MG

Começou o maior encontro de carros antigos em Águas de Lindóia

O maior encontro de veículos antigos do Brasil, acontece mais uma vez na Praça Adhemar de Barros, no centro de Águas de Lindóia – SP. O museu a céu aberto começa hoje (04) e vai até domingo (07). Com visitação gratuita, o evento deste ano vai relembrar a história do Concorde, modelo brasileiro produzido no final dos anos 70, e que teve apenas 17 unidades produzidas, sendo que sete foram exportadas.

O projeto, idealizado por João Storani, foi inspirado nas linhas classicas das décadas de 1920 e 1930. Luxuoso e bem acabado, tinha carroceria em fibra de vidro e chassi reforçado. Um dos modelos produzidos e o neto do criador e especialista na marca, Renato Storani, estarão no encontro.

Outra comemoração, será a dos 20 anos de fundação do Galaxie Clube do Brasil.
Além das relíquias expostas, o encontro terá 700 carros antigos à venda, a tradicional Feira de Peças e Antiguidades, popularmente chamada de Feira das Pulgas, e uma praça gastronômica.

Serviço
11º Encontro Brasileiro de Autos Antigos (EBAA)
Data: de 4 a 7 de junho de 2026
Abertura oficial: 4 de junho, às 14h (com revelação do veículo raro)
Local: Praça Adhemar de Barros – Águas de Lindóia (SP)
Entrada: gratuita
Inscrições para expor e vender automóveis: https://www.encontroaguasdelindoia.com.br/
Site Oficial: encontroaguasdelindoia.com.br
Instagram: @ebaa_aguas

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Flamengo perde mais uma decisão e Lanús é campeão da Recopa

Flamengo lutou muito, mas acabou perdendo o título da Recopa Sul-Americana ao ser derrotado por 3 a 2 na prorrogação pelo Lanús (Argentina), na noite desta quinta-feira (26) no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, na partida de volta da competição. O troféu ficou com os argentinos, que triunfaram na partida de ida pelo placar de 1 a 0 na noite da última quinta-feira (19) no estádio La Fortaleza, na província de Buenos Aires (Argentina).

Este é o segundo título que o Rubro-Negro perde a oportunidade de conquistar na atual temporada, após ser superado pelo Corinthians pelo placar de 2 a 0 em Brasília na disputa da Supercopa Rei.

Empurrado por sua apaixonada torcida, o Flamengo assumiu o comando das ações desde os primeiros movimentos do confronto. Porém, quem saiu na frente foram os visitantes, graças a uma falha da defesa rubro-negra. Aos 28 minutos do primeiro tempo, o lateral Ayrton Lucas recuou a bola para o goleiro Rossi, que acabou escorregando e permitindo que Castillo dominasse a bola e batesse para o gol vazio.

Mas a vantagem dos argentinos durou muito pouco. Aos 33 minutos Varela lançou a bola para a área e a bola bateu no braço de Carrera. Então o juiz assinalou penalidade máxima, que foi cobrada com eficiência pelo meia uruguaio Arrascaeta.

Após o intervalo o técnico Filipe Luís realizou mudanças para tornar sua equipe mais ofensiva para tentar alcançar o placar necessário para alcançar o título. A dramaticidade do confronto aumentou na etapa final, e teve seu ápice aos 34 minutos, quando o juiz marcou um outro pênalti em favor do Flamengo, desta vez por falta dentro da área em Arrascaeta. Após o VAR (árbitro de vídeo) confirmar a infração, o meio-campista Jorginho foi para a cobrança e não falhou.

Com a vitória de 2 a 1 nos 90 minutos, a partida foi para a prorrogação, na qual o time da Gávea mostrou estar esgotado fisicamente e acabou sofrendo dois gols na segunda etapa do tempo extra. O primeiro saiu aos 12 minutos, quando o zagueiro Canale subiu mais que a defesa do time brasileiro para cabecear com firmeza para o fundo do gol defendido por Rossi.

