elétrico

Jetour chega ao Brasil com veículos sofisticados e eletrificados

Já são quase 20 marcas automotivas chinesas disputando o mercado brasileiro. A mais nova, a Jetour começará a vender seus produtos a partir do início de 2026. Com três modelos, a marca promete mais opções ao longo do próximo ano. Os S06, T1 e T2 com tecnologia Plug-in Hybrid (PHEV), vão brigar no segmento de SUV/off road de luxo. Aliás, os modelos apresentados surpreendem pelo acabamento de altíssimo nível e muita tecnologia embarcada.

Já disponível em vários países do mundo, a marca pretende produzir veículos no Brasil em curto prazo.

Enquanto a produção local não começa, os veículos comercializados no mercado brasileiro serão importados da China. O primeiro lote de veículos da Jetour chega ao Brasil em dezembro, no porto de Vitória, Espírito Santo.

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Novo Toyota Yaris Cross chega no próximo dia 19 com motor híbrido

Depois de ter a fábrica em Porto Feliz-SP devastada por um temporal no dia 22 de setembro deste ano, a Toyota remarcou o lançamento oficial do novo Yaris Cross, que será no dia 17 de novembro. O início da produção, antes da catástrofe, estava marcada para outubro. Na Argentina, o novo modelo será apresentado no dia 29 de novembro.

O Yaris Cross, com um design totalmente novo, será oferecido em cinco versões: SEG, XEi e XLi com motorização a gasolina e XEi Hybrid e SEG Hybrid.

O novo modelo da marca japonesa terá duas opções de motorização: uma a normal e outra híbrida. As duas versões de entrada usaram um motor 1,5 litro aspirado, que produz 110 cavalos. Já as versões mais sofisticadas, usaram o mesmo motor e mais um motor elétrico leve, que geraram juntos 115cavalos. Todos os modelos serão equipados com transmissão CVT.

Fábrica destruída

No dia 22de setembro, um temporal em Porto Feliz-SP, região de Sorocaba, destruiu completamente a fábrica de motores da Toyota. Curiosamente, os estoques de motores que equipam todos os modelos da marca japonesa, eram muito pequena.

Os fortes ventos arrancaram telhado do galpão, entortando as estruturas metálicas e ferindo dez pessoas. Automóveis que estavam no estacionamento também foram atingidos pelos destroços.

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Coluna Fernando Calmon — SUV Boreal é aposta da Renault em segmento muito disputado

Coluna Fernando Calmon nº 1.373 — 14/10/2024

SUV Boreal é aposta da Renault em segmento muito disputado

Foi reservado ao Brasil a estreia do SUV médio-compacto Boreal, modelo que a Renault marca sua evolução no segmento com mais de 15 concorrentes entre eles Compass, Corolla Cross, Tiggo 7 e Taos. Na dianteira seu desenho elaborado destaca-se pela assinatura luminosa do emblema-logo, capô alto e módulos de LED. Laterais são marcadas por vincos, rodas de 19 pol. (só na versão de topo) e o desenho inusitado das colunas traseiras. Lanternas traseiras bem desenhadas não seguiram a moda de interligação luminosa. Pintura bitonal da carroceria é de série na versão mais cara e opcional nas duas outras.

As dimensões do Boreal: comprimento, 4.556 mm; entre-eixos, 2.702 mm; largura, 1.841 mm; altura, 1.652mm. Porta-malas tem 522 L (padrão VDA, o correto), maior do segmento. Motor é o conhecido turbo flex, 1,3 L, 163 cv (E)/156 cv (G), 27,5 kgf·m (E)/25,5 kgf·m (G). Câmbio sempre automatizado de seis marchas com dupla embreagem. Está prevista versão híbrida, porém a marca francesa ainda não estabeleceu data de lançamento.

Interior apresenta bom grau de refinamento com destaque para revestimento dos bancos (o do motorista com massageador) e o console central elevado. Quadro de instrumentos e tela multimídia têm 10 pol. e pela primeira vez no Brasil está disponível o Google Automotive Services de série. Há quatro modos de condução: Comfort, Eco, Sport e Smart. A partir da versão intermediária já oferece freio de estacionamento eletromecânico com imobilização e liberação automáticas nas paradas.

A Renault deu especial atenção aos sistemas ADAS de auxílio avançado ao motorista. O número destes importantes recursos de segurança aumenta conforme a versão: de entrada são 13, na intermediária, 19 e na de topo nada menos de 24 itens (inclui frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres e ciclistas).

