híbrido

GWM Haval H6 ganha reestilização e mais uma versão

Em junho chega a nova geração do GWM Haval H6, que foi reestilizada, e ganha melhorias no acabamento e na autonomia. A linha também vai ter mais uma versão: a Haval H6 PHEV19. A versão intermediária se junta aos outros três modelos já á venda no mercado nacional, os H6 HEV2, H6 PHEV34 e H6 GT.


O novo modelo híbrido vem com tração dianteira e bateria de 19 kWh. O torque é de 530 Nm e a potência de 326 cavalos. Isso faz o SUV acelerar de 0 a 100 km/h em 7,6 segundos e atingir a velocidade máxima limitada em 180 km/h.


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Coluna Fernando Calmon  — Elétricos enfrentam novos obstáculos

Coluna Fernando Calmon nº 1.302 — 21/5/2024

Elétricos enfrentam novos obstáculos ao redor do mundo

Demorou um pouco, mas os maiores fabricantes de veículos estão reavaliando o ritmo de investimentos em modelos 100% elétricos. Reduzir não significa qualquer desistência e sim reavaliar o cenário em razão do que os compradores têm mostrado ser o desejo. No primeiro quadrimestre deste ano em praticamente todos os mercados mundiais (à exceção da China) observou-se diminuição de vendas dos elétricos. Ao mesmo tempo, maior procura por híbridos plugáveis, em especial aqueles com baterias de maior capacidade que garantam pelos menos 100 quilômetros de alcance médio urbano no modo elétrico.

As últimas notícias do exterior retratam essas evidências. Marcas que já tinham descartado investir em modelos híbridos como as do grupo GM, VW e Mercedes-Benz, entre várias outras, reavaliaram o cenário em favor dos híbridos. Uma inesperada guerra de preços levou a uma perda de rentabilidade em um momento em que altos investimentos na produção de bateria são fundamentais. A Ford, por exemplo, revelou pesado prejuízo financeiro na venda de cada modelo elétrico. Stellantis, por ter esperado mais para avaliar melhor o cenário, foi menos atingida.

BMW é uma exceção. Embora pioneira no carro elétrico com o i3, sempre defendeu que a escolha deve ser do mercado e oferece motores de combustão interna (MCI), híbridos e elétricos. A Europa quer zerar a venda de MCI até 2035, mas isso também pode mudar em favor dos híbridos.

Entre as que procuraram surfar nesta onda a Fisker, marca americana com fábrica na Áustria, pediu falência. Isso torna ainda mais difícil a tentativa de pequenas empresas, conhecidas como startups, que acham relativamente fácil comprar motores e baterias de prateleira e lançar novos modelos. Entre outras estão Pear, Alaska e Ronin.

Até a Tesla com o frenesi causado por seus carros não escapou, algo que esta coluna já havia previsto quando a concorrência começasse a surgir por todos os lados. A marca do bilionário Elon Musk enfrenta perdas financeiras pesadas e diminuição de vendas que eram esperadas, todavia não com a intensidade agora vista. Dos cinco produtos apenas dois, Model 3 e Model Y, se destacaram. Já chegou a hora de atualizações visuais, como é praxe na indústria, porém aparentemente nada há à vista.Na China, o cenário é outro. Em razão de prejuízos vultosos no setor imobiliário do país, o governo priorizou os carros elétricos com fortes subsídios e, em particular, o desenvolvimento de baterias. Os avanços tecnológicos tornaram-se evidentes. Depois veio a ordem para exportar a qualquer custo. E os EUA, cujo mercado só é menor que o da China, parecia alvo fácil.

Contudo o governo americano acaba de anunciar que veículos chineses terão imposto de importação de nada menos que 100%. A saída seria construir fábricas no México e de lá exportar para o vizinho gigante. Essa porta poderia se fechar da mesma maneira. Resta tentar instalar fábricas nos EUA. Também serão barrados? A conferir nos próximos capítulos.

Stellantis investirá R$ 14 bilhões na fábrica Fiat em Betim (MG)

O montante foi informado pelo presidente da Stellantis para a América do Sul, Emanuele Cappellano, ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema. O montante de R$ 14 bilhões soma-se aos R$ 13 bilhões anunciados recentemente para a fábrica mais moderna do grupo em Goiana (PE) e integra o total de R$ 30 bilhões no período 2025-2030.

