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Teste – Renault Kardian acelera bem e é muito confortável

Sem a menor duvida o Renault Kardian, o mais novo modelo da marca francesa, é um divisor de águas. O novo SUV da Renault é primeiro veículo produzido no Brasil com a nova identidade visual de marca, traz o novo motor turbo de um litro, 125 cavalos de potência, 220 Nm de torque e câmbio automático de dupla embreagem úmida.

O Kardian é realmente um carro novo, moderno e bem acabado, que chega para competir no segmento B-SUV. A marca pretende até 2027 lançar outros sete novos modelos.

Surpreendente

Produzido no Brasil, o Kardian tem uma grade frontal exibe desenhos em formato de “diamante”, na cor preta. A assinatura luminosa do Kardian apresenta dois módulos de cada lado, na frente.  Comparado com alguns dos concorrentes, o Kardian se destaca pelas linhas harmoniosas e muito atuais. Os faróis em três níveis e a grade, que imita elementos em forma piramidal, são o destaque do novo SUV.

Na traseira, o mesmo destaque 3D da dianteira, estão nas lanternas e para-choque, criando um visual muito agradável.  O defletor no teto colabora muito com a harmonia do design.

Destaque para a “engenharia” muito moderna das barras longitudinais do teto. Além de acomodarem carga de até 80 quilos, ainda tem a flexibilidade de poderem ser rotacionadas em 90 graus, ficando duas barras transversais para acomodar cargas longas como pranchas de surfe ou bicicletas.  As rodas diamantadas são de 17 polegadas.

Por dentro o design é muito agradável, moderno e surpreende pelo excelente acabamento. Apesar de ter o uso de muito material plástico, eles são de muito boa qualidade e os encaixes são perfeitos. O console central elevado e a alavanca de câmbio em formato de joystick, dão uma aparência sofisticada e só encontrada em modelos de nível muito superior. Nele, além dos porta-objetos, é possível dispor do apoio de braço e quatro entradas USB (duas na frente e duas para os passageiros traseiros).

Ele também oferece um espaço especialmente dedicado ao smartphone, com um sistema de recarga por indução sem fio com resfriamento.

Outro importante item de conforto é o freio de estacionamento que é eletrônico.
O painel de instrumentos digital de 7 polegadas apresenta todas as informações sobre a condução. O motorista pode escolher entre três modos de visualização: um traz as informações dos sistemas de assistência ao condutor (ADAS), outro destaca o conta-giros e um terceiro prioriza a velocidade com design minimalista.

Na parte central superior do console, está a central multimídia de 8 polegadas com design flutuante e que oferece conexão Android Auto e Apple CarPlay com e sem fio permitindo que os aplicativos de condução e entretenimento do smartphone sejam utilizados diretamente na tela.

Esta tela também oferece acesso às regulagens do exclusivo sistema Multi-Sense. Assim, o comportamento e o ambiente a bordo do veículo mudam de acordo com a vontade do condutor, que pode escolher entre três modos de condução: Eco, Sport e My Sense.
Somado a esses modos de condução, o ambient lighting permite a escolha de oito opções de cores para o fundo da tela do painel de instrumentos, que se harmoniza com iluminação em LED dos painéis das portas dianteiras.

O Kardian traz sistema de áudio com seis alto falantes (dois boomers e dois tweeters na dianteira e dois coaxiais na parte traseira) especialmente desenvolvido para a cabine do modelo, com o objetivo de oferecer alta fidelidade, som espacial e cristalino, respeitando o timbre original das músicas e em qualquer volume.

Ótimo motor 

Andar com o Kardian é muito agradável e prazeroso. Graças ao motor turbo de 1,0 litro de 125 cavalos, flex (que tem a mesma base de engenharia do motor turbo 1,3 flex, que era utilizado na Captur e em alguns modelos da Mercedes, já que foi desenvolvido em parceria), o SUV acelera de 0 a 100 Km/h em 9,8 segundos e atinge a máxima de 180 quilômetros por hora. O consumo é muito bom, e faz 9,1 km/ l no ciclo urbano e 9,9 km/l na estrada com etanol e com gasolina 13,1 km/litro na cidade e 14 km/litro na estrada, respectivamente.

Assim como outros modelos da marca francesa na Europa, o Kardian conta com uma moderna transmissão “automática” muito competente. O câmbio com dupla embreagem úmida. A nova transmissão é uma excelente evolução da tecnologia ruim e ultrapassada dos CVT. Com rodar macio e confortável, o Kardian tem uma boa estabilidade e passa muita confiança ao motorista. Os freios param o carro com muita segurança e sem desvios. Outro dado interessante é os bons ângulos de entrada e saída. Mesmo que não seja a finalidade, se o motorista for para uma estrada de terra, não terá aborrecimentos.

