Mulheres

Quase 70% das vítimas de feminicídio foram mortas dentro de casa em SP

Nos primeiros seis meses do ano, quase 70% das mortes de mulheres por feminicídio ocorreram dentro de casa em São Paulo. O dado faz parte de levantamento do Instituto Sou da Paz, que analisou 124 casos no período.

O número de vítimas cresceu cerca de 10% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 114 casos. Segundo o instituto, a maior parte dos crimes é motivado por separação.

O Sou da Paz aponta ainda que o aumento de casos foi o constatado depois do anúncio de cortes, em 2023, no orçamento das delegacias de defesa das mulheres.

“O fato é que os feminicídios estão aumentando. Ao invés de ter um corte nesse orçamento, a gente precisava ter um aumento do investimento para abrir mais delegacias, que funcionem aos fins de semana, no período noturno, quando há maior vitimização de mulheres”, destaca a pesquisadora do instituto, Natália Pollachi.

A Secretaria Estadual de Segurança Pública informou, em nota, que o combate à violência contra a mulher é uma das prioridades. E citou a ampliação dos canais para comunicação deste tipo de crime no estado, como a expansão das Salas de Delegacia de Defesa da Mulher para atendimento 24 horas por dia em plantões policiais.

De acordo com a secretaria, é feito o monitoramento dos acusados de violência doméstica por meio de tornozeleira eletrônica após a audiência de custódia. Dos monitorados, 30 foram presos por terem se aproximado da vítima.

As vítimas de violência doméstica podem denunciar pelo aplicativo SP Mulher e a Cabine Lilás, um espaço exclusivo dentro do Centro de Operações da Polícia Militar. (Agência Brasil)

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Saúde promove gratuitamente exames de mamografia em Campinas

As mulheres que desejarem fazer o exame de mamografia gratuitamente podem fazer inscrição nos centros de saúde ou no Disque Saúde – 160. Segundo a Secretaria de Saúde a capacidade é de até 50 avaliações por dia e serão efetuados na carreta intenerate do Hospital de Amor. A ação ocorre de 1º de agosto a 3 de outubro na Praça da Juventude, no distrito do Ouro Verde.

O público-alvo são mulheres com idade entre 40 e 49 anos que fizeram o exame há mais de um ano, e mulheres de 50 a 69 que realizaram há pelo menos dois anos.


A ação ocorre por meio de um convênio entre a Secretaria e o hospital. A coordenadora da Saúde da Mulher em Campinas, Miriam Nóbrega, ressaltou a importância das pessoas comparecerem aos agendamentos. “Esta é uma excelente oportunidade para realizar o exame de mamografia, mas infelizmente há dias em que menos da metade de mulheres inscritas vai ao local de avaliação. Por isso, fazemos um apelo para que as pessoas se programem e não desperdicem a oportunidade”, explicou.

Campinas registrou 550 novos casos de câncer de mama entre 2010 e 2018 e, com isso, a incidência corresponde a 72,3 a cada 100 mil mulheres. A cura depende do momento do diagnóstico e da agressividade, mas pode chegar a 95% quando há detecção precoce.

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Samarco é alvo de ação que pede R$ 3,6 milhões por danos às mulheres

A mineradora Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton se tornaram alvo de ação civil pública que cobra uma indenização de pelo menos R$ 3,6 milhões para reparar danos morais coletivos causados às mulheres atingidas pelo rompimento da barragem ocorrido em 2015 na cidade de Mariana (MG). No episódio, foi liberada uma avalanche de rejeitos que resultou em 19 mortes e em impactos nas dezenas de municípios mineiros e capixabas ao longo da bacia do Rio Doce.

A ação, ajuizada na Justiça Federal na última sexta-feira (21), é assinada em conjunto por seis instituições de Justiça: Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Defensoria Pública da União (DPU) e defensorias públicas dos dois estados. Elas alegam que o processo reparatório empreendido pelas três mineradoras e executado pela Fundação Renova evidenciou tratamento diferenciado conforme o gênero e violou direitos das vítimas, tanto na etapa do cadastramento como na implementação das medidas.