Três minutos depois o goleiro Rossi voltou a falhar. Ele cobrou tiro de meta mal e Walter Bou ficou com o domínio da bola. O atacante do Lanús partiu então em velocidade, driblando Rossi e ficando livre para finalizar e garantir o gol que deu números finais ao marcador. (Agência Brasil)

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Clube do MG no Brasil celebra os 100 anos da marca em Araxá

O Brazil Classics Kia Show 2024 – XXV Encontro Nacional de Automóveis Antigos, do Instituto Cultural Veteran Car de Minas Gerais, teve a presença especial do MG Club do Brasil para celebrar o centenário da marca inglesa. Capitaneada pelo mineiro Luis Augusto Malta junto ao Instituto Cultural Veteran Car, a iniciativa reuniu sócios e não sócios, como ele próprio, pelo prazer de usar seus automóveis e reverenciar a icônica MG no tradicional evento de carros clássicos realizado em Araxá.

Treze modelos MG foram expostos, fabricados dos anos 1940 a 1970: MG TC 1946, MG TD 1951, dois MG TD 1952, MGA 1959, MGB Roadster 1963, MGB GT 1967, MGB Roadster 1968, MGC GT 1968, MGB Roadster 1969, MGB GT 1974, MGB Roadster 1974 e MGB Roadster 1979. um MG TC, três MG TD, um MGA, dois MGB GT, um MGC GT e cinco MGB Roadster. Vários deles foram rodando de São Paulo a Araxá, comprovando a resistência mecânica que fez os modelos da marca serem adotados por entusiastas de carros esporte de todo o mundo.

Os integrantes do MG Club participaram da cerimônia de premiação: cada proprietário recebeu um troféu gentilmente oferecido por Luis Augusto Malta, o amigo do clube que capitaneou a iniciativa resultante na homenagem à MG. No desfile da premiação, esteve presente um MGB GT 1967 que estava no leilão do evento.


O MG Club do Brasil é atualmente um clube de carros clássicos multimarca e  periodicamente promove encontros, passeios e rallies de regularidade. O próximo será o Rally do MG Club, válido para o Campeonato Brasileiro KIA de Regularidade Histórica da FBVA (Federação Brasileira de Veículos Antigos), no dia 21 de setembro. As pré-inscrições estão abertas pelo link https://www.fbva.com.br/cbr.php. Para mais informações, entre em contato com a Secretaria Esportiva do MG Club do Brasil: (11) 94298-6196 ou (11) 94161-2326.

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Operação federal resgata 593 pessoas submetidas a trabalho escravo

Servidores de seis órgãos públicos que participam da quarta edição da Operação Resgate libertaram 593 pessoas encontradas em condições semelhantes ao trabalho escravo ao longo do último mês. Entre as vítimas, há, ao menos, 18 crianças ou adolescentes submetidos ao trabalho infantil ilegal – 16 delas eram forçadas a realizar serviços em condições degradantes, sem receber qualquer quantia em troca.

Os resgates ocorreram em 11 (AM, DF, GO, MG, MS, MT, PA, PE, RJ, RS e SP) das 27 unidades federativas brasileiras, entre os dias 29 de julho e 28 de agosto. Os maiores números de ocorrências foram registrados em Minas Gerais (292 pessoas libertadas), São Paulo (142), Pernambuco (91) e Distrito Federal (29). Já as atividades econômicas com maior incidência de trabalho escravo foram a agricultura (especificamente os cultivos de cebola, café e alho), a construção civil e serviços (restaurantes, bares e condomínios).

Clínica de reabilitação

Um dos casos que mais chamou a atenção dos fiscais ocorreu em Pernambuco, onde 18 pacientes de uma clínica de reabilitação para dependentes químicos eram submetidos a trabalho forçado. “Todos eram pacientes internados e realizavam as atividades laborais compulsoriamente, como parte do processo de internação”, comentou o coordenador-geral de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Análogo ao de Escravo e Tráfico de Pessoas, André Roston, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), ao apresentar, hoje (29), o balanço preliminar da Operação Resgate IV.

“A clínica tinha 63 internos e simplesmente não tinha nenhum empregado registrado. Toda a mão de obra, todo o funcionamento do estabelecimento era extraído do trabalho forçado de parte dos internos, a título de isso fazer parte da reabilitação”, acrescentou Roston, explicando que os 18 resgatados na clínica realizavam, gratuitamente, de atividades administrativas ao serviço de porteiro, vigilância e preparação de alimentos, entre outros.

