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Fiat comemora os 50 anos de uma trajetória de muito sucesso no Brasil

No início de julho de 1976, a Fiat começou oficialmente suas atividades no Brasil. A fábrica de Betim, próximo a Belo Horizonte-MG, que completou 50 anos de operação no dia 9, comemora, ao longo dessas cinco décadas, a produção de mais de 18 milhões de veículos.

Exportou mais de 4 milhões de unidades para cerca de 40 países e se tornou um polo de inovação capaz de desenvolver, testar e fabricar tecnologias voltadas aos mercados brasileiro e latino-americano. Hoje, transformada em um Polo Automotivo, é uma das maiores fábricas do grupo Stellantis (dono de várias marcas, inclusive a Fiat).

Com quase 19 mil funcionários (sendo 3 mil engenheiros), mais da metade da força de trabalho da Stellantis na América do Sul, a planta fabril tem autonomia tecnológica para realizar todas as etapas do desenvolvimento de novos veículos, desde a concepção até os testes e a validação final.
Em 2024, essa capacidade resultou no lançamento dos primeiros modelos híbridos desenvolvidos no Brasil.
Para continuar seu crescimento, o Polo vai receber, até o final de 2030, um investimento de R$ 14 bilhões.

Marca de sucesso

A história da Fiat Automóveis no Brasil começou com a produção do Fiat 147, em setembro de 1976. O modelo revolucionou e impulsionou a indústria automotiva nacional. Entre outros destaques, o 147 introduziu o motor transversal, os pneus radiais e o conceito de pequeno por fora e grande por dentro. Poucos anos depois, voltou a fazer história ao se tornar o primeiro automóvel movido exclusivamente a álcool produzido em série no país. Do hatch derivaram outras versões, como uma linha inédita de furgões e picapes, que até então não existia no Brasil, além de uma perua e um sedã.

Na esteira do 147, em 1984 chegou outro modelo que transformou, ao lado do Volkswagen Gol, a história da indústria automotiva: o Uno. Com design marcante, amplo espaço interno e soluções práticas para o dia a dia, o modelo se tornou um sucesso de vendas. O Brasil foi o país onde mais se produziu e vendeu o modelo. O Uno Mille foi, no início dos anos 1990, responsável pelo surgimento do carro popular. Em 1994, o Uno ganhou uma versão esportiva, o Turbo, primeiro modelo com turbocompressor produzido em série no país.

Os modelos de sucesso foram se sucedendo, com a chegada do Palio, em 1996. Em outubro de 1978, a marca italiana lançou a primeira picape derivada de um modelo de passageiros. A Pick-up, derivada do 147, foi ganhando variações ao longo do tempo, a ponto de dar origem à Strada, que, nos últimos dois anos, liderou o mercado nacional por vários meses. Em 2016, chegou ao mercado a Toro, a primeira com tampa traseira bipartida e que inaugurou uma nova categoria.

fiat

Os sucessos continuaram com Tipo, Idea, Doblò, Stilo, Punto, Tempra, Marea e, em 2021, o Pulse. No ano seguinte, foi lançado o Fastback, primeiro SUV cupê da marca. Produzido no Polo Automotivo Stellantis de Betim-MG, o modelo conquistou mercado em vários países.

 

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Ingestão de água é importante no inverno para evitar doença dos rins

A queda da temperatura no inverno pode trazer consequências sérias para a saúde dos rins, devido a uma mudança de comportamento nessa estação do ano.

Com menor sensação de sede, as pessoas, principalmente idosas, acabam reduzindo a ingestão de água durante o inverno, o que favorece a ocorrência doenças como cistites e até a formação de cálculos renais.

Sintomas

As pessoas ao perceberem dor intensa na região lombar, dificuldade para urinar, sangue na urina, infecções urinárias recorrentes, perda involuntária de urina ou alterações no fluxo urinário, devem procurar atendimento na unidade básica de saúde.

De acordo com a orientação da secretaria, “a avaliação médica é fundamental para identificar a causa do problema e definir a necessidade de exames especializados”. (Agência Brasil)

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No Aussie Grill frango frito deixa de ser acompanhamento e vira protagonista

Durante muito tempo, falar em frango frito era quase sinônimo de baldes para compartilhar. Hoje, o cenário é outro. O clássico ganhou novas apresentações, passou a protagonizar sanduíches, saladas e refeições completas e conquistou espaço como uma categoria própria no delivery, ampliando as possibilidades para quem busca praticidade sem abrir mão do sabor.

