Polo

Volkswagen Polo é o modelo mais vendido no mercado nacional

Com uma diferença de pouco mais de mil unidades, o Volkswagen Polo é novamente o veículo mais vendido do Brasil. A Fiat Strada foi por muitos meses o modelo mais vendido do mercado nacional e perdeu a liderança para o concorrente em abril e maio de 2025.

O hatchback vendeu 12.911 unidades contra 11.854 exemplares da picape. Em abril, o Polo teve 10.932 unidades emplacadas e a Fiat Strada 10.077 unidades.

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VW Tera chega com muita tecnologia, bom acabamento e um belo design

O Fiat Pulse, Citroen Basalt e o Renault Kardian ganharam um concorrente de muito peso: o Volkswagen Tera. O novo suv pequeno da Volkswagen surpreende pelo design elegante e moderno, bom acabamento e muita tecnologia.  Embarcada. Desenvolvido no Brasil e fabricado em Taubaté (SP), o modelo, disponível em quatro versões, será comercializado em pelo menos 20 países, em dois continentes.

“Consideramos esse carro como um produto que nasce com a responsabilidade de se tornar um novo ícone da marca e um dos carros mais vendidos do mercado brasileiro. Assim como o Fusca, que vendeu 3 milhões de unidades no País e o Gol, líder de vendas por 27 anos e com mais de 7 milhões de unidades vendidas, o Tera tem tudo para seguir a mesma rota de sucesso dos seus antepassados”, afirmou Ciro Possobom, presidente & CEO da Volkswagen do Brasil.

Diferenciado

Com dimensões generosas para um modelo de entrada, o Tera tem 4,15 m de comprimento e entre-eixos 2.566 mm o que proporciona um bom espaço interno para os passageiros da frente e de trás. O porta-malas comporta 350 litros com todos os bancos na posição normal.

As quatro versões, 1.0 MPI manual, 1.0 TSI manual, Comfort 1.0 TSI automática, High 1.0 TSI, e High com pack Outfit The Town, têm um acabamento muito bom, ainda mais se levando em conta o segmento onde o Tera vai atuar.

Na dianteira, o Tera conta uma assinatura do DRL exclusiva e com iluminação fracionada. Já as lanternas traseiras são interligadas e contam com uma iluminação “click-clack”. Além da luz de presença, ao ser acionado o freio, luzes diferenciadas e com outras formas acendem, semelhantes ao Passat e Tiguan vendidos na Europa. Um detalhe muito criativo e que diferencia o modelo.

Na lateral, o modelo tem vincos muito elegantes e linhas encorpadas, com destaque para a última coluna da carroceria. As rodas, que podem variar dependendo da versão, vão 15 e até 17 polegadas e nas versões mais sofisticadas são de liga leve com acabamento diamantado. A versão High com o pacote opcional Outfit, o modelo pode vir com duas cores.

Já dentro o Tera tem um design totalmente novo, com texturas e acabamentos muito bons e bem cuidados. Vale destacar que, todo o interior, traz uma sofisticação semelhante a modelo superiores. Os bancos dianteiros são extremamente confortáveis e bonitos.

Outro destaque do novo carro é a central multimídia VW Play Connect de 10 polegadas. Já o painel digital de instrumentos de 10,25 polegadas (as versões de entrada o painel é digital, mas de 8 polegadas) tem bonita visualização e muita informação para o motorista. O volante multifuncional tem design bonito e ótima empunhadura.



Motores

O novo Tera chega com duas motorizações: 1,0, aspirado com 84 cavalos e 1,0 litro turbo com 116 cavalos. A versão aspirada é equipada com o câmbio manual de cinco marchas, transmissão também disponível na versão TSI. Já nas versões Comfort e High, a transmissão é automática de seis marchas. Os dois competentes motores já são utilizados em outros modelos da marca.

Segurança

Todas as versões do novo suv são equipadas com seis airbags (dois frontais, dois laterais nos bancos dianteiros e dois de cortina), frenagem autônoma de emergência (AEB) com proteção de pedestres, controle eletrônico de estabilidade (ESC) e tração (ASR), bloqueio eletrônico de diferencial (EDS), sistema de detecção de fadiga do motorista e sistema de controle de perda de pressão dos pneus. Para as versões Comfort e High, o Controle de Cruzeiro Adaptativo (ACC) também é item de série.

O pacote ADAS entrega ainda mais recursos de segurança na versão High, com o assistente ativo de mudança de faixa (Lane Assist), câmera multifuncional e detector de ponto cego com assistente de saída de vaga.

