Ford

Ford Ranger continua o veículo mais importante da marca no Brasil

A Ford registrou em julho o melhor mês de vendas dos últimos três anos, com 4.279 emplacamentos. A marca comemora também o bom desempenho acumulado no ano, com o total de 23.968 unidades, um crescimento de 68% comparado ao mesmo período do ano passado.

A Ranger, carro-chefe da marca, apresentou um crescimento de mais de 58% no ano e consolidou a sua posição como vice-líder das picapes médias. O Bronco Sport e a Maverick foram outros modelos que contribuíram para esse resultado.

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Coluna Fernando Calmon — Quem ganhou e quem perdeu no primeiro semestre do ano

Coluna Fernando Calmon nº 1.311 — 24/7/2024

 

Quem ganhou e quem perdeu no primeiro semestre do ano

Na classificação entre os 16 segmentos do mercado brasileiro, estudo tradicional organizado desde 1999, a novidade é o desempenho dos híbridos e elétricos chineses. O elétrico Seal, por exemplo, dominou quase 90% entre os sedãs grandes. BYD emplacou 21% entre os híbridos com o Song Plus e 31% dos elétricos com o Dolphin. No entanto, todos os modelos elétricos somados representaram apenas 2,9% do total das vendas.

Outros modelos predominantes no mercado que alcançaram mais de 50% de participação foram Corolla (72%), BMW Séries 3/4 (68%), Strada (56%) e 911 (54%). Ainda merecem destaques os BMW M2 e M3/M4 que somados responderam por 55% entre os esportivos.

As disputas pela liderança continuaram muito fortes. Mas enquanto o Polo consolidou-se entre os compactos, outro produto da marca alemã por muito pouco deixou de seguir na ponta, pois o T-Cross somou 11,5% das vendas contra 11,2% do Creta. Foram apenas 987 unidades de diferença no semestre ou 164 unidades por mês em média.

Outras lutas equilibradas: Compass (31%) e Corolla Cross (30%) com uma diferença média de 157 unidades a cada mês. Os chineses por seu lado protagonizaram uma boa batalha entre os híbridos. Song Plus venceu o H6 por uma diferença mensal de 166 unidades. Dolphin Mini, entre os elétricos, ficou apenas dois pontos percentuais atrás do Dolphin ou 92 unidades por mês ao longo do semestre. Graças à chegada do Dolphin Mini de cinco lugares, agora em agosto, o compacto deve liderar no balanço final de 2024.

Ranking da coluna tem critérios próprios e técnicos com classificação por silhuetas. Referência principal é distância entre eixos, além de outros parâmetros. Sedãs de topo (baixo volume) e monovolumes (oferta reduzida) ficam de fora. Base de pesquisa é o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). Citados apenas os modelos mais representativos (mínimo de dois) e de maior importância dentro do segmento. Compilação de Paulo Garbossa, da consultoria ADK.

Hatch subcompacto: Mobi, 48%; Kwid, 38%; Dolphin Mini, 14%. Elétrico entra na disputa.

Hatch compacto: Polo, 26%; Onix, 19,4%; HB20/X, 18,7%; Argo, 17,7%; Yaris, 6%; C3, 4,5%; 208, 4,4%; City, 3%. Líder Polo avançou.

Sedã compacto: Onix Plus, 30%; Cronos, 17%; Virtus, 15%; HB20S, 14,8%; Yaris, 10%; City, 6,2%; Versa, 6%; Logan, 1%. Onix Plus ainda firme.

Sedã médio-compacto: Corolla, 72%; Sentra,11%; Jetta, 7%. Corolla longe de ameaças.

Sedã médio-grande: BMW Série 3/4, 68%; Mercedes Classe C, 17%; Audi A5/S5/RS5, 5,5%. Mantida folga dos BMW.

Sedã grande: Seal, 87%; Panamera, 8%; Taycan, 3%. Elétrico Seal, amplo domínio.

Esportivo: BMW M2, 29%; BMW M3/M4, 26%; Mustang, 20%. BMW se impôs.

Esporte: 911, 54%; 718 Boxster/Cayman, 34%; Corvette, 4%. Território consolidado Porsche.

SUV compacto: T-Cross, 11,5%; Creta, 11,2%; Tracker, 10,6%; Kicks, 10,3%; Nivus, 9,5%; Renegade, 8,6%; HR-V, 8%; Fastback, 8%; Pulse, 7%; Tiggo 5x, 5%; Duster, 4%; T-Cross quase perde a ponta.

SUV médio-compacto: Compass, 31%; Corolla Cross, 30%; Tiggo 7, 13%. Compass sob ameaça.

SUV médio-grande: Song Plus, 19%; H6, 17%; SW4, 15%. Novo líder é híbrido plugável.

SUV grande: Cayenne, 21%; BMW X5/X6, 19%; XC90, 13%. Cayenne volta à ponta.

Picape pequena: Strada, 56%; Saveiro, 24%; Montana, 13%. Nada ameaça Strada.

Picape média (carga 1.000 kg): Toro, 23%; Hilux, 22%; Ranger, 13%. Toro por um fio.

Híbridos: Song Plus, 21%; H6, 19%; Corolla Cross, 15%. Liderança apertada.

Elétricos: Dolphin, 31%; Dolphin Mini, 29%; Ora 3%, 12%. Amplo domínio BYD.

 

Marcas no exterior desaceleram planos para elétricos

Não se trata de movimento generalizado ou muito profundo, porém denota prudência entre os fabricantes que se apegaram com grande ardor ao lançamento de vários modelos de VE (veículos elétricos) ao redor do mundo. O fato de desaceleração das vendas, que ocorre este ano, acendeu uma luz amarela com tendência para vermelho.

Mesmo na China, onde há a maior concentração de produção de VE no mundo, já se conclui que há marcas demais apostando todas as fichas. O suporte do governo com subsídios explícitos ou ocultos pode arrefecer sem aviso prévio. A ordem agora é exportar a qualquer custo. Pode ser um sinal de que o mercado interno não permaneceria tão exuberante e a atual guerra de preços pode dizimar muitos fabricantes estimados em mais de 100.

Cautela parece ser palavra de ordem e não faltam exemplos. A Ford foi uma das primeiras a comunicar mudança de planos tanto nos EUA quanto na Europa. No continente europeu a empresa americana admitiu que as ações eram ambiciosas demais. Marin Gjaja, CEO de eletrificação, disse que os clientes da marca deixaram antever este cenário. Nos EUA, já se tinha anunciado que uma fábrica projetada para veículos elétricos irá produzir mesmo picapes com motor a combustão.

