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Novo Renault Kardian mais mudar a história da marca francesa no Brasil

Com toda a certeza o novo Renault Kardian é o modelo mais importante da marca francesa dos últimos anos. O novo automóvel da Renault é primeiro veículo produzido no Brasil com a nova identidade visual de marca, traz o novo motor turbo de 125 cavalos com 220 Nm de torque e câmbio “automático” de dupla embreagem úmida. O Kardian é realmente um carro novo, moderno e bonito, que chega para competir no segmento SUV-B. A marca pretende até 2027 lançar outros sete novos modelos.

Produzido no Complexo Ayrton Senna, no Paraná, o Kardian é o primeiro veículo produzido no Brasil com a nova identidade de marca, com o logo “Nouvel R”, a grade frontal exibe desenhos em formato de “diamante”, na cor preta. A assinatura luminosa do Kardian apresenta dois módulos de cada lado, na frente.  Comparado com os concorrentes, o Kardian se destaca pela linhas harmoniosas e muito atuais. Os faróis em três níveis e a grade, que imita elementos em forma piramidal, são o destaque do novo SUV.

Na traseira, o mesmo destaque 3D da dianteira, estão nas lanternas e para-choque com um visual muito agradável.  O defletor no teto colabora muito com a harmonia do design. Destaque para a “engenharia” muito moderna das barras longitudinais do teto.

Além de acomodarem carga de até 80 quilos, ainda tem a flexibilidade de poderem ser rotacionadas em 90 graus, ficando duas barras transversais para acomodar cargas longas como pranchas de surfe ou bicicletas.  As rodas diamantadas são de 17 polegadas.

Por dentro o design é muito agradável, moderno e surpreende pelo bom e bonito acabamento. Apesar de ter o uso de muito material plástico, eles são de muito boa qualidade e os encaixes são perfeitos. O console central elevado e a alavanca de câmbio em formato de joystick dá uma aparência sofisticada e só encontrada em modelos de nível muito superior.

Nele, além dos porta-objetos, é possível dispor do apoio de braço e quatro entradas USB (duas na frente e duas para os passageiros traseiros) disponíveis já na versão techno. Ele também oferece um espaço especialmente dedicado ao smartphone, com um sistema de recarga por indução sem fio com resfriamento, presente na versão Première Edition.

Outro importante item de conforto é o freio de estacionamento que é eletrônico, diferente do concorrente, por exemplo, o Toyota Corolla Cross que ainda é de pedal, como nos caminhões e picapes dos anos dos anos 60/70.

O painel de instrumentos digital de 7 polegadas apresenta todas as informações sobre a condução. O motorista pode escolher entre três modos de visualização: um traz as informações dos sistemas de assistência ao condutor (ADAS), outro destaca o conta-giros e um terceiro prioriza a velocidade com design minimalista.

Na parte central superior do console, está a central multimídia de 8 polegadas com design flutuante e que oferece conexão Android Auto e Apple CarPlay com e sem fio permitindo que os aplicativos de condução e entretenimento do smartphone sejam utilizados diretamente na tela.

Esta tela também oferece acesso às regulagens do exclusivo sistema Multi-Sense. Assim, o comportamento e o ambiente a bordo do veículo mudam de acordo com a vontade do condutor, que pode escolher entre três modos de condução: Eco, Sport e My Sense (personalizável) oferecido na versão Première Edition.

Somado a esses modos de condução, o ambient lighting presente na versão première edition, permite a escolha de oito opções de cores para o fundo da tela do painel de instrumentos, que se harmoniza com iluminação em LED dos painéis das portas dianteiras, valorizando o design interno do Kardian.

Nas versões Techno e Première Edition, o Kardian traz sistema de áudio com seis alto falantes (dois boomers e dois tweeters na dianteira e dois coaxiais na parte traseira) especialmente desenvolvido para a cabine do modelo, com o objetivo de oferecer alta fidelidade, som espacial e cristalino, respeitando o timbre original das músicas e em qualquer volume.

Ótimo motor 

O SUV Kardian vem equipado com um novo motor turbo 1,0 litro flex, que tem a mesma base de engenharia do motor turbo TCe 1.3 flex (desenvolvido em parceria com a Mercedes e equipa modelos de ambas as marcas). Esses dois propulsores compartilham 70% de componentes, tendo como características um alto torque em baixas rotações e baixo consumo de combustível.

O novo motor desenvolve 125 cavalos de potência e 220 Nm de torque, sendo 200 Nm (90% da força máxima) já disponível a 1.750 rpm. Produzido no Paraná, o motor turbo 1,0 flex é, segundo a marca, o mais econômico do segmento.

Assim como outros modelos da marca francesa na Europa, o Kardian conta com uma moderna transmissão muito competente. O câmbio “automático” com dupla embreagem úmida. O novo câmbio da Renault é uma excelente evolução da tecnologia ruim e ultrapassada dos CVT.