Além dos equipamentos de segurança e conectividade, o modelo tem direção elétrica com ajuste de altura e profundidade em todas as configurações, assim como ar-condicionado, piloto automático, banco do motorista com ajuste milimétrico de altura, computador de bordo, painel de instrumentos digital, sensores de estacionamento traseiro e portas USB na dianteira, com duas saídas, e o assistente de partida em rampas (HHC – Hill Hold Control).

Inovador

O modelo inaugura a primeira Inteligência Artificial desenvolvida por uma fabricante de automóveis no Brasil. O Otto, como é chamado o sistema, foi desenvolvido no Brasil pelo VW Tech. O projeto também contou com a parceria da Accenture Brasil.

Com a IA generativa, o SUV integrado ao app Meu VW 2.0 oferece uma nova forma de dirigir e se conectar. Nativo no aplicativo do celular com espelhamento no VW Play Connect, o Otto traz inovação e será capaz de produzir respostas generativas. Trocando em miúdos: ele utiliza uma LLM (large language model – grandes modelos de linguagem) e agrega dados e funções da Volkswagen. Escuta, compreende e evolui de acordo com os comandos que recebe para oferecer uma experiência personalizada para cada cliente Volkswagen. Basta chamar usando a frase “Fala, Otto!” e ele te atende.

O Otto será o companheiro no dia a dia do proprietário do Tera. Ele tem funcionalidades que compreendem os dados do seu veículo conectado, traz dados de autonomia, manutenções, sabe sobre a saúde do veículo, entre outras coisas. Além disso, as consultas do manual cognitivo passam a ser generativas, trazendo o resumo de rápido acesso junto de imagens das páginas onde se encontram as informações na tela do app.

A Otto vem integrado com aplicativos de navegação como Waze, Google Maps e Apple Mapas e responderá perguntas abertas da internet.

Preços
Volkswagen Tera
1.0 MPI manual R$ 99.990,00
1.0 TSI manual R$ 116.990,00
Comfort 1.0 TSI aut. R$ 126.990,00
High Aut. 1.0 TSI R$ 139.990
High Aut. com pack Outfit The Town R$ 142.290,00

 

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Volkswagen Polo ultrapassa a Fiat Strada e é o mais vendido

Depois de ser líder de vendas no mercado nacional por muitos meses, a Fiat Strada perdeu o posto para o Volkswagen Polo no mês de abril. A Fiat continua sendo a líder no acumulado entre as fabricantes.

O VW Polo teve 10.932 unidades emplacadas, enquanto a Strada ficou próxima com 10.076. Em terceiro lugar aparece o Fiat Argo com 8.444 unidades vendidas.

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Vitória-ES é o quarto porto utilizado no Brasil pela Volkswagen

A Volkswagen do Brasil já está utilizando o Porto de Vitória, no Espírito Santo, para suas importações. Este é o quarto porto que a marca alemã usa para suas operações. As atividades em Vitória teve início com a importação de 32 unidades do SUVW Taos vindas da fábrica da Volkswagen em General Pacheco, na Argentina. O próximo desembarque está previsto para maio, também do modelo Taos.

Em 2024, a Volkswagen do Brasil importou 33.597 unidades, que representam crescimento de 22% em relação ao volume importado em 2023 (27.530). A Argentina é o principal parceiro e representou 86% das importações da Volkswagen do Brasil em 2024, com o SUVW Taos (21.594 unidades) e a picape Amarok (7.386), ambos fabricados em General Pacheco. Os demais modelos importados vieram de Puebla, no México: o sedã Jetta GLI (2.633) e o SUVW Tiguan Allpace (1.984).

Além disso, a chegada dos veículos pelo Espírito Santo traz impactos positivos à estratégia logística nacional da marca, reduzindo a necessidade de longos trajetos terrestres para Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e sul da Bahia.
A Volkswagen do Brasil também atua nos Portos de Santos, SP (exportação), Paranaguá, PR (importação e exportação) e Suape, PE (importação). No Porto de Paranaguá, por exemplo, o Grupo Volkswagen é responsável pela operação de um terminal. Em 2024, a Volkswagen movimentou 46.126 veículos, somando exportação e importação, no porto paranaense. Esse volume representou 43,79% das operações de veículos do porto no ano.

Exportações

Em 2025 (jan-fev), a Volkswagen do Brasil já exportou 19.368 unidades, que representam aumento de 117% em relação a 2024 (8.917 unidades). No mesmo período, o mercado de veículos leves registrou aumento de 54,1% nas exportações (72,6 mil unidades jan-fev 2025 x 47,1 mil unidades jan-fev 2024).