A Porsche reconheceu seu otimismo além da conta. Agora admitiu um ajuste às respostas sinalizadas pelos compradores. No semestre recém-encerrado a queda nas vendas do Taycan, seu primeiro elétrico, foi de 51% na Europa, EUA e China. Aqui, vendeu apenas 69 unidades no primeiro semestre, apesar de que em 2021 tornou-se o primeiro modelo elétrico a liderar um segmento (sedãs grandes) no ranking da coluna.

Mercedes-Benz, altamente entusiasmada com VE, também mudou de ideia e decidiu olhar para híbridos plugáveis. BMW sempre disse continuar a fornecer o que o mercado pede e isso inclui modelos com motores de combustão interna (MCI).

A GM igualmente voltou atrás e decidiu investir em modelos híbridos plugáveis em tomada nos EUA. A filial brasileira pegou o gancho da matriz e anunciou híbridos convencionais para os mercados interno e externo. Stellantis e VW já seguiam a mesma diretriz. Elétricos, claro, estão nos planos das três maiores, embora nenhuma acene uma previsão de data.

Neste cenário confuso quem se destaca positivamente é a Renault que criou a divisão Horse específica para MCI. CEO do grupo francês, Luca de Meo, tem insistido junto à União Europeia que o ano de 2035 fixado para o fim das vendas de MCI necessita de “flexibilidade”.

Polo GTS resgata clássico modo de dirigir com alma

Refinamento do Polo GTS é parte do sucesso do hatch que assumiu e manteve a liderança neste segmento (21% do total do mercado) que só perde em importância para os SUVs compactos (25%). Esta versão tem preço de R$ 153.790, realmente salgado, e se torna um limitador em suas vendas para algo em torno de 5% da linha.

Para começar, o motor turbo flex, 1,4-L, 150 cv e 25,5 kgf·m (ambos os combustíveis) é suficiente para acelerar de 0 a 100 km/h em 8,3 s, mais rápido entre os hatches. O câmbio é automático epicíclico de seis marchas e trocas por borboletas no volante. Câmbio manual descartado reflete os tempos atuais. Não chega a colar as costas no banco, porém garante uma diferenciação frente aos outros hatches. Instigante mesmo, o ronco do motor.

As suspensões mais firmes com molas, amortecedores e barra antirrolagem específicas para esta versão dão conta do recado, sem que chegue a incomodar quanto ao conforto de marcha. Necessário ter algum cuidado adicional com buracos em razão dos pneus de perfil baixo 205/45 R18. Velocidade máxima declarada de 205 km/h.

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Novo Mustang tem detalhes que só seus compradores vão ver

Quase todos os compradores que na pré-venda adquiriram a sétima geração do  Mustang GT Performance já receberam o veículo. Além de novidades no design, na tecnologia e na performance, o esportivo traz algumas surpresas que só são reveladas com um olhar mais atento.

São os “easter eggs”, detalhes criados pelos designers para personalizar o produto, homenageando o legado e a rica história das diferentes gerações do clássico que este ano está comemorando o 60º aniversário.

Apesar desse spoiler, não faltam descobertas para quem dirige o novo Mustang GT Performance. A potência e o ronco do motor Coyote V8 de 488 cv, o cockpit digital, os modos de direção ajustáveis e o inédito freio de estacionamento eletrônico para manobras de drifting são recursos que levam a um novo patamar o seu prazer de dirigir.

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Coluna Histórias & Estórias – Por Chico Lelis

Carros e eu. Um começo diferente

 Minha carreira, extra oficial, como jornalista teve início na Revista da Orla, em 1968 e oficialmente em e centenária “A Tribuna”, de Santos,  no ano seguinte, na Sucursal do jornal, em São Vicente, a Célula Mater da Nacionalidade.

Mas o meu primeiro contato profissional com o automóvel, em 1973, não se deu da maneira normal, ou seja, ajustando o banco, espelhos, colocando o cinto de segurança, à época ainda só abdominal. Não, foi por intermédio de um texto via telex, enviado por uma fabricante, como título: GM trás caixa de câmbio para o Chevette de avião.

Acontece que o fabricante local teve algum problema e não estava conseguindo a demanda necessária para a fábrica produzir o carro que fora lançado meses antes. Como eu era o repórter da área de Economia, tendo como mestre o meu querido amigo José Rodrigues. que infelizmente já nos deixou. (Tem outro jornalista, Zé Rodrigues, querido amigo também, com quem, felizmente, ainda podemos brindar um bom vinho). E coloquei como título da pequena nota: “O Boeing da GM”. Pronto, entrei para o setor.

Minhas memórias levam-me logo mais adiante, deste feita presencialmente (uma prática pouco usada atualmente. Não? (Parece que hoje a presença humana incomoda quem promove eventos e a maioria prefere fazer lançamento pela Internet. Pena!). Fomos convidados para o lançamento da “pedra fundamental” da primeira fábrica da Fiat, fora da Itália.

Uma emoção forte. Iria para um evento que, pela minha primeira vez, exigia terno e gravata. E não era para menos, lá estariam, em Betim (MG), além do governador do estado, Rondon Pacheco, o il Gran Capo da Fiat, Giovanni Agnelli. Pela segunda vez, não tive que apertar o cinto (salvo no avião) ou ajustar espelhos e bancos.

Daí, veio o convite do meu amada o amigo Sérgio Aparecido (que também já nos deixou e que era o melhor cover do Elvis, a quem adorava, que eu já vi/ouvi) para substituí-lo na Assessoria de Imprensa da Ford, onde tive como chefe o mestre Luís Carlos Secco, a quem devo os melhores ensinamentos na área de assessoria. Eu já havia herdado do Sérginho sua máquina Remington no jornal e segui seu rastro no setor automobilístico. Da Ford ele foi para a Scania.

Ali sim, tive meus primeiros contatos com o automóvel, regulando cinto, bancos, espelhos da Belina II, da qual participei do lançamento; Maverick 4 portas e motor 6 cilindros (do Jeep, que equipou, entre outros, da Rural) de incalculável fracasso, ofuscado pelo sucesso do “Maverickão” V8.

Da Ford fui para a Goodyear, levado pelo meu querido amigo (que, infelizmente, também não está mais entre nós) Mathias Petrich, que saíra da Ford. Fiquei lá um ano e fui para o Globo (Sucursal São Paulo). Aí, sim, passei a “cobrir” a indústria automobilística e auxiliar o Fernando Mariano a fazer o caderno de veículos do jornal carioca.

Aí foi um festival de ajuste de cintos, espelhos e bancos. Dezenas de carros novos passaram pelas minhas mãos e conheceram o peso (sempre com responsabilidade, do meu pé direito) como o Gol, campeão de vendas no Brasil, que nenhum outro carro superou.

