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Renault anuncia investimento de R$ 2 bi e um novo SUV

Ao comemorar 25 anos de fundação da sua fábrica em São José dos Pinhais, no Paraná, a Renault anunciou novos investimentos no Brasil para a fabricação de um SUV médio, do segmento C, maior do que o Kardian (que começa a ser produzido em março do ano que vem). O novo modelo ainda não tem data para início de fabricação. Será um lançamento global e feito apenas no Brasil, para consumo local e exportação para a América Latina.

O carro terá motor a combustão, com sistema flex, mas não terá opção de tecnologia híbrida. O CEO da Renault da América Latina, Luiz Fernando Pedrucci, esclareceu que o veículo tem opção de usar a eletrificação, mas inicialmente não vai contar com essa tecnologia. A propósito, a empresa considera que o futuro é, sim, elétrico, mas a transição da combustão para a eletrificação terá ainda um longo caminho a percorrer.

“A transição é longa. A Europa começou a eletrificação em 2012 e só agora conta com um volume expressivo, sendo apenas 15% elétricos puros e 35% de híbridos, portanto, metade das vendas no Continente ainda é de motor a combustão”, disse o presidente da Renault do Brasil, Ricardo Gondo, esclarecendo que a transição será ainda mais lenta no Brasil, considerando a realidade do país, onde o poder aquisitivo do consumidor é muito inferior ao do europeu. “A Europa subsidia o carro elétrico e mesmo assim a transição é lenta. No Brasil, um subsídio nesse sentido não faz o menor sentido”, disse Gondo.

A avaliação dos dirigentes da marca francesa é de que o “pico” do consumo de carros a combustão está longe, pois existem vários mercados que vão continuar a consumir esse tipo de tecnologia por muito tempo ainda.

A fábrica da Renault no Paraná produz hoje o Kwid, a picape Orock, o Duster e a van Master. O investimento de R$ 2 bilhões na unidade, anunciada nesta segunda-feira (4/12/23) ao vice-presidente da República, Geraldo Alkmin – que esteve presente na cerimônia dos 25 anos da unidade – faz parte do investimento global no grupo de três bilhões de euros e que prevê o lançamento de oito veículos até 2027. (AutoInforme)

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Ram Rampage é a grande vencedora do Prêmio Abiauto 2023

Os vencedores do Prêmio Imprensa Automotiva, que elege os melhores carros do ano, foram revelados na última teça-feira, na Escola Senai Conde José Vicente de Azevedo, a maior referência em mão de obra da indústria automobilística em toda a América Latina.

Esta foi a 25ª edição da premiação, promovida pela Abiauto –  Associação Brasileira da Imprensa Automotiva, formada por jornalistas especializados no setor automotiva de todo Brasil. Participaram da cerimonia de premiação jornalistas do setor, personalidades da indústria automotiva, entre outros convidados.

A grande vencedora da noite foi a picape Ram Rampage, que conquistou o prêmio Picape Média e o Prêmio Carro Abiauto “José Roberto Nasser”. Na categoria motocicletas, a Yamaha R15 foi a vencedora, levando o Prêmio Motocicleta Abiauto “Josias Silveira”.

Celebrar um quarto de século é uma conquista significativa e demonstra a dedicação e o impacto positivo que a associação teve ao longo dos anos. Para marcar a data, a Abiauto promoveu no mesmo dia o Workshop “Quais os caminhos do futuro?”, que colocou em pauta questões relacionadas com as opções de energia sustentável, que estão sendo oferecidas pelas montadoras, ou seja, veículos elétricos, híbridos e a combustão.

Para o workshop, a Associação convidou nomes importantes no setor de eletrificação automotiva para palestrar: Márcio Alfonso, Mario Covas Neto e José Irineu Medeiros. Alunos de faculdades de engenharia e da escola Senai Ipiranga foram convidados para participar das palestras e para assistirem a cerimônia de entrega dos prêmios.

O evento contou com a abertura de Adelmo Belizário, diretor do Senai-Ipiranga, e teve uma bela homenagem ao piloto Ingo Hoffmann, o maior campeão da história do Campeonato Brasileiro de Stock Car, com doze títulos.