Os preços estão bem situados frente aos concorrentes. Começam em R$ 179.990 e chegam a 214.990, mas haverá condições especiais com descontos no lançamento, em quatro de novembro.

BYD anuncia primeiro híbrido plugável flex

A oportunidade surgiu pela realização, de 10 a 21 de novembro próximos, em Belém (PA), da COP (Conferência das Partes, na sigla em inglês), um fórum da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. A BYD enviará para o evento 30 unidades dos protótipos do SUV médio Song Pro Híbrido Plugável com o primeiro motor flex que a marca vem desenvolvendo no Brasil. Lançamento previsto para abril de 2026. Até o momento apenas a Toyota comercializa um híbrido pleno (não plugável) cujo motor pode funcionar com etanol ou gasolina puros ou misturados em qualquer proporção.

O modelo chinês, na prática, teve seu peso institucional somado à segunda “inauguração” da nova fábrica da BYD, em Camaçari (BA), desta vez com presença do presidente da República. Na realidade a produção começa por juntar as primeiras peças importadas no regime SKD (sigla em inglês para unidades semidesmontadas). Numa segunda etapa passará ao regime de unidades desmontadas vindas da China e integração de alguns componentes produzidos no Brasil, prevista para 2026 (prensas, soldagens e pintura, talvez em meados do ano). A conterrânea GWM, em Iracemápolis (SP), já tem armação, pintura e montagem desde agosto último.

Nesta primeira fase, investiram-se R$ 5,5 bilhões e a capacidade de produção será de 150.000 unidades anuais que a empresa espera alcançar “em menos de três anos”. A área construída atual é de 270.000 m² e numa segunda etapa a capacidade será aumentada para produzir 300.000 unidades anuais. Em cinco anos espera vender 600.000 unidades/ano (nacionais e importadas) e assumir a liderança absoluta de vendas no Brasil.

Até agora a BYD errou em suas projeções. Pretendia vender 120.000 unidades no ano passado, depois revisou para 100.000 e no fechamento de 2024 foram 77.000 (23% a menos).

O Brasil tem uma fábrica fechada (CAOA Chery, em Jacareí-SP) e outra a ser desativada (Toyota, em Indaiatuba-SP) ainda sem data confirmada. Há uma subutilizada da JLR, em Itatiaia (RJ). E a fábrica da Stellantis, em Porto Real (RJ), também subutilizada, passará a produzir o Jeep Avenger já em 2026.

Incertezas sobre elétricos também nos EUA

Já abordei os problemas na Europa e outros específicos da Itália. Com o fim do crédito fiscal do governo americano para compra de carros elétricos, em 30 de setembro último, pairam dúvidas sobre como reagirá o mercado nos próximos anos. Análise do site Yahoo Finance, após ouvir várias fontes, aponta previsões otimistas demais feitas até o momento. Veículos elétricos (VEs) são cerca de US$ 9.000 (R$ 49.000) mais caros, em média, do que modelos a gasolina comparáveis. A diferença era quase toda coberta pelo subsídio federal agora cancelado.

Há quatro anos, Ford, GM e Stellantis afirmaram em comunicado conjunto que aspiravam atingir até 2030 uma participação de mercado de VEs de 40% a 50%, incluindo híbridos plugáveis (meu comentário: estes não são exatamente elétricos, contudo somados como se fossem, uma “invenção” da China que distorce os números de produção e vendas de VEs).

Jim Farley, CEO da Ford, afirmou agora: “Acredito que será uma indústria vibrante, porém muito menor do que pensávamos. Não me surpreenderia se as vendas de VEs caíssem para 5% do total da indústria já neste mês de outubro”. A consultoria J.D. Power projeta que VEs poderão alcançar até 20% das vendas em 2029. Já a Ernest & Young prevê atingir 50% em 2039, cinco anos depois do previsto anteriormente.

Outra consultoria, iSeeCars, foi incisiva. VEs vão bem em estados de clima quente, como Califórnia e Flórida, e em uso urbano. Todavia, só se consolidarão quando os preços forem iguais aos carros de motores a combustão, puderem rodar 800 km com apenas uma carga e recarregarem em menos de 10 minutos. Algumas marcas enfrentam pressões financeiras motivadas por investimentos fracassados ​​em veículos elétricos e foram forçadas a adiar ou cancelar projetos.

A agência de notícias Reuters relembrou um estudo conjunto de professores das universidades da Califórnia, Berkeley, Duke e Stanford: emplacamentos de VEs podem cair 27% sem o crédito fiscal federal. Alguns estados seguem a Califórnia e mantêm seus subsídios para sustentar a demanda. Até quando, ninguém sabe.