Dali, de O Globo, a convite do querido André Beer (outro que já se foi) fui para a GM. De 1983 a 2001 sendo um dos responsáveis, na área de Imprensa, por todos os lançamentos da fábrica. Monza 4 portas, Kadett, Vectra, Corsa, Astra, Zafira, Omega (não nesta ordem) e suas diversas versões foram todos eles. E nesses sim, andei muito e conheci a fundo cada um deles. Consegui que a Engenharia permitisse que nós, de Imprensa da fábrica, participássemos das viagens de avaliação que eram feitas pelo Brasil antecedendo os lançamentos. Na segunda viagem, até o pessoal da agência de propaganda (MacCann Erickson), além do Marketing, foi. A justificativa: era mais fácil, para eles e para nós, escrever e fazer a campanha, conhecendo melhor cada carro.

De todos eles, o de maior sucesso foi o Corsa, que obrigou o vice-presidente, André Beer,  ir para a TV, durante o Jornal Nacional (TV Globo) pedir para que as pessoas parassem de procurar pelo carro, pagando ágio para conseguir compra um, pois a GM estava aumentando sua produção para atender a demanda. Houve um erro nos estudos da fábrica que não esperava pela enorme procura do carro.

Lembro que em um daqueles anos, A GM disputava com a Volkswagen, e A Fiat, qual seria o fabricante a lançar o primeiro modelo com injeção eletrônica, uma cobrança do mercado para melhorar performance e diminuição da poluição causada pelos veículos. Ganhou a Fiat, com o Uno Mille. Os italianos sempre foram mais rápidos no quesito decisão, deixando os norte-americanos e alemães para trás.

Depois de 18 anos de GM, saí porque sentia mudanças no setor, onde o ser humano não mais seria tão necessário no relacionamento fabricante/Imprensa, como as coisas estão hoje, com um distanciamento inconcebível para quem, como eu, preza pelo relacionamento humano, como me ensinaram minha vó Eva e a minha mãe Olinda, amadas.

Fiz alguns frilas, inclusive como consultor da Portugal Telecom, onde realizei alguns trabalhos, com a supervisão, do querido amigo e compadre, Paulo Figueiredo (que encontro com regularidade) da agência A4.

Em 2004, a convite de outro querido amigo, Moisés Rabinovici, fui editar o DCarro, caderno de veículos do Diário do Comércio, da Associação Comercial de São Paulo, dirigida pelo estimado Guilherme Afif Domingos, hoje braço direito do governador de SP, Tarcísio de Freitas.

No DCarro continuei ajustando cintos, espelhos e bancos, com a ajuda da Alzira Rodrigues (ex O Globo e sucursal do Estadão no ABC) e do Anderson Cavalcante (recém-formado em Jornalismo e apresentado pela Márcia Rodrigues, colega na redação do Diário). Foram quatro anos de profissionalismo e de uma amizade que rende até hoje.

E como editor do DCarro pude participar de grandes lançamentos e destaco aqui o do Cinqüecento (Fiat 500), uma paixão de carro. O lançamento foi em Turim, terra natal da Fiat. Dois acontecimentos, além da festa de apresentação do carro, em pleno rio Pó, foi maravilhosa! A Fiat convidou todos os proprietários do modelo antigo do 500 para irem à festa em Turim. Milhares atenderam ao pedido, invadindo Turim, que obrigou a prefeitura liberar o estacionamento nas calçadas da cidade.

O outro acontecimento, que já contei em minhas colunas, foi que, no teste drive, pelas ruas da terra da Fiat, eu e meu amado amigo Antônio Fraga nos “perdemos”, claro que propositalmente e ignorando o mapa, rodamos pelas estrada ao redor da Turim e só chegamos de volta ao local de partida, quando o pessoal da organização já desmontava tudo e pensava em pedir ajuda da polícia para nos encontrar.

Foram anos daquilo que, estou certo , realizei um bom trabalho e que, principalmente, fiz muitos amigos e amigas, com quem faço questão de manter contato sempre, lamentando a ausência dos muitos que se foram. Por que acho que o que vale nesta nossa vida é a amizade, como me ensinaram minha avó e minha mãe.

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Com uma van Ford vence o Festival Goodwood de Velocidade 2024

A van elétrica Ford SuperVan 4.2 , desenvolvida pela Ford Performance, divisão de veículos especiais e de competição da marca, foi a grande vencedora do Festival Goodwood de Velocidade 2024, realizado neste final de semana no Reino Unido. O bólido completou a famosa subida de cerca de 1,9 km em 43,98 segundos – mais de dois segundos à frente do segundo colocado.

Ela foi pilotada por Romain Dumas, bicampeão das 24 Horas de Le Mans e agora tricampeão do Festival de Goodwood, que recentemente conquistou outros marcos com a SuperVan 4.2. Em 2023, ele quebrou o recorde na Subida Internacional de Pikes Peak, nos EUA, e este ano estabeleceu um triplo recorde em Bathurst, na Austrália: volta mais rápida de veículo com roda fechada, de veículo comercial e de veículo elétrico, acelerando a mais de 300 km/h.

No mês passado, Romain Dumas chegou também à sua quinta vitória na subida de Pikes Peak com a Ford F-150 Lightning SuperTruck, superpicape elétrica de demonstração. Em Goodwood, a pista não permite velocidades tão altas e a habilidade do piloto tem um peso importante, margeando as paredes de pedra nas curvas.

Não é comum ver um veículo de carga disputar uma prova de velocidade, mas em termos de desempenho a SuperVan 4.2 está muito mais próxima de um supercarro. Em vez de um motor a diesel eficiente, seus três motores elétricos alimentados por bateria de alta tensão geram uma potência combinada de 1.400 cv.

O amplo espaço de carga dá lugar a uma traseira recortada com asas gigantes no teto e um enorme difusor na parte inferior. Na frente, ela traz um divisor gigante e trocador de calor. A downforce gerada a 240 km/h é de cerca de duas toneladas.

“Foi muito divertido como sempre, Goodwood é simplesmente incrível. A duas curvas do final, eu estava bem perto da parede, então estava forçando bastante, devo dizer”, disse Dumas. “É bastante impressionante andar a esta velocidade em uma área pequena, mas, novamente, foi muito divertido. Estou muito feliz por termos vencido”.

Mais do que vencer corridas, o programa de protótipos elétricos da Ford é um laboratório para o aprimoramento de tecnologias para os seus carros de rua.

