Saúde

Adesão ao implante anticoncepcional cresce 553% em Campinas

O número de aplicações de implante anticoncepcional na rede pública de Campinas aumentou 553,1% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 2.423 implantes aplicados entre janeiro e junho deste ano, 6,5 vezes o volume registrado no mesmo período de 2025, quando foram realizados 371 procedimentos.

O implante é um método contraceptivo de longa duração, colocado sob a pele do braço, que libera hormônio aos poucos e evita a gravidez por até três anos. Em Campinas, começou a ser oferecido em 2021 para grupos específicos, como adolescentes e mulheres com contraindicação ao uso de estrogênio. No fim de 2025, passou a ser oferecido a todas as mulheres em idade fértil.

“O implante é seguro, eficaz e reversível. Ao ampliar o acesso, a rede permite que cada mulher escolha, com orientação, o método que melhor combina com a sua vida”, afirma a coordenadora da área da Saúde da Mulher de Campinas, Miriam Nobrega.

Aumento nas aplicações

O crescimento no número de aplicações acompanha a ampliação do acesso ao método e o fortalecimento das ações de planejamento reprodutivo na rede municipal. Em 2026, o número de procedimentos aumentou mês a mês, passando de 197 aplicações em janeiro para 603 em junho.

Como ter acesso

Para conhecer os métodos e receber orientação, a população deve procurar o centro de saúde mais próximo. Endereços e horários de funcionamento estão no site da Secretaria de Saúde: campinas.sp.gov.br/secretaria/saude/pagina/centros-de-saude

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Hospital da Mulher promove manhã de cuidado à gestação e ao pós-parto neste sábado

O Centro de Referência de Assistência Integral à Mulher (Craim), o Hospital da Mulher de Campinas, realiza a primeira edição do “Passos para uma Nova Vida”, uma manhã dedicada ao acolhimento, à informação e ao cuidado durante a gravidez e o período pós-parto neste sábado, 15 de agosto, das 9h às 12h.

A participação é gratuita e não exige inscrição nem agendamento. O evento é aberto a todas as gestantes e suas famílias, com um espaço de recreação para as crianças.

O evento acontece no Dia da Gestante e mês do Agosto Dourado, campanha nacional de incentivo ao aleitamento materno. A programação reserva espaço especial para orientações sobre amamentação e os primeiros cuidados com o bebê.

Confira algumas das atividades:

– Vacinação das gestantes, com os imunizantes indicados para o período, como os contra gripe (influenza), covid-19, dTpa (tríplice bacteriana), hepatite B e vírus sincicial respiratório (VSR);
– Oferta de ultrassonografia fetal a 20 gestantes, previamente agendados;
– Orientações sobre amamentação e os primeiros cuidados com o bebê;
– Orientações sobre os direitos da criança e ações do poder público e sociedade civil pela proteção à infância, e a entrega de um álbum do bebê que fortalece os vínculos familiares, com o Programa Primeira Infância Campinas (PIC);
– Orientação nutricional e degustação de lanche saudável, em parceria com a Ceasa;
– Atividade física e fisioterapia voltada às gestantes;
– Roda de conversa sobre saúde mental e atenção à depressão na gestação e no pós-parto;
– Orientações sobre os direitos das gestantes, com apoio da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social;
– Ações de enfrentamento à violência contra a mulher, em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres.

As atividades serão conduzidas por uma equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, nutricionista, assistente social, psicólogo e fisioterapeuta, também com a participação de estudantes das ligas acadêmicas da Faculdade São Leopoldo Mandic.

“Queremos acolher a gestante e a família em um só lugar, reunindo informação, orientação e cuidado. Cada mulher precisa se sentir segura e amparada em uma fase tão importante da vida”, afirma a coordenadora da Área de Saúde da Mulher de Campinas, Miriam Nobrega.