Vencedores

CARRO NACIONAL ATÉ 13 kgfm: VW Polo PICAPE Média: Ram Rampage HÍBRIDO: Honda Civic Hybrid
CARRO NACIONAL DE 13 A 16 kgfm: Peugeot 208 Picape Grande: Ford F-150

 

100% ELÉTRICO: Renault Megane E-Tech
CARRO NACIONAL ACIMA DE 16 kgfm: VW Virtus SUV/CROSSOVER NACIONAL: Fiat Fastback ESPORTIVO: Ford Mustang
PICAPE COMPACTA: Chevrolet Montana SUV/CROSSOVER IMPORTADO: Honda ZR-V Assessor de Imprensa: Ricardo Dilser – Stellantis
Carro Abiauto 2023: Ram Rampage Moto Abiauto 2023: Yamaha R15 Executivo do Ano: Caíque Ferreira  Renault do Brasil

Os eleitores do Prêmio Abiauto representam jornais, revistas, TV, sites e rádios de praticamente todos os estados da União, atingindo mais de 120 milhões de cidadãos interessados em veículos em seus mais variados temas, lançamentos de novos modelos, manutenção de veículos, indústria, negócios, tecnologia, esporte, memória etc.

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Coluna Fernando Calmon  —  GM continuará no Brasil e acena abertura para híbridos

Coluna Fernando Calmon nº 1.278 — 21/11/23

GM continuará no Brasil e acena abertura para híbridos

Durante o Congresso Autodata Perspectivas 2024, realizado esta semana em São Paulo (SP), o vice-presidente de Comunicação e de Relações Governamentais da General Motors do Brasil, Fábio Rua, reafirmou que a empresa não sairá do Brasil. A tentativa recente de reduzir o quadro de funcionários não prosperou nas condições imaginadas pela companhia. Ao contrário disso, o executivo anunciou que “muito em breve” haverá a revelação de um novo ciclo de investimentos, sem adiantar pormenores.

Apesar de a matriz em Detroit ter optado pela passagem direta dos motores a combustão para elétricos, Rua pareceu nas entrelinhas menos enfático em relação à negativa anterior de desenvolver híbridos nos mercados em que a eletrificação levará bem mais tempo para se tornar viável.Sua declaração indica isso: “Se o futuro nos disser que precisamos, talvez, ser um pouco mais abertos ao nosso espectro de investimento em novas tecnologias, seremos.”

No mesmo Congresso, Mauro Correia, presidente da HPE que representa Mitsubishi e Suzuki, revelou que novos investimentos estão sendo estudados para os próximos três anos, inclusive para a fábrica de Catalão (GO), onde se produzem a picape média L200 e o SUV Eclipse.

“Vamos importar em 2024 um SUV híbrido. Há mais de uma opção para diminuir emissões de CO2. O Brasil segue o bom caminho de legislar sobre o resultado das emissões, sem direcionar qualquer tecnologia”, afirmou.

Pesquisa aponta que preço ainda é maior barreira aos elétricos

Certamente os preços dos veículos elétricos (VE) estão entre os principais obstáculos para as vendas subirem com mais ímpeto. Em países cuja renda familiar é abaixo da média mundial esse fator traz muitas dificuldades. No entanto, isso também ocorre nos mercados maduros e ricos.

Essa conclusão está na recente pesquisa da Standard & Poors, uma renomada agência de classificação de risco de países e empresas conhecida pela sigla S&P, que divulgou o relatório Mobilidade Global no começo deste mês. Quase metade (48%) dos 7.500 entrevistados em países de vários níveis de renda (EUA, União Europeia, Brasil e Índia entre outros) apontaram o preço como fator inibidor, apesar de entenderem se tratar de uma tecnologia mais cara.

Igualmente, menos da metade dos potenciais compradores acredita que a tecnologia está pronta para adoção em massa. Segundo a agência noticiosa PRNewswire com acesso ao relatório, “embora 67% dos participantes inquiridos em maio deste ano estivessem abertos à ideia de comprar um VE, houve uma queda importante de 19 pontos percentuais em relação ao mesmo levantamento em 2021”.