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Toyota domina a etapa brasileira do Mundial de Endurance

Depois de perder as 24 Horas de Le Mans para a Ferrrari, a Toyota se recuperou e venceu a Rolex 6 Horas de São Paulo do FIA WEC, o Campeonato Mundial de Endurance. Interlagos foi palco de um domingo (14 de julho) de sol e de um triunfo consagrador para a Toyota. No cenário da primeira vitória da fabricante japonesa na categoria, há 12 anos, Sébastien Buemi, Ryo Hirakawa e Brendon Hartley cruzaram a linha de chegada na frente com o GR010 – Hybrid #8, faturando assim o primeiro lugar da tripulação no ano.

O cenário só não foi perfeito para a Toyota porque o carro #7, pilotado por Kamui Kobayashi, Nyck de Vries e Mike Conway apresentou um problema na bomba de combustível e perdeu a chance de lutar pelo primeiro lugar. Mesmo assim, o trio finalizou em quarto após ter caído para 18º.

O dia foi de glória também para a Manthey Pure Rxcing, que conquistou sua segunda vitória na temporada na classe LMGT3, repetindo o feito obtido na Qatar Airways 1812 Km do Qatar, prova que abriu o calendário. A bordo do Porsche 911 GT3 R #92, o trio formado por Klaus Bachler, Joel Sturm e Aliaksandr Malikhin dominou boa parte da prova, sobretudo depois de ver o abandono da Lamborghini Huracan #85 da Iron Dames por conta de um vazamento de água.

Quem também teve motivos para comemorar foi o brasileiro Nicolas Costa, que ao lado dos companheiros de equipe James Cottingham e Grégoire Saucy conquistou o quarto lugar na classe com a McLaren 720S Evo #59 da United Autosports.

Pouco depois do término da prova, Nicolas Costa destacou o resultado obtido em Interlagos, embora tenha lamentado ter ficado tão perto do pódio. “A corrida foi muito legal, embora tivéssemos alguns problemas técnicos e punições que não nos permitiram subir ao pódio. Tiramos o máximo que podíamos do carro, com a condição que tínhamos. Chegamos pertinho do pódio, o que é um pouco chato. Queria muito levantar o troféu aqui no Brasil. Mas, no fim das contas, acho que a corrida foi ótima. Acho que era a melhor posição possível hoje. A briga foi dura, com alguns dos melhores pilotos do mundo, e conseguimos segurar, o que foi muito legal”, disse o brasileiro.

Foi um domingo de concretização do sonho de muitos amantes do automobilismo, que viram novamente um evento do Campeonato Mundial de Endurance no Brasil após uma década. O público total ao longo dos três dias do fim de semana foi de 73.205 espectadores.

Pouco antes da largada, mais de 200 artistas se apresentaram em frente à reta dos boxes, entre capoeiristas, break dancers, bailarinos e músicos, que abriram a cerimônia de abertura da prova com um repertório diverso e brasileiro, da Orquestra Experimental de Repertório, Coro Jovem e do artista Mbé. A apresentação antecedeu a exibição da Esquadrilha da Fumaça, que emocionou e impressionou os fãs presentes.

Com bandeirada dada por Tarso Marques, ex-piloto da Fórmula 1 e Indy, a Rolex 6 Horas de São Paulo teve sua largada oficializada, trazendo ao público um espetáculo oferecido pelos carros mais incríveis e tecnológicos do planeta.

Domínio em Interlagos

A Toyota deu as cartas desde a largada. As primeiras horas apontavam para um quadro de dobradinha, tamanha era a força dos GR010 – Hyvbrid perante os adversários. Entretanto, um problema na bomba de gasolina do carro #7 fez cair por terra a chance de um resultado perfeito.

E ainda que o protagonismo do Toyota #8 tivesse sido notório, a prova rendeu batalhas espetaculares, algumas delas até com três hypercars lado a lado. Outra marca da prova foi o tráfego intenso, proporcionado pelo mix de 37 carros no grid na pista mais curta do calendário, de 4.309 metros de extensão.

Algumas disputas foram bem interessantes, como os pegas envolvendo Yifei Ye (AF Corse) com Nicolas Lapierre (Alpine) e Raffaele Marciello (BMW) e outra boa briga com Oliver Rasmussen (Hertz Team JOTA) e Mikkel Jensen (Peugeot TotalEnergies).

Pouco antes da bandeirada final, Kamui Kobayashi consolidou grande recuperação do Toyota #7 ao fazer ultrapassagem sobre a Ferrari pilotada por Alessandro Pier Guidi na entrada do S do Senna para terminar na quarta colocação, ficando atrás apenas do Toyota #8 e dos dois Porsche 963 da Porsche Penske Motorsport: Kevin Éstre, André Lotterer e Laurens Vanthoor terminaram em segundo lugar com o #6, seguido pelo #5 guiado por Matt Campbell, Michael Christensen e Frédéric Makoviecki.

“Tivemos um bom fim de semana. É nosso primeiro pódio do ano para o carro #8, e acho que, de alguma forma, merecemos isso. Pena somente pelos nossos colegas do #7, que foram bem rápidos hoje. Ainda deu para eles conseguirem se recuperar, também. E conseguimos vencer”, destacou Sébastien Buemi, endossado por Brendon Hartley. “O carro #7 estava voando, mas eles tiveram um problema. Do nosso lado, fizemos uma corrida limpa e garantimos a vitória”, acrescentou.

A última vitória até então do Toyota #8 havia sido nas 8 Horas do Bahrein de 2023. O fim do jejum foi comemorado por Ryo Hirakawa. “Ficamos muito tempo sem vencer e estamos felizes por voltarmos ao topo. Acho que fizemos um bom trabalho, então temos de estar bem contentes”, declarou o japonês.

Triunfo contundente

A LMGT3 também entregou uma grande corrida em Interlagos. A Iron Dames liderou a primeira hora completa da prova com a pole position Sarah Bovy, mas a belga foi ultrapassada minutos depois por Aliaksandr Malykhin, piloto de graduação bronze da Manthey Pure Rxcing. Desde então, a equipe lituana não foi mais superada na ponta da categoria.

A Iron Dames lutou pelo segundo lugar com o Aston Martin Vantage AMR #27 da Heart of Racing, naquele momento guiada pelo italiano Daniel Mancinelli. Mas o time feminino teve de dar adeus à prova depois de Rahel Frey recolher para os boxes com vazamento de água no carro. Fim do sonho das “Damas de Ferro” de buscar o pódio em Interlagos.

Os dois ponteiros se mantiveram em tais posições até o fim da prova, com mudanças somente durante as trocas de pneus e reabastecimentos promovidos pelas equipes. A batalha passou a se concentrar nas demais colocações.

