Saúde

São Paulo confirma primeiro caso de febre amarela em humano em 2025

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo confirmou o registro do primeiro caso de febre amarela em humano este ano. Trata-se de um homem de 27 anos, morador da capital paulista.

Ele esteve em Socorro, na região de Campinas, onde também houve notificação recente de um caso de febre amarela em macaco.

O estado registrou dois casos da doença em humanos em 2024 – sendo um autóctone (com origem dentro do estado) e outro de um homem contaminado em Minas Gerais, que morreu.

O Instituto Adolfo Lutz já confirmou nove casos da doença em macacos, sendo sete na região de Ribeirão Preto, um em Pinhalzinho e o outro em Socorro.

As ações de vigilância em saúde e vacinação foram intensificadas nessas regiões, além da recomendação de cuidados para quem irá viajar para áreas de mata.

A vacina contra a doença está disponível em postos de saúde e deve ser aplicada ao menos 10 dias antes do deslocamento para regiões com casos.

Febre amarela

A febre amarela é transmitida pela picada de mosquitos silvestres. Um indicador de sua presença se dá com a morte de macacos, que também sofrem com altos índices de mortalidade quando contaminados.

O avistamento de macacos mortos deve ser informado às equipes de saúde do município.

Os sintomas iniciais da febre amarela são febre súbita, calafrios, dores intensas no corpo e cabeça, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza recorrentes. (Agência Brasil)

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Secretaria de Saúde recebe 6 mil doses de vacina contra a covid

Os 68 centros de saúde de Campinas começaram a receber nesta terça-feira (14), 6.580 doses de vacina contra covid-19 aos 68 centros de saúde. A nova remessa foi entregue pelo Estado de São Paulo para a Secretaria de Saúde de Campinas e inclui 2.540 doses direcionadas para crianças de 6 meses a 4 anos. Também foram enviadas 4.040 para pessoas a partir de 12 anos que pertençam aos grupos considerados prioritários.

A expectativa da Secretaria é de que todas as unidades básicas estejam abastecidas com os dois tipos de imunizantes até quarta-feira (15). Vale destacar que, antes deste lote, somente seis unidades tinham recebido doses para crianças de 6 meses a 4 anos.

O Ministério da Saúde é responsável por fornecer vacinas aos estados para distribuição aos municípios. A Secretaria de Saúde mantém diálogo permanente com os dois governos a fim de manter o abastecimento regular de todos os imunizantes nas unidades básicas.

Considerando-se que o estoque de doses para covid-19 é limitado neste momento e a procura é dinâmica, a Secretaria de Saúde orienta a população a conferir a disponibilidade, por centro de saúde, pelo link: https://remedios.campinas.sp.gov.br/

A coordenadora do Programa de Imunização, Chaúla Vizelli, explicou que as crianças entre 5 e 11 anos pertencentes aos grupos prioritários precisam esperar a chegada das vacinas permitidas para as faixas etárias.

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Crianças visitam o Ceasa e aprendem a comer alimentos saudáveis

Em mais uma ação dos projetos Ceasa-Saúde e Escola Saudável, desenvolvidos para promover hábitos alimentares saudáveis e conscientizar sobre os benefícios do consumo de alimentos naturais, o Ceasa de Campinas recebeu 120 crianças de 3 a 6 anos do CEI Bem Querer Senador João Medeiros de Calmon, no Parque Vista Alegre, e do CEI Adão Emiliano, no bairro San Martin. As crianças visitaram a cozinha escola do Departamento de Alimentação Escolar da Ceasa Campinas, na manhã de ontem (7). Divididos em grupos nos períodos da manhã e da tarde, os alunos também visitaram o Mercado de Hortifrutigranjeiros.

Segundo a nutricionista Camila Porto, responsável pela ação, as crianças participaram de brincadeiras interativas e aprenderam sobre os alimentos. “E para encerrar a atividade é servido um lanche saudável e realizado um passeio no mercado de hortifrúti”, diz a nutricionista.

