Estados Unidos

Transmissão automática foi desenvolvida por brasileiros

A transmissão automática, que hoje equipa mais da metade dos modelos vendidos no Brasil e quase a totalidade dos produzidos nos Estados Unidos, é uma invenção de dois brasileiros. Em 1932, os engenheiros brasileiros José Braz Araripe e Fernando Iehly de Lemos desenvolveram e patentearam nos Estados Unidos uma transmissão automática hidráulica, que, adaptada, é o câmbio automático que conhecemos hoje.

Os dois engenheiros criaram um projeto que dispensava o pedal de embreagem e fazia as trocas automaticamente, por meio de engrenagens planetárias e sistema hidráulico.
Com o projeto da transmissão automática com fluído hidráulico desenvolvido, ainda em 1932, o brasileiro José Araripe foi para Detroit –EUA, antiga capital da indústria automotiva, e apresentou o invento à General Motors.

Sem hesitar, a marca norte-americana, na época a maior do mundo, comprou a ideia e desenvolveu a Hydra-Matic, utilizada no Oldsmobile de 1940, tornando o modelo o primeiro carro do mundo com produção em série a ter transmissão automática. Segundo arquivos, a invenção foi vendida para a GM por US$ 10 mil.

A história só foi divulgada mundialmente na biografia sobre o escritor Paulo Coelho, “O Mago”, contada pelo jornalista Fernando Morais. O escritor era sobrinho-neto de José Braz Araripe e a família julgava que o fato não era verdadeiro. Após pesquisas, foi comprovada a veracidade da história e do invento.

 

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Brasil vai enfrentar Marrocos, Escócia e Haiti na primeira fase da Copa

O Brasil está ao lado de Marrocos, Escócia e Haiti no Grupo C da Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá. A chave da seleção brasileira na competição, que será realizada entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, foi definida nesta sexta-feira (5) através de sorteio realizado no Kennedy Center, em Washington (Estados Unidos). A estreia do time comandado pelo técnico italiano Carlo Ancelotti será no dia 13 de junho, diante dos marroquinos, ainda em local a ser definido.

A equipe verde e amarela estava no pote 1 do sorteio, ao lado dos outros cabeças de chave da competição: Canadá, México, Estados Unidos, Espanha, Argentina, França, Inglaterra, Portugal, Holanda, Bélgica e Alemanha.

No sorteio, os países-sede – Canadá, México e Estados Unidos – foram alocados no pote 1. As outras 39 seleções classificadas foram distribuídas nos quatro potes de 12 equipes cada de acordo com o Ranking Mundial Masculino da Fifa publicado no dia 19 de novembro de 2025. Por fim, as duas vagas referentes ao torneio de repescagem da Copa do Mundo de 2026, assim como as quatro vagas da repescagem europeia, foram alocadas no pote 4. (Agência Brasil)

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Mais Médicos promoveu melhoria da saúde da população, afirma secretário

Após ter o visto revogado pelo governo dos Estados Unidos em razão de sua ligação com o Mais Médicos, o secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, defendeu nesta quinta-feira (14) o programa, citando impactos positivos e melhoria expressiva na saúde da população.

Em seu perfil no Instagram, o médico classificou o programa como “iniciativa primordial” para garantir atendimento a milhões de brasileiros. Lembrou que, no momento da criação do Mais Médicos, o governo brasileiro recorreu à possibilidade de cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), levando à contratação de profissionais cubanos.

“Médicos cubanos já prestavam esse atendimento em outros 58 países de diferentes orientações político-ideológicas, por meio de mecanismos de cooperação internacional. Graças a essa iniciativa, a presença de profissionais brasileiros, cubanos e de outras nacionalidades ofereceu atenção básica de saúde e mãos fraternas e quem mais precisava. Diminuiu dores, sofrimentos e mortes”, escreveu Mozart.