Equipamentos de segurança 

O Kardian vem com 13 dispositivos avançados de assistência ao motorista (ADAS). Confira abaixo todos eles: Controle de velocidade adaptativo (ACC), Alerta de colisão frontal (FCW), Frenagem automática de emergência (AEB), Alerta de distância segura (DW), Alerta de ponto cego (BSW), Câmera multiview (são quatro câmeras) Câmera de estacionamento traseira, Sensor de estacionamento traseiro, Sensor de estacionamento frontal, Sensor crepuscular, Controlador de velocidade, Limitador de velocidade, Assistente de partida em rampa (HSA), Seis airbags e, controle eletrônico de estabilidade (ESP).

Preços
Evolution – R$ 112.790,00
Techno – R$ 122.990,00
Première Edition – R$ 132.790,00

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Picape Oroch ganha mais uma versão intermediária

A Renault está ampliando as versões da picape Oroch com uma opção intermediária. A nova versão, a Iconic, chega bem equipada, motor 1,6 litro e transmissão manual de seis velocidades.

Com isso, a picape francesa passa a ser oferecida em quatro versões e duas opções de motorização e câmbio. A nova versão vem com motorização 1,6 SCe litro de 120 cavalos e 16,2 kgfm de torque.

Externamente, a Oroch Iconic traz elementos da versão topo de gama, a Outsider, como os alargadores de para-lamas, revestimento da coluna B em black piano, capota marítima e roda diamantada biton.

Internamente, a Oroch Iconic vem com bancos e laterais de porta revestidas com tecido de padronagem inédita, ar-condicionado automático e digital, sensores crepuscular e de chuva, câmera de ré e volante revestido de couro.

A versão Iconic também conta com sistema multimídia EasyLink de 8” com conexão sem fios, vidros e retrovisores elétricos, computador de bordo, sensor de ré, faróis de neblina, barras de teto funcionais, apoio de braço para o motorista, retrovisores e maçanetas em preto brilhante e para-choque na cor da carroceria.

Renault Duster Oroch. Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem / Renault

Em termos de segurança a picape da Renault tem Controle de Estabilidade (ESP), Controle de Tração (TCS), Assistente de Partida em Rampas (HSA), Sistema Anti-Capotamento (RMI), e freios ABS com BAS (Brake Assist System).

A capacidade de carga total do veículo é de até 680 quilos.

Preço Renault Oroch Iconic – R$ 127.800,00

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Renault Scènic E-Tech é eleita “Carro do Ano”

Lançado na Europa em 1996 e no Brasil em 1998, a Renault Scènic foi um das minivans mais vendidas em todo o mundo e criou uma tendência. Agora na sua quinta geração e 100% elétrica (lamentavelmente não está á venda no Brasil), o monovolume ganha o título mundial de “Carro do Ano”.

Na primeira votação, em novembro passado, o Scènic havia se classificado entre os sete modelos finalistas: BMW Série 5, BYD Seal, Kia EV9, Peugeot E-3008/3008, Renault Scènic, Toyota C-HR e Volvo EX30.

O vencedor do troféu foi eleito pelos votos de 58 jornalistas automotivos de 22 países. O Scenic conquistou a primeira posição, com 329 pontos. Ele se tornou o sétimo veículo da marca a receber o prestigioso título de “Carro do Ano”: Renault 16 (1966), Renault 9 (1982), Clio (1991), Scenic (1997), Megane (2003) e Clio (2006).

“Para todas as equipes do grupo e da marca Renault, conquistar a prestigiosa premiação “Carro do Ano” é motivo de um grande orgulho”. Fabrice Cambolive, CEO da marca Renault.

A Scènic E-Tech 100% elétrica oferece uma autonomia de até 625 km e muita tecnologia embarcada.

 

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Coluna Fernando Calmon — Kardian conta com preço e conjunto moderno entre SUVs compactos

Coluna Fernando Calmon nº 1.189 —20/2/2024

 

Kardian conta com preço e conjunto moderno entre SUVs compactos

Lançamento oficial será no começo de março, quando se poderá avaliar o carro de perto, sentir como será seu comportamento dinâmico e desempenho do conjunto motor-câmbio. Nas concessionárias as entregas começarão em 19 de março. Mas desde já a Renault apresentou numa live estática, no começo desta semana, tudo sobre o Kardian.

Trata-se de um SUV compacto de clara derivação de hatch, porém com arquitetura e mecânica totalmente novas. Traz para o Brasil a plataforma CMF-B que dá origem a vários Renaults na Europa e estará também em outros produtos do grupo francês na Turquia, Marrocos e Índia. Aqui, além de abrir outras frentes por meio de um futuro SUV médio para preencher a vaga do Captur, entrará numa faixa do mercado nacional bastante disputada e rentável.

O Kardian tem 2.604 mm de entre-eixos, 4.119 mm de comprimento, 1.773 mm de largura, 1.544 mm de altura e massa em ordem de marcha de 1.190 kg. Porta-malas ótimo de 410 litros e tanque de combustível de 50 litros para bom alcance urbano e rodoviário.