Stellantis, que é um grupo automobilístico ítalo-franco-germânico-americano, tem mais uma fábrica em Porto Real (RJ), onde hoje só produz modelos Citroën. Matematicamente haveria ainda R$ 3 bilhões sem alocação oficial anunciada, que deverá ir para a unidade fluminense do grupo e pode ser anunciado ainda neste mês de maio.

A fábrica mineira em Betim também produz três famílias de motores flex, caixas de câmbio manuais e abriga um centro de desenvolvimento e pesquisa com mais de 4.000 funcionários. Lá estão se desenvolvendo quatro plataformas Bio-Hybrid que incluem motores flex micro-híbridos, híbridos plenos, híbridos plugáveis e elétricos.

O primeiro produto será lançado já no próximo semestre e tudo indica será um micro-híbrido Fiat, Pulse ou Fastback, modelos mais caros da marca.

Cappellano confirmou apenas que parte da expansão em Betim (MG) contará com “importação de ferramentas de uma fábrica na Europa que está sendo desmobilizada”. Isso se enquadra no programa Mover para estimular investimentos em inovação e mobilidade verde.

T-Cross 2025 mantém preço, mas ganha e perde alguns itens

Com tanta oferta de SUVs no mercado brasileiro defender a liderança absoluta não é tarefa fácil. Para tanto a VW decidiu manter os preços da versão 2025, mesmo incluindo novos equipamentos e reformulando para bem melhor o aspecto interno do modelo. Este é o primeiro dos 16 lançamentos do seu plano de investimentos de R$ 16 bilhões até 2028.

A frente foi atualizada com novo para-choque, grade e faróis com uma barra cromada de interligação. Sem dúvida, rejuvenesceu o modelo. Único senão: ausência dos faróis de neblina disponíveis anteriormente, a partir da versão intermediária Comfortline. Rodas de liga leve, de 17 pol. nas versões mais caras, têm desenho mais elaborado e se destacam no conjunto. Mudanças na traseira ficaram muito boas com a interligação de LED das lanternas, dando sensação de que o carro foi alargado.

No interior destaques para a escolha cuidadosa dos materiais de acabamento e também de revestimento dos bancos, além de novas saídas de ar-condicionado e moldura central do painel. Tela multimídia de 10,1 pol. e quadro de instrumentos de 8 pol. têm visual mais atraente. Teto solar panorâmico está entre os opcionais.

Não houve mudanças mecânicas: permanecem motores de 1 L, nas duas primeiras versões e de 1,4 L, na de topo, sempre com câmbio automático epicíclico de seis marchas). Em rápida avaliação urbana manteve as apreciadas qualidades dinâmicas e desempenho.

Outra novidade são os pneus Pirelli Seal Inside: vedam automaticamente, em 85% dos casos, furos com até 0,5 mm de diâmetro (não são do tipo run flat) causados por pregos de até 0,4 mm. Levaram a uma alteração muito pequena no consumo de combustível, porém oferecem mais segurança.

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Novo BYD Seal Super DM híbrido pode chegar ainda este ano

A chinesa BYD apresentou na Europa o novo SUV hibrido Seal Super DM (Dual Mode), que prioriza o uso da motorização elétrica. O SUV tem uma autonomia somente com a motorização elétrica de 70 a 125 quilômetros. Essa autonomia depende da versão: Boost e Comfort.

Com dois motores, um em cada eixo, o SUV Seal tem motor a combustão de 1,5 litro e vem com uma bateria BYD Blade Battery de 18,3 kWh (Boost) ou 26,6 kWh (Comfort). Esse novo modelo pode chegar ainda este ano ao Brasil.

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Fiat vai investir R$14 bi no Polo Automotivo Stellantis de Betim

A Fiat anunciou ontem (20) o maior investimento no Polo Automotivo Stellantis de Betim – MG, desde a criação da fábrica no inicio dos anos 70. O comunicado do aporte foi feito ontem pelo presidente da Stellantis para América do Sul, Emanuele Cappellano, no valor de R$ 14 bilhões.

Também foi confirmada a expansão da linha de motores, que produzirá as motorizações dos futuros lançamentos da Stellantis na região, incluindo os produtos equipados com a tecnologia Bio-Hybrid. Os primeiros modelos com essa tecnologia estão previstos para chegar ao mercado no segundo semestre deste ano.

