Saúde e Bem-Estar

Rotina agitada: congelar alimentos ajuda a manter dieta saudável

Nutricionista dá dicas de técnicas de armazenamento para manter nutrientes

A praticidade é uma aliada da alimentação saudável. Manter os alimentos pré-preparados, lavados e cortados ajuda muito, principalmente naqueles dias mais corridos. Comprar os produtos higienizados também é uma boa opção para quem busca agilidade na cozinha, desde que sejam tomados alguns cuidados com a conservação.

“Ao mantermos os itens já manipulados, precisamos tomar alguns cuidados para que não ocorra perda de nutrientes ou mesmo degradação muito rápida. Para isso, a forma de armazenar é fundamental. Todo alimento manipulado deve ser guardado na geladeira ou freezer, em recipientes adequados, limpos e de uso exclusivo”, alerta a nutricionista do Oba Hortifruti, Renata Guirau.

A especialista ensina que as carnes devem ser mantidas por 24 horas sob refrigeração e preparadas em seguida. Os vegetais podem ficar higienizados e cortados por mais tempo, respeitando a data de validade da embalagem, caso tenham sido comprados já processados, ou por três dias quando manipulados em casa.

Alimentos preparados, como as carnes e vegetais cozidos ou assados, podem ficar na geladeira por até 72 horas e no freezer por até 30 dias. “Esse armazenamento adequado garante que não ocorra risco de intoxicação alimentar e redução da perda de nutrientes após o preparo”, explica Renata.

Além do tempo e temperatura para a refrigeração, os utensílios usados também são importantes, lembra a nutricionista. “Utilizar recipiente de vidro é o ideal, mesmo quando vamos congelar as preparações. Potes herméticos e embalagens plásticas adequadas também são boas opções. Bombas a vácuo de uso caseiro podem ser excelentes aliadas para a conservação segura e duradoura dos alimentos, ajudando na praticidade, economia e segurança alimentar.”

Confira as dicas da nutricionista:

  •  Os recipientes e embalagens usados para o armazenamento devem ser sempre lavados com sabão e água corrente antes de serem usados novamente.
  • Os produtos congelados devem ser retirados do freezer pelo menos 24 horas antes do preparo e precisam ser descongelados em geladeira. Não é adequado deixar descongelando em temperatura ambiente. Após o descongelamento, não pode ser congelado novamente, a menos que seja um alimento cru que foi preparado.
  •  As frutas podem ser congeladas para uso em receitas, como sucos e vitaminas e podem ser guardadas já lavadas e cortadas na geladeira.
  • Os legumes e verduras também podem ser congelados, exceto aqueles que serão consumidos crus, pois o congelamento pode deixá-los com consistência inadequada para consumo dessa forma.
  •   Todas as preparações (arroz, feijão, carnes, legumes, massas, bolos, pães etc.) podem ser mantidas sob refrigeração ou sob congelamento, desde que sejam respeitados os critérios de tempo e a forma correta de descongelamento.

 Para garantir praticidade na hora de armazenar alimentos, o Oba Hortifruti oferece potes e sacos herméticos com vedação a vácuo da coleção Frescor e Sabor produzidos pela empresa ZWILLING – Fresh & Save, que podem ser adquiridos, até setembro, com a participação na Campanha de Selos de Desconto da rede, realizada em parceria com a BrandLoyalty.

A seleção traz oito itens que vão de potes de vidro, embalagens e sacos herméticos a selador de vinho e bomba a vácuo automática para manter os produtos frescos por até cinco vezes mais tempo, quando comparado com armazenamento sem vácuo. Os utensílios podem ser usados para cozinhar, servir, guardar na geladeira e no congelador, embalar e reaquecer, e ajudam a economizar comida, tempo e dinheiro.

A cada R$ 35 em compras, o cliente cadastrado no programa de vantagens Cliente Bem Querer ganha um selo de desconto. Quanto mais selos, maior o desconto para comprar os itens da campanha. A compra de produtos aceleradores dará direito a selos de desconto adicionais a partir de R$ 35. Para participar, basta ser Cliente Bem Querer com o cadastro completo, e realizar as compras em qualquer uma das unidades físicas da rede, localizadas nos Estados de São Paulo e Goiânia e no Distrito Federal.