Operação Resgate  IV

A Operação Resgate IV, de combate ao trabalho escravo e ao tráfico de pessoas, é resultado do esforço concentrado de seis instituições: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU), Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Este ano, foram libertadas 11,6% mais pessoas do que na edição anterior, de 2023, quando 532 trabalhadores foram resgatados.

A operação também resultou no resgate da pessoa mais idosa já encontrada na condição de escravizada.

Uma senhora de 94 anos de idade foi resgatada em Mato Grosso, na casa de uma família para a qual ela trabalhou por 64 anos, sem salário. Impedida de constituir família e de estudar, ela continuava cuidando da atual patroa, de 90 anos e com Alzheimer.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, a trabalhadora poderá permanecer morando na casa onde passou os últimos anos, com todas as despesas pagas pela família da empregadora, que terá de custear inclusive um cuidador de idosos e um salário-mínimo mensal à senhora.

Outro caso de trabalho escravo doméstico foi identificado no estado de São Paulo. Uma mulher, hoje com 58 anos, foi encontrada na casa de uma família para a qual trabalhava desde seus 11 anos de idade. “Ela foi levada para a casa onde passou a trabalhar graças a uma tutela judicial provisória que nunca se tornou definitiva, supostamente para ser integrada em um novo lar, mas passou a trabalhar compulsoriamente, em condições análogas à escravidão, até ser libertada no âmbito da Operação Resgate”, afirmou o coordenador-geral de fiscalização.

Outro aspecto destacado durante a apresentação dos resultados foi a libertação de trabalhadores estrangeiros. Em Anta Gorda (RS), quatro trabalhadores argentinos foram encontrados sem documentos pessoais ou visto para o trabalho, em condições degradantes na extração, corte e carregamento de lenha de eucalipto.

Em Mato Grosso do Sul, as equipes de fiscalização tiveram que usar caminhonetes com tração, lanchas e até um helicóptero para chegar aos dois estabelecimentos onde 13 paraguaios foram flagrados em situação degradante, submetidos à servidão por dívida.

“O isolamento geográfico, a dificuldade de acesso das equipes de fiscalização, contribuem para a vulnerabilização dos trabalhadores”, comentou Roston.

Até o momento, os responsáveis por submeter os trabalhadores a condições semelhantes à escravidão já tiveram que desembolsar mais de R$ 1,91 milhão apenas para saldar verbas rescisórias.

Segundo o coordenador, os órgãos responsáveis seguem buscando o pagamento de outros deveres trabalhistas e custos.

“Este valor total vai ser maior, pois ainda há muitas equipes em campo, realizando as cobranças dos pagamentos. E se não conseguirmos os pagamentos neste ciclo operacional, teremos, eventualmente, a judicialização destas cobranças”, acrescentou o coordenador destacando a importância de punir também financeiramente os responsáveis.

“O principal motor da exploração do trabalho escravo é o fato de que há um grande benefício econômico ao se adotar esta estratégia de violação dos direitos humanos para exploração do trabalho. No cerne, emprega-se o trabalho escravo contemporâneo porque esta ainda é uma conta economicamente benéfica para os exploradores”, concluiu Roston. (Agência Brasil)

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MG Club do Brasil comemora 100 anos da marca inglesa

Para reunir os apaixonados pelo ícone inglês MG – Morris Garage, em 1983 foi fundado o clube MG Club do Brasil, que iniciou as comemorações dos cem anos da marca inglesa. Fundada em 1924 por Cecil Kimber e William Morris, a MG logo ganhou fama por construir carros esporte leves, ágeis e de bom desempenho, sem abrir mão do conforto e do estilo. 

No Brasil, os automóveis MG, em especial os modelos TD e TF, conquistaram vários adeptos depois da Segunda Guerra Mundial. Vários foram trazidos para o País até 1975, ano em que o governo federal proibiu a importação de veículos automotores (algo que só seria revogado em 1990). A paixão pelos MG se manteve intacta e motivou em 1983 a criação do MG Club do Brasil. Atualmente, o clube possui sede no bairro da Lapa, em São Paulo, e é aberto a carros clássicos de todas as marcas.

