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Coluna Fernando Calmon – Salão de Munique expõe avanço de marcas chinesas na Europa

Coluna Fernando Calmon nº 1.267 — 5/9/23

Salão de Munique expõe avanço de marcas chinesas na Europa

 

A indústria europeia de veículos terá que fazer um grande esforço financeiro e técnico para enfrentar o avanço de marcas chinesas que conseguem preços bastante competitivos na fabricação de veículos elétricos (VE) e baterias. É o que se pode deduzir sobre o Salão de Munique (5 a 10 de setembro), que sucedeu ao gigantismo de Frankfurt. Agora aposta em fórmula de exposição mista, usando as praças da cidade e um centro de exposição de dimensões menores.

Cerca de 40% dos estandes foram ocupados por marcas sediadas na Ásia. Os fabricantes tradicionais estão de certa forma encurralados pois não podem “virar a chave” sem enfrentar outros problemas. Luca de Meo, presidente do Grupo Renault, afirmou à agência Reuters que “temos de diminuir a diferença de custos em relação aos chineses, que começaram com veículos elétricos anos antes”. O novo VE R5, em 2025, caminha para isso, acrescentou.

As principais novidades do Salão concentraram-se em VEs. A começar pela BMW que apresentou uma visão ainda genérica do futuro Série 3, focando no avanço de 30% em alcance e recarga da bateria. Modelos a combustão e elétricos coexistirão. A Mercedes destacou a próxima geração do CLA com as DRL inspiradas na estrela de três pontas da marca. O Tesla 3 recebeu leve reestilização frontal e aumento de preço de US$ 2.500 (R$ 12.500).

Inspirada na mística versão GTI do Golf (foto de abertura da coluna), a VW apresentou o modelo-conceito ID. GTI que só chegará ao mercado daqui a quatro anos. Trata-se de um VE com referências explícitas ao estilo original, ao contrário do que tem sido a regra atual.

Entre as chinesas, destaque para a nova marca AVTR nascida de colaboração entre a Changan e a Huawei (gigante das redes de telecomunicação). O modelo batizado com número 12 tem 5 metros de comprimento e versões com um e dois motores elétricos.

Dos carros convencionais duas peruas (camionetas) chamam atenção por seu estilo arrebatador: Passat Variant e Classe E All Terrain.

Sexta geração do Cayenne também é híbrida

Desde seu lançamento, em 2002, o Cayenne representou a primeira diversificação de uma marca premium para os SUVs. O movimento não foi bem compreendido, inicialmente, mas as vendas provaram o contrário: 60% a mais que o previsto. O acerto deu início à era de SUVs de alto desempenho, influenciando outras marcas de carros puramente esporte. Também evoluiu para adicionar a carroceria SUV cupê.

Agora estreia no Brasil a sexta geração com algo a mais do que simples reestilização e pré-venda de versões híbridas que chegarão no primeiro semestre de 2024. A Porsche investiu também em aperfeiçoar os faróis de LED HD-Matrix de mais de 32.000 pixels por farol e seis possibilidades de fachos. Há nada menos de oito desenhos de rodas com até 22 pol. de diâmetro e pneus de maior diâmetro externo. Chamam atenção os para-lamas dianteiros mais elevados e ligeiramente arqueados.

Logo ao sentar no SUV destacam-se novo volante, quadro de instrumentos totalmente digital (como sempre conta-giros no centro), saídas de ar condicionado sem aletas, alavanca seletora do câmbio no lado direito do painel de fácil acesso e três telas: 12,6 pol. (instrumentos), 12,3 pol. (multimídia) e 10,6 pol. (para o passageiro). Tem pareamento Android Auto e Apple CarPlay sem fio e recarga de celular por indução (até 15 W) com refrigeração.

O que mais impressiona é a versão Turbo GT: V-8 biturbo, 4-litros, 659 cv e 86,7 kgf·m. Tanto na avaliação por estradas quanto no autódromo Velo Città (Mogi-Guaçu/SP) o desempenho empolga com aceleração de 0 a 100 km/h em 3,2 s. Há até um defletor de teto adaptativo, herança do Porsche 911. O Turbo GT, além do equilíbrio em curvas e freios tradicionalmente excelentes da marca, é o mais caro: R$ 1.385.000. Mas quem se contentar com o Cayenne S e “apenas” 474 cv/58,8 kgf·m, pagará R$ 850.000.

São duas as versões híbridas: E-Hybrid (470 cv e torque combinado de 63,7 kgf·m) por R$ 690.000 e a Turbo E-Hybrid (739 cv e torque combinado de 93,1 kgf·m), 0 a 100 km/h em 3,7 s, por R$ 1.135.00. Esta última tem desempenho menor pela diferença de massa (180 kg em razão da bateria) frente à versão Turbo GT.