No Aussie Chicken & More, esse protagonismo se traduz em números: em 2025, a marca vendeu mais de 100 toneladas de frango no Brasil, evidenciando o crescimento da demanda por produtos que exploram diferentes formas de consumo do ingrediente.

Especialista em frango frito e com operação 100% voltada ao delivery, a marca da Bold Hospitality Company, grupo do Outback e Abbraccio no Brasil, traduz essa evolução em um cardápio que vai muito além das tradicionais tiras empanadas.

Entre as opções está o Hexa Aussie Chicken Sandwich (R$ 26,90), lançamento por tempo limitado criado para celebrar o maior torneio de futebol do mundo. O sanduíche leva peito de frango crocante, cheddar em dobro, molhos Brasil Mayo e House Aioli e pão brioche. Também está disponível em combo com chips e refrigerante por R$ 36,90.

Outra pedida é o Smoked Honey Mustard Chicken (R$ 22,42), preparado com peito de frango empanado, alface, tomate, picles, maionese defumada e molho Honey Mustard no pão brioche.

Para quem prefere o frango em sua versão mais tradicional, as Chicken Tenders (R$ 34,90) seguem entre os destaques da marca. As tiras de peito de frango são empanadas e preparadas com um blend exclusivo de especiarias.

O frango frito também ganhou espaço entre as refeições mais leves. No cardápio da Aussie Salad, nova marca do ecossistema Aussie, é possível encontrar opções como a Crispy Chicken Tender Salad (R$ 57,90), que combina vegetais frescos com o tradicional frango crocante da marca, além da Crunch Mix Salad (R$ 43,90).

 

Todo o cardápio está disponível exclusivamente nas principais plataformas de delivery, permitindo que os consumidores celebrem o Dia Internacional do Frango Frito explorando diferentes versões de um dos ingredientes mais populares do mundo.

Quem é o Aussie Chicken & More?

Lançado no Brasil em 2020, o Aussie Chicken & More é uma marca especializada em frango frito e com operação 100% voltada ao delivery. A marca nasceu utilizando a estrutura das cozinhas do Outback e Abbraccio para oferecer um cardápio focado em sanduíches, Chicken Tenders e acompanhamentos, inspirado no conceito Sweet and Spicy.

Em 2025, a Aussie ampliou seu ecossistema com o lançamento da Aussie Salad, nova marca dedicada ao delivery de saladas com atuação nacional. Atualmente, está presente em mais de 300 operações distribuídas por mais de 80 cidades brasileiras, incluindo Campinas, Piracicaba, Limeira, Sorocaba/Votorantim e Jundiaí, levando aos consumidores o conceito Adventure in Flavor, que traduz sua proposta de oferecer combinações ousadas e cheias de sabor.

Serviço
Dia Internacional do Frango Frito
Data: 6 de julho de 2026
Onde: iFood e 99Food

 

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DPBEA promove mais uma feira de adoção no Centro de Convivência

O Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes, no Cambuí, recebe neste domingo(5), mais uma edição da Campet – Feira de Adoção de Animais promovida pelo Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal (DPBEA). O evento ocorre das 9h às 13h, e contará com a presença de cinco cãezinhos saudáveis que estão sob a guarda da Prefeitura, à espera de um novo lar.

Os pets foram recolhidos das ruas pelo Samu Animal e, depois de tratados, vermifugados, castrados e microchipados, foram colocados para adoção.

Serviço
Campet – Feira de Adoção de Animais
Realização: Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal (DPBEA) da Prefeitura de Campinas
Data: 05/07/2026 (domingo)
Horário: das 9h às 13h
Local: Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes
Endereço: Praça Imprensa Fluminense, s/n, Cambuí

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Audi RS e-tron GT Performance acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos

A Audi do Brasil na última segunda-feira (22) a chegada do novo RS e-tron GT Performance, evolução do RS e-tron GT. O modelo recebeu modificações na carroceria e interior que deixaram sua identidade visual mais instigante e esportiva. O superesportivo elétrico ganhou uma nova motorização, mais compacta e leve, que trouxe um aumento na potência e no torque, reduzindo a aceleração de 0 a 100 km/h para apenas 2,5 segundos (-0,8 segundo em relação ao modelo anterior). Além disso, o veículo oferece um novo conjunto de baterias de Íon-Lítio com redução no peso e maior desempenho. O novo RS e-tron GT Performance só poderá ser adquirido por encomenda na rede de concessionárias da marca alemã.