Ponto preocupante é o relato frequente de defeitos nas redes públicas de recarga, um forte desestímulo para quem tenciona viajar com carro elétrico. Segundo a agência de notícias, o relatório apontou que vários obstáculos precisam ser superados para alcançar a aceitação generalizada de VE. “Os compradores podem querer esperar pelo próximo avanço tecnológico ou estar preocupados com o tempo de recarga e a disponibilidade de carregadores, mas no final é o bolso do consumidor – e não a engenharia – que lidera a atual resistência às compras”.

Na Europa, onde a aceitação de VE só perde para a China, há igualmente incertezas no ritmo das vendas. Embora estas tenham crescido 47% entre janeiro e setembro deste ano, as previsões estão bem menos otimistas para os próximos períodos. A VW adiou o início de sua quarta fábrica de baterias das seis previstas. Ford e LG Solutions desistiram também de construir uma nova instalação prevista na Turquia.

A Suíça anunciou que encerrará a isenção de imposto de importação para os VE em janeiro próximo, como acontecerá também aqui, alegando restrições orçamentárias. Isso indicaria que outros países também podem seguir esse exemplo. Em suma, no Velho Continente, são claros os sinais de desaceleração.

A fim de tentar reverter este cenário, VW e Renault anunciaram quase ao mesmo tempo planos para dentro de dois e três anos, respectivamente, lançarem um modelo elétrico compacto (ainda sem nome) e subcompacto (novo Twingo). Ambos custariam em torno de 20.000 euros (cerca de R$ 110.000, em conversão direta).

Range Rover Sport PHEV é superlativo até no preço

As dimensões chamam atenção por onde passa: 4.946 mm, comprimento; 2.047 mm, largura; 1.820 mm, altura; 2.997 mm, entre-eixos. Porta-malas de 835 litros não deixa ninguém descontente. É necessário ter cuidado para se adaptar também à massa em ordem de marcha, que se aproxima das três toneladas (exatos 2.810 kg).

O Range Rover Sport PHEV (híbrido plugável) impressiona em termos de desempenho ao associar um suave 6-cilindros em linha turbo a gasolina de 340 cv/48,9 kgf·m a um elétrico de 143 cv. O conjunto entrega 510 cv e nada menos que 71,4 kgf·m de torque combinado. Câmbio é automático convencional de oito marchas e tração 4×4. A bateria de 38,2 kW·h permite um alcance de até 88 km no modo elétrico.

As respostas ao acelerador são vigorosas, porém sua capacidade de manobra chama ainda mais atenção. O diâmetro de giro de apenas 11 m (até um pouco menor que os 11,6 m de um Corolla), graças ao esterçamento de 7,3 graus das rodas traseiras, alivia um pouco o sufoco de achar uma vaga para estacionar. A visibilidade para trás é prejudicada pelo formato do teto e das colunas traseiras com reduzida área envidraçada.

Rodas de 23 pol. de diâmetro e pneus 285/40 tomam pouco conhecimento de valetas e buracos, mas não convém abusar. Apesar de suas dimensões trata-se de um veículo relativamente dócil ao volante e freios bem dimensionados.

No interior, destacam-se bancos de couro com 22 regulagens elétricas, central multimídia de tela curva com 13,1 pol., conjunto de áudio de primeira linha, sistema de cancelamento de ruído externo, compartimento climatizado em posição central e duas telas para os passageiros do banco traseiro colocadas na parte posterior dos encostos de cabeça dianteiros.

O preço não poderia ser outro: R$ 1 milhão.

Telemetria IturanMob das ruas para as pistas

Durante décadas o automobilismo de competição transformou-se em um imenso laboratório que levou e ainda leva a grandes avanços técnicos e de segurança diretamente das pistas para as ruas e estradas. Agora, esse processo também pode ser invertido por meio da telemetria em tempo real que a IturanMob desenvolveu para rastrear veículos comuns em gestão de frotas, acompanhamento em planos de assinatura e capacidade de monitoramento em casos de furto e roubo.