A ação acontece até 3 de setembro e os produtos podem ser adquiridos, com ou sem desconto, até 17 de setembro, com validade para clientes cadastrados no Cliente Bem Querer, programa de relacionamento da rede que disponibiliza vantagens com novidades e ofertas todos os dias. A iniciativa é válida para compras realizadas tanto nas unidades físicas da rede como nos canais on-line.

 

 

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Campinas tem mais uma morte causada pela febre maculosa

Mais uma pessoa morreu em decorrência da febre maculosa em Campinas. O caso foi confirmado pela Secretaria de Saúde nesta quarta-feira, 23 de agosto. Com isso, a cidade agora tem oito casos confirmados da doença, com seis mortes, desde o início do ano.

A vítima é um homem de 52 anos, que se infectou em Campinas. O local provável de infecção é o Parque Linear Ribeirão das Pedras, na região da Vila Costa e Silva, perto do Parque Dom Pedro Shopping. Os primeiros sintomas foram registrados em 17 de julho e a morte aconteceu no dia 21 do mesmo mês. No ano passado, a cidade confirmou 11 casos, com sete óbitos.

De acordo com o Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), o parque está devidamente sinalizado e é importante que a população respeite os avisos e não tenha contato com a vegetação. Os frequentadores devem estar atentos às medidas recomendadas, como a inspeção corporal e a observação de sintomas no período indicado.

A Secretaria de Serviços Públicos ressalta que todos os espaços acessados pela população recebem regularmente manutenção e roçagem.

Cuidados

A febre maculosa é uma infecção grave, transmitida pelo carrapato-estrela infectado.

Caso a pessoa passe por áreas de vegetação, mato ou pastos, especialmente próximas de cursos hídricos, onde há presença de cavalos e capivaras, deve ficar atenta, por cerca de 15 dias, aos sintomas da doença (febre, dor de cabeça, dor intensa no corpo, mal-estar generalizado, náuseas, vômitos e, em alguns casos, manchas vermelhas pelo corpo).

Ao apresentar um destes sinais, a pessoa deve procurar imediatamente o serviço de saúde e informar que teve contato com o carrapato e/ou esteve com locais de risco, pois os sintomas podem ser confundidos com com outras doenças febris agudas, como covid-19 e dengue.

 

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Organização Mundial da Saúde rastreia novas variantes do coronavírus

A OMS está rastreando várias variantes do coronavírus, incluindo a EG.5, que se espalha nos Estados Unidos e no Reino Unido, disse o diretor-geral da organização,Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta quarta-feira (9).

“Permanece o risco de surgir uma variante mais perigosa que pode causar aumento repentino de casos e mortes”, afirmou Tedros, acrescentando que a agência está publicando um relatório de avaliação de risco sobre o tema.

A OMS também emitiu um conjunto de recomendações permanentes para a covid, nas quais pede aos países que continuem relatando dados sobre a doença, especialmente de mortalidade e morbidade, e oferecendo vacinação. (Agência Brasil)

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Oftalmologistas alertam para risco de suplementos com promessa de cura

A Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu ontem (07), a fabricação, distribuição, venda, promoção e o uso de suplementos alimentares que alegavam, em sua publicidade, serem capazes de tratar doenças oculares como catarata, glaucoma e degeneração macular. Em nota, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) reforçou o alerta para os riscos da comercialização de tais produtos com a promessa de cura.

O conselho chegou a receber diversos comunicados de seus associados sobre a venda de suplementos alimentares com a promessa de cura e tratamento de doenças oculares.

Nas propagandas, os responsáveis pelos produtos alegavam que a ingestão dessas substâncias teria como efeito a melhora da visão de perto e longe, da visão embaçada e da pressão ocular e da catarata, além de prevenir o surgimento e o agravamento de problemas de visão.

