Saúde e Bem-Estar

Dia dos Namorados: receitas para cuidar bem da saúde do coração

Nutricionista dá dicas de alimentos que contribuem para a saúde cardiovascular e de cardápios especiais para a data

O Dia dos Namorados celebra o amor, acelera e aquece corações. Para cuidar bem desse órgão tão importante para a saúde emocional e física, a nutricionista Renata Guirau dá dicas de alimentos que, além de fazerem bem ao coração, também podem compor um delicioso e saudável jantar a dois.

“Alimentos ricos em ômega-3, como peixes, são fundamentais, pois contribuem para melhores níveis de colesterol e protegem o coração. Tomate e melancia são boas fontes de licopeno, um antioxidante associado à redução na incidência de doenças cardiovasculares”, explica a nutricionista do Oba Hortifruti, que ressalta a importância de manter uma rotina alimentar rica em vegetais variados, carnes magras, laticínios magros e pobre em alimentos processados.

Kiwi, maçã e uva, excelentes fontes de fibras, e, especialmente, as uvas roxas, ricas em resveratrol, um antioxidante relacionado à redução do risco de doenças cardíacas, são outros alimentos benéficos para o sistema cardiovascular.

A especialista diz que queijos e vinhos, quando consumidos com moderação, podem ajudar a saúde cardiovascular. “Os queijos, fontes de proteínas e ricos em cálcio, atuam na formação de todas as células e tecidos do corpo e na saúde óssea e muscular, e os vinhos contribuem com a ação antioxidante dos flavonoides da uva”.

Renata ensina receitas de pratos preparados com ingredientes que cuidam da saúde do coração e que deixam o jantar dos namorados ainda mais gostoso e saudável.

 

Fondue de queijo

200ml de leite desnatado

1 colher de sopa de amido de milho

100g de parmesão ralado

150g de requeijão light

100g de queijo gruyère

Uma pitada de sal e de noz-moscada

Modo de preparo: Em uma panela de fondue, adicione o requeijão e a metade do leite com o amido dissolvido. Mexendo sempre, acrescente os queijos já ralados, o sal e a noz-moscada. Coloque o restante do leite até ficar homogêneo. Servir com legumes assados: couve-flor, abobrinha, brócolis, batata, cogumelos e cenoura.

Risoto de abobrinha com limão

1 xícara de chá de arroz integral

1 litro de caldo caseiro de legumes

2 xícaras de chá de abobrinha ralada

2 colheres de sopa de manteiga

1 cebola cortada em cubos

¼ de xícara de chá de vinho branco seco

1 colher de sopa de requeijão light

2 colheres de sopa de queijo parmesão

Suco de 1 limão siciliano + raspas de limão para decorar

Sal, pimenta e noz-moscada a gosto

Modo de preparo: Refogue a cebola na manteiga, adicione o arroz integral e, logo em seguida, o vinho branco. Quando o vinho estiver evaporando, adicione, aos poucos, o caldo de legumes. Mexa o arroz para não grudar no fundo da panela. Cozinhe em fogo brando. Quando o arroz estiver ao dente, acrescente o suco de limão e a abobrinha, acerte os temperos. Desligue e acrescente o requeijão, o parmesão e sirva com as raspas de limão.

 

Tomate confitado

500g de tomate-cereja

150ml de azeite de oliva

2 dentes de alho em lâminas

5g de sal

5g de açúcar

Pimenta a gosto

Folhas de manjericão e alecrim a gosto

Modo de preparo:

Corte os tomatinhos ao meio e reserve. Pegue uma assadeira e coloque metade da quantidade de azeite, os tomatinhos e os temperos. Mexa bem e acrescente o restante do azeite. Leve ao forno pré-aquecido em 200º C por 45 minutos e mexa de vez em quando para não secar os tomates. Após esse período, retire do forno, espere esfriar e coloque em um pote de vidro. Os tomates duram até 15 dias na geladeira.