Além de pleitear indenização pelos danos morais coletivos, elas também querem que sejam estabelecidos valores a título de indenização individual. De acordo com nota divulgada nesta segunda-feira (24) pelo MPMG e pelo MPF, foram juntados ao processo relatórios e documentos que comprovam as alegações.

“Ação requer também, entre outros pedidos, o pagamento, pelas empresas, de indenização mínima de R$ 135.552,00 para cada mulher atingida pelos danos materiais causados pela violação sistemática aos direitos humanos e de pelo menos R$ 36 mil pelos danos morais sofridos”, diz o texto. De acordo com o MPMG e com o MPF, a ação está em consonância com o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero formulado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cujas diretrizes se tornaram obrigatórias desde 14 de março de 2023.

A reparação dos danos da tragédia se baseia em um acordo firmado entre as três mineradoras, o governo federal e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo. Foram estabelecidos mais de 40 programas. O modelo implementado, com a criação da Fundação Renova para gerir todas medidas, é hoje considerado mal sucedido pelos governos envolvidos e também pelas instituições de Justiça. Passados quase nove anos, tramitam no Judiciário brasileiro mais de 85 mil processos sobre a tragédia. Negociações para repactuar o acordo em busca de uma solução para esse passivo judicial se arrastam há mais de dois anos, mas os valores ofertados pelas mineradoras ainda não atenderam as expectativas dos governos.

Assim como as três mineradoras, a Fundação Renova também é alvo da nova ação movida pelas instituições de Justiça. Procurada a Samarco afirmou que não foi notificada e que não irá comentar a questão. A Vale e a BHP Billiton também disseram que não foram notificadas. A Fundação Renova, por sua vez, informou que a entidade “não possui conhecimento da referida ação judicial e reforça seu compromisso com a reparação e compensação dos danos causados pelo rompimento da barragem”.

Cadastro

De acordo com as instituições de Justiça, embora conste no cadastro dos atingidos quantidades semelhantes homens e mulheres, houve participação reduzida das vítimas do gênero feminino nas oitivas realizadas pela Fundação Renova para levantamento de dados primários: elas representaram apenas 39% de todos as pessoas envolvidas. Além disso, somente 34% das mulheres foram listadas como responsáveis economicamente pela casa.

As instituições alegam que o cadastro é porta de entrada para os programas reparatórios, de forma que a reduzida participação na coleta de dados gera efeitos excludentes e oculta a realidade das vítimas do gênero feminino. Além disso, afirmam que a Fundação Renova adotou o conceito de família patriarcal como se fosse a única possibilidade de formação de núcleos familiares. Dessa forma, teria sido exigido de muitas mulheres a autorização dos maridos para acessar e realizar ajustes nos dados.

A necessidade de se ter um olhar atento às atingidas negras, indígenas e de comunidades tradicionais, como as quilombolas, também é destacada na ação. Além do pagamento das indenizações, as instituições signatárias querem a revisão dos dados de todas as mulheres cadastradas, mapeando as indevidas exclusões no acesso aos programas e garantindo nesses casos o pagamento retroativo e atualizado.

A ação também aponta que o processo reparatório é carente de ações afirmativas com recortes de gênero e reforça desigualdades. É citada uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), na qual foram relatados 154 casos envolvendo questões de saúde mental. Em 71,4% deles, a sobrecarga de trabalho doméstico foi informada. As instituições cobram a criação de uma matriz de danos que reconheça as atividades laborais típicas de mulheres. (Agência Brasil)

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Coluna Histórias & Estórias – Por Chico Lelis

A moça que entende muito de graxa

Lá se vão alguns anos (não perguntei a idade dela hoje, por cavalheirismo. Ainda sou daquele tempo), mas quando ela criança, que havia apagado umas 4 ou 5 cinco velinhas, quando a moça se apaixonou pela mecânica.

