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Coluna Fernando Calmon — Mover põe o País no caminho certo

Coluna Fernando Calmon nº 1.305 — 11/6/2024

Mover, finalmente aprovado, põe o País no caminho certo

Trâmite tortuoso e difícil, depois de idas e vindas entre Câmara dos Deputados e Senado Federal, porém terminou aprovado o Mover (Programa de Mobilidade Verde). Grandes centros econômicos mundiais já tinham avançado nas opções de mobilidade limpa futura. O Brasil até que não se atrasou tanto e nos próximos cinco anos os incentivos fiscais vão somar 19,3 bilhões. As fabricantes já garantiram pelos menos R$ 130 bilhões de investimentos em pesquisa e desenvolvimento para atender não apenas o Mover, mas também as novas exigências de segurança ativa e passiva já estabelecidas por lei.

Antes do Mover, a indústria já cumpriu o Inovar-Auto (2012-2017) e o Rota 2030 (2018-2023), mas a exigência agora será bem maior e inclui veículos leves e pesados. O principal avanço está no cálculo de emissões de gás carbônico (CO2), agora do poço à roda, que mede a eficiência ambiental do combustível desde o início de sua produção. Na Europa, por exemplo, o cálculo só é feito do motor à roda, que esconde a fraqueza do continente em sua matriz energética com altas emissões daquele gás de feito estufa.

Aqui 27% de etanol (que capta 80% do CO2 no seu processo agroindustrial) é misturado à gasolina e mais 30% são usados diretamente nos motores. No total, veículos leves ajudam a diminuir em 55% os efeitos deletérios do CO2. Nenhum país chega perto desses resultados. Com o avanço da hibridização nos próximos anos os ganhos serão ainda maiores.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a partir de 2027 haverá medição da pegada completa de carbono dos veículos vendidos no Brasil, numa classificação conhecida como do berço ao túmulo.

Toyota vai quase dobrar fábrica de Sorocaba – SP 

O primeiro brasileiro a assumir a presidência da filial da Toyota, Evandro Maggio, espera que no máximo em dois anos esteja pronta a ampliação da sua unidade mais moderna em Sorocaba (SP). A marca japonesa está investindo R$ 11 bilhões no Brasil até 2030. Uma das prioridades é a fabricação local dos conjuntos híbridos plenos que estão nos Corolla e Corolla Cross, hoje totalmente importados.

Maggio adiantou que todos os modelos nacionais terão oferta de híbridos flex até 2026 e para isso não descarta a produção local de baterias. “Fomos pioneiros e 40% das vendas atuais do Corolla Cross são de híbridos flex. Os concorrentes só agora se movimentam nessa direção”, afirmou. Ele elogiou o programa Mover que equilibrou melhor a concorrência. “De tempos em tempos é preciso fazer mudanças em termos de tributos e incentivos para ter igualdade nas condições de mercado”, lembrou.

Embora o executivo não tenha confirmado, é dado como certo que Yaris Cross será o produto principal em Sorocaba. A unidade terá praticamente dobrada a área construída. Ele confirmou que a fábrica de motores em Porto Feliz (SP) terá sua capacidade ampliada em quase um terço e fica a menos de 30 km de distância. Espera ainda que boa parte do pessoal empregado na unidade de Indaiatuba (SP), em processo de fechamento, possa aceitar a transferência para Sorocaba distante 60 km por boas estradas.

Quanto às notícias sobre o interesse da recém-chegada chinesa Neta em produzir no Brasil e que uma opção poderia ser as instalações em Indaiatuba, o diretor de Comunicação da Toyota, Roberto Braun, admitiu que existem sondagens de alguns grupos. “A partir do próximo ano, negociações podem ser abertas. Contudo, não há uma data definida para isso”, esclareceu.

Mustang GT Performance foca em desempenho e freios

Ao completar 60 anos do lançamento do Mustang, a Ford só tinha uma escolha: melhorar desempenho, focar nos freios e aperfeiçoar características que tornaram o cupê uma verdadeira lenda. As primeiras unidades da nova versão GT Performance serão entregues no final deste mês para quem o adquiriu em pré-venda por exatos R$ 529.000.

Externamente dá para reconhecê-lo com facilidade: novas rodas de 19 pol., freios a disco Brembo também atrás, pequeno aerofólio sobre a tampa do porta-malas e lanternas traseiras de LED.

No interior, quadro de instrumentos digital de 12,4 pol., novo desenho da alavanca do freio de estacionamento, tela multimídia de 13,2 pol. com controle externo do ar-condicionado, carregador de celular por indução, Android Auto e Apple CarPlay sem fio.

O cupê avançou em outros pontos: motor ganhou 5 cv (agora, 488 cv) e torque passou para 58 kgf·m, novos amortecedores com sensores que detectam buracos, barras antirrolagem do Mach 1, pneus Pirelli P-Zero e freios específicos para provas de drifting (derrapagem controlada). Quanto à segurança ativa recebeu assistente de manobras evasivas, monitoramento de pontos cegos e sensores estacionamento traseiros.

O Mustang continua um automóvel de reações previsíveis, acelerações empolgantes, freios ainda mais eficientes e perfeita definição de centro do volante. Em algumas voltas no autódromo Velocitta, em Mogi Guaçu (SP), com cones na pista para conter os afoitos, nada de surpresas ou comportamentos inesperados. Carro na mão, puro prazer.