Elétrico BYD Seal: espaçoso e preço atraente

Além do impacto positivo do modelo de entrada, Dolphin, a BYD deu outro choque no mercado com o sedã Seal por R$ 296.800. Linhas do sedã-cupê são atraentes (melhor ao vivo do que em fotos), destacando-se os conjuntos ópticos dianteiro (com filetes de LED) e traseiro. Há amplo espaço interno graças à distância entre eixos de 2.920 mm, principalmente para os passageiros do banco traseiro que se beneficiam ainda do assoalho plano. Para bagagem, porta-malas traseiro de 402 litros e dianteiro de 53.

O interior traz ótima atmosfera pelo teto solar panorâmico e materiais de boa qualidade. Quadro de instrumentos poderia ter resolução maior e contraste de cores. Tela do multimídia rotacional apresenta dimensões generosas (15,6 pol.). Ao volante, o banco é confortável com aquecimento e ventilação.

Desempenho é o ponto alto do Seal. Dois motores, um dianteiro e outro traseiro, totalizam 531 cv e 60,2 kgf·m. As respostas ao acelerar empolgam e a tração 4×4 sob demanda garante comportamento em curvas muito bom. Até dá para “esquecer” que sua massa total em ordem de marcha é de nada menos que 2.185 kg. O percurso de avaliação não tinha trechos muito sinuosos, porém provocado em curvas foi muito bem.

Desagradável é o sistema de manutenção em faixa muito intrusivo e que não pode ser desligado. Em piso irregular as suspensões mostram respostas adequadas. Porém, a distância mínima do solo de somente 120 mm faz o carro raspar com facilidade em lombadas e valetas. (Colaborou Luís Fernando Carqueijo).

Estoques aumentam. Bom para o consumidor

A indústria automobilística aumentou sua produção em agosto. As 227.000 unidades de veículos leves e pesados significaram crescimento de 24% sobre julho. Esse resultado elevou os estoques nas fábricas e concessionárias de 29 dias em julho (resultado do programa de incentivos tributários do Governo Federal, já encerrado para modelos leves) para 35 dias em agosto. Isso aponta no sentido de continuidade de promoções agora em setembro.

A valorização do real frente ao dólar também ajudou a reduzir preços de modelos importados e os aqui produzidos tendem a acompanhar. Uma recuperação maior depende de redução das taxas de juros que já se iniciou, mas não se sabe ainda em que ritmo. Em agosto a média diária de vendas foi de 9.000 unidades. E a expectativa da Anfavea para 2023 continua a mesma do início do ano: aumento na comercialização de 3% sobre 2022 para 2,168 milhões de unidades.

Em agosto, foram vendidas 1.167 unidades de modelos elétricos entre automóveis e comerciais leves: 0,6% do total. Em agosto de 2022 o percentual era de 0,5%, mas a partir deste mês deve subir com a escalada das marcas chinesas.

Grupo Gandini importou 450.000 veículos Kia em 30 anos

Operação começou modesta, em 1993, depois de José Carlos Gandini fundar a Kia Motors do Brasil no ano anterior e começar a implantar a rede de concessionárias. Inicialmente foram apenas 1.000 unidades do Besta para passageiros, Besta Furgão, picape Ceres e caminhão leve K3500.

Em 2009, passou a ser distribuidor da Kia também no Uruguai e ganhou a licença para fabricação no país vizinho do caminhão leve Bongo K2500. Ao completar este ano 450.000 unidades importadas da Coreia do Sul e do Uruguai, os modelos de passageiros mais vendidos foram: SUV compacto Sportage (106.000 unidades), sedã médio-compacto Cerato (71.000) e subcompacto Picanto (42.000).

José Luiz Gandini, filho do fundador e atual presidente do grupo, afirma que resiliência é o fator mais marcante para a trajetória da empresa em razão dos altos e baixos da economia brasileira.

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Coluna Fernando Calmon – O que esperar das vendas neste segundo semestre

Coluna Fernando Calmon nº 1.263 — 8/8/23

O que esperar das vendas neste segundo semestre

O trânsito de interessados e compradores nos salões de exposições das concessionárias agora em julho, atraídos pelos descontos limitados a veículos de até R$ 120.000 oferecidos pelo Governo Federal e que se esgotaram em apenas um mês, tende a ser crescente no segundo semestre pelo que ficou demonstrado na primeira semana de agosto.