“A decisão da Anvisa é uma vitória importante, pois protege a população de propagandas enganosas e, principalmente, dos potenciais efeitos colaterais e da ineficácia de produtos que não auxiliarão no tratamento de doenças oculares”, avaliou, em nota, o presidente do conselho, Cristiano Caixeta Umbelino.

Propaganda enganosa

Em comunicado, a Anvisa alerta quanto às propagandas de produtos “com promessas milagrosas”, veiculadas na internet e em outros meios de comunicação, que prometem prevenir, tratar e curar doenças e agravos à saúde, além de melhorar problemas estéticos.

“Muitas vezes, esses produtos são vendidos como suplementos alimentares, ou seja, alimentos fontes de nutrientes e outras substâncias bioativas, para os quais não há nenhuma comprovação junto à agência de ação terapêutica ou estética.”

“A Anvisa não aprovou nenhuma alegação desse tipo para suplementos alimentares e a legislação sanitária proíbe expressamente que alimentos façam alegações de tratamento, cura, prevenção de doenças e agravos à saúde. Dessa forma, qualquer propaganda de suplementos alimentares que contenha esse tipo de alegação é irregular.”

Orientações ao consumidor

A agência recomenda que o consumidor não compre nem utilize suplementos alimentares que prometam agir nas situações listadas a seguir:

– Emagrecimento;

– Aumento da musculatura;

– Diminuição de rugas, celulite, estrias, flacidez;

– Melhora das funções sexuais;

– Aumento da fertilidade, melhora ou alívio de sintomas relacionados à tensão pré-menstrual, menopausa;

– Aumento da atenção e foco;

– Doenças degenerativas, como mal de Alzheimer, demência, doença de Parkinson;

– Câncer;

– Problemas de aumento da próstata e disfunção urinária;

– Problemas de visão;

– Doenças do coração, pressão alta, colesterol e triglicerídeos sanguíneos elevados;

– Melhora da glicose sanguínea, diabetes e níveis de insulina;

– Problemas gastrointestinais, como gastrite, má digestão;

– Gripe, resfriado, covid-19, pneumonia;

– Labirintite, zumbido no ouvido (tinitus);

– Distúrbios do sono, insônia.
(Agência Brasil)

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Lula autoriza ozonioterapia como tratamento complementar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira (7), a lei (14.648/2023) que autoriza a terapia com ozônio. O texto publicado no Diário Oficial da União.

De acordo com a nova legislação, a ozonioterapia somente poderá ser realizada por profissional de saúde de nível superior inscrito em seu conselho de fiscalização profissional.

Outra exigência da norma é que a técnica somente poderá ser aplicada por meio de equipamento de produção de ozônio medicinal, devidamente regularizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O uso desses equipamentos fora das finalidades autorizadas de agência reguladora resulta em infração sanitária estarão sujeitas a penalidades previstas em Lei nº 6437/1977.


O governo federal determinou também que, antes da aplicação da ozonioterapia, o profissional responsável deverá informar ao paciente que o procedimento possui caráter complementar a outros tratamentos.

Uso 

A ozonioterapia aplica uma mistura gasosa de ozônio e oxigênio, nos pacientes. Alguns especialistas da área da saúde defendem o uso da técnica para melhorar a oxigenação dos tecidos e também fortalecer seu sistema imunológico.

É o caso da Associação Brasileira de Ozonioterapia (Aboz), entidade que representa profissionais desta área. A associação publicou, em seu site, que a ozonioterapia tem reconhecimento terapêutico e que “acompanha de perto o avanço das pesquisas realizadas no Brasil e em outros países”.

A Anvisa classifica o ozônio como “um gás com forte poder oxidante e bactericida”.  Procurada pela reportagem da Agência Brasil, a Anvisa informa que publicou, nesta segunda-feira, um   comunicado á imprensa.

Nele, a agência reguladora ratificou que os equipamentos que utilizam a ozonioterapia, aprovados por ela, somente possuem indicações de uso para tratamento da cárie; periodontia; endodontia; cirurgia odontológica, além da aplicação estética para auxílio à limpeza e assepsia de pele, conforme nota técnica publicada em dezembro de 2022.