Equipamentos de segurança 

O Kardian vem com 13 dispositivos avançados de assistência ao motorista (ADAS). Confira abaixo todos eles: Controle de velocidade adaptativo (ACC), Alerta de colisão frontal (FCW), Frenagem automática de emergência (AEB), Alerta de distância segura (DW), Alerta de ponto cego (BSW), Câmera multiview (são quatro câmeras) Câmera de estacionamento traseira, Sensor de estacionamento traseiro, Sensor de estacionamento frontal, Sensor crepuscular, Controlador de velocidade, Limitador de velocidade, Assistente de partida em rampa (HSA), Seis airbags e, controle eletrônico de estabilidade (ESP).

Preços
Renault Kardian Première Edition – R$ 132.790 (modelo avaliado)

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SUV elétrico de entrada da BYD agrada pelo conforto e preço

O mais recente lançamento dos diversos SUVs da BYD, Yuan Pro surpreende pelo bom acabamento, conforto e desempenho. Isso porque o modelo compacto é o veículo de entrada da marca chinesa entre os seus SUVs 100% elétrico e o mais barato do mercado.

Apesar do design moderno, o Yuan Pro não tem aquele aspecto “modernoso” que muitos dos veículos elétricos têm. O modelo é bonito e elegante. O interior tem um bom acabamento e é muito agradável. Com o interior em couro claro, o Yuan se equipara a modelos de categorias superiores. Achar a posição mais agradável para dirigir não é difícil, já que o banco do motorista e do passageiro oferecem ajustes elétricos. O volante multifuncional também oferece várias regulagens e tem uma boa empunhadura.

Como a grande maioria dos modelos importados, as suspensões não são muito adequadas para os terríveis pisos brasileiros. Mas o Yuan Pro surpreendeu e tem uma calibragem bem mais está mais apta para enfrentar as buraqueiras das ruas e estradas do Brasil. A estabilidade também é boa e os freios param em espaços normais e sem desvios. Mérito dos freios a disco nas quatro rodas com ABS. O SUV passa muita segurança ao motorista.

Tecnologia

Bem equipado, o SUV compacto vem com uma tela giratória de 12,8” com borda estreita, painel de instrumentos LCD Full-View de 8,8 polegadas, controle automático de climatização de duas zonas, câmera panorâmica 3D de 360º, estação de carregamento móvel, carregamento sem fio para smartphones Apple e Android, conexão com internet, GPS integrado e Sistema de Cockpit Inteligente da BYD, com comandos de voz intuitivos e atualizações de sistema Over-The-Air, que podem ser feitos remotamente como um smartphone. O porta malas é pequeno e tem capacidade de só 265 litros.

Em termos de segurança, os cintos dianteiros possuem pré-tensionamento e alerta sonoro, e o SUV possui 6 airbags: dois frontais (motorista e passageiro), dois laterais (bancos dianteiros) e dois de cortina (dianteiro e traseiro).

Desempenho

O “motor” elétrico oferece 177 cavalos de potência máxima e 29,0 kgfm de toque máximo. O que é muito bom. A aceleração de 0 a 100 km/h é atingida em 8,1 segundos e a velocidade máxima é de 167 quilômetros por hora.

A capacidade de carga da bateria é de 45,1 kWh e o consumo energético (MJ/km) 0,51. Segundo a marca chinesa, o Yuan Pro tem uma autonomia de 390 quilômetros no ciclo urbano e de 316 quilômetros no ciclo rodoviário. Mas nas nossas avaliações conseguimos números diferentes: 350 quilômetros de autonomia na cidade e 260 na estrada.

A autonomia ainda é o “gargalo” dos veículos elétricos e o custo para recarga em postos privados. Como na maioria dos modelos elétricos, o Yuan Pro é um modelo com grandes qualidades para se deslocar nas cidades ou em viagens curtas. De uma maneira geral, o modelo avaliado agradou muito.

Preço
BYD Yuan Pro R$182.800,00.

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Teste – HB 20 Platinum é muito bem equipado e tem bom motor

Sucesso desde o seu lançamento, muito em virtude do trabalho produzido pela importadora da marca coreana, o HB 20 ganhou no ano passado uma nova geração. O modelo avaliado foi o topo de gama, a versão Platinum hatch, que ficou mais elitizada, bem equipada e com motorização 1,0 litro turbo.