Serviço
Evento “Passos para uma Nova Vida”
Data: sábado, dia 15 de agosto
Horário: das 9h às 12h
Local: Craim – Hospital da Mulher de Campinas
Endereço: avenida das Amoreiras, 500 – Parque Itália

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Ingestão de água é importante no inverno para evitar doença dos rins

A queda da temperatura no inverno pode trazer consequências sérias para a saúde dos rins, devido a uma mudança de comportamento nessa estação do ano.

Com menor sensação de sede, as pessoas, principalmente idosas, acabam reduzindo a ingestão de água durante o inverno, o que favorece a ocorrência doenças como cistites e até a formação de cálculos renais.

Sintomas

As pessoas ao perceberem dor intensa na região lombar, dificuldade para urinar, sangue na urina, infecções urinárias recorrentes, perda involuntária de urina ou alterações no fluxo urinário, devem procurar atendimento na unidade básica de saúde.

De acordo com a orientação da secretaria, “a avaliação médica é fundamental para identificar a causa do problema e definir a necessidade de exames especializados”. (Agência Brasil)

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Campinas registra mais uma morte por febre maculosa

Campinas registrou a primeira morte por febre maculosa em 2026. O contaminado era um jardineiro de 74 anos e residia na região noroeste da cidade.

Os primeiros  sintomas ocorreram no dia 15 de abril, foi atendido em um hospital público e veio a óbito seis dias depois.

Em 2025, Campinas registrou seis mortes por febre maculosa.

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Quase 1 em cada 3 exames agendados na carreta de saúde não é realizado

Quase um terço dos exames agendados na carreta de saúde da mulher em Campinas não está sendo realizado por ausência das pacientes. Desde o início dos atendimentos, em 24 de abril, foram registrados 767 agendamentos de exames, dos quais 273 não se converteram em atendimento.

A ação está na metade do período previsto. A unidade móvel disponibilizada pelo Ministério da Saúde funciona até 22 de maio no Centro de Referência e Diagnóstico em Oncologia, e ainda há vagas disponíveis para quem aguarda na fila do SUS Municipal.

“Quem não puder comparecer ao exame precisa avisar sua unidade de saúde com pelo menos 48 horas de antecedência para que a vaga seja repassada para outra mulher”, informa Sara Sgobin, coordenadora da Atenção Secundária da Secretaria de Saúde de Campinas.

As pacientes que não comparecerem e ainda necessitarem do exame podem informar a unidade de referência sobre a necessidade de reagendamento. Nesses casos, elas retornam à regulação de vagas e serão convocadas conforme a disponibilidade.

Programa “Agora Tem Especialista”

A carreta integra oprograma federal “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde, e oferece mamografia, ultrassonografia de mama, ultrassonografia transvaginal e pélvica, colposcopia, cirurgia de alta frequência (CAF) e biópsia de mama.

Os atendimentos são destinados exclusivamente a mulheres encaminhadas pela rede municipal que já estavam cadastradas na fila de espera, com agendamentos gerenciados pelo Departamento de Regulação, Avaliação e Controle (Derac).

Os contatos podem ser encontrados no link: https://campinas.sp.gov.br/secretaria/saude/pagina/centros-de-saude

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Mais duas pessoas não imunizadas contra a gripe morrem em Campinas

A Secretaria de Saúde de Campinas registrou ontem (6), mais dois óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocada pelo vírus Influenza, causador da gripe. No total, foram cinco mortes com data de início de sintomas em 2026. Os pacientes tinham histórico de doenças preexistentes (comorbidades) e ainda não estavam vacinados contra a doença neste ano.

Desde janeiro, a cidade contabiliza 65 casos e cinco mortes de SRAG por influenza.

Casos em 2025

Durante todo ano de 2025, Campinas teve 552 pessoas com a síndrome e 67 mortes pela doença. Dos óbitos, 53 foram de pessoas que não receberam a vacina contra a gripe. Além disso, 66 pessoas tinham doenças preexistentes e, portanto, eram do grupo de risco.

Entre os 14 que receberam o imunizante, 12 estavam adequadamente imunizados. Isso porque a vacina leva 15 dias para garantir a proteção ideal e duas pessoas apresentaram os sintomas da doença antes deste período.

