Saúde

Despreparo e falta de infraestrutura dificultam atendimento contra a obesidade

O atendimento a pacientes obesos em emergências de todo o país requer adaptações urgentes, incluindo adequações na estrutura hospitalar, como o uso de macas reforçadas, até a capacitação de equipes para procedimentos como intubação e obtenção de acesso venoso. O alerta é da Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede) e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

“O aumento da obesidade na população brasileira trouxe à tona importantes desafios para os profissionais de saúde, especialmente nos departamentos de emergência”, avaliam as entidades em nota conjunta. “A falta de preparação adequada em muitas unidades pode resultar em atrasos críticos ao tratamento, agravando condições que exigem intervenção rápida”, completa o documento.

Dados do Ministério da Saúde indicam que 61,4% da população nas capitais brasileiras apresenta sobrepeso, enquanto 24,3% vivem com obesidade. Em todo o planeta, a Federação Mundial de Obesidade estima que o número de adultos com sobrepeso ou obesidade chegará a 3,3 bilhões em 2035. Nesse contexto, as entidades avaliam que não se pode assistir à crescente demanda sem se preocupar com a qualidade da assistência prestada aos pacientes.

A nota conjunta destaca que, nos departamentos de emergência, a realização de exames físicos figura como um dos maiores desafios – o excesso de tecido adiposo dificulta exames clínicos essenciais, como palpação e ausculta, e compromete a identificação rápida de sinais clínicos críticos, como a pulsação em pacientes inconscientes. Tudo isso pode atrasar procedimentos que exigem resposta imediata, como a ressuscitação cardiopulmonar.

“Além disso, procedimentos rotineiros, como a obtenção de acesso venoso, tornam-se mais complicados e exigem maior número de tentativas, o que aumenta o risco de infecções e tromboses. Outro ponto crítico é a intubação em pacientes com obesidade, que demanda técnicas especializadas, como a ‘posição rampada’, que facilita a visualização das vias aéreas e melhora a ventilação.”

Exames de imagem, segundo as entidades, também enfrentam limitações entre pacientes com obesidade ou sobrepeso. Ultrassonografias e radiografias são prejudicadas pela presença de tecido adiposo, enquanto tomografias e ressonâncias, muitas vezes, requerem múltiplas varreduras, prolongando o tempo de exame e aumentando a exposição à radiação.

Recomendações

Em meio ao cenário, a Abramede e a Abeso recomendam:

– adaptar a infraestrutura dos departamentos de emergência para acomodar o peso e as dimensões de pacientes com obesidade, incluindo a disponibilização de macas reforçadas, cadeiras de rodas maiores e balanças de alta capacidade;

– capacitar equipes médicas, sobretudo para que os profissionais possam realizar exames físicos adaptados à obesidade e manusear corretamente equipamentos necessários para o atendimento desses pacientes;

– combater o estigma associado à obesidade por meio do incentivo para que profissionais da saúde utilizem linguagem empática e adequada, evitando atitudes preconceituosas que possam impactar negativamente o atendimento.

No âmbito de políticas públicas, o documento propõe medidas como a incorporação de treinamento sobre obesidade e suas comorbidades nos currículos de programas de residência em medicina de emergência, além da inclusão do peso do paciente nas informações de referenciamento, para que indivíduos com mais de 150 quilos sejam encaminhados a serviços devidamente capacitados e estruturados para seu atendimento.

As entidades defendem ainda a criação, em caráter de urgência, de protocolos clínicos padronizados para o cuidado de pacientes com obesidade grave em emergências, incluindo adaptações físicas e suporte psicológico necessário. “O combate à gordofobia deve ser promovido por meio de campanhas institucionais de conscientização e educação, a fim de reduzir o preconceito e garantir um atendimento humanizado e adequado”. (Agência Brasil)

 

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Campinas está sem imunizante Spikevax contra a Covid-19

A cidade de Campinas está desde hoje (21) sem vacina contra a Covid 19 nos 68 centros de saúde. A Secretaria de Saúde do município está esperando que o governo do Estado de São Paulo envie uma nova remessa de vacinas Spikevax (XBB).

O Ministério da Saúde é responsável por entregar as doses aos estados para distribuição aos municípios. A Secretaria de Saúde afirmou que está cobrando os governos do Estado e Federal para abastecer as unidades de saúde com o imunizante.