Nos primeiros sete dias deste mês a Anfavea apontou uma subida nas vendas de veículos leves e pesados de 23% em relação ao mesmo período de 2022. Trata-se de um número muito bom porque caminhões e ônibus puxaram para baixo a estatística em razão do aumento médio de preços de 20% como reflexo das novas exigências de emissões para os motores Diesel nas unidades fabricadas em 2023.

Isso não significa que o ritmo será mantido nesta e nas próximas semanas. Um fator positivo é a redução paulatina dos estoques nas fábricas e concessionárias de 33 dias em maio para 26 dias em julho. Por outro lado, ainda não está claro se as vendas estimuladas, inclusive por descontos que quase todas as marcas adicionaram ao incentivo governamental, tratou-se apenas de antecipação de compras.

A associação dos fabricantes acredita que o mercado deve fechar 2023 com crescimento na faixa entre 5% e 7% em contraste com a estimativa de 3% anunciada em janeiro. Porém, os números só serão revisados ao final do terceiro semestre deste ano, segundo indicou Márcio Leite, presidente da entidade.

O início da redução da taxa Selic por parte do Banco Central é um bom sinal. Contudo, para manter a inflação sob controle a queda terá que seguir uma trajetória gradual e em doses homeopáticas. Deve-se refletir com mais intensidade apenas em 2024. O Programa de Aceleração do Crescimento, do Governo Federal, também pode ajudar, todavia não há confiança irrestrita nos resultados.

Fator mais importante para recuperação do mercado pode ocorrer quando for aprovado pelo Congresso – acredita-se ainda neste trimestre – o novo Marco de Garantias para empréstimos em geral. A exemplo de vários outros países, o objetivo é acelerar a retomada de bens de quem se tornou inadimplente nos financiamentos, sem necessidade de judicializar o processo.

A tendência será uma redução importante dos juros do Crédito Direto ao Consumidor. Isso tornará mais baixas as prestações de quem paga em dia e aumentará a concessão dentro desta modalidade. Hoje apenas 30% dos veículos são financiados e para as vendas crescerem com vigor o patamar teria de voltar a atingir 70%.

Entretanto, isso não ocorrerá da noite para o dia. Será um procedimento gradual e possivelmente longo.

911 Turbo S Cabriolet vale cada real de R$ 1.845.000

Modelos conversíveis são muito raros de ver nas ruas e estradas brasileiras, mas este se trata de um carro especial. A começar pela combinação de cor cinza da carroceria, interior de couro claro de alta qualidade e capota de lona marrom da unidade avaliada. Não se pode afirmar que o isolamento acústico é igual ao Turbo S cupê, mas a vedação de alto nível nada deixa a desejar.

O ronco inconfundível do motor 6-cilindros horizontais opostos três a três, 650 cv e 81,6 kgf.m, está ali para relembrar que o modelo lançado no Salão de Frankfurt de 1963 (completa 60 anos em 2023 e a marca Porsche 75 anos) permanece mais vivo do que nunca.

Claro, desde então perdeu o motor arrefecido a ar que no primeiro 911 era um 2-litros aspirado de apenas 130 cv/17,8 kgf·m e agora dispõe de um 3,7-litros turbo de arrefecimento a água de mesma configuração. Só que potência e torque hoje são cerca de cinco vezes maiores. Aceleração de 0 a 100 km/h evoluiu de 9,1 s para apenas 2,9 s e a velocidade máxima de 210 km/h para 320 km/h.

Esta versão do Porsche 911 Turbo S manteve a configuração 4×4 priorizando a tração traseira, o câmbio automatizado de duas embreagens, oito marchas e a regulagem pneumática de altura da suspensão dianteira para limitar raspar em desníveis. A posição de guiar com o volante em posição quase vertical mantém a tradição da marca, assim como a chave de partida acionada pela mão esquerda.

O conjunto mostra equilíbrio em curvas impressionante, mesmo com o motor atrás do eixo traseiro. As rodas têm 20 pol. de diâmetro na frente e 21 pol. atrás (pneus 255/35, na dianteira e 315/30, na traseira). Chama ainda mais atenção a potência e precisão de freios com discos carbocerâmicos, além de pinças de 10 pistões (!) na frente e 4 pistões atrás.

Com opcionais o preço sobe para mais de R$ 2 milhões.

Evolução dos pneus cada vez mais surpreendente

Quando o Ford modelo T foi lançado em outubro de 1908 usava rodas de 21 pol. de diâmetro e pneus bem estreitos de 4,5 pol. O tempo passou, as rodas diminuíram bastante de diâmetro (Morris Mini-Minor, por exemplo, apenas 10 pol.) e agora a escalada é inversa.