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Unidade Móvel de Saúde da Mulher está a partir de hoje em Campinas

A cidade de Campinas recebe, de hoje (24) até 22 de maio, o programa federal “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde, que disponibilizará uma Unidade Móvel de Saúde da Mulher. A expectativa é de que cerca de 1.600 mulheres de Campinas que já estão na fila de regulação do SUS Municipal sejam beneficiadas.

A carreta está estacionada na avenida das Amoreiras, 860, no Centro de Referência e Diagnóstico em Oncologia (CDO). A iniciativa faz parte do Programa de Apoio à Ampliação e Qualificação da Atenção Especializada (Pate).

Os serviços incluem exames de mamografia, ultrassonografia de mama, ultrassonografia transvaginal e pélvica, colposcopia, cirurgia de alta frequência (CAF), biópsia de mama e consultas com especialistas em ginecologia e mastologia. A cidade será contemplada com as seguintes vagas:

– 1.050 vagas para avaliação diagnóstica inicial de câncer de mama (mamografia e ultrassonografia das mamas)
– 50 vagas para investigação diagnóstica de câncer do colo do útero (colposcopia)
– 32 vagas para avaliação diagnóstica e terapêutica de câncer do colo do útero (CAF)
– 240 vagas para avaliação diagnóstica inicial de saúde da mulher – ginecologia I
– 240 vagas para avaliação diagnóstica inicial de saúde da mulher – ginecologia II
Os agendamentos são realizados pelo Departamento de Regulação, Avaliação e Controle (Derac), e as equipes de saúde entrarão em contato com as pacientes para informar os detalhes dos agendamentos.

“Quando falamos de câncer de mama e de colo do útero, o diagnóstico precoce é decisivo. Essa ação nos permite oferecer exames que podem fazer toda a diferença no desfecho do tratamento das pacientes da rede” afirma Sara Sgobin, coordenadora da Atenção Secundária da Secretaria de Saúde de Campinas.

Serviço
Unidade Móvel de Saúde da Mulher
Programa “Agora Tem Especialistas – PATE”
Data: 24/4 a 22/5
Local: Centro de Referência e Diagnóstico em Oncologia (CDO)
Endereço: avenida das Amoreiras, 860 – Parque Italia
Os atendimentos serão realizados por agendamento, via Central de Regulação de Vagas 

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Pesquisa indica que empresas têm dificuldade para contratar talentos

O mercado de tecnologia no Brasil enfrenta um cenário desafiador: 98% das empresas têm dificuldade para encontrar profissionais qualificados, uma realidade que freia o crescimento e a inovação. Esse dado é um dos destaques da pesquisa “Mercado de Trabalho Tech: Raio-X e Tendências”, desenvolvida pela Ford em parceria com o Datafolha, um dos mais renomados institutos de pesquisa do Brasil.

No estudo, foram entrevistados 250 líderes de RH e Tecnologia da Informação de médias e grandes empresas para compreender os principais desafios e tendências do setor. A amostra abrange profissionais responsáveis por contratações em todas as regiões do país, em segmentos como tecnologia, varejo, serviços, educação, finanças e saúde.

“Os dados revelados por este estudo inédito com o Datafolha reforçam que o descompasso entre a velocidade da inovação e a disponibilidade de profissionais qualificados é um dos grandes desafios do mercado hoje. Na Ford, acreditamos que enfrentar esse cenário exige democratizar o acesso ao conhecimento tecnológico conectado às demandas do mercado”, comenta Pamela Paiffer, diretora de Comunicação e Responsabilidade Social da Ford América do Sul.

Para enfrentar esse desafio, a Ford criou o Ford <Enter>, programa social de capacitação em tecnologia que já soma mais de 1.000 alunos formados desde 2022. “O programa foi desenhado para servir como uma ponte, capacitando talentos em situação de vulnerabilidade com as habilidades que as empresas buscam. O propósito dessa pesquisa é justamente identificar as lacunas de competências que o mercado apresenta e aprimorar o conteúdo do curso para acompanhar essa evolução”, completa Pamela.