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Mulheres de baixa renda terão exames gratuitos de câncer de mama

Como parte do Outubro Rosa, mês de conscientização sobre o câncer de mama, o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) lançou nesta segunda-feira (21) a campanha Radiologia Solidária. A proposta é ofertar exames gratuitos para mulheres de baixa renda em todo o país.

De acordo com o CBR, a previsão é que mais de 50 clínicas de imagem e instituições de saúde ofereçam esse tipo de atendimento até dezembro. Cada clínica aderiu a uma das três modalidades disponíveis na campanha: ouro, prata e bronze, conforme o tipo e o volume de exames a serem disponibilizados:

– 21 na categoria ouro, onde serão disponibilizadas mais de 50 mamografias e/ou tomossínteses (equipamento semelhante ao mamógrafo) e mais de 20 ultrassonografias e/ou biópsias de mama);

– sete na categoria prata, onde serão disponibilizadas de 20 a 50 mamografias e/ou de 10 a 20 ultrassonografias;

– 22 na categoria bronze, onde serão disponibilizadas até 20 mamografias e/ou tomossínteses e 10 ultrassonografias.

A maior parte das clínicas fica na Região Sudeste (28 instituições participantes), seguida pelo Sul, com sete clínicas participantes; pelas regiões Centro-Oeste e Nordeste, ambas com seis clínicas participantes; e pelo Norte, com três instituições participantes. Minas Gerais e São Paulo se destacam entre os estados, com 14 e nove clínicas, respectivamente.

A coordenação da realização dos exames, de acordo com o CBR, ficará a cargo de instituições não governamentais (ONGs), fundações sem fins lucrativos e instituições de saúde pública, que devem direcionar os atendimentos para mulheres de baixa renda e dentro da faixa etária recomendada para o rastreamento (a partir dos 40 anos).

Fake news

Em meio à disseminação das chamadas fake news (informações falsas) na área da saúde, o CBR informou que a campanha também contará com ações para conscientizar a população sobre a importância da detecção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, “valorizando a promoção de informações confiáveis e baseada em evidências científicas”.

Em nota técnica publicada anteriormente, a entidade já havia reforçado a importância da mamografia como método essencial para identificar o câncer de mama em estágios iniciais. O documento também desmente mitos como o de que o exame causa câncer ou poderia ser substituído por outros métodos de imagem.

Números

O CBR alerta que a incidência de câncer de mama tem aumentado em todo o mundo – a cada ano, mais de 2 milhões de mulheres são diagnosticadas com a doença. Somente no Brasil, ao longo de 2024, a estimativa é que quase 74 mil novos casos sejam registrados, com maior prevalência entre mulheres jovens, com menos de 50 anos.

“Apesar de todos os esforços, o câncer de mama ainda é o tumor que mais mata mulheres no Brasil e no mundo. No entanto, quando detectado precocemente, é uma doença tratável, com altas chances de cura (chegando a 95% se o diagnóstico ocorrer antes que o tumor atinja 10 milímetros)”.

“A Comissão Nacional de Mamografia reforça a recomendação de rastreamento mamográfico anual para mulheres a partir dos 40 anos e repudia todas as formas de fake news e disseminação de informações falsas, que podem levar algumas mulheres a não realizarem a mamografia, com desfecho em diagnósticos tardios e tumores avançados”. (Agência Brasil)

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Campinas registra 24 casos de coqueluche desde janeiro deste ano

A cidade de Campinas, localizada a noroeste de São Paulo, registrou 24 casos de coqueluche desde janeiro deste ano, o maior número desde 2019. Antes desta data, foram registrados 54 em 2018, 124 em 2014 e 88 em 2012. A prefeitura alerta os cidadãos a tomarem a vacina como medida de prevenção, uma vez que nas crianças de até cinco meses a doença se apresenta na forma mais grave e pode ser fatal.

A coqueluche é uma infecção respiratória, transmissível e causada pela bactéria Bordetella Pertussis. Ela compromete o aparelho respiratório, traqueia e brônquios, e se caracteriza por ataques de tosse seca. Presente no mundo todo, a doença é transmitida por tosse, espirro ou fala de pessoa contaminada. Os sintomas podem se manifestar em três níveis. No primeiro, o mais leve, os sintomas são parecidos com os de um resfriado e incluem mal-estar geral, corrimento nasal, tosse seca e febre baixa. Esses sintomas iniciais podem durar semanas, período em que a pessoa também está mais suscetível a transmitir a doença.