Ao término da quarta hora, a prova reservou ainda a entrada de Valentino Rossi na BMW M4 #46, assumindo o lugar do belga Maxime Martin. Foi a primeira participação da lenda do esporte a motor na corrida em Interlagos, assim como foi para Nicolas Costa, que substituiu Grégoire Saucy na McLaren #59. Pouco depois, o carioca subiu para a quarta colocação da prova, logo à frente do argentino José María “Pechito” López.

O início da penúltima hora de prova teve como grande marca o duelo entre “Pechito” López e Valentino Rossi, com direito a um toque entre os dois. ‘Il Dottore’ fez a ultrapassagem sobre o argentino na entrada do S do Senna, em um dos grandes momentos da corrida. E nas voltas finais outro bom destaque foi o duelo entre Nicolas Costa e Maxime Martin, que havia assumido de volta o volante da BMW M4 #46 para o stint final. À frente, o carioca resistiu à pressão do europeu para conquistar um resultado positivo correndo em casa, repetindo assim o quarto lugar obtido na TotalEnergies 6 Horas de Spa-Francorchamps, em maio.

A Manthey Pure Rxcing consolidou um triunfo contundente, com uma volta de vantagem sobre a Aston Martin #27 da Heart of Racing, equanto a McLaren 720S Evo LMGT3 pilotada pelo japonês Marino Sato, o chileno Nicolás Pino e o britânico Joshua Caygill subiu ao terceiro degrau do pódio em São Paulo. Nicolas Costa alcançou o quarto lugar, mas Augusto Farfus não teve a mesma sorte: em um fim de semana complicado, o paranaense terminou a prova em décimo ao lado de Sean Gelael e Darren Leung com a BMW M4 LMGT3 #31 do Team WRT.

Apesar da sólida vitória lograda na capital paulista, Klaus Bachler foi enfático: “A equipe fez uma estratégia incrível, então temos de estar felizes. Mas não foi fácil, ao contrário. Foi a corrida mais difícil da temporada para nós até agora. Fizemos uma preparação tão boa como foi para Le Mans. Sofremos um grande revés lá, mas agora estamos de volta”, disse o austríaco, que agora tem seu trio novamente na liderança do campeonato.

A próxima etapa da temporada será disputada em 1º de setembro com a Lone Star Le Mans, prova de seis horas realizada no Circuito das Américas, em Austin, no Texas, Estados Unidos.

E o fã brasileiro e sul-americano do automobilismo já tem data marcada para reencontrar com os carros mais fantásticos do mundo no FIA WEC. A Rolex 6 Horas de São Paulo de 2025 vai acontecer entre os dias 11 e 13 de julho de 2025, no Autódromo de Interlagos.

FIA WEC — Campeonato Mundial de Endurance
Rolex 6 Horas de São Paulo, Autódromo de Interlagos

Resultado final
Classe Hypercar
1º – Sébastien Buemi (SUI) / Brendon Hartley (NZL) / Ryo Hirakawa (JAP) – Toyota GR010 – Hybrid #8, Toyota, 236 voltas
2º – Kévin Estre (FRA) / André Lotterer (ALE) / Laurens Vanthoor (BEL) – Porsche 963 #6, Porsche Penske Motorsport, a 1min08s811
3º- Matt Campbell (AUS) / Michael Christensen (DIN) / Frédéric Makowiecki (FRA) – Porsche 963 #5, Porsche Penske Motorsport, a 1min15s993
4º – Mike Conway / Kamui Kobayashi (JAP) / Nyck de Vries (HOL) – Toyota GR010 – Hybrid #7, Toyota, a 1min23s571
5º – Antonio Giovinazzi (ITA) / Alessandro Pier Guidi (ITA) / James Calado (GBR) – Ferrari 499P #51, Ferrari AF Corse, a 1min27s395
6º – Antonio Fuoco (ITA) / Miguel Molina (ESP) / Nicklas Nielsen (DIN) – Ferrari 499P #50, Ferrari AF Corse, a 1 volta
7º – Jenson Button (GBR) / Oliver Rasmussen (DIN) / Philip Hanson (GBR) – Porsche 963 #38, Hertz Team JOTA, a 1 volta
8º – Jean-Éric Vergne (FRA)/ Mikkel Jensen (DIN) / Nico Müller (SUI) – Peugeot 9X8 #93, Peugeot TotalEnergies, a 1 volta
9º – Dries Vanthoor (BEL) / Raffaele Marciello (ITA) / Marco Wittmann (ALE) – BMW M Hybrid V8 #15, BMW M Team WRT, a 1 volta
10º – Nicolas Lapierre (FRA) / Mick Schumacher (ALE) / Matthieu Vaxivière (FRA) – Alpine A424 #36, Alpine Endurance Team, a 2 voltas
11º – Robert Kubica (POL) / Yifei Ye (CHN) / Robert Shwartzman (ISR) – Ferrari 499P #83, AF Corse, a 2 voltas
12º – Paul-Loup Chatin (FRA) / Charles Milesi (FRA) / Ferdinand Habsburg (AUT) – Alpine A424 #35, Alpine Endurance Team, a 2 voltas
13º – Earl Bamber (NZL) / Alex Lynn (GBR) – Cadillac V-Series.R #2, Cadillac Racing, a 2 voltas
14º – Sheldon Van der Linde (AFS) / Robin Frijns (HOL) / René Rast (ALE) – BMW M Hybrid V8 #20, BMW M Team WRT, a 2 voltas
15º – Neel Jani (SUI) / Julien Andlauer (FRA) – Porsche 963 #99, Proton Competition, a 2 voltas
16º – Stoffel Vandoorne (BEL) / Loïc Duval (FRA) / Paul Di Resta (GBR) – Peugeot 9X9 #94, Peugeot TotalEnergies, a 2 voltas
17º – Mirko Bortolotti (ITA) / Daniil Kvyat / Edoardo Mortara (ITA) – Lamborghini SC63 #63, Lamborghini Iron Lynx, a 2 voltas
18º – Will Stevens (GBR) / Norman Nato (FRA) / Callum Ilott (GBR) – Porsche 963 #12, Hertz Team JOTA, a 3 voltas
19º – Antonio Serravalle (CAN) / Carl Wattana Bennett (TAI) / Jean-Karl Vernay (FRA) – Isotta Fraschini Tipo6-C #11, Isotta Fraschini, abandonou

