ambulância

Permanecer na faixa da esquerda é crime e pode gerar acidentes

Além de multa, uma situação que causa muitos acidentes nas estradas é permanecer ou não dar passagem pela faixa da esquerda. A infração média, conforme está previsto no Artigo 198 do CTB –  Código de Trânsito Brasileiro, tem valor de R$ 130,16 e a adição de 4 pontos na CNH.

Mesmo se o motorista estiver dirigindo no limite máximo de velocidade permitido para a rodovia, a faixa da esquerda é de uso exclusivo para ultrapassagens ou para veículos que estejam em velocidades mais altas.

Após a ultrapassagem ou se outro veículo estiver mais rápido, é obrigação do motorista se deslocar para a faixa da direita, avisando com a utilização da seta. O caso pode ficar mais grave se o bloqueio for a um veículo de emergência (ambulância, polícia, bombeiros) com as luzes e sirenes acionadas. Nesse caso, é considerada uma infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e 7 pontos na CNH.

Na Europa, por exemplo, dificilmente os motoristas, após uma ultrapassagem permanencem na faixa da esquerda e lá é considerada uma infração gravíssima.

O que diz o CTB

O Código de Trânsito Brasileiro estabelece regras claras sobre a circulação de veículos em rodovias, incluindo o uso da faixa da esquerda. Apesar de muitos motoristas acreditarem que podem trafegar livremente nessa faixa, a legislação determina que ela deve ser utilizada prioritariamente para ultrapassagens e em algumas situações específicas.

De acordo com o artigo 29, inciso IV do CTB, os veículos devem circular sempre pela direita, deixando a faixa da esquerda para ultrapassagens e para veículos de maior velocidade nas vias de múltiplas faixas. Ou seja, ao concluir a ultrapassagem, o condutor deve retornar para a faixa da direita assim que possível, evitando permanecer na esquerda sem necessidade.

Velocidade mínima
Não menos grave é a situação dos motoristas que trafegam abaixo da velocidade mínima permitida. Além das penalidades, pode criar situações de risco, como ultrapassagens forçadas ou freadas bruscas, causando graves acidentes. A infração está no artigo 219 do CTB, que prevê multa de R$ 88,38 e 3 pontos na CNH.

Os limites de velocidade em rodovias são estabelecidos para garantir a segurança no trânsito, reduzindo o número de acidentes. No entanto, esses limites variam conforme o tipo de via, o tipo de veículo e as condições da estrada. Não cabe aos motoristas “fiscalizar” as infrações cometidas por outros motoristas.

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Puma GTE, Ford Escort XR3 e Mercedes SL 300 triunfam no Rally do MG Club

O Rally do MG Club do Brasil, realizado no último sábado (21)com percurso entre Araçariguama e Pilar do Sul (SP), terminou com duas vitórias de modelos nacionais nas três categorias que foram disputadas. A prova aberta a carros clássicos de diversas marcas foi válida pelo Campeonato Brasileiro de Regularidade Histórica da FBVA (Federação Brasileira de Veículos Antigos) e teve 33 participantes.

A largada do Rally do MG Club do Brasil aconteceu no estacionamento do Ecoparada Madero, no km 44 da rodovia Presidente Castello Branco. Após 150 km percorridos principalmente em estradas vicinais, os participantes chegaram a uma propriedade onde fica armazenada uma coleção de caminhões, com destaque para diversos modelos nacionais fabricados entre 1955 e 1972 pela FNM (Fábrica Nacional de Motores).

Os concorrentes foram divididos em três categorias, de acordo com o método de navegação. A Clássicos teve vitória de Alexandre de Araújo Penna e Thaís de Salles Oliveira, com um Puma GTE 1977, com 212 pontos perdidos, seguidos por Luiz Evandro “Águia”/Eber Casotti Oliveira (VW 1300L 1983) e Luiz Augusto Malta/André Malta (MG B 1979). Na APP, o troféu de primeiro lugar ficou com o Ford Escort XR3 2.0i de Mário Lott Guimarães/Daniel C. Lott Guimarães. A categoria foi decidida por apenas um ponto e, devido a um erro de arredondamento do sistema de cronometragem após a aplicação do handicap, a vitória chegou a ser anunciada para Augusto Leite/Rodrigo de Campos a bordo de um Chevrolet Caravan 1984. A revisão confirmou a inversão dos dois primeiros colocados e a Caravan ficou com o segundo lugar. Ela foi usada até poucos anos atrás como ambulância e conservada como tal por seu atual proprietário (inclusive com os cartões e instruções de uso do hospital ao qual pertencia). Por suas características inusitadas, foi um dos carros mais fotografados do rally.