Seal: estilo e espaço como maiores destaques

O porte de sedã grande, 4.800 mm de comprimento e 2.920 mm de distância entre eixos, garante espaço muito bom em especial para os três passageiros do banco traseiro. Estes contam com assoalho plano e confortável grau de inclinação do encosto. Seu estilo mais esportivo é bastante agradável, embora a inspiração para a seção dianteira reflita as linhas do elétrico Taycan, da Porsche.

Na traseira, há um arranjo moderno e interligado das lanternas, mas um número excessivo de emblemas-logotipos (inclusive um que indica aceleração de 0 a 100 em 3,8 s) e decoração de para-choque que apenas imita um extrator de ar. O visual é o de sedã-cupê moderno e com rodas de 19 pol. de desenho arrojado. Porta-malas oferece volume de 400 litros (sem informação se segue a norma VDA) e mais 53 litros sob o capô para alojar o carregador portátil e seu cabo.

Atmosfera na cabine destaca-se pelo grande teto solar panorâmico e a enorme tela giratória de 15,6 pol. Entretanto, esta inclui os comandos do ar-condicionado (com purificador de íons negativos) que desviam atenção do motorista para uma simples regulagem. Freio de estacionamento é eletromecânico.

A distância livre do solo de apenas 120 mm exige cuidado adicional em obstáculos e desníveis em rampas. Parte inferior, porém, está bem protegida porque a bateria Blade e o chassi estão integrados pela primeira vez em um modelo BYD. Desempenho é forte graças aos motores dianteiro e traseiro que juntos entregam 531 cv e 60,2 kgf·m. Como todo elétrico o comportamento em curvas sobressai. Destaco ainda precisão de direção e potência de frenagem.

Em viagem de avaliação por estradas as ultrapassagens foram bastante tranquilas. Alcance médio (padrão Inmetro) é de 372 km, mas convém não abusar do acelerador. Com apenas 5 s de pé no fundo, o alcance diminuiu em 6 km.

Apesar do preço competitivo de R$ 296.800, o Seal sofreu forte queda de vendas de 65% entre janeiro e maio. Recuo geral da comercialização de elétricos pode ser em razão das exigências do Corpo de Bombeiros de São Paulo sobre instalação de carregadores nas garagens de prédios. O tema está em revisão.

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Brasil tem oito vitórias por categoria em Le Mans

Ao longo de uma trajetória de quase 90 anos nas 24 Horas de Le Mans, o automobilismo brasileiro deixou sua marca na história da mais famosa corrida de Endurance do planeta. Deste a estreia, em 1935, o país já contou com 35 pilotos na corrida, desde jovens promissores a pilotos consagrados e campeões mundiais. Prova disso é que a maioria é formada por competidores contratados por fábricas e equipes para tentar a vitória, e não por gentleman drivers – pilotos com verba pessoal para bancar uma vaga em equipes subfinanciadas. Este grupo conquistou até hoje oito vezes o primeiro lugar por categoria (veja tabela abaixo) e chegou perto de triunfar na classificação geral em oito oportunidades, quando subiu ao pódio.

Neste sábado (15), a partir das 11h (de Brasília), a famosa corrida francesa dá a largada para a sua 92ª edição e terá entre os inscritos seis brasileiros, três deles tentando a vitória na classificação geral e, por tabela, na categoria principal, a Hypercar. O feito é ainda inédito para o país. A relação traz ainda dois competidores que vão acelerar nas 24 Horas de Le Mans pela primeira vez.

A prova no circuito de La Sarthe, com mais de 13 km de extensão, valerá pela quarta etapa do Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC) na temporada 2024 e vai anteceder a disputa da Rolex 6 Horas de São Paulo, marcada para 14 de julho, em Interlagos, com ingressos já à venda.

A escalação brasileira para as 24 Horas de Le Mans em 2024 tem em Daniel Serra seu nome mais vitorioso. O tricampeão da Stock Car Pro Series já triunfou duas vezes na prova pela antiga classe LMGTE-Pro: em 2017, pela Aston Martin; e em 2019, correndo pela Ferrari da equipe italiana AF Corse.

Outro paulista com pódio em Le Mans vai se converter no segundo brasileiro com mais largadas na prova. Segundo colocado na LMGTE-Pro em 2017, correndo com Ford GT, Luiz Felipe ‘Pipo’ Derani disputará as 24 horas mais famosas do mundo pela nona vez, tendo o estreante e compatriota Felipe Drugovich como parceiro de equipe. Com mais esta largada, Pipo ficará atrás em número de participações apenas de Thomas Erdos, que reúne 13 presenças na história da competição e duas vitórias na LMP2 (2005 e 2006).

Quem também debutará em Le Mans é o carioca Nicolas Costa, que vai correr em Le Mans com o McLaren 720S Evo LMGT3 da equipe norte-americana United Autosports. Aos 32 anos, o campeão brasileiro da Porsche Carrera Cup em 2023 fará, quase cinco anos depois, apenas sua segunda corrida de 24 horas na carreira.

Com passagem pela Fórmula 1 e carreira vitoriosa no Endurance, sobretudo no IMSA, Felipe Nasr vai para seu quarto ano em Le Mans. O brasiliense de 31 anos será um dos integrantes da tripulação do Hypercar Porsche 963 #4 da Porsche Penske Motorsport. E na classe LMGT3, Augusto Farfus regressa à prova, encerrando assim um hiato de quatro anos.

Segundo na geral

Desde 1935, com a estreia de Bernardo Souza Dantas, o melhor resultado de um brasileiro na classificação geral nas 24 Horas de Le Mans foi o segundo lugar, com José Carlos Pace (Ferrari, edição de 1973), Raul Boesel (Jaguar, 1991), Lucas Di Grassi (Audi, 2014) e Bruno Senna (protótipo LMP1, 2020). Com três pódios na categoria principal (2013, 2014 e 2016), Di Grassi é o mais bem sucedido.