Taos 2026 vem agora do México

Para abrir espaço à nova Amarok (talvez até receba versão híbrida, a partir de 2027) na fábrica argentina de Gal. Pacheco, a VW traz agora do México (também isento de imposto de importação) o SUV médio-compacto Taos 2026. A frente segue a fórmula quase onipresente em todas as marcas de aumentar a área da grade em simbiose com o para-choque também novo. Lanternas traseiras são novas assim como a sua interligação iluminada e o emblema-logotipo agora também iluminado. Porta-malas de 498 L (padrão VDA) é o maior do seu segmento.

Internamente a novidade bem-vinda é a volta de botões de comando para os raios do volante multifuncional. Materiais de acabamento melhoraram, há iluminação ambiente com 10 opções, um novo painel que destaca a tela multimídia flutuante de 10,1 pol., além de internet 4G e carregador de celular por indução. Mecanicamente sem novidades: mantido motor flex 1.4-L, 150 cv, 25,5 kgf·m e câmbio sempre automático epicíclico de oito marchas.

Preço ainda não anunciado.

Entretanto, a VW informou que o sedã médio-compacto Jetta GLI 2026, também mexicano, estará nas concessionárias a partir de 8 de novembro por R$ 269.990. Motor 2-L turbo entrega 231 cv e 35,7 kgf·m. Câmbio DSG, robotizado, sete marchas.

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Confortável e econômico, o Nissan Sentra é melhor que o concorrente

Apesar de, lamentavelmente, cada vez ter menos sedas no nosso mercado, o segmento continua tendo um consumidor fiel. Entre os poucos modelos disponíveis, uma boa opção é o Nissan Sentra. Na sua oitava geração, o modelo surgiu em 1982, o Sentra fez um breve facelift na linha 2025, ficando em “pé” de igualdade com o líder, Toyota Corolla. E com algumas vantagens: é mais barato e mais equipado.

Bem equipado

O modelo avaliado, o Exclusive, vem com faróis automáticos inteligentes, travamento e destravamento das portas em caso de acidentes, ar-condicionado automático de duas zonas, banco do motorista com ajuste elétrico, indicador de pressão dos pneus, partida remota do motor, teto solar, som Bose, retrovisor interno eletrocrômico, retrovisores externos rebatíveis, piloto automático e câmera 360°, alertas de ponto cego, tráfego cruzado traseiro e mudança de faixa. Ou seja, muito completo.

Na versão que andamos o interior era muito luxuoso e com bom acabamento. Em couro de tom caramelo, que divide opiniões, o modelo oferece muito bom espaço interno tano para os passageiros da frente como os do banco de trás.


Com uma tecnologia desenvolvida pela Nasa, chamada de “Zero Gravity”, os bancos têm ergonomia que aliviam a tensão nas costas.
O sedã japonês vem com painel de instrumentos com mostradores analógicos e uma pequena tela digital no centro, que oferece as principais  informações necessárias ao motorista.

A central multimídia tem 8 polegadas, tem poucos recursos, mas atende seu público alvo, não muito ávido em tecnologias de ponta ou telas enormes. Mas duas coisas destoam de um carro desse segmento: a conexão com Apple CarPlay e Android Auto é feita apenas através de um cabo e não tem saída de ar-condicionado para os passageiros do banco traseiro.

Outro detalhe lamentável é o freio de estacionamento no pedal, e que, ainda fica quase acima do pedal do freio. Difícil acesso e muito antiquado.

Elegante

Apesar da idade, o Sentra tem um design agradável e levemente esportivo. Agrada bastante, principalmente, em relação ao seu concorrente direto, o Toyota Corolla.

A motorização é um dois litros a gasolina (não tem flex), tem injeção direta de combustível e desenvolve 151 cavalos e 20 kgfm de torque. Não é nada de especial, mas como o objetivo é o conforto e não o desempenho, o Sentra vai bem. A transmissão é uma CVT que simula oito marchas. Em retomadas e ultrapassagens o “ronco” do motor no interior é muito elevado. Andando tranquilo na estrada, quase não tem barulhos em seu interior.

A aceleração de 0 a 100 km/h é conseguida em 9,4 segundos e a velocidade máxima é de 199 quilômetros por hora. O consumo é muito bom. O Sentra consumiu 11,7 km/l na cidade e 14,1 km/l na estrada.