O comunicado informa ainda que para outras indicações médicas no Brasil ainda não foram comprovadas evidências científicas sobre sua eficácia e segurança. Apesar disso, novos empregos da técnica poderão ser aprovados pela Agência.

“No caso de novas submissões de pedidos de regularização de equipamentos emissores de ozônio, desde que as empresas responsáveis apresentem os estudos necessários à comprovação de sua eficácia e segurança, conforme disposto na Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 546/2021 e na Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 548/2021.”

“Em que pese não haver equipamentos de produção de ozônio aprovados junto a esta Agência para uso em indicações médicas no Brasil, visto que ainda não foram apresentadas evidências científicas que comprovem sua eficácia e segurança, novas indicações de uso da ozonioterapia poderão ser aprovadas pela Agência, no caso de novas submissões de pedidos de regularização de equipamentos emissores de ozônio.”.

O Ministério disse que os serviços oferecidos pelo Sistema Único e Saúde (SUS) são aqueles autorizados pela Anvisa. “Outras inclusões somente serão analisadas à medida em que novos equipamentos e aplicações de ozonioterapia sejam aprovados pela Anvisa, com sua efetividade e segurança comprovadas”, conclui o Ministério da Saúde.

Outros posicionamentos

O uso da técnica da ozonioterapia divide opiniões. Algumas entidades entendem que o procedimento não tem eficácia comprovada cientificamente e se posicionam contrárias à liberação desta técnica. A prática já teve sua validade questionada, em 2020, quando foi apontada, sem qualquer validação científica, para o tratamento de pessoas infectadas pelo Sars-Cov-2 ou para terapia de qualquer outra enfermidade, .

Em julho de 2018, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou, no Diário Oficial da União, a resoluçãoº 2.181/2018, que define a técnica como prática experimental no país.

Em resposta à Agência Brasil, nesta segunda-feira, o CFM enviou nota, onde afirma que “a sanção da Lei nº 14.648/23, pela Presidência da República, não contradiz os termos da Resolução nº 2.181/2018, do próprio colegiado, que continua em vigor”. A autarquia esclarece, também, que mantém grupo de trabalho específico que avalia a eficácia e a segurança do uso da ozonioterapia.

“A sanção da Lei nº 14.648/23, pela Presidência da República, não contradiz os termos da Resolução nº 2.181/2018, do Conselho Federal de Medicina (CFM), que continua em vigor, sendo que a autarquia mantém grupo de trabalho específico que avalia a eficácia e a segurança do uso da ozonioterapia”, se posiciona o CFM.

Em nota, a Associação Médica Brasileira (AMB) se posicionou contrariamente à autorização da prática no Brasil. Até o momento, não há evidências científicas de qualidade que justifiquem sequer a revisão da Resolução CFM nº 2.181/2018, para que a ozonioterapia deixe de ser considerada como tratamento experimental, quanto mais uma lei neste sentido”.

A AMB entende que a ozonioterapia deve continuar como tratamento experimental até que evidências científicas de qualidade possam alterar este status.

“A ozonioterapia deve continuar como tratamento experimental até que evidências científicas de qualidade possam alterar este status, o que deve ser feito pelo Conselho Federal de Medicina a quem compete “editar normas para definir o caráter experimental de procedimentos em Medicina, autorizando ou vedando a sua prática pelos médicos”, diz nota da Associação Médica Brasileira.

Nota Ministério da Saúde

Diante da sanção da Lei 14.648, de 04/08/2023, que autoriza a ozonioterapia no território nacional, a Anvisa enviou nota em que reitera que, até o momento, os equipamentos aprovados junto à agência somente possuem as seguinte indicações: “dentística: tratamento da cárie dental – ação antimicrobiana; periodontia: prevenção e tratamento dos quadros inflamatórios/infecciosos; endodontia: potencialização da fase de sanificação do sistema de canais radiculares; cirurgia odontológica: auxílio no processo de reparação tecidual; estética: auxílio à limpeza e assepsia de pele”, conforme Nota Técnica Nº 43.