Três brasileiros vão correr neste sábado com a possibilidade de obter o feito inédito de uma vitória na classificação geral para o Brasil. Além de Pipo Derani e Drugovich, que vão correr juntos com o Cadillac #311 da Whelen Cadillac Racing, Felipe Nasr vai acelerar com o Porsche 963 da Porsche Penske Motorsport.

Brasileiros vencedores por categoria
Ano/Piloto/Categoria
2005 e 2006: Thomas Erdos, LMP2
2008 e 2009: Jaime Melo Jr., GT2
2017 e 2019: Daniel Serra, LMGTE-Pro
2018 e 2019: André Negrão, LMP2

Melhores resultados do Brasil na classificação geral
José Carlos Pace: 2º em 1973 (Ferrari 312PB)
Raul Boesel: 2º em 1991 (Jaguar XJR-12)
Ricardo Zonta: 3º em 2008 (Peugeot 908 HDi)
Lucas Di Grassi: 2º em 2014 (Audi R18 e-tron quattro), 3º em
2013 e 2016 (Audi R18 e-tron quattro)
Bruno Senna: 2º em 2020 (Rebellion R13)
André Negrão: 3º em 2021 (Alpine A480)

Piloto – ano de participação
1 – Bernardo Souza Dantas – 1935
2 – Hermano da Silva Ramos – 1954, 1956 e 1959
3 – Christian Heins – 1959 e 1963
4 – Fritz D’Orey – 1960
5 – José Carlos Pace – 1973
6 – Paulo Gomes – 1978
7 – Marinho Amaral – 1978
8 – Alfredo Guaraná Menezes – 1978
9 – Roberto Moreno – 1984
10 – Raul Boesel – 1987, 1988, 1991
11 – Maurizio Sandro Sala – 1989, 1990, 1991, 1992, 1995, 1996
12 – Antônio Hermann de Azevedo – 1993, 1994, 1995, 1996, 1997
13 – Thomas Erdos – 1995, 1996, 1997, 1999, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011
14 – Nelson Piquet – 1996 e 1997
15 – André Lara Rezende – 1997
16 – Ricardo Zonta – 1998 e 2008
17 – Jaime Melo – 2004, 2007, 2009, 2010, 2011 e 2012
18 – Nelson Piquet Jr. – 2006, 2016 e 2017
19 – Christian Fittipaldi – 2006, 2007 e 2008
20 – Alexandre Negrão – 2008
21 – Bruno Senna – 2009, 2013, 2014, 2016, 2017, 2018, 2019 e 2020
22 – Augusto Farfus – 2010, 2011, 2018, 2019 e 2020
23 – Lucas Di Grassi – 2013, 2014, 2015 e 2016
24 – Fernando Rees – 2014, 2015, 2016 e 2017
25 – Pipo Derani – 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2021, 2022 e 2023
26 – Oswaldo Negri Jr. – 2016 e 2020
27 – Rubens Barrichello – 2017
28 – Tony Kanaan – 2017 e 2018
29 – André Negrão – 2017, 2018, 2019, 2020, 2021, 2022 e 2023
30 – Daniel Serra – 2017, 2018, 2019, 2020, 2021, 2022 e 2023
31 – Felipe Nasr – 2018, 2021, 2022 e 2023
32 – Rodrigo Baptista – 2019
33 – Felipe Fraga – 2019, 2020, 2021 e 2022
34 – Marcos Gomes – 2020 e 2021
35 – Pietro Fittipaldi – 2022 e 2023

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Porsche faz a pole na 92ª edição das 24 Horas de Le Mans

A definição da pole position para a 92ª edição das 24 Horas de Le Mans reservou um desfecho sensacional. Na primeira parte da Hyperpole, disputada quase ao anoitecer desta quinta-feira (13) no Circuit de la Sarthe, tudo indicava que Sébastien Bourdais posicionaria a Cadillac na posição de honra da mais emblemática prova do Endurance pela primeira vez na história da marca. No entanto, quando a bandeira quadriculada já era acenada, Kévin Estre surpreendeu a quem imaginava que a pole ficaria nas mãos do local Bourdais, virou 3min24s634 em sua volta mais rápida com o Porsche 963 e garantiu a primeira posição na fila da quarta etapa da temporada 2024 do FIA WEC para a Porsche Penske Motorsport na classe principal, a Hypercar. Foi também a primeira pole da Porsche na categoria rainha do FIA WEC em Le Mans desde 2016.

Alex Lynn posicionou o Cadillac V-Series.R #2 na segunda posição, mas a tripulação foi punida com a perda de cinco posições no grid de Le Mans em razão do acidente causado por Earl Bamber durante a TotalEnergies 6 Horas de Spa-Francorchamps, disputada em maio. Assim, o Cadillac #3 parte da segunda posição neste sábado, a partir das 11h (horário de Brasília).

 

A posição de honra na categoria GT3 ficou com um carro que não disputa a temporada completa do FIA WEC. O McLaren 720S LMGT3 Evo da equipe Inception Racing, pilotado nesta sexta-feira pelo norte-americano Brendan Iribe, larga na frente depois de superar o carro líder do campeonato, o Porsche 911 GT3 R, guiado na Hyperpole por Aliaksandr Malykhin. E na LMP2, categoria que corre apenas as 24 Horas de Le Mans no Campeonato Mundial de Endurance deste ano, a pole foi conquistada pelo suíço Louis Delétraz, com o protótipo #14 da AO by TF.