Rodando

O consumidor que normalmente compra modelos nesse segmento, certamente ficará feliz com o conjunto. A dirigibilidade é boa, e transmite confiança e estabilidade. Em pisos regulares, o modelo é muito agradável, porém, devido a opção por um modelo mais confortável, em vias esburacadas ele sente muito as irregularidades. Mas não é nada de absurdo.  Os freios são a disco nas quatro rodas e param o carro em espaços normais e sem desvios, auxiliados pelo ABS e EBD – sistema de distribuição eletrônica de frenagem.

A conclusão é que, para quem quer um sedã confiável, seguro, confortável e com um excelente custo/benefício, o Sentra Exclusive é uma ótima opção.

Preço
Nissan Sentra Exclusive R$ 178.390,00

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Renault Kwid e-Tech chega para ser o elétrico urbano mais barato do mercado

Lançado em 2022, o primeiro Renault elétrico no Brasil, o Kwid e-Tech, chega em sua segunda geração com design mais modelo e interior mais sofisticado. O Kwid E-Tech 2026 é o veículo 100% elétrico mais barato do mercado nacional. Com uma proposta urbana, o pequeno francês tem uma autonomia de 180 quilômetros, mas conta com a frenagem regenerativa que aumenta a autonomia.
Com motor de 48 kW (65 cavalos), o novo Kwid E-Tech acelera de 0 a 50 km/h em apenas 4,1 segundos.

Apesar de ser um modelo de entrada nos eletrificados, o modelo vem com seis airbags, 11 ADAS, entre eles frenagem de emergência (AEBS), reconhecimento de placas de trânsito (TSR) com alerta de excesso da velocidade, alerta de saída de faixa (LDW) e assistente de permanência de faixa (LKA), além de câmera de ré (RVC), sensores de estacionamento dianteiros e traseiros (UPAF | UPAR), sistema multimídia com conectividade sem fio com Apple CarPlay e Android Auto, entre os principais equipamentos de série.

O novo Kwid E-Tech é oferecido em única versão, a Techno, por R$ 99.990,00.

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Com motorização hibrida e muito valente GWM Tank 300 é uim boa opção

A agressividade da GWM está surpreendendo o mercado nacional e os concorrentes. O Tank 300, terceiro produto da GWM a chegar ao mercado brasileiro, tem um design tradicional e agressivo típico de um jipe, bom acabamento e mecânica híbrida.

O motor à gasolina de 2,0 litros, turbo, conta com a “ajuda” de um motor elétrico. Juntos produzem 394 cavalos de potência e 76,4 kgfm de torque. O motor elétrico é alimentado por baterias NMC de 37kwh. No modo 100% elétrico, a autonomia é de até 75 quilômetros. A transmissão é automática de 9 marchas, muito bem desenvolvida para um modelo off road.


Andando, o jipe chinês surpreende tanto no percurso urbano como no off-road. Na cidade, apesar de a autonomia declarada ser de 75 quilômetros, superamos a marca em quase 20%. Isso se deve à maneira que é conduzido. Se o pé for suave no acelerador, a autonomia aumenta bem.

Na estrada o desempenho é bom, principalmente e graças à boa potência e torque. Por ser um veículo de uso misto e pesado, surpreende a aceleração de 0 a 100 quilômetros por hora, em 6,9 segundos. O consumo rodoviário foi de 13,1 quilômetros por litro com ajuda do motor elétrico. Sem ele, o consumo cai para 7,3 quilômetros por litro.

Já no fora-de-estrada, o Tank 300 mostra para que veio. É valente e supera as maiores dificuldades sem muito esforço. Com ajuda do 4X4 com reduzida, três bloqueios de diferencial (dianteiro, central e traseiro), e vários modos de condução, o modelo vence os obstáculos, transmitindo confiança.

O Tank 300 tem linhas retas, grade tradicional, faróis redondos e capô reto, bem como deseja o consumidor desse veículo. O Tank mede 4,76 metros de comprimento, 1,90 metro de largura, 1,90 metro de altura e 2,75 metros de entre-eixos. Ângulo de entrada de 32°, 22cm de altura do solo e 33° de saída. Ou seja, são números muito bons para um SUV aventureiro.

Apesar do tamanho, peso e altura do solo, o SUV chinês é estável e não inclina muito nas curvas. E vale lembrar que ele é montado em cima de um chassi sobre longarinas.