Na Navegação Livre, triunfo de José Luiz Gandini/Luiz Durval Brenelli de Paiva, a bordo de um Mercedes-Benz SL 300 1991. A classe Turismo teve um único participante, o Mercedes-Benz C 280 1995 de Juvenal Costa/Berenice Betti. Esta classe é aberta a qualquer tipo de automóvel e não tem premiação, servindo como um passeio com o objetivo de conhecer a dinâmica de uma prova de rally. O Troféu Chico Corazza, instituído em 2021 em homenagem a um dos fundadores do MG Club do Brasil, desta vez foi entregue aos tripulantes do carro mais antigo: o Porsche 356 1961 de Carlos Antunes e Rafael Antunes. Este carro também chamou a atenção devido à carroceria sem pintura, deixando o metal aparente.

Américo Nesti, presidente do MG Club do Brasil: “Tudo deu muito certo. Até o tempo ajudou e esteve perfeito para um rally de carros clássicos: sem chuva, um pouco nublado, temperatura amena. O melhor de tudo é o encontro com os amigos, as conversas entre todos… Dá para ver alegria no rosto das pessoas e isso é uma das coisas que mais queremos proporcionar aos participantes.”

Manoel Cintra, diretor esportivo do MG Club do Brasil: “Tivemos um número de inscritos ótimo, dentro do que esperávamos, e uma grande participação de pais e filhos e de casais. Eu contei pelo menos seis duplas de pais e filhos, ou filhas. Achei isso muito interessante, mostra que um rally de carros clássicos é também um ótimo programa familiar. O fato de ser uma prova rápida, de apenas um dia de duração, e com trajeto em estradas vicinais asfaltadas, evitando autoestradas, contribuiu para as duplas comparecerem. O ponto bom de fazer parte do Campeonato Brasileiro é atrair participantes de outros estados, como Minas Gerais e Santa Catarina, e eles conhecerem as características das provas do MG Club do Brasil. Para completar, o percurso terminou em uma coleção legal, em um lugar agradável e com a hospitalidade do dono.”

Rally do MG Club do Brasil – Resultado final revisado

Clássicos

1) 22-Alexandre Penna/Thais S. Oliveira (Puma GTE 1977), 212 pontos perdidos

2) 28-Luiz Evandro “Águia”/Eber Casotti Oliveira (VW 1300L 1983), 373

3) 24-Luiz Augusto Malta/André D. S. Malta (MG B 1979), 483

4) 17-Manoel Felix Cintra Neto/Manoel Alfredo Cintra (MG B GT 1967), 958

5) 21-Américo Nesti/Eduardo Florêncio Silva (BMW 320 1976), 1.122

6) 26-Ilda Marini Menini/Eduardo Alves Menini (Adamo CRX 1.8 1985), 1.756

7) 20-Daniela Consentino/Adriano Consentino (MG B GT 1972), 2.405

8) 25-Júlio Areia Filho/Letícia M. B. de Mello (Jaguar XJS 1990), 2.898

9) 27-Gilberto Finardi/Magali A. Ferreira (Mercedes-Benz 280 S 1985), 3.321

10) 19-Carlos A. Antunes/Rafael A. Antunes (Porsche 356 1961), 3.771

11) 23-Álvaro L. Luccas/César A. Luccas (Puma GTS 1979), 4.992

12) 30-Guto Oliveira/Augusto de Oliveira (Puma GTC 1982), 7.476

13) 31-Álvaro de Souza/João Fernando de Souza (Datsun 240Z 1971), 10.703

14) 29-André Moron Neto/Beatriz M. A. Moron (Mercedes-Benz SL 500 1992), 14.175


APP

1) 14-Mário Lott G. Filho/Daniel C. Lott Guimarães (Ford Escort XR3 2.0i 1993), 188