Equipado

O destaque desta versão é o conteúdo, principalmente nos itens conforto e segurança. O modelo tem itens muitas vezes só encontrados em automóveis de valor bem maior, como o ADAS – Advanced Driver Assistance System (Sistemas avançados de assistência ao motorista), denominado no HB 20S Platinum de SmartSense.

Ele conta com frenagem autônoma de emergência, permanência e centralização em faixa com correção ativa, alerta de saída segura para abertura de portas, detector de fadiga do motorista, alerta de tráfego transversal à retaguarda ao sair de vaga perpendicular, alerta de objeto no banco traseiro, farol alto automático, monitoramento de pressão de pneus e alerta de ponto cego nos retrovisores externos.

O conforto é acentuado com o ar-condicionado com controle digital e automático, central multimídia de 8 polegadas com pareamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, carregador de celular por indução e computador de bordo pelo qual o motorista pode se informar e configurar o veículo. Mas falta espelho retrovisor interno com escurecimento automático, que é muito útil à noite.

O painel de instrumentos é bem fácil de visualização, discreto, mas agradável.
Os bancos revestidos em tecido e imitação de couro são confortáveis e seguram adequadamente o motorista em curvas mais acentuadas.

Design

A nova geração se destaca por um design mais atual, mas discreto na dianteira, com nova grade e faróis mais finos. Já na traseira, uma barra de acrílico une as duas lanternas. O visual é agradável. O que é grave são as setas, que foram colocadas na parte inferior do para-choques, dificultando muito a visualização dos veículos que vêm atrás e podem ser danificadas em qualquer pequena batida ou numa ré.

Desempenho

O HB 20 2023 ganhou uma nova calibração na motorização, visando atender às determinações de emissões de poluentes do Proconve L7. O motor, ainda bem atual, tem três cilindros com bloco, cabeçote e cárter parcial em alumínio, duplo comando de válvulas acionado por corrente com variação de fase na admissão e escapamento. São quatro válvulas por cilindro e o sistema de injeção direta é otimizado pela presença de sensor de álcool na linha de combustível. Conta ainda com recurso de temperatura diferenciada no cabeçote e bloco para melhor eficiência térmica.

Essa motorização faz com que o motor ofereça 120 cavalos a 6.000 rpm de potência máxima e 17,5 m·kgf a 1.500 rpm de torque. Isso, já que é flex, com qualquer combustível. A transmissão é automática com seis velocidades com trocas bem programadas e eficientes. Para o uso “manual”, de uso questionável, o modelo vem com borboletas atrás do volante.

A dirigibilidade do HB 20 Platinum é boa e a nova calibragem do motor deixou a motorização mais esperta e eficiente, sem o efeito do turbo lag ou hesitação nas acelerações e retomadas de velocidade. O peso do hatch, de 1.137 quilos, ajuda nesse bom desempenho.

A aceleração de 0 a 100 km/h foi de 10,7 segundos e a velocidade máxima atingiu 191 km/h. O modelo da Hyundai nacional fez na média entre cidade e estrada, 8,9 km/l com  etanol e 12,3 km/l com gasolina.

Comportamento

No modelo topo de linha, a marca coreana adotou rodas de liga leve com 16 polegadas e pneus 195/55R16. Isso fez que fosse necessária uma recalibração e a marca optou por deixar os amortecedores, tanto na frente como na traseira, mais “moles”, visando também aumentar o conforto.

Os freios, a disco ventilado na dianteira e tambor na traseira, transmitem segurança e param em espaços razoáveis.

Preço
Hyundai HB20S Platinum Plus Turbo aut. – R$ 123.790,00
(Fotos Gerson Borini)

 

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Mercedes-Benz começa nova fase de testes com o e-Actros

A alemã Mercedes-Benz começou mais uma nova fase no desenvolvimento dos seus caminhões elétricos. Os dois primeiros e-Actros, com autonomia de até 500 quilômetros, foram entregues para uma empresa de contêineres a Contargo e outra de reciclagem, a Remondis. Ambas fazem parte do Grupo Rethmann.

A Contargo irá utilizar o seu e-truck por vários meses no transporte de contêineres entre o porto de Wörth am Rhein e vários pontos de carga e descarga. Está previsto que o veículo percorra mais de 800 quilômetros por dia. Em um primeiro momento, o caminhão será carregado em um posto de recarga rápida do terminal da Contargo em Karlsruhe.