“Em que pese não haver equipamentos de produção de ozônio aprovados junto a esta agência para uso em indicações médicas no Brasil, visto que ainda não foram apresentadas evidências científicas que comprovem sua eficácia e segurança, novas indicações de uso da ozonioterapia poderão ser aprovadas pela agência, no caso de novas submissões de pedidos de regularização de equipamentos emissores de ozônio, desde que as empresas responsáveis apresentem os estudos necessários à comprovação de sua eficácia e segurança, conforme disposto na Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 546/2021 e na Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 548/2021.”

Destaca-se que a utilização desses equipamentos para finalidades de uso além daquelas previstas nos registros, cuja aprovação é de competência legalmente conferida à Anvisa nos termos do art. 12 da Lei nº 6.360/1976 e do art. 7º, IX da Lei nº 9.782/1999, constitui infração sanitária nos termos do art. 10, IV da Lei nº 6437/1977.

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Brasil atinge em 2021 menor cobertura vacinal em 20 anos

Após analisar os dados de vacinação no Brasil, o Observatório da Atenção Primária à Saúde da associação civil sem fins lucrativos Umane concluiu que o país atingiu em 2021 a menor cobertura em um período de 20 anos.

A média nacional ficou em 52,1%. Para a entidade, o percentual assusta, pois o país sempre foi referência mundial em cobertura vacinal graças ao Programa Nacional de Imunização (PNI).

A Umane tem sede no Brasil e apoia projetos sociais que contribuam para um sistema público de saúde mais eficiente e melhorem a qualidade de vida dos brasileiros. A associação atua em parceria com diversos setores da saúde e da sociedade civil.

De acordo com o observatório, de 2001 a 2015, a média nacional de cobertura vacinal se manteve sempre acima dos 70%, mas, em 2016, diminuiu para 59,9% e vem caindo desde 2019, atingindo os 52,1% em 2021.

Os estados com cobertura vacinal menor que a média nacional chegam a 59,25%, sendo Roraima o estado com menor abrangência (29,9%). Tocantins registra a maior taxa, com 61,9%. Na Região Norte, quatro dos sete estados têm cobertura na faixa dos 30%.

Na avaliação da superintendente-geral da Umane, Thais Junqueira, esses números mostram que é necessário haver uma diretriz clara e uma coordenação nacional sobre a imunização, destacando a importância dos diferentes tipos de vacinas, a importância do engajamento e o direcionamento técnico no âmbito do estado e dos municípios.

“A comunicação nacional e o engajamento da população é essencial também. Nós temos um programa que é uma referência e que esse ano está fazendo 50 anos. O PNI [Programa Nacional de Imunização] amadureceu muito as suas diretrizes, sua capacidade de engajar, de comunicar e de envolver a população a ponto de a vacinação ser algo bastante natural e presente no nosso cotidiano, então acho que essa mobilização, que deve ser conduzida pelo Ministério da Saúde, é a chave”, disse.

Thais reforçou que um sinal importante é a retomada, pelo Ministério da Saúde, das ações de conscientização e divulgação da importância da vacina, contando com o apoio do Legislativo que também está se movimentando para esse trabalho.

“Precisamos retomar aquela visão e todo aquele envolvimento dos brasileiros e brasileiras em torno do tema da vacinação. E que nos últimos anos, no período que a gente vem vivendo a pandemia, teve uma queda preocupante”, afirmou.

Para a superintendente-geral, o acesso à saúde é outro ponto de destaque, e muitas vezes os problemas de registro e cadastro não consistentes interferem nessa questão.

Segundo ela, para o acesso ser maior, é preciso reforçar a atenção primária, de forma que essa atuação chegue à casa das pessoas, às comunidades, e que os profissionais estejam nas unidades de saúde, além da atuação dos agentes comunitários de saúde.

“É preciso que a estratégia de saúde da família chegue à casa das pessoas entendendo a condição de saúde delas e encaminhando-as para os programas”, defendeu.