Caldo de abóbora

1kg de abóbora cabotiã

1 cebola grande picada em cubos

1 colher de sopa de azeite

2 xícaras de chá de carne seca desfiada

½ xícara de chá de cebolinha verde picada

1 xícara de chá de queijo minas ralado

Sal e pimenta a gosto

Modo de preparo: Cozinhe a abóbora com sal e bata no liquidificador. Aqueça a cebola e refogue a carne seca desfiada. Acrescente a abóbora batida e acerte o sal e a pimenta. Finalize com o queijo ralado e decore com a cebolinha picada. Sirva com pão italiano ou pão de fermentação natural

Cheesecake de frutas vermelhas

Base de biscoito:

1 caixa de biscoito amanteigado

½ xícara de chá de nozes trituradas

1 colher de sopa de manteiga derretida

Modo de preparo: Bata todos os ingredientes no processador e reserve.

Calda de frutas vermelhas:

½ xícara de chá de framboesas congeladas ou frescas

1 xícara de chá de morangos frescos picados

1 xícara de chá de açúcar cristal

Modo de preparo: Leve todos os ingredientes para o fogo e mexa bem até formar uma geleia.

Creme:

400g de cream cheese

1 lata de leite condensado

Raspas de 2 limões

Modo de preparo: Bata todos os ingredientes no liquidificador.

Montagem:

Em taças, faça uma camada com a base de biscoitos.

Em seguida, acrescente o creme até quase completar as taças.

Finalize com uma camada da calda de frutas vermelhas.

Leve para gelar.

 

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Dia Nacional da Imunização alerta para baixas coberturas vacinais

Há 14 anos, a pediatra Natália Bastos atende desde pacientes recém-nascidos a adolescentes. Ela lembra, entretanto, que o atendimento pediátrico, sobretudo nas emergências de todo o país, mudou drasticamente ao longo das últimas décadas.

Ela cita como exemplo a triagem de crianças com suspeita de meningite. “Antigamente, a gente tinha inúmeras crianças esperando para fazer punção lombar, a gente já não tinha vaga no isolamento. Hoje, os residentes mal têm como fazer a punção lombar porque, graças a Deus, são poucas as crianças com quadro de meningite devido à vacinação”.

Em meio a um consultório repleto de brinquedos, a médica, vestindo um jaleco decorado com temas de desenhos infantis, admite que o maior desafio é a lida com os pais, sobretudo quando o assunto é a imunização dos pequenos. “No caso da vacina da gripe, por exemplo, sempre lançam fake news, dizendo que a dose não é segura, que contém cepa antiga, que não protege contra novos sorotipos. Tenho que ficar trabalhando pra desmistificar essas informações e garantir que a vacina é segura e protege as nossas crianças”.

“Temos também o exemplo da vacina contra a covid e como ela mudou o aspecto padrão da pandemia. Hoje, a gente pode sair sem máscara na rua graças à vacinação em amplo espectro”, disse.

Outra dose comumente questionada pelos pais, segundo Natália, é a contra o HPV, indicada atualmente para crianças a partir dos 9 anos de idade. A infecção pelo vírus pode causar lesões na pele associadas ao câncer de colo de útero. “Há sempre todo um trabalho de explicar que a vacina é segura e pode mudar a vida de uma mulher no futuro”, destacou.

Para o também pediatra e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, o Dia Nacional da Imunização, lembrado nesta sexta-feira (9), funciona como uma oportunidade para reforçar a urgência na retomada das altas coberturas vacinais em todo o país.

Em entrevista à Agência Brasil, ele lembrou que, este ano, comemora-se ainda os 50 anos do Programa Nacional de Imunizações, primeiro programa de imunizações estruturado da região das Américas.

“O Brasil foi pioneiro no continente na eliminação de doenças, na erradicação e no controle de outras. Certamente a data nos remete a esse histórico de conquistas, a todos os avanços que conseguimos em 50 anos de um programa de vacinação que, infelizmente, nos últimos anos, vem sofrendo abalos na sua estrutura, falta de investimento na sua manutenção, desconfiança da população no valor da vacinas e chegada de grupos antivacina que têm colocado todas essas conquistas sob risco”.

