Jeep

Fiat Fastback Abarth além de bonito, tem bom desempenho e estabilidade é equilibrado e veloz

Depois de encantar o mercado nacional com o elegante Fastback, a Fiat agora apresenta a sua versão esportiva do modelo. As versões esportivas, Abarth, Stilo, 500 e Pulse, continuam uma história de sucesso que a marca italiana sempre teve no Brasil.


Por aqui, a trajetória dos “esportivos” derivados dos modelos normais de produção começou a ser contada com o 147 Rallye e se seguiram os Unos 1.5R e 1.6R, Oggi CSS, Tempra e Marea Turbo etc.

Agora, a Fiat adota a famosa marca Abarth para registrar os seus modelos com apelo esportivo. E depois do competente Pulse, vem o Fastback. E o modelo é realmente emocionante.

A Abarth era uma oficina de preparação de automóveis de competição, que utilizava modelos de várias marcas. Fundada em 1947, a empresa de Carlo Abarth se destacou e em 1971 a Fiat comprou a preparadora. Nascido em 15 de novembro, o italiano adotou como símbolo o escorpião.

Totalmente desenvolvido no Brasil, Fastback Abarth mantém as linhas harmoniosas do SUV Coupé, mas com um toque esportivo muito legal.
Sem opcionais, traz ampla lista de equipamentos de série, como escapamento duplo esportivo, central multimídia de 10,1″ com serviços conectados, paddle shifters, ADAS (sistemas avançados de assistência à direção), freio de mão eletrônico com Auto Hold e wireless charger (carregador por indução).

Performance 

O Fastback realmente foi picado pelo escorpião. Equipado com o motor 270 Turbo, o modelo oferece 185 cavalos e torque máximo de 270 Nm. O Fastback Abarth acelera de 0 a 100 km/h em 7,6 segundos e atinge a velocidade máxima de 220 km/h. O modelo oferece uma relação de peso-potência de 7,0 kg por cavalo.

A transmissão automática é de seis marchas e três modos de condução. As trocas também podem ser manuais na alavanca ou nos paddle shifters (câmbio borboleta) atrás do volante.

Usando a plataforma MLA dos demais Fastback e Pulse, o modelo Abarth ganhou ajustes específicos, como a calibração do motor e do câmbio, oferecendo trocas mais rápidas e esportivas.

Mas sem dúvida, além do design e outras coisinhas mais, o destaque foi o acerto que a Fiat conseguiu nas suspensões, garantindo uma boa estabilidade e dirigibilidade, com menor rolagem e menor altura de solo (5 mm a menos em relação ao Fiat Fastback normal, mas poderia ter baixado um pouco mais). As molas ficaram mais rígidas e os amortecedores até 21% mais eficientes.

Já a suspensão dianteira ganhou nova geometria, o que garantiu uma melhor dirigibilidade. Para melhorar o conjunto, as rodas 18 polegadas estão calçadas com pneus 215/45 R18 mais aderentes.
Também houve alterações no sistema de exaustão, com escape duplo bilateral e ronco mais grosso.

Para garantir mais esportividade, no volante, o modelo Abarth conta com o botão vermelho Posion. Isso aumenta o endurecimento da direção, otimiza o torque, recalibra o câmbio permitindo trocas e reduções mais ágeis e antecipa o engate da marcha mais apropriada para retomar a aceleração.

Os controles de tração e estabilidade se tornam menos intrusivos, oferecendo uma direção ainda mais esportiva. Aliás, os freios a disco na frente e a tambor atrás são a nota triste. Apesar de pararem em espaços bem aceitáveis e serem bem seguros, por ser um esportivo, o modelo merecia freios a disco nas quatro rodas.

Dentro

Muito confortável por dentro e bem acabado, o Fastback Abarth dispõe de uma plataforma de serviços conectados, Connect////Me, que oferece mais de 30 funcionalidades, para tornar a experiência de condução ainda mais completa e interativa.

O painel de instrumentos com cluster digital de 7 polegadas é específico para a versão Abarth, com informações como pressão do turbo, força G e potência na tela principal. No meio, a central multimídia de 10.1 polegadas tem diversas possibilidades de entretenimento e conectividade a bordo.