“Prestes a completar 48 anos, o Polo Automotivo Stellantis de Betim tem uma trajetória marcada pelo sucesso, produzindo modelos que lideram os seus segmentos no Brasil. Com este novo investimento de R$ 14 bilhões, vamos dar sequência ao incrível legado desta fábrica, direcionando o valor para renovar nossa linha de produtos, desenvolver novas tecnologias e gerar novos empregos”, afirmou Emanuele Cappellano, presidente da Stellantis para a América do Sul.

O ciclo de investimentos de R$ 32 bilhões de 2025 a 2030 anunciados pela Stellantis para América do Sul é o maior da história da indústria automotiva. O montante impulsionará o lançamento de 40 novos produtos, 8 powertrains, bem como o desenvolvimento das novas tecnologias Bio-Hybrid, tecnologias inovadoras de descarbonização em toda a cadeia de suprimentos automotivos e novas oportunidades estratégicas de negócios.

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Novo BYD Song Plus DM-i chega com autonomia de 1.200 km

Com mais do dobro da autonomia, a BYD está trazendo para o Brasil a nova geração do Song Plus DM-i. O novo híbrido plug-in chega com a uma bateria mais potente que eleva a autonomia de 50 para 105 quilômetros. Segundo a marca chinesa, juntando o motor a gasolina e o elétrico o Song Plus atinge uma autonomia de até 1.200 quilômetros.

A marca também está com uma promoção até o dia 31 de maio para quem desejar comprar a nova geração. As concessionárias vão recomprar os modelos seminovos pagando 90% do valor seguindo a tabela Fipe –  Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas .

A garantia do veículo foi aumentada para 6 anos e sem limite de quilometragem.

Preço
BYD Song Plus DM-i – R$ 239.800,00.

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Coluna Fernando Calmon —Salão do Automóvel voltará possivelmente em novo local

Coluna Fernando Calmon nº 1.297 — 16/4/2024

Salão do Automóvel voltará possivelmente em novo local

Foi no dia 12 deste mês em que a Anfavea inaugurava sua nova sede que veio a confirmação. Alcançado o consenso entre as 26 associadas da entidade, o seu presidente, Marcio Leite, ainda não anunciou uma data formal, mas acenou com o período entre os últimos meses deste ano e os primeiros de 2025. O otimismo com recuperação das vendas neste e nos próximos três anos pode ter sido o catalisador. No entanto, o escopo do novo Salão do Automóvel será diferente e comentado adiante.

Com os problemas originados na pandemia da Covid-19, as grandes exposições mundiais setoriais perderam fôlego. Recentemente o Salão de Genebra (26/2 a 3/3) teve adesão muito baixa, apenas oito expositores.

O Salão de Detroit tentou inovar mudando o período de exposição do inverno para o verão, mas não deu certo. Este ano não se realizará e a volta só ocorrerá em 2025 sob temperaturas congelantes de janeiro como sempre.

A gigantesca exposição bienal de Frankfurt nos anos ímpares foi trocada por um evento muito mais discreto em Munique e focado em Mobilidade no ano passado. E o bienal Salão de Paris, realizado em 2022, também se retraiu, prestigiado apenas por marcas francesas e chinesas. O evento voltará este ano de 14 a 20 de outubro.

O Salão do Automóvel de São Paulo terá três mudanças a fim de atrair mais público. Deve voltar (ainda sem confirmação) ao agora totalmente modernizado e climatizado pavilhão de exposições do Anhembi, na região central da capital. Os testes de veículos abertos ao público serão incrementados. Pela primeira vez se permitirão operações comerciais nos estandes (desejo sempre rejeitado pelos organizadores). As tratativas envolvem a Fenabrave, associação nacional das concessionárias.Resta comemorar essa volta, depois de seis anos, com a confiança de que os mais de 700.000 visitantes da última edição, em 2018, sairão tão ou mais satisfeitos.

 Compass e Commander: novo motor e garantia de 5 anos

A Jeep não se acomodou na liderança de mercado de seus dois modelos de SUVs, de cinco e sete lugares (este também com versão de cinco lugares): ao final de 2023, o médio-compacto detinha 42% de participação e o médio-grande, 22%. Ambos à frente dos concorrentes diretos da Toyota, Corolla Cross e SW4, respectivamente. Compass tem liderança folgada, porém o Commander é seguido de perto pelo SW4 e o GWM Haval H6.

