Jeep, e antes com Caoa, Hyundai, Kia, Mitsubishi e Toyota, sempre condicionada ao pleno cumprimento, pelo proprietário, do plano de manutenção determinado pelo fabricante.

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Ford Ranger continua o veículo mais importante da marca no Brasil

A Ford registrou em julho o melhor mês de vendas dos últimos três anos, com 4.279 emplacamentos. A marca comemora também o bom desempenho acumulado no ano, com o total de 23.968 unidades, um crescimento de 68% comparado ao mesmo período do ano passado.

A Ranger, carro-chefe da marca, apresentou um crescimento de mais de 58% no ano e consolidou a sua posição como vice-líder das picapes médias. O Bronco Sport e a Maverick foram outros modelos que contribuíram para esse resultado.

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Emprego no comércio levou 3 anos para retomar nível pré-pandemia

As empresas do setor de comércio no Brasil precisaram de 3 anos para retomar o nível de emprego pré-pandemia da covid-19. A constatação está na Pesquisa Anual de Comércio, divulgada nesta quinta-feira (25), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento traz dados de 2022, quando o comércio brasileiro empregou 10,3 milhões de pessoas. Esse número supera em 157,3 mil o contingente de 2019, último ano antes da pandemia surgir. O ponto máximo da série iniciada em 2007 é 10,6 milhões, em 2014.

“Estamos longe do valor da máxima histórica, mas houve crescimento, depois de 2020, em todos os anos, aumento do número de pessoas ocupadas”, avalia o pesquisador do IBGE Marcelo Miranda Freire Melo.

Lojas reabertas no Shopping Light após início da fase de transição do Plano São Paulo para combate à covid-19, que permite o funcionamento das lojas de shopping centers das 11h às 19h.

A pesquisa é feita com empresas de 22 setores de três grandes segmentos: comércio varejista, comércio por atacado e comércio de veículos, peças e motocicletas.

O instituto explica que a diferença entre varejo e atacado é o destino da venda. No varejo, a finalidade é o uso pessoal e doméstico; enquanto no atacado, outras empresas e órgãos da administração pública.

O comércio varejista é o carro-chefe na ocupação de trabalhadores, com 7,6 milhões de empregos em 2022. O atacado responde por 1,9 milhão, o maior da série histórica, e o comércio de veículos automotores, peças e motocicletas emprega 846,2 mil.

O segmento que mais emprega individualmente é o de hiper e supermercados, com 14,8% dos ocupados, o que equivale a 1,5 milhão de pessoas.

Termômetro do PIB

A pesquisa identificou 1,4 milhão de empresas que operam em 1,6 milhão de endereços. Essas companhias tiveram receita líquida operacional de R$ 6,7 trilhões. Elas apresentaram um valor adicionado bruto de R$ 1,1 trilhão – esse montante representa o quanto contribuíram para o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país).

A maior parte da receita (51%) foi gerada pelo comércio por atacado, seguido pelo comércio varejista (40,2%) e pelo comércio de veículos, peças e motocicletas (8,8%).

O IBGE considera que a atividade comercial é um importante termômetro da economia, pois “tende a repercutir os ciclos das atividades econômicas, particularmente as variações na renda das famílias e nas condições de oferta de crédito”.

Remuneração

Dinheiro

As 10,3 milhões de pessoas que trabalhavam em empresas de comércio em 2022 receberam R$ 318 bilhões em salários e outras remunerações. O IBGE mede o salário médio do setor em salário mínimo. Em 2022, o indicador chegou a dois salários mínimos, um recorde da série histórica. Entre o início da série e 2021, havia variação entre 1,8 e 1,9 salários mínimos.

A explicação para o recorde foi o crescimento do salário médio pago no segmento de comércio de veículos, peças e motocicletas, o único dos três grandes setores a ter aumento de 2021 para 2022. “Esse valor influencia o resultado do comércio como um todo”, assinala o pesquisador do IBGE.

O comércio por atacado apresentou o maior salário médio (2,9 salários mínimos) em 2022, seguido pelo comércio de motocicletas, peças e veículos (2,3) e pelo comércio varejista (1,7).

Comércio virtual

A pandemia da covid-19, que impôs restrições sanitárias em todo o país, como isolamento social e lockdowns, que provocaram mudanças profundas na atividade econômica, é refletida, conforme deixa explícito o estudo do IBGE, nos números do comércio virtual.