No estágio intermediário da coqueluche, a tosse seca piora e outros sinais aparecem e a tosse passa de leve e seca para severa e descontrolada, podendo comprometer a respiração. As crises de tosse podem provocar ainda vômito ou cansaço extremo. Geralmente, os sinais e sintomas da coqueluche duram entre seis e dez semanas.

“A coqueluche, conhecida também como ‘tosse comprida’, é uma doença que pode se manifestar de forma grave, principalmente em crianças menores de 6 meses, tendo sido uma causa importante de óbito no passado, quando não havia vacina. É muito importante que todos os profissionais de saúde estejam atentos, notifiquem e investiguem os casos de crianças com tosse paroxística [intensa e rápida] para tratamento adequado, e que os pais mantenham sempre em dia a vacinação de seus filhos”, explica a médica infectologista da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas, Valéria de Almeida.

Segundo os dados da Secretaria de Saúde do município, no ano passado, a cobertura da dose pentavalente em Campinas ficou em 94,97%. A meta é 95% e a dose considerada pela Saúde como indicador é a terceira do esquema primário para crianças. A vacina pentavalente protege contra a coqueluche, a difteria, o tétano, a hepatite B e o Haemophilus influenzae do tipo B, que causa meningite.

A vacina é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o esquema primário inclui três pentavalente aos 2, 4 e 6 meses. Em seguida há reforços com DTP, que protege contra difteria, tétano e pertussis – tríplice bacteriana. “A vacina é segura e a aplicação em gestantes estimula a produção de anticorpos maternos contra a coqueluche que passam pela placenta e protegem diretamente a criança nos primeiros meses de vida, e indiretamente pela diminuição do risco de infecção da mãe”.

Imunização ampliada

Em meio a tantos surtos de coqueluche, o Ministério da Saúde publicou neste mês nota técnica em que recomenda ampliar, em caráter excepcional, e intensificar a vacinação contra a doença no Brasil. A pasta pede ainda que estados e municípios fortaleçam ações de vigilância epidemiológica para casos de coqueluche.

O documento amplia a indicação de uso da vacina dTpa (tríplice bacteriana acelular tipo adulto), que combate difteria, tétano e coqueluche, para trabalhadores da saúde que atuam em serviços de saúde públicos e privados, ambulatorial e hospitalar, com atendimento em ginecologia e obstetrícia; parto e pós-parto imediato, incluindo casas de parto; UTIs e UCIs, berçários (baixo, médio e alto risco) e pediatria.

Ainda de acordo com a nota técnica, profissionais que atuam como doulas, acompanhando gestantes durante os períodos de gravidez, parto e pós-parto; além de trabalhadores que atuam em berçários e creches onde há atendimento de crianças com até 4 anos, também devem ser imunizados contra a coqueluche.

A administração da dose nesse público deve considerar o histórico vacinal contra difteria e tétano (dT). Pessoas com o esquema vacinal completo devem receber uma dose da dTpa, mesmo que a última imunização tenha ocorrido há menos de dez anos. Já os que têm menos de três doses administradas devem receber uma dose de dTpa e completar o esquema com uma ou duas doses de dT.

Imunidade

Nas crianças, a imunidade à doença é adquirida apenas quando administradas as três doses da vacina, sendo necessária a realização dos reforços aos 15 meses e aos 4 anos de idade. Bebês menores de 6 meses podem apresentar complicações pela coqueluche e o quadro pode levar à morte.

O ministério alerta que um adulto, mesmo tendo sido vacinado quando bebê, pode se tornar suscetível novamente à coqueluche, já que a vacina pode perder o efeito com o passar do tempo. Por conta do risco de exposição, a imunização de crianças já nos primeiros meses de vida é tão importante. (Agência Brasil)

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Profissionais da saúde doam cabelos para confecção de perucas

Com o objetivo de produzirem perucas para mulheres em tratamento oncológico na Unacom –  Unidade de Alta Complexidade em Oncologia, funcionários da Rede Mário Gatti cortaram os cabelos na manhã de hoje (21).

A doação de cabelos é uma das ações desenvolvidas pela Rede, dentro do Outubro Rosa, mês dedicado à prevenção do câncer de mama. Os cortes foram realizados pela cabeleireira Márcia Neves, que faz trabalho voluntário todas as segundas-feiras no Hospital Mário Gatti, quando corta os cabelos de pacientes internados.


As mechas serão doadas à ONG Cabelegria, organização que confecciona e distribui gratuitamente perucas para crianças e mulheres com câncer em todo o País.