Treino

O treino livre 3, com três horas de duração, aconteceu no período da tarde e antecedeu a Hyperpole. A Ferrari 499P #50 superou o Porsche 963 #6 já com o cronômetro zerado, em volta completada pelo italiano Antonio Fuoco em 3min27s283. A BMW M Hybrid V8 #15 terminou em terceiro. A baixa foi o Porsche 963 #12 do Hertz Team JOTA em razão do acidente sofrido por Callum Ilott no treino livre 2, na noite de quarta-feira, e dos reparos feitos para a definição do pole. James Cottingham — companheiro de equipe do brasileiro Nicolas Costa — colocou a McLaren 720S Evo LMGT3 da United Autosports na liderança da classe GT3, e na LMP2 a ponta ficou com a Panis Racing, mesmo depois de o protótipo 65 ter dado duas escapadas no treino.

Com duração de 30 minutos, a Hyperpole começou sob a ameaça da chuva, que rondava a região do Circuit de la Sarthe. A Hertz Team JOTA não conseguiu deixar o carro pronto, de modo que foram sete os Hypercars que lutaram pela pole position em um total de 23 — outros oito LMP2 e oito GT3 — na pista.

A primeira parte da sessão trouxe uma disputa entre as duas Ferrari 499P da equipe oficial e o Cadillac V-Series.R #3, que marcou a pole provisória com Bourdais. Com grande sequência de voltas, o francês virou 3min24s816, 0s782 mais rápido que a Ferrari #50, segunda colocada. Até que a sessão foi interrompida com bandeira vermelha após o belga Dries Vanthoor bater a BMW na barreira de pneus na curva Indianápolis.

Bourdais sequer voltou ao carro, confiante um tempo que pensava ser suficiente para marcar a pole. As duas Ferrari pareciam ser as únicas em condições de destronar a Cadillac da pole position, mas a Porsche novamente mostrou que não pode jamais ser descartada. Alex Lynn chegou a superar o tempo de Bourdais com o Cadillac #2, mas Kévin Estre surpreendeu a muitos, cravou 3min24s634 e garantiu a pole position para o modelo 963 da Porsche Penske Motorsport nas 24 Horas de Le Mans.

A posição de honra na GT3 ficou com o norte-americano Brendan Iribe a bordo do McLaren #70 da equipe britânica Inception Racing. O piloto liderou praticamente toda a fase decisiva da classificação e marcou 3min58s120 em sua volta mais rápida, deixando para trás o carro líder do campeonato, o Porsche 911 GT3 R da Manthey Pure Rxcing, guiado na Hyperpole por Aliaksandr Malykhin. Giacomo Petrobelli, com a Ferrari 296 da JMW Motorsport, vai largar em terceiro lugar.

A LMP2 teve como pole position o suíço Louis Delétraz, que é um dos pilotos da tripulação do protótipo #14 da equipe AO by TF. O experiente competidor virou 3min33s217 em sua volta mais rápida, 0s610 à frente do holandês Job Van Uitert, que colocou a IDEC Sport na segunda posição da classe, enquanto Mathias Beche, da Panis Racing, registrou o terceiro melhor tempo, a 0s836 da pole.

Brasileiros

Uma vez que não conseguiram uma posição entre os oito primeiros colocados na sessão
classificatória da última quarta-feira, os brasileiros já tinham suas posições no grid definidas. “Pipo” Derani e Felipe Drugovich compõem a tripulação do Cadillac V-Series.R da Whelen Cadillac Racing que vai abrir a prova deste fim de semana na 18ª posição, uma à frente do Porsche 963 guiado por outro brasileiro, Felipe Nasr, um dos pilotos do carro #4 da Porsche Penske Motorsport na classe Hypercar.

O carioca Nicolas Costa, um dos integrantes do trio da United Autosports a bordo do McLaren 720S, verá o carro largar em 11º na categoria GT3, enquanto a BMW M4 guiada por Augusto Farfus vai começar a mais famosa prova de resistência do mundo em 15º lugar. Depois de ter enfrentado problemas na classificação, a Ferrari 296 preta e dourada da GR Racing, que tem em Daniel Serra — duas vezes vencedor em Le Mans na antiga categoria LMGTE-Pro — fecha o grid, partindo da 23ª colocação.

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Coluna do Douglas Mendonça – Os melhores carros importados que dirigi

Os melhores carros importados que dirigi nos
meus 50 anos como jornalista automotivo


Os anos 90 marcaram a volta da importação de carros no Brasil. O então presidente Collor, depois de chamar os carros nacionais de “carroças”, liberou a chegada de modelos fabricados no exterior em solo nacional, desde que recolhidos os devidos impostos pelo então governo. Para pressionar a indústria nacional, o tal imposto cobrado era até baixo, fazendo com que uma verdadeira enxurrada de carros inéditos aportasse por aqui. Foi, sem dúvidas, uma época de muito enriquecimento daquele pobre e restrito mercado brasileiro. De uma hora para outra, tínhamos o Brasil cheio de Audi’s, Alfa’s, BMWs, Mercedes, Porsche’s e outras joias raras que rodavam pelo mundo, e que, nós, só víamos nas fotos.

Para escolher os melhores carros importados que guiei nos meus 50 anos como jornalista automotivo, usei os mesmos critérios das matérias sobre os modelos nacionais. Ou seja, o melhor da década, o coadjuvante mais bacana de ser pilotado, e o conceito mais interessante dos anos 90, 2000 e 2010.