Destaques de estilo para a grade do radiador, teto e rodas bitom de até 17 pol. nas versões mais caras, rack de teto (pode ser reposicionado transversalmente) e conjuntos óticos dianteiro e traseiro. No interior, uma nítida evolução com painel moderno, tela multimídia de 8 pol., Android Auto, Apple CarPlay (espelhamento sem fio), carregador de celular por indução (só na versão mais cara), um volumoso console central e freio de estacionamento eletromecânico.

A Renault, além dos seis airbags, ainda avançou nos sistemas eletrônicos de assistência ao motorista para o Kardian. São 13 no total com destaques para alertas de colisão frontal, distância segura, ponto cego, frenagem autônoma de emergência e câmera multivisão. Volante novo tem regulagens de altura/distância e alavanca de câmbio, sem cabo físico, do tipo joystick.

Trem de força é totalmente novo e um dos seus pontos mais fortes. Motor flex 1-litro turbo, de 125 cv e o maior torque nesta cilindrada (22,4 kgf·m). Já a caixa de câmbio automatizada de dupla embreagem e seis marchas garante sempre mais prazer. Não há previsão de uso de motor de aspiração natural nem de câmbio manual, salvo para exportações.

Do ponto de vista dimensional, o Kardian se aproxima mais do Pulse, C4 Cactus, Renegade e até do Nivus (maior em comprimento, menor em entre-eixos). São três as versões em pré-venda com preço de lançamento: Evolution, R$ 112.790; Techno, R$ 122.990 e Première edition, R$ 132.790.

EUA, Europa e Brasil: cenário confuso para elétricos

Embora os veículos elétricos a bateria (VEB) tenham alcançado 8% do mercado americano em 2023, permanecem informações de que a expansão continua, porém, o ritmo já é bem menor. Há sinais controversos sobre as estatísticas e algumas fontes apontam para estagnação nas vendas ou mesmo leve diminuição em 2024.

De modo surpreendente, o governo dos EUA mudou de ideia e em breve anunciará uma revisão das metas, segundo a agência de notícias Reuters. A exigência inicial era de que 60% da produção em 2027 fosse de VEB e 67% até 2032 para cumprir regras de emissões mais rigorosas. O que se prevê é baixar o objetivo para 40% ou 50%, em 2030, a pedido da GM, Ford, Stellantis, Toyota e Volkswagen ao argumentarem sobre dificuldades à frente.

Está em curso uma redução generalizada de preço dos VEB, inclusive por parte da Tesla que lidera com folga esse mercado. Mas para ser sustentável deve-se esperar que o preço do lítio continue a cair. Também há grande procura por fontes de grafite para os anodos das baterias, depois de a China cortar suas exportações desse material, após os EUA trancarem as portas para elétricos chineses ao impor tarifas elevadas.

No Reino Unido há multas pesadas para fabricantes que não cumprirem exigências ainda mais restritas que as dos EUA, principalmente para os próximos dois anos. Mas a JLR (atual nome da Jaguar Land Rover) anunciou que lançará novos híbridos plugáveis (PHEV) para atender à recente forte demanda e atrasaria alguns modelos BEVs. A Volvo, ao contrário, afirma que em 2030 só produzirá BEVs, descartando a produção de PHEV até lá. Conseguirá?

Já é quase certo que veículos a combustão poderão continuar à venda na Alemanha, desde que usem gasolina sintética. Como peso do país (maior mercado do bloco) dentro da União Europeia é muito grande e a Itália já sinalizou apoio, não se descarta mudar a meta para 2035, que vai impor comercialização apenas de VEB daquele ano em diante. Prevê-se queda de 14% nas vendas de VEBs, em 2024, com o fim dos subsídios alemães.

No Brasil, o mês passado apontou súbito volume de vendas de elétricos, puxado pela BYD e especificamente o Dolphin. No entanto, a marca chinesa acelerou as importações no quarto trimestre de 2023 para se blindar do imposto de importação, reiniciado de forma escalonada em 1º de janeiro último. Sua maciça campanha publicitária pela TV nos últimos meses continua, em fevereiro, mantendo o clássico apelo “compre antes do aumento”. Só em abril o cenário aqui estará mais claro.

Uma fera para acelerar: Mustang Mach-E GT Performance

Uma das características dos motores elétricos é a entrega quase instantânea de potência e torque às rodas. No caso do Mustang Mach-E GT Performance as costas e a cabeça do motorista (e dos passageiros) colam no banco de forma impressionante. Afinal, são dois motores, um para cada eixo, totalizando 487 cv e 87,7 kgf·m. Mesmo com uma massa total de 2.278 kg e aceleração de 0 a 100 km/h em 3,7 s, o que chama atenção em particular é a “pancada” inicial ao retirar o SUV cupê de quatro portas da inércia.