Para Julia Amorim, gerente do Departamento de Alimentação Escolar da Ceasa Campinas, a ideia do projeto é mostrar de forma lúdica e interativa os conceitos de alimentos saudáveis e de alimentos ultraprocessados para conscientizar as crianças sobre a importância do consumo de alimentos benéficos e os impactos no organismo.

 

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Com mercado em franca expansão, spas e banheiras trazem conforto e bem-estar

Sinônimo de relaxamento e conforto e cada vez mais associados ao bem-estar e ao estilo de vida saudável, as banheiras e spas apresentam franca expansão. Levantamento divulgado pela empresa Mordor Intelligence aponta que o tamanho do mercado global de banheiras de hidromassagem em 2024 é estimado em 5,66 bilhões de dólares, devendo atingir 6,68 bilhões de dólares até 2029.

De acordo com o estudo, o aumento da conscientização sobre a saúde, a mudança no estilo de vida das pessoas, os rápidos avanços tecnológicos do setor e a multifuncionalidade estão entre os fatores que impulsionam as vendas e colocam as banheiras e spas entre os itens mais desejados para a casa.

Em linha com essa tendência, acontece até 14 de dezembro, em Campinas, a edição 2024 da Mostra Aquaplás de Arquitetura, Design e Paisagismo. Em seu oitavo ano, o evento aberto ao público reúne 14 ambientes internos e externos preparados por um time de 25 renomados profissionais do setor.

Com o tema “Essência”, cada projeto foi pensado para proporcionar uma experiência única e ressaltar que a conexão com a natureza, o equilíbrio e o bem-estar podem ser incorporados ao cotidiano, proporcionando refúgios de paz e serenidade em meio ao caos da vida moderna.

A mostra pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, no show room da fábrica de banheiras, spas e acessórios para banheiro Aquaplás, localizado na Rua Sebastião Ananias Nogueira, sem número, no Jardim das Bandeiras. A entrada é gratuita, mas a organização sugere a doação de 1 kg de alimento não perecível, que será destinado a entidades assistenciais da cidade.

“Além de comprovar a versatilidade, beleza e avanço tecnológico dos nossos produtos, a mostra é uma excelente oportunidade para conferir a variedade de modelos, conhecer as tendências do segmento e aproveitar ideias de instalação e ambientação em projetos autorais e com estilos variados”, afirma Josimar Germano, gerente comercial da Aquaplás.

Além de salas de banho e áreas de lazer, o evento apresenta as banheiras e spas como estrelas de projetos inusitados, como um espaço gourmet e uma academia residencial, por exemplo, comprovando sua multifuncionalidade e dando asas à imaginação.

Participam desta edição, como expositores: Eliana Ranzani e Eduarda Ranzani (Resort Aqua Bamboo; Felipe Marcos (Sala de Banho); Mariana Niiya (Cura pela água), Marina Zanatto, Isabela Porto e Fabiana Oliveira (Espaço Ativo Revigorar); Carol Rodrigues e Mayline Mendes (Sala de Banho Sinestesia); Bruna Cordeiro (Sala de Banho Nero); Ana Lourinho (Refúgio Sereno); Karin Thum, Cristiano Kalil e Gabriel Congio, (Serenidade de Ébano); Elisa Lavie e Carol Araújo (Sonho e Paz); Cassiane Gouveia (Essência); Gabriela Ximenes, Isabella Ximenes e Giovanna Otaviano (Refúgio Natural); Camila Louise (Spa Gourmet); Patricia Parreiras e Wemerson Barbosa (La Vie Est Belle); Silvia Ledo e Pedro Jeovan (Banho Mediterrâneo).

Serviço
8ª Mostra Aquaplás de Arquitetura, Design e Paisagismo
Quando: até 14 de dezembro
Horários: de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h
Onde: Rua Sebastião Ananias Nogueira, s/n, Jardim das Bandeiras, Campinas (SP)
Evento aberto ao público, com entrada gratuita (a organização sugere a doação de 1 kg de alimento não perecível, que será destinado a entidades assistenciais da cidade)
Realização: Aquaplás
Organização: Larissa Fernandes (A Casa da Baronesa) e Marilena Nacarato (MN Assessoria em Eventos)
Patrocínio: Via Metal (oferecimento), Artzzi, Bonaluce, Eco Decor, Hausen, Home Marcenaria Sob Medida, Invita, La table, Saint Germain e Urban Arts (patrocinadores máster)
www.aquaplas.com.br; https://www.instagram.com/aquaplasbr/