Segundo Kfouri, o momento é de comemoração de êxitos e, ao mesmo tempo, de preocupação. “Não há exagero nenhum em dizer que o país está sob risco de retorno de diversas doenças já erradicadas”, alertou, ao citar que, atualmente, três em cada dez crianças que completam 1 ano de idade no país estão sem as três doses contra a poliomielite. “E não só isso. O Brasil não faz uma boa vigilância de casos suspeitos, não monitora o vírus em esgoto. A Organização Pan-americana da Saúde (Opas) classifica o Brasil, junto com Haiti, Honduras e Peru, como um dos países de mais alto risco de reintrodução da poliomielite. É um risco real”.

O rol de doenças que voltaram a assombrar o país inclui ainda a rubéola, a difteria, a rubéola congênita, o tétano e o sarampo. “Na verdade, são todas as doenças, mas essas estão em um radar mais próximo em função do risco mais acentuado pela epidemiologia da região”, explicou o pediatra. Para ele, diversos fatores explicam a queda nas coberturas vacinais no Brasil ao longo dos últimos anos e as estratégias para reverter esse cenário devem levar em consideração as particularidades de regiões, estados e municípios.

09/06/2023 – Brasília – Arte produzida pelo ministério da saúde para o dia Nacional da Imunização. Arte: Agência Brasil“O que tem diminuído a cobertura vacinal num país tão grande e desigual como o nosso não são os mesmos fatores. O que faz uma pessoa não se vacinar numa grande metrópole não é, certamente, o mesmo que motiva a não vacinação em outras regiões do país. É preciso enfrentar cada uma dessas realidades, dificuldades de comunicação são fundamentais, acesso, treinamento e capacitação dos profissionais de saúde. Precisamos investir muito também na produção de vacinas, para não haver falta”.

“Notificação, registro de doses aplicadas, sistema de informação. Há muito o que avançar. O Brasil tem um programa absolutamente democrático, descentralizado, que hoje contempla mais de 38 mil salas de vacina em todo o país. Precisamos de investimento. Só vamos começar a recuperar essa cobertura vacinal com um grande programa, um grande pacto entre sociedade civil, ministério, estados e municípios, que realizam na prática a vacinação”, recomenda o pediatra. (Agência Brasil)

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Equilíbrio na alimentação fortalece a imunidade para enfrentar o frio e prevenir doenças respiratórias

Pesquisas apontam para a necessidade de incrementar as refeições com nutrientes variados e cuidar bem da saúde gastrointestinal para garantir uma boa resposta imunológica; nutricionista dá dicas de receitas

Crédito das fotos: Divulgação / Oba Hortifruti

As temperaturas já caíram, o inverno se aproxima e apostar em pratos equilibrados com legumes, verduras e frutas é a receita para fortalecer a imunidade e preparar o organismo para enfrentar o frio e o consequente aumento de doenças respiratórias.

De acordo com a nutricionista Renata Guirau, do Oba Hortifruti, o equilíbrio alimentar como prevenção de infecções respiratórias é uma das medidas que mais surtem efeitos positivos para a saúde. A especialista explica  que diversas pesquisas apontam para a necessidade de cuidar bem da saúde gastrointestinal para garantir uma boa resposta imunológica. Estudo da PubMed de 2020 mostra que pessoas que comem todos os grupos de alimentos mantêm níveis adequados de vitaminas e minerais e, assim, ficam menos suscetíveis às doenças respiratórias mais graves ao entrar em contato com algum tipo de vírus.

Incrementar as refeições com ingredientes variados garante o equilíbrio. “Incluir fontes de vitamina C, como carambola, caqui, laranja, limão, abacaxi, morango, kiwi, maracujá, acerola e caju é fundamental”, orienta Renata.

Cenoura, abóbora, manga, mexerica, leite integral, queijos, melão orange, batata-doce, fontes de vitamina A e de betacaroteno, também devem fazer parte da dieta, pois atuam diretamente na produção de células imunológicas. Em conjunto com esses alimentos, o feijão, rico em zinco, auxilia na absorção dos nutrientes e completa o fortalecimento do organismo. “Uma maneira de consumir esses grupos juntos é em forma de caldos, por exemplo. É uma boa opção para o frio, aquece, nutri e aumenta a imunidade”, afirma a nutricionista.