Anos 90

Sinceramente, essa foi a década mais difícil de chegar nos finalistas, já que foram tantos carros bacanas que dirigi nesses dez anos, que escolher o mais legal me tomou tempo. Mas, no final, quem superou todos foi o Honda Civic VTI, um hatch endiabrado com seus 160 cv de potência extraída de um pequeno motor 1.6 de aspiração natural! A verdadeira fera, além de ter um motor que girava a 7.600 rpm em sua potência máxima, tinha o corte de giro lá pra perto dos 8.400 rpm, fazendo inveja a muito motor de corrida.

O carrinho tinha um design meio estranho, mas contava com recursos bons como a eficaz suspensão independente nas quatro rodas e um desempenho que colocava carros de maior cilindrada para comer poeira. O segredo do motor estava no comando variável desenvolvido pela Honda na F1. Para não dizer que era 100% perfeito, faltava no hatch esportivo um sistema de freios à altura, já que aqueles de fábrica passavam longe de serem bons. Mas, um carrinho nervoso, que gostei tanto a ponto de comprar um no começo dos anos 2000.

Um outro carro que marcou a década de 90 para mim, talvez por ter sido um dos primeiros a chegar ao Brasil quando as importações foram liberadas, foi o poderoso Alfa Romeo 164. Não estávamos acostumados, até então, com um carro com tantos recursos e aquele design classudo que impressionava. O 164 tinha no cofre o motor V6 3.0 de 192 cv que, para impressionar ainda mais, dispunha de coletores de admissão cromados, que literalmente brilhavam quando se abria o capô. Um sedanzão grande, espaçoso, com suspensão independente nas quatro rodas e a pompa de poucos, tirando que custava absurdos US$130 mil.

No conceito de ideias bacanas, alguns representantes me marcaram nos anos 90, tanto que preferi escolher dois. Uma verdadeira paixão que tenho até hoje é o Renault Twingo, pelas soluções implantadas na indústria automotiva mundial em uma carroceria menor que a do atual Kwid. O carrinho acomodava muito bem quatro passageiros graças ao recurso do banco traseiro que corria sobre trilhos, e a grande área envidraçada se refletia em um interior claro e com maior sensação de espaço. Além disso, seu parabrisas inclinado aumentava a sensação de amplitude para os ocupantes, sem contar o painel digital central que democratizava as informações para todos a bordo. Um hatch pequeno e econômico com seu 1.2 de 55 cv (parente do CHT), mas muito versátil. Para mim, até hoje no Brasil não existiu outro igual.

Mas eu não poderia deixar de falar também do Toyota Prius, que, em 1997, fui conhecer no Japão. Era o primeiro híbrido da história, e, para a época, ficava boquiaberto sabendo que aquele carro tinha dois motores, um elétrico e outro a gasolina. Parecia bruxaria! Guiei o Prius na pista de testes da Toyota, com o Monte Fuji como plano de fundo, e adorava acompanhar pela telinha digital aquele diagrama do seu complexo funcionamento. Hoje a tecnologia híbrida é comum, mas, para os anos 90, era tão revolucionária que alguns colegas colocavam em xeque. Deu certo, e muito!

Fora da trinca de categorias que escolhi, vale a menção de algumas voltas com um Fórmula 3000 no Autódromo de Curitiba, no Paraná, em 1993. O carro tinha em seu currículo o vice-campeonato da categoria em 1991, nas mãos de Alessandro Zanardi, perdendo apenas para Christian Fittipaldi. Além da performance que assustava, o 3000 parecia um Fórmula 1 com limitações no número de rotações do motor. Um F1 virava a 12 mil rpm, e um 3000 não passava de 9 mil giros. Preparado pela japonesa Mugen, o motor tinha cerca de 400 cv e era muito nervoso, o que me deixou fazer o carro morrer na saída por umas três vezes, tamanha a sensibilidade dos pedais. Inesquecível!

Na próxima semana, não perca os “escolhidos” dos anos 2000 e 2010!

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Coluna Fernando Calmon — Vendas em maio ainda pouco afetadas pela catástrofe

Coluna Fernando Calmon nº 1.304 — 4/6/2024

Vendas em maio ainda pouco afetadas pela catástrofe gaúcha

Embora haja grande preocupação com as consequências das enchentes no Rio Grande do Sul que comprometeram tanto a frota estadual quanto as vendas, há esperança de alguma recuperação ao longo do ano. A comercialização em maio foi prejudicada por um dia útil a menos e também pela tragédia gaúcha cujo mercado representa cerca de 4% do total. Na soma de automóveis e comerciais leves as 183.214 unidades vendidas em maio foram 12% menores que em abril. Os números também refletiram a greve (já encerrada) na fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR), pois cerca de 15.000 unidades deixaram de ser produzidas no mês passado.

Para José Andreta Jr, presidente da Fenabrave, “as condições favoráveis do crédito mantiveram o mercado aquecido no restante do País, tanto em maio quanto no acumulado dos cinco primeiros meses do ano, fazendo o cenário continuar em viés positivo. Ainda é cedo para analisar o impacto do ocorrido no Rio Grande do Sul sobre as vendas anuais”. Em 2024 a comercialização total que inclui caminhões e ônibus soma 929.550 unidades, resultado 15% maior que o mesmo período de 2023.

Aparece também na avaliação do consultor Marcelo Cavalcante a queda brusca de 23% nas vendas de veículos elétricos a bateria (VEB). Em maio foram emplacadas 5.170 unidades contra 6.700 em abril. Híbridos plenos (menos 3,3%) e micro-híbridos (menos 3,4%) também recuaram. Apenas híbridos plugáveis tiveram o modesto crescimento de 2,9%.

