Onibus

Dirigentes de empresas de ônibus são presos em São Paulo

Diretores de duas empresas de ônibus que operam na cidade de São Paulo – Transwolff e Upbus – foram presos nesta manhã na capital em uma operação do Ministério Público de São Paulo. Há suspeita de ligação dessas pessoas com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Neste momento, estão sendo cumpridos em cidades da Região Metropolitana paulistana e em cidades do interior 52 mandados de busca e apreensão. São alvo as garagens dessas transportadoras, residências e escritórios dos envolvidos. Em um imóvel já foram encontrados fuzis, revólveres, dinheiro em espécie e joias.

A operação tem a participação da Receita Federal, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Polícia Militar.

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que a SPtrans, empresa municipal que administra o transporte coletivo na cidade assuma imediatamente a operação das linhas, que transportam mensalmente cerca de 15 milhões de pessoas. A Transwolff opera na zona sul e a Upbus na zona leste da capital. (Agência Brasil)

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Sequestrador de ônibus é transferido de delegacia para presídio

O sequestrador do ônibus da Viação Sampaio, Paulo Sérgio de Lima, foi transferido nesta quarta-feira (13) da 4ª Delegacia Policial (DP), no centro do Rio de Janeiro, para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, zona norte da capital, onde permanecerá até a audiência de custódia.

Lima sequestrou o ônibus que sairia ontem (12), às 14h30, da Rodoviária do Rio com destino a Juiz de Fora (MG) e manteve 16 pessoas reféns durante três horas. Ele atirou no funcionário da Petrobras, Bruno Lima da Costa, de 34 anos, ferido no tórax e no abdômen.

Bruno foi transferido do Hospital Municipal Souza Aguiar, onde foi operado ainda ontem, para o Instituto Nacional de Cardiologia (INC), hospital de referência para cirurgias cardíacas de alta complexidade, vinculado ao Ministério da Saúde. O estado de saúde de Bruno ainda é considerado grave.

A investigação conduzida pelo delegado Mário Andrade, da 4ª DP, quer esclarecer se o sequestrador pertence de fato ao Comando Vermelho, como informou à polícia, dizendo que estava fugindo porque tinha sido descoberto pelo tráfico. (Agência Brasil)

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Ford vai vender as vansTransit 100% elétricas no Brasil

Até o final de marca, a Ford Pro começar as vendas da E-Transit no Brasil. Além da versão furgão, que desde 2022 vem sendo testado em um programa piloto com frotistas, a van elétrica inclui uma inédita versão chassi cabine – a primeira do mercado brasileiro no segmento de até 5 toneladas.

“A chegada da E-Transit é mais um passo importante na ampliação e diversificação da nossa linha de produtos”, diz Guillermo Lastra, diretor de Veículos Comerciais da Ford América do Sul.

A Ford Pro iniciou as operações em 2021 com a Transit Minibus, seguida do lançamento da Transit Furgão. No ano passado, a marca introduziu três novos produtos: a Transit automática e a Transit chassi.

Eletrificação

A E-Transit já vendeu mais de 40.000 unidades na Europa e nos Estados Unidos e na América do Sul, mais de dez empresas do Brasil, Argentina e Chile, participaram do programa de testes do veículo. São clientes do setor logístico e de e-commerce, com frotas médias e grandes, que rodaram com 11 vans elétricas por mais de 60.000 km em condições reais de operação.

Furgão e Chassi

A Ford E-Transit é oferecida em duas versões, furgão e chassi, ambas equipadas com motor elétrico de 198 kW, ou 269 cavalos e torque de 430 Nm. Além da tração traseira, a van tem como diferencial a maior capacidade volumétrica da categoria, de até 15 m3 no furgão e de até 21 m3 na chassi. A autonomia é de 317 quilômetros segundo a marca.

Preço
Ford E-Transit chassi ou furgão – R$542.000,00

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Comgás e Senai oferecem curso de retroescavadeira para mulheres

A Comgás em parceria com o Senai – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial e a ONG Mulher em Construção, está oferecendo curso de formação de operação de retroescavadeira para mulheres, em São Paulo e Campinas. Serão ofertadas 12 vagas, em duas turmas.

O curso é gratuito e as interessadas precisam ter mais de 18 anos, possuir CNH – Carteira Nacional de Habilitação, na categoria D, e experiência inicial em direção de veículos de médio e grande porte como micro-ônibus, caminhão, ônibus, entre outros.

Na grade curricular, serão ministrados conhecimentos na parte teórica e prática. Com a utilização de retroescavadeiras, o treinamento contará com a parceria das empresas Sial Engenharia e Engemont Construções na turma de São Paulo, e Uniforte Engenharia na turma de Campinas, para a utilização do espaço e maquinário.

“É uma grande oportunidade para as mulheres que desejam uma qualificação profissional para se inserir no mercado de trabalho. E o setor, claro, também se beneficia, com maior diversidade de profissionais capacitadas”, afirma Carla Sautchuk, Diretora de Operações e Serviços da Comgás.