Ambos os modelos 2025 agora oferecem um motor a gasolina (importado) que vira o jogo em termos de desempenho, nas versões de topo Blackhawk. Trata-se da mesma unidade importada Hurricane da picape Ram Rampage, 2-litros turbo, 272 cv e 40,8 kgf·m. Câmbio é automático epicíclico de nove marchas.

No lançamento em Punta del Leste, Uruguai com cronometragem eletrônica a bordo o Compass acelerou de 0 a 100 km/ em empolgantes 6,76 s e o Commander, por ser maior e ter mais massa, cravou 7,32 s. São os mais rápidos de seus respectivos segmentos.

Os motores Diesel (importado) de 170 cv/35,7 kgf·m e turbo flex produzido no Brasil de 185 cv/27,5 kgf·m continuam em ambos os modelos. Os câmbios são sempre automáticos de nove e seis marchas, respectivamente.

A inédita versão de topo Blackhawk é a mais atraente, mas todas as outras seis receberam nova grade do radiador e rodas de liga leve de 18 ou de 19 pol. Especificamente nesta versão, a grade tem acabamento em cromo escurecido, pinças dianteiras pintadas em vermelho e bancos em camurça e couro.

Ambos os bancos dianteiros oferecem ajuste elétrico (no Commander, duas memórias para o do motorista). Abertura elétrica da tampa do porta-malas tem sensor de presença (chute por baixo do para-choque). O modelo de maior porte oferece 158 mm a mais na distância entre-eixos e se destaca pelo amplo espaço interno tanto nas versões de cinco quanto de sete lugares.

Um avanço importante em segurança é o sistema ativo de direção ao combinar centralizador de faixa de rolagem ao controlador automático de cruzeiro com função para-e-anda. No Compass destacam-se detector de cansaço do motorista e o reconhecimento de placas de trânsito, incluindo alertas visual e sonoro ao se exceder velocidade máxima permitida.

De forma geral, a dirigibilidade de ambos os modelos sobressai pela ótima sensação ao volante, comportamento em curvas e os tradicionais recursos de ponta 4×4 para uso fora de estrada. A garantia em ambos os SUVs passou de três para cinco anos, sem limite de quilometragem, retroativa ao ano-modelo 2022 em diante.

Para quem não espera, carro também baixa de preço no Brasil. Os dois Jeeps receberam cortes de R$ 5.000 a R$ 40.700

Compass: R$ 179.990 a R$ 279.990. Commander 5-lugares/7-lugares: R$ 217.990 a R$ 321.290.

Nervos à flor da pele: Alfa Romeo troca nome Milano por Junior

Certamente é estranho, mas o governo italiano barrou a pretensão da Alfa Romeo de lançar um crossover compacto híbrido com o nome Milano. De fato, a marca italiana tem origem na cidade homônima (em português, Milão) com uma enorme tradição de esportividade desde 1910. Nasceu apenas como A.L.F.A (Anonima Lombarda Fabbrica Automobile) e depois se fundiu com a empresa de Nicola Romeo em 1918, passando a Alfa Romeo. Em resumo, durante décadas no escudo circular da empresa aparecia Milano em destaque na parte de baixo. Com uma nova fábrica no sul da Itália, o nome desapareceu do logotipo a partir de 1970.

Opção por Junior foi natural, pois a marca já o havia utilizado como subnome desde 1965 com o GT 1300 Junior. A birra do governo italiano tem a ver com as discórdias em relação aos investimentos do grupo Stellantis na Polônia. O argumento foi que os consumidores estavam sendo enganados, pois se tratava de um carro polonês. Uma bobagem, pois há diversos carros que homenageiam cidades sem nenhuma fábrica instalada no local: Kia Rio, Hyundai Tucson, Seat Leon, Bentley Mulsanne para citar só alguns. E vários outros modelos na história do automóvel seguiram o mesmo tema.