Assim como em importações, a Argentina também é o principal parceiro para exportações da Volkswagen do Brasil e representa 59% dos embarques (11.405 unidades) em 2025 (jan-fev). No ranking dos três principais mercados de exportações da Volkswagen do Brasil também figuram México (5.077) e Chile (866) neste ano.O Volkswagen Polo segue como o modelo mais exportado pela marca, com 8.595 unidades já embarcadas em 2025 (jan-fev); seguido pela Saveiro (4.727), Novo T-Cross (3.033) e Nivus (2.572).

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Volkswagen lança um pequeno SUV tendo como base o Polo

Totalmente desenvolvido no Brasil e destinado a países em desenvolvimento, a Volkswaghendo Brasil apresentou esta semana o novo suv Tera. Utilizando a plataforma do Polo, o pequeno Tera já está sendo produzido na planta fabril de Taubaté-SP e vai ficar posicionado abaixo do T-Cross e Nivus. O desejo da marca alemã é que o novo suv brigue com o Fiat Pulse e Renault Kardian, que vêm com motorizações mais potentes.

O Tera, quando começar a ser vendido em maio/junho deste ano, contará com o motor de 1,0 litro, turbo, três cilindros com 116 cavalos e 16,8 kgfm de torque, também já utilizado no Polo.

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Sucesso mundial, Polo comemora 50 anos de seu lançamento

A Volkswagen sempre tiveram modelos marcantes e campeões de vendas. O maior foi o Fusca. Mas o Golf, Passat e o Polo não ficam muito atrás.

Lançado em 1974 na Alemanha, começou a ser comercializado naquele País no início de 1975. Ao longo de seis gerações, o modelo já superou 20 milhões de unidades vendidas em todo o mundo. Sucesso de vendas em todo o mundo, chegou ao Brasil em 2002.

Com a difícil missão de substituir o Fusca no mercado europeu, o “irmão” menor do Golf, que havia sido lançado em março de 1974, chegou com inovações e design surpreendente para a época.

O Polo foi baseado no Audi 50. Com linhas modificadas, a produção era feita maior fábrica da Volkswagen da Alemanha, em Wolfsburg, e iniciou a comercialização para o mercado alemão em março de 1975 (exatamente um ano após o Golf).

Para o início da produção do Polo no Brasil, em 2002, a fábrica da Anchieta, em São Bernardo do Campo-SP passou por uma grande modernização. A planta fabril foi equipada com avançadas tecnologias e modernos processos de produção para a época, incluindo 400 robôs, solda a laser e pintura automatizada. O modelo exigia isso.

Em 2022 retorna ao mercado “substituindo” o Gol, que foi lançado em 1980, vendeu quase 7 milhões de unidades e foi líder de vendas por 27 anos.

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Fiat Strada continua sendo o veículo mais vendido no mercado brasileiro

As vendas de carros e comerciais leves fecharam setembro em 223.179 unidades, um aumento de 0,14% em relação a agosto e 13,7% em relação a setembro do ano passado. Foram 21 dias úteis, com 10.628 carros por dia.

Depois de passar os primeiros cinco meses do ano com vendas mensais em torno de 150 mil, o mercado se recuperou a partir de julho e mantém as vendas em alta. Pelo quarto mês consecutivo as vendas passam de 200 mil unidades. Em junho foram 202.474 carros vendidos, em julho, 227.300, em agosto 222.850 e 223.179 agora em setembro.

A briga pela liderança por modelos continua entre a Strada e o Polo. A picape da Fiat se mantém na frente, com 14.240 unidades licenciadas, contra 12.335 do Polo.

O destaque do mês vai para o Cronos, que em agosto não figurou nem entre os 20 modelos mais vendidos e nesse mês aparece na nona posição com 5.858 carros.

Veículos carros mais vendidos em setembro

AutoInforme

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Coluna Fernando Calmon — Quem ganhou e quem perdeu no primeiro semestre do ano

Coluna Fernando Calmon nº 1.311 — 24/7/2024

 

Quem ganhou e quem perdeu no primeiro semestre do ano

Na classificação entre os 16 segmentos do mercado brasileiro, estudo tradicional organizado desde 1999, a novidade é o desempenho dos híbridos e elétricos chineses. O elétrico Seal, por exemplo, dominou quase 90% entre os sedãs grandes. BYD emplacou 21% entre os híbridos com o Song Plus e 31% dos elétricos com o Dolphin. No entanto, todos os modelos elétricos somados representaram apenas 2,9% do total das vendas.