No post, o secretário citou ainda uma aprovação, logo no início do programa, de 87%, segundo dados do Datafolha divulgados em 2013. “Inúmeras publicações científicas comprovam os impactos positivos e a melhora expressiva na saúde da população”, escreveu.

“Essa sanção injusta não tira minha certeza de que o Mais Médicos é um programa que defende a vida e representa a essência do SUS [Sistema Único de Saúde], o maior sistema público de saúde do mundo – universal, integral e gratuito”, concluiu Mozart.

Entenda

O Departamento de Estado norte-americano anunciou nessa quarta-feira (13) a revogação dos vistos de funcionários do governo brasileiro, de ex-funcionários da Opas e de seus familiares.

A justificativa do governo de Donald Trump é que eles atuaram na implementação do Mais Médicos enquanto trabalhavam no Ministério da Saúde e que são cúmplices “do trabalho forçado do governo cubano”.

Foram revogados os vistos de Mozart e do ex-assessor de Relações Internacionais do Ministério da Saúde e atual coordenador-geral para COP30, Alberto Kleiman.

Após a sanção, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu o programa que, segundo ele, “sobreviverá aos ataques injustificáveis de quem quer que seja”.

“O programa salva vidas e é aprovado por quem mais importa: a população brasileira. Não nos curvaremos a quem persegue as vacinas, os pesquisadores, a ciência e, agora, duas das pessoas fundamentais para o Mais Médicos na minha primeira gestão como ministro da Saúde, Mozart Sales e Alberto Kleiman”, disse em postagem nas redes sociais. (Agência Brasil)

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Governador rebate dados mentirosos de Trump sobre violência no DF

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, enviou nesta terça-feira (12) uma carta endereçada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que reage às declarações do republicano, que citou Brasília como exemplo de capital violenta.

“Em razão de recentes declarações públicas proferidas por Vossa Excelência, nas quais Brasília foi mencionada de forma comparativa a localidades internacionalmente reconhecidas por elevados índices de violência, é necessário esclarecer, com base em dados oficiais, que tal percepção não reflete a realidade da capital brasileira”, escreveu Ibaneis.

No documento, o governador cita dados do Atlas da Violência 2024, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que mostram que Brasília registrou, no ano passado, taxa de 6,9 homicídios para cada 100 mil habitantes – terceira menor dentre todas as capitais do país. “Este resultado representa um marco histórico e reflete políticas públicas assertivas”.

“Recentemente, inclusive, promovi reunião com governadores de diversos estados brasileiros, com o objetivo de defender a abertura do diálogo direto com o governo norte-americano. Durante o encontro, enfatizou-se a necessidade de redução da tensão entre os dois países e de que haja atuação coordenada com o Congresso Nacional, visando minimizar prejuízos à economia nacional”, completou Ibaneis.

Entenda

Nesta segunda-feira (11), Trump anunciou intervenção federal na segurança da capital norte-americana Washington, alegando que a violência na cidade estaria fora de controle. O republicano ordenou a retirada de pessoas em situação de rua e de criminosos das ruas de Washington.

Ao justificar as medidas, o presidente norte-americano disse que a criminalidade na capital norte-americana superou a registrada em diversas capitais globais, classificadas por ele como “piores lugares do mundo” – incluindo Brasília.

Cidade do México

Outra capital citada por Trump é a Cidade do México. Em resposta, a prefeita Clara Brugada destacou que a cidade mexicana registrou, em 2024, uma taxa de homicídios de 10 por 100 mil habitantes – 60% menos do que o verificado em Washington onde, segundo ela, foram contabilizados mais de 27 homicídios por cada 100 mil habitantes. (Agência Brasil/Agência Lusa)

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Lula quer decisão conjunta do Brics sobre tarifas dos Estados Unidos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (6) que vai conversar com os representantes dos países que integram o Brics sobre a taxação dos Estados Unidos aos produtos desses países. Em entrevista à agência de notícias Reuters, ele informou que pretende ligar para o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e para o presidente da China, Xi Jinping.