Classe LMGT3
1º – Klaus Bachler (AUT) / Joel Sturm (ALE) / Aliaksandr Malykhin (SKN) – Porsche 911 GT3 R LMGT3 #92, Manthey Pure Rxcing, 214 voltas
2º – Ian James (EUA) / Daniel Mancinelli (ITA) / Alex Riberas (ESP) – Aston Martin Vantage AMR LMGT3 #27, Heart of Racing Team, a 1 volta
3º- Nicolás Pino (CHI) / Marino Sato (JAP) / Joshua Caygill (GBR) – McLaren 720S LMGT3 Evo #95, United Autosports, a 1 volta
4º – Grégoire Saucy (SUI) / Nicolas Costa (BRA) / James Cottingham (GBR) – McLaren 720S LMGT3 Evo #59, United Autosports, a 2 voltas
5º – Maxime Martin (BEL) / Valentino Rossi (ITA) / Ahmad Al Harthy (OMA) – BMW M4 LMGT3 #46, Team WRT, a 2 voltas
6º – Alessio Rovera (ITA) / François Heriau (FRA) / Simon Mann (EUA) – Ferrari 296 LMGT3 #55, Vista AF Corse, a 2 voltas
7º – Ben Barker (GBR) / Ryan Hardwick (EUA) / Zacharie Robichon (CAN) – Ford Mustang LMGT3 #77, Proton Competition, a 2 voltas
8º – Charlie Eastwood (IRL) / Tom Van Rompuy (BEL) / Rui Andrade (ANG) – Corvette Z06 LMGT3.R #81, TF Sport, a 2 voltas
9º – Marco Sørensen (DIN) / Erwan Bastard (FRA) / Clément Mateu (FRA) – Aston Martin Vantage AMR LMGT3 #777, D’Station Racing, a 2 voltas
10º – Augusto Farfus (BRA) / Sean Gelael (IDN) / Darren Leung (GBR) – BMW M4 LMGT3 #31, Team WRT, a 3 voltas
11º – Esteban Masson (FRA) / Takeshi Kimura (JAP) / José María López (ARG) – Lexus RC F LMGT3 #87, Akkodis ASP Team, a 3 voltas
12º – Richard Lietz (AUT) / Morris Schuring (HOL) / Yasser Shahin (AUS) – Porsche 911 GT3 R LMGT3 #91, Manthey EMA, a 4 voltas
13º – Dennis Olsen (NOR) / Mikkel Pedersen (DIN) / Christian Ried (ALE) – Ford Mustang LMGT3 #88, Proton Competition, a 5 voltas
14º – Matteo Cressoni (ITA) / Claudio Schiavoni (ITA) / Franck Perera (FRA) – Lamborghini Huracan LMGT3 Evo2 #60, Iron Lynx, a 5 voltas
15º – Davide Rigon (ITA) / Thomas Flohr (SUI) / Francesco Castellacci (ITA) – Ferrari 296 LMGT3 #54, Vista AF Corse, a 23 voltas
16º – Rahel Frey (SUI) / Sarah Bovy (BEL) / Michelle Gatting (DIN) – Lamborghini Huracan LMGT3 Evo2 #85, Iron Dames, abandonou
17º – Daniel Juncadella (ESP) / Hiroshi Koizumi (JAP) / Sébastien Baud (FRA) – Corvette Z06 LMGT3.R #82, TF Sport, abandonou

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Coluna Fernando Calmon — Imposto Seletivo inclui até carros elétricos e híbridos

Coluna Fernando Calmon nº 1.309 — 9/7/2024

Imposto Seletivo inclui até carros elétricos e híbridos

Também conhecido dentro da reforma tributária em tramitação final no Congresso Nacional pelo apelido “imposto do pecado” por mirar em bens e produtos que afetem o meio ambiente ou a saúde humana, na realidade faz parte da histórica alta tributação sobre veículos no Brasil. Para se ter ideia, só a partir de 2008 bens de produção como caminhões médios e pesados ficaram isentos do IPI. Antes apenas ônibus escapavam do IPI.

Por mais argumentos que se apresentem dificilmente serão levados em consideração, o que mantém o Brasil de longe campeão mundial de impostos sobre automóveis. No caso os poderes Executivo e Legislativo mantêm-se de mãos dadas. O enquadramento de carros elétricos e híbridos no Imposto Seletivo, porém, foi proposto pelo Executivo com apoio incondicional do Legislativo.

Não se pode negar que o recente programa Mover traz incentivos fiscais aos fabricantes e fornecedores que se comprometeram a investir em tecnologia e diminuição da pegada de CO2. A adesão de 89 empresas do setor foi quase imediata. Na realidade ainda que automóveis fossem movidos por vento, logo se encontraria um jeito de taxá-los de forma pesada pelo alto valor agregado e facilidade de arrecadação.

Um nível de carga tributária semelhante à média europeia já estaria de bom tamanho. Todavia, a participação dos tributos sobre automóveis no preço ao consumidor no Brasil é, nominalmente, 63% superior aos que os europeus pagam, 200% mais que os japoneses e 285% que os americanos.

Elétricos e híbridos voltaram à berlinda com o pleito da Anfavea de que o Imposto de Importação (I.I.), que vem sendo elevado paulatinamente até 2026, passe a 35% desde já. Isso foi interpretado, com razão, como uma quebra de regras. Mas o mundo está mesmo muito confuso. Ninguém poderia imaginar EUA e países da União Europeia sobretaxando importações de veículos elétricos de um único país, a China. Então essa é uma quebra de regras “seletiva”. Os chineses querem provar que não fomentam subsídios. Entretanto, há fortes indícios de que isso ocorre de forma escamoteada e muitas vezes indireta, a exemplo do frete marítimo.

Em outro movimento, a Volvo, cujos 79% de seu capital pertencem à chinesa Geely, passou a cobrar uma tarifa altíssima de R$ 4,00 o kW·h (dobro da média) para todo elétrico no Brasil que não for de sua marca. Quase metade era de modelos da conterrânea BYD, que investe em infraestrutura de recarga, todavia com rede atual bastante limitada.

Vendas vão bem no primeiro semestre, mas produção encolhe

Enquanto o mercado interno continua subindo de forma constante, a produção enfrenta grandes dificuldades em 2024. O balanço da Anfavea indicou que no mês passado as vendas diárias atingiram o bom nível médio de 10.715 unidades. No acumulado do ano, 14,4% a mais que igual período de 2023.

Ainda assim, a entidade revelou-se menos otimista que a Fenabrave. A representante das concessionárias prevê em 2024 crescimento de 14,7% e a dos fabricantes, 10,9% para 2,560 milhões de autoveículos. Tudo ainda muito longe do recorde, incentivado por IPI zerado em 2012, com 3,802 milhões de unidades

Já a produção que alimenta os mercados interno e externo não vai bem. Há previsão de avanço de apenas 4,9%, impactada por uma queda nas exportações de 20,8%. O Brasil enfrenta perda de participação em praticamente todos os países. Entretanto, a produção pode ser menor que a prevista, se o governo mantiver a baixa taxação do I.I. sobre elétricos e híbridos no cronograma atual até 2026.