Visual instigante

Lançado no Brasil em 2021, o RS e-tron GT já tinha um visual exclusivo. O novo RS e-tron GT Performance vem com o para-choque com novas entradas de ar e logotipo atualizado conforme a nova linguagem visual global da marca das quatro argolas. Na traseira, o modelo ganhou para-choque redesenhado. De perfil, destaque para os ombros largos e a linha de cintura alta, reforçando as proporções de um legítimo gran turismo.

Internamente, a cabine oferece aos ocupantes uma experiência sensorial refinada e ergonomia altamente precisa, com todos os controles e comandos a mão do condutor. A posição de dirigir baixa e o painel central ligeiramente voltado para o motorista, inspirado pela ideia de “monoposto”, reforçam a aptidão esportiva do modelo. Já os bancos traseiros foram desenhados para oferecer espaço suficiente mesmo para adultos.

Muito veloz

O primeiro superesportivo 100% elétrico da Audi oferece uma performance impressionante, segundo a marca. Os motores dianteiro e traseiro (que está mais compacto e 10 quilos mais leve) tem configuração PSM (Síncrono de ímãs permanentes), que é a mais adequada para a proposta do modelo, entregando alto torque e potência com menor peso. O modelo possui um avançado sistema de regeneração – até 90% frenagem pode ser direcionada para regeneração de energia.

O modelo desenvolve uma potência de 925 cavalos no modo Launch Control (acréscimo de 279 cavalos em relação ao modelo anterior) e um torque de impressionante 1.027 Nm (aumento de 197 Nm ante o modelo anterior). Com isso, o veículo acelera de 0 a 100 km/h em apenas 2,5 segundos e atinge a velocidade máxima de 250 km/h (limitada eletronicamente). Outra novidade é o botão Boost – Push to Pass, recurso eletrônico presente no volante do modelo que libera uma potência extra temporária no motor para facilitar as ultrapassagens.

O Audi Drive Select, ativado também por botões satélite no volante, está disponível no modelo com os modos Efficiency, Comfort, Dynamic, RS 1, RS 2, e o novíssimo Modo Boost, que fornece 95 cavalos de potência a mais por 10 segundos – Push to Pass.

Já a tração quattro elétrica é cinco vezes mais rápida do que o sistema mecânico, com tração variável em até 100% entre o eixo traseiro e dianteiro, reforçando a eficiência na tração dianteira. O eixo traseiro dinâmico esterçante modula a direção no sentido oposto ao eixo dianteiro em baixas velocidades, e o mesmo sentido de direção do eixo dianteiro em altas velocidades. Há ainda redução do raio de direção em baixas velocidades (-60cm). O diferencial traseiro elétrico, por sua vez, controla a distribuição de torque entre as rodas do eixo traseiro e melhora a tração pelo bloqueio do diferencial quando a aceleração ocorre em pisos irregulares.

A nova suspensão pneumática ativa oferece taxa de amortecimento variável de acordo com variação ativa da pressão de óleo, com redução de até 25mm de altura durante forte aceleração e desaceleração, e controle ativo de carroceria para compensação de rolagem em curvas de alta velocidade. Há ainda a função Comfort entry, que ajusta a altura do modelo ao entrar e sair do veículo para maior conforto e comodidade, sendo ativada ao tocar a maçaneta. Com essa função, o veículo pode elevar a carroceria de 5 a 7 cm, dependendo do modo Audi Drive Select selecionado.

100% elétrico

Equipado com nova bateria de Íon-Lítio de 105 KWh (acréscimo de 11,6kWh em relação ao modelo anterior), a bateria do modelo foi desenvolvida na arquitetura de 800V, com 396 células em 33 módulos, moldura de alumínio leve com placa de aço protetora na parte inferior e sistema inteligente de gerenciamento térmico. O recarregamento do modelo com corrente AC (até 11 kW) demora até nove horas.

