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Volkswagen Tera com motor 1,0 e câmbio manual é muito bom de andar

Lançado há exatamente um ano, o Volkswagen Tera é um sucesso de vendas e responsável, entre outros detalhes, por uma novidade no mercado automotivo. Normalmente, nos modelos de entrada, a versão mais vendida é a “básica”. Não é o caso do SUV da marca alemã, que tem a versão mais luxuosa, Highline, como responsável por quase 50% das vendas, seguida da Comfort e somente na terceira posição, a MPI manual. E é justamente essa a versão avaliada pelo De Fato Motor.

Com motor aspirado de um litro MPI e câmbio manual, mesmo conjunto utilizado no Polo Track, o Tera surpreende e é muito agradável de ser dirigido. Além de muito econômico. Teoricamente, é uma versão destinada a frotistas e locadoras, mas o consumidor que o adquirir não vai se arrepender.

Confiável

Apesar do motor ser de um litro aspirado, três cilindros em linha, o propulsor desenvolve 77 cavalos e 9,6 kgfm de torque quando abastecido com gasolina e 84 cavalos e 10,3 kgfm com etanol. Lógico que não é uma motorização para andar disputando “corridas”, mas é suficiente para enfrentar com méritos o dia a dia. Se o objetivo é tirar o máximo do motor, vale lembrar que o torque máximo surge em torno dos 3.000 rpm e potência máxima em 6.450 rpm. Mas nesse caso, o consumo sobe muito e não é o objetivo de quem o adquire.

Se comparado com a concorrência, o Tera tem melhores números. O modelo acelera de 0 a 100 km/h em 15,4 segundos e atinge a velocidade máxima de 162 quilômetros por hora. Tem muito carro elétrico que custa cinco vezes mais que não chega nem perto.

Uma das grandes vantagens dessa versão do SUV de entrada da Volkswagen é o consumo: 12,9 km/l na cidade e 16,7 km/l na estrada com gasolina. Já com etanol, o consumo é de 9,8 km/l e 11,2 km/l, respectivamente. São números excelentes.
É impressionante o acerto que a marca alemã consegue no conjunto motor/transmissão. O câmbio manual de cinco marchas do Tera é preciso e muito divertido de usar. Sem dúvida, o melhor conjunto do mercado nacional no segmento.

Outro ponto positivo do motor, muito bem avaliado há anos, é o acionamento por correia dentada, sem as problemáticas correias banhadas a óleo. O simples bem feito.

Presença

Além do design moderno e muito harmonioso, o Tera cai como uma luva para o consumidor que quer um SUV e não quer, ou não pode, gastar muito. E não vai ficar decepcionado com a compra. Não pode ser deixado de lado que é um modelo de entrada, mas longe de ser um modelo simples. E uma bela sacada da Volkswagen é que, com poucos detalhes, todos os Teras são muito similares no seu exterior.

Mesmo não tendo rodas de liga leve, por exemplo, as rodas de aço de 15 polegadas contam com calotas bem bonitas. Ou seja, não empobrece o conjunto.
Bem acabado, o interior é muito agradável e os bancos bem confortáveis. Mesmo utilizando muitos plásticos nos acabamentos, os materiais não desabonam o modelo. E tem até alças no teto, que hoje viraram raridade. Cabem cinco passageiros, mas para um bom nível de conforto, o ideal são quatro.

Em termos de equipamentos, o Tera MPI tem mais que muitos modelos de valor maior. O SUV conta de série com seis airbags, alerta de colisão frontal, frenagem autônoma de emergência, frenagem pós-colisão e detector de fadiga, central multimídia VW Play de 10,1”, direção com assistência elétrica, ar-condicionado manual, banco do motorista com ajuste de altura, volante com ajuste de altura e profundidade, espelhos com ajustes elétricos, vidros elétricos nas quatro portas, faróis de LED, painel de instrumentos digital com tela de 8″, controle de cruzeiro, sensor de estacionamento traseiro e computador de bordo.

Conclusão

O Volkswagen Tera MPI, levando em conta o segmento no qual disputa, tem bom desempenho, interior muito bom, design moderno e é bem econômico. Ou seja, quem o comprar não vai ficar decepcionado.

Preço
VW Tera MPI – R$ 110.200,00 (valor do modelo avaliado)

 

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Muito elegante, o Peugeot 2008 GT Hybrid é uma boa compra

Quando chegou, em 2015, o Peugeot 2008 era fabricado no Brasil. Na segunda geração, lançada no meio de 2024, passou a ser feito na Argentina. O SUV compacto da marca francesa ficou mais alinhado com o modelo europeu e, faz pouco tempo, ganhou motorização “híbrida”.