 A voluntária Edna Castelli participou da ação e foi a primeira vez que doou cabelos. “Eu tinha visto a campanha no ano passado, mas não tinha conseguido saber onde seria a ação. Desde então não cortei o cabelo para poder participar esse ano”, afirmou.

Joice Oliveira, profissional do Núcleo de Ensino e Pesquisa da Rede, também doou cabelos pela primeira vez. “Ano passado pensei em cortar mas tive receio de não curtir muito cabelo mais curto. Mas dessa vez me animei”, disse.

Campanha

As doações de cabelo podem ser feitas durante todo o ano. Para participar, a mecha deve ter no mínimo 15 centímetros, e não importa se tem química ou é tingido, informa a coordenadora da área de Humanização, Lucimeire Martini.

Antes do corte é preciso lavar e deixar o cabelo secar naturalmente, depois fazer um rabo e amarrar com elástico e cortar. A mecha deve ser colocada em um saco plástico e entregue na área de Humanização, que fica no prédio administrativo do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti.

Também podem ser doados sabonete, creme dental, creme de barbear para o trabalho voluntário que a cabeleireira Márcia Neves realiza às segundas-feiras com pacientes internados. Tanto os cabelos quanto os produtos de higiene podem ser entregues na área de Humanização, no prédio administrativo do Hospital Mário Gatti.

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Outubro Rosa ganha o apoio da Primeira Infância Campineira

Entre as várias ações para chamar á atenção do Outubro Rosa, o PIC – Primeira Infância Campineira, também vai se engajar e apoiar eventos e ações, não só  mobilizando a comunidade pela conscientização da prevenção do câncer de mama, mas também incentivando o aleitamento materno.

O Outubro Rosa é um movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama, criado no início da década de 1990 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure.

De acordo com um estudo publicado na Revista Cancer Medicine, o aleitamento materno pode reduzir o risco de câncer de mama em até 4,3% a cada 12 meses de amamentação. Com isso, a intenção é promover a saúde e o bem-estar de mães e bebês, destacando a importância desse ato para a saúde feminina.

“As ações do PIC incentivam e estimulam a amamentação, que é fundamental para o desenvolvimento da criança, além de ser um estímulo preventivo ao câncer de mama. As políticas públicas, ações e campanhas de prevenção do câncer de mama estão diretamente relacionadas à primeira infância”, destaca o coordenador do PIC, Thiago Ferrari.

No último domingo, 13 de outubro, ocorreu a Caminhada do Outubro Rosa no espaço Afrânio Ferreira Júnior, antigo kartódromo da Lagoa do Taquaral. O evento promovido pela Prefeitura de Campinas, com o apoio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer e o Plano Primeira Infância Campineira (PIC), mobilizou a comunidade em prol da conscientização sobre a prevenção do câncer de mama.

Além da tradicional caminhada, o PIC promoveu uma programação que incluiu atividades recreativas para as crianças presentes na Lagoa do Taquaral, por meio de parcerias. O projeto Brincalizar – Educação Musical ofereceu uma oficina de musicalização para o público infantil, enquanto o Circo Além da Lona promoveu uma oficina circense. O Plano também levou a oficina de musicalização para uma ação da Emdec na última terça-feira, 15 de outubro.

As ações do Outubro Rosa iniciaram no dia 28 de setembro e se encerram em 19 de outubro nos espaços públicos, mas parceiros do Outubro Rosa realizarão suas atividades até o fim do mês. As ações incluem atividades artísticas, esportivas e serviços de saúde como o agendamento de mamografias gratuitas. A Prefeitura conta com o apoio de setores municipais como a Sanasa; Emdec; Rede Mário Gatti; e PIC, além das Secretarias Municipais de Educação; Esportes e Lazer; Cultura e Turismo; e Saúde.

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Aumento de casos de coqueluche alertam para a importância da vacinação

A Secretaria de Saúde de Campinas está alertando para a importância da vacinação preventiva contra a coqueluche. Em Campinas teve um aumento significativo nos registros da doença.

A coqueluche é uma infecção respiratória, transmissível e causada pela bactéria Bordetella Pertussis. Ela compromete o aparelho respiratório, traqueia e brônquios, e se caracteriza por ataques de tosse seca. A enfermidade está presente no mundo todo e é transmitida por tosse, espirro ou fala de pessoa contaminada.

Em crianças com até 5 meses pode ser ainda mais grave e causar a morte.

A vacinação é a principal medida preventiva contra a coqueluche. No Brasil, a imunização ocorre com aplicação da pentavalente (disponível no SUS) e hexavalente (rede privada).