Apesar do seu pai ser mecânico, e o avô ferramenteiro, os dois nunca a incentivaram para que fosse como eles.  Então cresceu acompanhando aquele movimento na oficina na garagem da sua casa. E a graxa foi tomando conta dos seus pensamentos. Sonhava em fazer Mecânica, mas acabou seguindo os conselhos do pai e fez Ciência da Computação. Trabalhou 15 anos na área de tecnologia, mas sempre com pensamento na “graxa”.

Até que um dia, uma amiga falou para sobre um curso grátis de Mecânica. E lá foi ela aprender o ofício que mais queria. A exigência única era um estágio de 6 meses em oficina.

Foi quando, depois do primeiro contato com a “graxa”, decidiu-se pela profissão de mecânica. Fez dois anos no SENAI do Ipiranga entre 2011 e 2013. Thais Roland, a moça a quem me refiro, nunca montou sua própria oficina. Foi enriquecendo seu currículo, fazendo um curso de restauração no Clube de Carros Antigos e foi trabalhar em uma oficina do ramo.

Naquela ocasião criou uma empresa para ensinar às mulheres a cuidar dos seus carros e, quando em uma oficina, não ser respeitada, com aquelas justificativas de o problema era na “rebimboca da parafuseta”.

Criou um workshop que dura 4 horas, com duas variações, uma delas exclusiva para mulheres e outra mista. Neste sábado próximo ((25/05) fará outro em Sorocaba, Como os demais, na sede do SESC local.

– As mulheres são mais atentas e não fazem piadas ou tentam “pegadinhas” como ocorre com alguns homens que, com o passar do tempo, param com suas brincadeiras.

O trabalho consiste em transmitir conhecimentos básicos de um carro, como sistema de combustão, freio, suspensão, arrefecimento, pneus e tudo mais o que envolve um veículo.
Ela leva ensinamentos também pelo Youtube, Instagram e um blog: http://youtube.com/@thaisroland-mec
http://instagram.com/thaisfr
http://www.cmn.blog.br

O amor, um Maverick 75

Quando fazia estágio em uma oficina no ABC, passou de ônibus defronte de uma oficina, avistou sua paixão: um Maverick branco com teto de vinil. Desceu no próximo ponto e foi lá ver quanto queriam no carro, muito maltratado.

– Estava muito ruim, mas me lembrava dos  carrinhos que ganhei uma “cegonha” de presente do meu pai e nele, entre outros carros, tinha um Maverick igualzinho.

Thais conta que o carro estava muito ruim: funilaria horrorosa, motor errado, já que o modelo, um V8 e o propulsor era um 4 cilindros em péssimo estado. Conseguiu comprá-lo e o levou para sua casa, ocupando toda a garagem com o desmonte que fez do modelo. Ela já tem o motor V8 para fazer a troca, mas ainda não foi possível continuar com o restauro.

Foi pensando nessa ação que comprou uma Vemaguet 67, para restaurar, vender e tornar sua paixão em condições de rodar. Mas, o coração agiu novamente e agora a família – ela casou-se com um mecânico, com quem tem dois filhos e que é professor de graduação e pós-graduação no SENAI do Ipiranga, onde se conheceram.

Mas, naquela época eu era casada e ele também. Mas, em 2017, se reencontraram em uma palestra que ela foi fazer do SENAI. E estão junto até hoje.

Filhos de peixes, peixinhos são!

A exemplo da mãe, desde pequeninos gostam de mexer nas ferramentas dos pais. É só ter uma chance que lá estão eles com uma ferramenta nas mãos ou querendo ajudar na troca de um pneu.