A nova geração, que está melhorando nas vendas, tem um design bem moderno, bom nível de acabamento e comportamento dinâmico muito equilibrado.
O modelo traz o mesmo sistema híbrido “muito leve”, que foi adotado nos modelos Fiat Pulse e Fastback, Peugeot 208 e em modelos da Jeep.

Nesses veículos, o sistema híbrido (MHEV) é na verdade um gerador elétrico acionado por uma bateria de 12 volts, que auxilia o motor à combustão nas saídas da imobilidade e, com isso, diminui o “esforço”, reduzindo o consumo de combustível. O sistema não permite que o veículo ande somente com eletricidade. Quando em ação, ele oferece 4 cavalos a mais.

Equipado com o motor à combustão de um litro turbo flex, oferece até 130 cavalos de potência máxima e torque máximo de 20,4 mkgf. Muito agradável de ser dirigido, o desempenho é muito bom, tanto na cidade, como na estrada. A aceleração de zero a 100 quilômetros por hora leva 9,7 segundos e atinge a velocidade máxima de 195 quilômetros por hora. Já o consumo com gasolina no perímetro urbano chegou a quase 14 quilômetros por litro.

Na estrada, também com gasolina, a média foi de 13,8 quilômetros por litro. Em alguns trechos, em velocidade constante, o SUV chegou a fazer 16 quilômetros por litro. Com etanol, as médias foram de 9,1 na cidade e 9,8 quilômetros por litro na estrada. Ou seja, a autonomia com gasolina pode chegar a quase 650 quilômetros. A transmissão CVT faz um conjunto harmonioso com o motor.

Linhas muito atraentes

A única alteração externa do 2008 híbrido para a versão não eletrificada é a placa Hybrid. De resto, o modelo mantém as linhas muito bonitas e modernas, faróis Full-LED e rodas diamantadas de 17 polegadas. A versão GT tem pintura bicolor, com teto em preto brilhante.

O interior é muito bem acabado, com bancos com costura aparente, painel de instrumentos i-Cockpit digital, volante esportivo com uma excelente “pega” bem compacto. Diferentemente de outros modelos, no carro francês, a leitura do painel de instrumentos é feita por cima do volante. É necessário se habituar, mas é muito legal. No centro do interior, uma tela  multimídia de 10,3 polegadas, compatível com Android Auto e Apple CarPlay sem fio.

O SUV ainda conta com sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, câmera 360° VisioPark, controle de velocidade de cruzeiro, sensores de chuva e crepuscular e teto solar panorâmico. O pacote de assistências ao condutor dispõe de alerta de colisão com frenagem automática, alerta de saída de faixas, leitor de placas e alerta de ponto-cego.

Mas um carro desse nível deveria ter piloto automático adaptativo e sistema ativo de permanência de faixas, que alguns concorrentes têm.
Com relação ao espaço para os passageiros, o 2008 é generoso. Quatro passageiros vão muito bem acomodados e com espaço à vontade. Cinco passageiros vão bem também, mas logicamente, como em qualquer veículo, não ficam tão bem acomodados.

Para o motorista, diferentemente de outros SUV que deixam o motorista quase no teto do veículo, para passar a falsa imagem de carro muito alto, no 2008 GT a posição é muito boa e confortável. Devido às regulagens do banco, achar a melhor posição para dirigir não é nada difícil.

Boa compra

Se você procura um modelo com design moderno e atraente, bom desempenho e econômico, com toda a certeza o Peugeot 2008 GT é uma excelente opção. Mais uma vez vale a pena explicar que a eletrificação dos carros da Stellantis tem a finalidade de apenas melhorar o consumo urbano em mais ou menos 10%. E consegue. Não anda só com a motorização elétrica, nem pode ser carregado.

Preço (promocional)
Peugeot 2008 GT Hybrid – R$ 162.990,00

 

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SUV compacto Volvo EX30 tem bom desempenho e é muito confortável

Na onda dos elétricos, o Volvo EX30 Ultra Twin Motor chegou ao mercado brasileiro no início do ano surpreendendo em vários aspectos — mas é na aceleração que realmente impressiona: vai de 0 a 100 km/h em apenas 3,6 segundos, desempenho digno de superesportivos. Para efeito de comparação, a Audi RS6, uma das peruas mais rápidas do mundo, cumpre a mesma prova em 3,5 segundos. O modelo traz dois motores elétricos que entregam 428 cv e 55,4 kgfm de torque, com velocidade máxima limitada a 180 km/h.

