Tarifaço

O automobilismo sempre foi um excelente laboratório para a Ford

Vencer uma corrida pode representar muita coisa para um piloto, como fama, prestígio e dinheiro. Mas, para Henry Ford, duas vitórias foram cruciais para realizar o seu sonho de fundar a Ford Motor Company e, nas décadas seguintes, revolucionar a indústria com a produção em massa do automóvel.

Henry Ford construiu seu primeiro carro, o Quadriciclo, no galpão de casa, em 1896. O desfile da máquina nas ruas o tornou conhecido em Detroit e, em 1899, ele criou a Detroit Automobile Company com apoio do prefeito William Maybury. Mas a empresa foi fechada um ano depois, sem fabricar um único carro e com prejuízo de US$86.000. Os investidores eram contra o plano de Ford de criar um automóvel barato e ele se demitiu.

Esse fracasso, no entanto, só aumentou a sua determinação. Ele decidiu construir um carro de corrida e pilotá-lo pessoalmente para mostrar a confiança no produto. “Jamais pensei em correr, mas o público se recusava a pensar no automóvel como algo além de um brinquedo veloz. Tínhamos de correr”, comentou.

Com a ajuda de uma equipe de engenheiros, Ford construiu um veículo rápido, batizado como Sweepstakes, e o inscreveu numa corrida patrocinada pelo Detroit Driving Club, em 1901. A pista oval de terra em Grosse Pointe, Michigan, tinha um percurso de 1.600 metros e o desafio era enfrentar o campeão norte-americano, Alexander Winton.

Winton, um bem-sucedido construtor de carros de Cleveland, estava tão certo da vitória que lhe permitiram até escolher o troféu, uma poncheira de cristal lapidado. Seu carro, Bullet, já era um vencedor experiente, com 70 cv, enquanto o Sweepstakes tinha apenas 26 cv, mas novidades importantes: o motor de dois cilindros usava uma forma inicial de injeção de combustível e bobinas de ignição isoladas em porcelana feitas à mão (uma precursora da vela de ignição). Ford era indiscutivelmente o azarão, mas também o preferido dos 8 mil espectadores.

A corrida tinha dez voltas e Winton abriu uma vantagem de mais de 300 metros nas três primeiras, a caminho da vitória. Mas após cinco voltas, Ford se aproximou. Na sétima volta, o Bullet começou a ratear e o motor soltou uma nuvem de fumaça. Ford ultrapassou Winton em frente às arquibancadas lotadas de fãs e venceu com enorme vantagem. Sua esposa, Clara Ford, escreveu ao irmão: “Um homem jogou o chapéu para o alto e, quando caiu, o pisoteou de tanta empolgação”.

Ford ganhou a poncheira de cristal e um cheque de US$1.000 – uma ninharia, já que ele gastou cinco vezes mais para construir o carro. Mas ganhou um prestígio incalculável: um carro projetado e construído por Henry Ford tinha vencido um Winton, o melhor automóvel dos Estados Unidos.

Após a grande vitória, diversos espectadores se apresentaram para oferecer apoio financeiro ao campeão e, em poucas semanas, a Henry Ford Company foi criada. Porém, houve novamente atrito entre Ford e seus investidores. Ele queria construir carros de competição, enquanto seus sócios preferiam que ele se concentrasse na produção de automóveis de passeio.

O conflito se agravou quando os acionistas contrataram os serviços de outro mecânico, Henry M. Leland, para aconselhá-los sobre o projeto do motor de Ford. Quando Leland desaprovou, Henry demitiu-se em março de 1902, levando no bolso US$900 e os planos de outro carro de corrida.

A Henry Ford Company foi rebatizada como Cadillac Automobile Company, em homenagem ao fundador de Detroit. A General Motors comprou a Cadillac em 1909, uma ironia histórica.

Ford se aliou ao campeão de ciclismo Tom Cooper para projetar e construir dois carros de competição, o vermelho Arrow e o amarelo 999 – número do trem famoso por um recorde no percurso de Nova York a Chicago. A distância entre-eixos e a bitola eram maiores que nos carros anteriores e os motores de quatro cilindros geravam 70 cv. “O ronco daqueles cilindros era suficiente para matar um homem”, disse Ford.