“A marca MG sempre se destacou pela criatividade e esportividade. Não eram carros exatamente luxuosos, mas fruto de projetos muito inteligentes que resultavam em um grande prazer de dirigir. Colocavam-se motores relativamente pequenos, tipicamente de 1,0 a 1,8 litro, em carrocerias pequenas e leves. Isso proporcionava agilidade e rapidez ao carro, e ótimos resultados em competições. Era exatamente o que muitos aficionados buscavam. E havia o fato de muitos serem conversíveis, proporcionando a sensação do ‘vento na cara'”, explica Américo Nesti, presidente do MG Clube do Brasil.

A história do MG TD, provavelmente o modelo mais conhecido da marca no Brasil, começa em 1936. Naquele ano, a MG lançou o roadster TA, um elegante carro esporte com motor de 1,3 litro, vendido por um preço mais acessível que seus concorrentes. Nos anos seguintes, o modelo evoluiu e teve a nomenclatura alterada para TB (1939), TC (1945) e finalmente TD (1950). Militares norte-americanos que serviram na Inglaterra durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) encantaram-se com os MG e um número indeterminado de carros da marca foi levado para os Estados Unidos depois do conflito. Os MG TD “americanos”, com volante no lado esquerdo, foram trazidos para o Brasil e logo passaram a ser reconhecidos nas ruas.

O MG TF foi apresentado em 1953 e produzido até 1955. Na essência, era um MG TD reestilizado. Além de pequenas mudanças no motor que o deixavam mais potente, o TF diferenciava-se do antecessor pelos faróis dianteiros instalados diretamente nos para-lamas, e não mais fixos na moldura do radiador. Este, por sua vez, passou a ser separado da grade, e esta passou a ser ligeiramente inclinada (nos anteriores, era completamente vertical).

Para quem deseja ter um autêntico modelo MG na garagem, outras boas opções são os Midget. Ele teve quatro gerações: Mk1 (1961 a 1964), Mk2 (1964 a 1966), Mk3 (1966 a 1974) e 1500 (1974 a 1980). Os primeiros Midget tinham motor de quatro cilindros com 948 cm³; nos últimos, como o próprio nome indica, a cilindrada subiu para 1.493 cm³. O MG B, um roadster (conversível de dois lugares) lançado em 1962, também teve várias unidades trazidas para o Brasil. O modelo gerou versões como o MG B GT (um cupê de três portas e carroceria 2+2 lugares) em 1965. As duas carrocerias do MG B foram usadas no MG C, lançado em 1967 e produzido até 1969.


Em 1973, surgiu o MG B GT V8, unicamente com carroceria cupê. A ideia foi do preparador inglês Ken Costello, que adaptou um V8 a seu carro e mostrou-o à fábrica, que aprovou a ideia e decidiu produzir o MG B GT V8 em série. Esse motor havia sido projetado pela General Motors para a Oldsmobile, mas já estava fora de uso. Ao saber do interesse da Rover, então proprietária da marca MG, a General Motors cedeu-lhe o projeto e os diretos de fabricação. O motor tinha bloco de alumínio e era o V8 de produção em série mais leve existente na época. A versão com motor V8 foi oferecida até 1976 e o MG B foi fabricado até 1980.

Quinze anos depois, em 1995, os fãs da MG exultaram com o lançamento do modelo F, o primeiro carro totalmente novo da marca desde o MG B. O MG F era um roadster de linhas contemporâneas com todas as características mais atraentes dos MG anteriores: um esportivo pequeno, ágil e de bom desempenho. Em vários anos da década de 1990, foi o carro esporte mais vendido de sua faixa de preço na Grã-Bretanha. Deixou de ser produzido em 2002.

Atualmente, a marca MG pertence ao grupo chinês SAIC, um dos maiores da indústria automobilística na China, e dedica-se principalmente à produção de SUVs de portes variados com motores a combustão, híbridos e elétricos. As comemorações pelos 100 anos da marca motivaram a MG a apresentar o Cybester, um roadster elétrico com todos os atributos dos carros esporte da MG: pequeno, ágil e proposta de ser agradável de dirigir. O Cybester estará à venda na Europa a partir de agosto e será oferecido em duas opções: motor elétrico atuante nas rodas traseiras ou dois motores elétricos, um em cada eixo, com tração integral. “O Cybester é elétrico e fabricado na China, mas resgata o espírito que fez a MG ser um sucesso”, diz Nesti.