Para completar, tem Android Auto e Apple Carplay. Além disso, o modelo conta ainda com um carregador de celular por indução e entradas USB-A e USB-C.


O novo SUV da Abarth também possui recursos de segurança, como os ADAS (sistemas avançados de assistência à direção) que incluem alerta de colisão frontal, frenagem autônoma de emergência, alerta de saída de faixa com correção ativa e comutação automática do farol alto.

Esses itens são capazes de prevenir ou minimizar impactos em situações de risco, aumentando a segurança dos ocupantes do veículo.
Além disso, o carro conta com o ESP (Electronic Stability Program), que garante maior estabilidade e segurança na condução; sensor de chuva e luminosidade, que ajusta automaticamente os faróis e os limpadores de para-brisa de acordo com as condições climáticas.

O ABS com EBD (Antilock Braking System com Electronic Brakeforce Distribution) é outro recurso que contribui para a segurança no veículo, garantindo uma frenagem mais eficiente e segura.

O Fastback Abarth conta ainda com ar-condicionado automático digital, faróis e lanternas full LED, keyless Entry’nGo com partida remota, freio de estacionamento eletrônico automático com Auto Hold e airbags frontais e laterais de tórax e cabeça para motorista e passageiros.

Reposicionamento

Com a chegada do Fastback Abarth, houve um novo posicionamento de preço na gama. O preço sugerido da versão Limited Edition Powered by Abarth foi reduzido em R$ 8.000.

Preço
Fiat Fastback Abarth R$ 159.990,00 

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Jeep Grand Cherokee chega ao Brasil mais tecnologico e luxuoso

Em janeiro de 1992, debaixo de um frio de 10 graus negativos, o Jeep Grand Cherokee entra no North American International Auto Show (Salão Internacional de Detroit) quebrando as portas de vidro e criando grande alvoroço na mais importante amostra automotiva do mundo (naquela época). O modelo também criou um novo segmento e virou um sucesso de vendas em todo o mundo.

1993 Jeep Grand Cherokee at the 1992 North American International Auto Show

Com motor V8 de 5,9 litros, o modelo era muito potente, luxuoso, mas tinha um consumo altíssimo. Foi o primeiro SUV equipado com um airbag lateral para o motorista e vinha com três sistemas de tração: Command Trac, Selec-Trac e Quadra-Trac.

O modelo chegou ao Brasil em 1994, quando o Brasil abria seu mercado para as importações. A versão Limited na cor preta e dourada era a mais procurada pelos consumidores endinheirados. Afinal, por aqui, poucas opções nesse segmento.

Tinha algumas unidades da Ford Explorer. Vendo que o mercado era promissor, a General Motors do Brasil lança em 1995 a Chevrolet Blazer. Derivada da picape S10 e bem menos sofisticada que a versão americana, a concorrente nacional, tendo em vista diferença de preço, chegaria em 1999 com a versão Executive, V6 e tração 4X4.

Segunda geração

O sucesso continuou com a segunda geração da Grand Cherokee em 1998. Com design ainda mais moderno e atualizado, a Jeep trouxe mais melhorias ao modelo. Incluindo uma suspensão melhorada e novos motores, como o V8 de 4.7 litros. Um pouco mais econômico. Uma das novidades era o sistema de tração nas quatro rodas, Quadra-Drive, que proporcionava transferência de torque progressiva e sensível à velocidade, mantendo o veículo em movimento com tração mínima.

Também havia uma nova transmissão, controlada eletronicamente, que produziu mudanças mais suaves e melhorou a economia de combustível.

Terceira geração

Mais uma vez renovado, o Grand Cherokee 2004 ganhou novidades tanto por dentro, como por fora. Essa geração trazia um design novo e mais atlético, com um interior mais luxuoso e tecnológico, três novos sistemas de tração integral, novos motores, suspensão totalmente nova e muito mais.