Renata lista alguns alimentos da temporada para serem usados nas preparações e dá dicas de receitas para integrar o cardápio. Entre as frutas, a época é propícia para abacate, banana, caqui, carambola, kiwi, maçã, mamão, pera, tangerina e uva, enquanto abóbora, abobrinha, batata-doce, chuchu, espinafre, inhame, mandioca, mandioquinha, rabanete e repolho estão entre as sugestões na hora de ir às compras de legumes e verduras.

Confira as receitas elaboradas por Renata:

Suco de laranja, kiwi e espinafre

2 kiwis maduros

2 laranjas descascadas

1 xícara de chá de folhas de espinafre

500ml de água filtrada

Gelo a gosto

Modo de preparo: Bata tudo no liquidificador e beba em seguida, preferencialmente sem coar.

Creme de morango com coco

1 envelope de gelatina sem sabor

½ xícara de chá de coco ralado

½ xícara de chá de leite de coco

4 colheres de sopa de mel

½ xícara de chá de água

1 xícara de chá de morangos picados

Modo de preparo: Prepare a gelatina conforme instruções da embalagem. Bata no liquidificador a gelatina, o leite de coco, o mel, a água e os morangos. Coloque em taças e leve para gelar. Quando começar a ficar um creme firme, finalize com o coco ralado por cima de cada taça e volte para a geladeira por mais 2 horas antes de servir.

Mousse de abacate com morangos

2 xícaras de chá de abacate maduro picado

Sumo de 2 limões

2 colheres de sopa de mel

2 colheres de sopa de cacau em pó

1 xícara de morangos picados

Modo de preparo: Bata no liquidificador o abacate, o limão, o cacau e o mel. Coloque em taças e cubra com os morangos picados. Leve para gelar e sirva em seguida.

Sopa de abóbora com espinafre 

4 xícaras de chá de abóbora cortada em cubos

2 xícaras de chá de iscas de carne grelhadas

1 xícara de chá de espinafre picado

2 dentes de alho amassados

¼ cebola em fatias

Modo de preparo: Em uma panela, cubra com água a abóbora cortada em cubos, adicione as fatias de cebola e tempere com sal e pimenta a gosto. Cozinhe até a abóbora ficar macia. Escorra a abóbora e bata em um processador até virar um purê. Adicione a carne grelhada e, em seguida, o alho amassado no purê de abóbora e misture bem. Confira o sal e pimenta e se necessário, acerte.

Chocolate quente funcional

250ml de leite de amêndoas

1 colher de café de cacau em pó

1 pitada de açafrão ralado

1 pitada de canela em pó

1 colher de sopa de mel

1 colher de sopa de amido de milho

Modo de preparo: Aqueça o leite de amêndoas com o cacau, a canela e o açafrão em pó. Misture bem. Em seguida, adicione o amido de milho e cozinhe sempre em fogo baixo até levantar fervura e engrossar levemente. Desligue o fogo e adicione o mel para adoçar.

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Movimentos auxiliam no combate às dores causadas pela artrose

Especialista defende treinamento “3Dimensional” para amenizar problema que atinge 30 milhões de pessoas no Brasil

Crédito da foto: Freepik

Dados do Ministério da Saúde apontam para um contingente de 30 milhões de pessoas que sofrem com artrose,  considerada a doença mais prevalente na população mundial, no Brasil. De acordo com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) das pessoas que estão acima dos 50 anos de idade, 60% já apresentam algum grau de degeneração. Se for analisada a faixa etária dos 70 a 75 anos, a taxa sobe para 80%.

A artrose é um processo de degeneração da cartilagem das articulações, principalmente na região das mãos, dos joelhos e dos quadris, e costuma aparecer em pessoas acima de 50 anos. Ao afetar as cartilagens, que são os tecidos que protegem as articulações, e gerar o desgaste, aumenta assim o atrito entre os ossos, o que provoca dor, desconforto, deformações e inflamações, e pode dificultar ou até mesmo impossibilitar movimentos.