Outros modelos predominantes no mercado que alcançaram mais de 50% de participação foram Corolla (72%), BMW Séries 3/4 (68%), Strada (56%) e 911 (54%). Ainda merecem destaques os BMW M2 e M3/M4 que somados responderam por 55% entre os esportivos.

As disputas pela liderança continuaram muito fortes. Mas enquanto o Polo consolidou-se entre os compactos, outro produto da marca alemã por muito pouco deixou de seguir na ponta, pois o T-Cross somou 11,5% das vendas contra 11,2% do Creta. Foram apenas 987 unidades de diferença no semestre ou 164 unidades por mês em média.

Outras lutas equilibradas: Compass (31%) e Corolla Cross (30%) com uma diferença média de 157 unidades a cada mês. Os chineses por seu lado protagonizaram uma boa batalha entre os híbridos. Song Plus venceu o H6 por uma diferença mensal de 166 unidades. Dolphin Mini, entre os elétricos, ficou apenas dois pontos percentuais atrás do Dolphin ou 92 unidades por mês ao longo do semestre. Graças à chegada do Dolphin Mini de cinco lugares, agora em agosto, o compacto deve liderar no balanço final de 2024.

Ranking da coluna tem critérios próprios e técnicos com classificação por silhuetas. Referência principal é distância entre eixos, além de outros parâmetros. Sedãs de topo (baixo volume) e monovolumes (oferta reduzida) ficam de fora. Base de pesquisa é o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). Citados apenas os modelos mais representativos (mínimo de dois) e de maior importância dentro do segmento. Compilação de Paulo Garbossa, da consultoria ADK.

Hatch subcompacto: Mobi, 48%; Kwid, 38%; Dolphin Mini, 14%. Elétrico entra na disputa.

Hatch compacto: Polo, 26%; Onix, 19,4%; HB20/X, 18,7%; Argo, 17,7%; Yaris, 6%; C3, 4,5%; 208, 4,4%; City, 3%. Líder Polo avançou.

Sedã compacto: Onix Plus, 30%; Cronos, 17%; Virtus, 15%; HB20S, 14,8%; Yaris, 10%; City, 6,2%; Versa, 6%; Logan, 1%. Onix Plus ainda firme.

Sedã médio-compacto: Corolla, 72%; Sentra,11%; Jetta, 7%. Corolla longe de ameaças.

Sedã médio-grande: BMW Série 3/4, 68%; Mercedes Classe C, 17%; Audi A5/S5/RS5, 5,5%. Mantida folga dos BMW.

Sedã grande: Seal, 87%; Panamera, 8%; Taycan, 3%. Elétrico Seal, amplo domínio.

Esportivo: BMW M2, 29%; BMW M3/M4, 26%; Mustang, 20%. BMW se impôs.

Esporte: 911, 54%; 718 Boxster/Cayman, 34%; Corvette, 4%. Território consolidado Porsche.

SUV compacto: T-Cross, 11,5%; Creta, 11,2%; Tracker, 10,6%; Kicks, 10,3%; Nivus, 9,5%; Renegade, 8,6%; HR-V, 8%; Fastback, 8%; Pulse, 7%; Tiggo 5x, 5%; Duster, 4%; T-Cross quase perde a ponta.

SUV médio-compacto: Compass, 31%; Corolla Cross, 30%; Tiggo 7, 13%. Compass sob ameaça.

SUV médio-grande: Song Plus, 19%; H6, 17%; SW4, 15%. Novo líder é híbrido plugável.

SUV grande: Cayenne, 21%; BMW X5/X6, 19%; XC90, 13%. Cayenne volta à ponta.

Picape pequena: Strada, 56%; Saveiro, 24%; Montana, 13%. Nada ameaça Strada.

Picape média (carga 1.000 kg): Toro, 23%; Hilux, 22%; Ranger, 13%. Toro por um fio.

Híbridos: Song Plus, 21%; H6, 19%; Corolla Cross, 15%. Liderança apertada.

Elétricos: Dolphin, 31%; Dolphin Mini, 29%; Ora 3%, 12%. Amplo domínio BYD.

 

Marcas no exterior desaceleram planos para elétricos

Não se trata de movimento generalizado ou muito profundo, porém denota prudência entre os fabricantes que se apegaram com grande ardor ao lançamento de vários modelos de VE (veículos elétricos) ao redor do mundo. O fato de desaceleração das vendas, que ocorre este ano, acendeu uma luz amarela com tendência para vermelho.