O instituto identificou um crescimento no número de negócios que adotaram o comércio pela internet, seja por sites, redes sociais, aplicativos ou WhatsApp. O número passou de 1,9 mil em 2019 para 3,4 mil em 2022, acréscimo de 79,2%.

O aumento aconteceu em todos os segmentos do varejo. A pesquisa revela ainda que em 2019, 4,7% das empresas de comércio varejista vendiam pela internet. Em 2022, o percentual alcançou 8%.

Apesar de mais empresas aderirem ao comércio virtual, o IBGE constatou que houve um recuo no percentual da receita bruta do varejo na forma de comercialização pela internet no último ano investigado pela pesquisa. Em 2019, o patamar era de 5,3%, que chegou a 9,1% em 2021, antes de cair para 8,4% em 2022.

Segundo o pesquisador do IBGE Marcelo Melo, a queda do último ano não é um indicativo de que a comercialização pela internet, necessariamente, caiu.

“É um indicativo de que as pessoas voltaram também a comprar os produtos de forma presencial”, explica.

“Como a gente está lidando com valor percentual de participação, se esse percentual cai não significa que a atividade caiu propriamente dita”,observa. Na opinião de Melo, o comércio pela internet é “uma tendência que veio para ficar”.

Regiões

A ampla observação do IBGE sobre as empresas de comércio mostra que o Sudeste lidera o setor em receita bruta de revenda, número de unidades locais, pessoal ocupado e remunerações. Em seguida aparecem as regiões Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Norte.

O Sudeste representava 50,6% do pessoal ocupado em 2022 e 54,6% do total de salários e outras remunerações. Na outra ponta, o Norte era responsável por 3,5% das vagas e 3,2% do dinheiro recebido pelos trabalhadores.

O Sudeste era também a única região com salário médio acima da média nacional, de dois salários mínimos. As empresas de comércio da região pagavam 2,1 salários mínimos. No piso do ranking figurava o Nordeste, com média de 1,5 salário mínimo. O Sul registrou remuneração média de dois salários mínimos, acima do Centro-Oeste (1,9) e do Norte (1,8).

Brasília (DF), 24.07.2024 - Arte para a maéria sobre comércio. Arte/Agência Brasil

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Coluna Fernando Calmon — Vendas sobem, porém importações bem mais

Coluna Fernando Calmon nº 1.310 — 16/7/2024

Vendas sobem, porém importações bem mais

O Brasil está perdendo a batalha da balança comercial entre exportações e importações de veículos. Nos últimos anos, desde 2015 o País sempre alcançou superávit com destaque em 2017. Mas este ano o crescimento das importações vai superar as exportações, segundo projeções da Anfavea. Trata-se de uma combinação deletéria. Para manter o nível de empregos na indústria automobilística é necessário que exportações compensem importações. Se o balanço for superavitário, melhor ainda.

No fechamento do primeiro semestre deste ano na comparação com igual período do ano passado a produção total de veículos leves e pesados subiu apenas 0,5%. Passou de 1,132 para 1,138 milhões de unidades. De janeiro a junho de 2024 as exportações caíram 28,3% e importações subiram bem mais: 37,7%. O resultado pífio deu-se em contraste com o firme aumento de vendas internas (varejo e atacado; leves e pesados), na soma de veículos nacionais e importados, que subiram 14,6%.

Na realidade o aumento das importações — nada contra isso, contudo de forma prudente ­­— deu-se em razão de carros elétricos e híbridos, além de concentradas em marcas chinesas. Híbridos convencionais e plug-in (somados 4,5%) e elétricos (2,9%) ainda representaram parcela muito pequena das vendas de veículos leves no primeiro semestre deste ano.

No entanto a Anfavea defende uma volta imediata do imposto de importação de 35% para veículos elétricos e híbridos, sem o escalonamento em curso de 2024 a 2026. Será difícil o governo voltar atrás sobre o estabelecido.

A Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) reúne hoje 10 marcas entre as 50 que atuam no mercado brasileiro de veículos leves, pesados e máquinas, sem incluir motos.

Marcelo de Godoy, presidente da Abeifa, afirma que “medidas protecionistas ou barreiras alfandegárias artificiais são sempre ineficazes e prejudiciais a toda a cadeia automotiva”. Mesmo discurso simplista de sempre. Ele tem razão num ponto: “Além disso, poderá prejudicar as relações com um parceiro comercial importante para o Brasil como a China”.