Para pilotar as máquinas, ele chamaram outro ciclista campeão, Barney Oldfield. Só havia um problema: ele nunca tinha dirigido um carro na vida. E esses carros eram muito diferentes do Sweepstakes, eram força bruta. Em 25 de outubro de 1902, houve uma revanche com Winton em Grosse Pointe. Outros quatro carros estavam inscritos na corrida. Nenhum chegou perto: Oldfield venceu os 8.000 metros em tempo recorde, de 25 minutos e 28 segundos.

A Ford Motor Company foi fundada em 16 de junho de 1903, por Henry Ford, então com 39 anos, e mais 11 sócios. Eles tinham apenas US$28.000 em dinheiro, algumas ferramentas e projetos, mas muita fé.

Os acionistas incluíam um negociante de carvão, Alexander Malcomson; o gerente administrativo do negociante de carvão, James Couzens; um banqueiro; dois irmãos proprietários da oficina que construía os motores; um carpinteiro; dois advogados; um funcionário de escritório; o dono de uma loja de aviamentos; e um construtor de moinhos de vento e espingardas de ar comprimido.

Isso ajuda a entender por que, ao longo dos seus 122 anos de existência, a Ford continua a ter as competições como laboratório e fonte de inspiração.

O automobilismo sempre foi um excelente laboratório para a Ford Read More »

Governo vai comprar alimentos perecíveis que iriam para EUA, diz ministro

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, disse nessa quarta-feira (20) à noite (20), em entrevista à Voz do Brasil, que o governo brasileiro vai comprar produtos perecíveis, como frutas, peixes e carnes. 

Segundo Teixeira, o destino dos produtos deve ser a merenda escolar, a alimentação das Forças Armadas, os hospitais, os restaurantes universitários e os programas de aquisição de alimentos destinados às populações em insegurança alimentar.

“O governo vai estimular que estados e municípios possam adquirir esses produtos pelos programas públicos da alimentação escolar”, afirmou. Paulo Teixeira explicou que isso vai representar uma alimentação escolar, por exemplo, com produtos da melhor qualidade.

Outros compradores

“Nós estamos só regulamentando porque percebemos que alguns setores conseguem redirecionar rapidamente esses programas para outros países”.

Um dos exemplos que ele citou foi o caso da castanha que deve ser comercializada para a Europa. “O mesmo acontece com o café. Não tem café no mundo hoje, em lugar nenhum, para substituir o produto brasileiro”, argumentou.

No caso da carne, o ministro afirmou que o produto pode ser estocado, congelado e redirecionado. No entanto, em relação a produtos como mel, açaí, uva e peixes são mais perecíveis e, por isso, deverão ser absorvidos nos programas nacionais de compras públicas.

Cadeia produtiva

“O governo vai incluir em todos os seus editais de compras públicas a aquisição para que não haja perda de alimentos”, garantiu.

Ele ressaltou que as compras vão proteger os empreendedores diretos e toda a cadeia produtiva. O ministro conta que os exportadores venderão os produtos pelo preço que eles utilizariam no mercado interno. “Certamente o governo não tem como pagar o preço em dólar, que é o preço de exportação. Mas o governo tem como pagar o preço do mercado interno”. (Agência Brasil)

Governo vai comprar alimentos perecíveis que iriam para EUA, diz ministro Read More »

Leilão beneficente em prol do Centro Boldrini será realizado na Hípica

O leilão beneficente “A Arte Afetiva” será realizado, no próximo dia 21 de agosto, na Sociedade Hípica de Campinas, com toda a renda revertida para o Centro Infantil Boldrini, referência no tratamento de crianças com câncer e doenças hematológicas.

O evento acontecerá às 19h, no espaço Senzala, e contará com obras doadas por 33 artistas, 22 deles associados à Hípica. A iniciativa é promovida pelas diretorias social, cultural, de ações sociais e de parcerias estratégicas da entidade, e reforça o compromisso do clube com causas sociais e culturais de grande impacto.