E são esses movimentos que podem trazer a solução para esses sintomas, já que o treinamento 3Dimensional traz como essência o tratamento de dores por meio dos movimentos, com foco na reabilitação e descoberta das causas daquela dor, levando diversos fatores em consideração, inclusive os emocionais. “Com o treinamento 3Dimensional analisamos a ligação entre corpo, mente e espírito e focamos na descoberta da causa e não apenas no alívio do sintoma”, explica o personal trainer Samorai, especialista em movimentos, performance, treinamento 3Dimensional e fundador do Instituto de Performance Samorai, localizado na cidade de São Paulo.

O especialista diz ainda que apesar dessa cartilagem desgastada não voltar mais, é possível melhorar substancialmente a qualidade de vida da pessoa com artrose. “A artrose, assim como a hérnia de disco, assim como um roxo no braço é só um sintoma, não é a causa. Então vamos imaginar os ossos dos joelhos batendo um no outro e essa cartilagem que está neles vai se perder. Até que chegamos a um ponto que essa cartilagem não existe mais e ao bater osso com osso começa essa inflamação e a dor insuportável que faz com que a pessoa pare de fazer movimento, porque o movimento se torna sinônimo de dor”, afirma Samorai.

Ele complementa dizendo que ao entender o que está acontecendo, é possível amenizar esse problema ao conseguir corrigir o movimento. Assim, mesmo não tendo cartilagem, o efeito da falta dela não é mais observado. “Aquela pessoa que sentia muita dor no joelho quando andava, agora anda com muito menos dor, o que possibilita que ela ande, às vezes, até mesmo sem dor, porque embora a cartilagem seja muito importante, ela é importante para ajudar a compensar uma sobrecarga”, explica ele.

“Se é possível ter um equilíbrio tão grande, uma harmonia tão perfeita, um padrão de movimento tão bom, o joelho vai começar a funcionar muito melhor e o fato dele funcionar melhor não agravará mais o problema da cartilagem, não gerará mais dor e a pessoa consegue agora viver com artrose, não mais contra ela, como se ela nem a tivesse”, conclui o personal.

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Campanha de vacinação contra a gripe é ampliada até 30 de junho

Todas as pessoas a partir de 6 meses de idade podem ser vacinadas; em Campinas, doses estão disponíveis em 66 centros de saúde 

Crédito da foto: Carlos Bassan / PMC

A Secretaria de Saúde vai prorrogar a campanha de vacinação contra a gripe até 30 de junho. As doses estão disponíveis nos 66 centros de saúde de Campinas para pessoas a partir de 6 meses de idade. Basta apresentar documento com foto e a carteira de vacinação (se tiver).

Neste ano, o imunizante protege contra as gripes A (H1N1 e H3N2) e B/Victoria. Ele evitar que a doença evolua para casos mais graves. A vacina pode ser administrada junto com outras vacinas do Calendário Estadual de Vacinação.

Até 25 de maio, desde o início da campanha, em 10 de abril, foram aplicadas 200.961 doses da vacina contra a gripe no município. O grupo que mais procurou pela vacina é o de idosos, com cobertura de 64%; seguido pelas puérperas, com 49%. Os trabalhadores da saúde têm 40% de cobertura.

Os públicos com menor cobertura são as crianças entre 6 meses e 5 anos (20% de cobertura) e as gestantes (26%). A meta é 90%. Um novo balanço será divulgado nesta quinta-feira, 1º de junho.

Mais informações e horários das salas de vacina nos centros de saúde estão disponíveis no endereço https://vacina.campinas.sp.gov.br/vacinas/gripe

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“Precisamos de comida, não de tabaco” é o tema para o Dia Mundial sem Cigarro

“Precisamos de comida, não de tabaco”, reforça o tema, em português, da campanha da OMS – Organização Mundial da Saúde para o Dia Mundial sem Tabaco, comemorado nesta quarta-feira (31). A campanha chama a atenção para a sobrevivência humana e para os impactos negativos do tabaco para o meio ambiente.

Em entrevista o diretor executivo da Fundação do Câncer, cirurgião oncológico Luiz Augusto Maltoni, reconheceu que esse é um desafio imenso ainda.