“Vou tentar fazer uma discussão com eles sobre como cada um está dentro da situação, qual é a implicação que tem em cada país, para a gente poder tomar uma decisão”, disse Lula, lembrando que o Brics tem dez países no G20, o grupo que reúne 20 das maiores economias do mundo.

No Brasil, entraram em vigor nesta quarta-feira (6) as tarifas de 50% impostas sobre parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos. Também nesta quarta-feira, o  presidente americano, Donald Trump, publicou um decreto impondo tarifa adicional de 25% sobre os produtos da Índia, com o argumento de que o país importa direta ou indiretamente petróleo russo.

Prioridades

Segundo Lula, a prioridade do governo brasileiro, nesse momento, é ajudar as empresas brasileiras a encontrar novos mercados para seus produtos e cuidar da manutenção dos empregos. O texto da medida provisória (MP) com as ações planejadas pelo governo em resposta ao tarifaço deve ser enviado ao Palácio do Planalto pelo Ministério da Fazenda ainda nesta quarta-feira (6). Lula ressaltou que não vê abertura para negociação com Trump neste momento.

“Eu não liguei porque ele não quer telefonema. Não tenho por que ligar para o presidente Trump, porque nas cartas que ele mandou e nas suas decisões ele não fala em nenhum momento em negociação, o que ele fala é em novas ameaças”, disse Lula.

Lula reafirmou que quer fazer tudo o que for possível antes de “tomar outra medida que signifique que as negociações [com os Estados Unidos] acabaram”.

“Eu estou fazendo tudo isso [negociando] quando poderia anunciar uma taxação dos produtos americanos. Não vou fazer porque não quero ter o mesmo comportamento do presidente Trump. Eu quero mostrar que quando um não quer, dois não brigam, e eu não quero brigar com os Estados Unidos”. 

O presidente lembrou que o Brasil recebeu o comunicado da taxação de forma totalmente autoritária. “Não é assim que estamos acostumados a negociar”, afirmou.

Intromissão

O presidente Lula afirmou que não é admissível que o presidente americano resolva “dar pitaco” no Brasil. “Não é uma intromissão pequena, é o presidente da República dos Estados Unidos achando que pode ditar regras em um país soberano como o Brasil. Não é admissível que os Estados Unidos e nenhum país grande ou pequeno resolva dar um pitaco na nossa soberania”, afirmou.

“Ele que cuide dos Estados Unidos, do Brasil, cuidamos nós. Só tem um dono esse país, e só um dono que manda no presidente da República, é o povo, o povo que elegeu, o povo que pode tirar”.

O presidente também citou trechos da decisão de Trump que criticam a legislação brasileira sobre as grandes empresas de tecnologia americanas, as big techs.

“Esse país é soberano, tem uma Constituição, tem uma legislação. É nossa obrigação regular o que a gente quiser regular de acordo com os interesses e a cultura do povo brasileiro. Se não quiser regulação, saia do Brasil”, disse Lula. (Agência Brasil)

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Mostra marca 80 anos de lançamento das bombas que cairam no Japão

Em 6 de agosto de 1945, às 8h15, a bomba atômica Little Boy era lançada pelos Estados Unidos sobre a cidade de Hiroshima, no Japão. Três dias depois, era a vez de outro artefato nuclear, a Fat Man cair em Nagasaki.Os ataques selaram o fim da 2ª Guerra Mundial, quando os países aliados (Estados Unidos, Reino Unido e União Soviética) venceram as nações do eixo (Japão, Itália e Alemanha).

O ataque em Hiroshima deixou 166 mil mortos e em Nagasaki calcula-se em 80 mil o número de vítimas. Era o fim de um conflito e o início de outra, a Guerra Fria, onde Estados Unidos e União Soviética, cada um de seu lado e com seus respectivos satélites, rivalizavam-se na primazia pela corrida armamentista nuclear.