As obras que integram o leilão podem ser visitadas pelo público até o dia 21 de agosto, das 9h às 17h. Os lances arrecadados, incluindo a parte dos leiloeiros oficiais, serão integralmente destinados ao Boldrini.

Conheça os artistas doaram suas obras

Ana Maria Duprat

Afrânio Montemurro

Alice Grou

Ana Helena Grimaldi

Anete Ring

Anna Maria Badaró

Antiopy Liroudias

Bia Moraes Alves

Cinthia Picelli

Cristina Sagarra

Del Píllar Sallum

Egas Francisco

Estefânia Gavina

Fernanda Lara Pupo

Gabriel Nanni

Isabela Senatore

Lisa França

Marcos Duprat

Maythê Pinotti

Marilene Laubenstein

Mario Graven Borges

Marisa Carvalho

Norma Vieira

Olivia Niemeyer

Raquel Ferrari

Rodrigo Villalba

Rosana Bernardo

Sílvia Matos

Silvia Z. Coelho

Stella Nanni

Vane Barini

Vera Ferro

Vera Orsini

Leilão beneficente em prol do Centro Boldrini será realizado na Hípica Read More »

Food & Wine Experience chega ao Iguatemi com vinhos e gastronomia ao ar livre

Apresentado por XP e Visa e com patrocínio de GWM | Dahruj, o Food & Wine Experience desembarca no Iguatemi Campinas nos dias 29 e 30 de agosto. O evento ao ar livre reúne vinhos selecionados, gastronomia e música ao vivo, em um ambiente acolhedor e descontraído. A programação acontece no Estacionamento C e promete proporcionar momentos de lazer e descobertas para os amantes de vinho e boa gastronomia.​

Com uma curadoria especial de mais de 50 rótulos de diferentes nacionalidades, o festival oferece vinhos tintos, brancos, rosés, laranjas e espumantes, de pequenos e grandes produtores. As bebidas poderão ser degustadas em taças de 50ml ou 150ml, com preços acessíveis, incentivando novas experiências e combinações de sabores.​

O cardápio traz porções com valores de até 40 reais. Entre os participantes confirmados estão Decanter, Grand Cru, Mistral, Tão Longe, Tão Perto Brasil, Abbraccio, Aji com Mel, Make Hommus. Not War e St Marche. ​

O público também pode curtir apresentações ao vivo de jazz e blues durante todo o evento. Na sexta-feira, 29 de agosto, sobem ao palco O Jazz Não Morde, às 18h, e Aline Cunha, às 20h. Já no sábado, 30 de agosto, a programação traz Leo Duarte Quarteto, às 16h, Gabriel Delfino, às 18h, e Filippe Dias Trio, às 20h. A ambientação inclui mesas bistrô e bancos ao redor do palco, garantindo conforto e boa visibilidade para quem deseja aproveitar a programação com tranquilidade.​

“Food & Wine é uma oportunidade de vivenciar momentos únicos, degustar rótulos renomados de diversas vinícolas, harmonizados com ótima gastronomia e boa música, em um ambiente descontraído. Queremos que nossos clientes tenham uma experiência completa, que combine lazer, cultura e gastronomia de qualidade”, destaca Lívia Moufarrej Abdalla, gerente de marketing do Iguatemi Campinas.​

O consumo de alimentos e bebidas será feito por meio de sistema cashless, que oferece mais praticidade e agilidade ao visitante. Clientes Cartão XP Visa Infinite e Cartão XP Legacy possuem o benefício de pagar diretamente nas operações, além de 15% de desconto no ingresso. Os ingressos custam 30 reais (inteira) e incluem uma taça oficial do evento e uma dose de 150 ml de vinho selecionado. Clientes cadastrados no programa Iguatemi One também contam com 15% de desconto na compra do ingresso. 