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Mulheres protestam contra norma do CFM sobre assistolia fetal

Representantes de entidades que atuam na defesa dos direitos das mulheres participaram, nesta quinta-feira (23), de ato em frente à sede do CFM – Conselho Federal de Medicina, em Brasília. As mulheres protestaram contra a resolução do conselho que proíbe médicos de realizarem a chamada assistolia fetal para interrupção da gravidez em casos de aborto previstos em lei e oriundos de estupro.

A decisão foi tomada no fim de março em sessão plenária e vale para gestações acima de 22 semanas, quando, segundo o conselho, há possibilidade de sobrevida do feto. Conforme definição do próprio CFM, a assistolia provoca a morte do feto, antes do procedimento de interrupção da gravidez, por meio da administração de drogas injetadas no coração dele. Já morto, ele é retirado do corpo da mulher.

“Não admitiremos tamanho retrocesso em nossa cultura, em nossa convivência pessoal e familiar”, disse a articuladora política do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea) Jolúzia Batista, ao alertar que a maioria dos casos de gestação tardia provenientes de estupro e que chegam às unidades de saúde para aborto legal é de meninas menores de idade. “Não vamos admitir gravidez infantil por violência ou estupro”.

Jolúzia lembra que não é incomum que meninas de 10 anos procurem atendimento médico para interromper gestações em estágio avançado – muitas delas, antes mesmo de terem menstruado pela primeira vez. A suspeita de gestação só surge bem mais tarde, quando a barriga já começa a aparecer. “Até que se descubra que aquela dor de barriga ou dor de cabeça são decorrentes de gravidez, ela já está com 20 ou 22 semanas”, explicou.

Representante do Conselho Federal de Serviço Social, Maria Elisa Braga disse que há graves denúncias relacionadas ao trabalho de profissionais de saúde que atendem mulheres e meninas vítimas de estupro e que buscam o aborto legal. “Temos que tomar muito cuidado. Profissionais de área de saúde estão sendo perseguidos, ameaçados”, criticou.

A ginecologista Brunely Galvão confirma os cenários expostos por Jolúzia e por Maria Elisa – tanto a demanda por abortos legais tardias por parte de meninas menores de idade e vítimas de violência quanto as dificuldades de profissionais de saúde em equilibrar o cumprimento da lei e a norma definida pelo CFM.

“Essas meninas precisam desse procedimento [da assistolia fetal] para acessar o aborto legal. Grande parte das que chegam na unidade de saúde está em gestação avançada – seja pelo próprio estigma da vergonha, por medo dos pais ou de não ser levada a sério. Tem que existir esse procedimento”.

“Esse procedimento é fundamental. A resolução atrapalha o nosso dia a dia, o nosso cotidiano. Quando a gente não consegue oferecer a assistolia fetal, temos que encaminhar a paciente para outro país, geralmente Argentina ou Colômbia. A maioria não tem grana porque a maioria são meninas pobres, periféricas, negras, de zona rural. Aí, temos que recorrer à uma ONG [organização não governamental] ou outras parcerias”.

Entenda

Atualmente, pela literatura médica, um feto com 25 semanas de gestação e peso de 500 gramas é considerado viável para sobreviver a uma vida extrauterina. No período de 23 a 24 semanas, pode haver sobrevivência, mas a probabilidade de qualidade de vida é discutida. Considera-se o feto como não viável até a 22ª semana de gestação.

Para o CFM, diante da possibilidade de vida extrauterina após as 22 semanas, a realização da assistolia fetal por profissionais de saúde, nesses casos, não teria previsão legal. Segundo o conselho, o Código de Ética Médica estabelece que é vedado ao profissional praticar ou indicar atos médicos desnecessários ou proibidos pela legislação vigente no país.

O conselho defende que, ultrapassado o marco temporal das 22 semanas de gestação, deve-se preservar o direito da gestante vítima de estupro à interrupção da gravidez e o direito do nascituro à vida por meio do parto prematuro, “devendo ser assegurada toda tecnologia médica disponível para sua sobrevivência após o nascimento”.