“A coqueluche, conhecida também como ‘tosse comprida’, é uma doença que pode se manifestar de forma grave, principalmente em crianças menores de 6 meses, tendo sido uma causa importante de óbito no passado, quando não havia vacina. É muito importante que todos os profissionais de saúde estejam atentos, notifiquem e investiguem os casos de crianças com tosse paroxística [intensa e rápida] para tratamento adequado, e que os pais mantenham sempre em dia a vacinação de seus filhos”, explicou a médica infectologista da Secretaria de Saúde Valéria de Almeida.

Em 2023, a cobertura da dose pentavalente em Campinas ficou em 94,97%. A meta é 95% e a dose considerada pela Saúde como indicador é a terceira do esquema primário para crianças.

Vacina

A vacina pentavalente protege contra a coqueluche e ainda contra a difteria, o tétano, a hepatite B e o Haemophilus influenzae do tipo b, que causa meningite.

Público-alvo
Crianças: esquema primário com três pentavalente aos 2, 4 e 6 meses. Em seguida há reforços com DTP, que protege contra difteria, tétano e pertussis – tríplice bacteriana. Já a dose de vacina dTpa também garante proteção contra difteria e tétano.
Trabalhadores da saúde: uma dose
Gestantes: uma dose a cada gestação, entre a 20ª e 36ª semana de gestação

A vacina é segura e a aplicação em gestantes estimula a produção de anticorpos maternos contra a coqueluche que passam pela placenta e protegem diretamente a criança nos primeiros meses de vida, e indiretamente pela diminuição do risco de infecção da mãe.

As doses estão disponíveis em todas as unidades básicas e as salas de vacinação funcionam conforme o horário de cada uma. Não há necessidade de agendamento.

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Anvisa divulga propostas de advertência para derivados do tabaco

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou as propostas de imagens de advertência sanitária para embalagens de produtos fumígenos derivados do tabaco e para expositores e mostruários do  produto em pontos de venda. As propostas serão apresentadas em audiência pública agendada para a próxima sexta-feira (18).

“As advertências sanitárias precisam ser atualizadas de forma recorrente, para garantir a manutenção da eficácia de comunicar ao público os principais danos à saúde causados pelo consumo dos derivados do tabaco e as principais substâncias (causadoras desses danos) que estão contidas nos produtos”, destacou a Anvisa, em nota.

A audiência pública será realizada das 9h às 13h, no auditório da agência, em Brasília. O encontro é aberto ao público e não é necessário fazer inscrição. O número de participantes, entretanto, é limitado a 240, capacidade máxima do local. O acesso acontecerá por ordem de chegada. A recomendação é que os interessados cheguem ao local com antecedência.

Especialistas

Em comunicado, a Anvisa avaliou as advertências sanitárias em questão como uma das campanhas de comunicação em saúde mais efetivas já desenvolvidas no Brasil, “tendo colaborado significativamente para a política de saúde pública de combate ao tabagismo”. A estratégia é atualizar o layout e a distribuição dos elementos nas embalagens.

“Para chegar até a proposta atual, a Anvisa realizou um estudo de avaliação das atuais advertências e criou um grupo técnico composto por especialistas, com o objetivo de realizar o levantamento e a análise de requisitos técnicos para o desenvolvimento do novo conjunto de advertências”. (Agência Brasil)

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Mortes pelo câncer de mama tem tendência de redução em Campinas

A mortalidade por câncer de mama em Campinas apresenta tendência de queda desde 2018, segundo levantamento da Secretaria de Saúde. O coeficiente estava em 18,5 óbitos para cada 100 mil mulheres no triênio 2018 a 2020, e passou para 14,3 de 2021 a 2023.

A sexta edição do Boletim do Registro de Câncer de Base Populacional mostra, por outro lado, propensão de aumento gradativo da incidência de casos desde 2014.

Mortalidade

  • 2003-2005: 18,6 óbitos por 100 mil habitantes
  • 2006-2008: 22,3
  • 2009-2011: 17,8
  • 2012-2014: 16,2
  • 2015-2017: 15,3
  • 2018-2020: 18,5
  • 2021-2023: 14,3

“Esta queda no coeficiente pode estar associada à mudança na estrutura populacional pela atualização censitária de 2022, sendo importante o acompanhamento nos próximos anos”, segundo a Secretaria de Saúde. O SIM –  Sistema de Informação de Mortalidade indica que, de 2014 a 2023, o câncer de mama representou a maior proporção de óbitos por neoplasias em mulheres. Somente em 2023 foi a causa básica de 134 óbitos.