Ciro Possobom, CEO da VW, participou do evento na Anfavea e informou que importações subsidiadas de elétricos e híbridos só este ano atingirão R$ 2,2 bilhões. Isso equivale à venda de 275.000 carros de entrada. O problema é o governo mudar, como aconteceu nos EUA e na Europa, porque a China é o maior comprador de produtos agrícolas do País. A conferir.

Novo MINI Cooper S entrega maior desempenho

A atualização visual do MINI, em um primeiro momento, pode ser algo impactante e além do necessário. O conjunto acaba por agradar, apesar da grade de grandes dimensões e lanternas traseiras que fogem do desenho tradicional da marca inglesa de propriedade da BMW há 24 anos.

No interior, nível de acabamento muito bom com destaque para o volante de dois raios e uma pequena tira de tecido que simula um inexistente terceiro raio. A tradição se mantém ao eliminar o quadro de instrumentos convencional, substituído por uma tela tátil circular de 9,5 pol. de diâmetro bem no centro do painel. Exige certa adaptação ao desviar o olhar, contudo um mostrador projetado no para-brisa já ajuda, embora deixa algo a desejar em nitidez. Banco traseiro é mais adequado para crianças.

Roteiro de avaliação por estradas sinuosas em torno de Campos do Jordão (SP), onde o MINI confirma qualidades dinâmicas de alto nível, como manda a tradição. O motor turbo de origem BMW teve potência e torque aumentados, de 192 para 204 cv e de 28,5 kgf·m para 30,6 kgf·m.

Aceleração de 0 a 100 km/h em 6,6 s garante que ninguém ficará insatisfeito, mas faz falta a troca manual das sete marchas do câmbio automatizado de duas embreagens. Descartou-se o ajuste de firmeza dos amortecedores no modo Sport da geração anterior, no entanto o comportamento em curvas continua irrepreensível. Preços: R$ 239.990 a R$ 269.990.

Ranger Raptor: exclusividade e alto desempenho

Uma picape que enfrenta trilhas ou terrenos ruins com a desenvoltura igual ou até superior aos utilitários tradicionais ou SUVs com alta aptidão fora-de-estrada. Na Raptor, no entanto, é difícil resumir todas suas competências já que as diretrizes de projeto são holísticas ao demonstrar qualidades também no asfalto.

Em geral, encarar as trilhas mais difíceis requer, além de conhecimento técnico e experiência, ter mais atenção, mais jeito e estar pronto para enfrentar os desaforos que se sucedem. Até agora apenas os utilitários se saiam bem. A começar pelo motor V-6, gasolina, 397 cv e 59,5 kgf·m capaz de entregar alto desempenho (0 a 100 km/h em 6,6 s) com a suavidade que os melhores motores Diesel ainda deixam a desejar apesar do ótimo nível atual.

As suspensões em modo off road permitem superar dificuldades do roteiro com ajuda dos amortecedores Fox de funcionamento ativo. É possível ignorar quase todas as lombadas naturais ou artificiais do percurso de teste e ter a picape sempre na mão. Destacam-se também os níveis de assistência de direção (normal, conforto ou esporte) e até o ronco do escapamento (silencioso, normal, esporte ou off-road). Todas essas funções são ativadas por botões dedicados nos raios do volante.

Outros destaques: amplo curso da suspensão reforçada (vão livre 272 mm), pneus grandes All-Terrain (285/70R17) que, obviamente, limitam a velocidade máxima a 180 km/h, pontos de ancoragem e protetores onde precisam estar, câmbio automático de 10 marchas, bloqueio nos diferenciais dianteiro e traseiro, controle de cruzeiro off-road (mantém velocidade escolhida em descida ou subida), muito boa geometria off-road (ângulos de entrada, saída e central) e câmeras 360° para auxiliar na trilha. Por fim, destaque para os bancos dianteiros com ótima sustentação lateral e sem dureza exagerada.

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Nova geração da picape Ford F-150 chega no segundo semestre

A Ford comunicou ontem que pretende trazer para o Brasil , a nova F-150 2024 no segundo semestre. A versão atualizada da picape, lançada no começo do ano nos Estados Unidos, traz aprimoramentos no design, na tecnologia e nos equipamentos.

A picape F-150 é a mais vendida da América do Norte há 47 anos consecutivos. Atualmente, a picape está na 14ª geração e com mais de 41 milhões de unidades produzidas.

“A F-150 construiu sua liderança global porque é um produto que está constantemente evoluindo e inovando, sempre à frente das tendências e antecipando as necessidades do mercado”, diz Martín Galdeano, presidente da Ford América do Sul. “O lançamento do novo modelo faz parte do nosso compromisso de aprimoramento contínuo para oferecer aos clientes o que há de melhor em picapes”.

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O que esperar das próximas 24 Horas de Le Mans?


Texto e fotos Gerson Borini

Se considerarmos os resultados das duas principais corridas de Endurance realizadas às vésperas da próxima 24 horas de Le Mans, o Porsche 963 tem tudo para ser o protagonista na tradicional prova francesa.

Em SPA-Francorchamps o 963 fez dobradinha com a equipe Herts Team JOTA vencendo a dramática corrida de 6 horas após mais de 90 minutos de interrupção por bandeira vermelha, seguido pelo 963 de numeral 6 da equipe Porsche Penske Motorsport.

No campeonato américa, o IMSA, a prova realizada no último sábado pelas ruas de Detroit, novamente os Porsche 963 fizeram bonito, só não subiram ao lugar mais alto do pódio porque o Acura, que não participa de Le Mans, acabou estragando a festa alemã.

Mas se os cinco Porsches 963 que iniciarão a prova em La Satre chegam com moral elevada, as outras marcas não estão muito atrás. Em SPA o Cadillac V-Serire.R fez bonito na classificação, largando em segundo, e durante a prova teve um rendimento mais conservador nas primeiras horas, certamente para poupar pneus, pois em corridas de 6 horas de duração cada equipe tem apenas 18 pneus para administrar, e quando começou sua recuperação foi o causador da bandeira vermelha. Uma manobra equivocada que lhe custará punição para a largada da próxima semana. Em Le Mans serão três Cadillacs alinhados para a largada, assim como três Ferraris 499P.

A equipe Ferrari AF Course é outra quem vem com tudo para Le Mans, após ser desclassificada da pole position em SPA, e não participando do campeonato americano da IMSA, a equipe italiana quer repetir o feito do ano passado, quando venceu na tradicional prova de 24 horas no seu retorno à categoria. Saindo em último no grid, o Ferrari #50 chegou em terceiro lugar na pista belga.