As linhas, obviamente, não são tão harmoniosas como as do Mustang tradicional, um cupê de duas portas. Entretanto, o grande teto solar fixo e as maçanetas com botões discretos para abertura elétrica das portas destacam-se, além do coeficiente aerodinâmico (Cx) 0,29. Outra vantagem: dois portas malas, o dianteiro de 140 litros (abriga cabo e recarregador portátil de 7 kW AC) e o traseiro, 402 litros. O interior bastante amplo reflete a generosa distância entre eixos de 2.984 mm, o que garante confortável espaço para cinco ocupantes.

Acabamento interno de alto nível só é ofuscado pela enorme tela multimídia vertical de 15,5 pol., fácil de operar e com o indispensável botão giratório para volume e regulagem da temperatura do ar-condicionado. Além do GPS nativo, há espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay com carregador por indução.

Vem do México, sem imposto de importação, por R$ 486.000.

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Novo Renault Kardian já está á venda pela internet

O produto mais importante dos últimos anos da Renault do Brasil, o SUV Kardian, começou a ser produzido ontem no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais – PR. A planta fabril é a primeira do mundo a produzir o modelo do segmento B, que inaugura uma nova plataforma, um novo motor 1,0 litro turbo flex e uma nova caixa de câmbio automático de dupla embreagem.

A Renault também iniciou nesta semana a pré-venda do Kardian. Os pedidos podem ser feitos no site prevenda.kardian.renault.com.br/r-pass comprando o R Pass no valor de R$ 1.000. Com isso, o cliente reservava os primeiros exemplares do SUV e a entrega prioritária, além de um preço menor. O carro será entregue a partir do final de março.

Na pré-venda estão disponíveis as três versões de acabamento: evolution, techno e première-edition, com preços a partir de R$ 112.790.

 

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Fiat Pulse Impetus é competente e muito confortável

Lançado no final de 2021, o Fiat Pulse ganhou ao longo destes quase três anos várias atualizações, mas mantém o design moderno e agradável, que o tornou um sucesso de vendas. Desde a sua chegada ao mercado, o Pulse já emplacou mais de 100 mil unidades. Tendo como principais concorrentes o Hyundai Creta, Renault Duster e o líder no segmento, o Volkswagen T-Cross, o Pulse é produzido Polo Automotivo de Betim, em MG.

Na dianteira, na ampla grade preta, tem amplas aberturas de ventilação do motor e para os faróis de LED com frisos cromados de ponta a ponta. Abaixo, os faróis de milha estão também em duas aberturas. A frente alta dá um ar de imponência ao modelo.

A suspensão elevada e os arcos dos para-lamas com acabamentos em plástico preto dão um tom de aventura no SUV da marca italiana. As bonitas rodas de liga leve são de 17 polegadas.

Já na traseira chamam à atenção as lanternas finas e estilizadas em LED, que se encaixam perfeitamente com o design da tampa do porta-malas. Por falar em porta-malas, ele acomoda 370 litros de bagagem, passando para 1.238 litros com os bancos traseiros rebatidos.As duas falsas saídas do escapamento dão um ar esportivo ao SUV.

As dimensões do Pulse são apenas um pouco maior que as do Argo, mas garantem um bom espaço interno, graças ao bom entre-eixos de 2,53 metros.

No interior, motorista e passageiros encontram muito conforto nos bancos em couro sintético com costura aparente. Os materiais são de muito bom gosto e de ótimo material. O espaço atrás acomoda com conforto dois passageiros. Na frente, os dois ocupantes também não têm do que reclamar. A posição de dirigir é confortável graças, principalmente, ás várias regulagens do banco e do volante.

Em termos de tecnologia, o modelo testado vem com central multimídia com tela de 10,1″ touchscreen com Apple Car Play e Android Auto, que permite uma infinidade opções que deixam o carro bem ao gosto dos passageiros.

Andando o Pulse Impetus transmite muita segurança ao motorista. A estabilidade é muito boa. Graças ao motor flex de 1,0 litro, turbo, de 130 cavalos de potência a 5.750 rpm e torque de 20,4 mkgf, o modelo atinge 189 quilômetros por hora e acelera de 0 a 100 quilômetros por hora em 9,5 segundos.  O consmo poderia ser melhor. Na cidade, com etanol, o modelo consome 6,9 km/l e 10,1 na estrada. Já com gasolina, o Pulse “bebe” na estrada 12,4 km/l e na cidade 8,7  km/l.

As retomadas garantem tranquilidade, por exemplo, numa ultrapassagem. Apesar de ter uma transmissão “automática” CVT, que simula sete velocidades, e forma com o motor um conjunto harmonioso. No Impetus existe a opção de fazer as trocas manualmente através das aletas (paddles shifts) atrás do volante.