Segundo a coordenadora, a existência de vazios sanitários no Brasil contribui para a baixa cobertura. Ela explicou que, quando se analisam indicadores do Norte do país, certamente esses números são menores porque o acesso à saúde na região está prejudicado.

“E há outra questão que é bastante importante comentar que é relacionada à dificuldade de manter o serviços básicos de uma atenção primária durante o período de pandemia. E, durante o período de emergência sanitária, onde todo foco foi para fazer tratamento dessa emergência, isso colocou em risco o sistema do pré-natal, a garantia das consultas mínimas, o próprio tratamento de condições crônicas, a adesão às consultas básicas e à vacinação”, ponderou.

Para a coordenadora da Assessoria Clínica do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e do Projeto de Reconquista das Altas Coberturas Vacinais, Maria de Lourdes Sousa Maia, não existe uma única causa para a baixa cobertura vacinal.

Segundo ela, a sociedade passa por momentos diferentes que interferem nesse movimento, além de haver doenças que já não aparecem tanto dando a ilusão de que estão completamente eliminadas, como a poliomielite e o sarampo por exemplo.

“E hoje a sociedade é movida por fake news. Temos profissionais de saúde também desacreditando da eficiência da vacina e ajudando a propagar essa ideia. Junto a isso temos a ausência de doenças no país, exatamente por termos sempre altas coberturas vacinais, e as mães com outras preocupações que ocupam lugar. Para melhorar isso, é preciso um movimento estruturante no território, que é onde as coisas acontecem, com os profissionais sendo protagonistas desse papel e o secretário, o município, assumindo isso. Ou seja, um controle social mais efetivo para que a gente possa realmente retomar o caminho”, avaliou.

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que ampliar as coberturas vacinais é prioridade da nova gestão da pasta. Segundo o ministério, desde o início de 2023, uma série de ações vem sendo realizadas para reconstrução do Sistema Único de Saúde (SUS), o restabelecimento da confiança nas vacinas e da cultura de vacinação do país. A Coordenação-Geral do PNI passou a ser um departamento, fortalecendo a estrutura e as estratégias para ampliar as coberturas vacinais.

“Logo no início da nova gestão, o MS lançou o Movimento Nacional pela Vacinação para fortalecer as ações de vacinação em todo país. A partir de um amplo pacto social e federativo, foi elaborada não apenas uma Campanha Nacional de Vacinação, mas um conjunto de ações. Visando melhorar os problemas de registro, o PNI tem ajustado e padronizado os sistemas de informação aumentando a oportunidade e qualidade dos dados, priorizando uma base de dados unificada e com oferta de relatórios com mais precisão das coberturas vacinais em cada estado”, destaca a nota.

Segundo as informações, o ministério está adotando a estratégia de microplanejamento, que trabalha com estados e municípios para melhorar o planejamento das ações de vacinação.

Equipes da pasta vão aos estados para participar das ações desse método, como a análise da situação dos dados (características geográficas, socioeconômicas e demográficas locais), definição de estratégias de vacinação, seguimento e monitoramento das ações e avaliação de todo o processo da vacinação para o alcance das metas.

“A ideia é que o município se organize e se planeje considerando a sua realidade local. Neste sentido, a estratégia de imunização será adaptada conforme a população, a estrutura de saúde, a realidade socioeconômica e geográfica. Entre as estratégias que podem ser adotadas através do microplanejamento pelos municípios, estão a vacinação nas escolas, a busca ativa de não vacinados, vacinação em qualquer contato com serviço de saúde, vacinação extramuros, checagem da caderneta de vacinação e intensificação da vacinação em áreas indígenas”, ressaltou o MS.

A pasta informou que, para apoiar a reconstrução das ações de vacinação, vai destinar mais de R$ 151 milhões a estados e municípios, para incentivar as iniciativas de multivacinação de crianças e adolescentes em todo o país.

A ação, publicada em portaria, é inédita e considerada um diferencial para a retomada das altas coberturas vacinais, assim como o planejamento na ponta e a concentração de esforços nos locais onde as taxas de imunização estão mais baixas.