Competições

Como fabricante de carros esportivos, a MG possui uma história de sucesso em corridas.No dia 26 de agosto de 1934, a MG obteve uma de suas vitórias mais marcantes no automobilismo. Ao volante de um MG K3 Magnette, o inglês Richard Seaman venceu o Prix de Berna, uma prova para “voiturettes” (monopostos com motor de até 1,5 litro) preliminar do GP da Suíça, realizado no circuito de Bremgarten, em Berna. A corrida foi realizada sob chuva e três fatos valorizam ainda mais o resultado: o MG tinha motor de 1,1 litro (contra adversários com motor de 1,5 litro), Seaman largou em último entre os 23 concorrentes e… nunca havia pilotado no molhado.

Infelizmente, a alegria pela vitória durou pouco. Horas depois, o irlandês Hugh Hamilton, um dos que correram com MG no Prix de Berna, morreu em consequência de um acidente sofrido com seu Maserati na prova principal. Esta vitória fez o até então desconhecido Seaman tornar-se bastante respeitado na Europa. Em 1937, ele se integrou à equipe Mercedes-Benz. Venceu o GP da Alemanha de 1938 e faleceu após sofrer um acidente no GP da Bélgica de 1939.

Outro feito expressivo é o recorde mundial de velocidade em terra estabelecido em 23 de agosto de 1957 no deserto de Bonneville, em Utah, nos Estados Unidos: 395,320 km/h, a melhor marca obtida até então por um carro enquadrado na categoria para veículos de quatro rodas equipados com motor de 1,1 a 1,5 litro. Para estabelecer esse recorde, a MG desenvolveu o modelo EX 181 e confiou-o ao inglês Stirling Moss, até hoje considerado por muitos como o melhor piloto da história da Fórmula 1 que jamais foi campeão mundial (foi quatro vezes vice).

O MG EX181 tinha carroceria aerodinâmica em forma de gota instalada sobre um chassi tubular especialmente construído. O motor sobrealimentado de 1,5 litro era movido por uma mistura de metanol, nitrobenzeno, acetona e éter – parece estranho hoje, mas a fórmula é muito semelhante à do combustível utilizado pelas principais equipes de Grand Prix antes da Segunda Guerra Mundial. Esse motor desenvolvia 290 cv a 7.300 rpm e ficava em posição central, com a cabine do piloto situada imediatamente à frente.


Mas a MG ainda queria mais. Desenvolveu o EX181 e, entre outras alterações, aumentou a cilindrada do motor de 1.489 para 1.506 cm³. Estes míseros 17 cm³ fizeram duas diferenças: a potência passou para mais de 300 bhp a 7.300 rpm e o carro passou a ser enquadrado na categoria entre 1,5 e 2,0 litros. Em 1959, dois anos depois do recorde de Moss, a MG e o EX181 estavam de volta ao deserto de sal de Boneville, nos Estados Unidos, com o objetivo de obter o recorde da categoria na qual o carro passou a ser enquadrado. Pilotado pelo norte-americano Phil Hill, o MG EX181 cravou 410,23 km/h na média das duas passagens. No começo de sua carreira, Phil Hill pilotou um MG TC. Seu currículo inclui três triunfos nas 24 Horas de Le Mans e o título mundial de Fórmula 1 em 1961.

Em 1966, o MG B pilotado por Julien Vemaeve/Andrew Hedges venceu a Marathon de La Route (84 horas de Nürburgring) na classificação geral. Na década de 1960, os MG B também obtiveram primeiros lugares em suas categorias no Rallye de Monte Carlo e em provas de pista como a Targa Florio, os 1000 Km de Spa-Francorchamps e as 24 Horas de Daytona.

No começo da década de 2000, a MG desenvolveu o MG-Lola EX257 para disputar as 24 Horas de Le Mans de 2001. Esse carro obteve resultados discretos, mas a marca obteve triunfos na prova francesa em 2005 e 2006, quando os protótipos MG-Lola EX264 venceram na classe LMP2. Em ambas as ocasiões, um dos pilotos do carro vencedor foi o brasileiro Thomas Erdos.

MG Club 

Fundado em 1983, o MG Club do Brasil é um dos mais atuantes clubes de carros clássicos do País. Foi criado para congregar proprietários de modelos da marca inglesa MG, mas logo tornou-se um clube multimarca, admitindo proprietários de carros clássicos de qualquer modelo.