Bem equipado 

O Fiat Pulse Impetus, que é aversão versão topo de linha, está equipado com câmera traseira, sensor de estacionamento dianteiro, Gear Shift Indicator (Indicador de troca de marcha), retrovisores externos com rebatimento elétrico, ar-condicionado automático digital, piloto automático (Cruise Control), hill Holder (sistema ativo freio com controle eletrônico que auxilia nas arrancadas do veículo em subida), ADAS: AEB (Frenagem autônoma de emergência), LDW (Alerta de mudança involuntária de faixa) e AHB (Comutação automática de farol alto) e ASR (Controle eletrônico de tração).

Fiat Pulse Impetus Turbo 200 AT – R$ 133.490,00

 

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Kwid, Stepway, Logan e Oroch ganham novidades em 2024

Prestes a lançar o SUV Kardian que vai renovar sua história no Brasil, a Renault promove atualizações em seus produtos nacionais. O Kwid, Stepway, Logan e Oroch 2024 ganharam novos equipamentos de segurança e comodidade.

O Kwid agora conta com comando de regulagem de altura do farol, indicador de direção lateral e abertura do porta-malas com acionamento elétrico por botão na tampa no porta-malas em todas as versões. Desde o seu lançamento, em 2017, o compacto vem com quatro airbags de série.

Já o “aventureiro” Stepway 1,0 e o Logan passam, de série, a ter comando de regulagem de altura do farol, indicador de direção lateral e sistema de controle de estabilidade (ESP).

E a picape Oroch também ganha comando de regulagem de altura do farol em todas as versões.

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Coluna Fernando Calmon — Polo, nos compactos e Seal entre sedãs grandes destacaram-se em 2023

Coluna Fernando Calmon nº 1.284 — 16/1/2024

Polo, nos compactos e Seal entre sedãs
grandes destacaram-se em 2023

Algumas surpresas marcaram o mercado de automóveis e comerciais leves em 2023. Pelo menos uma delas se trata da repetição de um cenário interessante. Pelo terceiro ano consecutivo uma picape, a Fiat Strada, foi o modelo mais vendido. Claro que uma picape de cabine dupla e quatro portas é um produto que paga menos imposto, sem ficar tão distante de um SUV no uso diário. Somada as versões direcionadas ao transporte de bens levou a uma posição de mercado que ninguém imaginava desde seu lançamento em 1998.

Esse resultado elevou o segmento de picapes pequenas de 7,5% para 9,6% do total de 16 em que a coluna divide o mercado brasileiro. Os 2,1 pontos percentuais extras foram a maior expansão ocorrida no ano passado e com apenas quatro modelos (Strada, Saveiro, Montana e Duster). Híbridos vieram em seguida (2,1% para 3,4%) e os elétricos em terceiro (0,4% para 0,8%).

Outra conquista foi do Polo que pela primeira vez assumiu a posição de automóvel de passageiros mais vendido no Brasil, depois de 21 anos de mercado (lançado em 2002). Desbancou o Onix que dominava entres os hatches compactos, o mais concorrido em volume e com 10 modelos de 10 fabricantes.

Mais um fato inédito: uma marca chinesa, BYD, liderou com o Seal entre sedãs grandes. Mas não foi o primeiro elétrico a conquistar essa posição em um nicho, pois o Taycan teve a primazia em 2021. Já o também chinês Dolphin, líder folgado entre os elétricos, é um hatch de porte médio, tipo de carroceria atualmente sem representatividade no Brasil.

O T-Cross continuou como SUV mais vendido, porém com o Tracker quase empatado. A posição de domínio mais absoluto – 80% das vendas entre sedãs médio-compactos – foi mantida pelo Corolla.

Ranking da coluna tem critérios próprios e técnicos com classificação por silhuetas. Referência principal é distância entre eixos, além de outros parâmetros. Sedãs de topo (baixo volume) e monovolumes (oferta reduzida) ficam de fora. Base de pesquisa é o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). Citados apenas os modelos mais representativos (mínimo de dois) e de maior importância dentro do segmento. Compilação de Paulo Garbossa, da consultoria ADK.

Hatch subcompacto: Mobi, 53%; Kwid, 46%. Sem alteração.

Hatch compacto: Polo, 24%; Onix, 22%; HB20/X, 19%; Argo, 14%; 208, 6%; C3, 5,6%; Yaris, 5% ; City, 2,33%; Stepway, 1,7%. Polo, novo líder.

Sedã compacto: Onix Plus, 32%; Cronos, 22%; HB20S, 13%; Virtus, 12%; Yaris, 9%; City, 5%; Versa, 4%; Logan, 2%. Sobe pressão sobre Onix Plus.

Sedã médio-compacto: Corolla, 80%; Sentra, 8%; Jetta, 4%. Corolla disparado na frente.

Sedã médio-grande: BMW Série 3/4, 69%; Mercedes Classe C, 12%; Audi A5/S5/RS5, 8%. Ampla folga dos BMW.

Sedã grande: Seal, 49%; Panamera, 24%; Taycan, 15%. Elétrico Seal chegou e venceu.