Preço
Audi RS e-tron GT Performance R$ 1.334.990,00

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Com tecnologia 100% elétrica chinesa GWM lança o Suv compacto Ora 5

A GWM Brasil apresentou oficialmente ontem, 24 de junho, o seu primeiro SUV 100% elétrico, o Ora 5. Com preço inicial de R$ 159.000,00, o modelo entra num dos segmentos que mais crescem no mercado brasileiro, o de SUVs compactos e que tem, entre outros, o Volkswagen T-Cross, o Toyota Yaris Cross e o Honda HR-V.

O lançamento do Ora 5 representa um passo importante na estratégia da marca chinesa no Brasil e é o seu segundo modelo 100% elétrico. O primeiro foi o Ora 03, que atende um nicho pequeno do mercado.

Eficiência energética

Equipado com motor elétrico de 204 cavalos e torque de 260 Nm, o Ora 5 tem, como todo o veículo elétrico, respostas rápidas e silenciosas. A bateria de íons de lítio do tipo LFP tem capacidade de 58,3 kWh e oferece autonomia de 349 quilômetros pelo ciclo Inmetro e 435 quilômetros no ciclo WLTP. Aliás, na grande maioria, o ciclo WLTP é muito mais concreto que o regulamentado pelo Inmetro.

O modelo também oferece sistema de frenagem regenerativa ajustável e tecnologia Vehicle-to-Load (V2L), que permite compartilhar energia com equipamentos externos com potência de até 6.000 W.
Segundo a marca, o modelo acelera de 0 a 100 quilômetros por hora em 7,7 segundos e atinge a velocidade máxima de 170 quilômetros por hora.

O desenho atualizado é bem mais harmonioso que o do irmão Ora 03. As linhas ficaram mais fluidas, modernas e muito aerodinâmicas. O coeficiente de arrasto (Cd) de 0,276 é o melhor da categoria.
Os faróis Full LED com assinatura luminosa exclusiva e iluminação de boas-vindas reforçam a personalidade do modelo, enquanto as lanternas de LED integradas contribuem para um visual diferenciado.

As rodas de liga leve de 18 polegadas e os detalhes aerodinâmicos completam o visual. O modelo estará disponível em quatro cores.

Muito espaço

Levando em conta os concorrentes, tanto à combustão quanto elétricos, o modelo leva grande vantagem em tecnologia e espaço interno. Com 4.471 mm de comprimento, 1.833 mm de largura e 2.720 mm de distância entre-eixos, o Ora 5 tem bastante espaço para até cinco ocupantes. Esses números revelam que o novo SUV elétrico é 236 mm maior no comprimento, 70 mm maior no entre-eixos e 8 mm maior na largura quando comparado ao irmão menor, o hatch Ora 03.

Apesar das dimensões maiores, a construção mais moderna fez o Ora 5 atingir 1.669 quilos de peso – exatamente 1 kg a menos que o Ora 03. Além disso, são 175 mm de vão livre do solo, 17 graus de ângulo de entrada e 25 graus no ângulo de saída, o que ajuda a aguentar as ruas e estradas brasileiras, até em alagamentos.

O interior tem acabamento refinado e moderno. Com duas opções de acabamento interno, uma clara e outra mais escura, o SUV oferece um teto panorâmico de vidro fixo de 1,65m² com cortina elétrica, bancos revestidos de couro sintético com ventilação para motorista e passageiro, ajustes elétricos, memória de posição para o banco do motorista, iluminação ambiente configurável e compartimento climatizado (mini geladeira) de 3,2 litros. Entre os diversos itens que foram adotados para o mercado brasileiro está o estepe.

O sistema de áudio conta com nove alto-falantes, incluindo subwoofer e amplificador, entrega 216 watts de potência e ajuste automático de volume de acordo com a velocidade do veículo.

Comandos com IA

A tecnologia é um dos diferenciais do Ora 5 e permite uma utilização digital avançada e intuitiva. Um dos destaques é o sistema operacional Coffee OS 3, a plataforma inteligente de terceira geração da GWM que integra mais de 300 comandos de voz com auxílio de IA (Inteligência Artificial), navegação nativa, conectividade e atualizações remotas de software Over-The-Air (OTA), permitindo que o veículo receba atualizações ao longo dos anos.

A central multimídia com tela de 14,6 polegadas de alta definição oferece interface personalizável, integração sem fio com Apple CarPlay e Android Auto, além de GPS nativo com informações de trânsito em tempo real e visualização tridimensional. O ORA 5 recebe o mesmo sistema que estreou no Wey 07 e no novo Haval H6, com direito a uma barra de menu personalizável, criada especialmente para o mercado brasileiro.