O clube organiza raids e rallies de regularidade, como a 1000 Milhas Históricas Brasileiras, o Raid de Campos do Jordão e o Raid da Serra do Mar. Por serem concebidos para carros clássicos, esses passeios cronometrados percorrem boas estradas, entre paisagens agradáveis, e incluem visitas a pontos de interesse cultural, histórico e turístico.

Todos os sábados, o MG Club do Brasil promove encontros informais entre os associados, nos quais o antigomobilismo é o assunto predominante. Também acontecem na sede social (localizada na Vila Romana, zona oeste de São Paulo) eventos temáticos e homenagens a personalidades do automobilismo. O local possui um acervo de publicações automobilísticas disponível aos sócios para consulta. Para saber mais, visite o site do MG Club do Brasil: mgcbr.com.br.

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Coluna Fernando Calmon  — Elétricos enfrentam novos obstáculos

Coluna Fernando Calmon nº 1.302 — 21/5/2024

Elétricos enfrentam novos obstáculos ao redor do mundo

Demorou um pouco, mas os maiores fabricantes de veículos estão reavaliando o ritmo de investimentos em modelos 100% elétricos. Reduzir não significa qualquer desistência e sim reavaliar o cenário em razão do que os compradores têm mostrado ser o desejo. No primeiro quadrimestre deste ano em praticamente todos os mercados mundiais (à exceção da China) observou-se diminuição de vendas dos elétricos. Ao mesmo tempo, maior procura por híbridos plugáveis, em especial aqueles com baterias de maior capacidade que garantam pelos menos 100 quilômetros de alcance médio urbano no modo elétrico.

As últimas notícias do exterior retratam essas evidências. Marcas que já tinham descartado investir em modelos híbridos como as do grupo GM, VW e Mercedes-Benz, entre várias outras, reavaliaram o cenário em favor dos híbridos. Uma inesperada guerra de preços levou a uma perda de rentabilidade em um momento em que altos investimentos na produção de bateria são fundamentais. A Ford, por exemplo, revelou pesado prejuízo financeiro na venda de cada modelo elétrico. Stellantis, por ter esperado mais para avaliar melhor o cenário, foi menos atingida.

BMW é uma exceção. Embora pioneira no carro elétrico com o i3, sempre defendeu que a escolha deve ser do mercado e oferece motores de combustão interna (MCI), híbridos e elétricos. A Europa quer zerar a venda de MCI até 2035, mas isso também pode mudar em favor dos híbridos.

Entre as que procuraram surfar nesta onda a Fisker, marca americana com fábrica na Áustria, pediu falência. Isso torna ainda mais difícil a tentativa de pequenas empresas, conhecidas como startups, que acham relativamente fácil comprar motores e baterias de prateleira e lançar novos modelos. Entre outras estão Pear, Alaska e Ronin.

Até a Tesla com o frenesi causado por seus carros não escapou, algo que esta coluna já havia previsto quando a concorrência começasse a surgir por todos os lados. A marca do bilionário Elon Musk enfrenta perdas financeiras pesadas e diminuição de vendas que eram esperadas, todavia não com a intensidade agora vista. Dos cinco produtos apenas dois, Model 3 e Model Y, se destacaram. Já chegou a hora de atualizações visuais, como é praxe na indústria, porém aparentemente nada há à vista.Na China, o cenário é outro. Em razão de prejuízos vultosos no setor imobiliário do país, o governo priorizou os carros elétricos com fortes subsídios e, em particular, o desenvolvimento de baterias. Os avanços tecnológicos tornaram-se evidentes. Depois veio a ordem para exportar a qualquer custo. E os EUA, cujo mercado só é menor que o da China, parecia alvo fácil.

Contudo o governo americano acaba de anunciar que veículos chineses terão imposto de importação de nada menos que 100%. A saída seria construir fábricas no México e de lá exportar para o vizinho gigante. Essa porta poderia se fechar da mesma maneira. Resta tentar instalar fábricas nos EUA. Também serão barrados? A conferir nos próximos capítulos.