Justiça

Na última sexta-feira (17), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a suspensão da resolução aprovada pelo CFM. A decisão foi motivada por uma ação protocolada pelo PSOL. Em abril, a Justiça Federal em Porto Alegre chegou a suspender a norma, mas a resolução voltou a valer após o Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região derrubar a decisão.

Em sua decisão, Moraes considerou que houve “abuso do poder regulamentar” do CFM ao fixar regra não prevista em lei para impedir a realização da assistolia fetal em casos de gravidez oriunda de estupro. O ministro destacou ainda que o procedimento só poder ser realizado pelo médico com consentimento da vítima.

“O ordenamento penal não estabelece expressamente quaisquer limitações circunstanciais, procedimentais ou temporais para a realização do chamado aborto legal, cuja juridicidade, presentes tais pressupostos e, em linha de princípio, estará plenamente sancionada”, concluiu.

A decisão do magistrado será submetida a referendo dos demais ministros da Corte no plenário em sessão virtual que começa no próximo dia 31.

Outro lado

Em nota, o CFM informou que vai encaminhar ao STF “argumentos em defesa da manutenção da resolução”. “A norma foi aprovada pelo plenário da autarquia e publicada no Diário Oficial da União no começo de abril, mas, na sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes decidiu, por meio de liminar, suspender temporariamente seus efeitos”.

“Como em outras instâncias do Judiciário, em que já houve decisão a favor da resolução, o CFM apresentará argumentos sólidos para mostrar a pertinência da norma que, vale ressaltar, não pune, mas defende os direitos da mulher, do feto e da vida”, declarou o presidente do conselho, José Hiran Gallo.

No comunicado, o conselho afirma que a resolução não pretende “fazer oposição ao chamado aborto legal” e é “amparada pela Constituição Federal, que prevê o direito inviolável à vida, sem a submissão de tratamento desumano ou degradante”.

“A norma foi elaborada com base em estudos técnicos e científicos que comprovam que, com 22 semanas, há viabilidade de vida fora do útero. Ou seja, diante dessa possibilidade, a interrupção da gestação implica, para o CFM, um ato ilegal e antiético”. (Agência Brasil)

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Mulheres em tratamento contra o câncer recebem perucas

Mulheres em tratamento contra o câncer na Unacon – Unidade de Alta Complexidade em Oncologia, da Rede Mário Gatti de Urgência e Hospitalar, receberam nesta quinta-feira, 25 de abril, perucas doadas pela Cabelegria, uma organização sem fins lucrativos de São Paulo.

Além da entrega para 30 mulheres, também houve corte de cabelos que foram doados para a confecção de mais perucas. Uma das mulheres que recebeu peruca foi Milene Evangelista Assumpção, que trata câncer, pela terceira vez. Ela teve em uma mama, passou por cirurgia de retirada, depois apareceu na outra que também retirou e quando se preparava para procedimento de reconstrução, o câncer apareceu na pele.

“A doença mexe muito com a gente, mas a queda de cabelo mexe com nossa autoestima. Desde o primeiro tratamento eu não me olhava no espelho”, disse. Ela tinha cabelos longos e escolheu uma peruca semelhante. “Estou parecendo a Milene novamente. Muito feliz com os cabelos e agora é pedir a Deus que o sofrimento acabe logo”, afirmou.

Diná, acompanhada do marido, ficou feliz com o presente/ fotos Fernanda Sunega

O primeiro diagnóstico de câncer de mama veio em 2008 e a quimioterapia provocou a queda de seus cabelos Diná Martins dos Santos. Tempos depois, o câncer surgiu na outra mama, que ela segue tratando para poder se submeter à cirurgia de retirada das mamas e fazer a reconstrução.

“É um período difícil, pela doença e pela perda dos cabelos, mas tenho apoio do marido que sempre me acompanha e da família. Estou muito feliz com a peruca que ganhei”, disse.