A iniciativa envolve as provas da Porsche Cup no Brasil e, futuramente, poderá ser estendida a outros países. Os dados de desempenho de cada veículo são coletados por indução e enviados por meio da rede pública de telefonia móvel. Isso permite monitorar desde o boxe de cada equipe o funcionamento de motor, câmbio e diversos outros parâmetros. Elimina-se dessa forma a antiga abordagem passiva dos dados, o que aumenta o nível técnico da competição e diminui a possibilidade de acidentes e panes.

De acordo com Paulo Henrique Andrade, CEO da empresa, novos avanços serão testados a partir de 2024. “Objetivo é proporcionar atualizações de parâmetros para ajudar o piloto a tirar o máximo proveito da tecnologia, sem que precise parar nos boxes à semelhança com a F-1”, explicou.

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Coluna Fernando Calmon — Nissan acompanha Renault e aumenta aposta no País

Coluna Fernando Calmon nº 1.276 — 7/11/23

Nissan acompanha Renault e aumenta aposta no País

Pela primeira vez o presidente mundial da Nissan, Makoto Uchida, visita o Brasil e veio com o bolso cheio. Anunciou investimento de até R$ 2,8 bilhões na fábrica de Resende (RJ), ou seja, R$ 1,5 bilhão a mais que o previsto. O executivo japonês incluiu a produção de dois novos modelos, ambos SUVs, sem esconder que o primeiro deles será a nova geração do compacto Kicks. Este modelo está mesmo próximo ao fim de seu ciclo normal de vida e será substituído logo no início de 2025.

Ainda em 2025 deve chegar também o segundo produto, contudo Uchida não o revelou. A possibilidade recai sobre o já muito especulado SUV subcompacto Juke, cuja nova geração está prevista justamente para aquele ano na Europa. É um modelo de linhas audaciosas que chamam atenção por onde passa, mas poderá sofrer modificações para a região Américas.

O investimento inclui um novo motor turbo para os dois modelos em Resende (RJ), sem informações adicionais. Mas, tudo indica que será o mesmo motor turbo flex de 1-litro, três-cilindros que a Renault, sócia na aliança franco-nipônica, produzirá em São José dos Pinhais (PR).

A marca francesa já anunciou a produção no Brasil do SUV Kardian e uma futura picape. A construção monobloco será partilhada com a Nissan, embora a empresa japonesa faça algumas modificações no novo Kicks. Outro investimento recente foi a transferência de São Paulo para São José dos Pinhais (PR) do seu centro de projetos e estilo para América Latina. As instalações foram ampliadas e integradas às três outras semelhantes da Renault no mundo.

Outubro: bom mês para as vendas, puxadas pelas locadoras

Crescimento de 10,2% frente a setembro último e de 20,4% em relação a outubro do ano passado apontam para um ano de 2023 que começou lento, teve uma breve recuperação com o corte provisório de impostos em meados do ano, uma pequena retração em setembro e deve fechar 2023 com avanço de 6% sobre 2022.

No acumulado de janeiro a outubro, as vendas de veículos leves e pesados cresceram 9,7%, mas segundo a Anfavea a base comparativa ao final de 2023 deve recuar, pois os dois últimos meses do ano passado foram de resultados bem acima da média.

De janeiro a outubro deste ano foram comercializados 1,847 milhão de veículos leves e pesados. As vendas diretas (a maior parte para locadoras) responderam por 51% do total. Os estoques em concessionárias e nas fábricas totalizaram 36 dias, um a menos que em setembro. A média de vendas diárias em outubro foi de 10,4 mil unidades, perdendo apenas para as 10,7 mil unidades de julho.

Produção nos 10 primeiros meses do ano (o que realmente garante os empregos) diminuiu 0,6% e alcançou 1,951 milhão de unidades, números modestos pela combinação de dois fatores: aumento de importações e queda nas exportações.

As vendas de veículos elétricos subiram 30% em outubro em comparação a setembro e acumularam 10.069 unidades nos 10 primeiros meses de 2023. Entretanto, estes representaram apenas 0,6% do total comercializado no ano contra 2,6% de gasolina, 3,3% de híbridos, 10% de diesel e 83,5% de motores flex.