“Porque a gente sabe que o Brasil é um grande produtor de tabaco, principalmente na Região Sul. E é difícil sensibilizar aquela população do cultivo de que é importante mudar a cultura para outros tipos de plantio. Sobretudo porque naquela região existem incentivos por parte dos governos locais. Fica difícil mudar uma cultura que vem, muitas vezes, de gerações de famílias que cultivam tabaco. É um trabalho que ocorre não só no Brasil, mas no mundo todo e a OMS pegou isso como uma bandeira importante no contexto todo do controle do tabaco”, disse o médico.

Além de causar dependência, o fumo provoca quatro vezes mais doenças coronarianas, acidente vascular cerebral (AVC); 12 vezes mais doenças de pulmão; no caso das mulheres, de 12 a 13 vezes mais câncer de pulmão; no caso do homem, mais 23 vezes câncer de pulmão.

“A gente está cansado de saber o mal que o hábito de fumar traz para o organismo humano. Fora isso, a ideia este ano é chamar a atenção para o mal que faz para a natureza e a sociedade como um todo, a poluição que causa”. Na parte do cultivo, Maltoni destacou que o foco são os alimentos. “Vamos plantar coisas saudáveis, em vez de tabaco”, propôs.

A tarefa, entretanto, não é coisa simples. É um trabalho árduo, porque significa mudar uma cultura e hábitos de tantos anos, mas é preciso chamar a atenção para a necessidade de reversão desse quadro, assegurou o diretor executivo da Fundação do Câncer.

“O que se arrecada em impostos com a indústria do tabaco é muito aquém dos gastos com a saúde, com tratamento e com as doenças decorrentes da utilização do tabaco. É preciso sensibilizar as pessoas para fazer mudança; mobilizar a sociedade, os governantes e os tomadores de decisão para que ajudem em mudanças de legislação, na questão dos subsídios legais, para que a gente possa ver isso acontecer de fato”.

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Saúde realiza ação em parceria com a PUC no Dia Mundial sem Tabaco

Pessoas expostas ao tabagismo poderão receber atendimento no hospital Celso Pierro nesta quarta-feira, 31 de maio, das 8h às 17h

Interessados em aderir ao programa municipal contra o tabagismo devem procurar centros de saúde (crédito da foto: Carlos Bassan / PMC)

A Secretaria de Saúde, em parceria com a PUC-Campinas, realiza nesta quarta-feira, 31 de maio, “Dia Mundial sem Tabaco”, atendimentos de pessoas expostas ao tabagismo. A ação acontecerá no Hospital da PUC, das 8h às 17h.

Depois da triagem, as pessoas passarão por consultas e/ou exames de imagem, seguidos de encaminhamento para os grupos de tabagismo da rede municipal e para acompanhamento pelas Equipes de Saúde da Família dos centros de saúde que oferecem o programa.

A Secretaria de Saúde oferece, desde 2003, o Programa Municipal de Tabagismo. A proposta é auxiliar as pessoas a pararem de fumar oferecendo terapias em grupo, orientações nutricionais e palestras de motivação. Equipes multidisciplinares com médicos, enfermeiros, psicólogos, farmacêuticos, terapeutas ocupacionais, agentes comunitários de saúde, entre outros, atendem aos participantes em sessões individuais. Quando há necessidade, é utilizado tratamento medicamentoso.

Clique e veja quais os centros de saúde que oferecem os grupos:

https://saude.campinas.sp.gov.br/programas/tabagismo/Unidades_Programa_Tabagismo.pdf

Atualmente, há 44 unidades credenciadas e 33 grupos ativos. Em 2022, foram atendidos 851 pacientes. Neste ano, de janeiro a abril foram 342.

Para participar do Programa de Tabagismo, o interessado deve ir até o centro de saúde mais próximo de sua casa e solicitar orientação sobre o grupo de tratamento.

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Parceria do DER e da Artesp promove nas estradas paulistas o Teste do Pezinho

Quem passar na 1ª quinzena de junho pelas rodovias que cortam o estado de São Paulo verá a mensagem “O Teste do Pezinho é o pontapé inicial da vida do seu bebê” estampada em 436 painéis das estradas estaduais.

O recado se refere à importância da triagem neonatal do terceiro ao quinto dia de vida da criança.