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Campinas volta a ter doses da vacina XBB contra covid-19 nos centros de saúde

A Secretaria de Saúde de Campinas iniciou nesta quarta-feira, 30 de outubro, a distribuição de 5,9 mil doses da vacina Spikevax (XBB) contra covid-19 para os centros de saúde.
A expectativa é de que todas as 68 unidades básicas estejam abastecidas até sexta-feira, 1º de novembro. A entrega foi realizada ao Município pelo Estado, que recebeu as doses do Ministério da Saúde.

A Pasta mantém diálogo com os dois governos para manter abastecimento regular do SUS Municipal com todos os imunizantes necessários. O estoque havia esgotado dia 21 e a situação também ocorreu em outras cidades.

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Excesso de consumo de energéticos pode levar a transtornos psíquicos

As bebidas energéticas se popularizaram nos anos 2000, após estratégia de marketing focada no cotidiano corrido consumidores. Assim, o mercado de energéticos ganhou espaço no orçamento dos brasileiros, se tornando cada vez mais presente no dia a dia.

Segundo dados da analista de mercado Scanntech, entre janeiro e agosto de 2024, o volume de vendas de energéticos cresceu em torno de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse número fica mais expressivo quando contextualizado nos últimos 10 anos. De acordo com levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas, o consumo e produção desses produtos mais que dobraram nos últimos anos. De 2010 para 2020, a produção dos energéticos passou de 63 milhões de litros por ano para 151 milhões. Já o consumo foi de 300 ml para 710 ml.

“Estudos mais recentes trazem uma associação do alto consumo de energéticos com mais ansiedade, mais sintomas depressivos, mais comportamentos de risco, então você tem uma associação. O aumento e o consumo excessivo se associam a essas coisas. Não se trata de uma relação de causalidade, mas com certeza há uma ligação, que já é relevante para a saúde mental da população”, alerta o professor Fernando Asbahr, psiquiatra coordenador do Ambulatório de Ansiedade na Infância e Adolescência do Instituto de Psiquiatria da USP.

Cafeína traz riscos

O excesso de consumo desses produtos pode gerar problemas graves à saúde e está associado a diversos transtornos psíquicos. “O consumo dos energéticos, por si só, já traz um excesso nas quantidades de substâncias que possuem. A cafeína, um dos principais elementos dessas bebidas, vem em uma concentração muito maior nos energéticos do que no cafezinho que a gente está habituado”, diz o psiquiatra.

Segundo ele, muitos dos efeitos sobre a saúde, em particular a saúde mental, e sobre comportamentos parecem estar associados à cafeína. “É importante lembrar que a cafeína é um potente estimulador do sistema nervoso central e o abuso dessa substância gera consequências graves.”

Em decorrência de uma série de complicações de saúde advinda do consumo excessivo de cafeína, a União Europeia decidiu que é obrigatória a rotulagem das bebidas que contenham uma proporção superior a 150 miligramas de cafeína por litro, a qual deve indicar a menção “Alto teor de cafeína/Não recomendado para crianças, mulheres grávidas ou lactantes” e a quantidade de cafeína expressa em miligramas por 100 mililitros. Energéticos em geral costumam ter em sua composição algo a partir de  300mg/l.  De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), um adulto não deve consumir mais do que 400 mg de cafeína diariamente.

“Pensando nos jovens, esse uso com certeza não se dá somente para recreação. A bebida energética se apresenta também como um recurso para quem está precisando ser mais produtivo. Por exemplo, aquelas pessoas que usam energéticos para virar a noite estudando porque vão ter um exame no dia seguinte ou depois. Também quem trabalha com demandas por extensos períodos. E aí você tem um aumento de consumo dos energéticos, associado ao desempenho e ao ritmo de vida”, explica. (Agência SP)

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Despreparo e falta de infraestrutura dificultam atendimento contra a obesidade

O atendimento a pacientes obesos em emergências de todo o país requer adaptações urgentes, incluindo adequações na estrutura hospitalar, como o uso de macas reforçadas, até a capacitação de equipes para procedimentos como intubação e obtenção de acesso venoso. O alerta é da Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

“O aumento da obesidade na população brasileira trouxe à tona importantes desafios para os profissionais de saúde, especialmente nos departamentos de emergência”, avaliam as entidades em nota conjunta. “A falta de preparação adequada em muitas unidades pode resultar em atrasos críticos ao tratamento, agravando condições que exigem intervenção rápida”, completa o documento.