Andando, o SUV compacto é muito agradável de dirigir, tanto na cidade como na estrada. Por conta de um motor em cada eixo, a tração integral (AWD) colabora muito com a estabilidade do modelo. A vetorização do torque, sistema que gerencia melhor a potência enviada para cada roda, ajuda no controle. A suspensão poderia ser mais adaptada aos pisos brasileiros, mas tendo em vista que o fator principal é o conforto, o modelo agrada.

A autonomia é de 316 quilômetros, mas pode ser gerenciada para mais ou menos ao escolher um dos três modos de condução: autonomia, padrão e desempenho. Na cidade, com a recuperação de energia e conduzindo de maneira suave, conseguimos superar os 386 quilômetros de autonomia. A bateria aceita carregamentos em corrente alternada (AC) de 7 kW até corrente direta (DC) de 150 kW.

Interior

Por dentro, os bancos, com ajustes elétricos, são de tecido, muito confortáveis e agradáveis. O espaço para passageiro na frente é bom, mas no banco traseiro, pessoas com mais estatura vão ter problemas. Mas vale destacar que estamos falando de um SUV compacto. O que não é aceitável para um carro de mais de R$ 300 mil é a falta de saída do ar condicionado para os passageiros do banco traseiro.

O EX30 Ultra Twin não tem botões (como já falamos aqui, é uma tendência dos carros elétricos), o que deixa o interior “limpo”. E não tem nem painel. Tudo está na tela central de 12,3 polegadas. Velocidade, controles, regulagens, autonomia, som etc..

Mais uma vez, acho que pode ser moderno e bonitinho, mas não é prático. Primeiro que qualquer simples regulagem, como a dos espelhos retrovisores, demanda uma série de toques. Fora que o motorista precisa desviar a atenção da direção para fazer os ajustes. E alguns comandos só podem ser feitos com o carro parado. Mas, enfim, sinal dos tempos. Em termos de tecnologia, a nova geração aprimorou a conexão para Apple CarPlay. Mas para o Android Auto, não está disponível. Waze, Google Maps e vários outros aplicativos estão acessíveis. O sistema de som Harman Kardon, com nove alto-falantes, é outro ponto muito positivo. Na estrada, com piso liso e sem o barulho do motor, vira uma sala de espetáculos.

A versão avaliada, assim como as outras duas, conta com seis airbags, proteção contra impactos laterais, mitigação de colisões e prevenção de lesões na coluna cervical e ancoragem para cadeirinhas infantis (Isofix).
Em termos de segurança e tecnologia, o modelo supera alguns SUV mais sofisticados. Conta com detector facial de fadiga do motorista, controle de cruzeiro adaptativo (ACC), alerta de ponto cego, de tráfego cruzado traseiro e de mudança de faixa com correção no volante, além de monitoramento de pressão dos pneus.

Conclusão: para quem está entrando no segmento de SUV compactos elétricos, o Volvo EX30 é uma ótima opção.

Preço
Volvo EX30 Ultra Twin Motor – R$ 310.000,00

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Importado pela Stellantis, Leapmotor tem boa autonomia e excelente preço

Cada dia é mais frequente ver rodando em nossas ruas modelos chineses elétricos ou híbridos. As marcas chinesas brotam. Há os modelos 100% elétricos, que precisam ser conectados a um carregador para alimentar as baterias; há os híbridos, que andam tanto com o motor à combustão quanto com o elétrico; ou com os dois juntos. E há a novidade do mercado: o Leapmotor C10 REEV – range extended electric vehicle.

O que quer dizer essa sigla? Apesar de ser híbrido, quem “manda” força para as rodas é o motor elétrico. O motor 1,5 litro à combustão serve apenas para alimentar as baterias e não tem “contato” com as rodas motrizes. Ou seja, tendo gasolina no tanque, o motorista do Leapmotor nunca ficará parado. Para ajudar e economizar ainda mais, o SUV pode ter as baterias carregadas na tomada. Nos modelos 100% elétricos, quando acaba a bateria, o motorista só tem uma alternativa: chamar um guincho.

Marca presença

Com um design limpo e elegante, o Leapmotor tem mais algumas diferenças dos demais modelos chineses: é discreto. O interior é muito espaçoso e luxuoso, com um acabamento impecável. Em termos de equipamentos, o C10 tem tudo o que se espera de um modelo de luxo: sete airbags, ar-condicionado automático de duas zonas, saídas de ar comandadas pela tela, teto panorâmico, sistema de som de 840 W com 12 alto-falantes, iluminação completa por LEDs, multimídia com tela de 14,6″, atualizações remotas, controle de cruzeiro adaptativo atuante também em congestionamentos, monitor de ponto cego, alerta de tráfego cruzado traseiro, assistente de permanência em faixa e bancos de couro com aquecimento, ventilação e memória.