Esportivo: BMW M3/M4, 44%; Mustang, 38%; BMW M2, 7%. BMW recupera liderança.

Esporte: 911, 56%; 718 Boxster/Cayman, 27%; F-Type, 5%. Firmíssimo território Porsche.

SUV compacto: T-Cross, 13%; Tracker, 12,2%; Creta, 12,1%; Nivus, 10%; Kicks, 9%; HR-V, 8,8%; Renegade, 8,7%; Pulse, 8,4%;  Fastback, 7%; Duster, 5%; Tiggo 5x, 3%. Liderança apertada do T-Cross.

SUV médio-compacto: Compass, 42%; Corolla Cross, 30%; Taos, 11%. Compass mantém posição.

SUV médio-grande: Commander, 22%, SW4, 18%; H6, 12%. Líder com menos folga.

SUV grande: BMW X5/X6, 23%; Cayenne, 16%; XC90, 13%. BMW volta a liderar.

Picape pequena: Strada, 57%; Saveiro, 22%; Montana, 14%. Strada inabalável.

Picape média (carga 1.000 kg): Toro, 27%; Hilux, 24%; S10, 14%. Mais aperto para a Toro.

Híbridos: Corolla Cross, 16%; H6, 14%; Corolla, 11%. Liderança mais apertada.

Elétricos: Dolphin, 38%; C40/XC40, 15%; Yuan Plus, 10%. Novo dono da situação.

Megane E-Tech, elétrico bom de guiar e bem equipado

A Renault mostrou grande evolução em um produto elétrico, depois do início bastante limitado com o Zoe em 2018. Megane E-Tech é um crossover, que lembra em alguns pontos um SUV. O conjunto ótico dianteiro agrada com faróis altos, baixos e de neblina em bloco único, além do formato chamativo das luzes de rodagem diurna (DRL). Rodas de 18 pol., maçanetas embutidas (as traseiras, nas colunas) e o perfil inspirado em cupês formam seu melhor ângulo. Na traseira as lanternas unem-se de um lado ao outro com piscas progressivos. Bom porta-malas de 440 litros, porém sem abertura automática.

No interior a alavanca de seleção de marchas fica no lado direito da coluna de direção. Interessantes as duas saídas do ar-condicionado verticais, uma delas separando o quadro de instrumentos da central multimídia de 9 pol. com Android Auto e AppleCarPlay pareados sem fio e carregamento do celular por indução. Há quatro saídas USB-C. O confortável banco do motorista não dispõe de regulagem elétrica. Quem vai atrás tem bom espaço graças ao assoalho plano e à boa distância entre eixos de 2.685 mm.

Em uma semana deu para sentir que o E-Tech desempenha muito bem, tanto em estrada quanto na cidade. Tração é dianteira. Motor de 220 cv e 30,6 kgf·m está bem dimensionado para uma massa total de 1.680 kg. Aceleração de 0 a 100 km/h em 7,4 s e velocidade máxima de 160 km/h. Permite administrar a intensidade de regeneração para recarga da bateria de 60 kW·h por meio de duas alavancas atrás do volante. Muito bom o sistema de alerta a pedestres e ciclistas sobre a presença do carro, em três níveis de intensidade. Silêncio a bordo impressiona mais que em outros elétricos.

Pacote de segurança ativa inclui frenagem autônoma de emergência também em manobras de estacionamento tanto na frente quanto na traseira. Alcance médio pelo padrão Inmetro é de 337 km. Durante o uso em cidade chega perto de 400 km pelo indicador no painel. Na estrada, mantendo 120 km/h constantes, inclusive em subidas de pouca inclinação, roda em torno de 280 km.

Esclarecimento sobre importação de linhas de produção usadas

O programa governamental recém-lançado Mover – Mobilidade Verde e Inovação – ainda exigirá uma série de medidas complementares ao longo de 2024, mas nada referente à importação de linhas de produção usadas como foi interpretado erroneamente em publicação na internet. Na realidade a legislação brasileira continua a proibir esse tipo de procedimento.

Entretanto, há comentários de bastidores que em um futuro ainda não previsível é natural que a produção de veículos com motores a combustão tenda a diminuir na Europa e em outros mercados de alto poder aquisitivo. Isso ocorrerá na medida em que a produção de veículos elétricos suba ao ponto de tornar-se antieconômica a fabricação simultânea de motores a combustão.

Dessa forma, especula-se que o Brasil poderia assumir essa produção de motores tradicionais sob escala competitiva para exportação. De que maneira isso seria feito e a partir de quando ainda não há a menor ideia. É algo cogitado apenas em conversas informais de bastidores.

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Renault atualiza o Duster e lança mais duas versões

Lançado no Brasil em 2011 e renovado em 2020, o Renault Duster é um sucesso de vendas desde o seu lançamento. Agora, a marca francesa faz uma atualização do seu SUV, e lança duas novas versões: Intense Plus e Iconic Plus. O modelo teve mudanças no design, equipamentos inéditos e mais tecnologias de segurança.