A terceira geração do modelo possuía dois novos motores: um V6 de 3,7 litros e o renomado HEMI V8 de 5,7 litros, que pela primeira vez equipava um Jeep. Além disso, havia três sistemas 4×4 exclusivos, o Quadra-Trac I, Quadra-Trac II e o Quadra-Drive II.

Também trazia sistema de entretenimento no banco traseiro, mais precisamente, composto por DVD player montado no console central, monitor LCD suspenso, controle remoto sem fio e dois fones de ouvido sem fio, que garantiam a diversão dos passageiros no banco traseiro.

Quarta geração

Depois de vender 4 milhões de unidades, o modelo 2011 do Grand Cherokee, era realmente um modelo novo.

Nesta geração, o SUV melhorou o seu desempenho e dirigibilidade. Uma das novidades era o Quadra-Lift, que oferecia a lendária capacidade off-road da Jeep, juntamente com o novo sistema Selec-Terrain, que permite escolher o sistema que melhor se adaptava às condições de condução com base no tipo de terreno. Além disso, os novos sistemas de suspensão independente na dianteira e na traseira proporcionavam uma melhora no conforto.

Também havia mais de 45 recursos de segurança e proteção, como controle eletrônico de estabilidade (ESC) recurso de partida remota do motor, sistema de detecção de ponto cego/cruzamento, Cruise Control Adaptativo e outros.

Quinta geração

A quinta geração, que está chegando ao Brasil, é sem duvida a mais refinada de todas. Além da capacidade 4×4, a Grand Cherokee 4Xe 2024 chega com muito conforto, tecnologia embarcada e motor híbrido plug-in.

 

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Fábrica da Stellantis em Pernambuco alcança a marca de 1,5 milhão de veículos produzidos

Inaugurado em 2015, o Polo Automotivo Stellantis de Goiana, em Pernambuco, acaba de alcançar a marca de 1,5 milhão de veículos produzidos.

O modelo que marcou essa grande conquista foi a recém-lançada picape Rampage, quinto veículo a ser produzido na planta. A planta fabril produz cinco modelos: os Jeep Renegade, Compass e Commander, a picape Fiat Toro e a picape Rampage.

Com capacidade de produção de 280 mil veículos por ano, o complexo exporta para a Argentina, Chile, Equador e México.

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Nova geração do Jeep Grand Cherokee será vendida no Brasil

Em 1994, desembarcava no Brasil o primeiro Jeep após a abertura das importações. O Grand Cherokee chegou trazendo conceitos de muito luxo, tecnologia e conforto que, até então, o Brasil não conhecia.

Agora, na sua quinta geração, o modelo retorna ao mercado nacional totalmente renovado e ainda mais sofisticado.

Lançado em 1992 no Salão de Detroit, numa ação cinematográfica, o SUV deixou a fábrica, cruzou a cidade e subiu as escadarias do Cobo Center.

A versão que será vendida em breve no Brasil será a híbrida plug-in, utilizando a plataforma 4xe.

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Super picape Ram1500 TRX 6.2L Supercharged V8 deixa de ser produzida

A Ram anunciou hoje o fim da produção da  picape 1500 TRX 6.2L Supercharged V8 no final do ano. Para homenagear a super picape, a Ram está lançando a Final Edition 2024.

A era a picape mais potente no segmento. Com um motor HEMI V8 de 6,2 litros com compressor, o “monstro” desenvolvia 711 cavalos de potência e 882 Nm. A velocidade máxima é limitada em 190 km/h. Combinado ao câmbio automático de oito marchas TorqueFlite de alta capacidade de torque, a Ram TRX arranca de 0 a 96 km/h em 4,5 segundos e faz o quarto de milha (0 a 402 m) em 12,9 segundos.

Preço
Ram 1500 TRX 6.2L Supercharged V8 Final Edition
US$ 119.625,00 (nos EUA)

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Fiat 500e é muito bem acabado e tem bom desempenho, mas a autonomia é pequena

A venda de veículos elétricos ainda é insignificante e o uso se restringe ao uso urbano. A falta de autonomia, pouquíssimos pontos de abastecimento e o preço são os responsáveis pela baixa demanda.