O porta-malas tem capacidade para 435 litros. Para deixar o modelo ainda mais harmonioso, as rodas de 20 polegadas são pintadas num bonito grafite fosco.

O interior não tem botões, pois tudo é resolvido na grande tela central. É legal? Sim. Mas pouco prático. Uma simples regulagem dos espelhos retrovisores ou das saídas do ar-condicionado, que poderia ser feita num botãozinho em alguns segundos, demanda uma complexa operação de toques em vários ícones na tela. Mas são sinais da modernidade, que devem ser cada vez mais frequentes nos futuros veículos.

Atração motriz

Como já falamos acima, a maior novidade é o sistema de propulsão do Leapmotor C10. O SUV vem equipado com um motor elétrico instalado na traseira que desenvolve 215 cavalos de potência e 32,6 kgfm de torque. Não esqueça: a força vem só do elétrico, por isso não há a soma dos dois motores (elétrico e à combustão).

Mesmo com sua autonomia declarada de 141 quilômetros usando somente as baterias, sem entrar em ação o motor à combustão para carregá-las, em nossa avaliação, chegamos a mais de 150 quilômetros. Depende da forma de condução. Ou seja, é muito bom. Agora, usando as baterias e o tanque de combustível de 50 litros, a autonomia pode passar dos 950 quilômetros. São realmente números muito interessantes. Em nossa avaliação, o SUV fez médias de 12,7 km/l na cidade e 15,1 km/l na estrada.

Muito agradável de dirigir, tanto no uso urbano como nas rodovias, o C10 tem mais uma boa surpresa. Enquanto a grande maioria dos modelos chineses dá prioridade ao conforto, as suspensões do Leapmotor são muito bem equilibradas. Não são macias demais, nem duras a ponto de o carro ficar pulando e dando tranco nas costas do motorista. O equilíbrio obtido pela engenharia da marca é surpreendente, o que beneficia, além do conforto e prazer ao dirigir, uma melhor dirigibilidade e estabilidade.

O desempenho não é nada de impressionante, mas atende às necessidades de quem o vai usar no dia a dia. A velocidade máxima é de 170 quilômetros por hora e a aceleração de 0 a 100 quilômetros por hora leva 8,6 segundos.

Preço R$ 219.990,00

 

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Sistema Único de Saúde passa a oferecer teste rápido de dengue

O Ministério da Saúde (MS) incorporou no Sistema Único de Saúde (SUS) o teste rápido para o diagnóstico da dengue. A inclusão do Teste Rápido de Dengue NS1 na tabela nacional de procedimentos do SUS está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (26). A oferta do exame é feita de forma ampla em ambulatórios de postos de saúde e em hospitais da rede pública de saúde.

A solicitação do teste pode ser feita por médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos de enfermagem para pacientes de todas as idades. O método pode detectar a presença no sangue da proteína específica liberada pelo vírus da dengue (antígeno NS1) logo no início da infecção, diferentemente dos exames de anticorpos (sorologia), que acusam o diagnóstico positivo para a doença somente após o corpo reagir ao vírus (geralmente após o sexto dia de infecção). A norma já está em vigor.

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Ford Ranger XL é muito superior ás concorrentes Hilux e S10

A versão do modelo avaliado pelo DeFatoCampinas/Motor é uma velha conhecida do segmento de picapes médias, cuja a primeira geração começou a ser vendida no Brasil em 1995: a Ford Ranger XL. Teoricamente é uma versão de entrada, mas se comparada com as concorrentes, de entrada não tem nada. Se compararmos com as concorrentes Toyota Hilux e a Chevrolet S10, ela é muito superior, mais moderna e mais equipada.

Com bancos confortáveis revestidos de tecido (o acabamento em couro virou sinônimo de luxo, mas no verão ou no inverno, teste e veja como o tecido é muito mais agradável), a XL vem de série com sete airbags, piloto automático, multimídia SYNC 4 com tela de 10”, painel de instrumentos digital de 8”, conexão sem fio com Android Auto e Apple CarPlay, volante com ajuste de altura e profundidade, faróis com acendimento automático, painel de direção elétrica ativa, controle eletrônico de estabilidade, assistente de partida em rampas, controle automático em descidas, limitador de velocidade e luz de direção diurna.  Além de ar condicionado digital, travas e vidros elétricos e um bom sistema de áudio. Isso num veículo de trabalho. Ou seja, a Ranger XL tem muita mordomia e segurança.