Dados do Ministério da Saúde indicam que 61,4% da população nas capitais brasileiras apresenta sobrepeso, enquanto 24,3% vivem com obesidade. Em todo o planeta, a Federação Mundial de Obesidade estima que o número de adultos com sobrepeso ou obesidade chegará a 3,3 bilhões em 2035. Nesse contexto, as entidades avaliam que não se pode assistir à crescente demanda sem se preocupar com a qualidade da assistência prestada aos pacientes.

A nota conjunta destaca que, nos departamentos de emergência, a realização de exames físicos figura como um dos maiores desafios – o excesso de tecido adiposo dificulta exames clínicos essenciais, como palpação e ausculta, e compromete a identificação rápida de sinais clínicos críticos, como a pulsação em pacientes inconscientes. Tudo isso pode atrasar procedimentos que exigem resposta imediata, como a ressuscitação cardiopulmonar.

“Além disso, procedimentos rotineiros, como a obtenção de acesso venoso, tornam-se mais complicados e exigem maior número de tentativas, o que aumenta o risco de infecções e tromboses. Outro ponto crítico é a intubação em pacientes com obesidade, que demanda técnicas especializadas, como a ‘posição rampada’, que facilita a visualização das vias aéreas e melhora a ventilação.”

Exames de imagem, segundo as entidades, também enfrentam limitações entre pacientes com obesidade ou sobrepeso. Ultrassonografias e radiografias são prejudicadas pela presença de tecido adiposo, enquanto tomografias e ressonâncias, muitas vezes, requerem múltiplas varreduras, prolongando o tempo de exame e aumentando a exposição à radiação.

Recomendações

Em meio ao cenário, a Abramede e a Abeso recomendam:

– adaptar a infraestrutura dos departamentos de emergência para acomodar o peso e as dimensões de pacientes com obesidade, incluindo a disponibilização de macas reforçadas, cadeiras de rodas maiores e balanças de alta capacidade;

– capacitar equipes médicas, sobretudo para que os profissionais possam realizar exames físicos adaptados à obesidade e manusear corretamente equipamentos necessários para o atendimento desses pacientes;

– combater o estigma associado à obesidade por meio do incentivo para que profissionais da saúde utilizem linguagem empática e adequada, evitando atitudes preconceituosas que possam impactar negativamente o atendimento.

No âmbito de políticas públicas, o documento propõe medidas como a incorporação de treinamento sobre obesidade e suas comorbidades nos currículos de programas de residência em medicina de emergência, além da inclusão do peso do paciente nas informações de referenciamento, para que indivíduos com mais de 150 quilos sejam encaminhados a serviços devidamente capacitados e estruturados para seu atendimento.

As entidades defendem ainda a criação, em caráter de urgência, de protocolos clínicos padronizados para o cuidado de pacientes com obesidade grave em emergências, incluindo adaptações físicas e suporte psicológico necessário. “O combate à gordofobia deve ser promovido por meio de campanhas institucionais de conscientização e educação, a fim de reduzir o preconceito e garantir um atendimento humanizado e adequado”. (Agência Brasil)

 

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Campinas está sem imunizante Spikevax contra a Covid-19

A cidade de Campinas está desde hoje (21) sem vacina contra a Covid 19 nos 68 centros de saúde. A Secretaria de Saúde do município está esperando que o governo do Estado de São Paulo envie uma nova remessa de vacinas Spikevax (XBB).

O Ministério da Saúde é responsável por entregar as doses aos estados para distribuição aos municípios. A Secretaria de Saúde afirmou que está cobrando os governos do Estado e Federal para abastecer as unidades de saúde com o imunizante.