Leonice de Ramos, há quatro meses em tratamento de câncer e perdeu os cabelos já no primeiro mês, também ganhou peruca. “É uma agonia grande perder os cabelos, dá uma tristeza muito grande, mas agora a peruca vai ajudar bastante”, disse, após provar algumas e encontrar uma, com a ajuda do marido

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Projeto discute empreendorismo feminino na Amazônia

O empreendedorismo feminino cria caminhos, incentiva novos negócios e gera impactos positivos para o mercado de trabalho e para a sociedade. A região amazônica é rica em exemplos de mulheres que desenvolvem soluções ligadas à bioeconomia e à valorização da floresta em pé.

Para mostrar algumas dessas ações, a próxima edição do projeto Diálogos Amazônicos, promovido pela  FGV -Fundação Getúlio Vargas e com apoio da Abraciclo – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, vai destacar a voz de três mulheres na condução de negócios na Amazônia brasileira: Rebecca Garcia (diretora de Desenvolvimento de Negócios na GBR Componentes da Amazônia), Juliana Teles (fundadora do Impact Hub Manaus) e Elizângela Cavalcante (liderança da Reserva de Desenvolvimento Sustentável/RDS).

Com moderação dos professores da FVG, Márcio Holland e Daniel Vargas, elas vão falar sobre suas experiências e os principais desafios nessa jornada que busca aliar inovação e desenvolvimento sustentável.

A webinar será aberta aos interessados e realizada nesta segunda-feira (29 de abril), às 19 horas (horário de Brasília), com transmissão ao vivo no canal do YouTube da FGV.

Além da Abraciclo, o projeto Diálogos Amazônicos conta com apoio Honda, Bic da Amazônica, Coimpa, Copag, CIEAM, MK Eletrodoméstico Mondial, UCB da Amazônia, Visteon, Essilor da Amazônia, Sinaees, Jaime Benchimol, Águas de Manaus, Super Terminais, Midea Carrier, Simmmem, PCE Embalagens e Impressora Amazonense.

Para saber mais e se inscrever
https://eesp.fgv.br/evento/webinar-dialogos-amazonicos-mulheres-empreendedoras-na-amazonia

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Nasce mais uma estrela campineira no esporte a motor

As mulheres estão cada vez mais encontrando espaço em esportes individuais e coletivos, inclusive em alguns tratados como ‘masculinos’ até o final do século passado. O que vemos ultimamente é a grande participação delas no futebol e no automobilismo.

Hoje temos uma constelação de pilotas em diversas categorias, inclusive com representatividade nos principais órgãos nacionais e internacionais do esporte a motor. É o caso de Bia Figueiredo, a primeira mulher a vencer uma corrida de Fórmula Renault no mundo, a primeira a correr na Stock Car, e que chegou até a Fórmula Indy. Hoje ela pilota nos grandes caminhões da Copa Truck, e ainda exerce um importante papel de conscientização e incentivo às mulheres que querem competir e trabalhar no automobilismo. 

“Nosso objetivo continua sendo fomentar a base para ampliar a presença de mulheres nos grids de corridas de todas as modalidades do automobilismo”, diz Bia Figueiredo, presidente da Comissão Feminina de Automobilismo da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) e coordenadora do FIA Girls on Track Brasil.

Podemos citar muitas mulheres que exercem importante papel no automobilismo, como Aurélia Nobels, que corre na Europa apoiada pela Ferrari Driver Academy; Bruna Tomaselli, que já correu nos Estados Unidos, Europa e agora está na Stock Series, última categoria antes da Stock Car Pro; Débora Rodrigues, também pilota da Copa Truck; Cecília Rabelo, pole position na F4 na preliminar do GP São Paulo de Fórmula 1; Rafaela Ferreira, vice-líder do campeonato brasileiro de F4; a off-roader Helena Deyama, vencedora do Rally dos Sertões; e Suzane Carvalho, instrutora de pilotagem de moto, carro e kart, e que já foi campeã brasileira de kart, moto e Fórmula 3. 