Completo

Bem-acabado, o interior agrada e está em sintonia com as linhas externas. O painel é reto, as saídas de ar redondas e possui 2 telas integradas com plataformas GUX e 24,6”, multimídia com Apple CarPlay e Android Auto sem fio.  O SUV conta com o aplicativo “MY GWM” com controles do veículo, manutenção e comandos remotos.

O console é elevado e conta com porta-objetos climatizado, seletor de modos de condução e tração e a alavanca do câmbio. O sistema de som é muito bom, com 9 falantes e 4 tweets.

Os bancos são bem confortáveis, tanto para os passageiros da frente como atrás. O banco do passageiro ao lado do motorista tem 4 ajustes elétricos e o do motorista 8. Outro detalhe que agrada muito é o silêncio interno, mesmo quando o motor é exigido. Para aumentar o conforto, o modelo ainda conta com um amplo teto solar.
Uma coisa ruim que atrapalha, principalmente em shoppings ou supermercados, é a abertura do porta-malas. Como a tampa abre para o lado, quando for estacionar tem que calcular o ângulo de abertura da porta.

Preço
GWM Tank 300 (versão única) R$ 333 mil.

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Novo XC70 da Volvo Car tem autonomia de 1.200 quilômetros

O modelo Volvo XC70 é o primeiro modelo da marca sueca a oferecer uma autonomia totalmente elétrica de mais de 200 quilômetros. Junto com o motor a combustão, o XC70 pode alcançar 1.200 quilômetros de autonomia. O SUV híbrido plug-in de longo alcance da Volvo Cars é construído sobre a nova plataforma Scalable Modular Architecture e visa atender à crescente demanda por esses veículos, especialmente na China.

A marca também planeja levar o carro para a Europa posteriormente. Caso a montadora o transforme em um produto global, a Volvo brasileira já demonstrou o interesse em adicionar o XC70 ao seu portfólio atual, ao lado dos híbridos XC60 e XC90; e dos totalmente elétricos: EX30, EX40, EC40 e EX90.

O XC70 é equipado com tecnologia de carregamento rápido, permitindo que ele carregue de 0 a 80% em apenas 23 minutos. Além disso, a capacidade de carregamento bidirecional do carro permite usar a bateria como um carregador portátil para outros dispositivos elétricos, como equipamentos para atividades ao ar livre.

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Coluna Fernando Calmon — Embate entre Anfavea e BYD é resolvido

Coluna Fernando Calmon nº 1.362 — 29/7/2025

 

Embate entre Anfavea e BYD resolvido, afinal, pelo governo

O desentendimento entre fabricantes associados à Anfavea e a BYD mostrou que o mercado brasileiro tem relevância e desperta choques de interesse. Em termos de produção a OICA (Organização Internacionais dos Fabricantes de Autoveículos) apontou o Brasil como sétimo maior produtor mundial em 2024, com 2.549.595 automóveis e veículos comerciais. Na classificação por tamanho do mercado o País aparece em sexto (atrás de China, EUA, Japão, Índia e Alemanha): 2.634.904 unidades.

Portanto, não se devem estranhar os manifestos que pontuaram os dias anteriores à reunião do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex), em 30 de julho. Anfavea começou por relembrar que o setor automobilístico gera 1,3 milhão de empregos diretos e indiretos e representa um dos pilares da economia nacional. Teve impacto ainda maior a carta enviada ao presidente da República pelos presidentes de quatro fabricantes: Ciro Possobom, Volkswagen; Emanuele Cappellano, Stellantis; Evandro Maggio, Toyota e Santiago Chamorro, General Motors.

“A possível aprovação de incentivos à importação de veículos semidesmontados (SKD) ou desmontados (CKD) impacta a competitividade da produção local e reduz o valor agregado nacional, além de ameaçar empregos, inovação e a engenharia brasileira.”

BYD respondeu com a deselegância de sempre: “Porque se os dinossauros estão gritando, é sinal de que o meteoro está funcionando”. A empresa deve entender bem de dinossauros porque em pleno Século XXI foi flagrada com empregados trazidos da China e tratados com métodos análogos à escravidão, conforme o Ministério Público do Trabalho da Bahia.

A Gecex-Camex acabou por deliberar uma solução intermediária, mas se não atendeu totalmente o pleito da Anfavea, chegou perto. Quanto à BYD, ela terá que se limitar a uma cota (US$ 463 milhões/R$ 2,55 bilhões), até janeiro de 2026, de isenção do Imposto de Importação para CKD e SKD. Híbridos e elétricos CKD passam a recolher imposto de importação de 35% a partir de janeiro de 2027, não mais em julho de 2028. Portanto, 18 meses antes.