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Mulheres de baixa renda terão exames gratuitos de câncer de mama

Como parte do Outubro Rosa, mês de conscientização sobre o câncer de mama, o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) lançou nesta segunda-feira (21) a campanha Radiologia Solidária. A proposta é ofertar exames gratuitos para mulheres de baixa renda em todo o país.

De acordo com o CBR, a previsão é que mais de 50 clínicas de imagem e instituições de saúde ofereçam esse tipo de atendimento até dezembro. Cada clínica aderiu a uma das três modalidades disponíveis na campanha: ouro, prata e bronze, conforme o tipo e o volume de exames a serem disponibilizados:

– 21 na categoria ouro, onde serão disponibilizadas mais de 50 mamografias e/ou tomossínteses (equipamento semelhante ao mamógrafo) e mais de 20 ultrassonografias e/ou biópsias de mama);

– sete na categoria prata, onde serão disponibilizadas de 20 a 50 mamografias e/ou de 10 a 20 ultrassonografias;

– 22 na categoria bronze, onde serão disponibilizadas até 20 mamografias e/ou tomossínteses e 10 ultrassonografias.

A maior parte das clínicas fica na Região Sudeste (28 instituições participantes), seguida pelo Sul, com sete clínicas participantes; pelas regiões Centro-Oeste e Nordeste, ambas com seis clínicas participantes; e pelo Norte, com três instituições participantes. Minas Gerais e São Paulo se destacam entre os estados, com 14 e nove clínicas, respectivamente.

A coordenação da realização dos exames, de acordo com o CBR, ficará a cargo de instituições não governamentais (ONGs), fundações sem fins lucrativos e instituições de saúde pública, que devem direcionar os atendimentos para mulheres de baixa renda e dentro da faixa etária recomendada para o rastreamento (a partir dos 40 anos).

Fake news

Em meio à disseminação das chamadas fake news (informações falsas) na área da saúde, o CBR informou que a campanha também contará com ações para conscientizar a população sobre a importância da detecção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, “valorizando a promoção de informações confiáveis e baseada em evidências científicas”.

Em nota técnica publicada anteriormente, a entidade já havia reforçado a importância da mamografia como método essencial para identificar o câncer de mama em estágios iniciais. O documento também desmente mitos como o de que o exame causa câncer ou poderia ser substituído por outros métodos de imagem.

Números

O CBR alerta que a incidência de câncer de mama tem aumentado em todo o mundo – a cada ano, mais de 2 milhões de mulheres são diagnosticadas com a doença. Somente no Brasil, ao longo de 2024, a estimativa é que quase 74 mil novos casos sejam registrados, com maior prevalência entre mulheres jovens, com menos de 50 anos.

“Apesar de todos os esforços, o câncer de mama ainda é o tumor que mais mata mulheres no Brasil e no mundo. No entanto, quando detectado precocemente, é uma doença tratável, com altas chances de cura (chegando a 95% se o diagnóstico ocorrer antes que o tumor atinja 10 milímetros)”.

“A Comissão Nacional de Mamografia reforça a recomendação de rastreamento mamográfico anual para mulheres a partir dos 40 anos e repudia todas as formas de fake news e disseminação de informações falsas, que podem levar algumas mulheres a não realizarem a mamografia, com desfecho em diagnósticos tardios e tumores avançados”. (Agência Brasil)

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Campinas registra 24 casos de coqueluche desde janeiro deste ano

A cidade de Campinas, localizada a noroeste de São Paulo, registrou 24 casos de coqueluche desde janeiro deste ano, o maior número desde 2019. Antes desta data, foram registrados 54 em 2018, 124 em 2014 e 88 em 2012. A prefeitura alerta os cidadãos a tomarem a vacina como medida de prevenção, uma vez que nas crianças de até cinco meses a doença se apresenta na forma mais grave e pode ser fatal.