Num futuro próximo, a Contargo planeja estabelecer uma infraestrutura de recarga em sua própria garagem. De acordo com o cliente, a empresa está atualmente construindo a maior rede de recarga particular para caminhões pesados elétricos da Alemanha, com 90 pontos de recarga em 18 locais.

Por sua vez, a Remondis usará o veículo de teste em Colônia como parte do “HoLa Project”. A meta do projeto é a construção e operação de uma infraestrutura de recarga de alto desempenho para transportes de longo percurso movidos à eletricidade por bateria.

Além da Daimler Truck, outros parceiros do consórcio de indústrias e de institutos de pesquisa também estão envolvidos nessa iniciativa. O veículo de teste para a Remondis será primordialmente utilizado para transporte de matérias-primas recicladas e é equipado com um reboque da Kögel.

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Chevrolet Spin ganha mudanças estétcas mas mantém motor antigo

Lançada em 2012, o monovolume Chevrolet Spin passa por mais uma leve reforma para tentar enfrentar a concorrência. Até então praticamente sozinha no mercado, o modelo familiar com até sete lugares ganhou a concorrência do Citroen C3 Aircross (veja teste).

A principal dificuldade para enfrentar seu mais novo rival é o velho motor 1,8 litro de 111 cavalos e 17,7 kgfm. O C3 Aircross conta com um moderno motor de um litro turbo de 130 cavalos torque de 20,4 m·kgf. Isso reflete na aceleração e na velocidade máxima, onde o Aircross é muito superior.

Segundo informações, a marca americana fez uma recalibração no motor para tentar dar agilidade ao monovolume e também diminuir o consumo em 11%.
A suspensão foi também recalibrada, pois aumentaram as bitolas dianteiras e traseiras para agregar as rodas mais largas e maiores (16 polegadas).

Design

O design, agradável e mais atual, tenta seguir as linhas adotas na picape Montana. Na frente é onde aconteceram as maiores mudanças. Com uma frente alta, o novo Spin tem uma nova grade e faróis full led. Já na traseira, uma nova tampa e novas lanternas em Led.

Por dentro, melhorou a tecnologia. O novo Spin tem duas telas digitais. Uma tela de 8 polegadas que é o quadro de instrumentos, e outra, ao centro, de 11 polegadas, que é a tela multimídia com o sistema Chevrolet MyLink, que foi atualizado.

O Spin 2025 chega em três versões: LT, LTZ e Premier e duas opções de câmbio: manual e automática. Aqui uma vantagem sobre o concorrente direto, que tem uma transmissão CVT – Transmissão Continuamente Variável, enquanto a Spin é uma transmissão automática de verdade, a GF6, com conversor de torque e seis velocidades.

Outra virtude do Spin de cinco lugares é possuir o maior porta-malas do segmento: 756 litros. O C3 Aircross é de 499 litros.

Preços
LT Manual – R$ 199.990,000
LT automática – R$ 126.990,00
LTZ Automática – R$ 137.990,00
Premier automática – R$ 144.990,00

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Teste: Com bom espaço interno, C3 Aircross tem motor moderno

Lançado no final do ano passado e iniciadas as vendas no inicio deste ano, o Citroën C3 Aircross é um modelo que surpreende positivamente e tem méritos para enfrentar concorrentes do segmento SUV-B, como o Hyundai Creta, Jeep Renegade, Fiat Pulse, Chevrolet Spin, VW T-Cross e o mais novo membro do “clube” o Renault Kardian. O modelo que avaliamos é a versão de cinco lugares (tem a de sete lugares), na versão topo de linha Shine. As dimensões externas são maiores do que aparentam e o bom entre-eixos é responsável pelo generoso espaço interno dos passageiros: comprimento de 4.320 mm, distância entre-eixos de 2.675 mm, largura de 2.019 mm com e altura, de 1.663 mm.

Produzido em Porto Real, no Rio de Janeiro, o Aircross tem uma aparência musculosa, linha de cintura alta e para-lamas dianteiros que se destacam e reforçam a aparência. Com uma grande área envidraçada, o modelo familiar tem muito espaço interno, tanto atrás como na frente. Os bancos são agradáveis e acomodam bem quatro passageiros.

O quinto, como em todos os carros, no meio do banco traseiro, nunca fica bem acomodado. O banco traseiro é regulável e rebatível, aumentando o bom espaço do porta-malas (493 litros).  Tanto os bancos como o ar condicionado têm suas regulagens manuais. Os passageiros do novo Aircross á disposição porta-copos e conectores USB.