Lacunas de qualificação 

A pesquisa revela que a dificuldade em encontrar profissionais na área de tecnologia é quase unânime no Brasil. Para 72% das empresas, a falta de conhecimento técnico é um dos principais desafios enfrentados, seguido pela ausência de experiência (54%), o que acende um alerta sobre a formação e o desenvolvimento de talentos no país.

Consequentemente, o tempo para preencher vagas se estende. Apenas 14% das empresas conseguem fazer a contratação em menos de um mês, enquanto 50% levam entre um e dois meses, 24% demoram de dois a três meses e 11% chegam a exceder quatro meses de busca. O LinkedIn consolida-se como a principal ferramenta de recrutamento para 60% das organizações.

Competência técnica

Quando o assunto são as habilidades técnicas, a pesquisa aponta que as posições mais difíceis de preencher são as de especialistas em IA (35%) e engenheiros de software (31%). Em linha com essa demanda, conhecimentos em Segurança da Informação (30%) e Inteligência Artificial e Machine Learning (29%) são os mais escassos.

Porém, ter competência técnica já não é suficiente. A pesquisa destaca que 37% das empresas frequentemente, ou sempre, rejeitam candidatos tecnicamente aptos devido à falta de “soft skills”. As habilidades comportamentais mais difíceis de encontrar são Inteligência Emocional (36%) e Pensamento Crítico e Capacidade de Resolver Problemas (33%). Outro ponto crítico é o idioma: 78% das empresas desclassificam candidatos que não possuem domínio do inglês.

“A pesquisa mostra que precisamos ir além da qualificação técnica. A demanda por habilidades como inteligência emocional e pensamento crítico é imensa e continuará crescendo. Com o Ford <Enter>, focamos em uma formação abrangente que prepara o indivíduo não apenas para a atuação técnica, mas para os desafios de um mercado em constante evolução”, diz Fernanda Ramos, diretora de Recursos Humanos da Ford América do Sul.

Geração Z 

O estudo também revela as prioridades da Geração Z e os desafios da diversidade. Segundo as empresas entrevistadas, para esses jovens talentos o salário (53%), a flexibilidade na jornada de trabalho (49%) e equilíbrio entre vida pessoal e profissional (39%) são os principais fatores na hora de decidir onde trabalhar. Paralelamente, 93% das companhias admitem ter dificuldades em encontrar candidatos de grupos sub-representados, o que reforça a relevância de programas como o Ford <Enter>, que oferece oportunidades de qualificação para pessoas em condição de vulnerabilidade.

O futuro do trabalho 

Projetando os próximos dois anos, a Inteligência Artificial é citada por 46% das empresas como o principal motor de mudança no mercado de tecnologia. A necessidade de qualificação profissional aparece em segundo lugar (29%), seguida por inovações tecnológicas (17%). A pesquisa prevê ainda que as “soft skills” serão as habilidades mais difíceis de encontrar no futuro (citadas por 50% das empresas), superando as “hard skills” (44%).

“A pesquisa mostra que a Inteligência Artificial já está mudando o mercado, mas para que ela entregue valor real é preciso ter dados organizados, contexto e profissionais preparados para transformar informação em decisão. Quando vemos que IA, Machine Learning e Segurança da Informação estão entre as áreas mais difíceis de contratar, fica claro que o desafio das empresas é duplo: investir em tecnologia e, ao mesmo tempo, desenvolver talentos e fortalecer sua base de dados”, diz Djalma Brighenti, diretor de TI da Ford América do Sul.

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Diretriz contraindica tratamento farmacológico isolado para obesidade

Nova diretriz da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) recomenda que o tratamento farmacológico não usado isoladamente, mas sempre associado a mudanças de estilo de vida, com aconselhamento nutricional e estímulo à atividade física. 

A orientação faz parte de documento que reúne 32 recomendações para o cuidado com a obesidade. O documento define como principais critérios para indicação da remédios o Índice de Massa Corporal (IMC) maior ou igual a 30 kg/m² ou IMC maior ou igual a 27 kg/m² em pessoas com complicações relacionadas à adiposidade.