A Stellantis poderia ignorar a pressão sofrida, mas preferiu contemporizar. O governo da Itália até já cogitou adquirir uma pequena participação no conglomerado franco-ítalo-americano, mas as tratativas emperraram. Depois o governo quis atrair a chinesa Chery para a Itália, o que irritou a tellantis. Afinal, o atual Júnior custaria 10.000 euros a mais, se não fosse polonês. Haja nervos…

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JAC vai importar no segundo semestre mais um modelo elétrico

Para enfrentar BYD Dolphin e o GWM Ora 03, a pioneira dos veículos elétricos no Brasil, JAC Motors, vai importar o Y3. No Brasil, possivelmente, chegará como JAC E-JS5.

Bem acabado, o novo JAC tem um interior agradável e uma enorme tela de 15,6 polegadas no centro. O painel de instrumentos também é digital e terá conexão 5G.

Na China onde já é vendido, o Y3 tem duas versões: uma com 95 cavalos e 305 quilômetros de autonomia e outra com 136 cavalos e 405 quilômetros de autonomia. Mas a marca está em fase de desenvolvimento de novas tecnologias que podem ampliar a autonomia para mais de 500 quilômetros.

A previsão de lançamento é para o inicio do segundo semestre e deverá custar em torno de R$ 140 mil.

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Coluna Fernando Calmon — Primeiro trimestre fecha com bons resultados de vendas

Coluna Fernando Calmon nº 1.295 — 2/4/2024

Primeiro trimestre fecha com bons resultados de vendas

O crescimento dos licenciamentos de veículos leves e pesados de janeiro a março deste ano foi de 9,1% com destaque para automóveis e comerciais leves, a faixa principal do mercado, que avançou 10,7% sobre o primeiro trimestre de 2023. Foram vendidas no total 514.517 unidades. Informações são da Fenabrave, entidade que reúne concessionárias de todos os segmentos.

José Andreta Jr., seu presidente, manteve previsão de aumento na comercialização de 12% frente ao ano passado, patamar superior ao esperado pela Anfavea (6%). “O crédito vem se expandindo em razão da tendência de estabilização da inadimplência. Ainda não chegamos à normalidade de 60 a 70% de vendas financiadas, o que depende de maior redução de atrasos nas prestações. No entanto, ainda poderemos rever para cima as nossas previsões”, destacou.

O executivo lembra que se o primeiro semestre consolidar a recuperação, o crescimento maior em 2024 se confirmaria porque em média o segundo semestre historicamente aponta resultados 30% maiores em relação ao primeiro. O Marco de Garantias prosperou depois que o Congresso derrubou o veto presidencial ao processo acelerado de retomada do bem financiado, mas ainda por honrar.

Este Marco terá efeito a médio prazo com a oferta de juros de financiamento menores para os bons pagadores, um instrumento há muito tempo aplicado no exterior e que, obviamente, deu certo.

Porsche demonstra no Brasil a opção da gasolina sintética

O projeto começou em 2022 no Chile, na usina de Haru Oni, localizada no extremo sul do país andino. Ali continua se produzindo em escala pré-industrial a gasolina sintética, em inglês denominada e-fuel (em tradução livre, combustível pró-ambiente). A iniciativa envolve a Porsche e outros parceiros a partir de água que pode ser salgada (retirada do mar ou fonte subterrânea) e energia elétrica de fonte eólica que no local apresenta ventos bastante fortes e contínuos.

CO2 ou dióxido de carbono, um dos gases responsáveis pelo efeito estufa que está elevando a temperatura do planeta, é capturado da atmosfera. Eletricidade gerada pelo vento separa hidrogênio do oxigênio contido na água (H2O) no processo chamado eletrólise. Então combina-se hidrogênio e CO2 para criar combustível líquido 100% neutro em carbono.

Combustível obtido ao fim do processo tem exatamente as mesmas características físico-químicas da Super E10 (mistura de 90% de gasolina e 10% de etanol), amplamente utilizada na Europa e EUA em motores a combustão interna (MCI) de ciclo Otto. O processo é complexo e caro, viável apenas em regiões de ventos fortes e constantes a exemplo da costa do Nordeste brasileiro.

A fabricante alemã tem interesse em autorizar e-fuel em seus carros com MCI. Pode depender do preço ao consumidor regulado pela carga fiscal que os governos impuserem à gasolina “ecológica” frente ao produto de origem petrolífera. Hoje a planta-piloto produz 130.000 litros por ano. No longo prazo, 550 milhões de litros/ano.