Agora, 80 anos depois, a Japan House São Paulo, na Avenida Paulista, apresenta a exposição Heiwa, um apelo de paz. O evento gratuito, com duração até 31 de agosto, que relembra os ataques nucleares às duas cidades japonesas. A palavra Heiwa significa “paz” em japonês, conceito que norteia toda a exposição. A intenção é que o público possa refletir sobre o valor da vida e coexistência de forma pacífica.

Para a diretora cultural da Japan House, Natasha Barzaghi Geenen, relembrar os ataques atômicos permite aprender com os erros do passado. Segundo Natasha, a questão da memória “é uma coisa que os museus fazem de maneira muito forte. A memória tem a função de replicar os bons exemplos do passado e não repetir aqueles que não deveriam nunca mais acontecer. E muita gente, das gerações mais novas, talvez não tenham consciência do que significou tudo isso (os ataques nucleares). A importância é sobretudo de fazer um apelo de paz, que é o mote da exposição”, disse a diretora.  

Na exposição, os participantes do evento são convidados a fazer tsurus, que são origamis de papel. Na cultura japonesa, os tsurus representam a paz. Segundo a crença,  ao dobrar mil origamis, as pessoas podem fazer um desejo. Oficinas de confecção dos origamis estarão disponíveis na mostra.

“É bastante comum na cultura japonesa essa percepção de comunidade. Quando existe alguém passando por uma situação difícil, é comum se juntarem fazendo tsurus, buscando atingir o número de mil para conceder um desejo. A ideia é que a gente tenha uma manifestação do nosso lado, do Brasil, mandando para o Japão o desejo de paz mundial”, explica Natasha.

As doações de tsurus recebidas pela Japan House serão enviadas para o Parque Memorial da Paz, em Hiroshima. O parque apresenta um memorial em homenagem a Sadako Sasaki, uma menina de 12 anos que morreu por exposição à radiação da bomba atômica.

Sadako virou um símbolo de paz mundial. Na luta para viver, dobrou mais de mil tsurus. O irmão de Sadako doou um dos origamis para a Associação Hibakusha Brasil pela Paz, que o cedeu para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O tsuru foi emprestado para ser exibido na exposição.

Outra parte significativa da programação é a instalação de Mari Kanegae. A obra tem formato de origami e simula um jardim suspenso de oleandros. Depois dos devastadores ataques atômicos em Hiroshima, acreditava-se que o solo atingido pela bomba ficaria infértil por muitas décadas. Os oleandros foram as primeiras flores a desabrochar no local. Apesar de terem diversas cores no Japão, na mostra as flores estão todas brancas para reforçar a mensagem de paz.

A exposição também traz a projeção de 94 desenhos de crianças de diversos países sobre o que é paz na perspectiva dos pequenos, a exibição de um poema escrito por uma sobrevivente da bomba, Ayako Morita, e a mostra de fotografias atuais de Hiroshima e Nagasaki.

A Japan House São Paulo está localizada no endereço Avenida Paulista, 52. Aberta de terça a sexta, das 10h às 18h, e sábado e domingo, das 10h às 19h. (Agência Brasil)

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Segunda geraão do SUV Hyundai Palisade 2026 é lançado nos EUA

Uma das principais novidades do Salão do Automóvel de New York 2025 foi a apresentação da segunda geração do Hyundai Palisade, com um novo design mais quadrado, calçado agora com rodas de 21 polegadas. Depois de seis anos do modelo no mercado, o Hyundai Palisade 2026 oferece uma nova versão de aparência robusta, a XRT Pro, com uma suspensão elevada com uma polegada extra de distância do solo. As luzes segmentadas em ambas as extremidades do novo Palisade remetem à linha elétrica da Hyundai, incluindo o recente Ioniq 9.