Serviço
Curso de Formação de Operação de Retroescavadeira para mulheres
Turma São Paulo
Aulas: 20/01/24 – 27/01/24 – 03/02/24, das 8h às 17h.
Inscrição até 03 de janeiro
Turma Campinas
Aulas: 24/02/24 – 02/03/24 – 09/03/24, das 8h às 17h.

Inscrição até 31 de janeiro

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Bandidos quebram os banheiros dos terminais de Barão Geraldo e do Mercado

Dois casos de vandalismo foram registrados ontem á noite nos terminais de ônibus de Barão Geraldo e do Mercadão. Os banheiros dos terminais foram danificados, gerando a interdição das cabines para reparos.

Recém-reformado e entregue à população há duas semanas pela Emdec, o banheiro masculino do terminal Mercado teve sifões arrancados de dois vasos sanitários. Já no terminal Barão Geraldo, o vandalismo ocorreu no banheiro feminino, onde uma porta foi retirada do local e o suporte de papel foi danificado.

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Avenida Dr. Moraes Salles será interrompida neste domingo

Para viabilizar uma operação de içamento de materiais utilizando um guindaste e grua, da empresa Líder Indústria e Comércio de Estofados, a Emdec – Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas irá bloquear totalmente ao tráfego de veículos um trecho da avenida Dr. Moraes Salles, na região central. O fechamento ocorre no domingo, 6 de agosto, no período das 6h até as 12h.

A avenida será fechada no sentido bairro – centro, no trecho entre as vias Dr. José Ferreira Camargo e Dr. Paulo Castro Pupo Nogueira.

Os motoristas deverão desviar pelo contrafluxo da rua Dr. José Ferreira de Camargo e seguir pela rua Atibaia, acessando, na sequência, o contrafluxo da rua Dr. Paulo Castro Pupo Nogueira.

A interdição impacta, temporariamente, os itinerários das linhas 125 (Terminal Ouro Verde / Shopping Iguatemi), 385 (Shopping Iguatemi / Rodoviária), 391 (Nova Sousas / Terminal Metropolitano), 397 (Gramado) e 398 (Joaquim Egídio), que circulam no trecho aos domingos.

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Transporte público da capital paulista perdeu 30% dos passageiros

O sistema coletivo público de transporte da capital paulista perdeu 30% ou quase um terço de seus passageiros nos últimos 10 anos. Em 2013, o sistema transportou 2,9 bilhões de passageiros, número que caiu para 2,04 bilhões em 2022. No mesmo período, a população da cidade aumentou 3,2%, de 11,8 bilhões de pessoas para 12,2 bilhões.

A queda na quantidade de passageiros foi acentuada no período da pandemia de covid-19, a partir de 2020. No entanto a redução já era visível no período anterior, de 2013 (2,9 bilhões de passageiros transportados) a 2019 (2,6 bilhões), período em que caiu 9,8% e a população da cidade aumentou 3,6%. Os dados são do pesquisador Daniel Santini, baseados em informações da prefeitura de São Paulo.

“Caiu 1 bilhão de viagens, eram 3 bilhões por ano, em 2013; em 2012, são 2 bilhões. Nosso sistema encolheu em um terço. Se a gente passar por mais 20 anos assim, ele desaparece”, destaca Santini, que desenvolve pesquisa na Universidade de São Paulo (USP) sobre políticas públicas de tarifa zero.

“Não é só a covid-19 [que causou a queda no número de viagens], a gente tem uma crise em curso, há uma linha de tendência, mesmo antes da covid. De 2013 a 2019, São Paulo já tinha perdido cerca de 10% do número de passageiros, o que é muita coisa; e de 2013 até 2023, perdeu 30%”, ressalta o pesquisador, que também é autor do livro Passe Livre: as Possibilidades da Tarifa Zero contra a Distopia da Uberização, e coorganizador do livro Mobilidade Antirracista.

Segundo Santini, o encolhimento das viagens no transporte público da cidade de São Paulo é representativo do que está ocorrendo nas demais cidades do país. Ele afirma que a forma de financiamento do sistema, baseada na cobrança de passagens nas catracas, cada vez mais caras, está se esgotando, e precisa ser repensada.

“Com esse encolhimento, torna-se mais difícil o equilíbrio financeiro a partir da receita da catraca. Para equilibrar, você tem que aumentar a passagem; o aumento da passagem torna o sistema mais excludente, e o desequilíbrio se aumenta porque você tem a redução do número de passageiros”.

De acordo com o pesquisador, outra forma que tem sido adotada para enfrentar o problema da diminuição do número de passageiros é redução da quantidade de ônibus nas ruas. “Se você não quer aumentar a passagem, o que que você faz? Você reduz a frota circulante; mas reduzindo a frota circulante, menos gente vai usar o ônibus e, de novo, você tem o mesmo problema”.