Incertezas sobre alternativas de propulsão

A Stellantis anunciou que desistiu do hidrogênio (H2) em substituição ao diesel em furgões de carga de porte grande e médio na Europa, como já acontecido com a Renault. As justificativas são óbvias: preço elevado, rede de abastecimento mínima, custos altos de desenvolvimento e desempenho baixo. Além disso, o H2 majoritariamente obtido de fontes fósseis não resolve a necessidade de desenvolver alternativas viáveis ao petróleo.

Honda descontinuou o Clarity a hidrogênio em 2022, porém tem planos para 2027. Resta o sedã Toyota Mirai elétrico abastecido a hidrogênio, lançado em 2012. Comenta-se que o modelo talvez seja discretamente abandonado, em algum momento. A pilha a hidrogênio (fuel cell, em inglês) em alternativa à bateria dos elétricos enfrenta previsões duvidosas, apesar de BMW, Hyundai e a própria Toyota não terem desistido.

Mesmo veículos 100% elétricos ainda se sujeitam a incógnitas. A Ferrari, por exemplo, deve lançar seu primeiro modelo desse tipo em 2026. Já programava outra opção em 2028, todavia adiou frente às incertezas. Um relatório recente da agência BloombergNEF destaca que elétricos de alcance estendido (com motor-gerador a gasolina para recarregar a bateria), conhecidos pela sigla em inglês EREV, apresentam alta taxa de crescimento impulsionadas pelo gigantesco mercado chinês, principalmente em cidades afastadas dos grandes centros urbanos.

No entanto BYD e GWM rechaçam a solução EREV. Ambas declaram que não desenvolverão soluções desse tipo, preferindo focar em elétricos e híbridos plenos ou plugáveis na estratégia de transição. Contudo a Academia Chinesa de Engenharia tem outra visão para 2030: EREV e híbridos plugáveis representariam 55% do mercado interno, elétricos convencionais, 45% e carros com motor a combustão, só 15%.

Neste cenário chama atenção a japonesa Mazda. Bateu recorde de vendas nos EUA apenas oferecendo automóveis e SUVs com MCI. Abraçou a I.A. em seus projetos e ainda vai decidir, aparentemente sem pressa, quando partirá para o primeiro elétrico. Toyota e Honda também acabam de desenvolver motores a combustão mais eficientes que os atuais.

Já o chanceler (presidente, na prática) alemão Friedrich Merz critica um projeto da União Europeia que obrigaria locadoras e grandes empresas a comprarem só modelos elétricos, a partir de 2030. Para ele contribuiria para destruir a importante indústria automobilística do bloco europeu.

Geely estreia elétrico EX5 de pegada futurista

A Geely Auto, dona da Volvo, Polestar, Lotus e Zeekr (entre outras), segue estratégia típica de marcas chinesas: SUV elétrico de porte médio e preços competitivos para as duas versões: EX5 Pro, R$ 205.800 e EX5 Max, R$ 225.800. Marca está de volta ao Brasil depois de nove anos, agora em parceria com a Renault e outro patamar tecnológico.

Seu estilo é discreto na traseira e visto de frente faz falta um pouco de audácia. As rodas de 18 ou 19 pol. têm desenho atraente. Dimensões próximas às de SUVs grandes: comprimento, 4.615 mm; entre-eixos, 2.750 mm; largura, 1.901 mm; altura, 1.670 mm. Porta-malas de 461 L, dentro da média do segmento; massa em ordem de marcha compatível com outros elétricos: 1.715 (Pro) e 1.765 kg (Max).

No interior, destaque para a grande tela multimídia de 15,4 pol. com conexão AppleCarPlay (AndroidAuto, só mais adiante). Versão de topo inclui projeção de dados no para-brisa (13,8 pol.), encostos dos bancos dianteiros podem inclinar completamente para trás e incluem massagem, ventilação, aquecimento e memória. O encosto bipartido do banco traseiro também é reclinável

Tração apenas na dianteira, motor com 218 cv e 32,6 kgf·m. Aceleração de 0 a 100 km/h em 7,1 s (Max) e 6,9 s (Pro, 50 kg mais leve). Bateria LFP de 60,2 kW·h suporta recarga rápida e pode fornecer energia para eletrodomésticos, outros veículos ou funcionar como gerador portátil. Alcance, padrão Inmetro (mais rigoroso para não surpreender ninguém), de 413 km (Pro) e 349 km (Max).