Entretanto, em pesquisa recente do site Webmotors, considerando que 83% dos 3.000 respondentes do levantamento revelaram disposição de adquirir ou trocar de carro neste ano, a intenção de compra de elétricos se mantém em alta. Comparada ao primeiro semestre de 2023, passou de 1,6% para 7%. A preferência continua pelos híbridos, que subiriam de 8,4% para 11%.

O intento, porém, pode mudar, por exemplo, na direção de micro-híbridos. Estes começam a chegar com força no próximo semestre por meio de produção nacional da Fiat com a vantagem de preço bem menor que um VEB. A BYD que puxou para baixo as vendas de VEBs e híbridos no mês passado, deve voltar a acelerar. Todavia, a marca chinesa reviu sua meta de 120.000 unidades (elétricos e híbridos), em 2024, para 100.000.

Europa mantém ritmo morno de avanço dos VEBs

Estatísticas na Europa não são tão ágeis como no Brasil e só agora saíram resultados de abril. Confirma-se, pelo segundo mês consecutivo, o esfriamento da venda de elétricos por lá. Segundo a consultoria internacional JATO Dynamics, a participação de VEBs nos 28 países do continente europeu subiu de 13,1% em abril de 2023 para apenas 13,4% no mês passado. Isso denota uma forte desaceleração, atribuída ao fim dos incentivos fiscais, à lenta expansão da rede de recarga e a uma esperança de que os preços diminuam mais rapidamente.

Há expectativa de que depois da eleição do Parlamento Europeu (PE), de 6 a 9 de junho, a taxação sobre elétricos vindos da China suba dos atuais 10% para até 30%. Também é possível forçar a criação de centros de desenvolvimento (inclusive de baterias) e de se abrirem fábricas no continente, o que vendo sendo sondado por algumas marcas chinesas. O movimento do PE deverá ser suave a fim de evitar atritos comerciais. Em abril, VEBs chineses continuaram a crescer e detêm 6,6% de participação na Europa.

Há também uma onda na Grã-Bretanha de furtos de cabos de carregadores públicos para venda do cobre no mercado que está escandalizando os ingleses. No Brasil o alvo é a rede elétrica aérea e até subterrânea, mas há relatos de vandalismo e furtos em postos públicos de recarga.

Marcas japonesas manipulam dados e são punidas

O governo do Japão acusou cinco marcas locais de desvios técnicos de testes manipulados na homologação de segurança e consumo de combustível. A certificação de vários modelos Toyota, Honda, Mazda, Suzuki e Yamaha desobedeceu aos padrões, em certos casos desde 2014. O governo também ordenou que produtos afetados e ainda em produção não fossem comercializados ou exportados até a certificação ser refeita.

O maior fabricante mundial de veículos apresentou pedido de desculpas. Akio Toyoda, presidente do Conselho de Administração da companhia e neto do fundador da Toyota, foi portador da mensagem em pessoa, durante entrevista à imprensa. Três produtos fabricados no Japão em 2014, 2015 e 2020 já tinham sido descontinuados. Segundo a agência noticiosa Reuters, ações da empresa na bolsa de valores caíram 1,8%. No caso da Mazda, recuaram 3,3%.

Quanto à Honda, admitiu irregularidades em testes de potência e ruído em 24 modelos durante oito anos, até outubro de 2017, mas todos saíram de linha.

Apenas alguns dias antes, Mazda, Subaru e Toyota anunciaram um plano de desenvolverem em conjunto novos motores a combustão de dimensões compactas, híbridos e compatíveis com combustíveis de baixa ou nula pegada de carbono. Poderão utilizar hidrogênio líquido, combustível sintético ou biocombustíveis (a exemplo do etanol) e conviver com modelos elétricos.

911 Carrera GTS destaca-se na linhagem Porsche

O preço, claro, está bem longe de caber no bolso da grande maioria de quem senta ao volante: R$ 1,055 milhão (fora opcionais). Isso, no entanto, povoa o sonho de entusiastas ao redor do mundo e não seria diferente no Brasil. O Carrera GTS pode vir com vários dos equipamentos dos 911 Turbo e Turbo S, menos obviamente o motor mais potente e de maior torque de toda a linha (580 cv e 76,4 kgf·m). O GTS se contenta com “apenas” 480 cv e 58,1 kgf·m do mesmo biturbo de 3,7 litros e 6 cilindros horizontais opostos três a três.

Entretanto, sua aceleração de 0 a 100 km/h em declarados 3,4 s deixa para trás não apenas automóveis comuns, porém a maioria de tudo que se move sobre quatro rodas, inclusive outros carros esporte. O motor posicionado atrás do eixo traseiro é herança imutável desde que a marca foi fundada em 1948. Um arranjo único no mercado e mesmo assim apresenta comportamento em curvas excelente, perdendo apenas nesse quesito para a configuração de motor central-traseiro de alguns carros superesportes atuais. Mas, acredite, é por bem pouco, após rodar em ruas e estrada por uma semana.

Conjunto de rodas e pneus é o mesmo do Turbo S, de 20 e 21 pol. frente e traseira, respectivamente, porém nada chama mais atenção do que a imensa asa traseira opcional pintada de preto. No interior, há o refinamento típico da marca alemã com materiais de acabamento de alto nível, além do interruptor de ignição/partida acionado pela mão esquerda no painel como todo Porsche. Há também o botão giratório acoplado ao raio do volante para mudar o modo de desempenho, mas isso vem direto da F-1 e adotado pelos Ferrari de rua com seu “manettino” (alavanquinha, em português) desde o F430, de 2004.