Agora, surge mais uma estrelinha nesta formosa constelação de mulheres vencedoras no automobilismo. Estreando no kartismo nesta temporada, Manu Clauset (Praga/TSO/RaceVille Speed Club) participou de três etapas da V11 Aldeia Cup, subiu no pódio em todas elas, ocupa a terceira posição entre os Rookies da F4 Júnior, e no último encontro ainda estabeleceu a volta mais rápida.

“Estou aprendendo ainda, mas estou me aplicando bastante para alcançar resultados cada vez melhores. Sou apaixonada pelo kart”, comenta a jovem de 14 anos de idade. E todo o seu esforço neste início de carreira já rendeu frutos logo após a sua estreia, quando terminou em segundo lugar.

A fabricante de kart Praga resolveu apostar em seu talento, fornecendo para a sua equipe HRA Petrukio Racing Team um chassi Praga Dragon Evo 3 Blue, e agora Manu é pilota de fábrica. “É com muito prazer que anunciamos o apoio à piloto Manu Clauset. Acreditamos no seu potencial, determinação e carisma para seguirmos rumo ao degrau mais alto do pódio”, anunciou Fábio Santos, da Praga Kart Brasil. “Foi muito esforço para alcançar algo muito importante, e que não posso desperdiçar”, constata a filha do jornalista e empresário Cacá Clauset.

O que faz de Manu Clauset uma jovem diferenciada, é que ela também pensa no fomento ao kartismo, para trazer mais meninas para experimentarem o esporte. Ela e sua amiga Gabriela Manzato, também residente em Campinas, criaram o campeonato de rental kart Meninas na Pista, que tem suas provas realizadas no Kartódromo San Marino, em Paulínia. “Os pais incentivam, mas elas que tem que batalhar para deixar tudo em ordem. Isso é muito legal, pois além de gostar de correr, elas tem a preocupação e a vontade de trazer mais garotas para o kart. Afinal, lugar de mulher é onde ela quiser”, encerra Cacá que foi piloto de rally, inclusive, disputando o Paris-Dakar e os Sertões.

Manu Clauset compete com o apoio de Praga Kart Brasil, TSO Brasil e RaceVille Speed Club.

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Campinas recebe espetáculo “Elas Brilham” no Teatro Oficina do Estudante

O Teatro Oficina do Estudante Iguatemi Campinas apresenta nos dois próximos finais de semana (de 26 a 28 de abril e de 3 a 5 de maio), o espetáculo musical “Elas Brilham”, criado no estilo “documentário, teatro e música” já consagrado pelo diretor Frederico Reder e pelo roteirista Marcos Nauer, responsáveis também pelos sucessos “60! Década de Arromba”, “70! Década do Divino Maravilhoso” e “80! A Década do Vale Tudo”.


As apresentações serão nos períodos de 26 a 28 de abril e de 3 a 5 de maio, sendo às sextas-feiras e sábados às 20h e, aos domingos, às 19h30. Os preços dos ingressos variam de R$ 37,50 a R$ 240,00 e já podem ser adquiridos na bilheteria do Teatro e no site www.ingressodigital.com.br. O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Brasilprev. A classificação é Livre e a indicação para 12 anos. O espetáculo tem duração de 120 minutos.

“Elas Brilham” traz sete artistas mulheres – Sabrina Korgut, Ivanna Domenyco, Jullie, Débora Pinheiro, Diva Menner, Chelle, Lola Borges e Rosana Chayin (stand-in) – que usam as suas poderosas vozes para levar o público a uma viagem no tempo por meio da música: do soul de Aretha Franklin, ao rock de Rita Lee e Tina Turner; do talento de Elis Regina, às composições autorais de Dona Ivone Lara; da voz eterna de Whitney Houston ao pop da Madonna; e do feminejo de Marília Mendonça às novas vozes que continuam a iluminar o mundo.