Em primeiro contato, de São Paulo ao Autódromo Capuava em Indaiatuba (SP), destacaram-se espaço interno, atmosfera a bordo e respostas imediatas e silêncio de rodagem (típicos de elétricos). Há quatro níveis de regeneração de energia. Suspensão oferece bom equilíbrio entre conforto e estabilidade, além de freios bem dimensionados.

EX5 vem com seis airbags e traz pacote de segurança ativa completo: alerta de colisão, assistente de faixa, controle de cruzeiro adaptativo e câmeras 360º, entre outros (13, no total).

Avaliação dinâmica: BMW M235 xDrive

Após apresentação estática nos boxes de Interlagos, a BMW levou para a pista de testes da Goodyear, em Americana (SP), para uma breve avaliação o sedã-cupê de quatro portas M235 xDrive. Não se trata de ambiente ideal: autódromo ou autoestradas e subida/descida de serras. Mas havia trechos de asfalto seco e molhado artificialmente.

No segundo caso, foi possível avaliar o comportamento em condições específicas no limiar da tração. O controle de tração do sistema XDrive funcionou muito bem. Manteve o carro no skid pad (círculo de derrapagem na pista molhada) sem sair do traçado, uma característica que só a eletrônica de bordo é capaz de garantir. Contudo, sempre há um limite e assim não dispensa atenção ao volante e ao acelerador para evitar abusos na utilização cotidiana.

O carro é bem projetado, agrada quem aprecia dirigir de forma esportiva (quando possível), acelera forte, freia impecavelmente e demonstra comportamento muito seguro em curvas. Tem motor transversal, de quatro cilindros, turbo, 2-L, 317 cv e 40,8 kgf·m, câmbio robotizado de sete marchas e dupla embreagem. Tração é integral e acelera de 0 a 100 km/h em apenas 4,9 s. Diferencia-se pelas quatro saídas de escapamento e um defletor bem pronunciado na tampa do porta-malas.

Preço: R$ 479.950,00
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Geely, a maior fabricante chinesa, retorna ao mercado brasileiro

A maior fabricante de automóveis da China e proprietária de várias marcas, retorna ao Brasil numa parceria de distribuição com a Renault do Brasil. A marca chinesa lançou oficialmente esta semana o seu primeiro modelo: o Geely EX5. O retorno da marca também marca uma nova direção nos produtos, já que antes a marca apostava nos sedãs e agora, para atender a moda, é nos SUVs.

O anúncio da volta ao mercado brasileiro foi feita em abril deste ano e este mês a marca garante que já estarão em funcionamento 8 concessionárias. Até o final do ano serão 23, quase todas anexadas ás revendedoras da marca francesa.

Em duas versões, Pro e Max, o primeiro SUV á venda no Brasil e que é vendido em 90 países, tem um design típico dos modelos chineses, bom espaço interno, acabamento bem cuidado e motor 100% elétrico. A Geely conta hoje com quatro centros de design: Gotemburgo, Suécia; Xangai, China; Coventry, Inglaterra; e Milão, Itália.

Design

O design do Geely EX5 tem linhas elegantes e atraentes. A frente tem visual curvo envolvido por grandes ranhuras no para-choque. Os faróis de LED são ligeiramente curvados para cima e, já que não tem necessidade de refrigeração do motor a combustão, não tem grade dianteira.

Na lateral, dois vincos na parte de baixo das portas, a área envidraçada e rodas de até 19 polegadas dão um ar de modernidade ao modelo. Já a traseira, conta com um spoiler integrado e lanternas inteiriças com 274 lâmpadas de LEDs que exibem um animado efeito 3D. O conjunto é muito agradável. Segundo a marca, coeficiente aerodinâmico de apenas 0,269.

MotorO EX5 vem com um powertrain 100% elétrico que desenvolve 218 cavalos e 320 Nm (32,6 kgfm). Ainda segundo a marca, o SUV acelera de zero a 100 km/h em até 6,9 segundos e atinge a velocidade máxima é de 180 km/h. O EX5 tem três modos de condução: Eco, Normal e Sport.

A bateria é de Lítio Fosfato Ferro (LFP) tem 60.22 kWh de capacidade. Segundo o programa de certificação do INMETRO, a autonomia pode chegar até 413 km. São quatro níveis de regeneração de energia, cuja eficiência regenerativa chega a 94,18%.

Em um posto de carregamento com corrente contínua (DC) e 100 kW, o tempo de recarga de 30 a 80% é de 20 minutos. Em um carregador de corrente alternada (AC) tipo Wallbox de 11 kW, o carregamento de 10 a 100% demora 6 horas.