Mesmo na China, onde há a maior concentração de produção de VE no mundo, já se conclui que há marcas demais apostando todas as fichas. O suporte do governo com subsídios explícitos ou ocultos pode arrefecer sem aviso prévio. A ordem agora é exportar a qualquer custo. Pode ser um sinal de que o mercado interno não permaneceria tão exuberante e a atual guerra de preços pode dizimar muitos fabricantes estimados em mais de 100.

Cautela parece ser palavra de ordem e não faltam exemplos. A Ford foi uma das primeiras a comunicar mudança de planos tanto nos EUA quanto na Europa. No continente europeu a empresa americana admitiu que as ações eram ambiciosas demais. Marin Gjaja, CEO de eletrificação, disse que os clientes da marca deixaram antever este cenário. Nos EUA, já se tinha anunciado que uma fábrica projetada para veículos elétricos irá produzir mesmo picapes com motor a combustão.

A Porsche reconheceu seu otimismo além da conta. Agora admitiu um ajuste às respostas sinalizadas pelos compradores. No semestre recém-encerrado a queda nas vendas do Taycan, seu primeiro elétrico, foi de 51% na Europa, EUA e China. Aqui, vendeu apenas 69 unidades no primeiro semestre, apesar de que em 2021 tornou-se o primeiro modelo elétrico a liderar um segmento (sedãs grandes) no ranking da coluna.

Mercedes-Benz, altamente entusiasmada com VE, também mudou de ideia e decidiu olhar para híbridos plugáveis. BMW sempre disse continuar a fornecer o que o mercado pede e isso inclui modelos com motores de combustão interna (MCI).

A GM igualmente voltou atrás e decidiu investir em modelos híbridos plugáveis em tomada nos EUA. A filial brasileira pegou o gancho da matriz e anunciou híbridos convencionais para os mercados interno e externo. Stellantis e VW já seguiam a mesma diretriz. Elétricos, claro, estão nos planos das três maiores, embora nenhuma acene uma previsão de data.

Neste cenário confuso quem se destaca positivamente é a Renault que criou a divisão Horse específica para MCI. CEO do grupo francês, Luca de Meo, tem insistido junto à União Europeia que o ano de 2035 fixado para o fim das vendas de MCI necessita de “flexibilidade”.

Polo GTS resgata clássico modo de dirigir com alma

Refinamento do Polo GTS é parte do sucesso do hatch que assumiu e manteve a liderança neste segmento (21% do total do mercado) que só perde em importância para os SUVs compactos (25%). Esta versão tem preço de R$ 153.790, realmente salgado, e se torna um limitador em suas vendas para algo em torno de 5% da linha.

Para começar, o motor turbo flex, 1,4-L, 150 cv e 25,5 kgf·m (ambos os combustíveis) é suficiente para acelerar de 0 a 100 km/h em 8,3 s, mais rápido entre os hatches. O câmbio é automático epicíclico de seis marchas e trocas por borboletas no volante. Câmbio manual descartado reflete os tempos atuais. Não chega a colar as costas no banco, porém garante uma diferenciação frente aos outros hatches. Instigante mesmo, o ronco do motor.

As suspensões mais firmes com molas, amortecedores e barra antirrolagem específicas para esta versão dão conta do recado, sem que chegue a incomodar quanto ao conforto de marcha. Necessário ter algum cuidado adicional com buracos em razão dos pneus de perfil baixo 205/45 R18. Velocidade máxima declarada de 205 km/h.

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VW Polo é o veículo mais vendido no Brasil

O Volkswagen Polo é pelo segundo mês consecutivo, o veículo mais vendido do Brasil. O carro da Volkswagen vendeu 12.425 unidades, contra 11.497 da Strada, que vinha liderando o mercado nacional. Entre os SUV, a marca alemã emplaca também o T-Cross como o mais vendido no segmento.

As vendas de carros e comerciais leves registraram recorde em abril, com 207.328 unidades licenciadas, o melhor desempenho do ano, e um crescimento de 17,8% em relação a março (175.646) e de 36,6% em relação a abril do ano passado (151.918). Também pela primeira vez no ano as vendas passaram dos 200 mil carros.

As vendas diárias também foram destaque, com média de 9.424 nos 22 dias úteis do mês.

A Fiat continua liderando as vendas com 19,3% de participação em abril.

Ranking por marca Abril/2024

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