A transferência dos recursos será feita em duas etapas: a primeira, com 60% do valor total e a segunda, após o fechamento das ações de microplanejamento. Do total, R$ 13 milhões serão destinados aos estados e R$ 138 milhões, para os municípios.

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Campinas aplicou 316.038 doses de vacina contra a gripe

A Secretaria de Saúde aplicou 316.038 doses da vacina contra a gripe em Campinas entre 10 de abril, início da campanha e 3 de agosto. O grupo com a menor cobertura é o de crianças, com 36%; seguido pelas gestantes, com 41%. Em relação aos trabalhadores de saúde, 48% estão vacinados.

As maiores coberturas estão nos grupos de idosos, com 79%, e das puérperas, com 72%. A meta é atingir 90% de cada público.

As doses estão disponíveis nos 66 centros de saúde de Campinas para pessoas a partir de 6 meses de idade. Basta apresentar documento com foto e a carteira de vacinação (se tiver). A campanha terminaria na segunda-feira, 31 de julho, mas foi novamente prorrogada e, por isso, vai terminar no próximo dia 31 de agosto.

O objetivo da ampliação do prazo é aumentar as coberturas vacinais nos públicos prioritários.

Neste ano, o imunizante protege contra as gripes A (H1N1 e H3N2) e B/Victoria.  A vacina pode ser administrada junto com outras do Calendário Estadual de Vacinação.

Mais informações e horários das salas de vacina nos centros de saúde no https://vacina.campinas.sp.gov.br/vacinas/gripe.

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Campinas tem mais duas mortes por febre maculosa

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou mais duas mortes por febre maculosa em Campinas. Um terceiro caso, que evoluiu para a cura, foi registrado também. Com isso, a cidade passa a ter sete casos confirmados neste ano, com cinco mortes.

A primeira vítima é uma mulher de 49 anos, que evoluiu para cura. O provável local de infecção fica em outro município. Teve os primeiros sintomas em 31 de maio.

A segunda é um homem de 46 anos, que morreu em 9 de julho. O provável local de infecção está em investigação. Os primeiros sintomas apareceram no último dia 5 de julho.

A última vítima é um homem de 18 anos, que morreu em 28 de julho. O local provável de infecção é a Fazenda do Exército – 28º Batalhão de Infantaria Mecanizada (BIMec). Os sintomas começaram em 23 de julho.

No ano passado, a cidade confirmou 11 casos. Destes, sete pessoas morreram.

Ações 

A Secretaria Municipal de Saúde de Campinas realiza constantes atividades de prevenção contra a febre maculosa, como palestras, ações casa a casa, pesquisas acarológicas, visitas domiciliares a casos suspeitos, vistorias em locais prováveis de infecção, capacitações a profissionais de saúde, intensificação da comunicação de risco, medidas de educação em saúde à comunidade e produção de vídeos educativos para as redes sociais.

Apenas neste ano, já foram realizadas cerca de 100 atividades do gênero, sendo que parte delas foi voltada ao Exército.

A Prefeitura de Campinas também adotou novas medidas de combate à doença. Uma delas foi a mudança do nome do Comitê de Enfrentamento das Arboviroses para Comitê de Prevenção e Controle das Arboviroses e Zoonoses.

A medida é importante porque traz a febre maculosa como discussão para dentro do comitê intersetorial que reúne secretarias municipais e autarquias que tomam decisões oportunamente.

Outra providência foi a sanção da lei 16.418, que obriga os estabelecimentos, produtores, promotores e organizadores de eventos realizados em locais sujeitos à presença do carrapato-estrela a informar sobre o risco de febre maculosa. Para atender à lei, foi realizada uma capacitação para orientar e esclarecer dúvidas destes profissionais

Além disso, a Prefeitura reforçou todas as ações de comunicação, informação e mobilização contra a febre maculosa nos parques públicos com aumento de placas e distribuição de cartazes para farmácias e centros de saúde nas imediações de áreas consideradas de risco.

Cuidados

A febre maculosa é uma infecção grave, transmitida pelo carrapato estrela infectado pela bactéria que causa a doença.