Rodas de 22 pol. de diâmetro estão nos supercarros e no SUV Aston Martin DBX707, por exemplo, há opção de 23 pol. No mercado de acessórios são encontradas rodas de 24 pol. e até mais.

A Pirelli já testa pneus para 500 km/h, embora ainda sem previsão de equipar um automóvel. A evolução dos pneus tem avançado bastante, confirma Roberto Falkenstein, consultor de Tecnologias Inovativas para a América Latina, da marca italiana.

“Hoje existem pneus de construção sem emenda projetados para supercarros. Há ainda os chamados run flat bem mais seguros não apenas para altas velocidades, mas igualmente para automóveis comuns, pois continuam a rodar mesmo furados e com aviso luminoso para o motorista. Também avançam em materiais (garrafas pet recicladas e óleo de soja) na sua construção, além de borracha obtida em plantação no deserto.

“A tecnologia Cyber Tyre é outra grande conquista. O sensor do pneu coleta e transmite dados vitais para a unidade de controle eletrônico do carro e depois para o motorista. E está no horizonte a comunicação via rede 5G que fará conexão com outros veículos para antecipar problemas como poças d’água e buracos no caminho”, indica o engenheiro.

 

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Embraer e Eve anunciam que fábrica de carro voador será em Taubaté

A Embraer e a Eve Air Mobility anunciaram nesta quinta-feira (20) que a planta industrial para fabricar a aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL), conhecida popularmente como carro voador, será em Taubaté, no interior de São Paulo. A linha de produção ficará dentro da área da unidade da Embraer.

“O local se beneficia de uma logística estratégica, oferecendo fácil acesso por meio de rodovias e proximidade de uma linha ferroviária. Outra vantagem significativa é a localização próxima à sede da Embraer em São José dos Campos e da equipe de engenharia e recursos humanos da Eve, o que facilitará o desenvolvimento e a sustentabilidade de novos processos de produção, aumentando a agilidade e a competitividade da empresa”, informa comunicado das empresas.

A Eve Air Mobility foi criada em 2017 pela Embraer como uma aceleradora do desenvolvimento de mobilidade urbana.

Em maio de 2022, a Eve anunciou uma parceria com a Porsche Consulting para definir a estratégia global de produção, cadeia de suprimentos e logística de seu eVTOL.

“Quando começamos a procurar um local para fabricar nosso eVTOL, quisemos repensar como a aeronave poderia ser construída utilizando as mais recentes tecnologias e processos de fabricação, combinados com outros aspectos, como a cadeia de suprimentos e logística”, disse o co-CEO da Eve, André Stein. (Agência Brasil)

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Avaliação – Porsche Carrera S Cabriolet dá vontade de não parar mais de acelerar

Vão passando os anos, as gerações e o superesportivo não para de aumentar a sua legião de fãs. O primeiro Porsche 356 surgiu 1947 e foi produzido até 1965. Recebeu este nomenclatura porque era o 356º projeto que saia do escritório de design de Ferdinand Porsche.  Mas foi em 1963, no Salão de Frankfurt que surgiria o automóvel que mudaria a indústria dos modelos esportivos: o 901.

Motor boxer (cilindros opostos) refrigerado a ar, de 130 cavalos levava o modelo a impressionantes 201 quilômetros por hora. Como 901 era um numero registrado pela Peugeot, passou a ser denominado 911 e em 1964 ganhava as ruas. Desde então, a cada geração, o modelo se supera e não para de registar aumento de vendas.


Em todo o mundo, há filas de espera para adquirir qualquer modelo da linha. No Brasil, a espera pode chegar a quase um ano, ainda mais se for o modelo que avaliamos.

Na sua oitava geração, o Carrera 911 Cabriolet é um daqueles carros espetaculares, de sonho. Porém, para poucos.

A combinação do design, esportividade, luxo e desempenho é uma união simplesmente maravilhosa.  As linhas da 8º geração deixaram o modelo com uma aparência ainda mais forte e musculosa. As linhas vão se modernizando, mas não mudam. Mudar para quê? Não adianta, é uma obra de arte. Eterna.

Entrar no modelo, mesmo sendo um carro baixo, é muito fácil. Se acomodar, mais fácil ainda. Os bancos concha, com várias regulagens, são muito confortáveis e seguram muito bem o motorista. Atrás, dois bancos que têm dificuldade de acomodar até crianças muito pequenas. Servem como enfeite ou para carregar algum objeto.

Como é tradição nos modelos da marca alemã, a “chave” para acionamento do motor é do lado esquerdo do volante, ao contrario dos demais automóveis.

Por quê? Simples. A resposta vem das pistas de corrida. Antigamente, principalmente nas provas de endurance muito importantes para as marca, os bólidos ficam de um lado e os pilotos do outro da pista.