Um ponto negativo é a posição dos botões de acionamento dos vidros elétricos traseiros. Tanto para os passageiros como para o motorista é difícil o acionamento. Ele está posicionado entre os bancos dianteiros, mas muito atrás. Então, para o motorista acionar precisa de uma grande “ginástica” e para os passageiros do banco traseiro, têm que tirar o cinto de segurança e se deslocarem para a frente. Nada seguro ou prático.


O motorista tem á sua disposição duas telas digitais, ambas com fácil visualização. A do painel de instrumentos, á sua frente, possui velocímetro, conta-giros, distâncias, consumo, temperatura e capacidade disponível no tanque (47 litros). Ao centro, a outra tela, é multimídia  e dispõe de poucas informações. Ela pode ser “pareada” com o Android Auto ou Apple CarPlay. Para facilitar as manobras, o modelo conta com a útil câmera de ré.

A direção com assistência elétrica e o volante multifuncional de boa pega, permitem uma condução tranquila e agradável. Apesar da regulagem do volante ser apenas na altura, achar a melhor posição de dirigir não é difícil. Outra coisa muito boa é o baixo nível de ruídos no habitáculo, coisa rara, principalmente, nos modelos franceses do passado, que tinham uma suspensão mole e barulhenta.

Desempenho

Andar no C3 Aircross é bem interessante, já que o desempenho, a dirigibilidade, estabilidade e segurança são muito boas para um veículo do segmento familiar. Com motor de três cilindros, flex, turbo alimentado, o modelo entrega a potência máxima de 125 com gasolina e 130cavalos com etanol e o torque de 20,4 m·kgf. A transmissão é CVT, que simula sete marchas, dentro do possível, não compromete e tem trocas suaves.

Durante a avaliação atingimos a velocidade máxima de 190 quilômetros por hora e a aceleração foi feita, de 0 a 100 km/h, em 9,9 segundos (com etanol). Com relação ao consumo médio, o C3 Aircross poderia ser melhor, mas está junto com os modelos do segmento. Se por exemplo compararmos com a Spin, o modelo francês é bem mais econômico. Ele faz na cidade, com etanol, 7,1 km/l e na estrada 8,7 km/l. Já com gasolina o kodelo consome 10,6 km/l na cidade e 12,1 km/l na estrada.

Dirigindo o modelo passa para o motorista, tranquilidade, graças á boa estabilidade. Mas tem que ser levado em conta que o motorista está dirigindo um modelo alto e grande, alias, como os demais do segmento. A suspensão dianteira é McPherson e a traseira por eixo  de torção.
O SUV C3, com freios dianteiros a disco ventilado e a tambor na traseira, param em espaços reduzidos e sem desvios.

Durante a avaliação pegamos alguns trechos de terra, e o SUV teve um comportamento muito bom e com boa absorvição das irregularidades. Não houve necessidade durante a avaliação fora do asfalto, mas para precisar, a altura do solo permite até algumas “aventuras” e é facilitado pelo bom ângulo de ataque e saída. O C3 tem 23,8 graus de entrada e saída de 32o. (Antônio Fraga)

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Ford Territory feito na China é espaçoso e tem design moderno

A Ford começou a vender em setembro do ano passado a nova geração do Territory. Importado da China, conta com um desenho marcante e atual. A grade dianteira hexagonal, o conjunto óptico com faróis e lanternas full-LED e as rodas de liga leve de 19 polegadas dão uma aparência mais esportiva ao modelo. A traseira ficou muito harmoniosa com as enormes e bonitas lanternas envolventes.

O Territory ficou bem maior. O modelo cresceu de 4.580 mm para 4.630 mm de comprimento, ou seja, 50 mm. Um detalhe que surpreende é o bom espaço interno, principalmente, no banco traseiro. O acabamento é bem mais sofisticado do que no modelo anterior.

A nova motorização oferece ao SUV um trem de força eficiente. O motor turbo de 1,5 litro a gasolina, conta com injeção direta e comando variável. Ele desenvolve 169 cavalos a 5.500 rpm e torque de 250 Nm entre 1.500 e 3.500 rpm. O novo motor e recebeu uma calibração exclusiva para se adaptar ao combustível do Brasil. A transmissão CVT simula sete velocidades.

O consumo é razoável levando em conta que o SUV pesa quase duas toneladas. No uso urbano ele consomo 9,1 km/litro e na estrada média de 11,8 km/litro. A velocidade máxima é limitada em 180 quilômetros por hora e a aceleração de 0 a 100 km/h 11,2 segundos.