Chama muito a atenção o design moderno e harmonioso da Ranger XL. Mas vale perder um tempo para admirar o belo conjunto dos faróis. Antes eram peças básicas e sem importância estética, hoje têm um trabalho cuidadoso de harmonização e se integram ao conjunto do veículo.

Para o “trabalho” rodas de aço de 16” com pneus 255/70 R16 All Terrain, muito mais resistentes do que as de liga leve. O chassi, feito com longarinas e travessas de aço especial, é 30% mais resistente a torções que o da geração anterior. A suspensão com curso 15 mm maior e amortecedores externos à longarina contribuem para a excelente capacidade e resistência da picape.

Durante a avaliação, andamos com a valente picape por terrenos não muito usuais para veículos desse segmento, mais interessantes para veículos off-road. O teste utilizando a tração 4×4 e o diferencial traseiro blocante foi excepcional. A Ranger XL se equipara a qualquer modelo fora-de-estrada sofisticado na hora de enfrentar terrenos difíceis.

Outro item que funciona muito bem na picape da Ford são os novos freios, que param o utilitário com facilidade e em espaços coerentes. Transmitem muita confiança. Outro detalhe que traz segurança e tranquilidade é a estabilidade. Mesmo sendo uma picape e 15 mm mais alta, em velocidades compatíveis, a XL se comporta muito bem.

O que também foi muito útil na avalição em terrenos mais acidentados e alagados foi a capacidade de imersão de 80 cm e os ângulos de ataque de 30º e de saída de 26º. Isso dá um “banho” nas concorrentes.

Bom motor

O desempenho foi outro ponto muito favorável na nossa avaliação.  A motorização de dois litros, turbo diesel, oferece 170 cavalos de potência e torque de 41,3 kgfm. E boa parte desse torque já aparece entre 1.000 e 2.500 rpm. Ou seja, mesmo em baixas rotações, o motorista tem um bom desempenho à disposição. Na verdade, o desempenho e o conforto são de um SUV.

A velocidade máxima (que neste caso pouco importa, mas apenas para informação) foi de 163 quilômetros por hora e a aceleração de 0 a 100 quilômetros por hora em 13,2 segundos. Na versão avaliada, a transmissão era manual de seis velocidades. Os engates são muito macios e precisos. Mas a embreagem, até por conta de ser um veículo de trabalho, é pesada.

O consumo é muito bom para uma picape: 10 quilômetros por litro no perímetro urbano e 11,4 quilômetros por litro nas rodovias. Com o tanque de 80 litros, é possível percorrer mais de 800 quilômetros. Não conseguimos medir a proporção de aditivo ARLA que foi consumido no teste.

Mesmo com o enorme tamanho (5,37 metros de comprimento, 3,27 metros de entre-eixos e largura superior a 2,10 metros), a picape é muito boa de andar na estrada ou na cidade. Claro, é necessário ter noção das suas dimensões, mas é muito fácil de andar. Melhor do que muitas das picapes de “luxo” da concorrência. Porém, dois detalhes são negativos: a falta de câmera de ré (até em veículos populares existe) e a falta do aviso sonoro no para-choques traseiro.

A transmissão manual permite uma maior capacidade de carga em relação à versão da XL automática e muito maior que as demais versões da Ranger: o volume de caçamba é de 1.230 litros ou capacidade de 1.097 quilos.

Muito útil

Outra exclusividade do modelo da Ford, que é uma “mão na roda” para quem a utiliza no trabalho, é o pacote de conectividade sem custo adicional, que permite o controle de desempenho e da manutenção de cada veículo em tempo real por meio do Ford Pro portal ou do aplicativo Ford App, uma avançada ferramenta de produtividade para os administradores de frota. O Acompanhamento Preventivo Inteligente é outro serviço exclusivo da Ford, que monitora o funcionamento do veículo e alerta o cliente caso seja detectada alguma anomalia que requeira manutenção.

A Ford Pro conta também com uma equipe técnica especializada para vendas dedicadas aos setores de governo e frotistas, que inclui serviços pós-venda e treinamento personalizado para cada tipo de aplicação, com foco na máxima eficiência e produtividade do cliente comercial. (Antônio Fraga)

Preço

Ford Ranger XL Cabine Dupla MT R$ 272.600,00

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GWM Haval H9 é muito superior ao seu concorrente direto

Sem dúvidas, o GWM H9 é um SUV surpreendente. Além do design imponente, o H9 tem um acabamento de excelente nível, é muito confortável e traz muita tecnologia embarcada. Se o proprietário do seu concorrente direto, o Toyota SW4, andar no modelo da marca chinesa, vai se arrepender da compra. Com outra grande vantagem: o preço é muito menor.