A BYD é, de longe, a maior associada da entidade em vendas, no primeiro semestre: 32.572 unidades, 71%. GWM vendeu menos, porém não se associou. Mas o otimismo extrapola. A chinesa já previu comercializar 120.000 unidades este ano e depois corrigiu para 100.000. Só que a Abeifa projeta 94.000 veículos emplacados das 10 marcas em 2024. Uma das duas estará errada.

 Novo lançamento da GM incluirá versão híbrida básica

O primeiro dos produtos incluído no plano de investimentos de R$ 1,2 bilhão para modernização da fábrica de Gravataí (RS) será, como esperado, um SUV compacto inédito que terá como base o Onix, ou seja, menor do que o atual Tracker. O novo modelo está previsto para 2026. O que se antevê é uma versão híbrida flex básica com alternador e motor de arranque integrados, além de uma pequena bateria auxiliar.

A GMB se convenceu, ao sondar clientes, que passar direto para carros elétricos no Brasil vai demorar em razão do preço alto e de uma rede de recarga incompleta. Um híbrido pleno para veículos maiores, a exemplo de Tracker, Montana, S10 e Trailblazer, deve chegar numa segunda etapa.

Fábio Rua, vice-presidente da GM, afirmou que o novo produto (não adiantou que se tratava de um SUV) está sendo desenvolvido pela engenharia da empresa, líder mundial para este projeto. Será exportado para países da América do Sul e México. No Brasil vai mirar, principalmente, no Kardian, Pulse e, em breve, no modelo equivalente da VW.

Outra atualização esperada, segundo o site Autos Segredos, é a injeção direta de combustível no motor a combustão interna. Até agora a Chevrolet era uma das poucas marcas a manter a injeção multiponto no duto de admissão por achá-la uma solução de menor custo e suficiente. Porém, o tempo mostrou que se trata de uma mudança viável e necessária aos olhos do mercado.  Deve estrear já neste novo SUV.

No total a empresa americana investirá R$ 7 bilhões no Brasil entre este ano e 2028 na renovação de seus modelos, introdução de tecnologias avançadas e agregação de novos negócios.

BYD avança com híbrido plugável Song Pro

SUV de porte médio da fabricante chinesa tem a seu favor o estilo atraente e o conjunto motriz. O sistema híbrido plugável a gasolina também é um recurso vantajoso que se reflete em baixo consumo de combustível. Todavia, o alcance médio declarado de até 1.100 km refere-se à antiga norma europeia NEDC abandonada por pouco refletir a realidade e caiu em desuso a partir de 2017. Sem sentido continuar a citá-la.

Pela norma brasileira NBR 7024, revista e utilizada pelo Inmetro, o alcance médio é de 780 km, mas na prática pode ser um pouco melhor com bateria totalmente carregada e tanque de 52 litros cheio.

Por outro lado, uma característica bem interessante informada pela BYD é a eficiência térmica de 43% do conjunto comparável aos melhores motores a diesel. O Song Pro, na versão GS de topo que dispõe de uma bateria maior (18,3 kW·h), entrega 235 cv e 43,8 kgf·m ao combinar, segundo a fábrica, um motor a gasolina de 98 cv e 12,4 kgf·m ao elétrico de 197 cv e 30,6 kgf·m. Bom lembrar que torque combinado tecnicamente não pode ser medido em aplicações em um mesmo eixo, embora BYD insista.

Aceleração de 0 a 100 km/h em 7,9 s comprova desempenho muito melhor do que o Corolla Cross híbrido não plugável limitado por seu motor flex de apenas 101 cv (etanol)/14,1 kgf·m associado a um motor elétrico 72 cv e 16,6 kgf·m com potência combinada de somente 122 cv.

Isso ficou claro na primeira e curta avaliação pelas ruas de São Paulo. O SUV chinês tem ótimo desempenho. Mas ao partir da imobilidade há um certo atraso na resposta do acelerador, sem aquela reação fulminante dos elétricos. Impressiona o silêncio a bordo com os vidros dianteiros de dupla camada para isolamento de ruído. Porém, ao rodar em asfalto irregular ou passar por lombadas falta o acerto fino das suspensões.