Apesar das dificuldades, para quem quer um city car muito divertido, com muito bom acabamento e sem poluir nada, o Fiat 500e é uma excelente opção. Depois que você tem contato com o pequeno da marca italiana, fica apaixonado.

O Fiat 500 é uma reestilização de um sucesso de vendas mundial dos anos 1950 e o foi lançado em 2007. Virou uma febre mundial. Compacta e muito atraente, a versão elétrica ganhou novas lanternas e faróis de LED, maçanetas embutidas e rodas de 17 polegadas muito elegantes. Em versão única, a Icon, topo de linha na Europa, tem acabamento muito sofisticado e uma generosa lista de equipamentos.

Entre alguns destaques estão o teto solar panorâmico, chave presencial, farol alto automático, ACC, retrovisores com desembaçador e freio de estacionamento elétrico.

Dentro

Por mais que tenha sido atualizado, ao entrar logo se identifica que está num 500. O espaço e o visual são muito semelhantes aos do 500 à combustão. O painel é muito agradável e completo. Além do quadro de instrumentos, o modelo tem mais uma tela de 7 polegadas com todos os ajustes necessários para agradar o motorista. Porta objetos, o pequeno tem bastantes, e como não tem câmbio, o meio fica mais livre.

Os confortáveis bancos dianteiros e a possibilidade de ajustar a altura contribuem para uma condução muito prazerosa. No banco traseiro cabem duas pessoas de estatura média.

Um detalhe muito interessante: para abrir a porta, tanto do lado de fora, como por dentro, basta apertar um botão. Muito legal e divertido.

Esperto

O Fiat 500e é muito ágil e ligeiro no trânsito urbano. Após apertar o botão que aciona o motor elétrico, é necessário apertar uma das três teclas do seletor do painel central. Esse tipo de seletor, muito mais prático, não é novidade, já era muito utilizado nos carrões norte-americanos dos anos 1950 e 1960. No uso do dia-a-dia, o certo é apertar o Normal.

O motor elétrico tem 118 cavalos e 22,4 kgfm de torque. Apesar de não ser muito potente, o 500e acelera de 0 a 100 quilômetros por hora em 8,9 segundos e atinge a máxima de 150 quilômetros por hora, limitada eletronicamente.

Com o seletor no modo Range, em que a regeneração é bem maior, é possível dirigir o Fiat 500e usando só o pedal do acelerador, já que a recuperação de energia freia o modelo.

Já o modo Sherpa deve ser utilizado quando se está com pouca bateria e precisa chegar a um ponto de abastecimento. Nesse modo, o 500e desliga o ar-condicionado e a velocidade fica limitada a 80 km/h. Vale lembrar que nos veículos elétricos, se a bateria chegar ao final, o carro para. E a única solução é rebocar.

Diferentemente do que é divulgado, a autonomia é de pouco mais de 220 quilômetros, lembrando que na estrada ele consome mais que na cidade e não tem regeneração dos freios com tanta frequência. Assim, tem que se planejar se for pegar uma estrada.

Para completar a bateria num eletroposto ultrarrápido, são mais ou menos 50 minutos, mas na energia caseira de 220 volts, a demora é de mais de 15 horas.

A estabilidade do pequeno italiano é muito boa e passa confiança mesmo em curvas mais ousadas. Os freios são outro ponto muito positivo, parando o modelo em espaços curtos e sem desvios.

Economia 

Como city car, o 500e é muito econômico e vale a pena. Levando em conta que uma pessoa roda menos de 40 quilômetros por dia numa grande cidade, é possível ficar uma semana sem abastecer. Hipoteticamente, uma recarga de energia ficaria em torno de R$ 30,00. A gasolina custaria cinco vezes mais.

Preço
R$ 225.000,00

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Fiat Strada atingue a marca de 400 mil unidades produzidas

O veículo mais vendido no Brasil, a Fiat Strada atingiu a impressionante marca de 400 mil unidades produzidas desde o lançamento de sua segunda geração, em 2020.

Se acumularmos desde o seu lançamento em 1998, já são mais de 2,1 milhões de picapes fabricadas.