Ao volante

Dirigir o modelo é muito agradável e os quatro modos de condução – normal, serra/colina, eco e esportivo –, ajudam nessa operação.

O modelo, topo de linha a Titanium, vem da China em pacote único. Ele dispõe de painel de instrumentos digital de 12,3”, teto solar panorâmico, ar-condicionado digital de dupla zona com saídas traseiras, bancos de couro com ajuste elétrico e assentos ventilados, câmera 360°, farol alto automático, central multimídia com tela de 12,3”, carregador por indução e luz ambiente configurável, entre outros.

Em termos de segurança o Territory possui  assistente de frenagem autônoma com detecção de pedestres, controle de cruzeiro adaptativo com stop/go, sensor de ponto cego, alerta e assistente de permanência em faixa, sensor e assistente de estacionamento e seis airbags com detecção inteligente de ocupantes.


Preço
Ford Territory Titanium R$ 209.990,00

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SUS incorpora teste para detecção de HPV em mulheres

O Ministério da Saúde incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) um teste para detecção de HPV em mulheres classificado pela própria pasta como inovador. A tecnologia utiliza testagem molecular para detecção do vírus e o rastreamento do câncer do colo do útero. A portaria foi publicada nesta sexta-feira (8) no Diário Oficial da União

Em nota, o ministério informou, em Brasília, ter investido R$ 18 milhões em um projeto piloto que utilizou o teste ao longo de 2023 em Pernambuco.

“A decisão de incorporar a estratégia para uso em todo o território nacional é um ganho para as mulheres, já que, além de ser uma tecnologia eficaz para detecção e diagnóstico precoce, traz a vantagem do aumento do intervalo de realização do exame”, explica a nota.

Segundo o Ministério da Saúde, enquanto a forma atual de rastreio do HPV, por meio do exame conhecido popularmente como Papanicolau, deve ser realizada a cada três anos e, em caso de detecção de alguma lesão, de forma anual, a testagem proposta pela tecnologia incorporada é recomendada para ser feita a cada cinco anos. “Essa mudança traz melhor adesão e facilita o acesso ao exame”.

Infecção

O HPV é considerado atualmente a infecção sexualmente transmissível mais comum em todo o mundo e o principal causador do câncer de colo de útero. A estimativa do ministério é que cerca de 17 mil mulheres sejam diagnosticadas com a doença no Brasil todos os anos.

Apesar de se tratar de uma enfermidade que pode ser prevenida, ela segue como o quarto tipo de câncer mais comum e a quarta causa de morte por câncer em mulheres – sobretudo negras, pobres e com baixos níveis de educação formal.

“Embora sejam ofertadas alternativas para prevenção – tanto por meio da vacinação contra o HPV, do uso de preservativos nas relações sexuais e da realização do rastreio para diagnóstico precoce – a doença segue como uma das principais causas de morte de mulheres em idade fértil por câncer no Brasil. Na região Norte do país, por exemplo, essa é a principal causa de óbito entre as mulheres”, destaca a pasta.

Testagem

Recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a testagem de HPV é considerada padrão ouro para a detecção de casos de câncer de colo de útero e integra as estratégias propostas pela entidade para a eliminação da doença como problema de saúde pública até 2030.

A incorporação do teste na rede pública passou por avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que considerou a tecnologia mais precisa que a atualmente ofertada no SUS. (Agência Brasil)

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Fiat Pulse Impetus é competente e muito confortável

Lançado no final de 2021, o Fiat Pulse ganhou ao longo destes quase três anos várias atualizações, mas mantém o design moderno e agradável, que o tornou um sucesso de vendas. Desde a sua chegada ao mercado, o Pulse já emplacou mais de 100 mil unidades. Tendo como principais concorrentes o Hyundai Creta, Renault Duster e o líder no segmento, o Volkswagen T-Cross, o Pulse é produzido Polo Automotivo de Betim, em MG.

Na dianteira, na ampla grade preta, tem amplas aberturas de ventilação do motor e para os faróis de LED com frisos cromados de ponta a ponta. Abaixo, os faróis de milha estão também em duas aberturas. A frente alta dá um ar de imponência ao modelo.

A suspensão elevada e os arcos dos para-lamas com acabamentos em plástico preto dão um tom de aventura no SUV da marca italiana. As bonitas rodas de liga leve são de 17 polegadas.