Também se destaca pelo espaço interno com distância entre-eixos de 2.712 mm, pouco menor que a do Song Plus. Os passageiros no banco traseiro, além do assoalho plano, contam com regulagem do encosto. Bancos dianteiros são confortáveis e o do motorista tem regulagem elétrica (só no GS). O porta-malas oferece 520 litros, mas não inclui estepe e perde espaço devido a uma maleta contendo carregador portátil da bateria e seus cabos.

Preços: R$ 189.800 (GL) e R$ 199.800 (GS).

 

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Citroën está dando descontos especias para o C3, Aircross e Jumpy

Até o dia 4 de julho, a Citroën promovendo uma grande ação de vendas com financiamentos especiais e descontos. O C3 Live Plus sai por R$ 69.900,00 na venda e-commerce. No varejo, a versão Live Pack está com redução de R$ 9 mil e parte de R$ 74.390. Já o C3 Feel sai de R$ 86.390 por R$ 80.390. Para ambos também se aplica o financiamento com taxa de 0,99% em 36 vezes e entrada de 50%.

Já o SUV Citroën Aircross tem preço de R$ 99.990 no e-commerce e traz promoções no varejo, com R$ 9 mil de bônus para todas as versões 5 lugares e R$ 11 mil de bônus para todas as versões 7 lugares.

A ação também se aplica na linha comercial da marca francesa. O Jumpy Cargo, de R$ 210.990, sai por R$ 182.370. Na versão Vitré, o furgão, que originalmente custa R$ 216.990, é vendido por R$ 183.380. Na gama do Jumper as reduções de preços vão de R$ 12.500 a R$ 13.850 de acordo com a versão.

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Fiat Cronos atinge a marca de 200 mil unidades produzidas

O sucesso do Fiat Cronos prova que o consumidor ainda gosta muito de sedas. Lançado há seis anos, sedã acaba de atingir a marca de 200 mil unidades comercializadas no País. O modelo teve o melhor mês do ano em abril, chegando a cerca de 3.400 carros vendidos com 17,6% de segment share entre os B-Sedãs.

No acumulado de 2024 já são mais de 9.800 veículos. Em 2023 o modelo teve um aumento de 22% nas vendas em relação ao ano anterior. Vendido em dez países na América Latina, o Cronos tem a opção de motorização 1,3 e 1,0 litro, e câmbio manual ou automático.

Oportunidade

A Cronos Week, iniciativa comercial que terminaria hoje (27) foi prorrogada até dia 31 de maio. Na ação, os futuros proprietários ganharão um ano de combustível por 12 meses. A Cronos Week traz ainda descontos exclusivos, como na versão Drive 1,3 manual, pode ser adquirida por R$94.490,00, uma redução de R$5.500.

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Na geração Volkswagen T-Cross ganha beleza e sofisticação interna

A Volkswagen do Brasil apresentou na última quarta-feira (15), a nova geração do líder de vendas no segmento: o T-Cross. O modelo, que agrada pelo design, desempenho e espaço interno, ganhou mudanças na frente, na traseira e sofisticação no interior.  Lançado em 2019, o T-Cross é um produto global, mas tem em cada mercado a sua própria identidade. O modelo chega ás concessionarias na primeira quinzena de junho.

Elegante

A nova geração não teve alterações na lataria. Porém, as alterações na frente e atrás deixaram o SUV bem mais atual e sofisticado. Na frente, o modelo ganhou uma nova grade, para-choques e faróis. Os faróis são de full LED, com DRL (que é obrigatório por lei), piscas, função farol baixo e farol alto, todas com a tecnologia de LED.

O novo para-choque perde aqueles adereços cromados e ganha mais sofisticação com o novo design. As entradas de ar também mudaram e o conjunto é bem mais harmonioso. A nova frente ficou muito mais bonita.

Na parte traseira, as lanternas também são 100% em LED, que são ligadas uma á outra por uma faixa de iluminação vermelha. A luz de neblina está do lado esquerdo e a iluminação de marcha a ré em ambos os lados. O novo para-choque tem visual mais robusto e dá a sensação que o modelo está mais alto.

Na lateral, como não houve mudanças no design, por isso o destaque são as bonitas rodas. Como um todo, no conjunto, as alterações efetuadas no novo T-Cross deixou o modelo bem mais elegante e sofisticado. O porta-malas tem capacidade de 373 litros.