Caso a pessoa passe por áreas de vegetação, mato ou pastos, especialmente próximas de cursos hídricos, onde há presença de cavalos e capivaras, deve ficar atenta, por cerca de 15 dias, aos sintomas da doença (febre, dor de cabeça, dor intensa no corpo, mal-estar generalizado, náuseas, vômitos e, em alguns casos, manchas vermelhas pelo corpo).

Ao apresentar um destes sinais, a pessoa deve procurar imediatamente o serviço de saúde e informar que teve contato com o carrapato e/ou esteve com locais de risco, pois os sintomas podem ser confundidos com com outras doenças febris agudas, como covid-19 e dengue.

Não existe vacina contra a doença e não é possível eliminar totalmente o carrapato das áreas de vegetação. A febre maculosa tem cura, mas o tratamento precisa ser iniciado precocemente com antibióticos apropriados.

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Secretaria de Saúde amplia prazo de vacinação contra a gripe até o dia 31 de agosto

A Secretaria de Saúde vai prorrogar a campanha de vacinação contra a gripe até 31 de agosto. As doses estão disponíveis nos 66 centros de saúde de Campinas para pessoas a partir de 6 meses de idade. Basta apresentar documento com foto e a carteira de vacinação (não é obrigatório).

O objetivo da ampliação do prazo é aumentar as coberturas vacinais nos públicos prioritários. Esta é a terceira prorrogação desde maio, primeira data prevista para o final da campanha.

Neste ano, o imunizante protege contra as gripes A (H1N1 e H3N2) e B/Victoria. “É muito importante receber a dose, que evita que a doença evolua para casos mais graves”, disse a coordenadora da Central de Vacinas da Secretaria Municipal de Campinas, Cíntia Bastos. Ela ressalta que a vacinação é a maneira mais eficaz de diminuir a circulação do vírus.

A vacina pode ser administrada junto com outras do Calendário Estadual de Vacinação.

Cobertura

De 10 de abril, início da campanha, até a última quinta-feira, dia 27, a Secretaria de Saúde havia aplicado 311.672 doses da vacina contra a gripe em Campinas.

O grupo com a menor cobertura é o de crianças, com 35%; seguido pelas gestantes, com 40%. Em relação aos trabalhadores de saúde, 48% estão vacinados.

As maiores coberturas são os idosos, com 79%, e a das puérperas, com 71%. A meta é atingir 90% de cada público.

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Campanha de Vacinação contra a gripe vai até hoje nos centros de saúde

Quem tem idade a partir de 6 meses e ainda não recebeu a dose pode procurar qualquer um dos 66 centros de saúde de Campinas até esta segunda-feira, 31 de julho

Crédito: Carlos Bassan / Divulgação Prefeitura Municipal de Campinas
A Campanha de Vacinação contra a Gripe termina nesta segunda-feira, 31 de julho. Quem tem idade a partir de 6 meses e ainda não recebeu a dose pode procurar qualquer um dos 66 centros de saúde de Campinas. Basta apresentar documento com foto e carteira de vacinação (se tiver).   Neste ano, o imunizante protege contra as gripes A (H1N1 e H3N2) e B/Victoria. A vacina pode ser administrada junto com outras vacinas do Calendário Estadual de Vacinação.
De acordo com a coordenadora da Central de Vacinas da Secretaria Municipal de Campinas, Cíntia Bastos, até o momento não há nenhuma informação sobre prorrogação da campanha.
Veja os horários das salas de vacina nos centros de saúde no https://vacina.campinas.sp.gov.br/vacinas/gripe.
Balanço
De 10 de abril, início da campanha, até a última quinta-feira, dia 27, a Secretaria de Saúde havia aplicado 311.672 doses da vacina contra a gripe em Campinas. O grupo com a menor cobertura é o de crianças, com 35%; seguido pelas gestantes, com 40%. Em relação aos trabalhadores de saúde, 48% estão vacinados.
As maiores coberturas são os idosos, com 79%, e a das puérperas, com 71%. A meta é atingir 90% de cada público.

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