Totalmente desenvolvida no Brasil, a Strada é fabricada no Polo Automotivo Stellantis, em Betim-MG.

Além do sucesso de vendas, a picape pequena foi a primeira com transmissão automática CVT.

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Coluna Fernando Calmon — Plano de incentivos fiscais ficou bem abaixo das expectativas

Coluna Fernando Calmon nº 1.259 — 11/7/23

Plano de incentivos fiscais ficou bem abaixo das expectativas

Os números de vendas em junho último e ao final do primeiro semestre (ler abaixo as estatísticas) demonstram que só vontade de acertar não é suficiente para dar um suporte crível ao mercado de veículos.

Para começar, houve uma falha de comunicação ao se insinuar a volta do “carro popular”. Comentei anteriormente que esse tipo de veículo não tinha a menor chance de ser recriado em razão de inexistirem as condições técnicas e de mercado dos anos de 1990.

Apesar de o programa federal reservar os maiores descontos aos subcompactos por sua economia de combustível, os melhores resultados ficaram com as picapes pequenas (+ 53%) e os hatches compactos (+ 20%). Subcompactos e SUVs compactos subiram apenas 5% e 11%, respectivamente.

O programa criado por Medida Provisória (MP) incluiu automóveis e comerciais leves, além de caminhões e ônibus. Dessa forma dois terços dos incentivos ficaram para segunda categoria cujos preços são muito maiores. Depois houve um reforço para a primeira categoria e ainda assim em apenas 30 dias os recursos para os estímulos se esgotaram.

Em razão da natural demora no estudo da MP houve grande retração nas vendas e acúmulo de estoques nos pátios dos fabricantes, o que obrigou a paralisação de várias linhas de montagem.

A lição que fica: é contraproducente anunciar um programa de duração tão curta, embora necessário. Afinal, com a taxação sobre veículos leves mais severa do mundo qualquer alívio compensa. Porém, por apenas um mês, perturba mais do que ajuda.

O Governo Federal já descartou outra revisão, mantendo apenas os incentivos para veículos pesados que devem durar no máximo mais três meses e sem nenhum reforço.

Neste mês de julho ainda haverá bons números a registrar porque cerca de 79.000 unidades vendidas deixaram de ser emplacadas em junho pelo acúmulo de serviços nos Detrans.

Mas tanto a Anfavea quanto a Fenabrave mantiveram as modestas previsões de crescimento em 2023 (entre 2% e zero, respectivamente, anunciadas em janeiro deste ano).

Agora as expectativas se voltam ao início de redução cadenciada da taxa básica de juros pelo Banco Central, em agosto. Haverá mais três reuniões até o fim do ano. O mercado de veículos continua altamente sensível aos custos dos financiamentos.

No entanto, o máximo que se pode desejar hoje é um feliz 2024.

Vencedores em 16 categorias no primeiro semestre do ano

Com as vendas de junho impulsionadas pelo curto programa de incentivos fiscais do Governo Federal houve reflexos no acumulado do primeiro semestre. O crescimento foi de 10% de veículos leves e pesados em relação ao mesmo período de 2022.

A normalização na produção levou o Onix de volta à liderança entre os hatches compactos. Mas o melhor desempenho foi do Polo que em apenas um ano passou de 1% para 19% no segmento graças à versão de entrada Track, deslocando o HB20 da segunda para a terceira colocação.

O Corolla chegou a uma participação recorde no histórico de classificação desta coluna desde o seu início em 1999: 81% entre 12 concorrentes. Mas também se destacaram os BMW Série 3/4 com 71% de nove concorrentes. A chegada da picape Montana afetou a ex-recordista de participação entre todos os segmentos: Strada já alcançou quase 80%, porém enfrentou um mergulho para “apenas” 57%, embora ainda lidere com folga.

Houve mais três vencedores no primeiro semestre deste ano frente ao resultado de 2022. Panamera superou o Taycan (numa “briga” em família entre os sedãs grandes da marca Porsche); Cayenne deixou para trás os BMW X5/X6; Tracker caiu para o terceiro lugar, entregando a liderança para o T-Cross que penou para superar o Creta: 13,5% de participação contra 13% do rival sul-coreano.