Por dentro

O interior teve mudanças bem mais acentuadas e agradáveis, com os novos acabamentos. Os painéis ganharam mais detalhes, com revestimentos “softtouch” e costura pespontada.

O formato do painel conta agora com a aplicação de tecido na ilha central da porta, região conectada à porção inferior do painel.
Os detalhes pespontados sobre este tecido valorizam o interior. Além disso, o apoia braço também é revestido em vinil.

Os bancos foram reformulados e passam a ter figurinos inéditos, sempre com a inscrição “T-Cross” na parte superior. Ainda no painel, o VW Play, sistema multimídia com tela de 10,1″, está com uma “moldura” que o deixa mais elegante. O sistema conta com o APPConnect (Apple Carplay e Android Auto) e conexão com a internet via Smartphone.

Motor

O SUV de entrada da linha Volkswagen não teve alterações nas motorizações. O T-Cross conta com dois motores; 200 TSI, na versão 200 e Comfortline e o 250 TSI na Highline. Como nos não foi permitida a avaliação, segundo a marca, o SUV acelera de 0 a 100 km/h em 8,6 segundos (na configuração 250 TSI) e em 10,0 segundos (nas 200 e Comfortline). A velocidade máxima é de 189 quilômetros por hora no modelo 200 e 204 quilômetros por hora no 250.

Segurança

Em termos de segurança, o sistema de frenagem autônomo de emergência com reconhecimento de pedestre estreia em todas as versões, assim como o sensor de fadiga e o alerta sonoro e visual para o uso do cinto de segurança dianteiro e traseiro.

A versão topo de linha Highline oferece como opcional pacote “ADAS”, que inclui assistente de estacionamento (Park Assist), detector de ponto cego com assistente traseiro de saída de vaga e assistente ativo de mudança de faixa (Lane Assist). 200, Comfortline e Highline são equipadas com controle adaptativo de velocidade e distância, frenagem autônoma de emergência com detector de pedestre, seis airbags (sendo dois frontais, dois laterais nos bancos dianteiros e dois de cortina).

Ainda fazem parte da lista de equipamentos fixação de assento de criança com sistema ISOFIX®, freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem, controle eletrônico de estabilidade, controle de tração e bloqueio eletrônico do diferencial, assistente para partida em subidas, função frenagem de manobra entre outros.

Nova cor

O novo T-Cross estreia a cor cinza Ascot e o pacote Dark estão disponíveis  para a versão Highline. Ele inclui teto e retrovisores pintados na cor preto ninja, rack de teto longitudinal na cor preta, rodas de liga 17” escurecidas, logotipos escurecidos na lateral e traseira e pneus Seal Inside. O pneu conta com uma tecnologia que permite o motorista continuar rodando mesmo com ele mesmo furado, sem que aconteça perda de pressão.

Para o modelo a Volkswagen oferece as três primeiras revisões de série sem custo para todas as versões, incluindo peças e mão-de-obra.

Preços
200 TSi – R$ 142.990,00
Comfortline 200 TSi – R$ 160.990,00
250 TSI Highline  – R$ 175.990,00

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Coluna Fernando Calmon – Crescimento do mercado interno continua surpreendendo

Coluna Fernando Calmon nº 1.300 – 7/5/2024

Crescimento do mercado interno continua surpreendendo em 2024

Os números são auspiciosos e indicam que o mercado interno está reagindo muito bem. Nos quatro primeiros meses do ano as vendas de veículos leves e pesados atingiram 735.000 unidades, aumento de 16,3% sobre igual período de 2023. Está bem acima das previsões da Anfavea no começo do ano de incremento de 6,1%. A entidade só pretende reavaliar os seus números a partir de meados deste ano.

Já a Fenabrave viu no início de 2024 um cenário mais exuberante e até agora não tem do que se arrepender. Considerando somente veículos leves, que representam 94% das vendas (5% caminhões e 1% ônibus), o mercado subiu 17,5% sobre o mesmo quadrimestre do ano passado. Para o fechamento do 2024 sua previsão é 12% de aumento, porém pode ser revisado para cima graças à oferta de crédito aliada a juros um pouco mais baixos ao longo do ano.