2) 35-Augusto Leite/Rodrigo J. F. de Campos (Chevrolet Caravan 1984), 189 pontos perdidos

3) 13-Eduardo Medaglia/Isabella Medaglia (Ford Escort XR3 2.0i Conversível 1993), 353

4) 15-Alex R. S. de Almeida/Álvaro L. P. Almeida (Nissan Maxima 1997), 475

5) 9-Paulo Strumiello/Wagner Sacomani (Alfa Romeo JK 1972), 501

6) 8-Ricardo Prado Santos/Luciano K. D. de Andrade (Jaguar XJ6 1972), 544

7) 10-Paulo Dante Martinelli/Antônio L. Chambel Filho (BMW 2002 Ti), 1.255

8) 11-Aidyr Muniz/Roseli Bonifácio (Mercedes-Benz 500 SL 1990), 3.265

9) 16-Auro Moura Andrade/Camila Moura Andrade (Mercedes-Benz 280 SL 1970), 4.940

10) 12-Fabiano de A. Rocha/Miguel de C. Rocha (Mazda MX5 1992), 11.695

Livre

1) 4-José Luiz Gandini/Luiz Durval Brenelli de Paiva (Mercedes-Benz SL300 1991), 96 pontos perdidos

2) 34-Gabriel R. Q. Carrillo/Anselmo Bettini (VW Santana 1995), 100

3) 6-Adilson Baher/Rosane M. F. Z. Baher (BMW 318 TI 1995), 101

4) 5-Christian Casal de Rey/Frederico Macedo (Chevrolet Corvette 1991), 108

5) 2-Antônio Marcucci/Ana Cláudia Assunção (Puma GTS 1974), 120

6) 1-Fernando Leibel/Adriano Braz (Ford Mustang Fastback 1969), 126

7) 3-Paulo Marte Filho/Valéria Theodoro (Porsche 928 1978), 600

Turismo
1) 32-Juvenal Costa/Berenice Betti (Mercedes-Benz C 280 1995), 7.650 pontos perdidos

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Alunos do ensino fundamental são diplomados como socorristas mirins

Cinquenta e três alunos do 4º ano do ensino fundamental da Escola Municipal de Educação Infantil Vicente Ráo, no Parque Industrial, foram diplomados como socorristas mirins, na última sexta-feira (6), após participarem de dez treinamentos em primeiros socorros do projeto Samuzinho na Escola, coordenado pelo Núcleo de Educação em Urgência da Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar.

A proposta do Samuzinho na Escola é ensinar as crianças a utilizarem adequadamente o Samu – Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, além de noções básicas de primeiros socorros, prevenção de acidentes domésticos e medidas necessárias para socorrer uma pessoa em situação de risco, enquanto a ambulância não chega.

“O Samu, além do serviço de atendimento à população, tem procurado desenvolver programas educacionais com crianças em idade escolar, para que elas possam aprender e multiplicar informações. Temos dois projetos em andamento em primeiros socorros: um com as crianças, e outros com professores, dentro da Lei Lucas”, disse o presidente da Rede Mário Gatti, Sérgio Bisogni.

Escolas foram certificadas

As 53 crianças que participaram do primeiro grupo de estudantes do projeto receberam diploma de socorrista mirim, camiseta, boné do Samu e medalha, em solenidade no Salão Vermelho da Prefeitura com a presença de pais e professores.

Erika Marani Frutuoso, mãe de Maria Júlia, da primeira turma do projeto, avalia como muito positivo o treinamento dado as crianças. “Minha filha se envolveu bastante, a cada aula chegava em casa contando o que tinha aprendido e depois nos fazia perguntas e nos corrigia quando a resposta não era correta”, falou.

Para as crianças, o aprendizado foi importante. “A gente aprendeu o que fazer em várias situações e tudo foi feito de forma divertida”, disse Ana Laura Rodrigues da Silva.

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