Por último, mas não menos importante, devo ressaltar precisão de direção, incrível potência de frenagem e resistência à perda de eficiência dos freios de qualquer Porsche, este último um reconhecido ponto de honra dos produtos criados em Stuttgart. O primeiro 911 GTS híbrido chegará aqui no primeiro semestre de 2025.

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O que esperar das próximas 24 Horas de Le Mans?


Texto e fotos Gerson Borini

Se considerarmos os resultados das duas principais corridas de Endurance realizadas às vésperas da próxima 24 horas de Le Mans, o Porsche 963 tem tudo para ser o protagonista na tradicional prova francesa.

Em SPA-Francorchamps o 963 fez dobradinha com a equipe Herts Team JOTA vencendo a dramática corrida de 6 horas após mais de 90 minutos de interrupção por bandeira vermelha, seguido pelo 963 de numeral 6 da equipe Porsche Penske Motorsport.

No campeonato américa, o IMSA, a prova realizada no último sábado pelas ruas de Detroit, novamente os Porsche 963 fizeram bonito, só não subiram ao lugar mais alto do pódio porque o Acura, que não participa de Le Mans, acabou estragando a festa alemã.

Mas se os cinco Porsches 963 que iniciarão a prova em La Satre chegam com moral elevada, as outras marcas não estão muito atrás. Em SPA o Cadillac V-Serire.R fez bonito na classificação, largando em segundo, e durante a prova teve um rendimento mais conservador nas primeiras horas, certamente para poupar pneus, pois em corridas de 6 horas de duração cada equipe tem apenas 18 pneus para administrar, e quando começou sua recuperação foi o causador da bandeira vermelha. Uma manobra equivocada que lhe custará punição para a largada da próxima semana. Em Le Mans serão três Cadillacs alinhados para a largada, assim como três Ferraris 499P.

A equipe Ferrari AF Course é outra quem vem com tudo para Le Mans, após ser desclassificada da pole position em SPA, e não participando do campeonato americano da IMSA, a equipe italiana quer repetir o feito do ano passado, quando venceu na tradicional prova de 24 horas no seu retorno à categoria. Saindo em último no grid, o Ferrari #50 chegou em terceiro lugar na pista belga.

Os Toyotas GR010-Hybrid buscam se reabilitar no campeonato 2024, e na tradicional prova de longa duração perdeu o reinado no ano passado, depois da hegemonia de alguns anos. Em Ímola conseguiu a vitória sobre o Porsche, mas novamente em SPA foi superado pelos Porsches, o mesmo que já havia acontecido na prova de abertura no Catar.

Se a BMW ainda não conseguiu mostrar um bom desempenho nos Hypercar, na LMGT3 foi a surpresa ao vencer nas 6 Horas de Ímola com o carro 31 que tem o brasileiro Augusto Farfus como principal piloto do trio. Em SPA a estratégia da equipe era ser mais agressiva com o carro #46, que tem como piloto o multicampeão de motovelocidade, o Valentino Rossi, e mais conservadora com o carro #31 do brasileiro. Mas ambos acabaram envolvidos em acidentes e ficaram totalmente fora da disputa.

 

Ainda na LMGT3 a disputa está bem aberta, pois se os Porsche 911GT3.R se deram bem ao final das 6 horas de SPA-Francorchamps, os Lamborghinis Huracan EVO2 da equipe Iron Lynx e Iron Dames estiveram sempre entre os primeiros colocados, e a equipe United Autosports fez bonito com o McLaren 720S EVO numeral 59 que tem como piloto o brasileiro Nicolas Costa, estreante na categoria e que brigou pela primeira colocação no início da prova, tendo terminado em 4º lugar.

O Brasil estará representado na categoria Hypercar pelos pilotos Felipe Nasr no Porsche 963 da equipe Porsche Penske Motorsport com numeral 4, por Pipo Derani e Felipe Drugovich no Cadillac V-Serire.R da equipe Whelen Cadillac Racing de numeral 311.

Na LMGT3 o piloto platinum Augusto Farfus é o principal brasileiro e estará a bordo do BMW M4 número 31 da equipe Team WRT. Nicolas Costa vem a bordo do McLaren 720P EVO numeral 59 da United Autosports, e Daniel Serra é o piloto com licença platinum no Ferrari 296 da equipe GR Racing com o numeral 86.

Mas não se esqueçam que uma prova de longa duração como as 24 horas de Le Mans, outras equipes que ainda não mostraram resultado no campeonato 2024 podem aparecer para surpreender, é o caso dos BMW M Hybrid V8 da equipe Team WRT ou do Peugeot 9X8 da Peugeot TotalEnergies que ano passado liderou várias voltas. Já as estreantes Isotta Fraschini com o Tipo6-C, a Iron Lynx com o Lamborghini SC63 e a Alpine Endurance Team com o Alpine A424 devem ser coadjuvantes na categoria dos Hypercar.

Na LMGT3 aparecem outras equipes utilizando o Ferrari 296 que certamente estarão disputando um lugar ao Sol ao lado dos Corvettes Z06.R da TF Sport ou do estreante Ford Mustang  da Proton Competition, assim como os Aston Martin Vantage AMR e o Lexus RC F.