Para comprovar a viabilidade técnica do produto a Porsche Brasil importou do Chile 600 litros desta gasolina e convidou jornalistas para dirigir seis de seus modelos (do 911 ao Cayenne) abastecidos exclusivamente com este e-fuel. Entre São Paulo (SP) e Mairiporã (SP), ida e volta, foram quase 100 km, incluída subida de serra. Nenhuma hesitação ao acelerar ou qualquer mudança perceptível de desempenho neste trajeto, em impressões ao dirigir sem cronometragem ou aferição de consumo.

Numa pequena amostra fornecida do combustível, cheiro e aspecto são quase iguais aos das bombas nos postos, pois aqui o teor de etanol na gasolina varia entre 25% e 27% (gasolina Premium e comum, respectivamente).

Honda CR-V Advanced Hybrid só não atrai mais pelo preço alto

A primeira boa impressão do híbrido pleno CR-V é o seu estilo de acordo com a proposta de um SUV moderno. Na frente, nenhuma peça cromada. No teto, as indefectíveis barras longitudinais são tão discretas que não fariam falta, se eliminadas. Rodas de 19 pol. têm desenho elaborado, mas pintadas de preto escondem um pouco do seu aspecto. E na traseira as lanternas de desenho sinuoso agradam, embora lembrem as da Volvo. A saída de escapamento do lado esquerdo está lá apenas para compor o visual (funcional só a do lado direito).

Com distância entre eixos 40 mm maior (agora 2.700 mm) satisfaz também quem viaja no banco traseiro que desliza longitudinalmente, ajusta ângulo do encosto e tem assoalho quase plano apesar da tração 4×4 permanente. Na melhor condição o volume do porta-malas chega a ótimos 581 litros (VDA). Na frente os dois bancos têm regulagens elétricas e adequada sustentação lateral. Controle do ar-condicionado é feito de modo correto por botões e uma grelha no painel substitui as saídas de ar convencionais.

Tela multimídia de 9 pol. espelha navegadores Android Auto e Apple CarPlay. Ao acionar o comando de seta para o lado direito uma câmera amplia a retrovisão, superpondo-se ao mapa de navegação, mas basta apertar um botão na própria alavanca para desligá-la. É preciso certa concentração para não perder uma informação relevante.

Em segurança passiva o CR-V destaca-se pelos 10 airbags, sendo dois de joelho (motorista e acompanhante).

Ponto de destaque é a dinâmica do CR-V. Motor a combustão interna (MCI), gasolina, 2-litros, aspiração natural, 147 cv, 19,4 kgf·m e um elétrico de 184 cv, 34,2 kgf·m, além de um motor de partida/gerador integrado para carregar a pequena bateria de 1,1 kW·h. Potência combinada de 207 cv (torque combinado tecnicamente não pode ser medido).

O SUV arranca com o motor elétrico, mas de forma automática. A Unidade de Controle de Potência administra o funcionamento coordenado dos três motores. Ao motorista cabe escolher entre três modos de condução (Econômico, Normal e Esporte).

Preço: R$ 352.900. Difícil concorrer com produtos chineses, mas a japonesa tem a força de sua marca.

Ituran aposta em IA para agilizar combate a roubo e furto

No tradicional balanço de atividades no Brasil, a multinacional israelense Ituran apresentou um plano de negócios estruturado em etapas sucessivas. Para 2024 prevê crescimento de 13% da base de clientes que procuram os serviços de rastreamento contra roubo e furto. Seu produto agregado de rastreamento e seguro agora inclui modelos elétricos e híbridos, além de uma nova oferta voltada ao público das classes C e D que possuem carros mais antigos e de menor valor.

Vai investir em expansão do uso de Inteligência Artificial (IA) para melhorar a detecção de ocorrências e agilizar a recuperação de diferentes tipos de veículos: carros, picapes, motos, caminhões, barcos e maquinário agrícola. Opera com três tecnologias: comunicação por satélite, radiofrequência (imune a aplicação de bloqueios por parte de criminosos) e rede de telefonia celular (ideal para aéreas urbanas).

Com ajuda da rede de telefonia 5G a Ituran montou um sistema avançado de telemetria em tempo real para os 911 da Porsche Carrera Cup. A solução brasileira é considerada a de maior eficiência entre os 27 países que organizam estas competições monomarca.