Quando o diretor de prova determina eles correm, entram, ligam os motores, engatam e saem. Quanto mais rápido melhor. Então enquanto a mão esquerda girando a chave para dar partida no motor, a mão direita está na alavanca de câmbio colocando a primeira. Depois que saiam é que os pilotos afivelavam o cinto de segurança. E a tradição das pistas foi transferida para os carros de rua e permanece até hoje.

Mas vamos ao que interessa. O interior é primoroso, com acabamentos da melhor qualidade e muito bonitos. O painel espetacular, com o conta-giros ao centro e vários “relógios” de informações em volta. A tela da central multimídia é de tamanho adequado e muito intuitiva e com vários gráficos em alta resolução.

Como num cockpit de um carro de competição, todos os comandos estão perto das mãos ou no volante. , pelo formato dos botões. Ao centro, no console central, está o seletor de marchas, pequeno e que pode ser operado facilmente com um dedo. Porém, aqui vai a nossa primeira critica (tem que ser metido): atrás do seletor estão os controles do ar condicionado.

Na estrada, principalmente, que estamos ainda mais focados, por duas vezes ao aumentar ou diminuir o ar, tocamos no seletor que entrou em neutro. Isso é muito perigoso, pois deixa o carro sem “ação”. O seletor de marchas poderia e deveria ficar para trás.

Ao ligar o Porsche começa a sinfonia. Mesmo quem não gosta de automóveis se encanta com a música, rouca, alta e maravilhosa que saem dos escapamentos. No painel tem um botão onde o motorista pode diminuir o som. Mas para quê? Se não quisesse ouvir essa rounco, não comparava um Porsche.

Diferente dos demais esportivos, no Porsche é possível aliar o uso no dia-a-dia com um desempenho mais agressivo numa estrada ou até numa competição nos fins de semana.

Na Europa e EUA é muito comum os proprietários usarem o 911 para o uso normal na semana e disputarem corridas nos finais de semana.


O motor de três litros, seis cilindros, boxer oferece 450 cavalos e 54,1 kgfm de torque. A aceleração é simplesmente espetacular. Ao acelerar o corpo cola no banco. O 911 Cabriolet acelera de 0 a 100 km/h em apenas 3,5 segundos. E a velocidade máxima é de 306 quilômetros por hora (e ele pesa 1585 quilos). O câmbio é um PDK de dupla embreagem de oito marchas e a tração é traseira.

No volante, um botão redondo permite que se escolha a maneira com que deseja usufruir do modelo. São cinco modos de condução: Individual (que o motorista configura as suas preferencias), o Wet (mais adequado para pistas molhadas), Normal (mais confortável, dócil e com a suspensão mais macia) Sport (endurece a direção e a suspensão e fica mais agressivo) e a mais interessante que é a Sport Plus (nesta posição o carro fica quase um modelo de competição, com reações mais ágeis, trocas de marchas mais rápidas e a suspensão dura. Um show).

Aliás, diga-se de passagem, a estabilidade do 911 Cabriolet em qualquer situação e em qualquer dos modos de condução, é maravilhosa. O carro está na mão e sempre pregado no asfalto. Além do acerto da suspensão (na dianteira é tipo McPherson e dianteira com barra estabilizadora, roda tipo independente e molas helicoidal) conta om a ajuda dos pneus 245/35 R20 na  dianteira e 305/30 R21 na traseira (tipo multibraço e traseira com barra estabilizadora, roda tipo independente e molas helicoidal). Conta com ajuda da eletrônica, mas é muito bem acertado.


Tudo neste carro impressiona, mas um dos destaques é a capacidade dos freios a disco (e enormes) de parar o esportivo. Mesmo nas velocidades mais elevadas, o 911 pára em espaços curtos e sem qualquer desvio. E os números refletem isso: o modelo alemão freia de 60 até a imobilidade em 12,4 metros. A 120 a distancia é de 48,2 metros.

Andar nas ruas é absolutamente normal ou quase, afinal você está num modelo que é o sonho de boa parte de quem gosta e de quem não de automóveis: com toda a certeza, os olhares são de admiração ou inveja.

Várias pessoas querem interagir com que o dirige, geralmente com enormes elogios. Ainda mais quando se abaixa a capota. Aí começa o show. E que maravilha, que sensação de liberdade e de quanto é bom ter dinheiro. Muito. A capota pode ser acionada com o carro em movimento de até 40 quilômetros por hora e em menos de 12 segundos ela se abre ou fecha.