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Duzentas mil mulheres vão poder fazer o exame de papanicolau de graça

Através do Saúde Digital, a Secretaria de Saúde de Campinas vai convocar 200 mil mulheres de 25 a 64 anos, que não têm registro do exame de papanicolau no prontuário do SUS Municipal, para realização do exame. Por meio da Ana, assistente virtual da Pasta, as mulheres serão comunicadas sobre o atraso e orientadas a procurar a unidade de referência para agendar o exame. O comunicado será enviado a partir de quinta-feira, 3 de outubro, via WhatsApp (remetente: 19 99604-3012/Acesso Fácil – Saúde Campinas).

A ação faz parte do Outubro Rosa, mês de conscientização sobre o câncer de mama e saúde feminina.

De acordo com a coordenadora da Saúde da Mulher, Miriam Nóbrega, apesar de não haver registro, não significa que a mulher não tenha realizado o exame por meio de convênios ou outros serviços que não fazem parte da rede municipal de Campinas.

No entanto, ela ressalta a importância da realização periódica do papanicolau, exame que detecta lesões no colo do útero, que podem levar ao câncer se não forem tratadas. A frequência do papanicolau possibilita a redução de mortalidade por esta causa. Entre 2010 e 2019, a média da incidência do câncer invasivo de colo de útero foi de 7,2 a cada 100 mil mulheres. Já a lesão inicial, no mesmo período, teve incidência média de 20,1 a cada 100 mil.

Como vai funcionar

Essa será uma primeira chamada para as mulheres. Depois disso, haverá uma nova triagem e serão novamente chamadas as que não tiverem registro nos últimos três anos.

Durante outubro serão abertas agendas extras e mutirões aos sábados em algumas unidades. “Isso será definido de acordo com a demanda que chegarem para os centros de saúde”, disse.

Outubro Rosa

O Outubro Rosa foi oficialmente aberto no último sábado, 28 de setembro. Durante o mês haverá uma programação especial para conscientizar as mulheres sobre a importância de manter as mamografias e exames do colo do útero em dia.

Além disso, a Secretaria de Saúde iniciou na quarta-feira, 25 de setembro, o agendamento de 1,8 mil mamografias gratuitas pelo Disque Saúde, telefone 160, que serão realizadas nos espaços: Hospital de Amor, carreta da instituição que passará nos shoppings Parque Dom Pedro e Bandeiras, e pelo estádio do Guarani e, ainda, no Caism da Unicamp.

O exame é direcionado para mulheres de 40 a 49 anos que realizaram a avaliação há mais de um ano, e mulheres de 50 a 69 que fizeram a mamografia há mais de dois anos. Não é necessário encaminhamento ou pedido de exame por unidade de saúde, mas as agendas são somente para moradoras de Campinas.

Outras vagas serão oferecidas por parceiros da Prefeitura de Campinas – Hospital Santa Tereza e Voluta Medical. O primeiro oferece 200 vagas e o agendamento é pelos telefones (19) 3733-4348 e 3733-4333 (ramal 7712), e WhatsApp (19) 99803-1953. Já o segundo, disponibiliza outras 200 mamografias gratuitas na unidade Guanabara. O agendamento é pelo WhatsApp (19) 3790-4999.

Outras atividades previstas

13/10, das 9h30 às 12h – Caminhada com saída do Kartódromo do Taquaral
19/10 – Ação na Praça da Juventude, com horário a definir

Apoiadores

A programação do Outubro Rosa conta com os apoios de: Unimed Campinas, Sanasa, Emdec, Setec, Rede Mário Gatti, Primeira Infância Campinas, Hospital de Amor, Caism Unicamp, Grupo Rosa e Amor, Faculdade Anhanguera, Azul, CUFA, Voluta Medical, Além da Lona, Centro de Oncologia Campinas, Shopping Parque das Bandeiras, Parque Dom Pedro Shopping, ION Radioncologia, Conselho Regional de Educação Física da 4ª Região (CREF4/SP), Grupo Sonhe, Sam’s Club, Telos Educacional, Grupo Mulheres do Brasil, Keyla Ferrari, Centro de Integração da Cidadania, Hospital Santa Tereza, Symetria, Fint, Enlevo, Brincalizar, São Leopoldo Mandic e Projeto Rosas d’ Água.

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