Serviço
Food & Wine Experience
Data: 29 e 30 de agosto (sexta e sábado)
Horário: sexta-feira, das 17h às 22h; sábado, das 15h às 22h
Local: Estacionamento C (Em frente ao Outback) – Iguatemi Campinas
Ingressos: a partir de 15 reais (meia) na pré-venda exclusiva na Sympla (a entrada será revertida em uma degustação de vinho de 150 ml e 01 taça de brinde)

Food & Wine Experience chega ao Iguatemi com vinhos e gastronomia ao ar livre Read More »

Tecnologia e nova versão sãoos destaques do Renault Kardian 2026

A Renault do Brasil atualizou o modelo 2026 do Kardian. Um dos mais importantes lançamentos do ano passado e sucesso de vendas, passa a ser oferecido nas versões Authentic, Evolution, Techno e Iconic. Com apenas uma opção de motorização, o Kardian vem com motor quatro cilindros, um litro, turbo que entrega 125cavalos de potência e 220 Nm de torque. A transmissão é automática de dupla embreagem úmida. Para a versão Evolution é possível a opção de transmissão manual de seis velocidades.

Digital Life

O interior do Kardian, um dos pontos altos do modelo, além do bom acabamento e dos bancos muito confortáveis, passa a contar com um novo sistema traz navegabilidade similar à de um smartphone, tanto em agilidade como em intuitividade e com telas de alta definição.
O usuário pode personalizar os widgets com toques prolongados e deslizes, escolhendo quais informações deseja exibir. O novo sistema traz ainda mais memória e resolução de tela e uma área visível maior, permitindo uma operação mais fluída e rápida.

O OpenR link traz espelhamento Wireless com Apple CarPlay e Android Auto, comandos por voz, além de ser possível conectar ao mesmo tempo um segundo dispositivo via bluetooth para reprodução de músicas. Combinando conectividade inteligente e uma assinatura sonora, o novo sistema openR link transforma cada trajeto em uma experiência diferenciada.

A nova central também permite o acesso às configurações do veículo, ajustes de operação dos ADAS e a escolha entre três tons do sistema Ambient Lighting, composto dos LEDS nas portas e luzes do quadro de instrumentos e multimídia.
O openR link também permite o acesso ao sistema Multiview com quatro câmeras, que passam a trazer guias dinâmicas nas quatro imagens (dianteira, traseira e laterais) e função auto zoom, que realiza um rebatimento digital da câmera para baixo, tornando as manobras de estacionamento ainda mais precisas.

Novidade

A linha 2026 tem mais uma versão a Iconic, que substitui a versão de lançamento a Première Edition. Além de uma nova cor, azul Iron, o modelo passa a ter a opção de teto biton em prata Étoile quando pintado nas cores cinza Cassiopée e preto Nacré.


O quadro de instrumentos da nova versão é de 10” em LED, traz uma interface totalmente nova e moderna, com diferentes modos de visualização que permite uma customização do layout de acordo com o gosto do condutor. São três modos de visualização: Classic, com destaque para o conta-giros e velocímetro digital em formato circular, Minimal, com um layout minimalista e elegante, e ADAS, com destaque para a visualização e operação dos sistemas avançados de segurança.

Esse novo quadro de instrumentos também traz “widgets” que podem ser configurados com informações de áudio e telefone, Eco Monitor, alertas do veículo, odômetro e consumo de combustível.

Mais segurança

O Kardian conta com o Sistema de Frenagem Autônoma (AEB) e o Controle Adaptativo de Velocidade (ACC), que passam a ser de série nas versões iconic e Techno e opcional na evolution.

Na linha 2026, a Renault aprimorou a segurança do condutor agregando ao já completo pacote de segurança, que possui 13 tecnologias avançadas de assistência ao motorista (ADAS), duas novas funcionalidades: o Farol Alto Inteligente (AHL), enquanto o sistema de frenagem automática de emergência, já presente no modelo, passa a identificar também pedestres e ciclistas.

As novas tecnologias aplicadas ao Kardian são possíveis graças à uma evolução da arquitetura eletroeletrônica, com a adoção de uma câmera monocular no para-brisas, em substituição ao sistema de radar antes presente no para-choque dianteiro. Essa câmera, posicionada na parte superior do para-brisa, permite a leitura do trajeto à frente e a operação de diversos dispositivos de segurança avançada.