E o melhor local para se usufruir dessa possibilidade é a estrada. Numa rodovia como a Bandeirantes, o Porsche 911 está em “casa”. Numa viagem de Campinas a São Paulo, para quem faz várias vezes por semana, torna-se monótona, chata. Com o 911 são momentos de puro prazer e felicidades. E não precisa ir rápido. “Hum já chegou?”. Agora se for acelerando, é muito melhor.

Apesar de não ter um espaço, o esportivo alemão tem um pequeno porta-malas de 130 litros na frente, onde é possível acomodar compras e duas pequenas maletas. Dá para viajar com as roupas de um final de semana.

O consumo é outro destaque: na cidade fizemos médias superiores a oito quilômetros por litro e na estrada de 12 km/l. Na estrada, acompanhando o trafego, chegamos a fazer 16 quilômetros por litro a 120 por hora.


Obviamente, esses números desabam quando se acelera. Cada vez que se pressiona o pedal da direita, a gasolina vai diminuindo rápido no tanque de 64 litros. (Antônio Fraga)

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Para marcar presença em Goodwood, Porsche apresenta mais um super esportivo

Para marcar a sua presença na 30º edição do famoso Festival da Velocidade em Goodwood, a Porsche desenvolveu um modelo muito especial: o Porsche Vision 357 Speedster.

O novo carro-conceito é o modelo irmão do Porsche Vision 357, com o qual a fabricante de automóveis esportivos comemorou os 75 anos.

Em termos de design, o modelo é uma evolução do histórico 356. Tecnologicamente, o Porsche Vision 357 Speedster é um esportivo totalmente elétrico, é baseado no 718 GT4 e-Performance.

Além do Vision 357 Speedster, a Porsche exibe mais de 15 modelos novos e clássicos no terreno do Duque de Richmond, em West Sussex.

Um dos destaques é o 356 No. 1 Roadster, o primeiro esportivo da marca. Seis vencedores de Le Mans também estão em exibição para os fãs de carros esportivos.

“O Porsche Vision 357 é um aceno para a primeira linha de modelos da história da Porsche, o carro esportivo dos sonhos de Ferry Porsche. E como o 356 se estabeleceu na memória coletiva da marca como um conversível e um coupé, a mesma lógica se aplica ao carro-conceito”, diz Michael Mauer, vice-presidente de estilo da Porsche.

Festival

O Festival de Velocidade de Goodwood é um evento anual de corrida que reúne diversos carros de competição e pilotos de todas as décadas. Realizado no Goodwood House, em West Sussex, Inglaterra, nas proximidades do Circuito de Goodwood, começa hoje (13) e vai até o dia 23 de julho. Anualmente mais de 100.000 pessoas comparecem ao evento.

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Novo Porsche Mission X é um superesportivo 100% elétrico com 1500 cavalos

A Porsche lançou na semana passada, na véspera da abertura da exposição “75 anos de carros esportivos da Porsche”, no Museu da Porsche, em Stuttgart, Alemanha, o novo Mission X.

O superesportivo é um carro de dois lugares e fez sua estreia em 8 de junho de 2023 na mesma data que há 75 anos saiu de produção o numero 1 do 356  Roadster, e se tornou o primeiro automóvel da marca.

“0 Porsche Mission X é um farol de tecnologia para o carro esportivo do futuro. Ele traz a alma de carros esportivos icônicos de décadas passadas, como o 959, o Carrera GT e o 918 Spyder.”, disse na oportunmidade Oliver Blume, presidente da Conselho Executivo da Porsche AG.

“A ousadia de sonhar e os carros dos sonhos são duas faces da mesma moeda para nós. A Porsche só permaneceu Porsche mudando constantemente”.

Para Michael Mauer, chefe de estilo da Porsche “O Mission X é um claro compromisso com a alma da marca. A expressão contínua e aprimorada de nossa marca e identidade de produto é uma bússola importante para navegarmos no desenvolvimento de nossos modelos de produção em série. O estudo conceitual simboliza uma simbiose de DNA inconfundível do automobilismo com o luxo”.

Medindo aproximadamente 4,5 metros de comprimento e dois metros de largura, o carro-conceito Mission X é um hipercarro relativamente compacto.

Com uma distância entre eixos de 2,73 metros, tem as dimensões do Carrera GT e do 918 Spyder.

Para fins aerodinâmicos, o carro-conceito possui pneus de tamanho misto, com rodas de 20 polegadas na frente e rodas de 21 polegadas na traseira.

Design 

O Mission X representa o auge do desempenho e do luxo moderno. Ao mesmo tempo, sua forma esculpida e linhas musculosas demonstram que os hipercarros não precisam parecer agressivos.