Veto parcial ao Marco de Garantias inibe queda de juros

A evolução que se esperava com o novo Marco Legal de Garantias acabou praticamente eliminada. A lei foi aprovada no Congresso, porém recebeu veto do presidente da República no ponto essencial: retomada do bem financiado e não pago por meio de processo extrajudicial. Hoje, faz-se necessário iniciar todo um longo procedimento na Justiça e muitas vezes o veículo deixa de ser recuperado ou, quando acontece, já está deteriorado.

No cenário atual apenas 20% do total de unidades financiadas em inadimplência (mais de 90 dias de atraso das prestações) voltam para os credores. “Quem mais sofre, com esse veto, são os consumidores que enfrentam restrições na aprovação de fichas cadastrais”, alertou José Andretta Jr., presidente da Fenabrave.

Outro reflexo dessa falta de visão é anular a tendência natural de diminuir as taxas de juros do Crédito Direto ao Consumidor, caso fosse possível tornar mais ágil a retomada do bem. Isso não aconteceria em curto prazo, mas a experiência internacional mostra que este objetivo foi alcançado.

O Congresso ainda pode derrubar o veto presidencial, no entanto depende de negociações políticas.

Com preço ainda alto, Kona é um bom elétrico

Importado pela Grupo Caoa, o Hyundai Kona está defasado em relação ao novo modelo disponível no exterior. O preço também não ajuda – R$ 219.990 – apesar de ter recebido um corte de R$ 70.000, depois que as marcas chinesas passaram a oferecer aqui modelos elétricos a preços que, na Europa, geraram reações e ameaça de sobretaxas.

Este crossover, no entanto, é bem agradável de dirigir. Seus 4.205 mm de comprimento permitem achar vagas para estacionar sem dificuldade. Os 2.600 mm de entre-eixos garantem bom espaço para pernas, contudo passageiros mais altos atrás roçam a cabeça no teto. Volante é igual ao do HB20 e central multimídia de 10,25 pol., a mesma do Creta. Espaço para bagagem deveria ser maior do que os 332 litros.

Acelerações são razoáveis, mas com potência de apenas 136 cv não chegam a emocionar: 0 a 100 km/h em 9,9 s. A regeneração em desacelerações e frenagens tem ajuste automático e também manual por aletas atrás do volante. O fabricante optou por uma bateria de menor capacidade (39,2 kW·h) para diminuir a massa do carro e conseguir – artificialmente – recarga mais rápida (47 minutos em carregador de 50 kW). Entretanto, essa escolha limita o alcance médio a apenas 252 km (padrão Inmetro).

Q3 especial antecipa os 30 anos da Audi no Brasil

Os planos para 2024, quando a Audi comemora 30 anos do início da produção na fábrica de São José dos Pinhais (PR), incluem a icônica camioneta RS6 Avant, no primeiro semestre e o elétrico Q6 e-tron, no segundo semestre. A empresa, porém, antecipou agora em novembro as séries especiais Anniversary Edition comemorativas dos dois produtos que saem da fábrica paranaense em regime de montagem SKD: Q3 e Q3 Sportback.

Serão apenas 50 unidades de cada versão com preços, respectivamente, de R$ 372.990 e R$ 392.990.

A parte mecânica não mudou (gasolina; 2-L turbo; 231 cv; 34,7 kgf·m) e tração integral quattro sob demanda. Externamente caracteriza-se pela pintura de toda a carroceria na mesma cor, mas reservando o preto brilhante para as carcaças dos espelhos retrovisores e moldura da grade do radiador. Os iniciados em Audi percebem as sutilezas.

Em um roteiro de 460 km (São Paulo-São Bento do Sapucaí, ida e volta) o Q3 confirmou suas qualidades dinâmicas tanto na estrada quanto em trechos off-road, sempre entregando respostas rápidas do acelerador e do câmbio automático epicíclico de oito marchas. Em estradas de terra é preciso lembrar dos pneus de perfil baixo 40, mais vulneráveis a pedras e buracos. O Q3 acelera de 0 a 100 km/h em 7 s.