No entanto, o Banco Central reduziu o ritmo da queda de juros básicos (taxa Selic) entre suas reuniões realizadas a cada 45 dias. Vinha sendo de 0,5% e agora em 8 de maio o percentual ficou em 0,25%, sendo fixada em 10,5% ao ano. Tudo indica, dependendo da inflação e da situação das contas públicas, que o BC continuará mais prudente até o fim do ano. Isso afeta a taxa do Crédito Direto ao Consumidor que historicamente representa mais de 65% das vendas de automóveis e no momento está em pouco mais de 35%.

O mercado também continua afetado por uma operação tartaruga do Ibama (greve branca) realizada nos portos, que tem limitado a importação. Produtos fabricados na Argentina, Uruguai e México sofrem com grandes atrasos. Carros elétricos, no entanto, estão livres dos trâmites burocráticos.

Marcas chinesas concentradas em elétricos e híbridos, como BYD e GWM, aceleraram bastante suas operações e formaram grandes estoques para compensar a segunda rodada de aumento de imposto de importação agora em julho. A taxação passará de 10% para 18%, depois 25%, em julho de 2025 e 35%, em julho de 2026.

Promoções incrementaram as vendas neste nicho de mercado e proporcionaram percentuais vistosos de crescimento, porém sobre uma base comparativa ainda muito baixa. No primeiro quadrimestre deste ano híbridos convencionais e plugáveis somaram 30,4 mil unidades (4,4% do mercado de automóveis e veículos leves) e os elétricos 20,8 mil unidades (3% do total).

Carros com motores flex representaram 78,5%; diesel, 9,8% (basicamente picapes médias e pesadas, furgões, caminhões leves) e gasolina, 4,2% (modelos importados). Diesel prevalece em praticamente todos os veículos pesados.

Campanha Maio Amarelo 2024: “Paz no trânsito começa por você

Como faz todos os anos desde 2013, o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) inicia no mês de maio uma campanha em favor da diminuição do número de acidentes que colocam o Brasil numa posição vergonhosa ou no mínimo incômoda no cenário mundial. Foram 142.000 vidas ceifadas ao longo dos últimos quatro anos, média de 35.000 a cada 365 dias.

É necessário ressaltar que, apesar do número crescente da frota circulante brasileira (47,1 milhões de veículos leves e pesados, além de 13,3 milhões de motocicletas, totalizando cerca de 60,4 milhões, segundo o estudo do Sindipeças publicado no início deste mês e referente a 2023), o número de óbitos por acidentes de trânsito em termos anuais tem mostrado pequenas variações para mais ou para menos.

Os números de mortalidade já foram maiores, beirando até 45.000 falecimentos entre 10 e 12 anos atrás. No entanto, é preciso agir com firmeza para que as mortes caiam mais. Um fato incontestável: motociclistas se envolvem em acidentes fatais em número muito maior em relação à frota.

Na maior cidade do País, São Paulo, a média indica um motociclista falecido por dia (365 por ano). Já houve um pequeno progresso graças à criação da faixa azul, exclusiva para motos e scooters, o que ajudou a disciplinar o fluxo entre os veículos e evitado acidentes.

Entretanto, nos horários de pico e mesmo fora destes formam-se filas intermináveis de motos em movimento ou paradas que bloqueiam mudanças de faixa de outros veículos, manobra permitida desde que sinalizada. A autoridade de trânsito até criou placas estimulando a gentileza dos motociclistas de observar a indicação de motoristas que precisam ou desejam mudar de faixa. Até agora, sem muito sucesso…

Da mensagem deste ano do ONSV para o Maio Amarelo, destaco trechos inspiradores de três Observadores Certificados, do Maranhão, Anderson Boás, Johnathan Fontinele e Ulisses Bertoldo:

“Este tema não é apenas um slogan. É, primordialmente, um manifesto por mudanças profundas em nossa maneira de perceber o trânsito e de como nele nos comportamos. A paz desejada nas vias começa com a reflexão e a ação individual, mas também se expande em ondas, alcançando a coletividade. É um chamado que beira a filosofia e a sensibilidade espiritual, para que cada pessoa se perceba como parte essencial de um sistema maior, onde escolhas e comportamentos têm o poder de salvar vidas.”

“A paz no trânsito realmente começa por você, por nós, por todos. Vamos juntos transformar essa visão em realidade, para que as futuras gerações herdem vias mais seguras e uma sociedade mais consciente e solidária. No trânsito, a escolha pela paz e pela vida é a única opção aceitável.”