A carroceria rebaixada, com menos de 1,2 metro de altura, tem acabamento em Rocket Metallic – uma elegante cor de tinta especialmente projetada para o estudo do conceito. Elementos de design com acabamento em trama de carbono são encontrados abaixo da linha da cintura.

Esses componentes são envernizados em um acabamento acetinado e, portanto, levemente coloridos, mas sua estrutura de material permanece reconhecível.

As portas estilo Le Mans estão presas à coluna A e ao teto; abrem-se para a frente e para cima. Este tipo de porta foi usado anteriormente no lendário carro de corrida Porsche 917. Outro atrativo é a assinatura de luz: para o Mission X, os designers reinterpretaram a assinatura visual de quatro pontos característica da Porsche.

A forma de base vertical dos faróis foi inspirada em carros de corrida históricos, como o Porsche 906 e 908, e desenhada bem para baixo em direção à estrada. Uma estrutura de suporte de alta tecnologia enquadra os módulos de luz LED e apresenta os elementos estreitos expostos das luzes de condução diurna e indicadores. Quando ativada, a luz se abre como um piscar de olhos. Totalmente iluminados, os faróis transmitem confiança.

Uma unidade de luz de comprimento total que parece flutuar caracteriza a traseira do Mission X. As letras Porsche transparentes e iluminadas são uma característica de destaque.

A bateria é instalada centralmente atrás dos assentos do veículo. Este layout e-core centraliza a massa no carro. Tal como acontece com um carro com motor central convencional, isso fornece a base para uma excelente agilidade.

O motor 100% elétrico tem potência de 1500 cavalos e tração traseira.

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Porsche 911 Carrera RS 3.8 é o destaque do novo filme da série Transformers

A partir de junho, retornando à ação que conquistou espectadores de todo o mundo, Transformers: O Despertar das Feras levará o público a uma aventura mundial ambientada nos anos 90 com os Autobots e apresentará uma nova facção de Transformers – os Maximals – para se juntar a eles como aliados na batalha existente pela Terra.

O Autobot “Mirage” leva o lendário Porsche 911 Carrera RS 3.8 (964) como sua forma de carro, unindo as forças dos Transformers para a batalha que se aproxima. “Mirage” luta pelas forças do bem ao lado de Optimus Prime.

Carro lendário

A Porsche construiu apenas 55 unidades do Carrera RS 3.8, tornando-o um carro histórico excepcionalmente raro. Para evitar o risco de danos, nenhum modelo original foi usado nas filmagens.

Em vez disso, foram construídos cinco carros que se parecem exatamente com o 964 por fora, mas que na verdade não são modelos Porsche 911 Carrera RS 3.8 originais. No entanto, para criar um som de motor autêntico para o Mirage, um verdadeiro 911 RS 3.8 foi usado para que o filme pudesse ser o mais preciso possível.

Cada um dos carros retratados cumpre uma função específica. Um carro, por exemplo, foi modificado para andar para trás em velocidades mais altas; outro foi preparado especificamente para sequências de acrobacias, e outro foi controlado fora da cabine do motorista para cenas que enfocam o artista lá dentro.

“Estamos entusiasmados por ter trabalhado com a equipe da Porsche nesta parceria integrada e sem precedentes que deu vida ao nosso Autobot Mirage”, diz Irene Trachtenberg, vice-presidente sênior de parcerias de marketing mundial da Paramount.

O Despertar das Feras

Voltando à ação e ao espetáculo que cativaram espectadores de todo o mundo, Transformers: O Despertar das Feras levará o público a uma aventura mundial dos anos 90 com os Autobots e apresentará toda uma nova facção do Transformer – os Maximals – para se juntar a eles como aliados na batalha existente pela terra. Dirigido por Steven Caple Jr. e estrelado por Anthony Ramos e Dominique Fishback, o filme chega aos cinemas em junho de 2023.

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Piloto campineiro é o destaque nos testes para as 24 Horas de Le Mans

O brasileiro André Negrão começou bem sua atuação nas 24 Horas de Le Mans de 2023. Participando pela sétima vez da tradicional corrida francesa – que neste ano celebra 100 anos desde sua primeira edição, em 1923 – o brasileiro no Alpine LMP2 #35 ficou em sexto lugar no primeiro treino  do test day e em terceiro no segundo.

NEGRAO André (bra), Alpine Elf Team, Oreca 07 – Gibson, portrait garage, box during the Test Day of the 24 Hours of Le Mans 2023 on the Circuit des 24 Heures du Mans on June 4, 2023 in Le Mans, France – Photo Germain Hazard / DPPI

Negrão é bicampeão da prova na LMP2 e guarda grande expectativa em relação à edição deste ano, muito em função das dificuldades enfrentadas pela equipe nas provas anteriores.