Com motorizações 1,6 litro (120 cavalos) aspirado com transmissões manual ou CVT e 1,3 litro (170 cavalos) turbo CVT, o Duster incorporou aprimoramentos de série em todas as versões. Na dianteira, o SUV traz novos faróis em LED e grade renovada com acabamento em preto brilhante. Já na traseira, o modelo recebeu novas lanternas em LED.

Internamente, todas as versões trazem um novo console elevado, substituindo o antigo descansa braço, além de novo grafismo para o quadro de instrumentos, e duas entradas USB adicionais traseiras, totalizando quatro conexões para dispositivos eletrônicos, três do tipo C e uma do tipo A.

Outra importante novidade no Duster é a adoção de seis airbags (frontais, laterais e do tipo cortina), de série em todas as versões.As versões Iconic Plus (equipadas com os motores 1.6 SCe flex e turbo TCe 1.3 flex), receberam ainda mais novidades. No design, além das mudanças comuns à todas as versões, trazem novas barras de teto e skis frontal e traseiro na cor Cinza Megalith, retrovisores externos em preto brilhante, com acabamento em laranja e novas rodas de liga leve de 17 polegadas, modelo Tergan, com verniz fumê.

As versões Iconic Plus trazem ainda novas padronagens para os bancos e painel, com detalhes em laranja, e tecnologias inéditas no SUV como sensor de chuva e o carregador por indução.

O Duster Iconic Plus 1.3 TCe CVT pode ser equipado com o Pack Outsider, que complementa o visual do SUV com faróis auxiliares no para-choque dianteiro – com molduras na cor Cinza Megalith e novos frisos laterais com detalhes em laranja.

Internamente, o SUV francês vem com um novo painel de instrumentos e central multimídia Display Link de 8”. Com conectividade wireless, sem precisar de cabos, possibilita o espelhamento de smarphones por meio das tecnologias Android Auto e Apple CarPlay.

Para quem quer usar o modelo no off-road, a Renault aumentou os ângulos de entrada (30°) e saída (34°5’) e a altura do solo (237 mm).

Versões e preços

Intense Plus 1.6 SCe manual R$ 122.290,00
Intense Plus 1.6 SCe CVT R$ 131.190,00
Iconic Plus 1.6 SCe CVT XTRONIC R$ 139.890,00
Iconic Plus turbo TCe 1.3 CVT R$ 153.890,00

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Coluna Fernando Calmon — “Lei seca” completa 15 anos com debate pela internet

Coluna Fernando Calmon nº 1.280 — 5/12/23 

“Lei seca” completa 15 anos com debate pela internet

A chamada “Lei Seca”, que reduziu a praticamente nada a quantidade de bebida alcoólica que pode ser ingerida, antes de o motorista assumir o volante, completou 15 anos em junho último e os resultados apareceram na forma de diminuição do número de acidentes fatais.

O Brasil não está sozinho nessa restrição. Entres os países com maior índice de motorização o Japão é um exemplo. Mas há outros, sem contar aqueles que já proíbem por motivos religiosos: Eslováquia, Hungria, Marrocos, República Tcheca, Romênia, Paraguai e Uruguai. No entanto, os demais países toleram diferentes índices de alcoolemia.

O Observatório Nacional de Segurança Veicular organizou um webinar sobre o assunto, no final de novembro. Entre as propostas apresentadas está a de transformar em crime continuar conduzindo com a habilitação suspensa ou cassada ao ser reprovado no teste do bafômetro ou etilômetro.

As infrações anotadas, a partir de 2017, por quem rejeita a se submeter ao etilômetro já somam 1,5 milhão, superando em 50% aquelas pela reprovação por meio deste aparelho. Isso ocorre porque o artigo 165-A do CTB reconhece indiretamente que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo, estabelecendo apenas uma pesada multa adicional em razão da recusa.

Trata-se de um ponto polêmico, pois em outros países as punições levam até à prisão em flagrante para quem passa dos limites de alcoolemia estabelecidos por lei.

Também se discutiu a pouca efetividade das fiscalizações no interior dos Estados, hoje concentradas nas capitais. Um levantamento da Secretaria Nacional de Trânsito reforça que as infrações por alcoolemia são em maior número às sextas-feiras (13,6%), sábados (27,7%) e domingos (30,6%). A maior parte (70%) ocorre entre 18h e 6h, com um pico entre 23h e meia-noite.

Espaçoso Citroën C3 Aircross oferece 5 e 7 lugares

Em um mercado com grande oferta de SUVs no segmento B a Citroën precisava inovar. Na faixa de compactos a opção de sete lugares é inédita e o único concorrente indireto, o monovolume Spin, tem distância entre eixos menor (2.620 mm contra 2.675 mm do modelo francês). O C3 Aircross exibe um visual moderno com destaque para as lanternas traseiras, um perfil arrojado e rodas de 16 ou 17 pol.