Criei agora mais duas categorias para acompanhar a evolução das novas tecnologias: híbridos e elétricos. Estas representam apenas 5,6% e 0,6%, respectivamente, das vendas totais de modelos leves. Corolla Cross e XC40, respectivamente, lideraram no primeiro semestre do ano.

Ranking da coluna tem critérios próprios e técnicos com classificação por silhuetas. Referência principal é distância entre eixos, além de outros parâmetros. Sedãs de topo (baixo volume) e monovolumes (oferta reduzida) ficam de fora. Base de pesquisa é o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). Citados apenas os modelos mais representativos (mínimo de dois) e de maior importância dentro do segmento. Compilação de Paulo Garbossa, da consultoria ADK.

Hatch subcompacto: Mobi, 53%; Kwid, 46%. Kwid avançou.

Hatch compacto: Onix, 22%; Polo, 19%; HB20/X, 17%; Argo, 16%; Yaris, 5,9% ; 208, 5,8%; C3, 5,7%; City, 3%; Sandero/Stepway, 2%. Volta a liderar o Onix.

Sedã compacto: Onix Plus, 38%; Cronos, 20%; HB20S, 10,5%; Virtus, 10,3%; City, 7%; Yaris, 6%; Versa, 4%; Logan, 1%; Ampliada a vantagem do líder.

Sedã médio-compacto: Corolla, 81%; Sentra, 8%; Jetta, 3%. Corolla avançou ainda mais.

Sedã médio-grande: BMW Série 3/4, 74%; Mercedes Classe C, 8%; Audi A5/S5/RS5, 7%. Líder incontestável.

Sedã grande: Panamera, 39%; Taycan, 32%; Han, 12%. Panamera de volta à liderança.

Esportivo: Mustang, 50%; BMW M3/M4, 40%; Challenger, 5%. Mustang manteve posição.

Esporte: 911, 57%; 718 Boxster/Cayman, 20%; F-Type, 6%. Inabalável o 911.

SUV compacto: T-Cross, 13,5%; Creta, 13%; Tracker, 12%; Renegade, 9,4%; Kicks, 9,3%; Pulse, 9,1%; Nivus, 8,8%; HR-V, 8,7%; Fastback, 7%; Duster, 5%; Tiggo 5x, 2%. Briga intensa pela liderança.

SUV médio-compacto: Compass, 46%; Corolla Cross, 32%; Taos, 10%. Compass firme.

SUV médio-grande: Commander, 29%, SW4, 19%; Tiggo 8, 10%. Líder com folga menor.

SUV grande: Cayenne, 23%; BMW X5/X6, 14%; XC90, 13%. Cayennne recupera liderança.

Picape pequena: Strada, 57%; Saveiro, 21%; Montana, 16%. Strada, líder, encolhe um pouco.

Picape média (carga 1.000 kg): Toro, 30%; Hilux, 25%; S10, 16%. Liderança mantida da Toro.

Híbridos: Corolla Cross, 19%; Corolla, 12%; Tiggo 5x, 8%.

Elétricos: XC40, 28%; Yuan Plus, 13%; C40, 9%.

 

 

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Fiat reduz preço público de toda linha diesel da Toro em R$20 mil

A segunda picape mais vendida do Brasil, a Fiat Toro, teve seu preço reduzido R$20 mil nas versões Volcano Turbo Diesel, Ranch e Ultra. A redução não mexeu com a lista de equipamentos oferecida no modelo.

A Toro com motor turbo diesel vem com tração 4X4, câmbio automático de nove marchas e faróis Full LED, além de central multimídia touchscreen de até 10.1” com Apple CarPlay wireless e Android Auto wireless.

Confira os novos preços
Toro Volcano Turbodiesel 4×4 AT9 2023: R$ 188.590
Toro Ranch Turbodiesel 4×4 AT9 2023: R$ 205.790
Toro Ultra Turbodiesel 4×4 AT9 2023: R$ 206.890

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