A melhor volta do Alpine que Negrão divide com o britânico Olli Caldwell e o mexicano Memo Rojas foi registrada em 3min36s644 e obtida no segundo ensaio. No agregado das duas sessões o tempo deu a eles o quarto posto do dia entre os 24 modelos inscritos para a categoria LMP2.

A Alpine retornou este ano à LMP2, segunda categoria mais importante do grid, depois de ter sido vice-campeã da Hypercar no ano passado, também contanto com o brasileiro. Mas recomeçar na LMP2 não foi fácil, devido às alterações do regulamento técnico e também ao uso dos pneus Goodyear ao invés dos Michelin.

“Foi um bom início, sentimos o carro um pouco à frente do que nos acostumamos durante este ano até aqui”, iniciou Negrão, vencedor duas vezes das 24 Horas de Le Mans na LMP2, em 2018 e 2019.

“Espero que esse dia de teste seja uma sinalização de que estamos alcançando os demais times em termos de acerto do carro”, disse o brasileiro. “É claro que é apenas um dia de teste, a pista ainda não está emborrachada, todos estão passando por um período de aclimatação, e queremos ter certeza de tudo nos próximos dias. Porém, é um início positivo, sem dúvida. Os dois carros do time estiveram no top 5, o que é ótimo”.

O segundo carro da Alpine, #36, com o trio francês Maxime Vaxiviere, Julien Canal e Charles Milesi, terminou logo atrás do #35 do brasileiro, na quinta posição, com um tempo 0s183 mais lento.

“Agora vamos analisar tudo o que pudermos para melhorar nosso desempenho para as próximas sessões”, concluiu André Negrão.

Todas categorias

Na Hypercar, o mais veloz foi o trio da Ferrari AF Corse #51, com o italiano Alessandro Pier Guidi, o britânico James Calado e o italiano Antonio Giovinazzi, com a volta de 3min29s504. Na LMP2, o #28 da JOTA, com brasileiro Pietro Fittipaldi e os dinamarqueses Oliver Rasmussen e David Heinemeier Hansson, cravou o melhor tempo, com 3min35s472.

Já na LMGTE Am, a JMW Motorsport, com a Ferrari 488 GTE Evo #66 do francês Thomas Neubauer, do italiano Giacomo Petrobelli e do monegasco Louis Prette, foi a mais veloz com 3min56s088.

Além das três categorias, as 24 Horas de Le Mans de 2023 ainda contam com o NASCAR da Hendrick Motorsports, na inovativa Garagem 56. O carro, sob comando do alemão Mike Rockenfeller, o britânico Jenson Button e o norte-americano Jimmie Johnson, fez o tempo de 3min53s761 – mais rápido que todos os GT.

Antes da largada para a prova, no próximo sábado, 10 de junho, as próximas atividades serão nesta quarta-feira, 7, com treinos livres e o início da definição do grid de largada.

Na quinta, 8, os oito mais bem colocados de cada categoria irão para a pista da Hyperpole, para a definição dos primeiros lugares dos grids.

Programação da 91ª edição das 24 Horas de Le Mans
(horário de Brasília):

Quarta-feira, 7
9h – Treino livre 1
14h – Q1
17h – Treino livre 2

Quinta-feira, 8
10h – Treino livre 3
15h – Hyperpole
17h – Treino livre 4

Sábado, 10
7h – Treino livre 5
11h – Largada para as 24h de Le Mans

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Evento mundial vai comemorar os 75 anos da Porsche

No próximo dia 8 de junho, a Porsche vai comemorar os 75 anos de uma história de sucesso. De um sonho, Ferry Porsche desenvolveu um dos carros esporte mais desejado do mundo.

A marca alemã vai reunir convidados numa grande festa e transmiti-la ao vivo para todo em alemão e inglês a partir das 16h40 (horário de Brasília).

Durante o evento de uma hora, a fabricante de carros esportivos apresentará sua visão do carro esportivo do futuro. Em cinco atos, a Porsche revisitará os temas Tradição, “Zeitgeist”, Performance, Pioneirismo e Sonhos.

Após as festividades, o museu da Porsche abrirá a exposição especial “Driven by Dreams. 75 anos de Porsche”, que ficará aberta ao público a partir do dia 9 de junho.

Canais disponíveis para assistir as comemorações

Porsche Newsroom – newsroom.porsche.com // em Alemão e Inglês
Porsche NewsTV – newstv.porsche.com // em Alemão e Inglês
Youtube – youtube.com/@Porsche
LinkedIn – https://www.linkedin.com/company/porsche-ag/
Twitch – https://www.twitch.tv/porsche

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