A iniciativa, parceria com o DER – Departamento de Estradas de Rodagem com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo, faz parte da sétima campanha Junho Lilás, organizada pelo IJC- Instituto Jô Clemente.

Além disso, o prédio da DER estará iluminado de lilás, em apoio à Campanha.

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Relator do PL dos Planos de Saúde quer proibir rescisão unilateral de contrato

O deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA), relator do Projeto de Lei 7419 de 2006, que propõe alterações na Lei dos Planos de Saúde, informou ontem (29) que irá apresentar o parecer no dia 7 junho, na Câmara dos Deputados.

O deputado disse que irá sugerir a proibição da rescisão do contrato unilateralmente pelos planos de saúde.

“A rescisão unilateral do contrato, que já é proibida pelo próprio Código de Defesa do Consumidor, lá no Artigo 51, estabelece essa rescisão unilateral como cláusula nula de pleno direito, mas é importante consignar, ratificar na nova lei dos planos de saúde, para que medidas como essa não possam ser mais realizadas, possam ser extintas”, disse Duarte.

Duarte participou de audiência pública na Alesp – Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, que debateu abusos das operadoras e o papel de fiscalização da ANS – Agência Nacional de Saúde.

Foram colhidos depoimentos de usuários sobre o aumento abusivo de mensalidades, o descredenciamento massivo de clínicas e hospitais e o cancelamento unilateral, por parte dos planos, de contratos de pacientes em tratamento.

“Essas empresas têm uma isenção na declaração do Imposto de Renda. Então, elas são incentivadas do ponto de vista fiscal e não podem somente receber, ter o bônus de receber, e não assumir o seu ônus, quando o consumidor mais precisa”, afirmou o parlamentar.

Nas últimas semanas, a deputada estadual de São Paulo, proponente da audiência pública, Andréa Werner (PSB), recebeu, ao menos, 235 denúncias de cancelamentos unilaterais de contratos de operadoras de saúde, citando Unimed Nacional, Bradesco Saúde e Amil, de pacientes com tratamentos em andamento. Entre as terapias interrompidas estão as que tratam Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou mesmo câncer.

“Até agora, a gente já mandou paro Ministério Público mais de 200 casos de cancelamento unilateral de contratos de pessoas em tratamento de câncer, crianças autistas, doenças crônicas graves. Todos [cancelamentos] ilegais”, ressaltou a deputada.

Andréa Werner propõe, como medida emergencial, uma ação civil pública para reverter os cancelamentos abusivos.

“Muitas pessoas não têm como pagar um advogado para reverter isso, mas também não têm renda baixa o suficiente para poder ir na Defensoria Pública. A gente espera que isso vire uma ação civil pública e que o MP possa reverter esses cancelamentos para que essas pessoas possam continuar seus tratamentos”.

Além de propor que a nova lei dos planos de saúde proíba o rompimento unilateral dos contratos de usuários em tratamento pelas operadoras, a deputada propõe que as operadoras passem a arcar com os gastos de um acompanhante nos casos em que o paciente internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) for menor de 18 anos ou tiver deficiência.

“A gente colocou também que se for descredenciar alguma clínica, a nova credenciada tem que ter mesma qualidade, porque eles estão descredenciando clínicas que dão tratamento para autistas, ou outras crianças com deficiência, e substituindo por clínicas que, às vezes, não têm nem alvará do Corpo do Bombeiros.”

Decisão da Justiça

O advogado, professor e especialista em Direitos Humanos, Marcelo Válio, destacou que já há um entendimento pacificado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que os planos de saúde não podem rescindir contrato de pacientes em tratamento.

“Se levarmos em consideração somente a legislação, os planos têm a possibilidade do cancelamento unilateral de planos coletivos. Entretanto, o STJ já se posicionou no seguinte sentido: aquele que estiver em tratamento, até a alta médica, não pode ter o seu contrato coletivo rescindido unilateralmente por parte do convênio.”

“Infelizmente, a Agência Nacional de Saúde (ANS), que é uma autarquia especializada, que deveria regulamentar e fiscalizar os planos de saúde, ela se apega tão somente a legislação e se esquece totalmente da realidade que é a decisão por parte do STJ”, criticou o advogado.