Em situações específicas, o texto ainda admite considerar tratamento mesmo independentemente do IMC, quando há aumento da circunferência da cintura ou da relação cintura-altura associado a complicações.

“O médico passou a lidar com um cenário terapêutico mais amplo e com decisões que exigem avaliação cada vez mais individualizada. Esta diretriz transforma esse avanço científico em orientação prática, oferecendo mais subsídio para a conduta clínica e mais segurança para o cuidado dos pacientes”, ressaltou o presidente da Abeso, Fábio Trujilho.

A nova diretriz foi elaborada por um grupo multidisciplinar formado por endocrinologistas, clínicos gerais e nutricionistas e traz as orientações organizadas por classes de recomendação e níveis de evidência.

“O documento traz direcionamentos para cenários como risco cardiovascular, pré-diabetes, doença hepática gordurosa, osteoartrite, câncer, deficiência de testosterona masculina, apneia do sono, perda de massa magra e muscular, o que aproxima a recomendação científica das perguntas reais do consultório”, destacou um dos coordenadores da nova diretriz, Fernando Gerchman.

As novas diretrizes reforçam ainda os alertas sobre quando um medicamento não é indicado e chama a atenção para o uso de substâncias sem evidências robustas de eficácia e segurança demonstradas em ensaios clínicos, fórmulas magistrais e produtos manipulados para o tratamento da obesidade, incluindo formulações com diuréticos, hormônios tireoidianos, esteroides anabolizantes, implantes hormonais ou gonadotrofina coriônica humana (hCG). (Agência Brasil)

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Medicamentos podem ter reajuste de até 3,81% a partir de hoje

Medicamentos vendidos no Brasil podem ter o preço reajustado em até 3,81% a partir desta terça-feira (31), conforme estabelecido em resolução publicada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed).

O texto prevê três níveis máximos de reajuste aplicáveis a diferentes grupos de medicamentos, conforme a competitividade de cada categoria:

  • 3,81% para medicamentos com concorrência;
  • 2,47% para medicamentos de média concorrência;
  • 1,13% para medicamentos de pouca ou nenhuma concorrência.

Algumas categorias não se encaixam nesses critérios, como fitoterápicos, homeopáticos e determinados medicamentos isentos de prescrição com alta concorrência no mercado, que possuem regras específicas dentro do sistema de regulação de preços.

Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) destacou que o reajuste médio permitido por lei ficará em até 2,47%, o menor dos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada dos últimos 12 meses, de 3,81%.

“A redução consecutiva do índice desde 2023 é fruto da política de combate à inflação e reforça a importância da regulação para proteger o consumidor de preços abusivos. Nos anos anteriores, houve um aumento expressivo do percentual, ultrapassando 10%”.

A Anvisa destaca que os aumentos não são automáticos. “Na prática, fabricantes e farmácias podem aplicar reajustes inferiores ou até manter os preços atuais, dependendo das condições do setor e do nível de concorrência entre as empresas”.

“A regulação econômica dos medicamentos no Brasil garante a proteção do consumidor e, ao mesmo tempo, busca a sustentabilidade do setor para a continuidade do fornecimento de medicamentos no país”.

Entenda

O reajuste dos preços de medicamentos é feito uma vez ao ano e segue uma fórmula regulatória que parte da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e desconta o ganho de produtividade da indústria.

A Cmed é o órgão federal responsável pela regulação econômica do mercado farmacêutico no Brasil e estabelece critérios para a fixação e o reajuste dos preços de medicamentos, com o objetivo de estimular a concorrência e garantir o acesso da população aos produtos.

A câmara de regulação é composta pelo Ministério da Saúde, pela Casa Civil e pelos Ministérios da Justiça e Segurança Pública, da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A Anvisa, por sua vez, exerce a função de secretaria executiva, fornecendo suporte técnico às decisões. (Agência Brasil)

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