Já na traseira chamam à atenção as lanternas finas e estilizadas em LED, que se encaixam perfeitamente com o design da tampa do porta-malas. Por falar em porta-malas, ele acomoda 370 litros de bagagem, passando para 1.238 litros com os bancos traseiros rebatidos.As duas falsas saídas do escapamento dão um ar esportivo ao SUV.

As dimensões do Pulse são apenas um pouco maior que as do Argo, mas garantem um bom espaço interno, graças ao bom entre-eixos de 2,53 metros.

No interior, motorista e passageiros encontram muito conforto nos bancos em couro sintético com costura aparente. Os materiais são de muito bom gosto e de ótimo material. O espaço atrás acomoda com conforto dois passageiros. Na frente, os dois ocupantes também não têm do que reclamar. A posição de dirigir é confortável graças, principalmente, ás várias regulagens do banco e do volante.

Em termos de tecnologia, o modelo testado vem com central multimídia com tela de 10,1″ touchscreen com Apple Car Play e Android Auto, que permite uma infinidade opções que deixam o carro bem ao gosto dos passageiros.

Andando o Pulse Impetus transmite muita segurança ao motorista. A estabilidade é muito boa. Graças ao motor flex de 1,0 litro, turbo, de 130 cavalos de potência a 5.750 rpm e torque de 20,4 mkgf, o modelo atinge 189 quilômetros por hora e acelera de 0 a 100 quilômetros por hora em 9,5 segundos.  O consmo poderia ser melhor. Na cidade, com etanol, o modelo consome 6,9 km/l e 10,1 na estrada. Já com gasolina, o Pulse “bebe” na estrada 12,4 km/l e na cidade 8,7  km/l.

As retomadas garantem tranquilidade, por exemplo, numa ultrapassagem. Apesar de ter uma transmissão “automática” CVT, que simula sete velocidades, e forma com o motor um conjunto harmonioso. No Impetus existe a opção de fazer as trocas manualmente através das aletas (paddles shifts) atrás do volante.

Bem equipado 

O Fiat Pulse Impetus, que é aversão versão topo de linha, está equipado com câmera traseira, sensor de estacionamento dianteiro, Gear Shift Indicator (Indicador de troca de marcha), retrovisores externos com rebatimento elétrico, ar-condicionado automático digital, piloto automático (Cruise Control), hill Holder (sistema ativo freio com controle eletrônico que auxilia nas arrancadas do veículo em subida), ADAS: AEB (Frenagem autônoma de emergência), LDW (Alerta de mudança involuntária de faixa) e AHB (Comutação automática de farol alto) e ASR (Controle eletrônico de tração).

Fiat Pulse Impetus Turbo 200 AT – R$ 133.490,00

 

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Muito confortável, o Volvo XC 60 híbrido impressiona pela economia

Num processo de renovação de toda a sua linha e buscando um consumidor mais jovem, a Volvo investe pesado em modelos híbridos e elétricos. O modelo testado, o XC 60 híbrido plug-in, foi renovado fazem dois anos e ganhou atualizações no meio do ano passado. Para ajudar no carregamento das baterias do veículo, a Volvo agora fornece um carregador portátil junto com o modelo. Afinal, diferente da Europa, por aqui, a quantidade de eletropostos é muito pequena.

Outro drama para quem tem um modelo 100% elétrico é que, com o aumento nas vendas, dificilmente se chega num eletroposto “publico” com ele disponível. Alguém já chegou primeiro e tem espera normalmente. Fora que é difícil achar um com carga de alta potência e a recarga fica demorada. Realidade muito diferente da vvida pelos consumidores europeus.

Por isso, a vantagem de ter um veicula hibrido. E nesse quesito o Volvo XC 60 de destaca, entre outras qualidades, se não tem eletroposto ele continua andando. E muito, já que a autonomia é grande.

Com uma bateria de 14,7 kW·h, somente com a eletricidade, o XC60 consegue andar até 55 quilômetros. Junto com o tanque de 70 litros de gasolina e as regenerações nas freadas, a autonomia passa dos 900 quilômetros.
Num eletroposto com corrente alternada (AC) de até 6,4 kW, que é o que acompanha o XC 60, a demora para carregar as baterias é de 3 horas.

Dois motores

A motorização do XC 60 Hybrid é bem competente. Com quatro cilindros, 2 litros, tração dianteira, oferece potencia máxima de 317 cavalos e  torque máximo  de 40,8 m·kgf. para as rodas dianteiras. O motor conta com injeção é direta, o bloco e cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas (correia dentada) e quatro válvulas por cilindro.