E para rechear os olhos de quem gosta de competição de alto nível, as 24 horas de Le Mans terão mais 48 pilotos distribuídos em 16 carros da categoria LMP2, que não disputam a temporada regular do FIA-WEC, mas por utilizarem a mesma configuração de motor, chassi e pneu entre eles serão uma corrida a parte. Emoções não devem faltar neste ano.

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Porsche lança este mês o primeiro 911 com motor híbrido

A Porsche vai apresentar no próximo dia 28, o primeiro 911 com motorização híbrida. O modelo já está em produção e a combinação de motores visa ampliar a potência.

Para chegar a um perfeito equilíbrio, a marca alemã fez um exaustivo programa de testes. Nas avaliações finais na tradicional pista de Nürburgring Nordschleife, o piloto oficial, Jörg Bergmeister, foi muito rápido, marcando uma volta em 7:16,934 minutos.

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Condutor de Porsche que matou motorista em acidente está foragido

O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho,  motorista do automóvel Porsche que provocou a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, no mês passado, em São Paulo, permanece foragido.

Com o mandado em mãos, uma equipe do 30º Distrito Policial, no Tatuapé, foi ao endereço de Sastre na Vila Regente Feijó, na zona leste de São Paulo, para cumprir a decisão da Justiça na tarde de sábado. Como ele não foi encontrado, passou a ser considerado foragido.

Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo, a Polícia Civil continua as buscas para cumprir o mandado de prisão expedido pela Justiça. A prisão foi decretada na noite de sexta-feira (3).

A decisão foi proferida pelo desembargador João Augusto Garcia. Para o magistrado, medidas cautelares decretadas pela primeira instância contra o acusado – como proibição de se ausentar da comarca, não se aproximar de familiares das vítimas e manter os dados pessoais atualizados – não são suficientes para o caso.

“Deve ser atribuído o efeito ativo, para, em consequência, decretar a preventiva, acautelando-se a ordem pública, visando ainda evitar a reiteração delitiva e garantir a regular instrução criminal”, decidiu o desembargador.

Pedido de prisão

Mais cedo, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) havia entrado com recurso no qual voltou a pedir a prisão do empresário, rejeitada duas vezes pela Justiça. A promotora de Justiça, Monique Ratton, ajuizou medida cautelar inominada pedindo que a Justiça acate recurso apresentado contra a decisão que indeferiu a prisão preventiva de Fernando Sastre.

Para ela, além de o caso preencher os requisitos para a prisão preventiva, “existe, por parte do acusado, ato de influência no depoimento de testemunha, constatado após a disponibilização das gravações das imagens policiais”.

A promotora denunciou Sastre no dia 29 de abril por homicídio doloso qualificado (pena de 12 a 30 anos de reclusão) e lesão corporal gravíssima (que pode elevar a pena total em um sexto), ambos na modalidade dolo eventual.

O acidente ocorreu no dia 31 de março deste ano, na Avenida Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo. Segundo as investigações, o carro de Sastre estava em alta velocidade antes de bater no Renault Sandero de Ornaldo. (Agência Brasil)

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Porsche vai lançar a nova geração do Cayenne GTS

Um dos modelos familiares mais emocionantes do mercado mundial, o Porsche Cayenne, ganha uma nova geração da versão GTS. A versão mais esportiva do modelo, a GTS – Gran Turismo Sport, conta com um chassi especificamente ajustado para a versão esportiva te teve a altura reduzida em 10 milímetros.

O carro é equipado com suspensão a ar adaptativa como, incluindo Porsche Active Suspension Management (PASM) e Porsche Torque Vectoring Plus (PTV Plus), e todos os demais componentes de chassi e sistemas de controle, como Porsche Traction Management (PTM) e o opcional Porsche Dynamic Chassis Control (PDCC) foram projetados para um desempenho esportivo.

Segundo a fabricante, a tecnologia do amortecedor de duas válvulas do GTS oferece uma resposta muito boa, e sua suspensão a ar de dois compartimentos dá ao carro uma taxa de mola altamente dinâmica, garantindo ao mesmo tempo esportividade e conforto. Os rolamentos de pivô do eixo dianteiro dos modelos Cayenne GTS vêm do Cayenne Turbo GT. Eles aumentam o câmber negativo das rodas em 0,58 graus em comparação com outros modelos Cayenne. O resultado são curvas rápidas e seguras.

Mais potente

O emblemático motor V8 é outra característica importante do Cayenne GTS. O V8, biturbo, de 4.0 litros, passou por melhorias o que resultou em um aumento de potência. Agora o motor tem 500 cavalos, 40 a mais que a geração anterior. O torque máximo também aumentou para 660 Nm. Para se adaptar ao novo motor, a transmissão Tiptronic S de oito velocidades também foi revista.

Ainda segundo a fabricante, o Cayenne GTS acelera de 0 a 100 km/h em 4,4 segundos e atinge a velocidade máxima é de 275 km/h. A Porsche não confirmou, mas o GTS deve chegar ao mercado brasileiro entre o final de 2024 e inicio de 2025. Nos EUA, o modelo começa a ser vendido no segundo semestre deste ano.

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Mercedes AMG vai lançar SUV com mais de mil cavalos

A AMG, braço esportivo da Mercedes-Benz, está em fase de desenvolvimento de um SUV coupé esportivo elétrico com mais de mil cavalos e tração nas quatro rodas.

O modelo deverá chegar ao mercado em 2026. A base é o Vision AMG e chegará para brigar com o futuro SUV elétrico da Porsche com capacidade para até sete passageiros.

O modelo será produzido na fábrica da Mercedes em Sindelfingen, Alemanha, na mesma planta do modelo sedan.

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