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Moderno e espaçoso, o novo SUV da Renault chegará em 2024

Numa pré-apresentação mundial, a Renault mostrou o seu mais novo SUV: o Kardian. O modelo será vendido em diversos países do mundo, inclusive na América do Sul.


O Kardian começa a ser produzido em dezembro deste ano no Complexo Industrial Ayrton Senna, no Paraná.

O Renault Kardian é um veículo totalmente novo. O novo modelo é um misto de SUV e hatch. Ele chega para brigar com o Volkswagen Nivus e Fiat Pulse, numa faixa de R$ 120 mil.

Com linhas muito harmoniosas, o Kardian tem a frente musculosa e com um enorme logotipo da marca Renault estampado na grade, entre os faróis, rodas de liga leve de 17 polegadas e lanternas traseiras em forma de “C”.

Por dentro, o modelo com 4.119 mm de comprimento total tem muito espaço para quatro passageiros, isso graças à distância do entre-eixos (2.604 mm). O porta- malas tem capacidade para 358 litros.

Bem acabado, o novo Renault conta com o painel de instrumentos digital de sete polegadas e multimídia de oito polegadas.

A motorização também será nova. O propulsor será de um litro, três cilindros, turbo flex, com 125 cavalos de potência e 22,4 kgf.m de torque máximo.

A transmissão será de seis marchas, automatizada com duas embreagens banhadas a óleo, que segundo a marca francesa, vai gerar uma economia de combustível até 20% superior a de um CVT. O lançamento será em março de 2024.

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Renault vende Kwid com desconto de até R$7.200,00

A Renault acaba de promover uma mudança no seu processo de faturamento para o modelo Kwid, possibilitando a venda direta do modelo a todos os seus clientes. Com isso, é possível retornar com os descontos de até R$ 7.200, próximos ao mesmo patamar dos concedidos no período da Medida Provisória 1.175/2023.

Todos os pedidos continuam sendo realizados por meio da rede de concessionárias. A mudança no processo de venda vale por um período de até dois meses ou enquanto durarem os estoques.

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Novo Renault Megane 100% elétrico é um das melhores opções do mercado

Com linhas atraentes e harmoniosas, a Renault apresentou o Megane E que começa ser vendido no Brasil. Inicialmente, a marca está trazendo apenas 200 unidades em configuração única e sem opcionais. Honestamente, também não faz falta, já que o modelo é muito bem equipado.

O modelo 100% elétrico, assim como o conjunto, a frente e a traseira são muito modernas. O tamanho do SUV/hacth francês tem a suspensão mais elevada (170 mm) e um entre eixos de (2.685 mm) o que proporciona um excelente espaço interno. O porta-malas do Megane E tem uma ótima capacidade: 440 litros.Os bancos dianteiros são muito confortáveis, mas não têm ajuste elétrico. Os de trás acomodam muito bem duas pessoas. Os materiais usados, como não poderia deixar de ser nessa faixa de mercado, são de boa qualidade e muito agradáveis.

No meio do painel tem uma tela muito completa de 12,3 polegadas. Um detalhe muito interessante no interior é que o retrovisor pode virar uma tela e mostrar tudo o que está ocorrendo atrás do veículo.

O Megane E conta com uma ótima dirigibilidade. Com de 220 cavalos e 30,6 kgf·m o modelo tem um bom desempenho e, como todo o veículo elétrico, uma aceleração impressionante. Para se ter uma ideia, o Megane com 1680 quilos, acelera de 0 a 100 quilômetros por hora em 7,4 segundos. Segundo a marca, a autonomia máxima é de aproximadamente 337 quilômetros.