O espaço interno o coloca no mesmo nível dos principais concorrentes graças ao generoso entre-eixos, embora a vantagem para o Duster, por exemplo, seja de ínfimos 2 mm. Em relação ao C3 os 63 mm a mais na largura garantem conforto para cinco ocupantes, inclusive nas dimensões de acesso ao banco traseiro. A terceira fileira proporciona espaço razoável somente para crianças na faixa de até 12 anos.

Porta-malas de 493 litros é o maior do segmento (Duster, 473 litros), mas sobram apenas 40 litros se houver sete ocupantes. Os dois bancos da terceira fila são fáceis de retirar e relativamente leves. Destaque para o sistema de climatização no teto para os cinco passageiros que sentam atrás. A versão de sete lugares atrasou e só estará disponível em meados do primeiro trimestre de 2024.

No interior o acabamento é um pouco melhor que o C3, volante continua sem regulagem em distância e interruptores dos vidros permanecem estranhamente no console. Bem adequados ao projeto são o motor 1-litro turbo, 125 cv (G)/130 cv (E), 20,4 kgf·m e o câmbio automático CVT de sete marchas.

Durante a avaliação na Praia do Forte, a 60 km de Salvador (BA), o C3 Aircross mostrou bom comportamento direcional, além de estabilidade e freios dentro da média do segmento que tem nada menos de 15 competidores, incluindo pseudo-SUVs.

Preços: R$ 109.990 a 129.990. Versões de sete lugares deverão acrescentar de R$ 8.000 a R$ 10.000.

Renault amplia investimentos e anuncia novo SUV

Além do Kardian, um SUV compacto cuja pré-série já se iniciou na fábrica paranaense de São José dos Pinhais para lançamento em março de 2024, a Renault confirmou investimento de mais R$ 2 bilhões em oito novos produtos no Brasil até 2027. O primeiro, um SUV inédito, enquadra-se no segmento C, maior que o Kardian, sem versão de sete lugares e no estilo tradicional (nada de SUV cupê), porém certamente terá uma versão híbrida flex.

A Renault juntou-se à GM, GWM, Toyota e VW para protestar contra a segunda renovação do regime de incentivos fiscais até 2032 para fabricantes instalados no Nordeste e Centro Oeste, o que desequilibraria as condições competitivas no mercado brasileiro.

Outro posicionamento da marca francesa é a continuidade no desenvolvimento de motores a combustão interna (MCI) e versões híbridas. Para isso a matriz criou duas divisões independentes: Horse (MCI) e Ampère (elétricos). A empresa prevê que em 2040 metade das vendas de carros no mundo ainda serão de MCI, híbridos plenos e híbridos plugáveis.

Dolphin é o Carro do Ano 2024 da revista Autoesporte

A mais tradicional iniciativa de eleger os principais lançamentos do mercado teve início em 1965/66 com a revista Mecânica Popular, da Efecê Editora. Depois migrou para outra revista da mesma empresa, a Autoesporte, posteriormente vendida para a Editora Globo. E pela primeira vez o júri de jornalistas da revista e de convidados elegeram um carro elétrico, o BYD Dolphin. Nesta 57ª edição os outros vencedores foram: BMW X1 (Premium), BMW i7 (Superpremium), Porsche 911 GT3 RS (Esportivo), Ranger (Picape), F-150 (Picape premium), GWM (motor até 2 litros) e BMW (motor acima de 2 litros).

Quando avaliei o Dolphin, algumas semanas atrás, o que mais impressionou foi o espaço interno. Isso pela distância entre eixos de nada menos que 2.700 mm (como referência o Omega lançado em 1992 e considerado um sedã grande à época, tinha entre-eixos de 2.730 mm). Quem senta atrás conta com nível de conforto fora do comum, ajudado com o assoalho plano. E na altura 99 mm a mais garantem ao modelo chinês uma atmosfera interna superior aos outros hatches compactos. E no comprimento é apenas 50 mm maior do que um Polo.

Bancos são macios, painel tem soluções criativas, acabamento e materiais também de qualidade superior. O quadro de instrumentos, uma pequena tela de apenas 5,3 pol., contrasta com a tela de multimídia giratória do 12,8 pol. Nesta há espelhamento apenas Apple CarPlay, mas Android Auto, segundo a BYD, “chegará em breve”. A seleção de marcha à frente e ré fica num cilindro no meio do painel em posição pouco prática.

Motor de apenas 95 cv e 18,4 kgf·m para deslocar uma massa de 1.405 kg fica longe de empolgar como outros elétricos. Aceleração declarada de 0 a 100 km/h em 10,9 s não se confirmou. Com cronômetro de pulso só consegui 12,2 s, usando o velocímetro do GPS do telefone. Alcance médio registrado ficou em torno dos 300 quilômetros. Realmente desagradável, no para e anda do trânsito, é o ruído para advertir pedestres abaixo de 25 km/h que vaza para a cabine e, claro, não pode ser desligado.

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