Tecnologias: Farol Alto Inteligente (AHL), Alerta de Colisão Frontal (FCW) com o Sistema de Frenagem Autônoma (AEBS), Controle de velocidade adaptativo (ACC), Alerta de distância segura (DW), Alerta de ponto cego (BSW), Câmera multiview, Câmera de estacionamento traseira, Sensor de estacionamento traseiro, Sensor de estacionamento frontal, Sensor crepuscular, Controlador de velocidade, Limitador de velocidade e Assistente de partida em rampa (HSA).

Versões e preços

authentic turbo TCe câmbio EDC – R$ 119.990
evolution turbo TCe manual – R$ 113.690
evolution turbo TCe câmbio EDC – R$ 124.690
techno turbo TCe câmbio EDC – R$ 139.290
iconic turbo TCe câmbio EDC – R$ 149.990

Tecnologia e nova versão sãoos destaques do Renault Kardian 2026 Read More »

Ferrari F50 pertencente ao Museu Carde ganha prêmio mundial inédito

Pela primeira vez na história do The Quail – A Motorsports Gathering (um dos principais e mais exclusivos eventos do segmento automotivo no mundo), um carro pertencente a um acervo brasileiro é exposto. E ainda volta de lá com um troféu: uma das estrelas exibidas no museu Carde, de Campos do Jordão (SP), a Ferrari F50, levou o prêmio máximo da categoria que celebra os 30 anos do superesportivo italiano por ser a mais exclusiva do mundo, já que este não se trata de um dos 349 exemplares destinados a clientes, mas sim do segundo de três protótipos construídos antes da produção em série.

O The Quail conquistou tal status por sua capacidade de reunir lançamentos, carros clássicos e marcas ultraexclusivas, como Koenigsegg, Pagani, Lamborghini, entre outras. Tudo em uma atmosfera que sintetiza o conceito de estilo de vida. Promovido desde 2003 no Quail Lodge & Golf Club e parte essencial da programação da Monterey Car Week, na Califórnia (EUA).

 

“Foi a primeira vez que o Brasil participou do The Quail como expositor. Já estávamos muito contentes por conquistarmos essa oportunidade internacional mesmo com apenas nove meses desde a abertura do Carde. Mas ganhar esse prêmio nos deixou ainda mais honrados e felizes por representar o Brasil e a nossa cultura automobilística nacional”, celebra Luiz Goshima, diretor do Carde e membro honorário da Fundação Lia Maria Aguiar.

Para garantir seu espaço no The Quail na categoria reservada para o 30° aniversário da Ferrari F50, a unidade exposta no Carde passou por um meticuloso processo de restauração. Além de único protótipo pré-série que se tem notícia, a F50 exposta no Carde chamou muita atenção também pelo estado de apresentação, mesmo diante de outras 16 unidades da F50 de cores e numerações especiais.

Um Fórmula 1 de rua

“Cinquenta anos de corrida, cinquenta anos de vitórias, cinquenta anos de trabalho duro”. Assim Luca Di Montezemolo apresentou a F50 em 6 de março de 1995, durante a 63ª edição do tradicional Salão de Genebra, na Suíça. Quantas unidades seriam produzidas da sucessora da F40? Apenas 349, uma a menos do que o mercado demandaria, garantiu a marca.

Quando pensou na F50, a Ferrari almejou um Fórmula 1 de rua. A ausência de direção hidráulica, freios ABS ou qualquer outro tipo de assistência para simular a experiência de dirigir um carro da máxima categoria do automobilismo confirma a ambição purista da marca italiana.

O chassi é todo em fibra de carbono, enquanto a caixa de câmbio (manual de seis marchas) em liga de magnésio, mesmo material aplicado nas rodas. Até o tanque, emborrachado e com design aeronáutico, é sofisticado. Todo o esforço em aliviar peso, as técnicas aerodinâmicas e o motor 4.7 V12 de 520 cv levam a F50 aos 325 km/h de velocidade máxima.