A distância entre eixos é maior, oferecendo o teto solar duplo e muito espaço interno. Na traseira, o escapamento agora está escondido sob o para-choque, enquanto o limpador se esconde sob o spoiler do teto. O interior foi todo reformulado, agora com telas duplas de 12,3 polegadas e uma variedade de botões físicos. O seletor de marchas foi realocado do console central para a coluna do volante.

O Palisade é o mais recente Hyundai a deixar o emblema H no volante. Em vez disso, os quatro pontos denotam a letra “H” em código Morse. Com certeza parece que o volante foi emprestado do SUV menor Santa Fe.

Novas tecnologias de conveniência estão disponíveis: assentos de relaxamento de primeira e segunda fileiras, chave digital 2, portas USB-C com capacidade de 100 watts e engate de reboque instalado de fábrica.

O motor V6 com injeção direta tem potência de 287 cv e agora com 3,5 litros que será padrão no Palisade. Uma transmissão automática de dupla embreagem e conversor de torque, de oito velocidades está disponível para os modelos, podendo escolher entre tração dianteira ou integral.

Uma nova configuração híbrida combinada de 329 cv também está disponível, com motor de quatro cilindros 2.5 litros turbo (258cv) acoplado a dois motores elétricos (90cv) e uma transmissão automática de 6 velocidades com alcance estimado de 619 milhas (996 quilômetros).

O preço do Palisade 2025 no Brasil é de R$ 450 mil em uma única versão disponível desde o ano passado. No mercado norte-americano será comercializado em sete versões no modelo 2026, com preços estimados entre US$ 39 mil a US$ 54 mil. (Evandro Magnusson Filho – EUA)

 

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Presidente dos Estados Unidos taxa em 25% a importação de aço e alumínio

A taxação de 25% sobre as importações de aço e alumínio assinada ontem pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impacta a produção desses setores no Brasil, avaliaram especialistas em comércio exterior consultados pela reportagem.

O país da América do Norte é o maior comprador do aço brasileiro. Segundo dados do Instituto Aço Brasil, em 2022, os EUA compraram 49% do total do aço exportado pelo país. Em 2024, apenas o Canadá superou o Brasil na venda de aço aos Estados Unidos.

No caso do alumínio, a dependência dos EUA é menor. O país foi o destino de 15% das exportações de alumínio do Brasil em 2023. O principal comprador do alumínio brasileiro é o Canadá, que absorveu 28% das exportações desse produto naquele ano. Os dados são da Associação Brasileira do Alumínio (Abal).

O professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Luiz Carlos Delorme Prado afirmou que a taxação deve ter impacto nos setores atingidos, mas não deve causar maiores problemas para o conjunto da economia.

“Embora a taxação seja muito importante para essas indústrias, para o conjunto da economia brasileira o impacto não é tão grande assim. O Brasil vai ter que redirecionar essas exportações, ou então, o que eu acho mais importante, tentar aumentar o consumo doméstico de aço. O Brasil tem alternativas. É diferente do México e do Canadá, que são muito mais dependentes do mercado americano”, explicou Prado.

O especialista acrescentou que o impacto será menor para o setor do alumínio. “O setor pode sofrer indiretamente porque as exportações de produtos de alumínio do Canadá para os Estados Unidos podem cair, isso pode afetar as exportações brasileiras para o Canadá. Mas, de qualquer maneira, o impacto é menor”, completou.

Caso a taxação resulte em queda na produção desses produtos no Brasil, haverá perda econômica, de produtividade e de empregos nesses setores e nas demais áreas interligadas ao aço e ao alumínio, avaliou o economista, doutor em relações internacionais e CEO da Amero Consulting, Igor Lucena.

“No Brasil, você vai ter uma diminuição da fornalha, diminuição da cadeia produtiva e essa diminuição termina gerando queda da produção, que significa dispensa dos funcionários, queda do faturamento e até mesmo impacto na nossa balança comercial, com reflexos sobre o PIB”, comentou.