O engenheiro Lúcio Gregori, secretário de transportes da gestão de Luiza Erundina na prefeitura (1989-1993) e elaborador do Projeto Tarifa Zero em São Paulo, afirma que, com as seguidas elevações no preço das tarifas do transporte, parte da população deixou de ter condição financeira de se locomover pelo transporte público.

“A diminuição das viagens é decorrência] de reajustes de tarifas cada vez maiores; por exemplo, em função do aumento do preço de combustíveis. Mas no geral, a questão é tarifária. Quer dizer, a tarifa foi aumentando numa proporção que os usuários foram perdendo as condições de pagá-la e foram deixando de usar o transporte coletivo. Fundamentalmente é isso”.

A diminuição das viagens no transporte público urbano pode ser constatada também em nível nacional, a partir dos números da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU). Os dados consideram as viagens mensais nas capitais Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Tomando o mês de abril como referência, foram feitas, em 2013, 381,1 milhões de viagens, ante 282,7 milhões em abril de 2019 (antes da pandemia de covid-19), e 202,9 milhões, em 2021. Em 2020, no auge do isolamento sanitário, foram apenas 92,4 milhões de viagens, o que gerou forte crise no sistema de transporte dependente da tarifa paga nas catracas.

“A pandemia trouxe à tona aquilo que os especialistas, os operadores, os técnicos mais envolvidos com essa questão vinham dizendo há muito tempo: esse serviço vem caindo de produção, a qualidade vem diminuindo, e os custos vêm aumentando significativamente. Não há mais como repassar o custo da produção do serviço inteiramente para o passageiro. O passageiro não tem condição de pagar mais isso”, afirma o presidente executivo da NTU, Francisco Christovam.

Tarifa zero

De acordo com o levantamento do pesquisador Daniel Santini, 72 municípios no país já adotam a tarifa zero plena no transporte público, ou seja, o passe livre que abrange todo o sistema durante todos os dias da semana. Segundo os dados, em 2013 eram 17 municípios no país com a tarifa zero; em 2019 (antes da pandemia de covid-19), 31; e em 2023, são 72 cidades, mostrando que a evolução pós-pandemia foi mais acelerada.

“As empresas passaram a defender a tarifa zero porque o modelo baseado na receita da catraca não se sustenta mais. E não é só esse fator a ser considerado, tem o eleitoral, tarifa zero dá votos”, destaca Santini.

“Isso quer dizer que a pressão das ruas não influenciou o processo? Muito pelo contrário. A pressão das ruas e junho de 2013 foram importantíssimos para a consolidar a ideia de mobilidade como direito”, acrescenta.

O pesquisador lembra que a pressão das ruas foi fundamental para aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 74, de 2013, promulgada como Emenda Constitucional 90, de 2015. A emenda, sugerida pela deputada federal Luiza Erundina, então no PSB e atualmente no PSOL, elevou o transporte a direito social que deve ser garantido pelo Estado.

“Essa é a base legal principal para a gente ter a perspectiva de, assim como a educação e a saúde, podermos batalhar por transporte com acesso gratuito universal”, destaca o pesquisador.

No último mês de maio, a mesma deputada apresentou, junto com outros parlamentares, especialistas e sociedade civil organizada, a PEC da Tarifa Zero, que regulamenta o direito ao transporte e tem o objetivo de garantir a gratuidade no sistema público de transporte, viabilizado por meio da Contribuição pelo Uso do Sistema Viários (ConUSV).

A aprovação da PEC é necessária para que os municípios possam implementar a contribuição, já que qualquer nova taxa municipal precisa ser autorizada pelo Congresso Nacional.

Gregori, que elaborou a ConUSV para Erundina, explica que a contribuição é uma possibilidade de fonte nova de recursos para transformar em realidade a tarifa zero.

“É uma contribuição calculada a partir do tamanho do veículo, frente versus profundidade do veículo, multiplicado pela potência do motor porque quanto mais potente, em tese, mais poluidor é o carro”.

De acordo com o engenheiro, feita essa conta, os carros seriam classificados em três níveis: grande, médio e pequeno, e uma contribuição diferente para cada um desses tamanhos seria cobrada.

“Eu fiz uma hipótese de cobrar R$ 3,50 por dia, do grande; R$ 2,50, por dia, do médio, e R$ 1, por dia, para o carro pequeno. Apliquei esses valores à frota de veículos da cidade de São Paulo de 2019. A receita obtida foi de US$ 6,5 bilhões, o que cria condições de sobra para implementar a tarifa zero”.

Outra proposta de financiamento levantada por Gregori é a utilização do Vale Transporte, já pago pelos empregadores, para financiar o sistema. “O Vale Transporte, tal como é hoje, é burro, porque a partir de um certo valor de salário você não quer ter o desconto, porque o desconto que é dado no salário é maior do que o custo da passagem de transporte coletivo. Então, se propõe a fazer um valor único”.

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