Citroën C3 Aircross destaca-se pela versatilidade

O aspecto geral é de um SUV compacto que está na moda. Tem proporções corretas destacando-se o capô elevado e a parte traseira com lanternas de desenho atraente. No interior o espaço é condizente à proposta e a possibilidade de transportar até sete ocupantes. Conforto para pernas, cabeças e ombros destaca-se mais para os três ocupantes da fileira intermediária. Porta-malas de 398 litros (VDA) muito bom, porém praticamente desaparece com os dois bancos adicionais que, ao menos, são retiráveis com certa facilidade e guardados para uso quando necessários. Versatilidade bem-vinda.

Posição de dirigir é adequada para a maioria dos biotipos, porém faz falta o ajuste do volante em distância. Desagradam os comandos dos vidros elétricos traseiros no console central e o posicionamento de um conjunto de botões para destravar as portas e regular os retrovisores. Já a tela do multimídia de 10 pol. é fácil de manusear, além de pareamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay.

O C3 Aircross tem dimensões bem próximas (4.320 mm de comprimento) a rivais como Duster, HR-V e Kicks. Com distância entre eixos de 2.675 mm, dá para encarar Duster e T-Cross. Bem interessante a saída de ar climatizado no teto com quatro difusores na versão de sete lugares avaliada, mas o funcionamento ruidoso pode incomodar motorista e acompanhante.

Sob medida o motor turbo flex de origem Fiat que não poderia faltar para um SUV com massa em ordem de marcha de 1.216 kg. São 130 cv (E) cv/125 cv (G) e 20,4 kgf·m (E)/(G) no motor de 1 litro acoplado ao câmbio automático CVT de sete marchas reais (não se trata de “simuladas”, como se costuma dizer). Por fim, a simplória chave de ignição/partida destoa de um modelo de R$ 136,6 mil.

Ressalva: Na coluna da semana passada foi informado o total de 40 modelos ou versões que a Stellantis lançará até 2030. No entanto, somando-se os 10 modelos das cinco marcas do grupo este ano (dos quais três já lançados), o número sobe para 50.

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Picape Fiat Strada alcança 500 mil unidades produzidas

Desde o seu lançamento em 1998, a picape Strada é um sucesso de vendas. A picape pequena da marca está comemorando 500 mil unidades produzidas na fábrica de Betim-MG.

A Fiat foi responsável pelo lançamento da primeira picape derivada de um automóvel (147) no Brasil, a marca italiana também foi inovadora ao lançar uma picape pequena com quatro portas em 2022. Ao todo, desde a sua primeira picape em 1978, a Fiat já produziu mais de dois milhões de unidades.

Além de ser o veículo mais vendido do Brasil por três anos consecutivos, fato inédito no mercado nacional (2021, 2022 e 2023), a picape é a número um também em sua categoria há 21 anos.

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Audi comemora 30 anos de Brasil com vendas menores

Mesmo não tendo muito para comemorar, pois nunca mais foi um sucesso de vendas, a Audi está completando 30 anos de Brasil. Desconhecida no mercado nacional até então, a Audi veio para o Brasil no inicio dos anos 90 pelas mãos da família Senna (Leonardo e Ayrton) e logo os modelos se tornaram um sucesso de vendas. Além disso, era uma das marcas mais desejadas e elitizadas do segmento.

Com o brilhante trabalho desenvolvido pela Senna Import, a marca alemã foi durante muitos anos a marca mais vendida no segmento de veículos premium. Nos últimos 10 anos, quando a própria marca alemã assumiu a administração de todo o negócio, a vendas caíram e nunca mais conseguiu se chegar na liderança de vendas.

Esportivo elétrico

Agora, um dos modelos mais atraente da marca vai passar por uma atualização. Assim como o Porsche Taycan, do qual herdou a plataforma e vários outros componentes, o modelo vai ganhar um restyling.

 

Além das mudanças exteriores e na suspensão ativa, a maior novidade será os novos motores elétricos que vão desenvolver em torno de 800 cavalos. Menos que o Taycan Turbo S, que produz 952 cavalos. O modelo atual do e-tron produz 646 cavalos.
O carregamento também deve melhorar dos atuais 270KWh para até 320 kWh.

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