O modelo tem um motor de 2,4 litros, turbo diesel de 184 cavalos e torque máximo de 480 Nm entre 1.000 rpm e 100% a 1.500 rpm. A transmissão é automática de 9 marchas. O desempenho é apenas razoável, pois falta um pouco de potência, ainda mais levando-se em conta que pesa 2.525 quilos. O jipão acelera de 0 a 100 quilômetros por hora em 12,3 segundos e atinge a velocidade máxima de 170 quilômetros por hora. Os números poderiam ser melhores, mas como é um dos poucos pontos negativos, vale relevar. Além disso, não estão muito distantes da concorrente, que têm mais potência, mas gasta bem mais.

Na estrada, ainda mais se for uma pista boa, são impressionantes o baixo nível de ruído e o conforto. E isso, fazendo 10,8 quilômetros por litro de diesel. Na cidade, o consumo cai para 9,2 quilômetros por litro. São números bons.
Se na estrada os números não impressionam, no fora-de-estrada, a coisa muda totalmente. Mesmo levando em conta que boa parte de seus compradores jamais vai colocar o SUV numa estrada de terra.

Fizemos uma aventura por estradas bem acidentadas e com diversos trechos muito difíceis de transpor. Nada parou o H9, pelo contrário. O modelo tem tração integral 4×4, bloqueio de diferenciais (dianteiro e traseiro), caixa de redução e sete modos de condução do Sistema Todo-Terreno (ATCS), que permitem enfrentar desde o asfalto até trilhas severas. Recursos exclusivos, como a função Tank Turn, que reduz o raio de giro em até 1,5 metro, e a visão panorâmica 540° com chassi transparente, tornam o SUV ainda mais versátil.

Sua capacidade off-road é reforçada por ângulo de ataque de 31°, saída de 25°, altura livre do solo de 224 mm e habilidade de vencer rampas de até 57% (29,7°) e a maior capacidade de imersão da categoria, de até 800 mm.
O Haval H9 é equipado com uma suspensão dianteira independente do tipo duplo A com molas helicoidais e barra estabilizadora com 221 mm de curso, e uma traseira com eixo rígido com cinco braços (five link) com molas helicoidais e barra estabilizadora de 235 mm de curso. Ou seja, é um valente mesmo.

Conforto

O acabamento e a harmonia do GWM H9 estão entre os melhores em seu segmento. Os bancos dianteiros em couro são muito confortáveis e ainda oferecem massagem, aquecimento, ventilação, ajustes elétricos e memória de posição. É muita mordomia, principalmente em viagens mais longas. O conforto se estende para a segunda fileira, que também tem ventilação e tomadas exclusivas (uma 12V, uma USB Tipo A e uma USB tipo C).

Mesmo não tendo o conforto das duas primeiras fileiras, por conta do espaço, os dois bancos da última fila comportam bem duas crianças, com acesso fácil, saídas de ar no teto e porta-objetos laterais. Outra coisa que melhora muito para os passageiros das duas fileiras de trás é o amplo teto solar panorâmico com acionamento elétrico, que deixa o ambiente mais iluminado e atraente.

O volante tem excelente empunhadura com controles. O painel digital de 10,25” é bem completo e pode ser customizado. A central multimídia de 14,6” Full HD tem conectividade e integração sem fio para Apple CarPlay e Android Auto, além de comandos de voz em português desenvolvidos no Brasil. O carregador sem fio de celular é muito rápido de 50W e há ainda múltiplas entradas USB-C e USB.

Para acessar o jipão, principalmente para passageiros com menor estatura, o modelo tem um útil estribo retrátil automático.

Preço
GWM Haval H9 Exclusive R$ 319 mil

 

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Além da valentia, Jeep Commander tem muito conforto e tecnologia

Há mais de 30 anos, li um artigo de um veterano jornalista automotivo inglês ensinando, pela sua longa experiência, outros jornalistas automotivos a fazer as avaliações. E a maior dica é que o veículo de avaliação tem que ser usado por um período e utilizado normalmente. Ou seja, como o proprietário faz no dia-a-dia. E é isso que fazemos e fizemos com o Jeep Commander Overland 2,2 litros turbodiesel. O modelo, um dos mais vendidos do segmento, surpreende pelo conforto, espaço interno e desempenho. Por que tamanha surpresa? O modelo testado não é o topo de linha — que é a versão Blackhawk — e o Overland fica exatamente abaixo. Se esse surpreende, imagine o topo.