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Toyota RAV4 Plug-in Hybrid faz até 35 km/l na cidade

Com o lançamento da nova versão do Toyota RAV4 Plug-in Hybrid, a marca japonesa amplia o seu portfolio de veículos eletrificados no Brasil. O modelo chega na versão mais sofisticada, a XSE.

Segundo a importadora, o RAV4 Plug-in Hybrid tem autonomia de 55 quilômetros somente com o motor elétrico e potência combinada de 306 cavalos.

Outras novidades da nova versão são a tela dos instrumentos de TFT e 12,3 polegadas, a nova multimídia com tela de 10,5 polegadas e um head-up display com informações sobre trajeto, velocidade e piloto automático.

Eficiência

Lançado em 1994, o RAV4 virou uma referencia no segmento, com mais de 10 milhões de unidades comercializadas em todo o mundo.

O modelo híbrido une um motor a combustão de 2,5 litros, com 185 cavalos e 223 Nm, a dois motores elétricos: um na frente com 182 cavalos e 270 Nm, e outro na traseira de 54 cavalos e 121 Nm. Juntos os três oferecem 306 cavalos. A transmissão é CVT.

“O híbrido plug-in complementa nossa oferta de veículos eletrificados atendendo a um segmento de clientes que deseja uma atuação maior do veículo no modo EV”, comenta José Ricardo Gomes, diretor comercial da Toyota do Brasil.

Ainda segundo a marca japonesa, o RAV4 Hybrid faz uma média de 35 km/l no ciclo urbano e 30 km/l em estradas.

O SUV acompanha um carregador portátil convencional 2,3Kw e um wallbox de 7,4Kw, que permite a recarga das baterias em 2,5 horas.

Preço
Toyota RAV4 Plug-in Hybrid R$ 400.000,00

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Coluna Fernando Calmon — Previsão para 2030: híbridos dominarão vendas no Brasil

Coluna Fernando Calmon nº 1.292 — 12/3/2024

Previsão para 2030: híbridos dominarão vendas no Brasil

 

A transição dos veículos de motor a combustão para os elétricos a bateria continua a desafiar diversas empresas de consultoria especializadas ao redor do mundo. Da visão conservadora ao grupo de moderadas e também às otimistas, as previsões atingem um grau de volatilidade proporcional à complexidade do tema.

Basta um exemplo. Poucos dias atrás a consultoria Gartner previu que até 2027 veículos elétricos terão custo de produção menor que os modelos de motor a combustão, sem contar o valor da bateria que ainda responde por cerca de 40% do preço final ao consumidor. Isso graças aos recentes avanços na manufatura puxados pela Tesla com suas gigaprensas que substituem as tradicionais, além de diminuir o número de robôs de armação e soldagem.

No entanto, isso pode aumentar de forma severa os custos de reparos mesmo em pequenos acidentes, o que levaria as companhias seguradoras a puxar seus preços para cima. A Gartner também previu dificuldades para startups especializadas em elétricos. Afinal, já como minha opinião, é relativamente fácil produzir novos modelos a partir de um motor elétrico de “prateleira” que embora dispense caixa de câmbio, não prescinde de redutor e diferencial.

Alguns desses iniciantes ficaram pelo caminho como Lordsown Motors e Proterra. A Fisker que já “quebrou” uma vez, está novamente em dificuldades. A promissora Rivian sofreu uma queda severa e repentina de vendas: cortou produção pela metade, mas ainda segurou os empregos.

A Bright, que reúne uma equipe muito experiente de consultores brasileiros, acaba de apresentar um cenário bastante interessante para 2030. Reflexo de estudos aprofundados e precisos do que realmente pode acontecer, entre fabricantes de veículos e autopeças, concessionárias, mobilidade como serviço (assinaturas e locações), além de processos de reciclagem.

As três categorias de híbridos somadas – básicos (32,5%), plenos (10,4%) e plugáveis (5,6%) – dominariam as vendas de veículos leves com 48,5% do total daqui a seis anos. Elétricos ficariam apenas com 9,8% e os motores a combustão com os restantes 41,7%. Mais abaixo estão informados os percentuais atuais de mercado.

Desse trabalho de fôlego da consultoria vale destacar algumas de suas conclusões:

  • “Futuro da eletrificação com diferentes alternativas de propulsão é inexorável.
  • Soluções de eletrificação para o Brasil serão diferentes do mundo dadas as alternativas de energia limpa que o País dispõe.
  • Mobilidade sustentável só se viabilizará se focar no social e econômico e não somente no viés ambiental.
  • Transição para a eletrificação acomodará nas linhas de produção os atuais veículos com motor a combustão e híbridos em arcabouços semelhantes.”