Protecionismo

Os analistas avaliam que a medida pode ser uma tentativa do governo Trump de favorecer o mercado de aço dos Estados Unidos ao encarecer o produto comprado no exterior. Porém, o economista Igor Lucena ponderou que haverá efeitos negativos para os estadunidenses.

“Um aço mais caro para os Estados Unidos ou uma falta de aço vai impactar negativamente a economia americana. Não há dúvida em relação a isso”, afirmou, acrescentando que o anúncio desse tarifaço pode ser uma tática para conseguir arrancar concessões dos países em negociações em outros áreas.

O professor Luiz Carlos Prado destacou que essa tática de negociação é prejudicial ao funcionamento da economia internacional. “Isso leva a ondas de choques, leva à redução de investimentos, leva a retaliações, porque, óbvio, o Brasil deve retaliar. Se o Brasil não reage, ele fica muito mais vulnerável a esse tipo de pressão”, comentou.

Durante o seu primeiro mandato, Trump impôs tarifas sobre o aço e o alumínio, mas concedeu depois cotas de isenção para parceiros, incluindo Canadá, México e Brasil, que são os principais fornecedores desses produtos. (Agência Brasil)

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Ford lança nos EUA super motor com mais de 1.000 cavalos

A Ford Performance, departamento de veículos de competição e esportivos da marca americana, anunciou dois novos motores especiais que serão lançados este ano para preparadores e fãs de performance nos Estados Unidos: um Megazilla V8 supercharger 7.3 L e um Coyote V8 supercharger 5.0 L. O objetivo é atender o crescente mercado de personalização de veículos para uso em competição e “hot rods”.

O novo Megazilla superalimentado 7,3 litros é indicado para quem deseja muita potência. Como seu antecessor, ele tem pistões, bielas e virabrequim de aço forjado, cabeçotes retificados e polidos e molas de válvulas aprimoradas. A grande novidade é a adição de um supercharger Whipple Gen 6 de 3 litros, que eleva a sua potência a mais de 1.000 cavalos. O seu uso é aprovado somente para competição.

Quem deseja um veículo legalizado para as ruas tem a opção do motor Coyote 5,0 litros do Mustang Dark Horse. Ele é equipado com um supercharger de 3 litros, módulo de controle reprogramado e outros recursos para gerar mais de 800 cv de potência e torque estimado em 85 kgfm. Além disso, vem com garantia limitada de dois anos ou 24.000 milhas (38.624 km).

Ambos os motores poderão ser adquiridos por encomenda a partir do quarto trimestre deste ano, nas concessionárias Ford ou na Ford Performance nos Estados Unidos. Entre outras vantagens, além do desempenho comprovado, com componentes encontrados em carros de corrida da Ford, eles têm fácil instalação e permitem infinitas possibilidades de aplicação para quem deseja construir o carro dos seus sonhos.

“Na Ford Performance, temos uma filosofia simples que o time segue todos os dias: não oferecer nenhum produto chato – e isso se aplica também aos motores”, diz Kim Mathers, diretora de personalização de veículos e peças de performance da Ford.

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Donald Trump toma posse hoje para seu segundo mandato

Já com muitas controversas, Donald Trump assume hoje (20) a presidência dos Estados Unidos pela segunda vez. Trump assume o posto deixado por Joe Biden que abriu mão da reeleição. A cerimônia vai ser ás 8h (horário de Brasília), com apresentações musicais.

A cerimônia será num local fechado e o desfile em uma arena esportiva por conta do frio intenso que está fazendo em Washington, DC.

O novo presidente pediu que seu discurso de posse seja feito na Rotunda do Capitólio. O discurso é muito aguardado pois deve ser uma prévia do tom que ele planeja adotar nos primeiros dias de seu segundo mandato. Nas últimas semanas, Trump provocou outros líderes ao falar sobre assumir o controle da Groenlândia e do Canal do Panamá e sobre transformar o Canadá em um estado americano.

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