Os Toyotas GR010-Hybrid buscam se reabilitar no campeonato 2024, e na tradicional prova de longa duração perdeu o reinado no ano passado, depois da hegemonia de alguns anos. Em Ímola conseguiu a vitória sobre o Porsche, mas novamente em SPA foi superado pelos Porsches, o mesmo que já havia acontecido na prova de abertura no Catar.

Se a BMW ainda não conseguiu mostrar um bom desempenho nos Hypercar, na LMGT3 foi a surpresa ao vencer nas 6 Horas de Ímola com o carro 31 que tem o brasileiro Augusto Farfus como principal piloto do trio. Em SPA a estratégia da equipe era ser mais agressiva com o carro #46, que tem como piloto o multicampeão de motovelocidade, o Valentino Rossi, e mais conservadora com o carro #31 do brasileiro. Mas ambos acabaram envolvidos em acidentes e ficaram totalmente fora da disputa.

 

Ainda na LMGT3 a disputa está bem aberta, pois se os Porsche 911GT3.R se deram bem ao final das 6 horas de SPA-Francorchamps, os Lamborghinis Huracan EVO2 da equipe Iron Lynx e Iron Dames estiveram sempre entre os primeiros colocados, e a equipe United Autosports fez bonito com o McLaren 720S EVO numeral 59 que tem como piloto o brasileiro Nicolas Costa, estreante na categoria e que brigou pela primeira colocação no início da prova, tendo terminado em 4º lugar.

O Brasil estará representado na categoria Hypercar pelos pilotos Felipe Nasr no Porsche 963 da equipe Porsche Penske Motorsport com numeral 4, por Pipo Derani e Felipe Drugovich no Cadillac V-Serire.R da equipe Whelen Cadillac Racing de numeral 311.

Na LMGT3 o piloto platinum Augusto Farfus é o principal brasileiro e estará a bordo do BMW M4 número 31 da equipe Team WRT. Nicolas Costa vem a bordo do McLaren 720P EVO numeral 59 da United Autosports, e Daniel Serra é o piloto com licença platinum no Ferrari 296 da equipe GR Racing com o numeral 86.

Mas não se esqueçam que uma prova de longa duração como as 24 horas de Le Mans, outras equipes que ainda não mostraram resultado no campeonato 2024 podem aparecer para surpreender, é o caso dos BMW M Hybrid V8 da equipe Team WRT ou do Peugeot 9X8 da Peugeot TotalEnergies que ano passado liderou várias voltas. Já as estreantes Isotta Fraschini com o Tipo6-C, a Iron Lynx com o Lamborghini SC63 e a Alpine Endurance Team com o Alpine A424 devem ser coadjuvantes na categoria dos Hypercar.

Na LMGT3 aparecem outras equipes utilizando o Ferrari 296 que certamente estarão disputando um lugar ao Sol ao lado dos Corvettes Z06.R da TF Sport ou do estreante Ford Mustang  da Proton Competition, assim como os Aston Martin Vantage AMR e o Lexus RC F.

E para rechear os olhos de quem gosta de competição de alto nível, as 24 horas de Le Mans terão mais 48 pilotos distribuídos em 16 carros da categoria LMP2, que não disputam a temporada regular do FIA-WEC, mas por utilizarem a mesma configuração de motor, chassi e pneu entre eles serão uma corrida a parte. Emoções não devem faltar neste ano.

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Suspensão do novo Mustang GTD é muito sofisticada

No ano que completa 60 anos de seu lançamento, a Ford lançou a versão mais potente do esportivo já homologada para as ruas. O novo Mustang GTD tem motor V8 5,2 litros e mais de 800 cavalos. Mas além do design e do motor, a suspensão é outra forte atração. Para que todos possam admirar, essa obra de arte da engenharia em funcionamento, os designers criaram uma janela especial na cabine.

“A suspensão traseira do Mustang GTD foi projetada para a performance, mas também é algo lindo de se ver e seria uma pena escondê-la”, explica Jim Owens, gerente de marketing do Mustang GTD. “Com essa janela, é possível literalmente ver a suspensão em ação e admirar os detalhes em azul e dourado dos amortecedores”.

Com cerca de 60 centímetros de largura por 25 centímetros de altura, essa vitrine feita de policarbonato com revestimento resistente a arranhões permite observar a engenharia refinada do sistema, trabalhando como um relógio de precisão, tanto estando dentro como fora da cabine. “Com um carro tão capaz como o Mustang GTD, tivemos de fazer algo que fosse simplesmente legal e que os donos gostassem”, diz Owens.

Tecnologia das pistas

Assim como a aerodinâmica ativa, a carroceria de fibra de carbono, as rodas de magnésio e o eixo de transmissão traseiro, a suspensão semiativa do Ford Mustang GTD 2025 é um exemplo de como a Ford está usando o aprendizado das pistas para aprimorar seus veículos de rua.

“Nunca fizemos uma suspensão como essa no Mustang”, diz Greg Goodall, engenheiro-chefe do programa Mustang GTD. “Para atender as metas agressivas de tempo de volta que estabelecemos, buscamos inspiração nas corridas para fazer algo realmente avançado. Essa suspensão de última geração é fundamental para transformar um Mustang num Mustang GTD.”

Na suspensão traseira do Mustang GTD, os amortecedores e as molas ficam baixos e entre as rodas traseiras, em vez de alinhados e acima delas. Ela tem um subquadro tubular forte, rígido e eficiente em termos de peso, e amortecedores Adaptive Spool Valve (ASV) da Multimatic que vão além do permitido nas competições.

Capazes de passar da configuração mais suave para a mais firme em apenas 15 milissegundos – seis vezes mais rápido que o piscar do olho humano – os amortecedores ASV adaptam-se continuamente com base no modo de condução, na superfície da estrada e nas informações do motorista para maximizar o contato dos pneus Michelin com o piso.

Cada amortecedor possui duas molas e, ao dirigir na rua, elas trabalham juntas para aumentar o conforto. Ativando o modo Pista, uma das molas é comprimida hidraulicamente, quase dobrando a relação total e rebaixando o veículo cerca de 40 milímetros para otimizar o desempenho na pista. As taxas de mola mais firmes ajudam a manter a área de contato dos pneus com o piso nas acelerações, frenagens e curvas, enquanto a aerodinâmica ativa aumenta o downforce em altas velocidades.

O Mustang GTD estreia nas 24 Horas de Le Mans, em junho, participando depois das 24 Horas de Spa e do Festival de Velocidade de Goodwood. Ele também fará este ano uma volta oficial cronometrada em Nurburgring, na Alemanha, buscando um tempo abaixo de sete minutos.

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