Otimismo marcou balanço da indústria em fevereiro

Mesmo com os feriados do Carnaval e o mês passado ter menos dias úteis, produção (189,7 mil unidades), média diária de vendas (8,7 mil unidades) e exportações apresentaram resultados surpreendentemente positivos para a indústria automobilística em relação a janeiro deste ano. Os crescimentos percentuais foram vistosos: + 24,3%; + 18,4% e + 62,7%, respectivamente.

No acumulado do primeiro bimestre em comparação ao mesmo período de 2023 os números também foram bons: + 8,9% e + 19,8%, respectivamente. Só as exportações continuaram fracas com queda de 28%. Esses resultados positivos refletem um início de ano muito difícil em 2023 e, sob esse prisma, devem ser aguardados os próximos meses.

Os estoques se mantiveram estáveis em 38 dias nos dois primeiros meses de 2024. A queda dos juros de financiamento, tendo a taxa Selic como referência, ajudará a recuperação do mercado este ano. Porém, ao mesmo tempo, o recuo dos juros será lento e isso pode adiar a decisão de compra.

Marcio Leite, presidente da Anfavea, chamou atenção para necessidade de novos testes de durabilidade para aumento da mistura de etanol de 27% para até 35% e, muito mais grave, no caso do biodiesel de 14% para 20% ou 25% (em 2031). Ambas as adições estão em pauta no Conselho Nacional de Política Energética.

Veículos elétricos e híbridos tiveram recuo na participação de mercado de 7,9% para 6,7% em fevereiro nas vendas de automóveis e comerciais leves. Especificamente os elétricos puros ficaram no mês passado com apenas 2,3% das preferências, híbridos plugáveis, 2,1%; híbridos, 2,3 %; gasolina, 4,6%; diesel, 10,5%; flex, 78,2%.

Híbrido plugável é alternativa para viagens

Enquanto os carros elétricos avançam na China e Europa (a um ritmo menor nos EUA), embora com tropeços recentes e que lançam algumas dúvidas sobre curto e médio prazos, há uma solução intermediária que se tem mostrado válida para quem quer viajar sem preocupações.

O híbrido plugável permite rodar em cidade, sem emitir CO2 e poluentes, e afasta o incômodo de planejar uma viagem com longas paradas sujeitas à demora natural para carregar a bateria. Além disso, podem acontecer atrasos se há motoristas à espera de sua vez ou atos de vandalismo que danificam os cabos de conexão já relatados em filmes na internet.

No Brasil, atualmente, híbridos desse tipo (PHEV, na sigla em inglês) dividem as preferências dos compradores de veículos com os modelos elétricos a bateria (BEV). Aliás, o equilíbrio se mantém ao incluir os apenas híbridos (HEV). No mês passado, por exemplo, PHEV representou 33,5% das vendas nacionais, BEV 34,7% e HEV 31,6%.

Um exemplo de PHEV adequado às condições brasileiras de uso é o Audi Q5 55 TFSIe quattro. Seu visual imponente destaca-se e o que mais chama atenção é a flexibilidade permitida pelo conjunto motriz. Ao motor a gasolina turbo, 2 litros de 252 cv/37,7 kgf·m se junta um elétrico de 143 cv/35,5 kgf·m acoplado ao câmbio automatizado de duas embreagens e sete marchas. No total são 367 cv e torque combinado de 50,5 kgf·m.

O SUV tem tração dianteira, mas em certas condições pode ser 4×4 ou só tração traseira, tudo feito de forma automática. Alcance no modo elétrico é de até 65 km em uso urbano, desde que não se empolgue muito ao acelerar. Essa distância cobre boa parte dos deslocamentos em cidade, sem gastar uma gota de gasolina.

Nas autoestradas no Estado de São Paulo é possível viajar a 120 km/h e alcançar até 25 km/l. Com a bateria carregada, velocidade média estável na faixa de 100 km/h e o tanque de 54 litros o Q5 pode rodar até 800 km, o que nenhum carro 100% elétrico oferece – ao menos por enquanto.

Preço básico: R$ 462.990.

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