Ferrari F50 pertencente ao Museu Carde ganha prêmio mundial inédito Read More »

Teste – VW Polo track impressiona muito pelo conjunto e economia

Uma das decisões mais difíceis da Volkswagen do Brasil foi substituir o campeão de vendas no Brasil. E o próprio Gol demorou para pegar quando surgiu para substituir o lendário Fusca. A dificuldade, fez a Volkswagen adiar muitas vezes o fim da produção do Fusca. E a decisão foi mais que acertada. O Polo é, nas últimas messes, o campeão de vendas do mercado brasileiro e em outros países da América do Sul. Muito superior ao Gol, o Polo é um modelo muito competente. Pela versão Tracck representar XX% das vendas da família Polo, decidimos testar essa versão. O que leva o Polo Trackser o queridinho do Brasil?

O modelo de entrada, o Track tem transmissão manual de cinco velocidades, interior mais despojado e motor de 1,0litro aspirado de 84 cavalos. Para quem quer um modelo de entrada e não se importar por ter que trocar de marchas, o Track é uma excelente opção. Ele concorrer diretamente com o Fiat Argo e os dois se equivalem.  Ao longo dos anos, a Volkswagen do Brasil vinha tentando substituir o valente Gol.

O modelo Track tem linhas muito bonitas, modernas e parece um modelo de categorias superiores. A versão de entrada não tem retrovisores com controle elétrico, painel mais simples, tela com poucos aplicativos e rádio simples. Logicamente que o modelo pode ser equipado com uma infinidade de opcionais. Apesar da simplicidade o interior do Track é muito agradável e confortável. O espaço para quatro passageiros é muito bom, mas para cinco, assim como nos demais automóveis, a situação complica. A versão testada, que não era a básica total, tinha ar condicionado, direção elétrica, vidros dianteiros, travamento das portas, porta-malas e bocal do tanque elétrico.

Usando a moderna plataforma MQB, o Polo é muito mais avançado em termos de rigidez estrutural, segurança e dinâmica de condução que o Gol. Em termos de segurança, O Polo tem de série quatro airbags, controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa e bloqueio eletrônico do diferencial e ABS

Motorização

O Polo Track está equipado com um motor 1,0 litro, aspirado, que desenvolve 84 cavalos de potência e 10,6 kgfm de torque quando abastecido com etanol, e 77 cavalos e 9,6 kgfm com gasolina. A transmissão é manual tem engates precisos, muito suaves (uma tradição dos modelos da marca alemã.), mas poderia ter seis marchas. Apesar de aumentar um pouco o preço, iria melhorar o consumo, principalmente nas estradas. O Polo tem um bom desempenho para a sua categoria. Em ultrapassagens, nas rodovias, necessita um pouco mais de planejamento. Se levando em conta ser uma motorização de um litro, o desempenho. Porém, muito coerente com a proposta.

O novo modelo acelera de 0 a 100 km/h em 14,7 segundos e atinge a velocidade máxima de 169 quilômetros por hora. Na estrada, apesar de ser competente, por ter motorização de um litro, é preciso planejar as ultrapassagens e retomadas. Já na cidade, o Track é ágil e muito gostoso de dirigir.

Outro ponto positivo é o consumo. Durante nossa avaliação, o modelo fez médias de 13,7 quilômetros por litro com gasolina e 9,9 com etanol no perímetro urbano. Já no ciclo rodoviário, o Track fez 15,6 com gasolina e 11,4 com etanol. São números bem razoáveis.

Andando

Ao rodar é que se percebe quanto o Volkswagen Polo Track e um veículo equilibrado. A suspensão, 1,7 centímetros mais elevada que a dos demais membros da família Polo, e os pneus 185/65 R15, com calotas pitadas de preto, absorvem bem as irregularidades do solo e tem uma ótima estabilidade. Isso mesmo com a maior altura do solo.

Os freios a disco na dianteira e a tambor na traseira (para baratear o modelo) param o carro em espaços razoáveis e sem desvios. Ou seja, o conjunto é agradável e passa segurança para quem o dirige. Apesar de o volante não ter regulagens nem de altura nem de profundidade, achar uma boa posição para dirigir não é uma tarefa muito difícil, graças ao banco do motorista, que tem regulagem de altura.