Complementando o pacote tecnológico, o SUV traz quadro de instrumentos digital Full HD de 10,25 polegadas, personalizável pelo motorista.
A experiência conectada é ampliada pelo aplicativo My GWM, que permite controlar remotamente diversas funções do veículo.

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Governo dos EUA propõe nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros

O governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou que poderá taxar importações brasileiras com uma nova tarifa punitiva de 25%. A alegação é de que algumas práticas do Brasil são desleais. 

Dentre as práticas citadas, estão o comércio digital e o desmatamento ilegal. Alguns itens como carne bovina, café, terras raras, outros metais e peças de aeronaves estão excluídos da nova tarifa – que poderá entrar em vigor em 15 de julho.

A justificativa para aplicar a medida é uma investigação, aberta em julho de 2025, pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que concluiu que políticas e práticas brasileiras são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio norte-americano.

relatório final da investigação prevê a imposição de “tarifas ou outras restrições à importação de produtos brasileiros. Tendo por base essa possibilidade, o representante de comércio dos EUA propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre todos os bens do Brasil”.

A punição com a taxação extra, no entanto, prevê algumas exceções para produtos que poderiam causar “disrupções” em toda a economia caso fossem submetidos a tarifas adicionais; além de “determinados produtos que não podem ser cultivados ou produzidos em quantidades suficientes nos Estados Unidos, nem obtidos de outras fontes”.

Dentre as exceções estão frutas e nozes, petróleo bruto e derivados, compostos farmacêuticos, produtos químicos orgânicos e fertilizantes. Também estão isentas a carne bovina, o café, terras raras, certos metais e minérios, além de aeronaves e peças de aeronaves brasileiras.

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Papa responde a Trump: “Não tenho medo do presidente dos EUA”

Durante o voo de ida para Argel, primeira etapa da viagem à África, o papa Leão XIV disse que não tem medo do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. “Continuarei falando com voz forte sobre a mensagem do Evangelho, pela qual a Igreja trabalha. Não somos políticos, não olhamos para a política externa com a mesma perspectiva. Mas acreditamos na mensagem do Evangelho como construtores de paz”. 

Leão XIV respondeu às críticas de Trump, feitas na rede Truth Social, de que o papa é fraco em política externa e deve deixar de agradar a esquerda radical.

“Não quero um papa que ache que está bem o Irã ter arma nuclear. Não quero um papa que considere terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos quando estou fazendo exatamente aquilo para que fui eleito”, declarou.” Trump sugeriu que Leão XIV foi eleito porque era estadunidense, pensaram que seria a melhor forma de lidar com o republicano, e pediu que ele seja grato.

Leão XIV diz que não vê seu papel como o de um político e que não quer entrar em debate com o presidente dos EUA. “A minha mensagem é o Evangelho e continuo a falar com força contra a guerra”

Durante a viagem, o papa cumprimentou os cerca de 70 jornalistas que o acompanham: “É uma viagem especial, a primeira que eu queria fazer. Uma oportunidade muito importante para promover a reconciliação e o respeito pelos povos”. Ele visitará até a próxima quinta-feira (23) a Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial.

Contra a guerra

Segundo Leão XIV, a mensagem do Evangelho não deve ser deturpada como alguns estão fazendo. “Eu continuo a falar com força contra a guerra, buscando promover a paz, promovendo o diálogo e o multilateralismo com os Estados para encontrar soluções aos problemas. Muitas pessoas estão sofrendo hoje, muitos inocentes foram mortos e acredito que alguém deve se levantar e dizer que há um caminho melhor”.

Ele diz que sua mensagem é para todos os líderes do mundo, não apenas para Trump: “Tentemos acabar com as guerras e promover a paz e a reconciliação”.  (Agência Brasil)

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Federação de petroleiros atribui alta do diesel a aumentos abusivos

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) voltou a criticar, nesta quarta-feira (18), “distorções estruturais” que, na visão da entidade, explicam a alta recente do preço do óleo diesel nos postos de combustíveis do país.  

Em um comunicado divulgado à imprensa, a entidade, que representa 14 sindicatos de trabalhadores da indústria de óleo e gás, apontou privatizações realizadas no governo passado e margens de lucro abusivas como principais motivos responsáveis pela escalada do preço.