Stellantis investirá R$ 14 bilhões na fábrica Fiat em Betim (MG)

O montante foi informado pelo presidente da Stellantis para a América do Sul, Emanuele Cappellano, ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema. O montante de R$ 14 bilhões soma-se aos R$ 13 bilhões anunciados recentemente para a fábrica mais moderna do grupo em Goiana (PE) e integra o total de R$ 30 bilhões no período 2025-2030.

Stellantis, que é um grupo automobilístico ítalo-franco-germânico-americano, tem mais uma fábrica em Porto Real (RJ), onde hoje só produz modelos Citroën. Matematicamente haveria ainda R$ 3 bilhões sem alocação oficial anunciada, que deverá ir para a unidade fluminense do grupo e pode ser anunciado ainda neste mês de maio.

A fábrica mineira em Betim também produz três famílias de motores flex, caixas de câmbio manuais e abriga um centro de desenvolvimento e pesquisa com mais de 4.000 funcionários. Lá estão se desenvolvendo quatro plataformas Bio-Hybrid que incluem motores flex micro-híbridos, híbridos plenos, híbridos plugáveis e elétricos.

O primeiro produto será lançado já no próximo semestre e tudo indica será um micro-híbrido Fiat, Pulse ou Fastback, modelos mais caros da marca.

Cappellano confirmou apenas que parte da expansão em Betim (MG) contará com “importação de ferramentas de uma fábrica na Europa que está sendo desmobilizada”. Isso se enquadra no programa Mover para estimular investimentos em inovação e mobilidade verde.

T-Cross 2025 mantém preço, mas ganha e perde alguns itens

Com tanta oferta de SUVs no mercado brasileiro defender a liderança absoluta não é tarefa fácil. Para tanto a VW decidiu manter os preços da versão 2025, mesmo incluindo novos equipamentos e reformulando para bem melhor o aspecto interno do modelo. Este é o primeiro dos 16 lançamentos do seu plano de investimentos de R$ 16 bilhões até 2028.

A frente foi atualizada com novo para-choque, grade e faróis com uma barra cromada de interligação. Sem dúvida, rejuvenesceu o modelo. Único senão: ausência dos faróis de neblina disponíveis anteriormente, a partir da versão intermediária Comfortline. Rodas de liga leve, de 17 pol. nas versões mais caras, têm desenho mais elaborado e se destacam no conjunto. Mudanças na traseira ficaram muito boas com a interligação de LED das lanternas, dando sensação de que o carro foi alargado.

No interior destaques para a escolha cuidadosa dos materiais de acabamento e também de revestimento dos bancos, além de novas saídas de ar-condicionado e moldura central do painel. Tela multimídia de 10,1 pol. e quadro de instrumentos de 8 pol. têm visual mais atraente. Teto solar panorâmico está entre os opcionais.

Não houve mudanças mecânicas: permanecem motores de 1 L, nas duas primeiras versões e de 1,4 L, na de topo, sempre com câmbio automático epicíclico de seis marchas). Em rápida avaliação urbana manteve as apreciadas qualidades dinâmicas e desempenho.

Outra novidade são os pneus Pirelli Seal Inside: vedam automaticamente, em 85% dos casos, furos com até 0,5 mm de diâmetro (não são do tipo run flat) causados por pregos de até 0,4 mm. Levaram a uma alteração muito pequena no consumo de combustível, porém oferecem mais segurança.

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Guarani perde de virada para o América-MG por 2 a 1 pela Série B

O América-MG (Coelho) mostrou força ao derrotar o Guarani por 2 a 1, na noite de ontem (20) em pleno estádio Brinco de Ouro, em Campinas, para entrar no G4 da  Série B do Campeonato Brasileiro.

Com o triunfo na partida o América Mineiro assumiu a 4ª posição da classificação com 12 pontos conquistados. Já o Bugre permanece na vice-lanterna da classificação com três pontos.


Jogando em casa, o Guarani aproveitou confusão na defesa do América-MG para abrir o placar aos 19 minutos do primeiro tempo com o atacante Luccas Paraizo. Porém, após ficar em desvantagem no marcador, o Coelho conseguiu igualar com Fabinho, que aproveitou cruzamento na área para fazer de cabeça aos 30 minutos.