Trazemos a história de grandes mulheres para levar o espectador a épocas como a era de ouro do rádio brasileiro, passando por gêneros como MPB, samba, jazz, rock e blues, até chegarem aos dias atuais com o pop de Anitta, Iza e Beyoncé. Tudo isso com recortes tecnológicos de recursos audiovisuais de cada uma das épocas. “Elas”, para nós, são cantoras, escritoras, cientistas, atrizes, pintoras, professoras, donas de casa. São vozes que brilham, transformam o mundo e estão representadas pela música neste espetáculo”, explica Frederico Reder.


A turnê 2024 já passou por Belém do Pará, Fortaleza e Recife (em março), Salvador, Brasília e Goiana (em abril) e, após Campinas, seguirá para Santos, Curitiba e Porto Alegre (em maio) e Petrópolis (em junho).

“É uma honra para a Brasilprev seguir apoiando esse espetáculo grandioso, que narra a vida de mulheres inspiradoras que transformaram suas gerações. Para nós, é motivo de orgulho estarmos ao lado dessa nova turnê, que levará muita emoção e arte de norte a sul do nosso país”, destaca Camilo Buzzi, diretor comercial e marketing da Brasilprev.

O espetáculo tem apoio institucional do Grupo Mulheres do Brasil, um movimento suprapartidário fundado em 2013 com o objetivo de estimular a participação feminina em todos os espaços de poder que envolvam a tomada de decisões em prol do desenvolvimento do Brasil. Sob a liderança inspiradora da Luiza Helena Trajano, o grupo completou 10 anos e atualmente conta com mais de 120.000 mulheres voluntarias, 154 Núcleos Regionais, abrangendo 22 países, em todos os continentes.

Segundo Alexandra Segantin, CEO do Grupo, o apoio à turnê “Elas Brilham”, que celebra a jornada de grandes mulheres na música, reforça a missão de propagar de protagonismo feminino, utilizando a arte como uma ferramenta poderosa de conexão e inspiração para mostrar e força da mulher também para promover soluções concretas aos desafios sociais.“Elas Brilham” é apresentado pela Brasilprev, tem patrocínio Momenta Farmacêutica e Teleperformance e o apoio da Prosegur, CSU E Unisys. A realização é da Brain+ Quarta Dimensão Entretenimento e da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cultura. Informações no site www.elasbrilham.com.br.

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Mário Gatti e Cabelegria iniciaram uma campanha para a doação de cabelos

A Rede Mário Gatti e a ONG Cabelegria iniciaram uma campanha de doação de cabelos para a confecção de perucas para as mulheres em tratamento na Unacom – Unidade de Alta Complexidade em Oncologia.

A ONG Cabelegria é uma organização sem fins lucrativos de São Paulo, que confecciona e distribui perucas para pacientes no tratamento contra o câncer.

Segundo a coordenadora de Humanização da Rede, Lucimeire Martini, a mecha deve ter, no mínimo, 15 centímetros de comprimento e não importa se tem química ou é tingido.

Antes do corte é preciso lavar e deixar o cabelo secar naturalmente, depois fazer um rabo e amarrar com elástico e cortar. A mecha deve ser colocada em um saco plástico e entregue na área de Humanização, que fica no prédio administrativo do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti.

Corte solidário

Para os profissionais da saúde e comunidade da Rede Mário Gatti, a campanha inclui cortes de cabelos gratuitos com profissionais do Banco de Perucas do Cabelegria.

Eles estarão na próxima quinta-feira, 25 de abril, das 8h às 15h, no estacionamento do prédio administrativo e o atendimento será por ordem de chegada.

Também na próxima quinta-feira, mulheres atendidas na Unacon receberão a doação de perucas confeccionadas pela Cabelegria.

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