Preço
Renault Megane E
R$ 279.990,00

 

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Coluna Fernando Calmon — Salão do Automóvel volta ao Anhembi já em 2024

Coluna Fernando Calmon nº 1.270 —26/9/23
Salão do Automóvel volta ao Anhembi já em 2024

Ainda não há anúncio oficial, mas o retorno Salão do Automóvel à área central da capital paulista já no próximo ano é praticamente certo. Esse é o mais tradicional evento do setor automobilístico cuja primeira edição foi em novembro de 1960, no Centro de Convenções do Parque Ibirapuera. A indústria havia começado a produzir em setembro de 1956 com o microcarro Romi-Isetta, seguido dois meses depois pela camioneta DKW-Vemag Universal. O primeiro salão durou 16 dias e contou com apenas 11 expositores, mas atraiu 400.000 visitantes.

No início foi anual e a partir de 1962 tornou-se bienal. Em 1970 mudou para o Parque Anhembi em local muito mais amplo, mas não climatizado. Em 2016 trocou de endereço para o São Paulo Expo em local com eficiente climatização. A última exposição foi em 2018 com 29 marcas e 742.000 visitantes.

Sofreu depois dois cancelamentos: 2020, em razão da epidemia da covid-19 e 2022, quando os expositores se queixaram de gastos elevados. Também se falou em desinteresse do público, fenômeno que vem ocorrendo em outros salões.

Mas o cenário mudou. A inspiração agora é o Salão de Detroit que se reinventou ao oferecer testes de veículos para o público, sem abandonar a exposição estática. RX, tradicional organizadora, vai optar pela volta às origens graças às obras de ampliação e modernização do Centro de Exposição Distrito Anhembi que recebe um investimento de R$ 1,5 bilhão. A área de exposição será climatizada e haverá espaço para testes onde já existe o Sambódromo.

Tudo se encaminha para a 31ª edição, em novembro do próximo ano.

Novo Megane E-Tech, agora um crossover elétrico médio

Logo à primeira vista chama atenção por linhas atraentes, uma dianteira que mostra personalidade, a pintura do teto no estilo “flutuante” e uma parte traseira mais convencional com a tampa do porta-malas um pouco afastada do para-choque. Suas dimensões e volumes são típicas de um hatch com altura de suspensão elevada (170 mm de vão livre do solo). Distância entre-eixos é ligeiramente menor (2.685 mm) do que outro hatch (2.700 mm) também elétrico, o Dolphin. O porta-malas do Megane (agora sem acento no primeiro “e”) é muito bom: 440 litros.

A Renault o apresenta como SUV, mas sua altura (1.505 mm) não condiz com essa classificação. O Compass, um típico SUV por exemplo, tem 1.625 mm de altura e seus ângulos de entrada, central e de saída são melhores. Materiais de acabamento interno de boa qualidade, inclusive o uso de camurça Alcantara. Boa tela multimídia de 12,3 pol.

Os bancos dianteiros não têm ajustes elétricos. Há um espaçoso console central pois a alavanca de seleção de marchas foi deslocada para a coluna de direção e o botão do freio eletromecânico de imobilização passou para o lado esquerdo inferior do painel. Espelho retrovisor interno tem câmera traseira acoplada e se torna uma tela de visão ampliada.

Potência de 220 cv e 30,6 kgf·m garantem desempenho muito bom, apesar dos 1.680 kg de massa em ordem de marcha. Acelera de 0 a 100 km/h em 7,4 s. Alcance médio padrão Inmetro de 337 km. No quadro de instrumentos aparece sempre em destaque o alcance restante e com precisão: apenas alguns segundos em aceleração máxima em trecho da Rodovia dos Imigrantes e a indicação caiu 6 km. O carro está sempre na mão e bons freios completam o acerto do conjunto.

Gostei do perfeito sistema de alerta aos pedestres em três versões: Neutro, Puro e Expressivo.

O primeiro lote é de 200 unidades ao preço único de R$ 279.990.

Quanto ao Brasil a Renault confirmou a apresentação em 25 de outubro próximo do seu novo SUV compacto Kardian (lançamento mundial) com motor turbo flex de 1 L já fabricado em São José dos Pinhais (PR). Vai estrear a nova plataforma CMF-B da marca francesa e substituirá o Captur.