Preço
VW Polo Track R$ 94.340,00 (modelo avaliado)

Teste – VW Polo track impressiona muito pelo conjunto e economia Read More »

Jeep comemora 80 anos da versão civil do valente CJ2A

Sem dúvida, o valente Jeep é o veículo civil é o modelo mais longevo da história automotiva mundial. Este mês ele completa 80 anos de produção. Mesmo gerando uma série de outros modelos, nenhum chega aos pés da sua tradição e da enorme legião de faz.

Derivado do modelo de 1941, destinado para o exército americano usar na Segunda Guerra Mundial o Jeep CJ-2A, versão não militar, foi lançado em 1945 e até hoje mantém a icônica grade com sete fendas, um elemento de design que atravessou décadas e ainda define a identidade visual do modelo. Ao longo dos anos, foi ganhando sofisticação e tecnologia e se tornou um dos mais importante e respeitados veículos para o off-road.

O CJ-2A foi fabricado até 1949 quando foi substituído pelo CJ-3A, que trouxe melhorias estruturais como para-brisas de peça única e eixo traseiro reforçado, mantendo o motor original, de quatro cilindros com cabeçote em L. O CJ-3A chegou com melhorias estruturais, seguido pelo CJ-3B em 1953, que passou a ser montado no Brasil, em São Bernardo do Campo, pela Willys-Overland do Brasil.

O CJ-5, fabricado de 1957 a 1982, e o CJ-6 introduzido em 1956 e produzido até 1975, vieram depois e receberam ainda eixos mais robustos, freios maiores e bitola mais larga.

A grande virada veio em 1986, com o lançamento do CJ-7, o primeiro Jeep a oferecer transmissão automática, teto rígido moldado e portas de aço como opcionais. Com entre-eixos maior e visual mais moderno, o CJ-7 foi um marco. Hoje, o Wrangler e a picape Gladiator mantêm viva a valentia off-road.

Ao longo de quatro décadas, mais de 1,5 milhão de veículos CJ foram produzidos.

Jeep comemora 80 anos da versão civil do valente CJ2A Read More »

Lula inaugura fábrica da chinesa GWM no interior de São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta sexta-feira (15) da inauguração da nova fábrica da montadora chinesa Great Wall Motors (GWM), em Iracemápolis, no interior paulista.

A planta, adquirida da Mercedes-Benz em 2021, já conta com cerca de 400 trabalhadores contratados e está preparada para produzir até 50 mil veículos por ano, com foco em modelos híbridos e sustentáveis. A previsão da montadora é que a fábrica paulista gere, até o fim de 2025, de 800 a mil postos de trabalho.

A produção inicial prevista é de 20 mil a 30 mil veículos por ano e deve ser expandida para 50 mil em três anos. No futuro, a GWM pretende chegar a 100 mil carros feitos por ano no local.

Os investimentos já anunciados pela GWM no Brasil são de R$ 10 bilhões, cerca de R$ 4 bilhões de 2022 a 2025 e R$ 6 bilhões de 2026 a 2032. Na fábrica de Iracemápolis, o primeiro modelo a ser produzido será o SUV Haval H6, que contará com versões híbridas.

Segundo a empresa, a produção local começa com peças importadas, mas dentro das regras do programa federal MoVer, que estimula a mobilidade verde. De acordo com a GWM, no início da produção já haverá conteúdo local nos carros montados no local, o que inclui componentes como pneus, vidros, rodas, bancos e chicotes elétricos, além do processo de pintura dos veículos que deverá ser realizado localmente desde o princípio. O objetivo da empresa é alcançar 60% de nacionalização dentro de três anos.

Lula inaugura fábrica da chinesa GWM no interior de São Paulo Read More »

Padilha chama Trump de inimigo da saúde e afirma que sanção é absurda

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (foto), classificou como absurda a sanção imposta pelo governo dos Estados Unidos a dois profissionais brasileiros vinculados ao programa Mais Médicos. Hoje (14), durante a inauguração de uma nova etapa da fábrica de hemoderivados da Hemobrás, em Pernambuco, ele se referiu ao presidente norte-americano Donald Trump como “inimigo da saúde”.

“Estamos enfrentando não só o tarifaço. Estamos enfrentando a figura do presidente atual dos EUA, um inimigo da saúde. Antes das tarifas, desde o começo do governo dele, a cada momento, ele faz ataques à saúde do mundo como um todo”, disse, ao citar o corte de recursos feito por Trump para a produção de vacinas em território estadunidense.