No cenário em que o preço do petróleo dispara no mercado internacional por causa da guerra do Irã, a diretora da FUP, Cibele Vieira, considera que o momento atual é consequência direta da falta de controle público sobre a cadeia de combustíveis e da dependência externa.

“A Petrobras pode equilibrar preços na refinaria, mas não controla o que acontece depois. Sem distribuição pública e com parte do diesel sendo importado, abre-se espaço para aumentos abusivos ao longo da cadeia”, afirma a sindicalista em nota.

Preço na bomba

A FUP aponta dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão federal regulador da indústria de óleo e gás, que revelam reajuste de 12% no preço médio do litro do diesel S10(menos poluente) entre a primeira e a segunda semanas de março (dados mais recentes da ANP).

Na semana terminada no dia 7, o litro custava R$ 6,15, em média, valor que passou para R$ 6,89 na semana seguinte.

A FUP reconhece os esforços do governo federal para frear a escalada dos preços. Na última quinta-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a redução a zero das alíquotas dos dois tributos federais que incidem na comercialização: o PIS e a Cofins.

Além disso, anunciou a subvenção de R$ 0,32 por litro aos produtores e importadores do óleo. Nesta quarta-feira, o governo propôs aos estados que zerem a alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado sobre o diesel importado.

As medidas são uma forma de suavizar os aumentos impulsionados pelo cenário internacional. O barril do óleo tipo Brent, referência internacional de preço, está sendo negociado a cerca de US$ 108 (cerca de R$ 564) nesta quarta-feira. Em um mês, o barril subiu cerca de 55%.

A pressão de alta chega ao mercado internacional pois o petróleo é uma commodity, ou seja, mercadoria negociada com base em preços internacionais. Além disso, o Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome.

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Guerra no Oriente Médio faz diesel aumentar mais de 7% em todo o País

Em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, que tem pressionado o preço do petróleo no mercado internacional, os valores médios do diesel registraram alta relevante nos primeiros dias de março nos postos brasileiros, segundo dados do IPTL -Índice de Preços Edenred Ticket Log.

Na comparação entre os preços médios da última semana de fevereiro e os da primeira semana de março, o diesel S-10 subiu 7,72%, passando de R$ 6,22 para R$ 6,70 por litro, enquanto o diesel comum avançou 6,10%, de R$ 6,23 para R$ 6,61. No mesmo período, a gasolina teve variação mais moderada do que as do diesel, mas também relevante, de 1,24%, passando de R$ 6,44 para R$ 6,52.

De acordo com Vínicios Fernandes, Diretor de Frete na Edenred Mobilidade, o diesel costuma ser o combustível que reage primeiro a movimentos mais bruscos no mercado internacional de petróleo, principalmente por ter forte relação com a dinâmica do transporte de cargas no País. Ademais, o Brasil ainda não é autossuficiente na produção do combustível e importa entre 20% e 30% do diesel consumido internamente, o que torna o mercado mais sensível a oscilações internacionais, principalmente em momentos de tensão geopolítica que afetam rotas estratégicas de transporte de petróleo, como o Estreito de Ormuz.

Caminhão-tanque abastece posto de combustivel no Plano Piloto, região central da capital

“Quando há uma alta mais forte no preço do petróleo, é comum que os primeiros sinais apareçam no diesel. Como ele é o principal combustível do transporte rodoviário de cargas, qualquer pressão de custo tende a se refletir rapidamente nesse mercado. Em cenários de maior volatilidade internacional, reajustes também começam a aparecer ao longo da cadeia de abastecimento, algo que já começa a ser percebido no mercado nos últimos dias, apesar de a Petrobras ainda não ter anunciado reajustes oficiais nas refinarias’’, explica Fernandes.

Nos últimos dias, o preço do barril de petróleo chegou a se aproximar de US$ 120, diante do temor de impactos na oferta global de energia e na economia mundial. O executivo alerta ainda que já há sinais de maior pressão na oferta em alguns pontos da cadeia de abastecimento. “Ainda é cedo para afirmar que haverá falta de combustível e é importante ter cautela nesse momento. A própria Petrobras ainda não anunciou reajustes e costuma avaliar o comportamento do mercado antes de fazer qualquer movimento”, completa.

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