Segundo Válio, o STJ não levou em consideração somente as regras contratuais e a legislação específica, uma vez que a questão é de direito à vida. “Nós temos que respeitar certos princípios: princípio do direito à saúde, princípio ao direito à ampla assistência à saúde. E também um dos princípios mais importantes que nós temos, constitucionalmente falando, que é o princípio da dignidade da pessoa humana”.

Plano cortado repentinamente

A acompanhante terapêutica e estudante de psicologia Débora de Mello Rodrigues, mãe de Lourenzo, de 7 anos, diagnosticado com autismo e apraxia da fala, relatou que teve o plano de saúde de seu filho cortado pela operadora repentinamente.

“Ele estava fazendo os tratamentos com terapia ABA, fonoaudiologia, terapia ocupacional. A gente tem uma gama gigante de profissionais e tudo isso foi cortado, do dia para noite. A gente está num momento muito delicado, não tem justificativa. Talvez ele seja uma criança muito cara para o plano”, contou.

De acordo com ela, inicialmente, o plano mudou a clínica em que Lourenzo fazia o tratamento. “Eles enviaram um telegrama falando que a gente iria mudar para uma outra clínica. Nós fomos visitar a clínica, e era totalmente sem os profissionais adequados. Primeiro, foi isso que aconteceu”.

Em maio, a família recebeu um e-mail informando que teriam prazo de um mês para fazer a portabilidade para outra plano ou sair.

Negativa de tratamento

O funcionário público Sadrac Leite Silva, pai de Leonardo, de 8 anos, diagnosticado com câncer, disse que o plano de saúde se negou a fazer o tratamento de radioterapia na criança e, logo em seguida, informou o rompimento unilateral do contrato.

“Nós ficamos desesperados, o que que a gente pode fazer agora, porque o caso dele é um tumor, que já está até prejudicando a visão dele. Não pode esperar meses, ele não pode interromper o tratamento. A gente ficou de mãos atadas sem ter nada que fazer”.

Morador de São Paulo, Silva afirmou que a operadora de saúde chegou a apresentar uma alternativa: levar o filho para fazer o tratamento na Bahia. “De maneira desumana, eles deram uma alternativa para a gente, que teria à disposição um plano no estado da Bahia. A gente não tem condições, como que eu vou fazer um tratamento no estado da Bahia? Eu moro aqui em São Paulo, é sem cabimento. Fiquei completamente desesperado”.

A ANS não se manifestou. (Agência Brasil)

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Campanha de vacinação contra a gripe entra na reta final

Em Campinas, mais de 200 mil pessoas já receberam o imunizante gratuitamente; quem ainda não se vacinou tem até o dia 31 de maio para procurar um centro de saúde

Crédito da foto: Carlos Bassan / PMC

 A campanha nacional de imunização contra a gripe entra na sua reta final. Quem ainda não se vacinou tem até o dia 31 de maio, quarta-feira, para procurar um centro de saúde e se proteger contra a doença gratuitamente. De acordo com balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, em Campinas foram aplicadas 200.961 doses desde o início da ação, em 10 de abril.

O grupo que mais procurou pela vacina é o de idosos, com cobertura de 64%; seguido pelas puérperas, com 49%. Os trabalhadores da saúde têm 40% de cobertura. Os públicos com menor cobertura continuam sendo as crianças entre 6 meses e 5 anos (20% de cobertura) e as gestantes (26%). A meta é alcançar 90% das pessoas em cada grupo.

As vacinas estão disponíveis para toda a população a partir de 6 meses de idade em todos os centros de saúde até 31 de maio, data prevista para o final da campanha. Para receber a dose, é preciso apresentar documento com foto e a carteira de vacinação (se tiver). Neste ano, o imunizante protege contra as gripes A (H1N1 e H3N2) e B/Victoria.

O imunizante pode ser administrado junto com outras vacinas do Calendário Estadual de Vacinação, inclusive com as vacinas contra a covid-19.

Mais informações e horários das salas de vacina nos centros de saúde podem ser encontrados no link https://vacina.campinas.sp.gov.br/vacinas/gripe.

 

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