A coqueluche é uma infecção respiratória, transmissível e causada pela bactéria Bordetella Pertussis. Ela compromete o aparelho respiratório, traqueia e brônquios, e se caracteriza por ataques de tosse seca. Presente no mundo todo, a doença é transmitida por tosse, espirro ou fala de pessoa contaminada. Os sintomas podem se manifestar em três níveis. No primeiro, o mais leve, os sintomas são parecidos com os de um resfriado e incluem mal-estar geral, corrimento nasal, tosse seca e febre baixa. Esses sintomas iniciais podem durar semanas, período em que a pessoa também está mais suscetível a transmitir a doença.

No estágio intermediário da coqueluche, a tosse seca piora e outros sinais aparecem e a tosse passa de leve e seca para severa e descontrolada, podendo comprometer a respiração. As crises de tosse podem provocar ainda vômito ou cansaço extremo. Geralmente, os sinais e sintomas da coqueluche duram entre seis e dez semanas.

“A coqueluche, conhecida também como ‘tosse comprida’, é uma doença que pode se manifestar de forma grave, principalmente em crianças menores de 6 meses, tendo sido uma causa importante de óbito no passado, quando não havia vacina. É muito importante que todos os profissionais de saúde estejam atentos, notifiquem e investiguem os casos de crianças com tosse paroxística [intensa e rápida] para tratamento adequado, e que os pais mantenham sempre em dia a vacinação de seus filhos”, explica a médica infectologista da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas, Valéria de Almeida.

Segundo os dados da Secretaria de Saúde do município, no ano passado, a cobertura da dose pentavalente em Campinas ficou em 94,97%. A meta é 95% e a dose considerada pela Saúde como indicador é a terceira do esquema primário para crianças. A vacina pentavalente protege contra a coqueluche, a difteria, o tétano, a hepatite B e o Haemophilus influenzae do tipo B, que causa meningite.

A vacina é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o esquema primário inclui três pentavalente aos 2, 4 e 6 meses. Em seguida há reforços com DTP, que protege contra difteria, tétano e pertussis – tríplice bacteriana. “A vacina é segura e a aplicação em gestantes estimula a produção de anticorpos maternos contra a coqueluche que passam pela placenta e protegem diretamente a criança nos primeiros meses de vida, e indiretamente pela diminuição do risco de infecção da mãe”.

Imunização ampliada

Em meio a tantos surtos de coqueluche, o Ministério da Saúde publicou neste mês nota técnica em que recomenda ampliar, em caráter excepcional, e intensificar a vacinação contra a doença no Brasil. A pasta pede ainda que estados e municípios fortaleçam ações de vigilância epidemiológica para casos de coqueluche.

O documento amplia a indicação de uso da vacina dTpa (tríplice bacteriana acelular tipo adulto), que combate difteria, tétano e coqueluche, para trabalhadores da saúde que atuam em serviços de saúde públicos e privados, ambulatorial e hospitalar, com atendimento em ginecologia e obstetrícia; parto e pós-parto imediato, incluindo casas de parto; UTIs e UCIs, berçários (baixo, médio e alto risco) e pediatria.

Ainda de acordo com a nota técnica, profissionais que atuam como doulas, acompanhando gestantes durante os períodos de gravidez, parto e pós-parto; além de trabalhadores que atuam em berçários e creches onde há atendimento de crianças com até 4 anos, também devem ser imunizados contra a coqueluche.

A administração da dose nesse público deve considerar o histórico vacinal contra difteria e tétano (dT). Pessoas com o esquema vacinal completo devem receber uma dose da dTpa, mesmo que a última imunização tenha ocorrido há menos de dez anos. Já os que têm menos de três doses administradas devem receber uma dose de dTpa e completar o esquema com uma ou duas doses de dT.

Imunidade

Nas crianças, a imunidade à doença é adquirida apenas quando administradas as três doses da vacina, sendo necessária a realização dos reforços aos 15 meses e aos 4 anos de idade. Bebês menores de 6 meses podem apresentar complicações pela coqueluche e o quadro pode levar à morte.

O ministério alerta que um adulto, mesmo tendo sido vacinado quando bebê, pode se tornar suscetível novamente à coqueluche, já que a vacina pode perder o efeito com o passar do tempo. Por conta do risco de exposição, a imunização de crianças já nos primeiros meses de vida é tão importante. (Agência Brasil)

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