Realmente o conjunto mecânico é muito bom e faz toda a diferença. Com uma motorização de 2,2 litros, turbodiesel de quatro cilindros, o propulsor oferece 200 cavalos de potência máxima a 3.500 rpm e torque máximo de 45,9 m·kgf já a 1.500 rpm. Isso garante o bom desempenho que já ressaltamos. A velocidade máxima é de 205 quilômetros por hora e a aceleração de 0 a 100 quilômetros por hora em 9,7 segundos.

A transmissão é automática de nove marchas e a tração tem a opção de 4X4 com reduzida. As trocas são muito eficientes e suaves. O modelo tem a possibilidade de trocas manuais, mas, de verdade, é perda de tempo.

No uso urbano, o Overland consumiu em média 10,6 quilômetros por litro e no rodoviário fez em média 13,7 quilômetros por litro. Na estrada, numa velocidade de 100 quilômetros por hora, o SUV fez incríveis 15,9 quilômetros por litro. Isso pesando quase duas toneladas. Agora, se o condutor quiser andar em velocidades mais elevadas, o consumo cai drasticamente, mas não é essa a finalidade do modelo. Esses números são muito bons para um modelo pesado e de sete lugares.

O que também chamou a atenção foi a acústica. Tradicionalmente, os motores a diesel são mais barulhentos do que os à combustão flex. Não é o caso. O Commander Overland é muito silencioso, mesmo em acelerações mais agressivas.

Como tem a opção de 4X4, fizemos uma aventura pelas estradas de terra, algumas com aclives bem íngremes, onde tivemos que usar a tração. E o Jeep enfrentou todas com muita facilidade e disposição. Só uma vez, e por precaução, pois passaria apenas com a tração no 4X4 normal, usamos o sistema no Low e o bloqueio do diferencial.

A suspensão é independente nas quatro rodas, com 213 mm de altura mínima do solo, ângulos de entrada e saída generosos e pneus de uso misto 235/50 R19. Proporciona conforto em todos os terrenos.

Conforto e acabamento

Por dentro, o acabamento é muito bom, com bancos, laterais das portas e painel em couro de excelente qualidade. Tirando a terceira fileira, onde acomoda crianças ou adultos por trechos pequenos, nas demais todos ficam muito confortáveis e seguros.

O SUV tem um quadro de instrumentos digital de 10,25”, customizavel, mas que precisa de um bom tempo para conseguir utilizá-lo na totalidade. Quem não é expert em tecnologia “apanha” um pouco. No centro, uma boa e muito completa tela de multimídia com 10,1” e Alexa integrada, permitindo que os ocupantes consultem diversas funções por meio de comando de voz. O modelo também oferece Wi-Fi Hotspot. O som é sofisticado.

O Commander Overland está equipado ainda com tecnologia de direção autônoma ADAS de nível 2, que inclui alerta de colisão com frenagem automática, detecção de ponto cego e de tráfego cruzado, alerta de mudança de faixa, frenagem de emergência para pedestres, ciclistas ou motociclistas, detector de fadiga do motorista, reconhecimento de placas de velocidade, comutação automática de faróis, piloto automático adaptativo e detecção de mãos fora do volante.

Preço
Jeep Commander Overland R$ 308.490,00

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Aion Y é uma excelente opção para quem quer um elétrico muito espaçoso

A GAC é mais uma fabricante chinesa que chegou para disputar o mercado brasileiro. E testamos o modelo de entrada da marca, o Aion Y Elite, numa cor nada discreta, mas não feia. Juntando a cor, o design e o estilo das lanternas e faróis, por onde passa o modelo chama muito a atenção.

Muito mais para uma minivan do que para um SUV, segmento quase sem opções no mercado nacional, o Aion impressiona pelo rodar suave, tecnologia e o enorme espaço interno. Quem andar no banco traseiro vai achar que está na sala de casa. E a sensação de espaço fica ainda maior com o teto solar panorâmico.

Anda bem

Com potência de 204 cavalos (150 kW) e torque declarado de 23 m·kgf, o desempenho é muito satisfatório. Como a maioria dos modelos do seu segmento, a velocidade máxima, ao contrário da aceleração, não é o forte. Mesmo assim, o GAC acelera de 0 a 100 quilômetros por hora em 8,5 segundos e atinge a velocidade máxima de 150 quilômetros por hora.