Perseguição

O ministro da Saúde avaliou que o mandatário norte-americano incentivou “uma verdadeira perseguição” contra pesquisadores de vacinas nos EUA.

“Tanto é que estamos atraindo aqui para o Brasil, para a Hemobrás e para a Fiocruz, para as empresas nacionais e para as empresas privadas internacionais que investem no Brasil, vários pesquisadores que estão saindo dos EUA porque não aguentam mais a perseguição do negacionismo da extrema direita”, argumentou.

Em seu discurso, o ministro lembrou ainda que Trump também retirou recursos provenientes dos EUA da Organização Mundial da Saúde (OMS) e dos principais fundos de produção de vacinas, além de ter rompido contratos de produção de vacinas nos EUA “porque não quer apostar mais na vacina RNA mensageiro”.

Ataque

“O último ataque que o governo Trump fez à saúde foi a sanção absurda ontem (13) contra dois brasileiros – um deles, inclusive, pernambucano de coração, Mozart Sales – que tiveram, pelo governo dos EUA, seus vistos e o direito retirados, deles e das famílias deles, filhos e esposas, de poder entrar nos EUA porque participaram da criação do programa Mais Médicos,” argumentou Padilha.

E acrescentou: “digo ao querido Mozar Sales, ao Alberto Kleiman e a todos aqueles que participaram do programa Mais Médicos: tenho orgulho do que vocês fizeram. Tenho orgulho da luta de vocês”, assegurou Padilha, ao destacar que, atualmente, o programa contabiliza mais de 28 mil profissionais espalhados pelo país, sendo mais de 95% deles brasileiros.

“No Mais Médicos, lá atrás, a gente não só trouxe médicos para onde faltava. A gente abriu possibilidade para que jovens brasileiros pudessem entrar numa faculdade de medicina, abrindo mais cursos. Hoje, mais jovens brasileiros se formam e, por isso, ocupam as vagas no Mais Médicos”, concluiu o ministro.

Entenda

O Departamento de Estado norte-americano anunciou, nessa quarta-feira (13), a revogação dos vistos de funcionários do governo brasileiro, de ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e de seus familiares. A justificativa do governo Trump é que eles atuaram na implementação do Mais Médicos enquanto trabalhavam no Ministério da Saúde e que são cúmplices “do trabalho forçado do governo cubano”.

Foram revogados os vistos do secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, e do ex-assessor de Relações Internacionais do Ministério da Saúde e atual coordenador-geral para a 30ª Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas COP30, Alberto Kleiman.

Logo após a sanção, Padilha defendeu o programa que, segundo ele, “sobreviverá aos ataques injustificáveis de quem quer que seja”.

“O programa salva vidas e é aprovado por quem mais importa: a população brasileira. Não nos curvaremos a quem persegue as vacinas, os pesquisadores, a ciência e, agora, duas das pessoas fundamentais para o Mais Médicos na minha primeira gestão como ministro da Saúde, Mozart Sales e Alberto Kleiman”, disse em postagem nas redes sociais.

Após ter o visto revogado, Mozart Sales também defendeu o programa, citando impactos positivos e melhoria expressiva na saúde da população.

Manifestação

Em seu perfil no Instagram, o médico classificou o programa como “iniciativa primordial” para garantir atendimento a milhões de brasileiros e lembrou que, no momento da criação do Mais Médicos, o governo brasileiro recorreu à possibilidade de cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), levando à contratação de profissionais cubanos.

“Médicos cubanos já prestavam esse atendimento em outros 58 países de diferentes orientações político-ideológicas, por meio de mecanismos de cooperação internacional. Graças a essa iniciativa, a presença de profissionais brasileiros, cubanos e de outras nacionalidades ofereceu atenção básica de saúde e mãos fraternas a quem mais precisava. Diminuiu dores, sofrimentos e mortes”, escreveu Mozart. (Agência Brasil)

Padilha chama Trump de inimigo da saúde e afirma que sanção é absurda Read More »

Rolar para cima