A Geely garante que o padrão de segurança da bateria Short Blade é superior aos parâmetros mais exigentes. Por ser integrada à plataforma, é completamente protegida em casos de impactos.

Segurança

O Geely EX5 conta com recursos de segurança passiva, ativa, bateria, pedestre e ativos de segurança cibernética, e na versão Max o modelo vem com sistemas avançados de auxílio para o motorista (ADAS). Como:

– Controle de Cruzeiro Adaptativo (ACC), que ajusta, de acordo com tráfego à frente a velocidade do veículo, garantindo a segurança de condução;
– Controle Inteligente de Cruzeiro (ICC), que controla a velocidade do veículo de maneira dinâmica e mantém a posição na faixa de forma automática, levando em consideração os veículos ao seu redor.
– Sistema de Alerta Colisão Frontal (CMSF), alerta com sinais luminosos e sonoros o risco de uma colisão frontal;
– Sistema de alerta de colisão traseira (CMSR), alerta com sinais luminosos e sonoros o risco de uma colisão traseira;
– Alerta de Tráfego Cruzado Traseiro (RCTA), alerta com sinais luminosos e sonoros o risco de uma colisão em manobras de marcha à ré;
– Frenagem de Tráfego Cruzado Traseiro (RCTB), que freia o veículo automaticamente na iminência de uma colisão em manobras de marcha à ré;
– Assistente de reconhecimento de placas de trânsito (TSI);
– Assistente de permanência em faixa (LKA), que mantém o veículo centralizado na via, conforme as linhas de sinalização.
– Assistente de emergência de permanência em faixa (ELKA), retorna o veículo à faixa de rodagem
– Assistente de ponto cego (BSD), alerta o condutor quando há um veículo em pontos cegos.
– Assistente de mudança de faixa (LCA), monitora os veículos nas faixas adjacentes e alerta o motorista sobre riscos ao trocar de faixa, atuando como uma extensão do alerta de ponto cego.
– Aviso de segurança para a abertura das portas (DOW). Alerta aos ocupantes se há algum veículo se aproximando pela lateral no momento de abertura das portas.

O sistema de Visão 360 graus é de série nas duas configurações. Bem como os faróis de LEDs, com alta capacidade, permitindo iluminar 177 metros de distância (quase dois campos de futebol) à frente e cobrir 23 m de largura de raio. A versão Max possui ainda controle inteligente do facho, adaptando a luz alta em relação aos veículos que vem no sentido contrário ou que estão à frente.

Espaço

Com 4,61 metros de comprimento, 1,90 m de largura, 1,67 m de altura e 2,75 m de distância entre-eixos, o EX5 tem um ótimo espaço interno e um generoso porta-malas com 461 litros com os bancos na configuração normal e de 1.877 litros com eles rebatidos.

Confortáveis, os bancos dianteiros são construídos em quatro camadas e mais uma, batizada de Zero Sensation. A camada extra tem função relaxante, ajudando a aliviar a pressão corporal, melhorar a absorção de choques e o apoio do corpo. O banco do motorista tem regulagem elétrica de série, sendo que na versão Max, é acrescentado ainda os ajustes elétricos para o carona, e função ventilação e massagem.

A atmosfera é completada por uma iluminação interna com até 256 opções de cores para criar um ambiente para cada estado de espírito, disponível na opção Max, que traz teto-solar panorâmico de 1,18 m2 de área envidraçada e abertura em 11 estágios.

O quadro de instrumentos digital tem 10,2 polegadas e é acompanhado da central multimídia Flyme Auto de 15,4”. A sua tela é de ultra alta definição e alto brilho, facilitando a visualização sob qualquer condição de luminosidade. A tecnologia de toque é a Incell, a mesma usada por celulares de última geração. Há conexão com Apple CarPlay, bem como 4G a bordo. É possível também usar o navegador GPS nativo por satélite. A versão Max oferta um head-up display (HUD) de 13,8”, oferecendo o maior contraste e brilho do mercado. O carregador de smartphone sem fio tem 15 watts de potência e dispõe de aviso de esquecimento do aparelho.

O sistema de áudio Flyme Sound, que integra 16 alto-falantes de alta qualidade, sendo eles cinco de médio alcance, quatro tweeters, quatro woofers e dois no encosto de cabeça do motorista. Com 1.000 watts de potência, o conjunto também possui subwoofer independente.

Preços
EX5 Pro – R$ 205.800,00
EX5 Max – R$ 225.800,00

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