Junto com o motor a combustão, o XC 60 conta com um motor elétrico instalado junto ao eixo traseiro, proporcionando uma tração integral (e-AWD). Juntos, combustão e elétrico, o modelo sueco desenvolve 462 cavalos e torque combinado de 72,3 m·kgf.

Mesmo com esse enorme torque, está longe de ser uma aceleração igual aos modelos 100% elétricos, mas não desaponta. A transmissão é automática de oito velocidades, acoplada ao motor a combustão. É possível fazer as trocas manualmente. As trocas são muito suaves.

A velocidade máxima é limitada por segurança em 180 quilômetros por hora e a aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 4,8 segundos.
Essa junção, combustão e elétrica, proporciona uma grande economia. Na estrada o modelo consumiu 25,1 km/l e na cidade 27,6 km/l.

Um dos destaques é que o modelo proporciona vários modos de atuação. Se o motorista optar pelo hibrido, as mudanças são selecionadas automaticamente. Mas também pode ser feita a opção de somente utilizar a carga da bateria e o motor elétrico. Nesse caso, há a possibilidade de andar até 55 quilômetros em velocidades moderadas.

Comportamento

A suspensão dianteira do tipo McPherson com molas helicoidais, amortecedores pressurizados e barra antirrolagem utiliza componentes em alumínio para que a massa do veículo não seja mais alta. Esse controle da massa não suspensa paga os dividendos no maior conforto e menor aspereza da suspensão.

Na traseira, a Volvo se afasta do tradicional multibraço com molas helicoidais para utilizar lâmina de mola transversal em material compósito. Uma solução interessante para melhor distribuição de espaço entre suspensão, tanque de combustível e bateria. Os amortecedores pressurizados e barra antirrolagem complementam a suspensão que também tem componentes em alumínio.

O resultado dinâmico dessa configuração de suspensão é muito bom. O suv roda macio e com baixo nível de aspereza, que tem participação dos pneus montados em rodas de liga de alumínio de 21 polegadas.

Para frenagens mais vigorosas o XC60 conta com freio a disco nas quatro rodas e está integrado ao freio por regeneração elétrica. A modulação é bem integrada e praticamente imperceptível quando da comutação entre elas. Há possibilidade de ativar o sistema one pedal que proporciona  ação de freio ao se levantar o pé do acelerador, e sua modulação também está bem ajustada.

O sistema de direção com assistência elétrica tem calibração de centragem positiva e bom compromisso de esforço entre as condições estático, baixa velocidade e alta velocidade. Combina-se com a boa empunhadura do volante, tornando o dirigir do XC60 bem confortável.

Conforto

Por dentro o XC60 é harmonioso e bonito. Tirando claro, a avalancha seletora de marchas, que é de gosto duvidoso. Imitando uma pedra preciosa, destoa do restante do interior. Os bancos são bem confortáveis e seguram bem o corpo do motorista em curvas mais fechadas. Para achar a melhor posição de dirigir, os bancos dianteiros contam com ajustes elétricos com duas memórias. Já os traseiros, com engates Isofix, acomodam bem duas pessoas.

O painel é muito funcional, agradável e permite algumas configurações, sendo que uma delas é projetar o mapa de navegação, deixando a tela do multimídia livre para outras funções. É uma maneira também de evitar que o motorista tire a visão da frente. Para auxiliar, o modelo tem na parte central uma tela multimídia incorpora navegador com GPS e mapas, além de permitir o pareamento Android Auto e Apple CarPlay através de cabo USB.

O sistema operacional Google permite instalar aplicativos e serviços, além de ser um bom atalho para configurações do veículo e inclusão de serviços digitais. A operação pode ser feita através de comando de voz, sem que o motorista perca foco na condução.

Tida como uma fabricante sempre preocupada com a segurança de ponta, o Volvo XC 60 utiliza vários sensores para alimentar o sistema avançado de assistência o motorista (ADAS). O controle de velocidade de cruzeiro do tipo adaptativo tem a funcionalidade de anda e para em seguimento ao veículo à frente. O sistema de permanência e centragem de faixa é um dos melhores do mercado, sendo intrusivo na maneira certa.

O sistema de ar-condicionado em duas zonas com saídas nas colunas para o banco traseiro é bem eficientes e mantém a temperatura da cabine sem que o ruído de fluxo de ar incomode. Os bancos dianteiros têm aquecimento e no console central está o carregador por indução para bateria de telefone celular.

Preço
Volvo XC60 Ultimate Hybrid – R$ 449.950,00

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