Após o intervalo o jogo permaneceu muito equilibrado, com o empate persistindo até os instantes finais. Até que aos 31 minutos o juiz, com auxílio do VAR (árbitro de vídeo), assinalou pênalti por causa de toque de mão de Douglas dentro da área. O meio-campista Moisés foi então para a cobrança e marcou o gol da vitória do América.

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Fiat vai investir R$14 bi no Polo Automotivo Stellantis de Betim

A Fiat anunciou ontem (20) o maior investimento no Polo Automotivo Stellantis de Betim – MG, desde a criação da fábrica no inicio dos anos 70. O comunicado do aporte foi feito ontem pelo presidente da Stellantis para América do Sul, Emanuele Cappellano, no valor de R$ 14 bilhões.

Também foi confirmada a expansão da linha de motores, que produzirá as motorizações dos futuros lançamentos da Stellantis na região, incluindo os produtos equipados com a tecnologia Bio-Hybrid. Os primeiros modelos com essa tecnologia estão previstos para chegar ao mercado no segundo semestre deste ano.

“Prestes a completar 48 anos, o Polo Automotivo Stellantis de Betim tem uma trajetória marcada pelo sucesso, produzindo modelos que lideram os seus segmentos no Brasil. Com este novo investimento de R$ 14 bilhões, vamos dar sequência ao incrível legado desta fábrica, direcionando o valor para renovar nossa linha de produtos, desenvolver novas tecnologias e gerar novos empregos”, afirmou Emanuele Cappellano, presidente da Stellantis para a América do Sul.

O ciclo de investimentos de R$ 32 bilhões de 2025 a 2030 anunciados pela Stellantis para América do Sul é o maior da história da indústria automotiva. O montante impulsionará o lançamento de 40 novos produtos, 8 powertrains, bem como o desenvolvimento das novas tecnologias Bio-Hybrid, tecnologias inovadoras de descarbonização em toda a cadeia de suprimentos automotivos e novas oportunidades estratégicas de negócios.

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Picape Fiat Strada alcança 500 mil unidades produzidas

Desde o seu lançamento em 1998, a picape Strada é um sucesso de vendas. A picape pequena da marca está comemorando 500 mil unidades produzidas na fábrica de Betim-MG.

A Fiat foi responsável pelo lançamento da primeira picape derivada de um automóvel (147) no Brasil, a marca italiana também foi inovadora ao lançar uma picape pequena com quatro portas em 2022. Ao todo, desde a sua primeira picape em 1978, a Fiat já produziu mais de dois milhões de unidades.

Além de ser o veículo mais vendido do Brasil por três anos consecutivos, fato inédito no mercado nacional (2021, 2022 e 2023), a picape é a número um também em sua categoria há 21 anos.

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“Ação insensata”, diz Pacheco sobre minuta de golpe de Estado

O presidente do Congresso Nacional e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), chamou de “ação insensata” a preparação de uma minuta de decreto com teor golpista, em que se previa a prisão do próprio Pacheco e de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 

“Ação insensata encabeçada por uma minoria irresponsável, que previa impor um Estado de exceção e prisão de autoridades democraticamente constituídas. Agora, cabe à Justiça o aprofundamento das investigações para a completa elucidação desses graves fatos”, disse Pacheco, em nota.

A existência do decreto foi revelada nesta quinta-feira (8), após a deflagração da Operação Tempus Veritates pela Polícia Federal (PF). Foram cumpridos, ao todo, 48 medidas cautelares, incluindo 4 mandados de prisão. São investigados o ex-presidente Jair Bolsonaro, seus ex-assessores e aliados.

Na decisão em que autorizou a operação, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, replicou trecho de relatório policial segundo o qual o documento foi debatido em reunião com Bolsonaro, em 2022.

O plano, segundo o relato da PF, seria promover um golpe de Estado por meio de uma intervenção na Justiça Eleitoral, e em seguida prender Pacheco, Moraes e também o ministro Gilmar Mendes, do Supremo. Segundo as investigações, Bolsonaro teria ordenado alterações no documento, para deixar somente o nome de Moraes entre os presos.

A minuta de decreto teria sido entregue a Bolsonaro por seu assessor especial para Assuntos Internacionais, Filipe Martins, que foi preso nesta quinta pela PF. Os investigadores apontaram o advogado Amauri Feres como mentor intelectual do documento. Ele foi alvo de busca e apreensão.  (Agência Brasil)

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