A bateria de fosfato de ferro e lítio (LFP) de 63,2 kW·h tem uma autonomia de 318 quilômetros, mas em nossa avaliação e andando moderadamente, no uso urbano, passou desse número fornecido pela importadora. Como em todo o carro elétrico, não existe câmbio e o movimento desejado é conseguido através de uma haste muito ergonômica atrás do volante. Ou seja, o motorista pode selecionar os tradicionais P, R, N e D.

A função i-Pedal, com níveis de regeneração configuráveis, é muito útil e permite uma maior regeneração, usando menos os freios e melhorando a eficiência. Há também a opção da função creeping, que simula o “rastejar” dos automáticos tradicionais, muito útil para manobra fina sem tocar no acelerador, apenas aliviando o pedal do freio.

Rodando, o chinês mostrou que tem uma suspensão, McPherson na dianteira e eixo de torção atrás, firme e equilibrada, mas sem prejudicar o conforto. Mesmo numa estrada sinuosa, a carroceria se mostrou firme e transmitindo segurança ao motorista. Porém, em pisos irregulares, “bate” um pouco.

Desenho limpo

O design, com o uso no dia a dia, passa a ser até agradável. As linhas limpas, arcos de roda definidos e faróis finos se associam à assinatura em formato de “asas de anjo”. Até de longe se identifica o modelo. A traseira é mais discreta, com uma barra luminosa que liga as duas lanternas, e, na parte superior da tampa, um pequeno defletor. O conjunto, no todo, é muito interessante e agradável. O porta-malas tem 361 litros e acesso bem fácil.

Por dentro, como já destacamos, o espaço é muito grande. Os bancos são muito confortáveis e em tecido sintético muito harmonioso. Os bancos contam com sistema de ventilação e ajuste elétrico na frente. Outra coisa muito legal, e que foge da mesmice, são as combinações de cor, que dão uma alegria ao interior.

O volante tem boa pega e tamanho bem adequado. Outra coisa positiva é a tela central de 10,2 polegadas com interface simples e funcional. As telas gigantes da maioria dos modelos chineses só servem para desviar a atenção e muitas vezes dificultam o uso. A câmera 360° é muito boa e oferece pré-seleções úteis. O ajuste dos espelhos externos é na tela, moderno, mas pouco prático.

O Aion não tem botão para ligar ou desligar. Ao entrar, é só “engatar” e sair acelerando. A minivan é bem equipada em termos de tecnologia: duas portas USB, uma dianteira e outra traseira e carregador por indução que funciona bem. Duas coisas chamam a atenção: Apple CarPlay opera somente com cabo e não tem Android Auto nativo, nem por cabo.

O sistema de som é competente, com seis alto-falantes, mas sentimos falta de mais ajustes e maior potência. Mais um detalhe interessante foi a agilidade no carregamento, tanto com wallbox, como na tomada 220 volts. Carregou a bateria na tomada em menos de 8 horas.

A conclusão é que, principalmente para quem tem família grande e deseja um modelo 100% elétrico, o Aion Y é uma excelente opção de compra.

Preço
GAC Aion Y Elite R$ 187.990,00

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Detran de São Paulo tira teste de baliza para exame da CNH

O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran) retirou o teste de baliza da prova prática para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Além disso, o exame agora pode também ser feito utilizando veículo com câmbio automático.

Essas resoluções entraram em vigor nessa segunda-feira (26) e, segundo o órgão, têm a finalidade de ser “um modelo de avaliação mais moderno, objetivo e focado na condução segura e responsável”.

Se acordo com o Detran-SP, as medidas “têm o objetivo de simplificar etapas, reduzir custos e aprimorar a experiência do cidadão”.

Outros testes durante a prova continuam valendo, como conversões à direita e à esquerda, condução segura e uso da seta, entre outros.

As novas regras fazem parte das mudanças recentes que vêm sendo feitas para tirar ou renovar a CNH. A maior dessas alterações foi o fim da obrigatoriedade de fazer aulas de direção em autoescola.

Pelas novas regras divulgadas no fim de 2025, o curso teórico passou a ser gratuito.O governo fornece ao candidato todo o conteúdo de forma digital, mas também é possível frequentar aulas presenciais em autoescolas.

Anteriormente era obrigatório fazer 20 horas de aulas práticas, agora só duas horas são necessárias. O candidato, caso queira, também pode frequentar uma autoescola ou contratar instrutores autônomos.

Para tirar a CNH, o candidato ainda tem de passar e ser aprovado em dois exames.

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