Evento #ABX23 bateu recorde de participantes

Mais de 3.800 pessoas no São Paulo Expo, 180 palestrantes e mediadores, oito trilhas de conteúdo sem interferências em razão de sistemas de áudio individuais sem fio marcaram o sucesso do evento Automotive Business Experience 2023 organizado pela tradicional plataforma digital que inclui site informativo na internet, produção de relatórios e seminários.

Este ano o destaque, entre diversos assuntos debatidos, foi o ritmo que a eletrificação tomará no Brasil nos próximos anos. Interessante que não houve consenso. Sérgio Habib, da JAC, acredita na dificuldade de veículos 100% elétricos conquistarem muito mais que 1% do mercado de automóveis. Para ele veículos comerciais urbanos têm mais chances de crescer porque não há preocupação com a capilaridade de recarga e de alcance para entregas e transporte público.

Já Henrique Antunes, da BYD, defendeu que os preços de automóveis elétricos caindo os consumidores vão migrar. José Augusto Brandimarti, do grupo que importa produtos da também chinesa Seres, viu com preocupação as taxas de importação sobre elétricos que o Governo Federal deve anunciar em breve.

Elétricos pagarão imposto de importação

Esse assunto continuou tendo desdobramentos. A GWM que comprou instalações de uma fábrica no Brasil e começará a produzir em maio do próximo ano é a favor de que o imposto de importação para elétrico volte a ser cobrado, porém em etapas. Pelo que se sabe esta será mesmo a estratégia governamental.

O presidente da Anfavea, Márcio Leite, reafirmou que a indústria brasileira vai produzir carros elétricos e também aproveitará as vantagens do etanol como combustível verde em modelos híbridos flex. Ele não comentou sobre como será essa divisão e nem a velocidade da mudança. No entanto, a entidade defende uma cota com imposto de importação zerado para as empresas já com presença industrial no Brasil ou que venham a se instalar.

No exterior a Grã-Bretanha adiou por cinco anos – de 2030 para 2035 – a proibição da venda de veículos com motores térmicos. Alinhou-se assim aos países da União Europeia em relação à data fatal para que só automóveis novos puramente elétricos possam ser comercializados.

Entretanto, chamou atenção a declaração do primeiro-ministro Rishi Sunak de que “o ideal é as pessoas migrarem por vontade própria e não serem obrigadas a fazê-lo”.

 

 

 

 

 

 

 

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Recém lançada na Europa, nova Scénic será vendida no Brasil

A Renault aproveitou o Salão da Mobilidade de Munique para apresentar o novo Scénic E-Tech. Apostando cada vez mais em modelos elétricos, o monovolume chega com medidas compactas por fora e bom espaço interno. É sem duvida um ótimo veículo familiar. Segundo a marca, a Scénic tem autonomia superior a 600 quilômetros.


Juntamente com o Megane E-Tech, que começa a ser vendido no Brasil em breve, a Scénic faz parte do programa “Renaulution”, cujo o objetivo do Grupo Renault é se tornar um fabricante da próxima geração.
O projeto conta com a nova estratégia de sustentabilidade do grupo e os seus três pilares: ambiente, segurança e inclusão.

A monovolume Scénic foi lançada em 1996 (27 anos) com muito sucesso em todo o mundo. Ao total mais de 5,3 milhões de unidades foram comercializadas.

Projetada por Gilles Vidal, a Scénic tem como base a concept-car Scénic Vision, mostrada em 2022. Com a frente e a traseira curtas, a maior parte do modelo é destinado ao seu habitáculo. Para isso, o monovolume conta com um entre-eixos de 2,78 metros.

O Scénic estará disponível com duas baterias: 87 kWh e autonomia de 620 quilómetros ou 60 kWh e autonomia de 420 quilómetros.

A nova Renault Scénic E-Tech deve chegar ao Brasil em breve.

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Novo Renault Kardian chega ao mercado no final de outubro

No final de outubro, a Renault vai apresentar o seu novo SUV: o Kardian. Destinando ao segmento B, o novo Renault será produzido no Brasil e vendido em toda a América Latina. O modelo vai substituir o Captur e competir, principalmente, com o Fiat Pulse. O novo Kardian terá uma nova geração de motores de um litro turbo.

 

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